
Um navio-tanque atracado no cais marítimo de Keiyo, em Sodegaura, província de Chiba, no Japão.
Yuichi Yamazaki / AFP
A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a elevar o preço do petróleo nesta quinta-feira (23). O barril do tipo Brent, referência no mercado internacional, ultrapassou os US$ 98 (cerca de R$ 495), atingindo o maior patamar desde o fim de maio, quando chegou a US$ 99,58 (aproximadamente R$ 503).
A alta acontece porque investidores temem que o conflito atrapalhe a oferta de petróleo para o mundo.
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O principal motivo é a dificuldade de navegação no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados globalmente.
🔍 Por volta das 8h (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 4,52%, cotado a US$ 98,32 por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, subia 4,02%, para US$ 90,32. No início do mês, antes da intensificação da guerra entre EUA e Irã, o Brent era negociado abaixo de US$ 72 por barril.
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Com a continuidade dos ataques, navios petroleiros enfrentam mais dificuldades para atravessar o Estreito de Ormuz, o que aumenta o risco de interrupções no abastecimento mundial.
Na quarta-feira (22), os EUA realizaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, enquanto os dois países ampliaram as ofensivas contra infraestruturas civis.
💰 A alta do petróleo também aumenta o risco de inflação. Isso acontece porque o petróleo é usado na produção de combustíveis e influencia o custo do transporte e de diversos produtos. Quando o preço sobe, empresas tendem a gastar mais e parte desse custo pode ser repassada aos consumidores.
Se a inflação voltar a acelerar, bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), podem manter os juros elevados por mais tempo ou até voltar a aumentá-los para conter a alta dos preços.
Apesar da preocupação com o petróleo, as bolsas da Ásia fecharam, em sua maioria, em alta. O índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 3,7%, impulsionado por empresas de inteligência artificial, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 0,5%.
Em Wall Street, nos EUA, a alta do petróleo deixou os investidores mais cautelosos, e os principais índices oscilaram perto da estabilidade.
*Com informações da AP.


