Com alta nas exportações de petróleo, balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro

Balança comercial tem melhora no mês de fevereiro
Divulgação/Portos RS
A balança comercial registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (5).
🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.
O valor representa melhora em relação ao ano passado, quando o saldo foi deficitário em US$ 467 milhões.
Esse também foi o maior superávit para meses de fevereiro desde 2024 (+US$ 5,13 bilhões).
O destaque de fevereiro foi o forte crescimento nas exportações de petróleo, principalmente por conta do valor exportado, o preço recuou no mês passado. Já em março, o preço do produto está em alta por conta da guerra no Oriente Médio.
💵 Segundo o governo, em fevereiro:
As exportações somaram US$ 26,3 bilhões, com alta de 28,5% pela média diária;
As importações somaram US$ 22,1 bilhões, com aumento de 5,7% pela média diária;
Destaques das exportações em fevereiro
Óleos brutos de petróleo: US$ 3,7 bilhões, com alta de 76,5%
Soja: US$ 2,93 bilhões, com aumento de 15,5%
Minério de ferro: US$ 2,09 bilhões, com alta de 20,9%
Carne bovina: US$ 1,33 bilhão, com crescimento de 41,8%
Café não torrado: US$ 1,02 bilhão, com queda de 1,1%
Carnes de aves e suas miudezas: US$ 856 milhões, com alta de 9,8%
Acumulado do ano
Nos dois primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 8,02 bilhões, informou o governo.
Com isso, houve melhora na comparação com o primeiro bimestre de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 1,87 bilhões.
No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 50,92 bilhões (alta 13,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária).
Já as importações somaram US$ 42,9 bilhões no primeiro bimestre de 2026, com queda de 0,2% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária.
Relação com os EUA
Ainda sob impacto do tarifaço dos EUA na maior parte do mês passado, as exportações brasileiras para os EUA recuaram para US$ 2,52 bilhões em fevereiro deste ano, contra US$ 3,17 bilhões no mesmo mês do ano passado. Um recuo de 20,3%.
Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos norte-americanos também recuaram no mês passado, para US$ 2,79 bilhões. O recuo foi de 16,5% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 3,33 bilhões).
➡️Com estes resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 265 milhões no segundo mês de 2026.
O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio.
Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes.
Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Ainda assim, parte da pauta continuou tarifada.
Em 20 de fevereiro, porém, a Justiça dos EUA decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor o chamado “tarifaço” a outros países sem autorização do Congresso Nacional. Por isso, revogou as sobretaxas específicas impostas a várias nações, mantendo apenas a tarifa geral de 10%.
A situação da balança comercial brasileira em janeiro só não foi pior porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados, como China, México, União Europeia e Oriente Médio.
Esse movimento ajudou a compensar os efeitos do tarifaço dos EUA, ainda vigente em boa parte do mês de fevereiro.
Para o Mercosul, porém, foi registrada queda.
Exportações para outros blocos e regiões em fevereiro:
China: alta de 38,7%, para US$ 7,22 bilhões;
Mercosul: queda de 19,5%, para US$ 1,56 bilhão;
União Europeia: alta de 34,7%, para US$ 4,23 bilhões;
México: crescimento de 24,3%, para US$ 634 milhões;
Oriente Médio: alta de 10,8%, para US$ 1,23 bilhão.

Alckmin confirma que deixará ministério no começo de abril

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Geraldo Alckmin, informou nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do ministério no dia 4 de abril.
Apesar da lei não exigir que o vice-presidente da República deixe o cargo de vice-presidente caso vá disputar a reeleição, Alckmin precisa deixar a pasta ministerial para poder participar da disputa.
A informação foi dada no começo da entrevista coletiva de divulgação dos dados da balança comercial de fevereiro.
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Situação da disputa em São Paulo
O futuro político do vice-presidente é parte das negociações envolvendo palanques eleitorais em São Paulo, que também incluem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Na última semana, Lula recebeu Haddad para um jantar no Palácio da Alvorada. No encontro, segundo relato de um assessor do presidente ao blog da Ana Flor, o ministro ouviu de Lula que precisa dele para ajudar a consolidar sua reeleição.
Lula e Alckmin em cerimônia
Ricardo Stuckert/PR
Haddad, muito resistente a concorrer a qualquer cargo em 2026, vem cedendo diante da insistência de Lula. Segundo uma pessoa próxima ao presidente, Lula conseguiu convencer o ministro a avaliar a possibilidade de concorrer em São Paulo.
Segundo um assessor do presidente, a chapa ideal de Lula teria ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, quatro vezes governador de SP.
Pesquisas eleitorais nas últimas semanas mostrando uma consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e um afunilamento no segundo turno da disputa com Lula ligaram o alerta dos estrategistas de campanha e são parte do argumento para levar Haddad a concorrer.
Mesmo com o favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), integrantes do núcleo próximo do presidente veem Haddad como o nome que pode diminuir a diferença e trazer votos essenciais para Lula no estado.

Após ‘rombo’ do caso Master, bancos fecham acordo para antecipar R$ 32,5 bilhões ao FGC

Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Reprodução/Redes Sociais
As instituições financeiras que integram o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anteciparão, neste mês, cinco anos de contribuições ao fundo, em um total de R$ 32,5 bilhões. O recolhimento será feito em 25 de março, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (5) pelo FGC.
“A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, informou o FGC em nota. A antecipação de contribuições está prevista no Estatuto do Fundo.
A necessidade de recompor o caixa ocorre após uma série de liquidações extrajudiciais anunciadas pelo Banco Central (BC) desde o ano passado. Até o momento, pelo menos sete instituições ligadas ao Banco Master tiveram a liquidação decretada.
Como mostrou a reportagem do g1, apenas as liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem gerar um rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo.
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Ainda de acordo com o FGC, até esta quinta-feira (5) foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimento e Letsbank). Ao todo, cerca de 675 mil credores já receberam os valores.
“O processo de pagamento aos credores, pessoas físicas, do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank segue pelo aplicativo do FGC. É importante que as pessoas mantenham ativas as notificações do aplicativo para serem alertadas quanto à necessidade de alguma atuação para a evolução de seu processo”, informou o fundo em nota.
Em relação ao Will Bank, o FGC estima que serão pagos R$ 6,3 bilhões em garantias. Com a liquidação do Banco Pleno, o fundo estima que as garantias a serem pagas a credores da instituição somem R$ 4,9 bilhões.
Revisão do FGC
Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos associados, que fazem contribuições mensais. Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para cobrir emergências e preservar a estabilidade do sistema financeiro.
Como mostrou o g1 em reportagem da semana passada, agora será preciso recompor esse valor.
Especialistas defendem uma revisão ainda mais profunda do modelo de financiamento do FGC, para que instituições mais arriscadas contribuam com valores maiores.
Hoje, os bancos pagam uma taxa mensal de 0,01% sobre o saldo dos depósitos cobertos pelo fundo — caso de CDBs, poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), por exemplo.
Em agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou uma cobrança adicional para instituições mais expostas a riscos, elevando a taxa para 0,02%, e determinou que mantenham uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos.
Para o advogado Roberto Panucci, as medidas aumentam o custo para bancos que assumem riscos excessivos, mas não resolvem o problema central.
“Ao encarecer o uso da cobertura do FGC, o regulador reconhece que o modelo atual gera incentivos distorcidos. A reforma é, na prática, uma admissão de que a garantia estimula comportamentos de risco.”
Saiba mais na reportagem abaixo.
‘Prejuízo Master’: o que o colapso do banco mostrou sobre os limites da garantia do FGC
Fundo alerta sobre fraudes
O FGC e as instituições em liquidação alertaram, ainda, para tentativas de fraude e golpes relacionados ao pagamento da garantia.
“O FGC e as instituições em liquidação não realizam contatos por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais para solicitar dados pessoais, senhas ou códigos de verificação. Toda comunicação oficial é feita exclusivamente por meio dos canais institucionais, divulgados nos sites oficiais”, informou o fundo em nota.
O FGC ainda destacou que “não há qualquer relação com terceiros que ofereçam intermediação, facilitação ou antecipação de valores mediante pagamento ou fornecimento de dados”.
“Em caso de dúvida, o cliente deve procurar apenas os canais oficiais”, completou.

MBRF fecha acordo com o MPT e vai transferir grávidas de áreas de risco após casos de aborto em frigorífico

Supervisor da multinacional do setor alimentício BRF tinha histórico de assédio moral
Reprodução
A MBRF firmou acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para afastar trabalhadoras grávidas que atuam em áreas com ruído elevado na unidade de Lucas do Rio Verde (MT), após investigação do órgão apontar intercorrências na gestação de funcionárias expostas a ambientes barulhentos.
Segundo a procuradora do Trabalho Priscila Dibi Schvarcz, responsável pelo processo, os efeitos chamados “extrauditivos” podem atingir o sistema cardiovascular e metabólico das gestantes. O MPT registrou 77 abortos confirmados e 113 partos prematuros entre 2019 e 2025.
A MBRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, formada pela fusão entre Marfrig e BRF. Dona de marcas como Sadia e Perdigão, a companhia tem receita anual combinada de cerca de R$ 150 bilhões e presença em mais de 100 países.
O acordo foi homologado pela Justiça e passa a valer enquanto o processo principal segue em análise pela Justiça.
Nele, a empresa se comprometeu a realocar imediatamente todas as gestantes expostas a níveis de ruído iguais ou superiores a 80 decibéis para setores com exposição comprovadamente inferior a esse limite.
A mudança deve ocorrer sem redução de salário, benefícios ou direitos trabalhistas.
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De acordo com o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho, existem 23 setores na unidade com níveis abaixo de 80 decibéis. Para o MPT, isso demonstra que é possível transferir as gestantes sem prejuízo à operação.
Mesmo assim, a investigação apontou que trabalhadoras grávidas atuavam em áreas com ruído que pode chegar a 93 decibéis. Quando a ação foi apresentada, apenas três gestantes estavam em setores considerados adequados.
Além da realocação, a empresa se comprometeu a implementar um programa específico de gestão de saúde para gestantes.
A iniciativa prevê identificação ativa do estado gestacional, avaliação imediata dos riscos do posto de trabalho, realocação obrigatória quando houver agentes nocivos não neutralizados e acompanhamento médico multidisciplinar durante toda a gravidez.
O acordo também determina a criação de um protocolo específico de atendimento a gestantes dentro da unidade.
Agora, a MBRF deverá manter fluxogramas visíveis em todos os setores, garantir atendimento presencial por médico ou enfermeiro do trabalho antes de qualquer liberação e disponibilizar um veículo exclusivo para transporte emergencial, com funcionamento 24 horas por dia.
O veículo deverá ter equipamentos básicos de primeiros socorros e comunicação direta com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).
Caso as cláusulas do acordo sejam descumpridas, a empresa poderá pagar multa de R$ 50 mil por irregularidade constatada, além de R$ 20 mil por trabalhadora prejudicada. Os valores serão destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou ao Fundo de Direitos Difusos (FDD).
Investigação
A investigação começou após um caso registrado em abril de 2024. Uma funcionária venezuelana, grávida de oito meses de gêmeas, sofreu aborto espontâneo na portaria da empresa.
Segundo o MPT, ela passou mal durante o expediente, foi levada a uma sala de descanso e não houve acionamento imediato de atendimento médico. Após o episódio, a trabalhadora processou a empresa e foi indenizada.
A partir desse caso, o Ministério Público ampliou a apuração para verificar se havia problemas estruturais nas condições oferecidas às gestantes. Foram avaliados documentos de saúde ocupacional e segurança do trabalho apresentados pela própria empresa.
Com base nesse material, o MPT identificou 144 registros de aborto ou ameaça de aborto, dos quais 77 foram confirmados. Também foram registrados 113 casos de parto prematuro.
Além disso, o levantamento apontou 71 atestados médicos com diagnósticos como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e restrição de crescimento fetal. Para o MPT, essas condições podem ser agravadas pela exposição a níveis elevados de ruído.
De acordo com o órgão, o protetor auricular fornecido pela empresa protege a trabalhadora, mas não elimina possíveis impactos ao feto.
A unidade de Lucas do Rio Verde emprega cerca de 4.800 pessoas. Desse total, 74 são gestantes, o equivalente a aproximadamente 1,5% do quadro. Para o MPT, esse percentual não compromete a organização do trabalho em caso de remanejamento.
Antes de ingressar com a ação, o MPT realizou duas audiências com a empresa, mas não houve acordo naquele momento. Com a homologação judicial, as medidas passam a ser obrigatórias.
Além das obrigações previstas no acordo, o Ministério Público do Trabalho pede na ação civil pública o pagamento de R$ 20 milhões por danos morais coletivos. O pedido ainda será analisado pela Justiça.
O que diz a MBRF
A MBRF informa que segue rigorosamente a legislação vigente e reitera seu compromisso com a saúde e segurança dos seus profissionais. Sobre exposição a ruídos, fornece e garante o uso de EPIs certificados pelo Ministério do Trabalho.
De acordo com avaliação médica e com os atestados apresentados, não foi identificada correlação entre os casos citados no processo e as atividades desempenhadas. A empresa ainda irá apresentar a sua defesa na referida ação e, à exceção do número atual de gestantes, não reconhece os dados apresentados pelo MPT à reportagem.
A companhia reforça que possui um programa estruturado de acompanhamento às gestantes com suporte médico, adequações de função de acordo com a etapa gestacional e monitoramento contínuo. Desde 2017, a iniciativa já acompanhou mais de 13 mil colaboradoras.

Free flow: governo quer suspender até dezembro multas e pontos na CNH por não pagamento de pedágio

Pedágio ‘free flow’ na Rodovia Carlos Tonani, em Jaboticabal (SP)
Divulgação/EcoNoroeste
O Ministério dos Transportes afirmou, nesta quinta-feira (5), que pretende suspender as multas por evasão de pedágio aplicadas a motoristas que passaram pelo sistema “free flow” e não pagaram a tarifa.
A medida também incluiria a suspensão dos pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aplicados por causa da infração.
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O pedágio eletrônico, ou “free flow”, é um sistema de cobrança que dispensa cabines de atendimento e não exige o uso de tag pelo motorista. No entanto, as concessionárias utilizam sistemas diferentes de cobrança, e motoristas têm relatado dificuldade para realizar os pagamentos.
Segundo o Ministério dos Transportes, a suspensão serviria para que fossem feitos os ajustes necessários e para que as concessionárias pudessem adotar uma comunicação integrada com o sistema do governo federal.
Para emitir a multa, o governo federal recebe a comunicação da concessionária da rodovia e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
“Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica”, disse a pasta em nota.
Assim, o motorista que passar pelo pórtico do “free flow” e não fizer o pagamento terá uma segunda chance de quitar a dívida sem a cobrança de multa. Não se trata de perdão: a penalidade continuará valendo caso o pagamento não seja feito até dezembro. (veja a íntegra da nota abaixo)
O que é o pedágio eletrônico (free flow)?
Nesse sistema, o motorista não precisa reduzir a velocidade para que os dados do veículo sejam lidos. Outra vantagem é a cobrança proporcional ao trecho percorrido, já que o sistema identifica onde o carro entrou e saiu da rodovia.
O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina a implementar o sistema em suas rodovias.
No Brasil, o sistema já funciona em rodovias federais, como a BR-101 (Rodovia Rio-Santos), e foi autorizado para uso em vias urbanas e rurais, abrangendo estradas e rodovias federais, estaduais, distritais e municipais em todo o país.
Pórtico free flow
divulgação/Concessionária Novo Litoral
O pedágio free flow aplica multa?
Não. A função do pedágio eletrônico é apenas identificar corretamente o veículo para realizar a cobrança. As câmeras e sensores instalados nos pórticos são usados exclusivamente para esse propósito.
A multa por evasão de pedágio é aplicada apenas quando o pagamento não é efetuado. Trata-se de uma infração grave, com penalidade de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Como acontece a cobrança do pedágio?
O sistema de cobrança do free flow utiliza a mesma tecnologia das tags já comuns no Brasil, com avanços importantes para identificar corretamente cada tipo de veículo.
Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado.
Algumas câmeras possuem lentes duplas para capturar imagens em 3D, permitindo identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais estão suspensos. Isso garante a cobrança correta de acordo com o porte do veículo, como no caso dos caminhões.
Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.
Veja a íntegra da nota divulgada pelo Ministério dos Transportes:
Em relação aos questionamentos sobre a homologação dos sistemas de livre passagem (free flow), a Resolução Contran nº 1.013/2024 estabeleceu que esses sistemas devem ser previamente homologados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) antes do início de sua operação, fixando prazo de 180 dias, contados da publicação do normativo específico, para o cumprimento dessa exigência.
Esse normativo foi publicado em 12 de junho de 2025, por meio da Portaria Senatran nº 442, que definiu os procedimentos para a homologação.
O módulo sob responsabilidade da Senatran, voltado ao envio de informações cadastrais, já está desenvolvido e tecnicamente concluído. No entanto, foram identificados ajustes necessários na arquitetura de interoperabilidade para garantir compatibilidade com as soluções utilizadas pelas concessionárias.
Diante disso, a Senatran, em conjunto com o Ministério dos Transportes, estuda uma alternativa regulatória para permitir uma transição adequada. Nesse contexto, está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica.
Em relação à infração prevista no art. 209-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a deliberação deverá estabelecer uma regra de transição, permitindo a suspensão da exigibilidade das multas aplicadas até então, caso o usuário regularize o pagamento dos pedágios em aberto.
É importante destacar que não se trata de perdão do pedágio, mas apenas da garantia de uma nova oportunidade para o pagamento da tarifa antes da aplicação da multa.

Mega-Sena, concurso 2.980: prêmio acumula e vai a R$ 50 milhões

G1 | Loterias – Mega-Sena 2980
O sorteio do concurso 2.980 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (5), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 50 milhões.
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Veja os números sorteados: 03 – 14 – 27 – 33 – 43 – 45.
5 acertos: 77 apostas ganhadoras, R$ 24.100,61
4 acertos: 5.245 apostas ganhadoras, R$ 583,20
O próximo sorteio da Mega será no sábado (7).
Mega-Sena, concurso 2.980
Caixa
Para apostar na Mega-Sena
Como funciona a Mega-sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Mega-Sena bilhete volante Loterias
Millena Sartori/g1

Cadillac vem aí: GM confirma que vai vender SUVs de luxo da marca no Brasil

Cadillac confirma chegada oficial ao Brasil em 2026
Carlos Cereijo/g1
A General Motors confirmou, nesta quinta-feira (5), que vai vender oficialmente modelos da Cadillac no Brasil. O anúncio foi feito por Thomas Owsiaski, presidente da General Motors América do Sul. As vendas começam com três lojas nas cidades de São Paulo, Brasília e Curitiba. Os veículos confirmados até o momento são os utilitários esportivos Lyriq, Optiq e Vistiq .
A estratégia da Cadillac é começar as vendas em 2026. “Estamos convencidos que existe espaço para a Cadillac”, diz Fábio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul. Segundo o executivo, a oferta de carros será feita de modo gradativo. “Vamos investir na experiência do cliente”, explica
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Cadillac Lyriq
Cadillac Lyriq
Divulgação
O Lyriq foi apresentado em 2021, começou a ser produzido em 2022 como modelo 2023 e foi o primeiro SUV 100% elétrico da Cadillac. À época, os destaques eram o design ousado, a plataforma Ultium e o conjunto de baterias de 100 kWh.
O Brasil vai receber a versão 2026, que traz atualizações em relação ao lançamento, como novo sistema de som com 23 alto-falantes, controle de cruzeiro adaptativo mais moderno, head-up display com realidade aumentada e opções de rodas de 22 polegadas.
As baterias de íons de lítio agora têm capacidade de 102 kWh, e há duas opções de motorização. A primeira conta com um motor elétrico no eixo traseiro, com 369 cv de potência e 44,9 kgfm de torque.
Segundo dados da Cadillac nos Estados Unidos, a versão com tração traseira percorre 524 quilômetros com uma carga completa.
Cadillac Lyriq
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Já o Lyriq com tração integral (AWD) tem dois motores elétricos, um em cada eixo, que entregam juntos 522 cv de potência e 62,2 kgfm de torque. Dependendo da configuração, a autonomia varia entre 487 km e 513 km. Esse método de medição é diferente do utilizado pelo Inmetro no Brasil.
O modelo tem 4,99 m de comprimento, 2,20 m de largura com os retrovisores, 1,63 m de altura e entre-eixos de 3,09 m. A configuração com dois motores pesa 2.648 kg. Para efeito de comparação, um Toyota Corolla híbrido pesa 1.450 kg.
Nos Estados Unidos, onde é fabricado, o Lyriq custa entre US$ 65 mil e US$ 83 mil.
Cadillac Lyriq
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Cadillac Optiq
Cadillac Optiq
Divulgação
O Optiq foi lançado em 2024 como um “novo ponto de entrada para o luxo do carro elétrico”, segundo a Cadillac. Chegou com dois motores elétricos de série, mas na linha 2026 passou a oferecer também versão com um motor no eixo traseiro.
A configuração de entrada gera 319 cv de potência e 45,9 kgfm de torque. A versão mais potente entrega 446 cv e 68,9 kgfm. São 10 módulos de bateria — no Lyriq são 12 — que totalizam 85 kWh. A autonomia varia entre 487 km e 510 km.
As medidas são mais modestas se comparadas às do Lyriq, mas isso não significa que o Optiq seja pequeno. Ele tem 4,82 m de comprimento, 2,12 m de largura com os retrovisores, 1,64 m de altura e entre-eixos de 2,95 m.
A versão com um motor pesa 2.423 kg, e a topo de linha, com dois motores, pesa 2.323 kg.
O SUV é fabricado no México e custa entre US$ 52 mil e US$ 55 mil nos Estados Unidos.
Cadillac Optiq
Divulgação
Cadillac Vistiq
Cadillac Vistiq
Divulgação
Com aceleração até 100 km/h em menos de 4 segundos, o Vistiq se destaca pelo parentesco com o Escalada IQL. O interior tem tela de 33 polegadas, sistema de som com 23 alto-falantes e cabine luxuosa.
Cadillac Vistiq
Divulgação
O conjunto de baterias tem 102 kWh e os dois motores elétricos entregam 615 cv. Com isso o Vistiq consegue números de desempenho de fazer inveja a muito cupê esportivo.
Importação independente
Já existem modelos atuais da Cadillac rodando no Brasil. Essas unidades chegaram por meio de importadores independentes.
O processo é burocrático, envolve diversos formulários e taxas que podem dobrar o valor do veículo quando ele chega ao porto.
Em fevereiro, o g1 mostrou como modelos da Cadillac, Tesla e de outras marcas chegam ao país.
Saiba mais na reportagem abaixo.
Como pode um Tesla aparecer nas ruas mesmo sem vender no Brasil; saiba regras e custos

Lucro da Petrobras quase triplica em 2025 e chega a R$ 110,1 bilhões

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio
Marcos Serra Lima/g1
A Petrobras informou na noite desta quinta-feira (5) que registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, resultado que representa alta de cerca de 200% em relação a 2024, quando a companhia havia lucrado R$ 36,6 bilhões. Na prática, o resultado indica que o lucro da estatal quase triplicou em um ano.
Segundo a empresa, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário considerado desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent crude oil ao longo do ano.
De acordo com a companhia, o resultado foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás e pela melhora da eficiência operacional.
“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.
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Produção e geração de caixa
A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2025, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.
Com isso, o fluxo de caixa operacional — dinheiro gerado pelas operações regulares da empresa — chegou a R$ 200 bilhões (US$ 36 bilhões) no ano.
Segundo o diretor financeiro e de relacionamento com investidores da companhia, Fernando Melgarejo, o resultado reflete a estratégia da empresa de ampliar a produção com disciplina de capital.
“Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa”, afirmou.
Investimentos
A Petrobras informou que investiu R$ 112,9 bilhões (US$ 20,3 bilhões) em 2025, valor dentro da faixa prevista pela companhia para o período.
A maior parte dos recursos foi destinada ao segmento de exploração e produção, que respondeu por cerca de 84% dos investimentos. O montante incluiu a aceleração de projetos e o avanço de unidades de produção em campos do pré-sal.
Entre os fatores que contribuíram para o aumento da produção estão:
início da operação e aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias;
manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba;
ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão;
maior eficiência operacional na Bacia de Santos (UN-BS) e no campo de Búzios.
As novas unidades adicionaram 585 mil barris por dia de capacidade nominal de produção operada pela Petrobras, segundo a companhia.
Exportações recordes
A estatal também informou que as exportações de petróleo atingiram recorde anual, com média de 765 mil barris por dia.
No quarto trimestre de 2025, o volume chegou a 999 mil barris por dia, o maior nível já registrado em um trimestre.
Impactos cambiais e indicadores
Outro fator que influenciou o resultado do ano foi a valorização do real frente ao dólar, que gerou impacto positivo nas contas da companhia.
Desconsiderando efeitos cambiais e outros eventos considerados exclusivos do período, o lucro líquido teria sido de R$ 100,9 bilhões (US$ 18,1 bilhões).
O EBITDA ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 244,3 bilhões (US$ 43,8 bilhões), também sem eventos extraordinários.
A dívida bruta da Petrobras encerrou 2025 em US$ 69,8 bilhões. Segundo a empresa, o valor foi impactado principalmente pela inclusão de contratos de afretamento de plataformas na contabilidade da dívida.
Dividendos e tributos
O conselho de administração da Petrobras aprovou o envio à assembleia de acionistas de uma proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos, referente ao quarto trimestre de 2025. Os pagamentos estão previstos para maio e junho de 2026.
No total, a companhia informou ter distribuído R$ 45,2 bilhões em proventos ao longo de 2025, sendo R$ 17,6 bilhões destinados ao grupo de controle.
A Petrobras também informou que pagou R$ 227,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios no ano passado.
Além disso, cerca de R$ 2 bilhões foram destinados a investimentos socioambientais, patrocínios e doações.
Reservas e refino
Em 2025, a empresa informou ter incorporado 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente em reservas, alcançando um índice de reposição de reservas de 175%, mesmo com produção recorde.
A relação entre reservas provadas e produção, indicador conhecido como R/P, ficou em 12,5 anos.
No refino, o parque da companhia operou com fator de utilização total de 91%, com diesel, gasolina e querosene de aviação representando 68% da produção total de derivados.

Preço da terra no Brasil varia de R$ 1 mil a R$ 2 milhões por hectare; entenda o que influencia

Lavoura de café a pleno sol em Divinolândia (SP)
Stephanie Rodrigues/g1
O Brasil tem produção agrícola em todo o seu território. Mas quanto custa comprar um pedaço de terra?
Isso depende de muitos fatores, por exemplo, se a terra é produtiva ou está localizada em um lugar fácil de escoar para vendas, segundo o Atlas do Mercado de Terras, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O levantamento foi divulgado em dezembro de 2025, a partir de dados do mesmo mês em 2024.
Por exemplo, a região de Mogiana (SP), o valor por hectare não agrícola é de R$ 2.433.233,91. Já o valor da terra para agricultura é de R$ 80.911,18. A área é polo de produção de café e cana-de-açúcar e também tem potencial para turismo rural.
Por outro lado, no Oeste Amazonense, é possível encontrar a média de R$ 1.525,62 por hectare. O baixo preço é causado por uma combinação de isolamento geográfico com restrições ambientais mais rígidas.
Já o preço médio é de R$ 22.951,94 por hectare. Para fazer este cálculo, o Incra usa um método para eliminar os preços muito altos ou muito baixos (como Mogiana e o Oeste Amazonense), considerados atípicos. Evitando, assim, uma média destorcida da realidade da maior parte do país.
🔍Um hectare equivale a 10 mil metros quadrados, similar a um campo de futebol pelas regras da FIFA, em que a medida varia de 7 mil a 8 mil metros quadrados.
A média nacional subiu 28% na comparação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2022.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Confire os maiores e menores preços da terra no Brasil
Arte / g1
Onde estão os extremos?
A pesquisa mostra que os preços variam muito dependendo da localização.
💵Maiores preços
A região Sul lidera o ranking nacional, seguida pelo Sudeste. Em estados como Santa Catarina, o hectare pode ultrapassar os R$ 100 mil em áreas de alta produtividade. Caso de Xanxerê, onde o preço médio é de R$ 173.298,67, devido o potencial para pecuária e plantio de grãos.
Além das áreas de produção, o relatório considera terras de uso “não agrícola”, voltadas para lazer ou expansão urbana, por exemplo.
O documento destaca que nessas áreas ocorre uma “sobreposição com o mercado imobiliário”. Isso significa que o valor deixa de depender apenas da fertilidade e passa a considerar o potencial para loteamentos ou instalação de indústrias.
A proximidade com um maior mercado consumidor e a excelente logística rodoviária garantem que qualquer área disponível tenha um grande valor de mercado.
Além de Mogiana, a Região Metropolitana do Maranhão também tem altos preços, sendo uma exceção do Nordeste, com a média de R$ 299.279,01 por hectare.
O preço é puxado pela localização estratégica, pela proximidade com portos exportadores e armazéns, por ter solos com alta fertilidade e por fazer parte do Matopiba, grande área produtora, composta também por Tocantins, Piauí e Bahia.
Quando a área é destinada a uso não agrícola, o preço pode chegar a R$ 405.641,35 por hectare.
💵Menores preços
O Nordeste possui os menores valores médios, seguido pela região Norte. No interior do Amazonas e em partes do Piauí, é possível encontrar hectares abaixo de R$ 2 mil.
É o caso do Oeste Amazonense. Os principais motivos apontados pelo relatório do Incra para este preço são:
💰Logística limitada: a região depende de transporte por rios ou aviões. A falta de rodovias encarece o escoamento e reduz a competitividade.
💰Áreas protegidas: grande parte do território é formada por Unidades de Conservação e Terras Indígenas. As restrições legais limitam a expansão agrícola e reduzem o interesse de investidores.
💰 Falta de compradores: o uso restrito da terra e a dificuldade de escoamento reduzem o número de negócios. Com menos compradores, os preços permanecem baixos.
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O que faz o preço subir ou descer?
O valor da terra não depende apenas do tamanho da área. Também são considerados fatores como:
💰economia, como as expectativas de ganho com a revenda da propriedade e o lucro da produção na comparação com os custos de manutenção e taxas de juros;
💰produtividade, considerando a fertilidade do solo, a topografia (se é plano ou montanhas) e a disponibilidade de água na região. Por exemplo, as terras voltadas para a pecuária foram as que registraram a maior alta de preços no país, com valorização de 31,24%, na comparação entre 2024 e 2022. No mesmo período, as áreas só de plantio subiram 12%;
💰logística, como a proximidade de capitais, rodovias, ferrovias, portos e cadeias de agroindústrias, por exemplo, laticínios e cooperativas;
💰situação legal, caso de áreas com restrições ambientais, também são analisadas as condições na unidade de conservação e se há conflitos agrários por terra.
Como foi o ano de 2025 e como fica 2026?
O relatório não define um preço exato para 2025 e 2026, mas indica tendências.
A expectativa é de valorização em polos agrícolas consolidados, como Mato Grosso e o Matopiba.
O avanço da infraestrutura, como a Ferrovia Norte-Sul, e a entrada de novos investidores devem manter o mercado aquecido.
Já em áreas de preservação ambiental ou com conflitos fundiários, a tendência é de preços menores e baixa demanda.
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