WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar

WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar
Reprodução.
O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (4) uma série de recursos para os usuários aproveitarem durante a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho.
Entre as novidades estão figurinhas temáticas, efeitos para videochamadas e atualizações em tempo real por meio da Meta AI.
Até a final do torneio, os usuários poderão reagir às mensagens com a Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo. Ela aparece como um emoji e, ao ser usada, ativa uma animação com várias bolas “pulando” na tela do celular.
O aplicativo também ganhou um pacote especial de figurinhas da Copa do Mundo, com imagens de trave, chuteira, bola tensa, bola chorando e cartões vermelho e amarelo.
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Além disso, a empresa disponibilizou efeitos temáticos para videochamadas, incluindo uma bola sobre a cabeça do usuário, uma trave como plano de fundo e um adesivo de bola aplicado ao rosto, entre outros.
O Meta AI, inteligência artificial da empresa, também passará a exibir informações em tempo real sobre as partidas, incluindo as classificações mais recentes do torneio.
Segundo o WhatsApp, a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, registrou um pico de 25 milhões de mensagens por segundo na plataforma.
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Instagram Plus começa a ser liberado no Brasil; veja preço e recursos exclusivos

Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
O Instagram Plus, versão paga da rede social, começou a ser liberado no Brasil nesta quinta-feira (4). O serviço oferecerá recursos exclusivos para usuários que pagarem R$ 10 por mês.
A assinatura dá mais prioridade aos stories, aumentando as chances de eles serem vistos por mais seguidores. Também permite que as publicações fiquem no ar por 48 horas, em vez das 24 horas atuais. (veja todos os recursos abaixo)
Ela oferece ainda a opção de criar listas de seguidores parecidas com a de melhores amigos. A ideia é permitir que os stories sejam compartilhados exatamente com o grupo que você quiser.
A Meta, dona do Instagram, deve começar a liberar em breve as versões pagas do WhatsApp e do Facebook. No aplicativo de mensagens, por exemplo, a assinatura deve liberar novos recursos de personalização, figurinhas premium, toques personalizados, entre outras funções.
Confira abaixo os recursos exclusivos do Instagram Plus:
Prioridade na entrega de stories para seus seguidores;
Opção para manter stories no ar por 48 horas, em vez de apenas 24 horas;
Listas de audiência para compartilhar stories com grupos específicos;
Curtidas animadas que ocupam toda a tela e podem ser enviadas para amigos;
Prévia de visualização de stories sem a outra pessoa saber;
Dados sobre quantas vezes os seus stories foram reassistidos;
Busca na lista de visualizações de stories para encontrar rapidamente pessoas específicas;
Ícone personalizado do Instagram a partir de uma seleção feita pela rede social;
Fonte personalizada na bio;
Opção para fixar até seis publicações no perfil, em vez de três;
Opção para publicar algo direto no perfil ou nos destaques, sem aparecer no feed ou nos stories para seguidores.
Instagram Plus
Divulgação/Instagram
A versão paga do Instagram tinha sido anunciada no final de maio pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit. A executiva disse que, em breve, ela poderá ser administrada em uma central criada pela empresa.
“Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos”, afirmou.
Em 2023, a Meta lançou na Europa versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram para cumprir a legislação da União Europeia sobre proteção de dados.
Agora, a decisão de liberar as assinaturas para mais países mostra o desejo da Meta de diversificar suas receitas para além da publicidade.
A empresa enfrenta pressão de investidores por conta de seus gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é de que os investimentos nesse setor, especialmente com data centers, alcancem entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões (entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões).
Ícone do Instagram.
REUTERS/Thomas White

'Pix americano'? O que é o Zelle, sistema de pagamentos defendido por Eduardo Bolsonaro para negociação entre Brasil e EUA

Zelle foi criado por bancos nos EUA
Getty Images
Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3) que o Brasil pode “ir para a mesa de negociação” ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou “o Pix americano”.
Ao canal TMC News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que os “EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle”.
“Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, seguiu o ex-deputado cassado que vive nos EUA há mais de um ano fazendo articulações políticas que buscam favorecer o campo bolsonarista.
Governo Trump diz que PIX prejudica competição de empresas americanas
A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros.
“O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix”, afirma o documento da investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado.
O governo americano acusou o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — “como regulador e proprietário/operador” do Pix — criando um “conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas”.
As críticas americanas seguem citando a exigência do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e a de que o sistema de pagamentos seja exibido na tela principal do aplicativo dos bancos no Brasil.
Em pré-campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem usando o argumento de que os Estados Unidos e a família Bolsonaro seriam contra o Pix.
Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump
Divulgação
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem citado que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) — apesar de o projeto ter sido iniciado ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2018.
As declarações de Eduardo Bolsonaro já repercutiram no campo governista, com o deputados do PT acusando os filhos do ex-presidente de agir contra o Brasil.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) os chamou de “entreguistas”: “Eduardo Bolsonaro confessa que quer entregar nosso Pix público e gratuito, operado pelo nosso Banco Central, aos americanos. Nós não vamos permitir”.
Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Eduardo “quer trocar o nosso Pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular”.
Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano
Getty Images via BBC
O que é o Zelle e como se compara ao Pix
Diferentemente do Pix — um sistema de pagamentos público, criado e operado pelo Banco Central brasileiro —, o Zelle é um sistema privado de pagamentos e transferências, operado por bancos americanos.
O serviço é operado desde 2017 pela Early Warning Services, empresa que é copropriedade de sete dos maiores bancos americanos: Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.
Segundo a empresa, o Zelle está disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários no país. Ou seja, depende de cada banco a decisão de usar ou não.
Já no Brasil, a participação no Pix é obrigatória para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas.
O serviço americano anunciou que alcançou 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, entre consumidores e pequenos negócios, fazendo mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) em transferências naquele ano.
O Pix, por sua vez, é usado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, ou 80% da população do país, movimentando R$ 35,4 trilhões em transferências somente em 2025.
A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, classifica o Zelle como uma “resposta da indústria bancária ao crescente sucesso de serviços de pagamento entre pessoas, como PayPal”, uma plataforma global de pagamentos online separada dos bancos.
Uma limitação de serviços como PayPal, Venmo e Cash App é que os usuários precisam usar o mesmo serviço para transferir dinheiro. Já com o Zelle, qualquer pessoa com uma conta bancária em uma instituição financeira participante pode enviar dinheiro.
Assim como o Pix, o serviço americano permite que um cliente bancário envie recursos rapidamente para outra pessoa usando apenas seu endereço de e-mail ou número de telefone. No Brasil, os clientes podem usar ainda o CPF ou uma “chave aleatória” para as transferências.
De acordo com a Early Warning Services, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária “em poucos minutos”. Já o Pix é um serviços instantâneo, que realizar pagamentos em segundos, estando disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados.
O Bank of America ressalta também em seu site que, “em algumas situações, a instituição financeira do destinatário pode causar um atraso no processamento da transferência” via Zelle.
Ainda segundo a Early Warning Services, “normalmente não há tarifas para consumidores enviarem ou receberem dinheiro por meio do Zelle”, mas essa não é uma regra. É possível que bancos cobrem taxas para transações, por isso é preciso verificar com as instituições financeiras.
No Brasil, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, e cobra taxas baixas de pessoas jurídicas, que variam de 0,89% a 1,45% por transação, dependendo do banco, do volume de recebimentos e do canal utilizado.
Os limites de envio e recebimento de dinheiro pelo Zelle são definidos por cada banco ou cooperativa de crédito participante.
No Pix, os limites para pessoas físicas são definido pelas instituições financeiras, com base no perfil de risco e de comportamento do usuário.
Em um artigo publicado em 2025 em que elogiou o Pix, o economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, disse que “o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle”.
“Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões”, escreveu Krugman.
Após a citação do Pix no relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o meio de pagamento e disse que a conclusão da investigação dos EUA decorre de “informações incompletas” acerca dos objetivos e funcionamento do sistema financeiro.
“O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica.
Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras”, afirmou a entidade.
A Febraban pontuou ainda que “não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento da indústria financeira, desde que operem no mercado nacional”.
Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem
Governo Federal
Por que PIX incomoda tanto o governo Trump?
A menção ao Pix no relatório publicado pelo USTR nesta semana não foi o primeiro ataque dos EUA ao sistema de pagamentos.
O Pix foi mencionado em outro relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. Na ocasião, o governo brasileiro reagiu e o presidente Lula afirmou que “o Pix é do Brasil”.
No relatório de março do ano passado, no entanto, o sistema de pagamentos não foi mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano.
Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações entre Brasil e EUA comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos.
Há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas.
Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, poderia entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais.
Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, “que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard”, mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional.
“O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros”, destaca Duran.
A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, “onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras”.
“Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais”, completa.
Da economia à política
Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania.
O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, “mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas”.
“Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de ‘soberania monetária’ está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram”, afirma Duran.
“A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal.”
Com informações de Vitor Tavares, Thais Carrança, Daniel Gallas e Camilla Veras Motta, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres.

Governo nomeia Otto Lobo para presidir órgão que regula fundos de investimento

O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários
Geraldo Magela/Agência Senado
O governo federal nomeou nesta quarta-feira (3) o advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no país. Ele ocupará a vaga deixada por João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027.
A nomeação de Lobo e a de Igor Muniz para a diretoria da autarquia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
🔎 A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por fiscalizar, normatizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, que incluem ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros , garantindo transparência e segurança para os investidores.
Antes de assumir oficialmente o cargo, Lobo se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir temas relacionados à atuação da autarquia.
Senado aprova indicação de Otto Lobo para presidir a CVM
Banco Master
A CVM vem sendo alvo de questionamentos sobre a condução de processos relacionados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
No início de fevereiro, a própria CVM criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela PF, e para propor “melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional”.
Questionado sobre a possibilidade de dar prioridade aos casos envolvendo o Banco Master, Lobo afirmou que a intenção é acelerar a tramitação de todos os processos em andamento na autarquia.
“Todos esses processos vão ser tratados com muita celeridade. A CVM sempre vai dar respostas para esse e outros processos”, afirmou Lovo, acrescentando que será feito um mutirão para julgar mais processos.
O novo presidente também afirmou que não haverá distinção entre investigados e que os procedimentos seguirão os princípios legais e constitucionais.
“Tudo será conduzido dentro da legalidade e do respeito à ampla defesa”, complementou ele.
Aprovação no Senado
O nome de Otto Lobo foi aprovado pelo Senado em maio, por 31 votos a 3. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM.
A escolha de Lobo para comandar a autarquia foi atribuída nos bastidores a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega ter atuado como padrinho político da indicação.
A indicação gerou divergências dentro do governo. Integrantes da equipe econômica manifestaram resistência ao nome de Lobo, posição que teria sido compartilhada tanto pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan.
Apesar disso, segundo fontes envolvidas nas negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao senador Eduardo Braga, relator da indicação, sua preferência pelo nome de Lobo.
No mercado financeiro, a indicação também enfrentou resistência. Críticos apontam decisões consideradas favoráveis ao Banco Master tomadas por Lobo durante o período em que exerceu interinamente a presidência da CVM.

Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse'

Site rastreia jatos de super-ricos para ‘prever o apocalipse’
Unsplash/Niklas Jonasson
A ideia é simples, talvez óbvia. Se o fim do mundo estiver se aproximando – ou ao menos um ataque nuclear ou uma crise civilizatória –, os super-ricos provavelmente ficarão sabendo antes. Não por fazerem parte de uma conspiração, mas porque costumam estar mais próximos dos centros onde circula informação estratégica.
Se eles souberem, subirão em seus jatos particulares. E, se todos subirem ao mesmo tempo, os dados vão mostrar isso.
Essa foi a intuição de Kyle McDonald, programador e artista de Los Angeles, nos EUA, que levou a ideia para a era dos dados e da aviação privada. O resultado é seu Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de movimentos de jatos privados no mundo todo, que McDonald interpreta como um possível sinal de inquietação – ou até de pânico – entre as elites globais.
“Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro”, escreveu McDonald ao portal de tecnologia Business Insider.
Agora no g1
Como funciona o rastreador de jatos privados
Segundo a revista Vice, o sistema monitora uma rede mundial de receptores de rádio que captam sinais ADS-B – os mesmos que transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves – e filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento.
Em seguida, compara quantos desses aviões estão no ar a cada momento com uma linha de base histórica, que leva em conta padrões diários, semanais e até feriados.
Dessa comparação surge uma escala de alerta de 1 a 5. O nível 1 corresponde a um dia normal, enquanto o nível 5 indica uma atividade aérea superior a qualquer outro momento registrado no ano anterior.
Se o número dispara repentinamente – mais de cinco desvios padrão acima da média –, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto.
A origem: uma ameaça de Trump e a ansiedade nuclear
A iniciativa, no entanto, não nasceu de uma curiosidade acadêmica, mas da ansiedade. McDonald conta que tudo começou a tomar forma depois de ler a recente ameaça contra o Irã por Donald Trump, na qual o presidente dos Estados Unidos advertia que uma “civilização inteira” poderia desaparecer caso não fosse alcançado um cessar-fogo.
A declaração o levou a se perguntar quem teria acesso a informações críticas antes do restante da população. Afinal, pessoas próximas ao poder já se beneficiaram, em outras ocasiões, de informações privilegiadas em áreas como mercados de previsão, política ou criptomoedas.
Se isso acontece em questões econômicas ou geopolíticas, por que não aconteceria também diante de uma ameaça verdadeiramente existencial?
Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse.
Reprodução
Depois de concluir o modelo, ele decidiu testá-lo, analisando dados históricos em busca dos maiores picos de atividade. O resultado o surpreendeu. O aumento mais pronunciado registrado até agora ocorreu em 6 de abril, o mesmo dia em que o Irã lançou uma ofensiva em larga escala contra alvos americanos e israelenses.
“Isso me perturbou”, escreveu na Business Insider. “Lembro de ter pensado: ‘Meu Deus, é real’.”
Ainda assim, McDonald insiste que seu rastreador está longe de ser um detector científico do apocalipse. Um nível 5 pode ser acionado por motivos perfeitamente banais, como as férias de Natal ou grandes eventos políticos que envolvem deslocamentos em massa de ricos.
Mas ele sustenta que o simples fato de padrões reconhecíveis surgirem já levanta questões interessantes sobre como as elites reagem a situações de incerteza.
Arte, vigilância e vibe coding
McDonald tem 25 anos como programador. Mas, no último ano e meio, trabalha constantemente com inteligência artificial. O rastreador foi construído por meio do chamado vibe coding, uma técnica cada vez mais popular em que o desenvolvedor orienta a IA com instruções, e ela escreve grande parte do código.
Metade da sua renda vem de consultoria para empresas de tecnologia e artistas. A outra metade, de exposições na Europa e no Leste Asiático. Ele se paga um salário anual de 60 mil dólares (cerca de R$ 305 mil) – modesto para a sua vida em Los Angeles, segundo ele – e reinveste o restante em seus projetos.
O rastreador também gera alguma receita: cerca de 2,5 mil pessoas se inscreveram, a maioria gratuitamente via Telegram, e outras pagam cinco dólares por ano para receber alertas por SMS ou e-mail.
“O que me fascina é que as pessoas basicamente me pagam cinco dólares por ano pela possibilidade de não receber uma mensagem de texto”, escreveu. “Isso me parece uma intervenção conceitual, uma obra de arte e um serviço de software, tudo ao mesmo tempo.”
Este não é seu primeiro projeto na fronteira entre vigilância e ativismo. Antes, ele construiu aplicativos para rastrear helicópteros do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) – e descobriu, afirma, que a polícia frequentemente ocultava a identidade de suas aeronaves.
Mais recentemente, desenvolveu ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes das forças de segurança, projetos que lhe renderam cobertura midiática, críticas e até ameaças de morte. O fio condutor, diz ele, é inverter a lógica da vigilância: usá-la para escrutinar o poder, e não o cidadão.
Os movimentos das elites como sinal social
De acordo com o The Washington Post, McDonald dialoga com as reflexões do escritor Douglas Rushkoff, que há anos estuda a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social.
No livro Survival of the Richest (A Sobrevivência dos Mais Ricos), Rushkoff documentou como muitos ultrarricos não apenas constroem bunkers, mas também transformam propriedades existentes em refúgios autossuficientes, preparados para cenários extremos.
Sob a perspectiva do autor, o rastreador de McDonald seria menos um detector de catástrofes e mais um termômetro do medo das elites. E esse medo não surge no vácuo. A própria possibilidade de que alguns consigam escapar enquanto a maioria não tem essa opção remete a uma questão mais profunda: a crescente concentração de riqueza e poder.
Apesar da gravidade do pano de fundo, McDonald prefere tratar o tema com humor, em vez de solenidade. Ele não pretende oferecer respostas grandiosas. Basta-lhe que as pessoas vejam o projeto, deem uma risada e reconheçam o absurdo da situação.
Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs
Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros