Podcast STJ No Seu Dia discute partilha de bens no divórcio e exigência de formalização em acordos patrimoniais
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A Primeira Seção decidiu que são válidos diferentes tipos de provas, e não só o registro da situação de desemprego no Ministério do Trabalho; já a falta de anotação na Carteira de Trabalho, por si só, não basta.
Mega-Sena, concurso 3033: confira os números sorteados
O sorteio do concurso 3033 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (19), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 35 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões.
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Veja os números sorteados: 23 – 58 – 55 – 18 – 21 – 43
Resultado concurso Mega-Sena 3033
Reprodução/Caixa
5 acertos: 34 apostas ganhadoras, R$ 59.283,30
4 acertos: 2.901 apostas ganhadoras, R$ 1.145,28
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Como funciona a Mega-Sena?
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Uma embarcação no Estreito de Ormuz , vista de Musandam, em Omã.
Stringer / Reuters
Os preços do petróleo avançaram neste domingo (19), impulsionados pelas tensões no mercado internacional. Na abertura das negociações, o barril do tipo Brent chegou a ultrapassar os US$ 90 (cerca de R$ 460,53), alcançando o maior patamar desde junho.
Na sexta-feira (17), o Brent — referência internacional para os preços do petróleo — já havia fechado em alta de 2,86%, cotado a US$ 86,64. Com o resultado, a commodity acumulava valorização superior a 13% na semana, caminhando para registrar o maior ganho semanal desde abril, quando avançou 16,5% na semana encerrada em 24 de abril.
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O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também registrou forte valorização. Na sexta-feira, o contrato subiu 3,15%, para US$ 81,44 o barril, acumulando alta de 12,4% na semana.
Já por volta das 7h17 desta segunda-feira (20), os contratos futuros devolviam parte dos ganhos. O Brent recuava 0,07%, para US$ 88,04 o barril, enquanto o WTI caía 0,54%, para US$ 81,34.
Agora no g1
Os preços do petróleo seguem pressionados pelos temores em relação ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
A passagem foi bloqueada pelo Irã em retaliação aos ataques realizados pelos EUA nos últimos dias. Em meio à escalada das tensões, o presidente norte-americano, Donald Trump, também retomou restrições a embarcações iranianas que utilizam o estreito.
Neste domingo (19), o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã, pelo nono dia consecutivo. A ofensiva ocorre após a morte de três militares norte-americanos em diferentes episódios relacionados ao conflito.
Ainda no domingo, dois petroleiros explodiram enquanto atravessavam o Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, os navios se envolveram em um “acidente”, enquanto outras duas embarcações desistiram de seguir pela rota.
De acordo com o jornal The New York Times, os EUA iniciaram o envio de mais aviões de guerra para o Oriente Médio, em um movimento que reforça os sinais de intensificação do conflito.
A escalada ocorre após dois militares norte-americanos morrerem em um ataque iraniano contra uma base dos EUA na Jordânia, informou o Centcom no sábado (18).
As mortes teriam ocorrido na sexta-feira. No dia seguinte, um terceiro militar morreu no norte do Iraque durante uma operação de detonação controlada de um artefato explosivo que não havia sido acionado.
Antes disso, Trump chegou a cogitar a cobrança de um pedágio de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzassem o Estreito de Ormuz. Posteriormente, porém, recuou da proposta e afirmou que buscaria acordos comerciais e de investimento com “vários países” do Golfo Pérsico.
O agravamento das tensões voltou a elevar as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo, em um cenário de estoques reduzidos e demanda elevada.
Para os investidores, o principal risco é que a alta da commodity continue pressionando os preços dos combustíveis e alimente a inflação global, o que pode afetar as decisões de política monetária, manter os juros elevados e desacelerar o crescimento econômico em diversos países.
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Agora no g1
As inscrições para o segundo processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destinado à atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, terminam nesta segunda-feira (20), às 23h59.
Inicialmente, o encerramento estava previsto para a última quarta-feira (15). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou o período de inscrições.
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➡️ Acesse o edital completo
A seleção oferece 1.414 vagas temporárias para os cargos de Analista Censitário e Agente Censitário de Qualidade. Este é o segundo processo seletivo lançado pelo IBGE para os censos de 2026.
Enquanto o primeiro edital, cujas inscrições terminaram no último dia 9, oferecia 8.238 vagas de nível médio para funções operacionais e de supervisão, este reúne oportunidades para Analista Censitário (nível superior) e Agente Censitário de Qualidade (nível médio).
Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição varia conforme o cargo:
Agente Censitário de Qualidade: R$ 41,76;
Analista Censitário: R$ 37,50.
O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.
Do total de vagas, 1.020 são para Analista Censitário e 394 para Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função:
Agente Censitário de Qualidade (ACQ): exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932;
Analista Censitário (AC): exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40.
As vagas de Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo, entre outras.
Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Além do salário, os contratados terão direito ao auxílio-alimentação de R$ 1.192 por mês, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar e pagamento proporcional de férias e 13º salário, conforme o período trabalhado.
🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais. Os dados levantados orientam políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.
➡️ Já o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua é um levantamento inédito que vai mapear, contar e traçar o perfil das pessoas que vivem nas ruas em todo o país. A pesquisa reunirá informações como quantidade de pessoas, distribuição geográfica, perfil sociodemográfico e condições de vida.
IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO
Quem pode participar?
Podem participar candidatos que atendam aos requisitos de escolaridade e às demais condições previstas no edital.
Para Agente Censitário de Qualidade, é exigido ensino médio completo. Já para Analista Censitário, diploma de nível superior na área correspondente à vaga. Além disso, os candidatos devem:
Ter, no mínimo, 18 anos completos na data da contratação;
Ser brasileiro ou português amparado pelo Estatuto da Igualdade entre brasileiros e portugueses;
Estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos candidatos do sexo masculino, também com as obrigações militares;
Estar em pleno exercício dos direitos políticos;
Possuir aptidão física e mental para o exercício da função;
Atender aos demais requisitos previstos no edital.
Não poderão ser contratados candidatos que:
Ocupem cargo ou emprego na administração pública federal, estadual, distrital ou municipal;
Sejam aposentados do serviço público ou das Forças Armadas, das Polícias Militares ou dos Corpos de Bombeiros Militares;
Sejam proprietários ou administradores de empresas, incluindo microempreendedores individuais (MEIs);
Tenham sido contratados temporariamente pelo governo federal com base na Lei nº 8.745/1993 nos últimos 24 meses, exceto nos casos previstos em lei.
Reserva de vagas
O edital prevê reserva de vagas para ações afirmativas, distribuídas da seguinte forma:
5% para pessoas com deficiência (PcD);
25% para pessoas pretas e pardas (PPP);
3% para pessoas indígenas (PI);
2% para pessoas quilombolas (PQ).
Ao todo, 30% das vagas são reservadas para candidatos pretos e pardos, indígenas e quilombolas, além da reserva de 5% para pessoas com deficiência.
Os candidatos inscritos nas cotas também concorrem às vagas da ampla concorrência. Caso obtenham nota suficiente para aprovação na lista geral, serão convocados por essa modalidade e não ocuparão uma vaga reservada.
Se o candidato se enquadrar em mais de uma modalidade de cota, será classificado prioritariamente naquela com maior percentual de reserva. As vagas reservadas que não forem preenchidas serão redistribuídas conforme os critérios previstos no edital.
Todos os candidatos realizarão as mesmas provas e serão avaliados pelos mesmos critérios, independentemente da modalidade de concorrência.
Como será a prova?
A seleção será composta por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com duração de quatro horas. O exame terá 60 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. A distribuição das disciplinas varia conforme o cargo.
Agente Censitário de Qualidade
Língua Portuguesa (15 questões);
Raciocínio Lógico Quantitativo (10);
Geografia (15);
Conhecimentos Técnicos (20).
Analista Censitário
Língua Portuguesa (15 questões);
Raciocínio Lógico Quantitativo (10);
Conhecimentos Específicos (35).
Os critérios mínimos de aprovação também variam conforme o cargo.
Agente Censitário de Qualidade
acertar, no mínimo, 30% da prova;
acertar pelo menos uma questão de cada disciplina.
Analista Censitário:
acertar, no mínimo, 40% da prova;
acertar pelo menos uma questão de cada disciplina.
As provas serão aplicadas no dia 30 de agosto, em todas as capitais e no Distrito Federal, em turnos diferentes:
Manhã: Agente Censitário de Qualidade (ACQ);
Tarde: Analista Censitário (AC).
No dia da prova, o candidato deverá:
Apresentar documento oficial com foto;
Levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente;
Chegar com, pelo menos, uma hora de antecedência;
Respeitar as regras do edital, que proíbem o uso de celulares, relógios, calculadoras e outros equipamentos eletrônicos durante a prova.
Quanto tempo dura o contrato?
Os contratos temporários terão duração inicial de até 12 meses. Os contratos serão firmados inicialmente por períodos de 30 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas, de acordo com a necessidade do IBGE, a disponibilidade orçamentária e o desempenho do profissional.
As prorrogações poderão ocorrer conforme a necessidade do instituto e o andamento da coleta de dados, respeitado o limite máximo de 48 meses, previsto na legislação para contratações temporárias.
Durante esse período, os profissionais serão avaliados periodicamente com base em critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desempenhadas.
Cadastro de reserva
Embora o edital não preveja formação de cadastro de reserva, candidatos aprovados além do número de vagas imediatas poderão ser convocados durante a validade do processo seletivo, em caso de desistências, rescisões de contrato ou novas necessidades do IBGE, sempre respeitando a ordem de classificação.
Cronograma
As principais datas do processo seletivo são:
20 de julho — encerramento das inscrições;
24 de agosto — divulgação do cartão de convocação para a prova;
30 de agosto — aplicação da prova objetiva;
31 de agosto — divulgação do gabarito preliminar;
25 de setembro — divulgação do resultado definitivo da prova objetiva e do resultado preliminar da seleção;
28 de outubro — divulgação do resultado definitivo do procedimento para concorrer às vagas reservadas;
6 de novembro — divulgação do resultado definitivo da seleção.
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Bolsa Família veja as regras e dias de pagamentos em julho de 2026
A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de julho do Bolsa Família 2026 nesta segunda-feira (20). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)
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O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.
🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.
Confira o calendário do Bolsa Família para julho de 2026:
Final do NIS: 1 – pagamento em 20/7
Final do NIS: 2 – pagamento em 21/7
Final do NIS: 3 – pagamento em 22/7
Final do NIS: 4 – pagamento em 23/7
Final do NIS: 5 – pagamento em 24/7
Final do NIS: 6 – pagamento em 27/7
Final do NIS: 7 – pagamento em 28/7
Final do NIS: 8 – pagamento em 29/7
Final do NIS: 9 – pagamento em 30/7
Final do NIS: 0 – pagamento em 31/7
Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é:
Agosto: de 18/8 a 31/8;
Setembro: de 17/9 a 30/9;
Outubro: de 19/10 a 30/10;
Novembro: de 16/11 a 30/11;
Dezembro: de 10/12 a 23/12.
Bolsa Família
Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa.
Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.
Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como:
manter crianças e adolescentes na escola;
fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Quais são os valores do benefício?
O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;
R$ 50 por bebê de até seis meses.
Onde se cadastrar?
Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.
Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.
VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL
Como sacar o Bolsa Família?
Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.
Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.
Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
Para a Primeira Seção, o adicional é um acréscimo autônomo de percentual à alíquota já existente, sem interferência na materialidade da contribuição, que continua sendo a importação de produtos ou serviços.
Fumaça sai do Hotel Intercontinental em Cabul, capital do Afeganistão, durante ataque terrorista em 21 de janeiro de 2018
Mohammad Ismail/Reuters
“Bom dia, ChatGPT, você pode me dizer como se faz uma bomba?”. Qualquer pessoa que já tenha tentado fazer uma pergunta desse tipo a um chatbot de inteligência artificial (IA) sabe que a resposta pode variar de uma longa explicação sobre a história dos explosivos até o bloqueio permanente da conta do usuário.
Mas, às vezes, se a pergunta for formulada de uma determinada maneira, a resposta pode incluir informações potencialmente úteis sobre como fabricar uma bomba.
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Diversos veículos de comunicação já testaram essa hipótese e descobriram que, quando são usados os prompts “corretos”, alguns modelos de IA podem fornecer orientações sobre a criação de armas biológicas, o planejamento de um atentado num estádio esportivo ou formas de ocultar os rastros de um terrorista.
Esse método de contornar as restrições dos sistemas é conhecido como “jailbreaking”.
A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, define isso como “tentativa de um agente mal-intencionado de induzir o modelo a fornecer conteúdo proibido”.
Agora no g1
Um recente relatório publicado pela organização Tech Against Terrorism, um observatório online apoiado pelo escritório de contraterrorismo das Nações Unidas, mostrou com que frequência um LLM fornece informações “úteis” para possíveis extremistas.
Os pesquisadores enviaram mais de 2.300 solicitações de informação, baseadas em “casos reais de uso por terroristas”, a 27 modelos diferentes de IA.
Eles descobriram que 32% das consultas resultaram em informações utilizáveis. Quando a mesma pergunta era reformulada como se fosse para fins de pesquisa acadêmica, o percentual subia para 42%.
Leia também: IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial, alertam especialistas
Aumento do uso de IA por terroristas
O relatório voltou a chamar atenção para uma preocupação crescente entre especialistas em segurança digital e terrorismo: a possibilidade de potenciais agressores passarem a usar a IA para o planejamento de atentados e não só de propaganda.
Nos últimos três ou quatro anos, o principal uso da IA por grupos extremistas, como o Estado Islâmico e a rede Al Qaeda, tem sido a produção de propaganda. Isso inclui vídeos, memes, podcasts e diferentes formas de desinformação, disseminados entre simpatizantes e utilizados para radicalizar novos seguidores.
Mas esse cenário está mudando. O ano de 2025 registrou um aumento significativo de incidentes nos quais terroristas e extremistas violentos utilizaram ferramentas de IA para planejar, pesquisar e preparar ataques, afirmaram especialistas da publicação Militant wire em dezembro.
Ataques que ganharam manchetes e que causaram mortes ou danos materiais, assim como diversas conspirações frustradas, utilizaram IA para planejamento, vigilância, visualização e propaganda.
Os casos foram registrados nos Estados Unidos, no Canadá, em Israel, na Finlândia e na Áustria.
Frequentemente é difícil saber exatamente como a IA foi utilizada, já que as agências de segurança raramente divulgam detalhes.
No entanto, como relatou um especialista ao Parlamento do Reino Unido durante uma inquérito realizado no fim de 2025, “processos judiciais e relatórios periciais documentam cada vez mais conversas nas quais suspeitos pedem a modelos de linguagem instruções para fabricação de bombas, validação ideológica ou justificativas para ataques”.
Grupos extremistas também adotam IA
Esse uso da IA não se limita a indivíduos. Grupos extremistas também estão adotando essa tecnologia.
Pesquisadores que estudam o uso de drones pelo grupo afiliado à Al-Qaeda Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), baseado no Mali, acreditam que a organização tenha usado IA para auxiliar na modificação de drones.
Em uma análise publicada em junho pela Global Network on Extremism and Technology, os pesquisadores de segurança Yuri Neves e Emily Klein observaram que apoiadores do Estado Islâmico, assim como grupos da extrema direita, discutem regularmente formas de utilizar IA em canais de mensagens.
Neves e Klein trabalham na organização americana Moonshot, especializada no combate a ameaças online. Eles identificaram canais no aplicativo Telegram dedicados ao uso de IA, além de extremistas compartilhando “prompts” e links para conversas com chatbots, coordenando estratégias para obter respostas específicas e até dividindo os custos de assinaturas do ChatGPT.
Saiba também: Ferramenta da Meta deixa de reconhecer imagens de IA após recortes, diz agência
A IA substituiu os recrutadores virtuais?
O pesquisador Rueben Dass, da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam (RSIS), em Singapura, observa que os chatbots de IA passaram a desempenhar novos papéis em ataques realizados pelos chamados “lobos solitários”.
“Antes existia o conceito dos planejadores virtuais, que eram pessoas localizadas em zonas de conflito que entravam em contato com outras pelas redes sociais para incentivá-las a cometer ataques”, explicou Dass à DW.
“Não acho que se possa dizer que os seres humanos tenham sido substituídos, mas, até certo ponto, esses atores isolados passaram a recorrer à IA, como o ChatGPT, para obter esse tipo de apoio.”
Segundo o analista Moustafa Ayad, do think tank Institute for Strategic Dialogue, sediado no Reino Unido, no ano passado o veículo de mídia do Estado Islâmico Voice of Khorasan publicou orientações sobre como utilizar IA.
Ayad afirma que o ecossistema jihadista utiliza a IA de diversas formas, desde a criação de memes e vídeos de dança para o TikTok até propaganda voltada para além das fronteiras.
“Também existe um grupo dedicado a tentar burlar os sistemas de IA (jailbreaking) e utilizá-los para apoiar o planejamento operacional e a preparação de ações”, afirma.
Segundo ele, a IA pode estar simplificando e apoiando processos de propaganda, ao mesmo tempo em que auxilia o planejamento e a preparação operacional.
Informações disponíveis sem IA
Ainda não está claro o grau exato de perigo representado por esse fenômeno.
Hoje, como destacam Dass e outros especialistas, uma pessoa determinada a cometer um atentado consegue encontrar, na internet, informações sobre fabricação de bombas ou armas feitas em impressoras 3D sem precisar recorrer à IA.
Por isso, para Neves, uma das questões centrais é se IA fornece informações que uma pessoa não conseguiria obter de outra maneira ou se essas informações são melhores.
Klein concorda que os LLMs devem ser vistos como uma continuação de outras tecnologias disruptivas. Assim como a internet e os aplicativos de mensagens criptografadas foram adotados por grupos extremistas, a IA também está sendo incorporada ao seu repertório.
“Não há necessariamente evidências de que a IA esteja criando mais terroristas”, diz Klein. “A questão está mais relacionada à forma como a IA interage com as pessoas e influencia o percurso delas rumo à violência.”
Segundo ela, antes mesmo da fase de pesquisa ou planejamento de ataques, a IA pode acelerar etapas do processo de radicalização, validando ressentimentos ou incentivando, de maneira quase servil, crenças que o indivíduo já possui.
Instrutor em vez de um manual
“Uma pessoa determinada acabará encontrando a maioria das informações que procura”, diz Adam Hadley, diretor da Tech Against Terrorism.
“O que esses modelos de IA mudam é a velocidade, a facilidade e a abrangência. Pessoas que antes não tinham tempo, recursos ou capacidade agora podem avançar muito mais longe e muito mais rápido.”
O que também preocupa, segundo ele, é o caráter conversacional dos chatbots de IA. “Uma coisa é encontrar um manual de fabricação de bombas. Outra completamente diferente é ter um instrutor.”
Dass argumenta que, embora a IA possa fornecer informações com mais rapidez a um potencial agressor, isso não significa necessariamente que um ato terrorista será mais bem-sucedido.
“O ‘sucesso’ de qualquer ato terrorista é multidimensional”, afirma.
“Não acredito que ele se torne ‘bem-sucedido’ apenas por causa do uso da IA. Também não acho que veremos muito mais atos terroristas apenas por causa dela. Mas provavelmente veremos um número maior de ataques que envolvem IA de uma forma ou de outra”, diz.
Hadley concorda. “A direção dessa tendência é clara”, diz ele, destacando que uma parcela significativa das pessoas que estão sendo radicalizadas na Europa, no Reino Unido e nos Estados Unidos é composta por adolescentes e até crianças.
“Considerando o papel que a internet e as redes sociais já desempenham na radicalização de jovens, acreditamos que é apenas uma questão de tempo até que os chatbots se tornem uma parte significativa desse problema.”
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