Mega-Sena pode pagar R$ 75 milhões neste sábado

Como funciona a Mega-sena
O concurso 2.984 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 75 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (14), em São Paulo.
Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp
No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas.
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Condomínios não podem mais barrar carregador de carro elétrico em SP, mas instalação não está garantida

Morador faz recarga em carro elétrico com equipamento instalado na própria vaga do prédio em Ribeirão Preto (SP).
Marcelo Moraes/EPTV
No mês passado, entrou em vigor em São Paulo uma lei que dá aos moradores de prédios a prerrogativa de colocar os carregadores para carros elétricos nas vagas, desde que arquem com os custos e atendam às normas técnicas.
Antes, assembleias de condomínios ou síndicos tinham o poder de vetar arbitrariamente a instalação. Agora, isso está proibido no estado.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp
Mesmo assim, o processo para a instalação não é simples nem barato. É necessário trazer cabos por dentro do prédio até a vaga.
“Dependendo do tamanho desse cabeamento até o carregador, o custo pode ser de R$ 5 mil para instalações de cinco metros até R$ 12 mil para 100 metros”, explica Luiz Felipe Santos, gerente-geral da Revo, empresa especializada em instalação de carregadores em prédios.
“Se o condomínio não entrar com parte dos custos, o morador pode pagar três vezes mais no carregador do que um equivalente numa residência”, diz.
Condomínio agora tem de colaborar
Para instalar um carregador numa vaga de prédio é preciso, primeiro, fazer uma análise de carga. “Durante sete dias um equipamento verifica o consumo de energia e tensão do prédio. Com isso podemos ver quantos carregadores a rede comporta”, diz o gerente.
Essa análise, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, precisa ser feita e paga pelo condomínio. É com esse documento que o síndico vai ter respaldo para prosseguir com a instalação ou não. Antes da nova lei paulista, o síndico ou assembléia de condomínio podiam vetar sem apresentar justificativa. Agora é preciso ter documento com motivos técnicos para proibir.
“Existem prédios que não comportam instaladores individuais. Aí a solução é ter vagas de uso comum, para todos os moradores. Passa a ser uma iniciativa do prédio, não só do morador”, explica Raquel Bueno, gerente da Lello Condomínios, administradora de São Paulo.
Com a análise pronta e todos os passos em assembleia seguidos, é possível concluir a instalação do carregador entre 20 e 30 dias.
Segundo Santos, da Revo, outro custo que pode aparecer é o chamado furo técnico, que pode dobrar o valor do serviço. “Em alguns casos para o cabeamento passar pelas lajes é preciso um engenheiro para certificar. Assim, sabemos que não há comprometimento da estrutura com o furo técnico”, explica.
O gerente da Revo diz que alguns condomínios estão arcando com uma parte da instalação que beneficia todos os moradores. “O condomínio paga e nós trazemos o cabeamento até um quadro. A partir dali cada morador, se quiser, instala o seu carregador seguindo as normas”, diz Santos. Segundo ele, isso proporciona padrão na instalação e diminui custos para todos.
Existem prédios mais antigos em que seria necessário refazer toda a elétrica e ainda substituir o transformador na rua. “Os custos poderiam passar de R$ 500 mil, o que é inviável hoje em dia”, diz.
Algumas empresas já se movimentam para facilitar o processo com soluções. “Nós conseguimos criar toda a infraestrutura do prédio sem cobrar nada do condomínio. À medida que os moradores vão aderindo aos carregadores, eles pagam pela instalação individual e manutenção do sistema”, explica Tadeu Azevedo, CEO da Power2Go.
Segundo Azevedo, é possível ter soluções para todas as condições dos clientes. “Mesmo com vagas rotativas ou sorteadas, os condomínios conseguem se organizar”, explica.
O executivo acredita que o mais importante é síndicos e assembleias entenderem que implementar carregadores valoriza os imóveis. “Quase nenhum prédio no Brasil nasceu pensando em carro elétrico. É preciso fazer o balanceamento da energia e já deixar a estrutura pronta para todas as vagas no futuro e não somente para os poucos moradores que hoje usam o carregador”, aconselha Azevedo.
Segundo uma projeção consultoria Boston Consulting Group (BCG) a pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 65% das vendas de carros 0 km no Brasil será de eletrificados em 2035.
Nova lei estabelece responsabilidade
David Monteiro, advogado especialista em direito imobiliário do escritório Martinelli, diz que o desafio para os condomínios é criar regras claras para essa solicitação.
“Situações que envolvam intervenções mais profundas em áreas comuns ou na infraestrutura coletiva ainda podem gerar discussões e exigir avaliação caso a caso, inclusive sobre a necessidade de deliberação em assembleia”, explica Monteiro.
Patrícia de Pádua Rodruigues, sócia da Martinelli Advogados, diz que o síndico e a assembléia do condomínio não podem criar exigências desproporcionais ou sem base técnica apenas para dificultar ou inviabilizar a instalação do ponto de recarga.
“A nova lei permite ao condomínio exigir do morador o cumprimento das normas técnicas e das regras de segurança aplicáveis. Se houver previsão em normas da ABNT ou nas orientações dos Bombeiros”, diz a advogada.
Risco de incêndio
Raquel Bueno conta que vários síndicos vetavam os carregadores por não terem normas para se orientar.
“Depois das diretrizes nacionais para a instalação elétrica de carregadores, os bombeiros de São Paulo vão definir como deve ser feito o combate ao incêndio de carros elétricos. A partir disso os condomínios vão se adequar”, explica Raquel.
Patrícia de Pádua Rodruigues diz que a nova lei autoriza o condomínio definir padrões técnicos e responsabilidade por danos ou consumo relacionados ao ponto de recarga. Portanto, o condomínio pode criar regras para um eventual ressarcimento de prejuízos.
“No entanto, essa autorização não permite a atribuição automática de culpa ao dono do carro elétrico em qualquer situação. A convenção não pode simplesmente estabelecer que o morador será responsável por ‘todo e qualquer incêndio’ ocorrido na garagem, sem a necessária apuração técnica da causa do problema”, explica a advogada
Em 2025, o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares publicou uma diretriz que orienta como deve ser feita a instalação de pontos de recarga. O texto não tem poder de lei, mas precisa ser seguido para renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Na hora da renovação do AVCB, o prédio precisa seguir as regras que estão vigentes, explica o advogado David Monteiro. “Se houver pontos de recarga instalados sem atender às exigências de segurança, a renovação pode ser negada até que a situação seja regularizada”, diz.
Segundo a gerente da Lello, Raquel Bueno, a tendência é que os Bombeiros estabeleçam um modelo de atestado. “Nesse modelo, o condomínio busca um engenheiro responsável para garantir a instalação. Assim como já é feito em prédios com motor gerador”, diz.
Bombeiros discutem regras para recarga de carros elétricos em condomínios

'Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?': freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA

Como a IA está impactando o trabalho de freelancers
A ideia de que “a inteligência artificial vai roubar o seu trabalho” nunca pareceu tão próxima da realidade.
Empregadores têm usado ferramentas como ChatGPT e Gemini para realizar tarefas antes delegadas a outros profissionais, como escrever, traduzir e criar imagens.
Mesmo quando não são diretamente substituídos, trabalhadores precisam lidar com uma nova realidade em que essas ferramentas estão cada vez mais presentes.
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), junto com o Instituto Nacional de Pesquisa da Polônia (NASK), divulgado em maio de 2025, mostrou que um em cada quatro empregos no mundo está potencialmente exposto à transformação pela IA generativa.
Mariana Del Nero, Cássio Menezes e Maria Fernanda
Acervo pessoal
Os impactos dessas mudanças, segundo a ONU, são variados e vão desde ganho de produtividade até a perda de postos de trabalho.
Para saber mais sobre esse cenário, o g1 conversou com freelancers de diferentes áreas. Por estarem em contato direto com diversas demandas, eles têm sentido profundamente os efeitos dessas transformações. Confira os relatos.
Além disso, confira no final da reportagem dicas para se manter relevante no mercado de trabalho frente às IAs.
‘Minha cliente há 10 anos usou uma IA para fazer o meu trabalho’, diz produtora de conteúdo
Mariana Del Nero, criadora de conteúdo freelancer
Acervo pessoal
Mariana Del Nero, de 38 anos, é publicitária e trabalha há 15 anos como produtora de conteúdo, com foco em redação de textos para agências de publicidade.
Em 2024, ela perdeu um trabalho de uma cliente que atendia há mais de uma década para uma IA.
O “job” era escrever um convite para um evento corporativo de uma empresa.
Mariana conta que avisou que poderia fazer o texto cerca de meia hora depois que o pedido foi feito. Mas, em poucos minutos, a contratante enviou no grupo de WhatsApp — que incluía o cliente da agência e a própria Mariana — um texto pronto.
“Percebi na hora que tinham feito com IA”, afirma. “Foi aí que eu entendi que, para tarefas simples, as IAs já estavam me substituindo”.
Depois do episódio, ela diz que passou um período se sentindo perdida e refletindo sobre os próximos passos da carreira. A conclusão foi que resistir à tecnologia não seria uma opção.
“A solução foi aumentar meu leque de conhecimento dessas ferramentas e me posicionar como a pessoa que fica por trás da IA, usando a tecnologia a meu favor”, afirma. Desde então, passou a utilizar com mais frequência plataformas como o ChatGPT no dia a dia.
Segundo Mariana, o uso dessas ferramentas reduziu drasticamente o tempo de execução das tarefas.
“O que antes eu levava duas horas para fazer, hoje faço em 15 minutos, com a mesma qualidade”, diz.
Mas isso não significou aumento de rendimento. O problema, segundo ela, é que a demanda por trabalhos pontuais diminuiu, o que ela acredita estar diretamente ligado ao avanço da IA.
‘Cobrava de R$ 3 a R$ 4 mil; hoje cobro R$ 1,5 mil e acham caro’, diz designer
Cássio Menezes, designer gráfico
Acervo pessoal
“Por que você tá cobrando esse valor se eu posso ir no ChatGPT e fazer?”. Foi isso que Cássio Menezes, de 35 anos e designer gráfico há mais de uma década, ouviu de um cliente em outubro de 2025. Depois disso, o contratante desistiu do serviço.
Cássio estava cobrando R$ 1,6 mil para criar toda a identidade visual de uma marca — incluindo paleta de cores, cartão de visita e outros itens. Segundo ele, o valor já representava uma redução significativa: há cerca de três anos, ele cobrava em torno de R$ 3 mil pelo mesmo pacote.
“Com essa tecnologia, as pessoas acham que o nosso trabalho é fácil e desvalorizam. Pensam que é só colocar um prompt e pronto. Agora, mesmo com os valores reduzidos, ainda tem gente reclamando”, afirma.
Segundo Cássio, a presença da IA também alterou o perfil das vagas na área criativa. Para ele, empresas passaram a exigir que um único profissional acumule múltiplas funções.
“Todo dia eu procuro vagas no LinkedIn, e a maioria paga muito mal e pede várias habilidades ao mesmo tempo”, diz. “Querem alguém que faça tráfego pago, marketing, social media, tudo em uma única contratação — para pagar menos. A justificativa é que a IA faz isso de forma rápida e simplificada”, diz.
Nesse cenário, Cássio diz que sente “cada vez menos prazer em trabalhar e se profissionalizar na área”.
“Dá um desânimo. Parece que quanto mais investir na minha carreira, menos clientes eu vou ter, porque eles querem pagar cada vez menos”, afirma.
‘Maior parte do trabalho hoje é revisão de IA’, diz tradutora
Maria Fernanda, tradutora
Acervo pessoal
Maria Fernanda, de 34 anos, trabalha como tradutora freelancer há cinco anos.
Ela conta que desde o início de 2024 sentiu uma mudança grande nas ofertas de trabalho por causa do aumento do uso da IA pelos clientes, sejam pessoas físicas ou empresas.
“Hoje, a maior parte das ofertas de trabalho é para revisão de textos traduzidos pela IA”, diz.
Segundo ela, a remuneração por esse trabalho é menor do que a tradução completa de um texto, mas isso não impactou o seu faturamento, porque o tempo de trabalho de revisão é menor, o que possibilita que ela aceite mais trabalhos.
Maria acredita que essas mudanças foram maiores para tradutores que trabalham com materiais técnicos (legais e médicos, por exemplo) e publicitários, como ela. Isso porque, segundo ela, na área literária, a tradução humana do texto completo ainda predomina.
➡️Como se manter relevante frente às IAs
As ferramentas de IA estão movimentando o mercado de trabalho — e isso deve continuar acontecendo nos próximos anos.
Para se manter relevante nesse cenário, a dica é valorizar e investir nos aspectos criativos e exclusivos do trabalho, segundo a professora Luciana Morilas, especialista em trabalho da FEA-USP.
“A criatividade não é previsível por algoritmos, é algo da natureza humana. A máquina jamais vai ser criativa”, diz.
Além disso, Luciana destaca que é importante não “demonizar” a IA e aprender a implementá-la no dia a dia para não “ficar para trás” no mercado.
“Existem muitas ferramentas de IA que o profissional pode e deve usar a seu favor, seja para transcrever áudios, organizar cronogramas, entre outras atividades simples”, afirma.
Veja mais:
Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini – e os fiz contar mentiras sobre mim
Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete