Audiência sobre metas de sustentabilidade no Judiciário acontece nesta terça (30), com transmissão ao vivo
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Audiência sobre metas de sustentabilidade no Judiciário acontece nesta terça (30), com transmissão ao vivo
Do zero ao primeiro cliente: o caminho mais curto para começar a faturar
Ter um bom produto ou serviço não significa que os clientes vão aparecer. Para quem está começando um negócio, o desafio é transformar uma ideia em venda — e isso exige mais do que colocar uma solução no mercado.
Segundo o Sebrae, um dos erros mais comuns de novos empreendedores é tentar vender para todo mundo ao mesmo tempo. A recomendação é começar com foco: escolher uma oferta principal e mostrar com clareza qual problema ela resolve.
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Antes de investir alto, testar a ideia pode evitar prejuízos. Criar uma versão inicial do produto, ouvir potenciais clientes e avaliar a demanda ajuda a identificar ajustes necessários antes de ampliar a operação.
Outro ponto essencial é fazer o negócio ser conhecido. Muitos empreendimentos não avançam por falta de visibilidade, e não necessariamente por problemas no produto. Conteúdos nas redes sociais, vídeos, dicas e bastidores da rotina podem aproximar a marca do público e criar relacionamento com possíveis compradores.
Depois que o interesse surge, a agilidade no atendimento pode ser decisiva. Demorar para responder mensagens ou enviar informações pode fazer o cliente desistir da compra.
Estratégias como descontos iniciais, brindes, combos e parcerias com outros negócios também podem ajudar a gerar experimentação e transformar o primeiro contato em venda.
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Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição
A Anthropic, empresa americana de tecnologia, lançou nesta terça-feira (30) o Claude Science, uma ferramenta desenvolvida para ajudar pesquisadores e profissionais em diferentes etapas do trabalho científico.
Desde 2025, a empresa vem investindo em soluções voltadas para esse público. Agora, o Claude Science reúne, em um único ambiente, ferramentas amplamente utilizadas por pesquisadores, como PubMed, Jupyter e R, facilitando o acesso a informações, a análise de dados e a produção de estudos.
A plataforma também permite revisar e acompanhar todo o histórico do trabalho realizado pela IA.
Segundo a Anthropic, o Claude Science pode ser usado em computadores com macOS ou Linux e também acessado remotamente. A ferramenta conta com mais de 60 recursos e integrações voltados para áreas como biologia, genética e química.
A versão beta foi liberada nesta terça para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise.
O que a ferramenta entrega?
Sempre que realiza uma tarefa, o Claude Science fornece ao usuário:
o código utilizado para gerar o resultado;
o ambiente em que o trabalho foi executado;
uma explicação em linguagem simples sobre como a resposta foi produzida;
todo o histórico da conversa com a IA.
Visão do Claude Science. Neste caso, a IA está exibindo proteínas, estruturas e moléculas de forma nativa, com todos os resultados sendo reproduzíveis e rastreáveis até o código correpsondente.
Divulgação/Anthropic
A IA também pode errar
Apesar das novas funcionalidades, a Anthropic ressalta que os resultados devem ser revisados pelos pesquisadores.
Durante a execução das tarefas, o usuário pode acompanhar o processo da IA, verificar como ela chegou às conclusões e criar diferentes versões do mesmo trabalho, chamadas de forks. Assim, é possível comparar abordagens diferentes sem perder o histórico original.
Nos últimos meses, pesquisadores que testaram a versão beta utilizaram o Claude Science em atividades como:
análise de sequenciamento de RNA;
planejamento de experimentos com CRISPR, técnica de edição genética;
previsão da estrutura de proteínas;
análises na área de química computacional.
Quanto custa o Claude?
O Claude tem um plano gratuito (Free) que oferece acesso limitado às principais funções da plataforma.
Já o plano Pro custa US$ 17 por mês (cerca de R$ 87,70, considerando o dólar a R$ 5,16), indicada para quem utiliza a ferramenta no dia a dia.
O plano Max custa a partir de US$ 100 mensais (aproximadamente R$ 516) e oferece entre cinco e vinte vezes mais capacidade de uso do que o plano Pro.
Para equipes, a Anthropic oferece o plano Team, voltado para grupos de cinco a 150 usuários. Ele possui duas opções de assinatura: uma padrão, a partir de US$ 20 por usuário ao mês (cerca de R$ 103), e outra premium, a partir de US$ 100 por usuário ao mês (aproximadamente R$ 516), com maior limite de uso.
Já o plano Enterprise, destinado a empresas e organizações maiores, atende equipes com mais de 20 usuários. O preço varia conforme o número de pessoas e o tipo de utilização da ferramenta, com valores a partir de US$ 20 por usuário ao mês.
Empresa vai apoiar projetos científicos
Além do lançamento da plataforma, a Anthropic anunciou que financiará até 50 projetos de pesquisa que utilizem inteligência artificial.
Cada projeto poderá receber até US$ 30 mil em créditos para uso da tecnologia. A empresa Modal também oferecerá até US$ 2 mil em recursos de computação para os projetos selecionados.
Nesta primeira fase, a iniciativa dará prioridade a pesquisas nas áreas de biologia e ciências biomédicas.
As inscrições ficam abertas até 15 de julho de 2026. Os projetos selecionados serão anunciados até 31 de julho, e os trabalhos serão desenvolvidos entre 1º de setembro e 1º de dezembro de 2026.
Segundo o relator do repetitivo, ministro Gurgel de Faria, o entendimento decorre do princípio da causalidade, que atribui as despesas processuais e os honorários a quem deu causa à demanda.
Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil.
Pixabay/Pexels
“Eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil”.
Essa é uma das frases que a empresária Joelma Lambertucci de Brito ouviu de um dos integrantes do governo americano neste ano, durante um trabalho de lobby para defender a inclusão do mel na lista de isenções da nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump.
Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.
No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.
No próximo dia 6, a empresária vai participar de uma audiência pública, em Washington, para defender o produto brasileiro. Há 35 anos no mercado de mel e própolis, Brito comanda a Lambertucci Trade Solution, especializada em facilitar a entrada do mel nacional em outros países.
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Nos EUA, ela já participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e com o próprio Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que propôs as tarifas. Nesses encontros, ficou claro para a empresária que o mel não entrou na lista de isenções por um desconhecimento do que o produto brasileiro representa para o mercado americano.
Para se ter uma ideia, cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil.
“Quando a gente sentou na mesa para negociar, eles não faziam ideia […]. Eles costumam olhar a marca do mel, mas não olham o país de origem”, diz Brito, explicando que essas conversas fizeram parte de uma ação maior liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Segundo a empresária, o desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiros falharam em divulgar a importância do produto brasileiro para esse mercado. “Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar”, comenta.
“Todo mundo [nos EUA] sabe que a carne vem do Brasil, que o café vem do Brasil. Porque tem um grupo que faz um lobby muito bom”, diz a empresária.
Agora, o setor corre contra o tempo para tentar reverter a medida. Na audiência, além da empresária, importadores de mel americanos também vão defender o produto brasileiro, além da própria Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel).
Uma das linhas de defesa será mostrar o tamanho da importação de mel pelos EUA, mas também outros pontos, como:
O fato de que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico. Uma delas é a presença de abelhas africanizadas, que são mais resistentes a doenças, o que elimina a necessidade de usar antibióticos e acaricidas.
O impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Como não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda, os consumidores dos EUA seriam os principais prejudicados.
A dificuldade de substituição: Brito explica que a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo.
O risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político. Eles devem argumentar que as tarifas vão gerar perda de faturamento nas empresas e cortes de postos de trabalho.
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O mel é um dos setores mais atingidos pelos sucessivos tarifaços de Trump desde o ano passado. A medida impactou especialmente os produtores do Piauí, maior exportador brasileiro do produto e altamente dependente dos EUA.
Em 2024, 85% do mel exportado pelo estado foi destinado ao mercado americano.
Em 2025, o setor chegou a ser sobretaxado em 50% por Trump, o que levou ao cancelamento de centenas de toneladas em vendas e causou perdas financeiras a milhares de famílias de apicultores. No estado, a apicultura é fonte de renda para mais de 40 mil famílias.
Agora, a expectativa é evitar um novo cenário de prejuízos. “Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção”, diz a empresária da Lambertucci.
“Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro”, conclui.
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