63ª Expo Rio Preto reúne agro, produtores, shows e atrações para o público infantil

Recinto de Exposições de São José do Rio Preto (SP)
Divulgação / Prefeitura de São José do Rio Preto (SP)
A 63ª edição da Expo Rio Preto será realizada de 1º a 16 de agosto no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto (SP). O evento, considerado a maior feira agropecuária do estado em número de animais, terá entrada e estacionamento gratuitos.
Com o tema “A Expo é nossa. O Agro é de todos”, a feira reúne produtores rurais, atrações para crianças, lazer para a população e shows musicais. A proposta é valorizar o pequeno e médio produtor, incentivar tecnologia no campo e aproximar o público urbano do agronegócio.
Agora no g1
Organizada pela Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, a Expo é apresentada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A Gaetan Shows e Eventos é correalizadora.
Programação agropecuária
A programação agropecuária será dividida em duas etapas: de 1º a 9 de agosto, voltada para gado de corte, com destaque para o ranking Nelore Ouro; e de 10 a 16 de agosto, dedicada à bacia leiteira, com torneio de produção. Serão exibidas 11 raças de bovinos, três de ovinos e cavalos da raça Mangalarga. Também haverá julgamentos técnicos e apresentações de novas tecnologias para o setor.
Entre 3 e 15 de agosto, acontece a InterTechs Agro, com palestras sobre boas práticas no campo. No mesmo período, o estande da Faesp/Senar-SP oferecerá cursos gratuitos de empreendedorismo rural e artesanato sustentável. As turmas terão até 15 alunos e direito a certificado.
Expo Rio Preto é promovida pela prefeitura
Prefeitura de Rio Preto/Divulgação
A programação também inclui o encontro Jovens do Agro Paulista, com debates sobre sucessão familiar e gestão da produção, além de atividades voltadas à valorização das mulheres no agronegócio.
Para as crianças, a Expo Kids terá atrações nos finais de semana: rodeio de carneiro, fazendinha de animais, shows temáticos e oficinas de arte. Entre os destaques estão apresentações de Ana Castela Cover, Baile Real das Princesas e grupos de K-Pop.
Shows
Os shows terão entrada solidária opcional, com doação de 1 kg de alimento não perecível para o Fundo Social de Solidariedade. Também haverá camarotes disponíveis.
1º de agosto: Clayton & Romário (21h)
2 de agosto: Sérgio Reis (14h)
7 de agosto: Jads & Jadson (21h)
8 de agosto: Di Paullo & Paulino / Kamisa 10 (21h)
9 de agosto: Kombinados, Orquestra de Viola Caipira e Lourenço & Lourival (11h e 14h)
14 de agosto: Kléo Dibah & Rafael (21h)
15 de agosto: Mato Grosso & Mathias (21h)
O espaço da feira terá três restaurantes e duas praças de alimentação para toda família.
VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo
Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Gasolina com 32% de etanol: veja quais peças do carro podem sofrer desgaste

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A gasolina comum vendida no Brasil passa neste sábado (1º) a ter 32% de etanol. A mudança, anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, tem gerado reclamações entre motoristas e mecânicos.
Especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp
Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustível e a redução da autonomia dos veículos movidos exclusivamente a gasolina.
“Com mais etanol na mistura, o consumo pode aumentar ligeiramente. Acredito que no máximo 5%,” aponta Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte.
Agora no g1
Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva, destaca uma diferença importante entre os dois combustíveis: a taxa de compressão.
🔎 A taxa de compressão indica o quanto o motor comprime a mistura de ar e combustível antes da combustão que movimenta o veículo. Uma forma simples de entender é imaginar uma mola: quanto mais ela é pressionada, mais força libera ao ser solta. Os motores projetados para funcionar com etanol trabalham com níveis mais altos de compressão, enquanto a gasolina suporta índices menores.
“A compressão dos carros a gasolina baixa, o suficiente para fazer a gasolina entrar em combustão, mas não o suficiente para ‘queimar’ com eficiência o etanol. Isso gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frio”, diz Tenório.
Partes afetadas pelo aumento de etanol na gasolina
Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol
Bruno Bandeira/arquivo pessoal
Carburador: presente apenas em veículos mais antigos, anteriores à popularização da injeção eletrônica nos modelos zero-quilômetro, é o componente que mais preocupa os mecânicos. “Os carburadores são ‘burros’. Eles não se adaptam ao combustível. Nos carburadores, a passagem de ar e de combustível para obter a mistura ideal é fixa”, diz Tenório.
Além de prejudicar o desempenho do motor nos veículos mais antigos, Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que o carburador pode sofrer corrosão com o aumento da concentração de etanol na gasolina.
“Esse material não foi feito para suportar etanol, então olha o que está fazendo. Esse carburador tá condenado”, diz Bruno.
Tanque de combustível: o problema também se concentra nos carros mais antigos, especialmente aqueles equipados com tanque metálico. Nesses casos, a peça pode precisar ser substituída. Segundo os três mecânicos ouvidos pela reportagem, os tanques de plástico, presentes na maioria dos veículos lançados desde o início dos anos 2000, não apresentam a mesma preocupação.
Bomba de combustível com corrosão pelo etanol
Bruno Bandeira/arquivo pessoal
Bomba de combustível: o etanol presente na gasolina pode conter até 0,7% de água. No entanto, Alexandre explica que, se o veículo permanecer parado por muito tempo, o combustível tende a absorver a umidade do ar, aumentando a quantidade de água na mistura.
Essa água acelera o processo de corrosão da bomba de combustível. Segundo Bruno, os danos também podem atingir a boia responsável por indicar o nível de combustível no tanque.
Bicos injetores (de injeção direta ou indireta): segundo os especialistas, os veículos sem turbocompressor tendem a ser os mais afetados por esse tipo de desgaste. “A central aumenta o tempo de injeção para compensar o menor poder energético do E32. Se os bicos já estiverem parcialmente sujos, o aumento da demanda pode deixar o problema mais evidente, causando falhas ou marcha lenta irregular”, diz Alexandre.
Velas de ignição com corrosão pelo etanol
Bruno Bandeira/arquivo pessoal
Velas de ignição: segundo os mecânicos, o problema costuma surgir apenas quando as velas já estão desgastadas. Alexandre explica que, nesses casos, elas podem contribuir para falhas na queima do combustível, já que o motor exige uma regulagem mais precisa da mistura.
Catalisador: sua vida útil pode ser reduzida quando ele recebe combustível que não foi queimado corretamente, o que pode ocorrer devido a uma mistura inadequada dentro do motor.
Mangueiras, retentores e itens de vedação: em veículos mais antigos, esses componentes podem ressecar e se desgastar mais rapidamente.
Há solução, mas ela pode ser complexa
Alexandre Dias explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina.
Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veículo.
Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possível adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples.
Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustível (giclês) no carburador, que são substituíveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustível”.

Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (1º), em São Paulo.
🔎 Na semana passada, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h.
Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp
No concurso da última quinta-feira (30), ninguém acertou as seis dezenas.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
Acompanhe os sorteios no site do g1
Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em agosto

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026
A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de agosto do Bolsa Família no dia 18. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.
🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.
Confira o calendário do Bolsa Família para agosto de 2026:
Final do NIS: 1 – pagamento em 18/8
Final do NIS: 2 – pagamento em 19/8
Final do NIS: 3 – pagamento em 20/8
Final do NIS: 4 – pagamento em 21/8
Final do NIS: 5 – pagamento em 24/8
Final do NIS: 6 – pagamento em 25/8
Final do NIS: 7 – pagamento em 26/8
Final do NIS: 8 – pagamento em 27/8
Final do NIS: 9 – pagamento em 28/8
Final do NIS: 0 – pagamento em 31/8
Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é:
Setembro: de 17/9 a 30/9;
Outubro: de 19/10 a 30/10;
Novembro: de 16/11 a 30/11;
Dezembro: de 10/12 a 23/12.
Bolsa Família
Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa.
Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.
Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como:
manter crianças e adolescentes na escola;
fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Quais são os valores do benefício?
O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;
R$ 50 por bebê de até seis meses.
Onde se cadastrar?
Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.
Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.
VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL
Como sacar o Bolsa Família?
Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.
Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.
Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA que tem o modelo mais perigoso do mundo

Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
✨ ChatGPT, Gemini, Copilot. Nos últimos anos, esses nomes dominaram as conversas sobre inteligência artificial. Mas um novo protagonista já chama a atenção de usuários, empresas e especialistas: o Claude.
Enquanto seus rivais começaram focando no público geral, a Anthropic, criadora do Claude, concentrou seus esforços em oferecer sua tecnologia para empresas.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Especialistas consultados pelo g1 afirmam que a Anthropic passou a liderar a corrida da inteligência artificial ao desenvolver o que consideram ser a IA mais poderosa — e potencialmente mais perigosa — da atualidade. Isso tem aumentado o interesse de investidores e do público em geral.
Enquanto desenvolve versões cada vez mais potentes, a Anthropic também defende uma pausa global na evolução da IA diante de sinais de que sistemas mais avançados poderiam escapar do controle humano. O argumento é de que as pesquisas de segurança precisam de mais tempo para acompanhar o ritmo da tecnologia.
Eles talvez estejam certos. Assim como aconteceu com a rival OpenAI em julho, a Anthropic informou na última quinta-feira (30) que o Claude realizou ataques virtuais contra três empresas durante testes. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que a ferramenta tivesse acesso à internet.
A empresa
A Anthropic, criadora do Claude, foi fundada em 2021 por Dario Amodei (atual CEO da companhia) e outros executivos que deixaram a OpenAI defendendo uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da IA.
O Claude só chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses após o lançamento do ChatGPT. Mesmo tendo entrado na disputa mais tarde e ainda sendo menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar uma virada impressionante da Anthropic.
Hoje, ela é a startup de IA mais valiosa do mundo. Avaliada em cerca de US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), a companhia já supera a OpenAI em valor de mercado.
No início de junho, a Anthropic protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com um valuation próximo de US$ 1 trilhão, a companhia poderá passar a integrar o grupo mais seleto das empresas listadas no mercado americano.
A grande virada
Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados
Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW
O Claude foi lançado globalmente em 2023, mas só chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2024 — mais uma vez, depois do ChatGPT, que já estava disponível por aqui desde meados de 2022.
Em 2025, a Anthropic lançou o Claude Skills, recurso que permite à IA aprender a executar tarefas específicas. Já em 2026 vieram o Claude Code e o Claude Cowork, ferramentas que marcaram o grande “boom” do Claude ao permitir que a IA passasse a realizar ações diretamente no computador do usuário.
O lançamento do Claude Code, ferramenta de programação com IA capaz de criar sites, foi um marco para a Anthropic e ajudou a ampliar a visibilidade da empresa, explica Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP.
“Ele permitiu que a IA realizasse tarefas de longa duração, que podem levar horas ou até dias, por meio de subagentes, robôs que executam etapas do trabalho de forma autônoma”, afirma.
Segundo Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI, o Claude também se tornou popular entre profissionais de marketing e criação. “Ele virou o queridinho desses profissionais para a produção de textos criativos, roteiros para redes sociais e peças de campanha, sendo considerado superior ao ChatGPT nesse tipo de tarefa”, diz.
“Além disso, o diferencial do Claude é permitir a criação de automações e a integração com serviços como e-mail sem exigir conhecimentos de programação”, afirma.
Ela ressalta que outras IAs também realizam tarefas semelhantes — o g1, por exemplo, testou o agente do ChatGPT em 2025. A diferença, de acordo com a especialista, é que o Claude consegue automatizar essas funções de forma mais rápida e eficiente.
Embora seja muito elogiado por quem o utiliza, o potencial do Claude é melhor aproveitado nos planos pagos, que não são tão acessíveis. No Brasil, o plano Pro, o mais barato disponível, custa R$ 110 por mês e ainda impõe limites de uso.
“É importante dizer que saímos daquela grande euforia das IAs para uma fase de maior racionalidade em relação aos custos. Muitas pessoas e empresas estão buscando um uso mais efetivo e consciente da tecnologia porque as contas estão ficando muito altas”, diz Cortiz.
ChatGPT ainda domina mercado
Apesar do avanço dos concorrentes, o ChatGPT segue com ampla liderança em número de usuários, segundo um levantamento da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower divulgado neste ano.
Os dados mostram que, até maio de 2026, o chatbot da OpenAI registrava cerca de 1,1 bilhão de usuários ativos mensais. Em segundo lugar aparece o Gemini, do Google, com 662 milhões.
“O Gemini tem expandido sua audiência de forma constante, apoiado em parte por uma sólida base de usuários do Android e por integrações profundas em todo o ecossistema do Google”, afirmou a Sensor Tower.
O Claude aparece na terceira posição, com 224 milhões de usuários ativos mensais. Segundo a empresa de análise, a ferramenta da Anthropic vem registrando crescimento acelerado desde o início do ano.
O levantamento também mostra que, enquanto Gemini e Claude continuam ganhando espaço, a participação do ChatGPT caiu para abaixo dos 50% pela primeira vez. Em maio, o chatbot da OpenAI concentrava 46% dos usuários do mercado, à frente do Gemini, com 28%, e do Claude, com 10%.
“O crescimento do Claude foi ainda mais forte em alguns mercados, incluindo os EUA, onde a demanda por recursos de programação e pesquisa avançada atraiu mais usuários”, destacou a Sensor Tower.
Diogo Cortiz afirma que foi apenas nos últimos seis meses que o Claude começou a ganhar espaço de forma mais significativa entre os consumidores comuns. “E parte dos usuários tem migrado do ChatGPT para o Claude por buscar uma IA capaz de executar tarefas, como organizar arquivos e responder e-mails, em vez de apenas conversar”, completa Izabela.
Empresa tem modelo de IA mais perigoso do mundo
Claude Fable 5 simula o sistema solar e prevê um eclipse solar.
Divulgação/Claude
Os modelos do Claude têm se mostrado cada vez mais potentes. “Eles costumam acertar muito nos lançamentos. Dá para perceber um grande cuidado no desenvolvimento dos produtos, que geralmente chegam ao mercado com um desempenho muito competitivo”, diz Izabela Anholett.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que os sistemas mais avançados da Anthropic também ampliam os riscos associados à inteligência artificial.
No início de 2026, a empresa anunciou o Claude Mythos, considerado por especialistas o modelo de IA mais perigoso do mundo atualmente. O sistema é descrito como extremamente rápido e capaz de encontrar brechas de segurança que passariam despercebidas por humanos.
“Se o Mythos for parar em mãos erradas, empresas podem ser paralisadas da noite para o dia”, afirma Izabela. Segundo ela, o risco está na capacidade do modelo de identificar e explorar vulnerabilidades em sistemas digitais.
“O Mythos Preview [versão de teste] já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web”, afirmou a Anthropic.
“Devido ao seu alto poder e aos riscos que representa para a segurança nacional e geral, ele não foi liberado para o público comum. Em vez disso, a Anthropic criou um consórcio de empresas e agências governamentais com acesso à ferramenta”, explica Diogo Cortiz.
Entre os integrantes do grupo estão Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla.
Cortiz lembra que um exemplo da eficácia do modelo veio de um relatório da Mozilla. Ao utilizar o Mythos para analisar o navegador Firefox, a organização identificou uma grande quantidade de vulnerabilidades e falhas até então desconhecidas.
“Como parte de nossa colaboração contínua com a Anthropic, tivemos a oportunidade de usar uma versão inicial do Claude Mythos Preview no Firefox. A versão 150 do navegador, lançada nesta semana, traz correções para 271 vulnerabilidades identificadas durante essa avaliação inicial”, disse a Mozilla em um relatório sobre o tema publicado em abril.
Para Cortiz, embora o marketing das empresas de IA às vezes possa exagerar as capacidades de seus produtos, casos como esse mostram que a habilidade do Mythos para encontrar brechas de segurança é real — e ajudam a explicar por que seu acesso é tão restrito.
A proibição do Fable 5, uma versão ‘light’ do Mythos
Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA
Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard
Junho de 2026 foi um período conturbado para a Anthropic. No início do mês, a empresa disponibilizou o Fable 5, descrito por ela como o modelo de IA mais poderoso já oferecido ao público geral.
O sistema faz parte do Mythos e, segundo a companhia, alcança desempenho de ponta em áreas como engenharia de software, análise de dados, pesquisa científica, visão computacional e tarefas complexas de raciocínio.
Apesar da abertura ao público, a empresa decidiu impor restrições em temas considerados sensíveis. Quando usuários fizerem solicitações relacionadas à cibersegurança, biologia, química ou técnicas de extração de conhecimento de modelos de IA, o sistema poderá transferir automaticamente a conversa para uma versão menos poderosa, chamada Claude Opus 4.8.
Só que, no dia 12 de junho, a Anthropic anunciou a suspensão global do Fable 5 após receber uma determinação do governo dos EUA com base em questões de segurança nacional.
Segundo a empresa, a ordem impede o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, esteja ele dentro ou fora dos EUA. A restrição também vale para funcionários estrangeiros da própria Anthropic.
Uma reportagem do jornal norte-americano “The Wall Street Journal” revelou que a Amazon teria sido a principal responsável pela pausa no lançamento do Fable 5.
Segundo o jornal, pesquisadores da empresa utilizaram uma série de prompts (comandos) que levaram o sistema a auxiliar em ciberataques. A informação chegou à Casa Branca, que determinou a suspensão da IA por considerá-la um risco.
A Anthropic rebateu a decisão. “Instituímos salvaguardas fortes que reduzem muito a probabilidade de Fable ser mal utilizado para tarefas relacionadas à cibersegurança (entre outras). Na verdade, nossas salvaguardas são tão fortes que muitos usuários reclamaram que são excessivamente amplas”, afirmou a empresa.
O Fable 5 voltou a ser liberado globalmente em 1º de julho. “Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5”, afirmou a Anthropic em uma publicação no X.
Antes desse episódio, em março deste ano, Anthropic e Donald Trump já haviam se envolvido em um embate após o Departamento de Guerra dos EUA informar à empresa que ela havia sido classificada como um risco à cadeia de fornecimento. A medida foi tomada depois que a Anthropic impediu que o órgão utilizasse sua tecnologia para fins militares.
Diante do impasse, Trump determinou que agências federais dos EUA interrompessem o uso de programas de IA da Anthropic. O presidente afirmou que o país não permitirá que a empresa dite como os militares americanos devem agir e que essa decisão cabe aos líderes das Forças Armadas nomeados por ele.
“O egoísmo deles está colocando vidas americanas em risco, nossas tropas em perigo e nossa segurança nacional sob ameaça”, declarou Trump.
Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes

O funcionário público chinês condenado à morte por aceitar US$ 325 milhões em propina

Yang Youlin teria se aproveitado de seus cargos para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia e financiamento
CCTV
Um tribunal no leste da China condenou à morte um ex-funcionário público municipal por receber mais de 2,2 bilhões de yuans (cerca de US$ 325 milhões) em propina ao longo de 30 anos.
Yang Youlin, que ocupou diversos cargos na administração municipal da cidade de Nanquim entre 1993 e 2023, também foi considerado culpado por peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
O valor obtido de forma ilícita está entre os maiores já registrados em casos de corrupção revelados nos últimos anos na China.
Segundo a imprensa estatal, o ex-funcionário público de 69 anos se valeu dos cargos que ocupava para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia, transferências de terrenos e financiamento em troca de dinheiro e outros bens de valor.
Agora no g1
Yang passou a ser investigado no âmbito da campanha anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping, que também atingiu integrantes das Forças Armadas e da elite do setor financeiro.
O ex-funcionário, que construiu boa parte da carreira na área de desenvolvimento econômico e tecnológico de Nanquim, cometeu crimes “de natureza extremamente grave” e causou “perdas excepcionalmente elevadas aos interesses do Estado e do povo”, afirmou na segunda-feira (6) o tribunal da cidade de Changzhou.
Presidente chinês, Xi Jinping, tem lançado diversas ações em nome do combate à corrupção
Getty Images
A ‘caça aos corruptos’ rivais de Xi
Desde sua chegada ao poder, o presidente Xi Jinping lançou diversas campanhas anticorrupção que, segundo críticos, também têm sido usadas como instrumento para enfraquecer seus rivais políticos.
Ainda assim, condenações à morte por crimes de corrupção continuam sendo relativamente raras na China, embora sejam aplicadas ocasionalmente — em geral em casos que envolvem valores superiores a 1 bilhão de yuans (cerca de US$ 147 milhões).
Um exemplo é o do ex-presidente da gestora estatal de ativos Huarong, Lai Xiaomin, executado em 2021 após ser condenado por receber 1,8 bilhão de yuans (cerca de US$ 265 milhões) em propina ao longo de dez anos.
Li Jianping, ex-funcionário da região autônoma da Mongólia Interior, também foi condenado à morte em 2024 por peculato e por receber propina que ultrapassava o valor de 3 bilhões de yuans (cerca de US$ 441 milhões).
Em muitos outros casos, porém, os tribunais chineses aplicaram penas de prisão ou condenações à morte com suspensão da execução, que costumam ser convertidas em prisão perpétua após um período determinado.
Os juízes também reduziram penas em alguns processos nos quais os condenados colaboraram com as investigações e forneceram informações sobre outros envolvidos.
No caso de Yang, embora ele também tenha cooperado com as autoridades, o tribunal de Changzhou afirmou que a gravidade de seus crimes tornou essa colaboração “insuficiente para justificar uma pena mais branda”.
Segundo a imprensa estatal, Yang se declarou culpado e “manifestou arrependimento em sua declaração final”.

Embraer vive 'oportunidade rara' para desafiar Airbus e Boeing, diz The Economist

Embraer é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo
Divulgação/Embraer via BBC
A Embraer — fabricante brasileira de aviões — vive um momento que pode representar sua melhor oportunidade em décadas para desafiar o domínio de Airbus e Boeing no mercado global de aviação comercial, avalia a revista britânica The Economist.
Em artigo publicado na quinta-feira (30/7), a revista afirma que, embora tenha apenas uma fração do tamanho das duas gigantes da aviação, a empresa brasileira “tem vivido alguns anos extraordinários” — o que tem levado analistas a especular que a fabricante possa disputar o mercado de aviões maiores.
“A demanda cresce não apenas por seus aviões comerciais de menor porte, mas também pelos jatos executivos e militares que fabrica”, escreve a The Economist.
Números citados pela publicação mostram que a Embraer entregou 141 aeronaves em 2021 e pode chegar a 255 neste ano. Em julho, a empresa anunciou uma carteira recorde de pedidos de US$ 34,5 bilhões.
Agora no g1
Além disso, desde o início de 2021, as ações da companhia se valorizaram cerca de dez vezes, desempenho muito superior ao de Airbus e Boeing. E, segundo Francisco Gomes Neto, presidente da empresa, ainda há espaço para “um crescimento substancial” nos próximos anos.
A Embraer é beneficiada por diversos “ventos favoráveis”, afirma a revista. Entre eles estão os atrasos nas entregas de Airbus e Boeing — que acumulam cerca de 16 mil encomendas e prazos de espera de até dez anos para alguns modelos —, o aumento da procura por voos diretos entre aeroportos menores e a expansão do mercado de jatos executivos e militares.
Segundo a publicação, esse contexto abre caminho para um passo mais ambicioso: desenvolver um jato executivo de grande porte.
“Um passo ainda mais ousado — e arriscado — seria lançar um avião comercial maior para competir diretamente com Airbus e Boeing, que devem apresentar substitutos para seus principais modelos de corredor único apenas no fim da década de 2030”, acrescenta.
A revista observa que, como as aeronaves atuais continuam vendendo bem, as duas gigantes têm poucos incentivos para fazer grandes investimentos no curto prazo, o que poderia abrir uma oportunidade rara para a Embraer.
Nova versão do jato Phenom 300, da Embraer
Divulgação/Embraer
Ao mesmo tempo, pondera que “romper esse duopólio seria um desafio enorme”.
O texto lembra a tentativa fracassada da canadense Bombardier e o fato de que o presidente da Airbus, Guillaume Faury, já alertou a Embraer para “pensar duas vezes” antes de seguir esse caminho.
Em contrapartida, avalia que uma iniciativa desse tipo levaria a fabricante brasileira “a outro patamar”.
“Talvez a empresa nunca mais tenha uma oportunidade tão favorável para aproveitar sua experiência no desenvolvimento e comercialização de aviões comerciais.”
Apesar disso, a The Economist destaca que a decisão divide opiniões dentro da própria Embraer e exigiria parceiros para financiar um projeto estimado em cerca de US$ 10 bilhões.
Enquanto isso, Gomes Neto afirma que a companhia está “muito confortável com a situação que temos hoje”.
A origem da Embraer
A Embraer é hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, e líder mundial no segmento de aeronaves até 150 assentos.
Com sede em São José dos Campos (SP), fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. De acordo com a empresa, em toda a sua história já produziu e entregou mais de 9 mil aeronaves para mais de 100 países.
A empresa foi fundada em 1969, com o apoio do governo brasileiro, após décadas de esforços privados e governamentais para desenvolver uma indústria aeronáutica competitiva no Brasil.
Além de criar um setor industrial de alta tecnologia, havia o objetivo de facilitar a conexão de diferentes partes do país.
Fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas
Getty images
As origens da então chamada Empresa Brasileira de Aeronáutica estão ligadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Foram técnicos formados pelo instituto que, em 1965, começaram a trabalhar em um projeto liderado pelo engenheiro aeronáutico e então major da Força Aérea Brasileira (FAB) Ozires Silva.
O projeto envolvia um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros. Um protótipo da aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo em 1968.
O Bandeirante tinha entre suas vantagens a capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas, chegando a aeroportos menores, que não tinham estrutura para receber jatos de grande porte. Assim, poderia conectar regiões mais isoladas, impulsionando a aviação regional e a integração do país.
Foi nesse contexto que, em 19 de agosto de 1969, nasceu a Embraer, criada para a produção em série do Bandeirante — inicialmente desenvolvido pelo CTA — e tendo Ozires Silva como presidente.
A partir de 1970 e ao longo daquela década, outras aeronaves desenvolvidas pela empresa ganharam destaque, entre elas o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola.
Bandeirante é um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros
André Luís Rosa/TV Vanguarda
Altos e baixos
Ao longo de sua trajetória, a Embraer enfrentou altos e baixos. A empresa quase chegou à falência em meio à crise financeira do final da década de 1980.
“Um período mais intenso de turbulência financeira marcou o início da década de 1990 e levou à privatização da Embraer em dezembro de 1994”, lembrou a empresa no ano passado, ao comemorar seus 55 anos.
A Embraer foi privatizada no fim do governo do presidente Itamar Franco, depois de um longo processo, por R$ 154,1 milhões (em valores da época).
O acordo de privatização garantiu ao governo brasileiro a chamada golden share, ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário — e que permanece em vigor.
Entre os projetos que impulsionaram a recuperação após a reestruturação está o do ERJ-145, jato comercial para até 50 passageiros, além de outros modelos da mesma família.
Também teve papel importante o programa de E-jets de aviões comerciais, focado no segmento de 70 a 120 assentos.
No início dos anos 2000, a Embraer estava entre os maiores exportadores do Brasil.
Modelo da Embraer será incorporado à frota da companhia Latam a partir do último trimestre de 2026
Embraer
A empresa diz que a expansão global “acompanhou uma estratégia de diversificação” e destaca a criação da divisão de aviação executiva — com o lançamento dos jatos da família Legacy 600/650, Phenom 100, Phenom 300, Lineage 1000, e Legacy 450/500, além do EMB-314 Super Tucano na área de defesa.
O processo de internacionalização ganhou força a partir de 2010, incluindo atividades industriais nos EUA, em Portugal e no México. Também nessa década, foram lançados produtos como os E-Jets de segunda geração, os jatos executivos Praetor 500 e Praetor 600 e o C-390.
Em 2018, foi anunciada a aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing. Pelo acordo, seria criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer.
A americana pagaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões na época) pela compra. Com a parceria, a Boeing ganharia vantagens no segmento de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, no qual a Embraer é líder.
No entanto, em abril de 2020, a Boeing anunciou que rescindiu o acordo “após a Embraer não ter atendido as condições necessárias”.
A empresa brasileira considerou a rescisão indevida e disse que a americana havia fabricado “falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos”.
Em 2024, a Embraer anunciou que iria receber US$ 150 milhões da Boeing em acordo para encerrar processo de arbitragem.
O fracasso da parceria com a Boeing ocorreu em meio à pandemia de covid-19 e ao subsequente encolhimento no mercado de aviões civis, com restrições e proibições de viagens.
*Com informações de Alessandra Corrêa.