Americanas vende dona da Imaginarium e Puket para BandUP! por R$ 152 milhões

Americanas abre 330 vagas temporárias para a Páscoa na Bahia
Divulgação
A Americanas fechou, na quinta-feira (2), a venda da Uni.Co, holding dona da Imaginarium, para a BandUP! e recebeu R$ 20 milhões como primeira parcela dos R$ 152,9 milhões da operação. O acordo faz parte do plano de recuperação judicial da empresa.
Parte do dinheiro foi usada para cobrir os custos da venda, e o valor remanescente foi destinado à amortização extraordinária da 22ª emissão de debêntures não conversíveis em ações da companhia, ou seja, ao pagamento antecipado de parte da dívida, fora do cronograma previsto.
A BandUP! é especializada na venda de produtos oficiais licenciados de franquias como Harry Potter, Disney e Cartoon Network.
Agora no g1
O restante do valor da venda será pago à Americanas em cinco parcelas anuais, iguais e sucessivas, com vencimento da primeira em um ano. Até o pagamento de cada parcela, os valores serão corrigidos pelo CDI, tomando como referência o período entre a data de fechamento da operação e a data do efetivo pagamento.
A Americanas está em recuperação judicial desde janeiro de 2023, após revelar inconsistências contábeis bilionárias em seu balanço financeiro. A empresa informou ter identificado um rombo estimado em mais de R$ 20 bilhões relacionado à contabilização de operações com fornecedores, o que desencadeou uma crise financeira e uma disputa judicial com credores.
Desde então, a varejista vem executando medidas previstas no plano de recuperação, como a venda de ativos e a renegociação de dívidas, com o objetivo de reduzir seu endividamento e reequilibrar as contas.
Na semana passada, a Polícia Federal (PF) iniciou a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude na empresa. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões.
Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia.
Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações.
“Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis”, diz o documento.

Mega-Sena, concurso 3027: prêmio acumula e vai a R$ 38 milhões

Mega-Sena, concurso 3027: confira os números sorteados
O sorteio do concurso 3027 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 38 milhões.
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Veja os números sorteados: 06 – 15 – 16 – 24 – 34 – 47
5 acertos – 44 apostas ganhadoras: R$ 45.413,55
4 acertos – 3.304 apostas ganhadoras: R$ 996,89
O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (7).
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.
Mega-Sena, concurso 3027
Reprodução/Caixa
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

Seu salário é bom? Veja por que a resposta depende de mais do que o valor na conta

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda
Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento.
Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade.
Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Copa impulsiona contratações temporárias no Brasil; veja os direitos dos trabalhadores

Copa do Mundo: Brasil pode ter mais dois jogos em dias úteis
A Copa do Mundo de 2026 já movimenta o mercado de trabalho brasileiro, mesmo sendo realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio, que segue até 19 de julho, tem impulsionado o consumo de alimentos, bebidas, televisores, artigos esportivos e produtos para confraternizações.
Com isso, empresas reforçaram as equipes, principalmente em bares e restaurantes, comércio, logística, turismo e eventos, com foco em contratações temporárias. (veja abaixo os direitos do trabalhadores)
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Dados da Catho, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que, entre abril e junho deste ano, o número de vagas anunciadas em setores tradicionalmente beneficiados pelo torneio cresceu 26% na comparação com o mesmo período de 2025.
Foram 40.217 vagas anunciadas neste ano, ante 31.910 no mesmo intervalo do ano passado.
As maiores altas entre os cargos ocorreram para atendente de restaurante (+120%), auxiliar de loja (+38%), auxiliar de produção (+28%) e auxiliar de logística (+16%). Já entre as áreas de atuação, restaurantes registraram crescimento de 47% nas vagas, enquanto logística e suprimentos avançaram 16%.
O crescimento foi puxado principalmente por funções operacionais e de atendimento ao público. Veja os destaques do segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado.
Por profissão
Atendente de Restaurante: +1.975 vagas (saltou de 1.634 para 3.609 — um crescimento de +120%).
Auxiliar de Produção: +1.477 vagas (de 5.215 para 6.692 — crescimento de +28%).
Auxiliar de Loja: +1.472 vagas (de 3.814 para 5.286 — crescimento de +38%).
Auxiliar de Logística: +1.172 vagas (de 7.128 para 8.300 — crescimento de +16%).
Por área de atuação:
Logística Suprimentos: +2.973 vagas (de 18.584 para 21.557 — alta de +16%).
Restaurante: +2.922 vagas (de 6.217 para 9.139 — alta de +47%).
Administrativo Comercial: +2.777 vagas (de 63.575 para 66.352 — alta de +4%).
Administrativa: +2.333 vagas (de 13.247 para 15.580 — alta de +17%).
Administrativo/ Operacional: +2.065 vagas (de 25.315 para 27.380 — alta de +8%).
Segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), a Copa se soma a outras datas sazonais, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, para impulsionar a contratação de trabalhadores.
A entidade estima cerca de 600 mil contratos temporários entre abril e junho de 2026 e afirma que aproximadamente 20% dos profissionais acabam sendo efetivados pelas empresas.
Para Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem, a competição costuma ampliar a demanda por mão de obra principalmente nos setores de comércio, indústria e serviços.
“Quanto mais tempo a Seleção Brasileira permanecer na competição, maior tende a ser o prolongamento desses contratos”, afirma. Segundo ele, muitos trabalhadores enxergam as vagas temporárias como uma oportunidade de recolocação e efetivação.
Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo
Marcelo Brandt/G1
Interesse dos trabalhadores também cresce
Uma pesquisa do InfoJobs mostra que 65,1% dos entrevistados pretendem buscar empregos temporários durante a Copa do Mundo, enquanto 64,8% acreditam que grandes eventos esportivos aumentam as chances de conseguir trabalho.
Para Hosana Azevedo, gerente de Recursos Humanos da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, a competição amplia a demanda por mão de obra em diversos segmentos.
“Para muitos profissionais, esse pode ser um caminho para conquistar renda extra, adquirir experiência ou até abrir portas para futuras contratações efetivas”, afirma.
Ela destaca que muitas empresas utilizam esse período para identificar talentos e avaliar candidatos em situações reais de trabalho.
Vagas temporárias frequentemente podem se transformar em oportunidades efetivas para candidatos que apresentem bom desempenho, comprometimento e capacidade de adaptação.
Segundo especialistas do setor, as oportunidades concentram-se principalmente em funções operacionais e de atendimento, como garçons, atendentes, cozinheiros, bartenders, operadores de caixa, auxiliares de logística, estoquistas e entregadores.
Além da experiência técnica, as empresas também buscam profissionais com boa comunicação, flexibilidade, disponibilidade de horário e capacidade para trabalhar sob pressão.
Bar Novo Estrela preparado para recebr os jogos da Copa do Mundo
Arquivo Pessoal
Bares e restaurantes esperam faturar mais
Entre os setores mais beneficiados está o de alimentação. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que 80% dos empresários esperam aumentar o faturamento durante a Copa, enquanto 52% pretendem transmitir os jogos.
Os segmentos mais impactados são bares, restaurantes, cervejarias, choperias, churrascarias e espetarias, que costumam registrar maior movimento durante as partidas da Seleção Brasileira. A maior parte dos empresários estima crescimento de até 20% nas receitas.
Segundo José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo e Inteligência da Abrasel, o desempenho da Seleção influencia diretamente o consumo.
“Os jogos da Seleção são os principais picos de faturamento. Nesses dias, há aumento expressivo no fluxo de clientes e no gasto médio, o que transforma cada partida em uma oportunidade relevante de geração de receita para bares e restaurantes”, explica o especialista da Abrasel.
Camargo destaca ainda que muitos estabelecimentos também exibem partidas de outras seleções, mantendo o movimento ao longo de toda a competição e justificando reforços pontuais nas equipes durante o torneio.
Além da alimentação, o varejo também deve ser beneficiado pelo aumento do consumo durante a Copa, avalia Thiago Carvalho, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Os segmentos com maior potencial de crescimento são lojas de eletrônicos, impulsionadas pela venda de televisores e equipamentos de áudio, supermercados, devido ao aumento da procura por alimentos e bebidas, lojas de vestuário e artigos esportivos, e comércio de artigos para festas.
Segundo o economista, o período também funciona como uma oportunidade para as empresas avaliarem profissionais para futuras efetivações.
Como o segundo semestre é o melhor período de vendas para o setor e, consequentemente, a época em que o varejo mais contrata e investe na abertura de lojas, os colaboradores que forem bem avaliados terão grandes chances de permanecer.”
Quais são os direitos dos trabalhadores temporários?
O patrão tem várias obrigações ao contratar um trabalhador temporário, que devem ser seguidas conforme a lei 6.019/1974. Esse tipo de contrato tem como objetivo atender a necessidades excepcionais, como picos de demanda ou substituição de funcionários permanentes.
A legislação permite que o funcionário temporário seja contratado por um período de até 180 dias, consecutivos ou não, com a possibilidade de prorrogação apenas uma vez por mais 90 dias, conforme a necessidade da empresa.
Esses trabalhadores têm direitos semelhantes aos dos empregados contratados por prazo indeterminado, como benefícios trabalhistas e previdenciários, registro em carteira, além do recolhimento do FGTS e o pagamento de férias proporcionais.
“Ainda que o trabalhador esteja contratado de forma temporária, isso não significa que não exista a necessidade de observação dos direitos e garantias estabelecidos nas relações de trabalho, os quais a legislação brasileira protege”, afirma a advogada trabalhista Márcia Cleide Ribeiro.
Veja abaixo os principais direitos dos trabalhadores temporários:
Remuneração, respeitando a igualdade salarial;
Jornada de oito horas diárias (40 horas semanais);
Pagamento de horas extras (que não excedam duas horas diárias);
Repouso semanal remunerado;
Pagamento de adicional noturno, insalubridade e periculosidade, caso necessário;
Recebimento de férias proporcionais ao período trabalhado;
Indenização se dispensado fora do tempo previsto no contrato, sem justa causa;
Seguro contra acidente de trabalho, bem como proteção previdenciária;
Recepção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em conta vinculada;
13º salário proporcional ao período trabalhado.
Além das obrigações financeiras, a empresa deve garantir ao trabalhador temporário as mesmas condições de trabalho oferecidas aos empregados permanentes, como segurança, higiene, saúde e ambiente salubre.
“O temporário deve ter acesso ao atendimento médico, ambulatorial e de refeição nas mesmas condições que os outros empregados da empresa”, completa a advogada trabalhista Agatha Otero.
O recolhimento do FGTS, que deve ser feito pela empresa, é de 8% sobre a remuneração paga ao empregado durante o período de contrato. Ao final do vínculo, o trabalhador pode sacar 100% do saldo do FGTS.
No entanto, nesse tipo de contratação, não há o pagamento da multa de 40% sobre o Fundo de Garantia, já que essa penalidade se aplica apenas em rescisões sem justa causa de contratos por tempo indeterminado. É o que explica Márcio Coelho, advogado especializado em direito trabalhista e previdenciário.
“Não têm direito ao aviso prévio e não recebem a multa de 40% sobre o FGTS. Quanto ao seguro-desemprego, o trabalhador temporário terá direito se tiver trabalhado pelo menos seis meses nos últimos 12 meses antes da demissão, não recebendo nenhum outro benefício previdenciário e se a demissão ocorrer sem justa causa”, afirma.
Uma das obrigações mais importantes do empregador é a formalização do contrato por escrito. Esse documento deve detalhar a função do empregado, o período de serviço, a remuneração e todas as condições de trabalho.
Além disso, é necessário registrar na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) que o vínculo é temporário, assegurando o cumprimento correto do contrato e prevenindo complicações futuras.
O registro em carteira é fundamental para garantir que o contrato seja encerrado corretamente. Caso o empregador deixe de formalizar o contrato por escrito ou não siga as regras legais estabelecidas, a relação de trabalho pode ser reconhecida como permanente.
Nesse caso, o empregado passa a ter os mesmos direitos que um trabalhador efetivo, incluindo aviso prévio, seguro-desemprego, multa de 40% sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa e estabilidade em casos de gravidez ou acidente de trabalho.
“É fundamental que os trabalhadores leiam atentamente os termos do contrato temporário, compreendendo as cláusulas e direitos, para evitar surpresas desagradáveis no futuro. A conscientização sobre as condições de trabalho ajuda a garantir que os profissionais sejam tratados de maneira justa e respeitosa, mesmo em situações temporárias”, completa Márcio Coelho.
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Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES

Época de colheita muda rotina de produtores para evitar prejuízos com gado, pimenta e café
A insegurança no campo tem mudado a rotina de produtores rurais do Norte do Espírito Santo, principalmente durante o período de colheita de culturas como café e pimenta-do-reino.
Com receio de furtos e roubos, agricultores passaram a adotar medidas extras de proteção e até a alterar a forma de armazenamento da produção.
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Dados da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) mostram que, somente no ano passado, foram registrados 44 casos de furtos e roubos na região. Em 2026, já são 16 ocorrências, sendo 14 delas em áreas rurais.
Em São Mateus, o produtor de pimenta-do-reino Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após ter a propriedade invadida e equipamentos furtados.
“Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito”, afirmou.
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Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo
TV Gazeta
O produtor lembrou que a realidade no campo era diferente há alguns anos.
“Antes, se você deixasse uma saca de café no meio da lavoura, ela brotava dentro do saco. Hoje, em 24 horas eles te roubam”, comparou.
Segundo relatos de produtores, os criminosos têm como alvo produtos de alto valor comercial, como pimenta-do-reino, café e até gado.
Diante desse cenário, muitos agricultores passaram a investir em câmeras de monitoramento, cães de guarda e maior controle de acesso às propriedades.
Medidas para reduzir riscos
Ciente da preocupação e medo dos produtores, o Conselho de Segurança Pública (Consel) da região orienta a adoção de cuidados na contratação de trabalhadores temporários durante a colheita.
“É importante identificar o trabalhador, conferir documentos e buscar referências, consultar o histórico criminal. O proprietário precisa saber quem está entrando na propriedade”, orientou o presidente do ConseI, Edval Sant’Ana.
Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo
TV Gazeta
Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro vivo, não realizar o transporte de cargas durante a noite e manter máquinas, implementos e equipamentos guardados em locais fechados e protegidos.
PM reforça patrulhamento rural
Para tentar evitar as ocorrências e atender ao aumento da movimentação nas áreas agrícolas durante a safra, a Polícia Militar iniciou ainda em março a Operação Colheita 2026.
A ação seguirá até 15 de novembro e prevê reforço do policiamento ostensivo nas comunidades rurais, intensificação de abordagens, visitas a propriedades e operações integradas com outros órgãos de segurança.
O produtor rural Almir Gaburro está entre os agricultores que recebem as visitas da Patrulha Rural.
“Nós temos a visita da polícia aqui na propriedade. Eles entram até nas áreas de café, fazem rondas e estão sempre presentes. Isso é muito importante para quem vive e trabalha no campo”, disse.
Segundo a PM, a operação busca prevenir crimes como furtos e roubos, além de ampliar a sensação de segurança entre produtores e trabalhadores rurais durante o período de maior circulação de pessoas, mercadorias e valores nas regiões agrícolas.
Polícia Militar realiza Operação Colheita 2026 no Espírito Santo
Reprodução/PMES
Espírito Santo é destaque nacional
O período de colheita coincide com uma das épocas mais importantes para o agronegócio capixaba.
O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade representa cerca de 38% do PIB agrícola capixaba.
São 49 mil propriedades rurais em 68 dos 78 municípios do estado. O período de colheita ocorre entre os meses de maio a agosto.
Também em relação à pimenta-do-reino, o estado é o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, respondendo por mais de 60% da safra nacional, com a safra estimada em cerca de 80 mil toneladas.
O período principal da colheita da pimenta-do-reino no Espírito Santo ocorre entre os meses de junho e novembro.
Duas culturas que têm forte presença nos municípios do Norte do estado e movimentam bilhões de reais na economia capixaba todos os anos.
Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo
TV Gazeta
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
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Muito além das remadas: a surpreendente economia dos vikings — que enfrentam o Brasil na Copa

Haaland fala sobre as chances da Noruega contra o Brasil: “Pequenas”
Após avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta uma seleção que costuma levar para as arquibancadas um dos símbolos mais conhecidos da história nórdica: a remada viking.
Mas, muito antes de inspirar cantos nas arquibancadas — e séculos antes de jogadores como Erling Haaland chamarem atenção dentro de campo —, os vikings já comandavam uma rede comercial que se estendia por milhares de quilômetros.
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Conhecidos pelas expedições militares, os vikings também construíram parte de sua prosperidade por meio do comércio, segundo estudos reunidos no livro Viking-Age Trade: Silver, Slaves and Gotland (“O comércio na Era Viking: prata, escravos e a ilha de Gotland”, em tradução livre), de pesquisadores das universidades de Oxford e Cambridge.
Muito além da Escandinávia
Um dos motores da economia viking era a prata. Entre os anos 800 e 1000 d.C., centenas de milhares de moedas conhecidas como dirhams, cunhadas em regiões do atual Iraque, Norte da África e Ásia Central, chegaram ao norte da Europa.
Boa parte desse metal chegava à ilha de Gotland, atual território da Suécia. Com dezenas de portos, a ilha funcionava como ponto de encontro entre as rotas comerciais do Leste e do Oeste europeu e, por isso, concentra a maior quantidade de tesouros de prata da Era Viking já encontrada por arqueólogos.
Mas essas moedas não funcionavam como o dinheiro de hoje. Seu valor não dependia do número gravado, e sim da quantidade de prata que continham. Por isso, comerciantes costumavam pesá-las, dobrá-las ou fazer pequenos cortes para verificar a pureza do metal.
“Um observador experiente conseguia estimar, até certo ponto, o grau de adulteração da prata pela coloração de uma superfície recém-cortada. Da mesma forma, ao dobrar uma peça, era possível perceber aproximadamente se ela era feita de prata mais pura ou de uma liga com maior quantidade de metais comuns”, dizem os historiadores.
Em alguns centros comerciais, oficinas especializadas refinavam a prata para aumentar sua pureza antes que ela voltasse a circular no comércio ou fosse transformada em joias.
Remada Viking no parlamento: congresso da Noruega imita gesto de torcedores para incentivar seleção
Reprodução
Nem toda a riqueza veio do comércio
Os pesquisadores argumentam que o comércio de peles, por si só, não explica o enorme volume de prata que chegou à Escandinávia durante a Era Viking.
A hipótese defendida no livro é que uma parcela significativa dessa riqueza foi obtida por meio do tráfico de pessoas escravizadas, que teria desempenhado papel central nas rotas comerciais da época.
De acordo com os historiadores, populações eslavas (habitantes de regiões que hoje fazem parte de países como Ucrânia, Polônia, Belarus e oeste da Rússia) eram capturadas e levadas para mercados ao longo do rio Volga e do Império Cazar, onde eram vendidas em troca de prata.
👥 Mulheres jovens e meninos estavam entre as pessoas mais valorizadas nesse comércio, voltado principalmente ao trabalho doméstico e à exploração sexual.
Os autores destacam que a escravidão não era apenas uma atividade econômica, mas também um dos pilares da organização social viking.
Em uma sociedade baseada na honra e nos laços familiares, quem era escravizado perdia não apenas a liberdade, mas também qualquer proteção jurídica e o reconhecimento de pertencimento a uma comunidade.
“O escravo era socialmente morto. Sem parentesco reconhecido e sem valor de honra, não possuía os direitos que definiam um homem livre”, resumem os historiadores.
A posse de pessoas escravizadas também funcionava como símbolo de riqueza e prestígio. Além de desempenharem trabalhos nas fazendas e nas residências, esses homens e mulheres reforçavam o status de seus proprietários.
Relatos históricos citados pelos pesquisadores mostram, por exemplo, que comerciantes transformavam parte dos lucros obtidos com o tráfico humano em joias de ouro e prata usadas por suas esposas para demonstrar prosperidade.
Onde as rotas vikings se encontravam
Toda essa circulação de prata — também de peles e pessoas escravizadas — só era possível graças a uma ampla rede comercial. Um dos principais pontos de conexão desse sistema era a ilha de Gotland.
Localizada no Mar Báltico, Gotland ligava as rotas vindas do leste europeu e da Ásia aos mercados do Mar do Norte e do Atlântico. Descrita pelos pesquisadores como um verdadeiro “mega-empório” da Era Viking, a ilha reunia cerca de 50 portos e pontos de desembarque distribuídos ao longo da costa.
⚒️ Além de redistribuir a prata que chegava do Oriente, artesãos produziam em larga escala artigos como contas de vidro e pentes feitos com chifres de cervos e alces — matéria-prima que precisava ser importada, já que esses animais sequer viviam na ilha.
Mas a viagem da prata não terminava ali. Segundo os pesquisadores, o metal continuava circulando rumo ao oeste europeu e alcançava regiões como Irlanda e Inglaterra, evidenciando o alcance dessa rede de comércio.
“A prata, as pessoas escravizadas e Gotland foram elementos interligados no funcionamento do que apropriadamente se convencionou chamar de ‘diáspora viking'”, escrevem os historiadores.
Na avaliação dos autores, essas rotas comerciais conectavam o Oriente Médio e a Ásia Central ao Atlântico Norte, formando uma rede que atravessava grande parte da Europa e ajuda a explicar como os vikings construíram uma economia mais ampla do que a imagem tradicional dos guerreiros costuma sugerir.
Torcedores da Noruega participam da “remada viking” na Times Square, em Nova York, antes da partida contra Senegal pela Copa do Mundo de 2026.
REUTERS/John Sibley