Hapvida: entenda o que aconteceu com as ações da companhia

Após apresentar um resultado corporativo pior do que o esperado pelo mercado financeiro na última quarta-feira (12), as ações da Hapvida desabaram no pregão da véspera — sinalizando uma forte pressão vendedora nos papéis da companhia. A empresa é a maior operadora de saúde da América Latina, com 15,9 milhões de beneficiários.
🤔 Mas o que isso significa? A forte queda de uma ação na bolsa de valores representa um maior volume de oferta do que de demanda — ou seja, significa que havia mais investidores tentando vender os papéis da empresa que tinham na carteira do que gente tentando comprar.
A queda nas ações veio após a companhia anunciar um lucro líquido de R$ 338 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 12,7% em comparação ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Já o resultado operacional da empresa — medido pelo Ebitda, sigla em inglês para “lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização” — ficou em R$ 746,4 milhões no mesmo período, uma queda de 17,6% na mesma base de comparação.
Veja os vídeos em alta no g1:
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O resultado, segundo analistas do Itaú BBA, veio pior do que o esperado, e indicou uma dinâmica mais desafiadora para a operação da empresa à frente.
“Esse desempenho ruim também se deveu a fatores que não são necessariamente temporários, como a expansão da própria rede da empresa e dos cronogramas médicos”, explicaram os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio em relatório do Itaú BBA divulgado na quarta-feira.
Ainda segundo os analistas, esses fatores podem aumentar o custo que a Hapvida tem por beneficiário por um longo período de tempo — o que pode exigir que a empresa tenha um número elevado de novos clientes para conseguir atingir a meta de lucro estimada pelo mercado.
Em uma teleconferência promovida pela Hapvida na quinta-feira (13), representantes da companhia reconheceram que o desempenho entre julho e setembro ficou abaixo do esperado.
Além de um lucro operacional menor do que o esperado, a empresa também registrou o menor número de novos clientes no período, tíquete médio abaixo do previsto e um aumento de sinistros.
A Hapvida — que terminou uma megafusão com a NotreDame Intermédica no ano passado, criando um dos maiores ecossistemas de saúde da América Latina — é uma empresa do setor de saúde suplementar, que vende planos de saúde e odontológicos e opera com rede própria.
O resultado, considerado fraco pelos acionistas, resultou em um tombo de mais de 40% nos papéis da companhia na última quinta-feira.
Hospital da Hapvida NotreDame Intermédica na Avenida do Contorno, em BH
Divulgação
Programa de recompra de ações
Após a forte queda nos papéis, o conselho de administração da Hapvida divulgou um comunicado aos investidores na noite de quinta-feira (13), informando que aprovou um novo programa de recompra de ações, visando até 70 milhões de papéis da companhia.
🤔Um programa de recompra de ações é quando uma empresa decide comprar de volta suas próprias ações no mercado. Normalmente, essa compra é feita pelo próprio caixa da companhia, dentro de um limite previamente estipulado pelo conselho.
Segundo a Hapvida informou em comunicado, a recompra dos papéis teria como objetivo “maximizar a geração de valores para os acionistas por meio de uma administração eficiente da sua estrutura de capital” — ou seja, a empresa vai usar seus recursos de forma a aumentar o valor entregue aos acionistas.
O programa terá duração de 18 meses. As ações recompradas, segundo a companhia, serão mantidas em tesouraria ou canceladas, sem redução do capital social.

Hapvida: entenda o que aconteceu com as ações da companhia

Após apresentar um resultado corporativo pior do que o esperado pelo mercado financeiro na última quarta-feira (12), as ações da Hapvida desabaram no pregão da véspera — sinalizando uma forte pressão vendedora nos papéis da companhia. A empresa é a maior operadora de saúde da América Latina, com 15,9 milhões de beneficiários.
🤔 Mas o que isso significa? A forte queda de uma ação na bolsa de valores representa um maior volume de oferta do que de demanda — ou seja, significa que havia mais investidores tentando vender os papéis da empresa que tinham na carteira do que gente tentando comprar.
A queda nas ações veio após a companhia anunciar um lucro líquido de R$ 338 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 12,7% em comparação ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Já o resultado operacional da empresa — medido pelo Ebitda, sigla em inglês para “lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização” — ficou em R$ 746,4 milhões no mesmo período, uma queda de 17,6% na mesma base de comparação.
Veja os vídeos em alta no g1:
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O resultado, segundo analistas do Itaú BBA, veio pior do que o esperado, e indicou uma dinâmica mais desafiadora para a operação da empresa à frente.
“Esse desempenho ruim também se deveu a fatores que não são necessariamente temporários, como a expansão da própria rede da empresa e dos cronogramas médicos”, explicaram os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio em relatório do Itaú BBA divulgado na quarta-feira.
Ainda segundo os analistas, esses fatores podem aumentar o custo que a Hapvida tem por beneficiário por um longo período de tempo — o que pode exigir que a empresa tenha um número elevado de novos clientes para conseguir atingir a meta de lucro estimada pelo mercado.
Em uma teleconferência promovida pela Hapvida na quinta-feira (13), representantes da companhia reconheceram que o desempenho entre julho e setembro ficou abaixo do esperado.
Além de um lucro operacional menor do que o esperado, a empresa também registrou o menor número de novos clientes no período, tíquete médio abaixo do previsto e um aumento de sinistros.
A Hapvida — que terminou uma megafusão com a NotreDame Intermédica no ano passado, criando um dos maiores ecossistemas de saúde da América Latina — é uma empresa do setor de saúde suplementar, que vende planos de saúde e odontológicos e opera com rede própria.
O resultado, considerado fraco pelos acionistas, resultou em um tombo de mais de 40% nos papéis da companhia na última quinta-feira.
Hospital da Hapvida NotreDame Intermédica na Avenida do Contorno, em BH
Divulgação
Programa de recompra de ações
Após a forte queda nos papéis, o conselho de administração da Hapvida divulgou um comunicado aos investidores na noite de quinta-feira (13), informando que aprovou um novo programa de recompra de ações, visando até 70 milhões de papéis da companhia.
🤔Um programa de recompra de ações é quando uma empresa decide comprar de volta suas próprias ações no mercado. Normalmente, essa compra é feita pelo próprio caixa da companhia, dentro de um limite previamente estipulado pelo conselho.
Segundo a Hapvida informou em comunicado, a recompra dos papéis teria como objetivo “maximizar a geração de valores para os acionistas por meio de uma administração eficiente da sua estrutura de capital” — ou seja, a empresa vai usar seus recursos de forma a aumentar o valor entregue aos acionistas.
O programa terá duração de 18 meses. As ações recompradas, segundo a companhia, serão mantidas em tesouraria ou canceladas, sem redução do capital social.

Brasil tem 11 azeites entre os 100 mais premiados do mundo em 2025

Azeitonas verdes e pretas: nascem na mesma árvore? O gosto é diferente? Veja curiosidades
Onze azeites brasileiros estão entre os 100 mais premiados do mundo, segundo a lista de 2025 da Evoo World Ranking, divulgada nesta sexta-feira (14).
O ranking classifica as marcas que mais ganharam concursos ao longo de um ano.
A Fazenda Estância das Oliveiras, que fica em Viamão (RS), foi destaque entre as fazendas brasileiras, com sete azeites de oliva reconhecidos no Top 100.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Lista de 2025 da Evoo World Ranking.
Arte/g1
Em seguida, está Essenza Agroecológico, em Santo Antônio do Pinhal (SP), que teve três azeites ranqueados, e as Fazendas do Azeite Sabiá, na mesma cidade, que apareceu com um produto na lista (veja abaixo).
Nenhum deles apareceu entre os dez primeiros lugares, somente da 22ª colocação para a frente. Os oito primeiros lugares ficaram com azeites da Espanha, seguidos por um de Portugal, no 9º lugar, e um da Turquia, em 10º.
Governo já proibiu lotes de 25 marcas de azeite em 2025; veja quais são e o que fazer caso tenha comprado
Fazendas mais premiadas
Azeites da fazenda Estância das Oliveiras.
Divulgação
Além de classificar os azeites, a Evoo tem um ranking somente das empresas mais premiadas do mundo.
Nele, a Estância das Oliveiras foi destaque e conquistou o 3º lugar, atrás de uma empresa da Turquia, a Nova Vera Gida ve Tarim San. Tic, e de uma de Portugal, a Gallo Worldwide.
Em 2023, o g1 visitou a Estância das Oliveiras, comandada pelo produtor André Sittoni Goelzer, para mostrar o passo a passo da produção de azeite. Veja vídeo abaixo.
Caroço da azeitona também tem azeite e oliveira só dá frutos quando passa frio
Ranking por país
Na lista dos países mais premiados, o Brasil aparece no 6º lugar atrás da Itália, Espanha, Turquia, Grécia e Portugal.
Em 2024, o Brasil havia entrado, pela primeira vez, no Top 5, mas, neste ano, perdeu o lugar para Portugal.
Sobre o ranking
A Evoo World Ranking foi criada pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos, Licores e outros (WAWWJ) para promover os melhores azeites extravirgens do mundo.
Para montar o ranking, a WAWWJ classifica as marcas de azeite que mais ganharam prêmios em concursos ao longo de um ano.
Classificações de livros ou revistas que não sejam competições internacionais, bem como concursos realizados parcial ou totalmente de forma virtual, não são incluídos.
As competições são classificadas por continente e país, sendo o Mario Solinas, do Conselho Internacional do Azeite, a mais importante. Elas também são organizadas por continente (ou sub-região do mundo), número de amostras e países participantes.

Ministério define regras para investimentos em minerais estratégicos e espera captar R$ 5,2 bilhões ao ano

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta sexta-feira (14) uma portaria com regras para emissão de títulos (debêntures) para projetos de exploração de minerais estratégicos para ações de transição energética.
A portaria da pasta também trata das chamadas terras raras. O investimento total esperado é de R$ 5,2 bilhões por ano, sendo R$ 3,7 bilhões em transformação mineral.
🔎Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas não financeiras. Já os minerais críticos são recursos de importância estratégica para a economia. São essenciais para a fabricação de baterias, turbinas eólicas, painéis solares e eletrônicos.
🔎As terras raras, por sua vez, são um grupo de 17 elementos químicos com propriedades magnéticas e ópticas.
Professor Rômulo Simões da UFPA explica um pouco mais sobre os minerais críticos.
De acordo com a norma do MME, entre os recursos que serão explorados estão:
cobalto;
cobre;
lítio;
níquel;
e os elementos químicos das chamadas terras raras.
Segundo o governo, a portaria tem o objetivo de atrair investimentos privados, estimular a agregação de valor e fortalecer a indústria de transformação mineral.
A medida deve beneficiar projetos estratégicos de sulfato de níquel e cobalto em São Paulo (SP) e Pará (PA), além de plantas de carbonato de lítio em Minas Gerais (MG). Isso, conforme o MME, pode impulsionar o desenvolvimento e as cadeias de baterias e armazenamento de energia.
A estimativa da pasta é que até 49% dos recursos captados poderão ser destinados às etapas de lavra e desenvolvimento de minas, se estiverem vinculadas a projetos de transformação mineral.
Interesse dos EUA por minerais críticos brasileiros expõe desafio de explorar reservas fundamentais à indústria de tecnologia
Reprodução/TV Globo

Exportadores brasileiros comemoram redução da tarifa: 'Estava fazendo falta exportar para os EUA'

‘É um motivo de comemoração comedida, mas com perspectiva muito positiva’, diz Roberto Perosa.
Exportadores brasileiros consideraram muito positiva a decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas à carne bovina brasileira. A medida apareceu em uma ordem executiva publicada nesta sexta-feira (14) pelo presidente americano Donald Trump.
“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”.
Desde agosto, a importação de produtos do Brasil pelos Estados Unidos é alvo de uma sobretaxa de 50%. O país é o maior fornecedor de café para os EUA e um dos principais de carne.
Esse percentual de 50% foi determinado a partir de duas ordens de Donald Trump: uma em abril, quando o Brasil passou a ter uma sobretaxa de 10%, e outra que começou a valer em agosto, totalizando o “tarifaço” em 50%.
No entanto, não ficou claro para o setor qual das tarifas foi retirada, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta”, diz nota do Conselho.
Em uma primeira análise da Ordem Executiva de Trump, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, acredita que apenas os 10% devem ser reduzidos.
“Mas isso já traz uma boa sinalização para o mercado brasileiro. Os Estados Unidos é o nosso segundo maior mercado para exportação de carne bovina. E estava fazendo falta exportar para os EUA em um volume adequado”, disse à GloboNews.
O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), classificaram a medida anunciada pelo governo de Donald Trump como uma boa notícia, mas ressaltaram estarem atentos também aos itens que entraram no tarifaço e ainda não foram flexibilizados.
Ministro da Agricultura comemora redução das tarifas para produtos agrícolas
Negociações
O Brasil e os EUA vinham articulando, nas últimas semanas, uma flexibilização do “tarifaço”. A negociação ganhou força com um encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro, na Malásia.
Os EUA vivem uma inflação da carne e do café que foi agravada pelo “tarifaço” de Trump.
Ao divulgar a medida nesta sexta, a Casa Branca publicou a lista de produtos que receberam algum grau de isenção de tarifas, entre eles os que estão entre os principais vendidos pelo Brasil para os EUA.
Na ordem executiva, Trump diz que tomou a decisão depois de “considerar as informações e recomendações que esses funcionários me forneceram, o andamento das negociações com vários parceiros comerciais, a demanda interna atual por determinados produtos e a capacidade doméstica atual de produzi-los, entre outros fatores”.
Segundo o governo americano, a redução vale para mercadorias importadas e retiradas em armazém desde a quinta-feira (13).
Saiba mais:
Tarifaço derruba importação de café brasileiro pelos EUA em mais de 50%, mas Trump quer isentar produto, diz associação
Trump se irrita com preço de carne e manda investigar frigoríficos nos EUA
EUA reduzem tarifa para café, carne, banana e açaí

Governo já proibiu lotes de 25 marcas de azeite em 2025; veja quais são e o que fazer caso tenha comprado

Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil
Vinte e cinco marcas de azeite foram banidas ou tiveram lotes proibidos pelo governo federal em 2025 após ações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura.
Tanto o ministério quanto a agência, que podem atuar em conjunto, mantêm uma lista com marcas e lotes vetados para consumo. Algumas marcas aparecem em ambas as relações.
A proibição mais recente são de lotes das marcas Royal, a Godio, La Vitta e Santa Lucia, desclassificadas pelo Ministério da Agricultura na quarta-feira (12).
As amostras coletadas apontaram a presença de óleos vegetais de outras espécies na composição, o que caracteriza fraude. Por isso, elas são consideradas impróprias para consumo.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Desde o início de 2024, o governo federal já proibiu lotes e marcas de azeite mais de 70 vezes.

Quais os principais motivos para proibir uma marca?
Segundo o governo federal, os principais motivos para proibição de marcas são:
importação e distribuição por empresas sem CNPJ no Brasil;
adulteração/falsificação;
presença de óleos vegetais no produto;
não atendimento às exigências sanitárias para suas instalações;
não atendimento a padrões de rotulagem;
falta de licenciamento junto à autoridade sanitária competente;
incerteza sobre origem ou composição do produto.
O que fazer se encontrar essas marcas no supermercado?
Comercializar os azeites fraudados constitui infração grave e os estabelecimentos que fazem a venda podem ser responsabilizados, informa o Ministério da Agricultura.
Caso a compra já tenha sido realizada, o governo orienta que o consumo seja interrompido imediatamente e que seja solicitada uma substituição, prevista pelo Código de Defesa do Consumidor.
Denúncias sobre a venda desses produtos podem ser registradas no canal oficial Fala.BR.
Leia também: O que fiscais costumam encontrar em frascos de azeites adulterados
Passo a passo de como o azeite é fiscalizado
Arte/g1
Dicas para comprar um bom azeite
O Ministério da Agricultura sugere desconfiar de preços muito baixos e não comprar azeite vendido a granel. Outra medida é verificar se a marca já teve sua venda proibida ou entrou na lista de produtos falsificados.
Ministério da Agricultura dá algumas pistas para encontrar um azeite de qualidade
Arte/g1
➡️Como saber se o produto está na lista da Anvisa de produtos falsificados
A Anvisa oferece neste link uma ferramenta em que o consumidor pode verificar se um produto está irregular ou é falsificado. Para usá-la, basta inserir o nome da marca no campo “Produto”.
Ferramenta de pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber se um produto é falsificado.
Reprodução
➡️Como saber se a empresa tem registro no Ministério da Agricultura
O Cadastro Geral de Classificação (CGC) permite verificar se a distribuidora, importadora ou produtora de azeite está registrada no Ministério da Agricultura. A ferramenta está disponível neste link, onde é possível pesquisar pela empresa no campo “Estabelecimento”.
Segundo o Ministério, o registro no CGC é obrigatório para empresas que processam, industrializam, beneficiam ou embalam azeites e outros produtos vegetais. Ao serem registradas, elas ficam sujeitas à fiscalização.
Imagem do Sipeagro, onde é possível consultar se uma empresa tem registro no Ministério da Agricultura.
Reprodução
De onde vem o azeite

Azeites proibidos: veja como comprar produtos de boa qualidade

Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil
Desde o início deste ano, 25 marcas de azeite foram banidas ou tiveram lotes proibidos pelo governo federal, após ações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura.
A proibição mais recente foi de lotes das marcas Royal, Godio, La Vitta e Santa Lucia, na quarta-feira (12).
Entre as várias irregularidades encontradas nas apreensões deste ano, estão a adulteração ou falsificação do produto e a incerteza sobre a origem do azeite.
A fraude mais comum é a mistura de outros tipos de óleos vegetais, como o de soja, na composição do produto.
Segundo o governo, o azeite é o segundo produto mais falsificado no mundo, depois dos pescados.
Nesta semana, governo divulgou lotes de 4 marcas de azeites considerados impróprios para o consumo; veja quais
O que é o azeite verdadeiro
Para ser considerado azeite de oliva, o produto precisa ser obtido exclusivamente da azeitona – o fruto da oliveira. Ele não pode ter qualquer outro óleo na sua composição.
Com a disparada nos preços do azeite nos últimos anos, muitos consumidores têm buscado alternativas como o óleo de oliva e o composto de soja com azeite de oliva. Assim como o azeite, eles são feitos a partir do óleo extraído das azeitonas.
São produtos regulares, encontrados normalmente nos supermercados, mas que não podem ser chamados de azeite, segundo as regras do Ministério da Agricultura.
👉 Saiba a diferença entre azeite de oliva e outros óleos mais baratos feitos com azeitonas
Como comprar um bom azeite e evitar fraudes
Escolha um produto com envase recente
️Desconfie de preços muito baixos
️Não compre azeite a granel
Veja se o produto já foi proibido pela Anvisa ou pelo Ministério da Agricultura
Ministério da Agricultura dá algumas pistas para encontrar um azeite de qualidade
Arte/g1
Para comprar um azeite de boa qualidade, prefira um que tenha sido envasado recentemente.
O azeite tem três inimigos que o fazem estragar rapidamente: a luz, o oxigênio e o calor. Por causa da influência da luz, as embalagens costumam ser vidros escuros, isolando, assim, o contato com a claridade. Também existe o produto em lata.
O Ministério da Agricultura recomenda desconfiar de preços muito baixos e não comprar azeite vendido a granel. Outra medida é verificar se a marca já teve a sua venda proibida ou entrou na lista de produtos falsificados.
Caso o consumidor descubra que adquiriu um produto falsificado, a orientação do governo é não consumi-lo.
Não há garantia das condições de higiene dos locais onde o azeite é falsificado. Muitos deles são fábricas clandestinas e sem registro junto ao governo e, portanto, não seguem as regras sanitárias do país.
➡️Como checar se a marca de azeite já teve a venda proibida pelo Ministério da Agricultura
Marcas de azeite proibidas em 2025
Marcas de azeite proibidas em 2024
Marcas de azeite proibidas em dezembro de 2023
➡️Como saber se a empresa tem registro no Ministério da Agricultura
O Cadastro Geral de Classificação (CGC) permite verificar se distribuidora, importadora ou produtora de azeite está registrada no Ministério da Agricultura. A ferramenta está disponível neste link, onde é possível pesquisar pela empresa no campo “Estabelecimento”.
Segundo o Ministério, o registro no CGC é obrigatório para empresas que processam, industrializam, beneficiam ou embalam azeites e outros produtos vegetais. Ao serem registradas, elas ficam sujeitas à fiscalização.
Imagem do Sipeagro, onde é possível consultar se uma empresa tem registro no Ministério da Agricultura.
Reprodução
Anvisa suspende venda de quatro lotes de azeite.
Adobe Stock
➡️Como saber se o produto está na lista da Anvisa de produtos falsificados
O órgão oferece neste link uma ferramenta em que o consumidor pode verificar se um produto está irregular ou é falsificado. Para usá-la, basta inserir o nome da marca no campo “Produto”.
Ferramenta de pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber se um produto é falsificado.
Reprodução
O que os fiscais encontram nos azeites falsificados?
Geralmente, os fiscais encontram óleo de soja puro ou misturado a um azeite verdadeiro. O produto fraudado pode conter ainda corantes e aromatizantes sem autorização para uso.
👉 Entenda como funciona a fiscalização de azeite no Brasil
Passo a passo de como o azeite é fiscalizado
Arte/g1
Veja a diferença entre os tipos de azeite
Extravirgem: é o tipo de azeite de maior qualidade, produzido a partir de azeitonas em ótimo estado, com acidez menor que 0,8%. Nas análises sensoriais, predominam atributos positivos de frutado, amargo e picante. Não apresenta defeitos.
Virgem: é um azeite de qualidade intermediária, que também provém de extração de frutos de qualidade, mas com algum grau de oxidação e com acidez menor que 2%. Nas análises sensoriais, aparecem defeitos, mas sem muita intensidade.
Lampante: é um azeite de péssima qualidade, com acidez maior que 2% e que não pode ser destinado ao consumo humano. É muito provável que tenha sido feito a partir de azeitonas em péssimo estado de qualidade (colhidas estragadas, do chão ou armazenadas inadequadamente). Nas análises sensoriais, predominam os defeitos.
Tipo Único: é um azeite geralmente derivado da mistura com refinado, ou seja, que foi alterado quimicamente para eliminar impurezas e ser destinado ao consumo humano. É misturado com o azeite de oliva virgem. Ele não chega a ser avaliado sensorialmente, mas é bastante neutro, traz aromas e defeitos diluídos, indicado para fritar, por exemplo.
Saiba como azeite é produzido
De onde vem o azeite

Dólar sobe e fecha em R$ 5,29, de olho no fim do shutdown e nas negociações Brasil-EUA; bolsa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,10% nesta quinta-feira (13), cotado a R$ 5,2975. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 0,30%, aos 157.162 pontos.
O cenário internacional voltou ao foco dos investidores, após o fim da paralisação do governo americano e diante das novas movimentações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. No campo doméstico, as atenções se voltam a indicadores econômicos e ao ambiente político, que seguem influenciando as projeções para os juros e as próximas eleições.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
▶️ Nos EUA, o presidente Donald Trump sancionou o projeto que garante recursos para o funcionamento do governo, encerrando a paralisação de 43 dias — a mais longa da história. Com isso, abre-se espaço para a divulgação de indicadores econômicos atrasados, essenciais para as decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
▶️ Em Washington, o chanceler brasileiro Mauro Vieira se reuniu nesta quinta-feira com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O encontro tratou sobre as tarifas impostas por Trump sobre produtos brasileiros, como café e carne, que chegaram a 50% e atingem cerca de 60% das exportações desde agosto. (Entenda mais abaixo)
▶️ No Brasil, as vendas do comércio varejista caíram 0,3% em setembro, contrariando as expectativas de alta de 0,3%. Na comparação anual, o avanço foi de 0,8%, também abaixo da projeção de 2%. O resultado reforça sinais de desaceleração da economia em meio à política de juros elevados.
▶️ A pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje mostra que Lula segue à frente nos cenários de segundo turno para 2026, mas a diferença para Jair Bolsonaro diminuiu: 42% a 39%, ante 46% a 36% em outubro. O levantamento indica também redução da vantagem do presidente sobre outros possíveis adversários.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,72%;
Acumulado do mês: -1,53%;
Acumulado do ano: -14,28%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,01%;
Acumulado do mês: +5,10%;
Acumulado do ano: +30,66%.
Fim da paralisação do governo americano
Na noite da última quarta-feira (12), o presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou um projeto de lei que põe fim à paralisação do governo americano, chamada de shutdown. Dessa forma, a maior paralisação da história do governo do país se encerrou após 43 dias.
🔎 “Shutdown” significa paralisação. Nos EUA, o termo é usado para descrever quando o governo federal suspende parte de suas atividades por falta de aprovação, pelo Congresso, do orçamento anual ou de um financiamento provisório para os gastos públicos.
A assinatura do republicano ocorreu poucas horas após a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, aprovar o mesmo texto. O projeto foi aprovado por 222 votos a favor e 209 contra.
Vários parlamentares começaram a viagem de volta na terça-feira (11), depois de 53 dias de recesso. Alguns relataram dificuldades para chegar à capital devido a atrasos e cancelamentos de voos provocados pela falta de trabalhadores do setor aéreo.
Além disso, alguns legisladores disseram que precisaram de caronas para voltar a Washington. O republicano Derrick Van Orden afirmou que faria a viagem de 16 horas de motocicleta.
Após a sanção de Trump, o governo poderá voltar a funcionar plenamente em poucos dias, o que alivia a situação de servidores sem salário e de famílias de baixa renda que dependem de auxílio. A normalização do sistema aéreo, no entanto, deve levar mais tempo.
Negociações entre Brasil e EUA
Outro fator que ficou na mira dos investidores nesta quinta-feira foi o encontro entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
O encontro aconteceu em Niagara Falls, à margem da reunião do G7 — grupo dos sete países mais ricos do mundo —, e serviu para discutir o progresso das negociações tarifárias entre os dois países.
Segundo a agência de notícias Reuters, Vieira teria dito a Rubio que o Brasil havia enviado uma proposta de negociação aos Estados Unidos na semana passada, ressaltando a importância de avançar nas tratativas.
Ambos também teriam concordado em agendar uma reunião presencial em breve para avaliar melhor o estágio atual das negociações.
Agenda econômica
Pesquisa Mensal do Comércio (PMC)
O desempenho do comércio varejista brasileiro em setembro trouxe sinais mistos, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (13). O setor é acompanhado de perto porque ajuda a indicar o ritmo da economia e pode influenciar as expectativas sobre os juros.
Em relação a agosto, as vendas do varejo caíram 0,3%, após uma leve alta de 0,1% no mês anterior. Na média dos últimos três meses, houve estabilidade (-0,1%).
Comparado a setembro do ano passado, o setor cresceu 0,8%, registrando a sexta alta seguida. No acumulado de 2025, o avanço é de 1,5%, e nos últimos 12 meses, de 2,1%.
No chamado varejo ampliado — que inclui veículos, motos, peças, material de construção e atacado de alimentos e bebidas — houve alta de 0,2% frente a agosto. Na comparação anual, o crescimento foi de 1,1%, mas no acumulado do ano o resultado ainda é negativo (-0,3%).
Entre os oito segmentos pesquisados, seis tiveram queda na passagem de agosto para setembro: livros e papelaria (-1,6%), roupas e calçados (-1,2%), combustíveis (-0,9%), equipamentos de escritório (-0,9%), móveis e eletrodomésticos (-0,5%) e supermercados (-0,2%).
Já artigos farmacêuticos e de perfumaria subiram 1,3%, e outros itens de uso pessoal avançaram 0,5%.
Regionalmente, 15 das 27 unidades da federação registraram queda, com destaque para Maranhão (-2,2%) e Roraima (-2,0%).
Entre as altas, Tocantins (3,2%) e Amapá (2,9%) lideraram. No varejo ampliado, Tocantins teve forte avanço (11,4%), enquanto Paraná (-1,8%) e São Paulo (-1,6%) ficaram entre as maiores quedas.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados operavam com a cautela antes da divulgação dos dados econômicos represados, depois que o presidente Donald Trump assinou um projeto de lei que pôs fim à mais longa paralisação do governo na história do país.
Esses dados econômicos são importantes para orientar as decisões do Fed — embora alguns relatórios, como os de emprego e inflação, possam não ser divulgados.
Às 11h35 (horário de Brasília), o Dow Jones caía 0,18%, para 48.167,81 pontos, o S&P 500 perdia 0,53%, para 6.814,89 pontos, e o Nasdaq tinha queda de 0,87%, para 23.192,28 pontos.
Já as bolsas europeias fecharam em queda, também refletindo o impacto do fim da paralisação nos EUA e assimilando dados de produção industrial da União Europeia.
O STOXX 600 recuou 0,61%, o CAC 40 (França) caiu 0,11%, enquanto o DAX (Alemanha) perdeu 1,39% e o FTSE 100 (Reino Unido) teve baixa de 1,05%.
Por fim, os mercados asiáticos fecharam em alta, impulsionados pelo setor de novas energias na China e pela expectativa de dados econômicos importantes que serão divulgados na sexta-feira, como vendas no varejo e produção industrial.
O índice de Xangai atingiu seu maior nível desde 2015, enquanto Hong Kong alcançou a maior alta em um mês.
No fechamento, Xangai subiu 0,73%, a 4.029 pontos, e o CSI300 avançou 1,21%, a 4.702 pontos. Hong Kong ganhou 0,56%, a 27.073 pontos, e Tóquio teve alta de 0,43%, a 51.281 pontos. Seul subiu 0,49%, Taiwan caiu 0,16% e Cingapura avançou 0,15%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik

Greve de pilotos da Latam no Chile cancela 173 voos e afeta 20 mil passageiros

Greve de pilotos da Latam no Chile cancela 173 voos e afeta 20 mil passageiros
A greve dos pilotos da Latam Airlines no Chile, iniciada na quarta-feira (12), levou ao cancelamento de 173 voos e deve afetar cerca de 20 mil passageiros, segundo informou a companhia aérea.
A paralisação ocorre após o fracasso nas negociações de um novo contrato coletivo entre a empresa e o Sindicato de Pilotos da Latam (SPL) do Chile e deve impactar a operação da empresa até 17 de novembro.
Questionada, a empresa não informou sobre os reflexos em voos entre o Brasil e o Chile.
A Latam, maior empresa aérea da América do Sul, emprega cerca de 39 mil funcionários e mantém uma frota superior a 350 aviões.
A greve foi aprovada em assembleia com 500 dos 900 pilotos que atuam na companhia. A principal reivindicação é a recomposição dos salários e benefícios de 2020, período anterior à pandemia.
De acordo com o sindicato, os pilotos foram os únicos funcionários da empresa que ainda não tiveram suas condições restabelecidas, mesmo após a recuperação financeira do grupo.
Durante a crise provocada pela Covid-19, os profissionais aceitaram reduzir seus salários pela metade para ajudar a manter as operações em meio à paralisação global do setor aéreo.
Agora, o SPL argumenta que, diante do bom desempenho financeiro e operacional da empresa, era esperado que a negociação fosse mais colaborativa.
O sindicato também critica a postura da Latam nas negociações, alegando que a empresa “recusou-se a devolver as condições perdidas durante os anos de crise”, incluindo o período em que passou por reorganização judicial sob o Chapter 11 da lei de falências dos EUA.
Apoio no Brasil
No início do mês, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que representa os pilotos e comissários brasileiros, divulgou nota de apoio e solidariedade aos pilotos chilenos.
A entidade destacou o papel essencial da categoria durante a pandemia, quando contribuíram “para a sobrevivência das empresas e a manutenção da segurança operacional”.
Segundo o SNA, “um acordo sólido e equilibrado entre empresa e trabalhadores deve ser visto como investimento, e não como custo”. O sindicato brasileiro também reforçou a importância do diálogo, da boa-fé e do respeito ao direito constitucional de greve.
O que diz a Latam
Em nota ao g1, o Grupo Latam Airlines afirmou ter implementado medidas para minimizar os impactos aos passageiros, incluindo a reacomodação em outros voos, alteração gratuita de data ou reembolso integral das passagens.
A empresa destacou que “a grande maioria dos passageiros já recebeu soluções de viagem” e que as ações adotadas permanecerão válidas enquanto durar a paralisação.
“Estamos empenhados em oferecer a melhor solução possível a todos os passageiros afetados por esta situação no Chile, mantendo a conectividade em todo o país, principalmente nas regiões que mais precisam”, disse Paulo Miranda, vice-presidente de Clientes do grupo, em nota.
A Latam recomenda que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se deslocar aos aeroportos, por meio do site ou do aplicativo oficial, na aba “Minhas Viagens”, onde é possível acompanhar atualizações em tempo real.
A companhia reforçou ainda que segue aberta ao diálogo com o sindicato para chegar a um acordo que ponha fim à paralisação.
Confira a nota da Latam na íntegra
O Grupo LATAM Airlines informa que, em decorrência da greve convocada por um dos sindicatos de pilotos no Chile, a empresa implementou medidas para proteger os passageiros, incluindo o cancelamento de voos programados entre 12 e 17 de novembro.
Essa medida envolve a suspensão de 173 voos, afetando aproximadamente 20.000 passageiros, a grande maioria com soluções de viagem já aplicadas.
A empresa também informou que as medidas implementadas permanecerão em vigor até o término da greve. Caso a solução proposta não atenda às necessidades dos passageiros afetados, eles poderão alterar a data ou o voo gratuitamente ou solicitar o reembolso integral da passagem.
“Estamos empenhados em oferecer a melhor solução possível a todos os passageiros afetados por esta situação no Chile, mantendo a conectividade em todo o país, principalmente nas regiões que mais precisam”, afirmou Paulo Miranda, Vice-Presidente de Clientes do Grupo LATAM Airlines.
A prioridade da LATAM é proteger seus passageiros, antecipar os impactos da greve e mantê-los informados prontamente por todos os canais disponíveis. Portanto, recomenda-se que os passageiros sempre verifiquem o status de seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto, através do site latam.com ou do aplicativo LATAM, na seção Minhas Viagens, onde podem acessar atualizações em tempo real sobre seus voos.
Por fim, a LATAM reafirma sua disposição em dialogar com o sindicato e seu compromisso em alcançar um acordo mutuamente benéfico.
Em nota, o Grupo Latam Airlines afirmou ter implementado medidas para minimizar os impactos aos passageiros
Divulgação/Latam

Acqua Vias SP vence leilão das travessias de balsa em SP e passa a administrar 14 trechos aquaviários no estado

Sistemas de travessias por balsas vai a leilão hoje, na B3
A empresa Acqua Vias SP venceu nesta quinta-feira (13) o leilão da concessão do sistema de travessias de balsa do estado de São Paulo, realizado na sede da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), ao oferecer desconto de 12,60% sobre a contraprestação do estado.
Na prática, isso significa que a empresa vencedora aceitou receber um menor aporte financeiro do estado durante o processo de execução e operação do serviço público, o que é mais vantajoso para as finanças públicas.
Outras três empresas apresentaram propostas para operar, administrar e manter 14 trechos aquaviários do estado:
Comporte Participações S.A (ofertou desconto de 2,53%)
Consórcio Travessias SP (ofertou desconto de 8,10%)
CS Infra S.A (ofertou desconto de 5,53%)
A concessão do sistema à iniciativa privada prevê um investimento de R$ 2,5 bilhões ao longo de 20 anos para operar, manter e administrar as 14 linhas de travessias por balsas em São Paulo.
O governo afirma que a concessão vai modernizar o transporte por balsas no estado, com troca da frota por embarcações elétricas, melhorias em terminais e uso de novas tecnologias.
O projeto foi elaborado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e aprovado em abril pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com 62 votos a favor e 16 contra.
Na ocasião, o governo disse que “a política tarifária do setor de travessias é demasiadamente sensível” e garantiu que a concessão não vai alterar os valores cobrados nem as gratuidades já existentes.
As 14 linhas do leilão são:
Litoral Norte:
Travessia São Sebastião – Ilhabela
Litoral Centro:
Travessia Santos – Guarujá
Travessia Santos – Vicente de Carvalho
Travessia Bertioga – Guarujá
Litoral Sul
Travessia Cananéia – Ilha Comprida
Travessia Cananéia – Continente
Travessia Iguape – Juréia
Travessia Cananéia – Ariri
Região Metropolitana de São Paulo:
Bororé – Grajaú
Taquacetuba – Bororé
João Basso – Taquacetuba
Reservatório de Paraibuna:
Porto Paraitinga
Porto Varginha
Balsa em Ilhabela
Caio Gomes/ Tribuna do Povo
Porto Natividade da Serra
A concessão prevê a compra de 45 novas embarcações, incluindo modelos elétricos para reduzir poluição e reforçar a segurança climática.
Com a troca das embarcações a diesel, o governo estima evitar a emissão de ao menos 18 mil toneladas de CO2 por ano. Também estão previstas reformas nos terminais.
“Com prazo de concessão de 20 anos e investimentos de cerca de R$ 2,5 bilhões, a PPP das Travessias Hídricas prevê a substituição da frota atual por 45 novas embarcações, das quais 41 com motorização elétrica, além da construção e padronização de terminais com infraestrutura moderna, climatização, banheiros acessíveis e áreas de alimentação e informação”, explica o governo.
O governador Tarcísio de Freitas afirmou que o sistema atual tem problemas de operação e infraestrutura, o que afeta a qualidade do serviço. De acordo com ele, a modernização é necessária para atender à demanda com segurança e eficiência.
Os investimentos também incluem obras em infraestrutura, acessos, calçamentos, apoio a funcionários, construção de novos terminais e reforma dos já existentes.
O governo diz que a nova frota deve reduzir as suspensões do serviço em dias de vento forte, mas admite que interrupções ainda poderão ocorrer.
A concessionária vai receber 20% da arrecadação das tarifas. Os outros 80% serão pagos pelo governo estadual. Atualmente, o sistema transporta cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano.
Turistas enfrentam filas de espera de mais de 3h na balsa para deixar Ilhabela – imagem de arquivo
João Mota/TV Vanguarda