Abertas inscrições para audiência pública sobre metas de fortalecimento da sustentabilidade no Judiciário
Evento virtual acontece em 30/6; inscrições já estão abertas
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A SpaceX contrói e opera os foguetes e a infraestrutura de lançamento que dão suporte à sua subsidiária Starlink
Getty Images
A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, divulgou um preço sugerido por ação antes de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Caso saia pelo valor estimado, seria a maior IPO da história.
Em um documento que detalha os planos para a operação, a SpaceX informou que cada ação deve sair por US$ 135 (cerca de R$ 686), elevando o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 1,75 trilhão, ou aproximadamente R$ 8,9 trilhões.
Anunciar um preço estimado com tanta antecedência é algo incomum, e o valor representa um aumento expressivo em relação à avaliação de mercado anterior da empresa, de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,4 trilhões), feita no início deste ano.
China e SpaceX aceleram corrida espacial
A divulgação não significa que as ações serão vendidas pelo preço proposto, já que isso será decidido pelos compradores. O valor pode subir ou cair.
A SpaceX fabrica foguetes, oferece um serviço de internet via satélite chamado Starlink e também é dona da empresa de inteligência artificial xAI.
Em geral, as empresas só divulgam o preço das ações no dia anterior ao início das negociações na bolsa de valores.
A SpaceX deve começar a ser negociada na bolsa Nasdaq em 12 de junho, o que faz da sua estimativa de preço uma das mais antecipadas, se não a mais antecipada, da história do mercado de ações.
A empresa pretende captar US$ 75 bilhões (R$ 381 bilhões), o que seria um recorde para um IPO. O atual recorde pertence à gigante do petróleo saudita Saudi Aramco, que captou US$ 25,6 bilhões em 2019.
Se as ações da empresa forem vendidas pelo preço estimado de US$ 135 ou acima desse valor, a SpaceX se tornará imediatamente uma das empresas mais valiosas do mundo.
Com isso, Elon Musk, que controla mais de 80% da SpaceX por meio de suas próprias ações na companhia, poderia se tornar trilionário.
Mas esse resultado não é garantido.
Segundo dados da Dealogic, empresa de pesquisa sobre mercados de capitais, em quase metade das companhias que abriram capital nos últimos 30 anos, o valor caiu em relação ao da estreia.
“Não há dúvida de que a avaliação é incrivelmente alta”, disse Samuel Kerr, diretor de pesquisa de mercados de capitais da Mergermarket.
Elon Musk deve se tornar a pessoa mais rica do mundo com a estreia da SpaceX na bolsa de valores
REUTERS
Ele observou que a relação entre o preço da SpaceX e suas vendas é maior do que a de qualquer outra grande empresa do grupo que os investidores chamam de “Mag 7” — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Nvidia, Microsoft e Tesla, outra empresa de Musk.
“Mas a SpaceX está sendo avaliada com base em receitas e lucros futuros, e não no presente, e alguns investidores podem estar dispostos a ignorar isso”, acrescentou Kerr.
Em 2025, a Space Exploration Technologies, nome oficial da SpaceX, teve receita de US$ 18,6 bilhões, mas registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões.
Nos três primeiros meses deste ano, as vendas somaram US$ 4,7 bilhões, mas a empresa teve prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões.
Segundo o balanço da empresa, a SpaceX possui US$ 102 bilhões ativos, como foguetes e outros equipamentos, mas também US$ 60,5 bilhões em dívidas.
Além da exploração espacial, a empresa investe pesado em inteligência artificial (IA), redes sociais, serviços de internet via satélite e centros de dados.
No início deste ano, a SpaceX comprou a xAI, outra empresa de Musk, conhecida por seu chatbot Grok.
A xAI começou como parte do X, antigo Twitter, e usava o acesso aos textos e informações em tempo real da plataforma para treinar sua inteligência artificial.
Há anos, Musk defende que desenvolver infraestrutura no espaço é a melhor forma de garantir os recursos necessários para sustentar o funcionamento da IA, já que há escassez de terra disponível no planeta.
Ele já apresentou planos para lançar satélites de IA e, no futuro, construir centros de dados em órbita.
“A SpaceX já foi uma empresa simples. Era uma empresa de lançamentos, depois também provedora de internet por satélite, e agora é uma empresa de redes sociais e um laboratório de IA”, disse Laurence Pevsner, sócio da empresa de capital de risco Lux Capital, à BBC.
“O laboratório de IA é o que realmente está elevando a avaliação, e acho que essa é uma aposta arriscada para os acionistas”, acrescentou.
O movimento da SpaceX ocorre no momento em que outras gigantes da tecnologia buscam captar mais recursos para financiar seus investimentos em IA.
No início desta semana, a empresa de IA Anthropic revelou seus planos para uma oferta pública de ações ainda neste ano, enquanto a Alphabet, dona do Google, anunciou que pretende captar US$ 80 bilhões para investir em IA.
A OpenAI também avalia abrir capital ainda este ano, de acordo com a imprensa.
PIX x Zelle: entenda a diferença entre os dois sistemas de pagamentos
O Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (4), após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro compará-lo ao PIX em entrevista à rádio TMC.
A declaração ocorre em meio a críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro, com acusações de que o país favorece a ferramenta em detrimento de empresas americanas. (entenda mais abaixo)
Mas afinal, qual é a diferença entre os dois sistemas? Veja abaixo:
PIX x Zelle
Reprodução/GloboNews
Público x privado
O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público. A ferramenta foi desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil em 2020. O BC também é responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema.
Já o Zelle — cuja pronúncia é “Zell” — foi lançado em 2017 e é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos.
O sistema foi criado pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.
Integração limitada
Embora o Banco Central estude permitir transferências diretas do PIX para contas no exterior, o sistema brasileiro — assim como o americano — ainda está limitado a operações entre contas nacionais.
A principal diferença, portanto, está no grau de integração com o sistema financeiro.
Enquanto o PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, o Zelle é restrito às instituições participantes do sistema.
Segundo dados oficiais, o Zelle está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.
Uso no dia a dia
Enquanto o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, o PIX pode ser usado em diversas situações do dia a dia.
Segundo o Banco Central, além de transferências entre pessoas, o PIX também pode ser usado para:
pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços;
pagamentos entre empresas;
recolhimento de receitas públicas e contribuições; e
pagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos.
Além disso, o PIX é gratuito para pessoas físicas e costuma ter custo mais baixo para empresas. Já o Zelle pode ou não ser gratuito, a depender das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito. De acordo uma pesquisa realizada no terceiro trimestre do ano passado, no entanto, “quase todos” os bancos e cooperativas que disponibilizam o sistema não cobram taxas de consumidores.
Por fim, enquanto o PIX é instantâneo, o Zelle pode levar alguns minutos para que o valor fique disponível ao destinatário.
Dá pra cancelar um pagamento?
Segundo o site oficial do Zelle, o usuário só pode cancelar um pagamento se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.
“Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado”, alerta o site.
Já o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado para ajudar vítimas de fraude. O Banco Central ressalta, no entanto, que a ferramenta não garante o ressarcimento.
“A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude”, diz o BC.
No caso de transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução. Ainda assim, o BC lembra que o Código Penal trata da apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro.
O PIX também conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco.
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Evento abordou desafios persistentes e emergentes enfrentados pelos tribunais, incluindo conflitos de interesse, uso de inteligência artificial, disseminação de desinformação e ataques à legitimidade e à independência do Poder Judiciário.
WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar
Reprodução.
O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (4) uma série de recursos para os usuários aproveitarem durante a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho.
Entre as novidades estão figurinhas temáticas, efeitos para videochamadas e atualizações em tempo real por meio da Meta AI.
Até a final do torneio, os usuários poderão reagir às mensagens com a Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo. Ela aparece como um emoji e, ao ser usada, ativa uma animação com várias bolas “pulando” na tela do celular.
O aplicativo também ganhou um pacote especial de figurinhas da Copa do Mundo, com imagens de trave, chuteira, bola tensa, bola chorando e cartões vermelho e amarelo.
Agora no g1
Além disso, a empresa disponibilizou efeitos temáticos para videochamadas, incluindo uma bola sobre a cabeça do usuário, uma trave como plano de fundo e um adesivo de bola aplicado ao rosto, entre outros.
O Meta AI, inteligência artificial da empresa, também passará a exibir informações em tempo real sobre as partidas, incluindo as classificações mais recentes do torneio.
Segundo o WhatsApp, a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, registrou um pico de 25 milhões de mensagens por segundo na plataforma.
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Reprodução
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Morango Sul de Minas
EPTV/Reprodução
Precisa de orientações sobre como cultivar morango? A recomendação é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
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Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
O Instagram Plus, versão paga da rede social, começou a ser liberado no Brasil nesta quinta-feira (4). O serviço oferecerá recursos exclusivos para usuários que pagarem R$ 10 por mês.
A assinatura dá mais prioridade aos stories, aumentando as chances de eles serem vistos por mais seguidores. Também permite que as publicações fiquem no ar por 48 horas, em vez das 24 horas atuais. (veja todos os recursos abaixo)
Ela oferece ainda a opção de criar listas de seguidores parecidas com a de melhores amigos. A ideia é permitir que os stories sejam compartilhados exatamente com o grupo que você quiser.
A Meta, dona do Instagram, deve começar a liberar em breve as versões pagas do WhatsApp e do Facebook. No aplicativo de mensagens, por exemplo, a assinatura deve liberar novos recursos de personalização, figurinhas premium, toques personalizados, entre outras funções.
Confira abaixo os recursos exclusivos do Instagram Plus:
Prioridade na entrega de stories para seus seguidores;
Opção para manter stories no ar por 48 horas, em vez de apenas 24 horas;
Listas de audiência para compartilhar stories com grupos específicos;
Curtidas animadas que ocupam toda a tela e podem ser enviadas para amigos;
Prévia de visualização de stories sem a outra pessoa saber;
Dados sobre quantas vezes os seus stories foram reassistidos;
Busca na lista de visualizações de stories para encontrar rapidamente pessoas específicas;
Ícone personalizado do Instagram a partir de uma seleção feita pela rede social;
Fonte personalizada na bio;
Opção para fixar até seis publicações no perfil, em vez de três;
Opção para publicar algo direto no perfil ou nos destaques, sem aparecer no feed ou nos stories para seguidores.
Instagram Plus
Divulgação/Instagram
A versão paga do Instagram tinha sido anunciada no final de maio pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit. A executiva disse que, em breve, ela poderá ser administrada em uma central criada pela empresa.
“Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos”, afirmou.
Em 2023, a Meta lançou na Europa versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram para cumprir a legislação da União Europeia sobre proteção de dados.
Agora, a decisão de liberar as assinaturas para mais países mostra o desejo da Meta de diversificar suas receitas para além da publicidade.
A empresa enfrenta pressão de investidores por conta de seus gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é de que os investimentos nesse setor, especialmente com data centers, alcancem entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões (entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões).
Ícone do Instagram.
REUTERS/Thomas White
Site rastreia jatos de super-ricos para ‘prever o apocalipse’
Unsplash/Niklas Jonasson
A ideia é simples, talvez óbvia. Se o fim do mundo estiver se aproximando – ou ao menos um ataque nuclear ou uma crise civilizatória –, os super-ricos provavelmente ficarão sabendo antes. Não por fazerem parte de uma conspiração, mas porque costumam estar mais próximos dos centros onde circula informação estratégica.
Se eles souberem, subirão em seus jatos particulares. E, se todos subirem ao mesmo tempo, os dados vão mostrar isso.
Essa foi a intuição de Kyle McDonald, programador e artista de Los Angeles, nos EUA, que levou a ideia para a era dos dados e da aviação privada. O resultado é seu Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de movimentos de jatos privados no mundo todo, que McDonald interpreta como um possível sinal de inquietação – ou até de pânico – entre as elites globais.
“Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro”, escreveu McDonald ao portal de tecnologia Business Insider.
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Como funciona o rastreador de jatos privados
Segundo a revista Vice, o sistema monitora uma rede mundial de receptores de rádio que captam sinais ADS-B – os mesmos que transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves – e filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento.
Em seguida, compara quantos desses aviões estão no ar a cada momento com uma linha de base histórica, que leva em conta padrões diários, semanais e até feriados.
Dessa comparação surge uma escala de alerta de 1 a 5. O nível 1 corresponde a um dia normal, enquanto o nível 5 indica uma atividade aérea superior a qualquer outro momento registrado no ano anterior.
Se o número dispara repentinamente – mais de cinco desvios padrão acima da média –, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto.
A origem: uma ameaça de Trump e a ansiedade nuclear
A iniciativa, no entanto, não nasceu de uma curiosidade acadêmica, mas da ansiedade. McDonald conta que tudo começou a tomar forma depois de ler a recente ameaça contra o Irã por Donald Trump, na qual o presidente dos Estados Unidos advertia que uma “civilização inteira” poderia desaparecer caso não fosse alcançado um cessar-fogo.
A declaração o levou a se perguntar quem teria acesso a informações críticas antes do restante da população. Afinal, pessoas próximas ao poder já se beneficiaram, em outras ocasiões, de informações privilegiadas em áreas como mercados de previsão, política ou criptomoedas.
Se isso acontece em questões econômicas ou geopolíticas, por que não aconteceria também diante de uma ameaça verdadeiramente existencial?
Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse.
Reprodução
Depois de concluir o modelo, ele decidiu testá-lo, analisando dados históricos em busca dos maiores picos de atividade. O resultado o surpreendeu. O aumento mais pronunciado registrado até agora ocorreu em 6 de abril, o mesmo dia em que o Irã lançou uma ofensiva em larga escala contra alvos americanos e israelenses.
“Isso me perturbou”, escreveu na Business Insider. “Lembro de ter pensado: ‘Meu Deus, é real’.”
Ainda assim, McDonald insiste que seu rastreador está longe de ser um detector científico do apocalipse. Um nível 5 pode ser acionado por motivos perfeitamente banais, como as férias de Natal ou grandes eventos políticos que envolvem deslocamentos em massa de ricos.
Mas ele sustenta que o simples fato de padrões reconhecíveis surgirem já levanta questões interessantes sobre como as elites reagem a situações de incerteza.
Arte, vigilância e vibe coding
McDonald tem 25 anos como programador. Mas, no último ano e meio, trabalha constantemente com inteligência artificial. O rastreador foi construído por meio do chamado vibe coding, uma técnica cada vez mais popular em que o desenvolvedor orienta a IA com instruções, e ela escreve grande parte do código.
Metade da sua renda vem de consultoria para empresas de tecnologia e artistas. A outra metade, de exposições na Europa e no Leste Asiático. Ele se paga um salário anual de 60 mil dólares (cerca de R$ 305 mil) – modesto para a sua vida em Los Angeles, segundo ele – e reinveste o restante em seus projetos.
O rastreador também gera alguma receita: cerca de 2,5 mil pessoas se inscreveram, a maioria gratuitamente via Telegram, e outras pagam cinco dólares por ano para receber alertas por SMS ou e-mail.
“O que me fascina é que as pessoas basicamente me pagam cinco dólares por ano pela possibilidade de não receber uma mensagem de texto”, escreveu. “Isso me parece uma intervenção conceitual, uma obra de arte e um serviço de software, tudo ao mesmo tempo.”
Este não é seu primeiro projeto na fronteira entre vigilância e ativismo. Antes, ele construiu aplicativos para rastrear helicópteros do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) – e descobriu, afirma, que a polícia frequentemente ocultava a identidade de suas aeronaves.
Mais recentemente, desenvolveu ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes das forças de segurança, projetos que lhe renderam cobertura midiática, críticas e até ameaças de morte. O fio condutor, diz ele, é inverter a lógica da vigilância: usá-la para escrutinar o poder, e não o cidadão.
Os movimentos das elites como sinal social
De acordo com o The Washington Post, McDonald dialoga com as reflexões do escritor Douglas Rushkoff, que há anos estuda a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social.
No livro Survival of the Richest (A Sobrevivência dos Mais Ricos), Rushkoff documentou como muitos ultrarricos não apenas constroem bunkers, mas também transformam propriedades existentes em refúgios autossuficientes, preparados para cenários extremos.
Sob a perspectiva do autor, o rastreador de McDonald seria menos um detector de catástrofes e mais um termômetro do medo das elites. E esse medo não surge no vácuo. A própria possibilidade de que alguns consigam escapar enquanto a maioria não tem essa opção remete a uma questão mais profunda: a crescente concentração de riqueza e poder.
Apesar da gravidade do pano de fundo, McDonald prefere tratar o tema com humor, em vez de solenidade. Ele não pretende oferecer respostas grandiosas. Basta-lhe que as pessoas vejam o projeto, deem uma risada e reconheçam o absurdo da situação.
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