Mega-Sena, concurso 3036: confira os números sorteados

Concurso 3.036 da Mega-Sena – veja sorteio
O sorteio do concurso 3036 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (26), em São Paulo. O prêmio para a aposta que acertasse as seis dezenas seria de R$ 69.545.142,81 milhões. Mas ninguém levou a faixa principal e o valor estimado acumulou para R$ 78 milhões.
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Veja os números sorteados: 05-12-21-33-43-50
5 acertos: 92 apostas ganhadoras, R$ 28.109,79
4 acertos: 7.263 apostas ganhadoras, R$ 586,92
Mega-Sena, concurso 3036: confira os números sorteados
Reprodução / CAIXA
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Como funciona a Mega-Sena?
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

INSS inicia pagamento de benefícios de julho nesta segunda; veja calendário

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados
Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de julho a partir desta segunda-feira (27).
O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço).
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Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência.
Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo:
Final 1: 27/7
Final 2: 28/7
Final 3: 29/7
Final 4: 30/7
Final 5: 31/7
Final 6: 3/8
Final 7: 4/8
Final 8: 5/8
Final 9: 6/8
Final 0: 7/8
Quem recebe acima de um salário mínimo
Finais 1 e 6: 3/8
Finais 2 e 7: 4/8
Finais 3 e 8: 5/8
Finais 4 e 9: 6/8
Finais 5 e 0: 7/8

Como conferir o dígito verificador
O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.
Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1.
Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.
LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano
Como consultar o benefício
Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo “Meu INSS” ou no site meu.inss.gov.br.
Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br.

Arquivo Pessoal

Governo lança programa para financiar motos de entregadores e mototaxistas; veja regras e modelos

Motos flex e elétricas entram no programa Move Brasil
arte/g1
O governo federal lança nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, que facilita o financiamento de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não, para entregadores de aplicativo e mototaxistas. As taxas de juros são inferiores à metade das normalmente praticadas no mercado.
A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
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Os pedidos de financiamento já podem ser feitos pelo portal do programa, e o g1 reuniu abaixo os principais pontos da iniciativa.
Antes de conferir a lista, é necessário que a moto, o ciclomotor ou a bicicleta atendam aos seguintes critérios:
Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;
Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;
Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou híbridos não são aceitos);
Ser zero km, já que o programa não inclui veículos usados;
A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.
Lula diz que motoristas de app estão deixando a ‘invisibilidade’
Veja os modelos elegíveis
Motos a combustão, classificadas por preço:
Honda Biz 125 EX: R$ 16.840;
Honda CG 160 Cargo: R$ 18.390;
Yamaha Factor: R$ 18.490;
Yamaha Factor DX: R$ 18.990;
Honda CG 160 Titan: R$ 20.590;
Honda CG 160 Fan: R$ 20.590;
Yamaha Fazer FZ15: R$ 21.190;
Honda CG 160 50 anos: R$ 21.270;
Honda NXR160 Bros CBS: R$ 22.400;
Yamaha Crosser 150 S ABS: R$ 22.790;
Yamaha Crosser 150 Z ABS: R$ 22.990;
Honda NXR160 Bros ABS: R$ 23.390.
Motos a combustão flex que participam do programa
Motos elétricas, também listadas por preço:
Shineray SE1: R$ 12.490;
Shineray SE2: R$ 12.490;
Watts W125: R$ 15.992;
Shineray SHE-S: R$ 16.490;
Yamaha Neos: R$ 25.990.
Motos elétricas que fazem parte do programa Move Brasil
Veja as principais mudanças trazidas pelo programa:
O que é o programa?
Quem pode participar do programa?
Quais veículos estão incluídos?
Posso financiar motos de até qual valor?
Quais são os juros do financiamento?
Qual é o prazo do financiamento?
Qual é a linha de crédito para carregadores e estações de bateria?
Quais documentos são necessários?
Como posso participar?
Tenho nome sujo, e agora?
Como sei se fui aprovado?
Como contratar o financiamento?
O que é o programa?
O programa é uma linha de crédito criada pelo governo federal e que estará disponível a partir do dia 27 de julho, voltada para veículos de duas rodas utilizados em serviços de entrega e no transporte individual por aplicativo ou mototáxi.
Ele cria uma linha de crédito operada pela Caixa Econômica Federal, com subsídios do governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
A previsão do governo é de financiar 100 mil motos, motonetas ou ciclomotores.
Além da compra de veículos novos, o programa também prevê apoio para que empresas ampliem redes de recarga ou de troca de baterias para modelos elétricos.
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Quem pode participar do programa?
Para participar do programa, é necessário ser um profissional de aplicativo ou contratado no regime CLT.
Profissional de aplicativo: é preciso ter, no mínimo, 6 meses de cadastro na plataforma e pelo menos 100 corridas ou entregas realizadas.
Profissional CLT: incluem-se ciclistas, motofretistas e mototaxistas com contrato formal (CLT), que tenham a carteira assinada há pelo menos 6 meses na mesma empresa.
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Quais veículos estão incluídos?
Fazem parte do programa:
Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex de até 160 cilindradas e que sejam fabricadas no Brasil;
Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas com potência de até 7.500 watts, produzidos no Brasil ou com projeto de investimento para fabricação no país;
Bicicletas elétricas com potência de até 1.000 watts.
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Posso financiar motos de até qual valor?
O programa não estabelece limite de preço para os veículos, considerando apenas critérios como potência, tipo de combustível e fabricação nacional.
No entanto, devido à restrição a motos de até 160 cilindradas, os preços variam entre R$ 16.840 e R$ 23.990. No caso dos modelos elétricos, o valor é mais alto, a partir de R$ 25.990.
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Quais são os juros do financiamento?
O financiamento cobre 100% do valor do veículo, sem necessidade de entrada. No programa, a taxa de juros é de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres.
Esse percentual corresponde a menos da metade da taxa de juros praticada pelo mercado. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o índice foi de 26,6% ao ano em abril de 2026.
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Qual é o prazo do financiamento?
O prazo varia de acordo com o tipo de financiamento, que pode ser realizado por:
Pessoa física: prazo fixo de 48 meses, com dois meses de carência;
Pessoa jurídica (apenas para estrutura de recarga ou troca de baterias): prazo de até 48 meses, com dois meses de carência, durante os quais são cobrados apenas encargos financeiros.
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Qual é a linha de crédito para carregadores e estações de bateria?
Além da linha de crédito para o financiamento de motos, o programa também prevê a expansão de pontos de recarga ou de troca de baterias para motocicletas elétricas.
Nesses casos, podem ser financiadas itens da estrutura do local e as baterias, enquanto o capital de giro associado fica limitado a 30% do valor dos investimentos.
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Quais documentos são necessários?
Para se cadastrar no programa, não é necessário apresentar documentos. Como o registro é feito pela conta gov.br, os dados do usuário já estão disponíveis, incluindo a CNH.
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Como posso participar?
O cadastro para adesão ao programa deve ser feito pelo site gov.br/movebrasil. A resposta é enviada em até cinco dias úteis, mas só a partir do dia 27 de julho.
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Tenho nome sujo, e agora?
Ter o nome sem restrições não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelos bancos para aprovar o financiamento do veículo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras.
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Como sei se fui aprovado?
A resposta ao cadastro será enviada pela plataforma gov.br em até cinco dias úteis.
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Como contratar o financiamento?
Após a análise do programa, os motoristas aprovados podem buscar o financiamento diretamente em uma concessionária ou no banco onde já possuem conta, para a análise de crédito e a contratação do financiamento.
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A inteligência artificial vai ajudar você no trabalho ou roubar seu emprego? Veja os cargos mais afetados

A inteligência artificial vai ajudar você no trabalho ou roubar seu emprego?
BBC
Empresas de inteligência artificial (IA) estão fazendo grandes promessas sobre a capacidade de suas ferramentas de substituir a mão de obra humana. Alguns empregos serão automatizados, enquanto outros serão ampliados.
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Os líderes das maiores empresas do mundo estão destinando quantias vultosas a essas ferramentas, em parte porque sabem que podem economizar com custos de pessoal.
“Estabilidade é a nova tendência de crescimento”: é o que se diz sobre o tamanho das equipes, à medida que investidores questionam se as tarefas devem ser realizadas por novos contratados ou por exércitos de “agentes de IA” (trabalhadores virtuais encarregados de funções específicas, algumas das quais exigem qualificações consideráveis).
Se houver apenas um fundo de verdade nisso, todos seremos impactados, em diversos setores, e talvez isso aconteça mais cedo do que imaginamos.
Economistas ganhadores do Prêmio Nobel alertaram recentemente que o mundo “precisa agir agora” para garantir que a IA promova a elevação dos padrões de vida, em vez de causar o deslocamento de trabalhadores em larga escala.
Além disso, no mês passado, empresas de Londres relataram dificuldades em encontrar as competências necessárias, à medida que a IA transforma o mercado de trabalho. Ainda é cedo, mas já se observam alguns padrões notáveis ​​nos dados.
Modelos de IA mais recentes conseguem realizar tarefas mais complexas
BBC
Este gráfico serve como referência no setor para avaliar como diversos modelos de IA conseguem realizar tarefas antes executadas por humanos — neste caso, envolvendo o uso e o desenvolvimento de software.
Essa métrica revelou que, há três anos, os grandes modelos de linguagem, chamados de LLMs, só conseguiam realizar com confiabilidade tarefas que humanos completavam em questão de segundos ou minutos. Atualmente, eles são capazes de executar tarefas bastante complexas que levam cerca de uma hora.
Hoje, alguns LLMs conseguem identificar falhas em contratos de criptomoedas e até mesmo desenvolver e otimizar o próprio modelo, atividades que exigiriam várias horas de trabalho humano.
A geração mais recente de modelos poderá começar a desenvolver a si mesma integralmente no próximo ano ou pouco depois.
Embora isso se restrinja à programação de software, observa-se um padrão semelhante — ainda em estágio inicial — em áreas como análise financeira, trabalhos jurídicos preliminares e até mesmo em algumas funções de nível inicial na indústria criativa.
Agora no g1
O que isso significa para o mercado de trabalho?
As análises mais abrangentes disponíveis vêm dos Estados Unidos e utilizam dados de quatro anos sobre resultados de emprego por faixa etária em diversas ocupações — tanto nas mais expostas à IA (incluindo desenvolvedores de software e profissionais de atendimento ao cliente) quanto nas menos expostas (profissionais de saúde, cuidadores de crianças e cabeleireiros).
Uma análise da Universidade de Stanford, na Califórnia, aponta uma queda de 2,7% no nível de emprego entre jovens de 22 a 25 anos desde a popularização do ChatGPT. Esse índice chega a 12,8% nos setores mais expostos à IA, como finanças, software e indústrias criativas.
Nem todos os economistas concordam com essa conclusão, argumentando que outros fatores, como a alta das taxas de juros, podem explicar o fenômeno.
As ofertas de emprego online também foram afetadas desde o lançamento do ChatGPT e de outros LLMs.
Há muitos outros fatores envolvidos, além das taxas de juros e até dos impostos. No entanto, vale destacar uma análise recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) sobre a diferença nas ofertas de emprego entre setores considerados altamente expostos (como telemarketing e serviços jurídicos) — segundo a metodologia específica da organização — e setores menos expostos (construção civil, limpeza e preparação de alimentos).
O Reino Unido foi significativamente afetado nessa métrica em um momento em que as taxas de juros estavam estáveis ​​ou sendo reduzidas.
O fenômeno também antecede o aumento da contribuição previdenciária, a chamada National Insurance, que aconteceu no ano passado.
Segundo a maioria dos indicadores internacionais, a concentração do setor de serviços no Reino Unido deixa o país exposto a possíveis perdas de empregos decorrentes da IA.
O uso de IA é medido em tokens, que são pequenos fragmentos de texto utilizados pelos sistemas de IA para compreender, analisar e gerar linguagem. Em média, um token equivale aproximadamente a três quartos de uma palavra em inglês.
Observou-se um aumento impressionante no uso de IA em 2026, e o crescimento no consumo de tokens superou amplamente a redução do custo por token.
As principais empresas do mundo que utilizam IA implementaram “rankings de consumo de tokens” para tentar fazer com que seus funcionários obtivessem o máximo possível de ganho de produtividade a partir dos modelos mais avançados.
Trilhões — e por vezes quadrilhões — de tokens foram consumidos nos últimos meses, principalmente em “uso de agentes”, ou seja, por sistemas capazes de realizar tarefas automaticamente.
O problema é que isso gerou contas astronômicas, a ponto de muitas dessas empresas começarem a racionar o uso desses modelos.
Isso é importante. Pode indicar que existem limites para a quantidade de trabalho que pode ser automatizada. Os trabalhadores virtuais podem acabar saindo mais caros do que os humanos.
Tudo depende da tarefa. Um fator a ser observado, no entanto, é que muitas empresas — inclusive as ocidentais — estão migrando para formas de IA muito mais baratas, derivadas de modelos chineses disponibilizados gratuitamente no mercado.
Há muita incerteza nesse cenário, mas algumas tendências já são claras.

O fazendeiro que quis abandonar o narcotráfico na Colômbia, mas não pôde

O agricultor de coca Perea diz que não recebeu o apoio financeiro necessário para deixar de cultivar a planta
BBC
Quando Perea parou de cultivar coca, a matéria-prima usada para produzir cocaína, ele jurou nunca mais plantá-la.
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Ele arrancou os arbustos verdes de sua pequena propriedade em uma área remota da província de Meta, na Colômbia — acessível apenas por via fluvial — e os substituiu por culturas legais, como mandioca e banana.
Perea foi um dos milhares de agricultores que aderiram a um programa governamental de substituição de cultivos, criado para ajudá-los a abandonar o plantio de coca.
No entanto, grande parte da assistência prometida nunca chegou, e a falta de estradas, somada às inundações recorrentes, dificultava a venda de sua produção.
Em 2024, desiludido, ele voltou a cultivar coca. “É uma tragédia”, diz Perea. “Mas, quando você tem filhos e não tem trabalho, que escolha lhe resta? Se a ajuda nunca chega, você volta a cultivar a planta.”
Folhas de coca, que podem ser processadas para produzir a droga cocaína
BBC
A folha de coca é uma cultura ancestral tradicionalmente usada por comunidades indígenas em chás e medicamentos. No entanto, hoje, a maior parte dela é processada para a produção de cocaína. Estima-se que 70% da oferta global dessa droga ilegal provenha da Colômbia.
“A coca apresenta algumas vantagens importantes em relação a outras culturas”, afirma Lucas Marín Llanes, pesquisador colombiano especializado na economia da coca e em estratégias de substituição de cultivos. “As colheitas são rápidas — os agricultores conseguem realizar três ou quatro por ano —, o transporte é mais fácil e eles sabem por qual preço venderão.”
Pesquisas das quais Marín participou indicam que o cultivo de coca também pode impulsionar as economias locais, tendo elevado o PIB municipal em até 10% em algumas áreas entre 2014 e 2019.
Programas de substituição foram criados para ajudar os agricultores colombianos de coca a abandonar essa cultura e desenvolver meios de subsistência legais.
Contudo, atualmente, o plantio de coca atinge níveis recordes, ultrapassando 250 mil hectares, e muitos colombianos participantes desses programas relatam sentir-se decepcionados.
Agora no g1
Elena Hernández mudou-se para a região de cultivo de coca de Guaviare durante o “boom” da década de 1990, atraída por uma remuneração melhor. “Havia mais dinheiro naquela época; via-se isso em toda parte”, diz ela. “Consegui economizar e comprar uma casa pequena.”
Mas a indústria da coca também trouxe violência e insegurança. Grupos armados disputavam o controle, enquanto o governo tentava conter a produção por meio da erradicação manual, fumigação aérea e prisões.
Esses esforços cortaram a renda das famílias, mas não conseguiram impedir o cultivo. Por isso, quando um programa nacional de substituição foi lançado pelo governo da época, em 2017, Hernández não hesitou em aderir, juntando-se a cerca de 100 mil famílias às quais foi prometido apoio financeiro em troca de abandonar o cultivo de coca.
Cada família deveria receber 36 milhões de pesos colombianos, hoje equivalentes a cerca de R$ 57 mil, pagos ao longo de dois anos.
“Da forma como nos foi apresentado, parecia muito promissor para o desenvolvimento do nosso território”, diz Hernández.
Conhecida como Programa Nacional Integral de Substituição de Cultivos Ilícitos (PNIS), a iniciativa surgiu do acordo de paz de 2016 entre o governo e o maior grupo guerrilheiro da Colômbia, as FARC.
Em troca da erradicação de suas plantações de coca, os agricultores também receberiam apoio técnico — inclusive de agrônomos — e orientações sobre o manejo do solo.
Embora já existissem programas de substituição anteriormente, eles tinham alcance limitado. O PNIS foi a tentativa mais ambiciosa até o momento — e, a princípio, parecia estar funcionando.
Em partes do sul de Meta e em Guaviare, as plantações de coca foram substituídas por limoeiros, cultivos de banana e pequenas criações de animais. Muitos agricultores, como Hernández, mantiveram-se afastados da coca.
No entanto, isso não significa que eles considerem a iniciativa um sucesso.
“O governo não estava muito comprometido conosco, agricultores. Fomos maltratados”, explica Hernández, apontando problemas que surgiram logo no início.
Houve atrasos nos pagamentos e, com frequência, o apoio técnico não se concretizava. A presença estatal precária nas áreas rurais e a falta de coordenação entre os órgãos faziam com que o apoio muitas vezes não chegasse às comunidades.
O ímpeto do programa diminuiu à medida que as prioridades políticas mudaram. Iván Duque, que assumiu a presidência da Colômbia em 2018, redirecionou a abordagem do governo para estratégias de erradicação e segurança.
Quando o atual presidente, Gustavo Petro, assumiu o cargo em 2022, o PNIS estava atrasado e enfrentava dificuldades para chegar às comunidades.
Doralba Bejarano diz que tem tranquilidade após deixar de cultivar folhas de coca para a indústria da cocaína
BBC
Mas alguns agricultores relataram melhorias. Para Doralba Bejarano, de Puerto Rico, no sul de Meta, a situação melhorou à medida que o apoio, antes paralisado, começou a chegar.
“Antes do programa, vivíamos aterrorizados”, diz ela. “Tínhamos que esconder a pasta de coca porque a polícia e os militares nos prendiam.”
A pasta de coca é uma forma mais concentrada da planta, usada na produção de cocaína, o que permite aos produtores ganhar mais do que com a venda das folhas in natura.
Agora, ela diz ter tranquilidade: “Vou aonde quero. Não tenho motivos para me esconder.” Conta que muitas pessoas de sua comunidade estão recebendo apoio do governo para promover e vender culturas que não são de coca, bem como outros produtos alimentícios.
Os desafios enfrentados pela substituição de cultivos também são impulsionados por forças que transcendem as fronteiras da Colômbia — a demanda contínua e enorme por cocaína nos EUA e na Europa, bem como o surgimento de novos mercados em outras regiões.
“Neste momento, há uma demanda crescente e, portanto, haverá oferta para atendê-la”, afirma Michael Weintraub, codiretor do Centro de Estudos sobre Segurança e Drogas da Universidade dos Andes, sediado em Bogotá, a capital colombiana. “Isso significa que a Colômbia continuará cultivando coca em um futuro próximo.”
Weintraub também descreve o cenário de segurança na Colômbia como “frágil”, o que dificulta a atuação eficaz de programas de substituição em muitas áreas rurais.
Embora o acordo de paz de 2016 tenha levado à desmobilização de grande parte das FARC, outros grupos armados ocuparam o vácuo deixado, passando frequentemente a controlar rotas de tráfico e as economias locais.
O atual governo tem buscado enfrentar essa situação por meio de sua política de “Paz Total”, que envolve negociações de paz com diversos grupos armados e facções criminosas. No entanto, analistas apontam que os avanços têm sido limitados.
No ano passado, o governo iniciou a implementação do RenHacemos — um programa de substituição que visa aproveitar a base do PNIS e, ao mesmo tempo, corrigir suas falhas — em áreas-piloto.
Além de oferecer apoio financeiro aos agricultores, o programa concentra-se na diversificação das economias locais, indo além da simples substituição da cultura agrícola. O suporte mais amplo incluirá melhorias na infraestrutura viária, acesso ao ensino superior, conectividade digital e melhores condições de moradia.
“A coca é um negócio”, afirma Gloria Miranda, diretora do órgão governamental responsável pela substituição de cultivos ilícitos na Colômbia.
“É uma atividade criminosa, mas funciona como qualquer outro negócio. O RenHacemos visa substituir não apenas a planta de coca, mas toda a economia que a cerca — desde o processamento e a agroindústria até o transporte e a logística.”
No entanto, para muitos analistas, persistem dúvidas sobre se tais abordagens podem gerar mudanças duradouras. Llanes afirma que o crescimento contínuo do cultivo de coca demonstra que as intervenções recorrentes não funcionaram.
Perea mostra-se cético quanto à possibilidade de receber, em breve, apoio do governo para abandonar o cultivo de coca — tanto ele quanto seus vizinhos.
“O Estado nos abandonou completamente”, diz ele, em meio aos pés de coca que cercam seu barraco de madeira desgastada. “Vivemos um dia de cada vez; às vezes, até nos falta comida.”
Por enquanto, ele diz que continuará cultivando coca — não por ser um criminoso, mas porque, segundo ele, essa é a sua única opção. “Nós não somos os traficantes; se eu fosse, não estaria vivendo como vivo.”

Petróleo cai mais de 6% após pausa nos ataques entre EUA e Irã

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Reuters
Os preços do petróleo caem forte nesta segunda-feira (27), depois que Estados Unidos e Irã interromperam temporariamente a troca de ataques no fim de semana.
A pausa aumentou a expectativa de que os dois países possam evitar uma nova escalada do conflito, reduzindo o temor de problemas no fornecimento mundial de petróleo.
🔍 Por volta das 7h48 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional usada pelo Brasil, recuava cerca de 6,68%, sendo negociado perto de US$ 85. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também registrava queda superior a 6%, cotado a US$ 83,26.
A diminuição das tensões no Oriente Médio também impulsionou os mercados financeiros:
Em Wall Street, os contratos futuros do S&P 500 subiam cerca de 1%, enquanto os do Nasdaq avançavam aproximadamente 1,6% e os do Dow Jones, 1%.
Na Europa, o índice Stoxx 600 ganhava cerca de 0,7%, com destaque para ações de companhias aéreas e do setor de turismo, beneficiadas pela expectativa de combustíveis mais baratos. Em contrapartida, empresas de petróleo registravam perdas com a queda do preço do barril.
Agora no g1
No mercado de moedas, o dólar perdia força frente a outras divisas:
O euro avançava cerca de 0,3% em relação à moeda americana, enquanto o dólar recuava aproximadamente 0,2% frente ao iene japonês. A melhora no apetite por risco também reduziu a busca por ativos considerados mais seguros.
Por que o petróleo está caindo?
Na semana passada, o petróleo disparou com o agravamento do conflito entre EUA e Irã. O mercado temia que os confrontos afetassem a produção e o transporte da commodity, o que reduziria a oferta e faria os preços subirem.
Agora, a pausa nos ataques diminuiu parte dessa preocupação. Investidores passaram a apostar que o conflito pode ser resolvido por meio da diplomacia, ainda que não exista um acordo de paz.
No domingo (26), o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que o presidente Donald Trump está dando “algum espaço ao diálogo” com o Irã. Em resposta, o governo iraniano informou que também suspendeu seus ataques de retaliação enquanto os americanos mantiverem a pausa.
Apesar disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira que não há negociações em andamento entre os dois países e negou que Teerã tenha solicitado conversas com Washington.
Ainda há riscos
Mesmo com a redução das tensões, o mercado continua atento à situação no *Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.
A passagem é responsável por cerca de 20% das exportações globais da commodity. Nas últimas 24 horas, segundo a imprensa estatal iraniana, seis navios foram impedidos pela Guarda Revolucionária de atravessar o estreito após tentarem utilizar uma rota considerada irregular.
No dia anterior, outros quatro navios também haviam sido interceptados. Apesar da pausa nos bombardeios, a circulação de petróleo na região ainda enfrenta restrições, o que mantém parte da incerteza no mercado.
Além disso, continuam as preocupações com ataques de rebeldes houthis, aliados do Irã, a instalações ligadas ao petróleo na região do Mar Vermelho.
*Com informações da Reuters e AFP