Saque-aniversário FGTS setembro: veja calendário e quem pode sacar

Mais de 11 milhões de trabalhadores estão sem FGTS.
Reprodução/Jornal Nacional
O saque-aniversário do FGTS de setembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026.
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O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão.
Calendário do saque-aniversário FGTS 2026
O calendário do saque-aniversário do FGTS segue o mês de nascimento do trabalhador. O valor fica disponível a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e pode ser retirado por até três meses.
Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026
Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026
Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026
Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026
Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026
Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026
Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026
Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026
Outubro: de 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026
Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027
Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027
Assim, para quem nasceu em setembro, o saque-aniversário fica disponível durante todo o mês de setembro e pode ser retirado até 30 de novembro de 2026.
Quem tem direito ao saque-aniversário do FGTS em setembro?
Pode receber o saque-aniversário FGTS de setembro o trabalhador que:
nasceu em setembro;
optou pelo saque-aniversário;
possui saldo disponível em uma conta ativa ou inativa do FGTS
Agora no g1
Qual é o valor do saque-aniversário?
O valor que pode ser retirado depende do saldo total disponível nas contas do FGTS. A regra estabelece diferentes faixas de saldo, com um percentual que pode ser sacado e uma parcela adicional fixa em determinadas faixas.
Quanto maior o saldo, menor é o percentual que pode ser retirado. Confira abaixo quanto é permetido retirar do FGTS de acordo com seu montante:
Até R$ 500: alíquota de 50%, sem parcela adicional;
De R$ 500,01 até R$ 1.000: alíquota de 40%, mais R$ 50 de parcela adicional;
De R$ 1.000,01 até R$ 5.000: alíquota de 30%, mais R$ 150 de parcela adicional;
De R$ 5.000,01 até R$ 10.000: alíquota de 20%, mais R$ 650 de parcela adicional;
De R$ 10.000,01 até R$ 15.000: alíquota de 15%, mais R$ 1.150 de parcela adicional;
De R$ 15.000,01 até R$ 20.000: alíquota de 10%, mais R$ 1.900 de parcela adicional;
Acima de R$ 20.000: alíquota de 5%, mais R$ 2.900 de parcela adicional.
Como consultar o saque-aniversário do FGTS 2026?
O trabalhador pode consultar informações sobre o saldo e o saque-aniversário pelos canais oficiais do FGTS, no site da Caixa Econômica Federal. A modalidade também pode ser consultada e solicitada pelo aplicativo FGTS.
É importante verificar se a opção pelo saque-aniversário foi realizada antes de esperar pela liberação do dinheiro.
Qual a diferença entre saque-aniversário e saque-rescisão?
O saque-aniversário permite retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de nascimento. Já o saque-rescisão é a modalidade padrão do fundo e permite, em caso de demissão sem justa causa, o saque integral da conta, além da multa rescisória quando devida.
Quem escolhe o saque-aniversário e é demitido sem justa causa não pode sacar o saldo integral da conta por causa da demissão. Nesse caso, pode sacar a multa rescisória, quando devida, enquanto o restante do saldo permanece no FGTS, salvo outras hipóteses previstas em lei.
Até quando quem nasceu em setembro pode sacar o FGTS de aniversário?
O trabalhador nascido em setembro que aderiu ao saque-aniversário pode retirar o dinheiro de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026.
Depois desse prazo, caso o valor não seja retirado, ele retorna para a conta do FGTS e poderá ser movimentado conforme as regras do fundo.

Governo notifica 115 empresas por irregularidades no vale-alimentação e vale-refeição

vale-refeição e vale-alimentação
Freepik
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) notificou 115 empresas, incluindo as principais operadoras de vale-alimentação e vale-refeição do país, para apresentar documentos e esclarecimentos sobre possíveis descumprimentos das regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
🔎 O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é uma política do governo federal criada para facilitar o acesso dos trabalhadores à alimentação durante a jornada de trabalho. As empresas participantes podem oferecer benefícios como vale-refeição e vale-alimentação em troca de incentivos fiscais.
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Ao todo, foram notificadas 74 empresas beneficiárias, 12 operadoras de benefícios e 29 estabelecimentos comerciais credenciados, entre supermercados, restaurantes e outros pontos de venda.
A fiscalização conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho identificou possíveis irregularidades em três áreas principais:
Descontos, rebates e cashback: concessão de vantagens financeiras por operadoras de benefícios a empresas contratantes;
Taxas e prazos de pagamento: cobrança de taxas acima dos limites previstos e atraso no repasse de valores aos estabelecimentos comerciais;
Uso dos cartões: realização de compras de itens não permitidos pelo programa, como bebidas alcoólicas, produtos de limpeza e ração para animais.
Agora no g1
Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), a notificação para apresentação de documentos não significa que todas as empresas tenham cometido irregularidades ou sido autuadas.
Durante a fiscalização, foram encontradas irregularidades em algumas operadoras de benefícios, incluindo as quatro maiores do setor — Alelo, Pluxee, Ticket e VR —, além de empresas regionais de menor porte.
Nesses casos, foram emitidos autos de infração por possíveis descumprimentos das regras do programa. Entre os demais notificados estão restaurantes, supermercados, empresas que concedem benefícios aos trabalhadores e outras operadoras do segmento.
Após a análise das informações enviadas pelas demais empresas, os auditores poderão emitir novos autos de infração caso identifiquem indícios de irregularidades. As empresas autuadas poderão apresentar defesa administrativa.
O auto de infração não resulta em multa automática. O processo passa por análise e, somente se a defesa for rejeitada, a penalidade poderá ser aplicada.
As multas variam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, de acordo com fatores como o porte da empresa e a existência de reincidência.
Segundo a SIT, as quatro maiores empresas do setor, que juntas respondem por cerca de 90% do mercado nacional, apresentaram algum tipo de irregularidade identificado pela fiscalização.
Procuradas pelo g1, Alelo, Pluxee, Ticket e VR confirmaram que foram alvo da fiscalização e afirmaram que apresentarão esclarecimentos e defesa nos prazos previstos. (veja abaixo as notas completas)
As empresas afirmam cumprir a legislação vigente, reforçam o compromisso com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e destacam que os procedimentos têm caráter administrativo e não afetam suas operações.
Taxas chegaram a 10%
A fiscalização identificou cobranças acima dos limites previstos no Decreto nº 12.712/2025. (entenda o que mudou)
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, foram encontrados casos em que as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais chegaram a 8% e, em alguns casos, a 10%, enquanto o limite estabelecido pela regulamentação é de 3,6%.
As empresas facilitadoras, responsáveis pela gestão dos benefícios, atuam como intermediárias entre as empresas que oferecem o auxílio aos trabalhadores e os estabelecimentos que aceitam os cartões.
Segundo o MTE, a complexidade dessas operações pode dificultar que comerciantes acompanhem com clareza os valores que têm a receber e as datas previstas para pagamento.
Os auditores também identificaram indícios da prática conhecida como rebate, quando operadoras oferecem vantagens financeiras a grandes empresas para conquistar ou manter contratos.
De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, embora esses benefícios sejam apresentados como descontos comerciais, eles podem acabar gerando custos maiores para supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos credenciados.
Essas vantagens podem aparecer de diferentes formas, como subsídios para academias, descontos em planos de saúde ou benefícios semelhantes.
Segundo o ministério, cada caso deve ser analisado à luz das regras do programa e das despesas permitidas para promoção da saúde e da segurança alimentar dos trabalhadores.
Cartões usados para comprar produtos não permitidos
Outro foco da fiscalização foi o uso dos cartões de vale-alimentação e vale-refeição para a compra de produtos fora da finalidade do benefício.
Entre os itens identificados em compras consideradas irregulares pelos auditores estão bebidas alcoólicas, produtos de limpeza, artigos de higiene pessoal, ração para animais e até pneus.
As operadoras são responsáveis por monitorar as transações realizadas nos estabelecimentos credenciados. Segundo a SIT, as empresas informaram possuir tecnologia para acompanhar e restringir esse tipo de compra.
Ainda assim, a fiscalização encontrou casos em que os controles não impediram as transações irregulares.
Self-service; quilão; restaurante por quilo; almoço; vale-refeição
Marcos Serra Lima/g1
Quais são as regras para as empresas?
O PAT é regulamentado pelo Decreto nº 12.712/2025, que disciplina dispositivos das Leis nº 14.442/2022 e nº 6.321/1976.
Entre as regras estão os limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais. A cobrança total não pode ultrapassar 3,6% do valor da transação. Dentro desse limite, a tarifa de intercâmbio tem teto de 2%.
Também é proibida a concessão de descontos ou vantagens que resultem em redução indevida dos valores contratados. Além disso, os contratos não podem prever prazos de pagamento incompatíveis com a natureza pré-paga do benefício.
Outra exigência é que os recursos do programa sejam utilizados exclusivamente para a alimentação do trabalhador e para ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional.
Por esse motivo, os valores não podem ser usados para despesas sem relação com alimentação, como combustível, lazer ou compras em farmácias.
As regras também se aplicam a benefícios fora do PAT
A fiscalização ocorre em meio às mudanças nas regras do auxílio-alimentação.
Com a Reforma Trabalhista de 2017, o artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou a estabelecer que o auxílio-alimentação não integra a remuneração do trabalhador, desde que não seja pago em dinheiro.
Desde então, as operadoras passaram a atuar tanto em benefícios vinculados ao PAT quanto em benefícios concedidos fora do programa. No caso das empresas enquadradas no lucro real, a participação no PAT pode garantir incentivos fiscais, desde que todas as regras sejam cumpridas.
Segundo o MTE, porém, as restrições relacionadas a rebates, taxas e prazos de pagamento também se aplicam aos benefícios previstos no artigo 457 da CLT, e não apenas aos concedidos dentro do PAT.
O que acontece agora?
Além das multas, empresas que descumprirem as regras do PAT podem responder a processos de cancelamento de sua participação no programa.
As irregularidades também poderão ser comunicadas à Receita Federal, que avaliará a manutenção dos benefícios fiscais vinculados ao PAT.
Segundo o MTE, as notificações fazem parte do processo de fiscalização, e a análise dos documentos apresentados poderá levar à identificação de novas irregularidades e à adoção das medidas previstas em lei.
A SIT afirma que a fiscalização é permanente e continuará sendo realizada para garantir o cumprimento das regras e assegurar que os recursos destinados à alimentação dos trabalhadores sejam utilizados para essa finalidade.
O que dizem as empresas
Alelo
“A Alelo informa que atua em estrita conformidade com a legislação vigente e com as diretrizes do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A companhia confirma o recebimento dos autos de infração e esclarece que apresentará suas justificativas técnicas dentro do prazo legal estabelecido pelos órgãos competentes.
A empresa reforça que o procedimento possui caráter estritamente administrativo e que todas as suas operações, serviços e o uso das carteiras de benefícios por seus clientes e trabalhadores seguem funcionando com total regularidade, segurança jurídica e sem qualquer impacto.
A Alelo reafirma seu compromisso com a transparência, a governança e o respeito às normas do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ressalta que mantém processos contínuos de orientação e fiscalização junto à sua rede credenciada e aos seus parceiros”
Pluxee
“A Pluxee foi notificada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre questionamentos relacionados à aplicação de determinadas regras previstas no decreto. A posição da companhia está baseada em uma análise consistente da regulamentação vigente e em uma sólida estrutura de governança e conformidade regulatória. A Pluxee apresentará todos os esclarecimentos e informações necessários sobre os pontos levantados.
Com mais de 40 anos de atuação e apoio ao PAT, a Pluxee conhece profundamente o programa e seu ambiente regulatório e mantém seu compromisso com o cumprimento da legislação vigente”.
Ticket
“A Ticket confirma que recebeu notificação do Ministério do Trabalho e Emprego e apresentará sua defesa e os esclarecimentos cabíveis dentro do prazo previsto, pelos canais adequados.
Há 50 anos no Brasil, a Ticket atua em defesa e no fortalecimento do PAT e de seus princípios, contribuindo para ampliar o acesso dos trabalhadores a uma alimentação adequada e de qualidade”.
VR
“Observamos a legislação e a regulamentação aplicáveis ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), política pública com a qual mantemos um compromisso histórico. Os esclarecimentos relacionados às recentes fiscalizações serão apresentados nos procedimentos próprios, dentro dos prazos e pelos meios previstos na legislação.
Seguimos atuando com responsabilidade e transparência, contribuindo para a integridade e o fortalecimento do Programa e para a evolução do setor, sempre com foco no trabalhador”.
Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou

Sob nova direção, Apple manterá prestígio na era da inteligência artificial?

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO
Em 1º de setembro, começa uma nova era na Apple, com John Ternus se tornando o terceiro homem a ocupar o cargo de CEO da gigante da tecnologia desde 1997.
Ternus foi anunciado como sucessor de Tim Cook em abril, encerrando os 15 anos de Cook à frente de uma das maiores empresas do mundo.
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Desde então, Ternus, um dos principais engenheiros de hardware da empresa, tem trabalhado em estreita colaboração com Cook na preparação para o grande cargo.
Assim como Cook quando assumiu o lugar do icônico Steve Jobs, Ternus tem uma grande responsabilidade. O preço das ações da Apple aumentou mais de 2 mil% desde que Cook assumiu o cargo em 2011, e a empresa vendeu mais de 3,1 bilhões de iPhones nesse período.
Ternus enfrenta uma série de desafios na empresa, mas sua capacidade de mantê-la no topo dependerá de como ele reformulará sua estratégia de inteligência artificial (IA).
A Apple tem lutado para adotar com sucesso a tecnologia até agora, com críticos dizendo que ela ficou muito atrás de seus rivais.
Ternus faz sua estreia pública
Ternus fez seu nome como um dos principais engenheiros da Apple
Reuters via DW
O novo CEO fará sua estreia pública no evento de lançamento de produtos de outono da Apple em 9 de setembro, intitulado “Surpresa e brilho”.
Ternus deverá anunciar o primeiro iPhone dobrável da empresa, bem como uma nova versão da Siri, a assistente virtual da Apple, com inteligência artificial.
Francisco Jeronimo, vice-presidente de Dados e Análises do grupo de pesquisa de tecnologia IDC, afirmou que os próximos anúncios da Apple foram planejados durante o período de Cook no comando e que o direcionamento que Ternus deseja dar à empresa se tornará aparente somente em 2027.
“É claro que o 9 de setembro será um marco muito importante para a empresa em relação a dispositivos dobráveis e inovação”, afirma. “Mas não acho que tenhamos visto nada que indique que a Apple esteja se comportando de maneira diferente ou adotando uma estratégia diferente pelo fato de Tim Cook não estar mais no cargo – ainda.”
O enorme desafio da IA para a Apple
Observadores estarão atentos no discurso de Ternus em 9 de setembro à extensão em que ele focará seus comentários em IA.
Embora já fosse inegável quando ele anunciou em abril que o boom da inteligência artificial seria crucial durante seu tempo à frente da Apple, ficou ainda mais evidente nos cinco meses seguintes que a revolução da IA veio para ficar.
“Está ficando claro que a IA não é uma moda passageira, não é algo que desaparecerá nos próximos dois ou três anos”, diz Jeronimo. “É algo que ditará o futuro da maioria das empresas de tecnologia e, de fato, de todas as empresas.”
Ele acredita que a IA pode ser “a tecnologia mais importante” para a Apple, porque pode tanto ajudá-la a manter sua posição de destaque quanto criar uma série de desafios assustadores.
Para o especialista, o maior desafio é que a Apple não controla a infraestrutura de IA da mesma forma que antes, em termos de projetar e controlar tanto o hardware quanto o software de seus principais produtos.
“Talvez seja isso que John Ternus fará de diferente de Tim Cook, porque, no momento, mesmo que a Apple desenvolva sua própria tecnologia de IA, a realidade é que ela ainda depende de terceiros”, pontua.
Risco de perder relevância
A dependência da Apple em relação a outras empresas no campo da IA a levou a um território desconhecido. Ela fechou um acordo com a OpenAI em 2024 para integrar o ChatGPT ao iPhone, mas isso gerou uma disputa acirrada entre as empresas.
A Apple processou a OpenAI no início deste ano, acusando-a de roubar seus segredos comerciais.
No início deste ano, a Apple anunciou um acordo com o Google, pelo qual os modelos de IA da Gemini seriam usados para os próprios modelos da Apple e para sua nova versão da Siri com inteligência artificial.
“O risco para a Apple é se tornar menos relevante em um mundo onde empresas como a OpenAI e a Anthropic lideram em termos de tecnologia, reconhecimento, serviços e, potencialmente, hardware”, afirma Jeronimo.
Por décadas, o sucesso da Apple foi construído sobre seus produtos físicos, do iPad ao iPhone. “Se aparelhos da OpenAI se tornarem disponíveis, isso poderá ser muito, muito arriscado para a Apple.
Eles poderiam revolucionar completamente a experiência e a forma como interagimos com a tecnologia. E se a Apple não estiver na vanguarda dessa inovação, isso representa um grande risco”, avalia.
Uma combinação de Jobs e Cook?
O cargo de CEO da Apple é icônico, em grande parte, devido à gestão do fundador da empresa, Steve Jobs
Kristy Macdonald/picture alliance/AP via DW
A experiência de Ternus como engenheiro, tendo trabalhado nos principais produtos da Apple, bem como em inovações como o Apple Watch e os AirPods, significa que se espera que ele lidere o desenvolvimento de novos produtos com inteligência artificial para a empresa.
Ele também desempenhou um papel fundamental na defesa da mudança da Apple para o design de seus próprios chips, em vez de depender de fornecedores externos como a Intel – exatamente o tipo de independência que a Apple gostaria de alcançar em relação à IA.
Jeronimo acredita que a Apple ainda tem grandes vantagens, dado o seu enorme volume de usuários, bem como a cultura da empresa de ter dominado a inovação em tecnologia por décadas.
Ele acha que, se a Apple conseguir dominar a IA sob a liderança de Ternus, isso poderá levar a um enorme sucesso. “O que veremos nos próximos anos ditará se a Apple está no caminho certo ou se está realmente enfrentando dificuldades.”
Para Ternus, a primeira tarefa será simplesmente se encaixar de forma suave e convincente em um papel que tanto Jobs quanto Cook inegavelmente tomaram como seu.
“Steve Jobs era o guru da inovação e da disrupção, e Tim Cook era o guru da execução”, diz Jeronimo. “Acho que John Ternus pode ser uma combinação dos dois.”
John Ternus e Tim Cook no Apple Park
Divulgação/Apple

Apple enfrenta processo de R$ 15 bilhões no Reino Unido por regras de rastreamento de aplicativos

Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
A Apple enfrenta um processo de £2 bilhões (aproximadamente R$ 14,9 bilhões) em Londres, movido em nome de desenvolvedores de aplicativos. A empresa é acusada de abusar de seu poder de mercado ao impor regras de rastreamento mais rígidas a terceiros.
A ação, apresentada nesta quinta-feira (3) ao Tribunal de Apelação da Concorrência de Londres (Competition Appeal Tribunal), é resultado de anos de escrutínio regulatório sobre o recurso App Tracking Transparency (ATT), lançado pela Apple em 2021.
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A Apple afirma que criou o recurso para permitir que os usuários decidam se desejam conceder aos aplicativos permissão para rastrear suas atividades em aplicativos e sites de outras empresas.
No entanto, os advogados responsáveis pela ação alegam que o recurso impôs exigências mais rígidas aos desenvolvedores de aplicativos de terceiros do que aos próprios serviços da Apple, dando vantagem competitiva ao ecossistema de publicidade da empresa.
Ann Pope, ex-alta funcionária da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e responsável pela ação, afirmou que a política da Apple “causou prejuízos muito significativos às empresas que dependem da Apple como guardiã de acesso ao mercado”.
“Esta ação é importante para proteger os direitos das empresas britânicas que dependem da Apple, garantir que as regras aplicadas pela empresa sejam justas e compensar as perdas sofridas pelas companhias britânicas”, disse Pope em comunicado.
A Apple, que já afirmou que o App Tracking Transparency oferece “importantes proteções à privacidade”, não comentou imediatamente o caso.
O App Tracking Transparency tem sido alvo de investigações em diversos países da Europa, especialmente na Alemanha, onde a Apple concordou, no mês passado, em alterar as regras sobre como desenvolvedores de aplicativos podem usar dados pessoais para publicidade direcionada.
A autoridade alemã de concorrência havia acusado a Apple de abusar de seu poder de mercado após críticas da Meta, controladora do Facebook, além de editoras, anunciantes e desenvolvedores de aplicativos cujos modelos de negócio dependem do rastreamento para publicidade.
Órgãos reguladores da França, Itália, Polônia e de outros países também investigaram o funcionamento do App Tracking Transparency.
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Shannon Stapleton

Quinto dia útil de setembro de 2026: veja a data do pagamento

Carteira de trabalho
Geraldo Bubniak/AEN
Para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de setembro de 2026 cai no sábado, dia 5. A data é o prazo máximo para o pagamento do salário referente ao mês anterior, agosto, conforme as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
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Na contagem do prazo para o pagamento dos salários, o sábado é considerado dia útil. Já domingos e feriados não entram na contagem.
A regra está prevista no artigo 459 da CLT, que determina que o salário mensal deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.
Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado
Quando é o quinto dia útil de setembro de 2026?
No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem.
Em setembro de 2026, a sequência será:
Primeiro dia útil: 1º de setembro (terça-feira);
Segundo dia útil: 2 de setembro (quarta-feira);
Terceiro dia útil: 3 de setembro (quinta-feira);
Quarto dia útil: 4 de setembro (sexta-feira);
Quinto dia útil: 5 de setembro (sábado).
Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de setembro de 2026 é 5 de setembro.
Como a data cai em um sábado, o empregador deve observar as regras aplicáveis à forma de pagamento para garantir que o salário esteja disponível ao trabalhador dentro do prazo legal.
Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário?
Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil.
A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil.
Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados.
Confira quando cai o quinto dia útil de setembro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário.
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil?
O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados.
Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis.
Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador.
Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa.
O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.

Mega-Sena pode pagar R$ 41 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.053 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 26 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (3), em São Paulo.
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No concurso do última terça (1º), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Banco Central decreta liquidação de corretoras ligadas a ex-sócio do Banco Master

Banco Central decreta liquidação de corretoras ligadas a ex-sócio do Banco Master
O Banco Central (BC) determinou nesta quinta-feira (3) a liquidação extrajudicial da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e da Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), duas corretoras sediadas em São Paulo (SP).
A Trustee tem histórico de ligação com Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master.
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Após o rompimento com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master — instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central no ano passado —, Quadrado assumiu o controle da Trustee, que prestava serviços ao banco.
Vorcaro foi preso no âmbito das investigações sobre supostas fraudes envolvendo a instituição e segue respondendo aos processos.
A Banvox DTVM, também ligada a Quadrado, foi fundada em 1984. A empresa recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para administrar carteiras de investimento em 1991 e, desde 2016, passou a concentrar suas atividades na administração e na custódia de fundos próprios.
A Banvox também administrava ao menos um fundo citado na Operação Carbono Oculto, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e suspeitas de ligação com o crime organizado.
A operação também teve como alvo a gestora Reag Investimentos, que foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF).
BC cita ‘graves violações às normas legais’
Banco Central do Brasil (BC).
Adriano Machado/ Reuters
Segundo o BC, as duas empresas tinham participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Juntas, representavam menos de 0,001% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional e administravam 0,76% dos recursos de terceiros.
🔎 A liquidação extrajudicial é uma medida adotada pelo Banco Central para encerrar as atividades de uma instituição financeira quando são identificadas irregularidades graves, sem necessidade de autorização judicial.
De acordo com a autoridade monetária, a decisão foi motivada pela constatação de graves violações das normas legais que disciplinam o funcionamento das duas instituições.
Levantamento interno da CVM, revelado pela colunista Malu Gaspar, do O Globo, mostrou que, até fevereiro deste ano, Banco Master, Reag e Trustee eram alvos de 126 processos administrativos na autarquia. O mais antigo foi aberto em 2017 e boa parte das apurações ainda não foi concluída.
Do total, 47 processos envolvem o Banco Master, 77 a Reag e dois a Trustee. As investigações apuram suspeitas de irregularidades, incluindo fraude e lavagem de dinheiro.
Na decisão desta quinta-feira, o Banco Central informou que continuará apurando o caso para identificar os responsáveis. Dependendo do resultado das investigações, poderão ser aplicadas sanções administrativas e o caso poderá ser encaminhado a outras autoridades.
Além disso, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Trustee e da Banvox ficaram indisponíveis a partir desta quinta-feira, conforme prevê a legislação.
*Reportagem em atualização