STJ visita TJSP para tratar da implantação do filtro da relevância
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Como é a nova regra do Pix que pode ajudar a inibir golpes
Bruno Peres/Agência Brasil via BBC
Se você usa pix no dia a dia, vale ficar de olho: a partir desta terça-feira, 1º de setembro, uma das regras de segurança do sistema muda, e a mudança tem tudo a ver com um tipo de golpe que vem crescendo contra comerciantes e pequenos negócios.
Vamos explicar de um jeito simples o que muda e como as novidades podem ajudar a recuperar dinheiro roubado em fraudes.
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Hoje, quando alguém é enganado em uma fraude e usou o pix para enviar dinheiro para criminosos, existe uma ferramenta chamada MED — Mecanismo Especial de Devolução — que ajuda a reaver esse valor em casos de fraude, golpe ou erro.
Só que existe também uma brecha: golpistas descobriram uma forma de usar essa mesma ferramenta de proteção a favor deles, para roubar dinheiro de comerciantes.
Agora no g1
Para combater esse problema, o Banco Central aumentou de 30 para 80 dias o prazo que uma pessoa tem para contestar uma devolução feita pelo MED, quando ela desconfia que essa devolução foi pedida de forma fraudulenta.
Ou seja: se alguém devolveu dinheiro pelo MED e depois percebe que aquilo foi armado por um golpista, agora tem quase três vezes mais tempo para correr atrás do problema junto ao banco.
Por que existem dois prazos de 80 dias (e eles não se confundem)
O Pix já tinha um prazo de 80 dias para uma situação parecida, mas diferente.
O prazo que já existia é para quem manda um Pix e é vítima de golpe: essa pessoa tem até 80 dias, contados a partir do momento em que enviou o dinheiro, para acionar o MED e tentar recuperá-lo.
O prazo novo é o espelho dessa situação: é para quem recebeu um Pix de forma legítima e teve esse dinheiro devolvido depois, por conta de uma contestação fraudulenta feita pela outra pessoa. Antes, quem estava nessa posição só tinha 30 dias para reagir; agora, também são 80. E aqui a contagem começa a partir da devolução, não do pagamento original.
Na prática: um conta a partir do Pix enviado, o outro conta a partir do dinheiro devolvido.
O golpe que motivou essa mudança
Esse ajuste tem um alvo bem específico: um golpe que tem prejudicado principalmente lojistas, prestadores de serviço e pequenos empresários.
Funciona mais ou menos assim: alguém entra em contato dizendo que fez um Pix errado, de valor mais alto do que deveria, e pede para o comerciante devolver a diferença ou o valor todo, muitas vezes pedindo que a devolução seja feita como uma nova transferência para uma chave ou conta indicada por essa pessoa.
O comerciante, achando que está apenas corrigindo um erro de boa-fé, faz o Pix de volta.
O problema é que, ao mesmo tempo, esse suposto cliente também aciona o MED junto ao próprio banco dele, alegando ter sido vítima de fraude no pagamento original que fez ao comerciante.
Se essa contestação for analisada e considerada procedente — e se ainda houver dinheiro disponível para devolução —, o golpista pode acabar recebendo o valor de volta pela segunda vez: uma vez diretamente do comerciante, e outra pelo próprio mecanismo de proteção do Pix.
Por isso os especialistas recomendam cautela quando alguém pede a devolução de um Pix “por engano”: o caminho mais seguro é usar a própria função de devolução vinculada àquela transação dentro do aplicativo do banco, e não fazer uma transferência nova para uma chave indicada pela outra pessoa. É justamente essa segunda via — a transferência nova — que abre espaço para o golpe se repetir.
Com o prazo de contestação esticado para 80 dias, quem foi vítima desse esquema ganha bem mais tempo para perceber o que aconteceu e correr atrás da devolução indevida junto ao próprio banco.
Isso ajuda bastante porque nem todo mundo confere o extrato todos os dias, e muitas vezes é outra pessoa — um contador, um funcionário, o próprio banco — quem percebe primeiro que algo estranho aconteceu.
Como o Pix tenta seguir o rastro do dinheiro roubado
Como o Pix tenta seguir o rastro do dinheiro roubado
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi via BBC
Além da mudança de prazo, existe outra frente de combate a fraudes que já vinha sendo construída, de forma menos visível para quem usa o aplicativo no dia a dia: a tentativa de seguir o dinheiro mesmo depois que ele passa por várias contas diferentes.
Esse tipo de rastreamento existe graças a uma versão mais robusta do MED, conhecida como MED 2.0, que está em produção desde maio de 2026. Com ela, o sistema passou a permitir o rastreamento dos recursos em diferentes camadas de transferências.
Antes, a recuperação ficava limitada à conta originalmente usada na fraude; se o dinheiro já tivesse sido transferido dali, aumentavam as chances de não haver saldo disponível para devolver à vítima.
Com o MED 2.0, o sistema pode identificar possíveis caminhos percorridos pelos recursos mesmo depois que eles são transferidos para outras contas, o que amplia as chances de bloqueio e recuperação.
Isso não significa, porém, que o dinheiro será necessariamente localizado ou devolvido: os recursos podem já ter sido sacados, transferidos novamente ou não estar mais disponíveis nas contas identificadas.
Vale um adendo importante: uma camada adicional de detalhamento operacional — a informação, dentro da notificação enviada entre as instituições, sobre em qual nível do grafo de rastreamento está a transação analisada — estava inicialmente prevista para agosto, mas foi adiada para 26 de outubro de 2026.
Segundo o Banco Central, esse ajuste diz respeito à comunicação entre as instituições participantes e não altera o funcionamento do rastreamento em camadas já disponível no MED 2.0.
De qualquer forma, mesmo esse rastreamento tem limite: se o golpista já tiver sacado o dinheiro em espécie antes de a fraude ser percebida, não há mais “trilha eletrônica” para seguir, e a recuperação fica bem mais difícil.
O que é o MED
O MED não é um botão de “desfazer” um Pix. Ele serve especificamente para casos de fraude, golpe ou falha operacional do sistema — não pode ser usado se você simplesmente se arrependeu de uma compra, errou o valor ou a chave por conta própria, ou está tendo um desentendimento comercial sem indício real de fraude.
Também é importante saber que acionar o MED não garante a devolução automática do dinheiro. Cada caso passa por análise da instituição financeira, e o resultado depende de haver recursos ainda disponíveis nas contas por onde o dinheiro passou.
No fluxo padrão de fraude, os bancos que receberam os valores têm até sete dias para analisar a notificação; se o caso for considerado procedente e houver saldo disponível, o processo segue para a devolução, que pode ser total ou parcial, dependendo do que for encontrado ao longo do caminho.
A nova regra já vale automaticamente para todas as instituições que participam do Pix.
E essa mudança também não abre brecha para cancelar um Pix comum por arrependimento: o prazo de 80 dias vale só dentro dos procedimentos de segurança do MED.
O que fazer se você cair em um golpe pelo Pix
Se você perceber que fez um Pix por causa de um golpe, fraude ou crime, o ideal é procurar seu banco o quanto antes e pedir a abertura do MED.
Mesmo tendo até 80 dias para isso, agir rápido aumenta bastante as chances de ainda haver dinheiro disponível para ser bloqueado ao longo do caminho.
O pedido pode ser feito direto pelo aplicativo: os bancos que oferecem conta para pessoas físicas são obrigados a disponibilizar uma opção de autoatendimento para contestar transações dentro do próprio ambiente do Pix, sem precisar falar com um atendente para começar o processo.
Também vale guardar comprovantes da transação, prints de conversas, anúncios, dados de quem recebeu o dinheiro e qualquer outro registro relacionado ao golpe — esse material pode ajudar bastante na análise do seu caso. Dependendo da situação, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.
Depois do pedido, cabe ao banco verificar se o seu caso se encaixa nas regras do MED e dar continuidade ao procedimento.
Governo Trump conclui que Pix é ‘injusto’: por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora?
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, afirmou que é possível a penhora dos frutos de bem impenhorável, mas isso deve ser ponderado “à luz das exceções protetivas do mínimo existencial”.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar inicia esta terça-feira (1º) com os investidores à espera da divulgação do PIB do segundo trimestre, que será conhecido às 9h. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ O IBGE divulga nesta terça, às 9h, o resultado do PIB do segundo trimestre. A expectativa do mercado é de desaceleração da atividade econômica após o crescimento de 1,8% na comparação anual e de 1,1% em relação ao trimestre anterior no início do ano.
▶️ No Brasil, os investidores repercutem a proposta do Orçamento de 2027 enviada pelo governo ao Congresso. O texto prevê um superávit de R$ 18,6 bilhões, o primeiro saldo positivo das contas públicas após quatro anos de déficit, embora as regras do arcabouço fiscal ainda permitam resultado negativo sem descumprimento da meta.
▶️ No Congresso, o mercado acompanha votações de medidas provisórias sobre o fim da “taxa das blusinhas”, mudanças nas regras de trânsito, crédito para motoristas e motociclistas, além de propostas relacionadas ao INSS e ao adicional de fronteira.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,31%;
Acumulado do mês: +2,17%;
Acumulado do ano: -5,63%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1%;
Acumulado do mês: -0,33%;
Acumulado do ano: +10,11%.
Petróleo sobe com nova escalada entre EUA e Irã
Os preços do petróleo subiam cerca de 3% nesta segunda-feira, após os EUA atacarem dois lançadores na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, e o Irã afirmar ter retaliado com ataques a duas bases aéreas americanas na Jordânia.
A nova escalada aumentou as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento da commodity.
O Estreito de Ormuz é uma rota importante para o transporte de petróleo, e dados de navegação mostraram que apenas cinco navios de carga por dia passaram pelo local no fim de semana.
Um petroleiro também foi atingido por um projétil ao entrar no estreito no sábado, segundo a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo.
“Novos ataques militares no Oriente Médio e preocupações com novas interrupções no abastecimento de petróleo elevaram os preços do petróleo”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.
Segundo ele, os mercados devem acompanhar se a situação vai se acalmar ou se o conflito continuará se agravando.
Bolsas globais
Os principais índices acionários em Wall Street caíram nesta segunda-feira, depois que ataques militares entre os EUA e o Irã elevaram os preços do petróleo, alimentando temores de inflação após as declarações mais duras do chefe do Federal Reserve, Kevin Warsh.
O índice Dow Jones recuou 0,70%, o S&P 500 caiu 0,34%, e o Nasdaq teve queda de 0,12%.
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente no campo negativo. O STOXX 600 recuou 0,61%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 1,17%,4 e o CAC 40, de Paris, teve baixa de 0,79%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,29%.
Na Ásia, o movimento foi diferente. As bolsas chinesas fecharam em alta, com a valorização das empresas de tecnologia compensando as preocupações com dados econômicos mais fracos e a queda das ações do setor imobiliário após mudanças promovidas pelo governo chinês.
Em Xangai, o SSEC subiu 0,86%, aos 3.986 pontos, e o CSI300 avançou 0,35%, aos 4.625 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,07%, aos 25.566 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei recuou 0,14%, aos 66.311 pontos.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
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PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,4 trilhões no período.
🤔 O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período.
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Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB cresceu 2%.
O resultado foi sustentado principalmente pela agropecuária, que avançou 2,8% em relação ao primeiro trimestre e teve o melhor desempenho entre os grandes setores da economia. Na comparação anual, a agropecuária cresceu ainda mais: 6,8%.
🔎 Entre os demais setores, os serviços cresceram 0,2% e a indústria avançou 0,1% na comparação com o trimestre anterior. Dentro da indústria, as atividades extrativas tiveram alta de 3,4%, enquanto a indústria de transformação e a construção recuaram 0,4% cada.
Pelo lado do consumo, as famílias reduziram os gastos em 0,4%, enquanto o consumo do governo aumentou 0,4%. Os investimentos cresceram 1,2%. Já as exportações caíram 0,8%, enquanto as importações aumentaram 1,8%.
Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026:
Serviços: 0,2%
Indústria: 0,1%
Agropecuária: 2,8%
Consumo das famílias: -0,4%
Consumo do governo: 0,4%
Investimentos: 1,2%
Exportações: -0,8%
Importação: 1,8%
Agropecuária é destaque
A Agropecuária foi o setor que mais cresceu no segundo trimestre de 2026, com alta de 2,8% em relação ao primeiro trimestre.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor avançou 6,8%. Segundo o IBGE, o resultado foi favorecido pelo bom desempenho da pecuária e por produtos da lavoura que tiveram aumento na estimativa de produção e ganho de produtividade.
Entre os destaques estão a soja, com crescimento de 5,3%, e o café, com alta de 15,1%. Esses resultados compensaram o desempenho mais fraco de culturas como arroz, que caiu 11,3%, e algodão, que recuou 6,7%. A produção de milho ficou estável.
Soja
Grupo Wink
*Reportagem em atualização
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