Trump ameaça impedir Bombardier de vender aviões nos EUA se empresa canadense não passar a produzir no país

Canadá anuncia tarifas sobre 700 produtos americanos em retaliação ao tarifaço de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (7) impedir a Bombardier, fabricante de aviões com sede no Canadá, de vender aeronaves no mercado americano caso a empresa não passe a produzir no país.
A declaração é mais um episódio da guerra comercial entre Washington e Ottawa e da estratégia de Trump de pressionar empresas a fabricar nos Estados Unidos.
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“Não haverá mais vendas da Bombardier nos Estados Unidos! Os produtos deles não são bons o suficiente!”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social. Segundo o presidente, se a empresa quiser acessar o mercado americano, terá de produzir seus aviões nos EUA.
➡️ A Casa Branca não informou como a ameaça seria colocada em prática nem quais medidas seriam adotadas. A Bombardier também não havia comentado a declaração.
O que Trump está exigindo
A exigência faz parte de uma política mais ampla do governo americano de usar tarifas e outras barreiras comerciais para incentivar empresas estrangeiras a transferirem parte de sua produção para os Estados Unidos.
No caso da Bombardier, a medida pode ter impacto relevante porque cerca de metade dos 5.100 aviões operados por clientes da empresa está nos Estados Unidos.
A companhia já possui operações no país. A Bombardier mantém uma fábrica no Kansas, onde prepara aviões para missões especiais de defesa. A unidade, porém, não concentra a fabricação dos principais jatos executivos da empresa.
Pressão já havia começado
A ameaça desta segunda-feira não é a primeira ofensiva de Trump contra a fabricante canadense.
Em janeiro, o presidente ameaçou aplicar uma tarifa de 50% sobre aeronaves produzidas no Canadá e afirmou que os Estados Unidos poderiam retirar a certificação de jatos da linha Global Express da Bombardier.
Na ocasião, Trump condicionou as medidas à certificação, pelo Canadá, de aeronaves produzidas pela americana Gulfstream, concorrente da Bombardier. As ameaças não foram implementadas, e o Canadá posteriormente certificou alguns modelos da Gulfstream.
O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá, com Trump usando tarifas como instrumento para pressionar parceiros e empresas estrangeiras.
Por que a Bombardier é afetada
A Bombardier é uma das principais fabricantes de jatos executivos do mundo e tem uma presença significativa no mercado americano. Por isso, perder o acesso aos Estados Unidos representaria um problema importante para a empresa.
Ao mesmo tempo, a companhia mantém uma cadeia de produção integrada entre Canadá e Estados Unidos. Além da fábrica no Kansas, possui centros de serviços e outras operações em território americano.
Logotipo da fabricante de aviões canadense Bombardier, em imagem de arquivo
Reuters/Denis Balibouse
Em 1º de setembro, a Bombardier anunciou que compraria de sua fornecedora Mitsubishi Heavy Industries uma fábrica no Canadá que produz asas para os jatos Global 5500 e Global 6500.
Em julho, a empresa informou que sua receita trimestral havia crescido 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 2,15 bilhões, impulsionada principalmente pela demanda por serviços de manutenção e pós-venda.

Em uma semana, André Mendonça dispara e conquista 1,3 milhão de seguidores

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o perfil do ministro André Mendonça no Instagram registrou uma disparada no número de seguidores.
📈 Entre 30 de agosto e 6 de setembro, a conta ganhou 1,3 milhão de novos seguidores, ultrapassando a marca de 3,3 milhões.
O crescimento foi registrado por um levantamento da plataforma Social Blade, que rastreia estatísticas e dados analíticos de mídias sociais.
Durante dois os períodos analisados, últimos três e de sete dias, Mendonça foi quem mais ganhou seguidores entre todos os perfis monitorados no mundo.
Agora no g1
O ministro ficou à frente do jogador argentino Lionel Messi, que ocupou a segunda colocação no ranking, com 883.698 novos seguidores. Ao todo, o jogador argentino tem 517 milhões de seguidores no Instagram.
O feito de Mendonça coincidiu com o anúncio da aposentadoria de Messi da seleção argentina.
No dia 31 de agosto, o ídolo comunicou, em seu perfil, a decisão de encerrar sua trajetória pela camisa albiceleste.
Completaram o top 5 do período:
o jogador Gabriel Jesus, anunciado como reforço do Barcelona FC também na última semana;
o youtuber turco Rúhi Çenet; e
a influenciadora Eliziane Ferreira Cruz, conhecida como “Bebinha Arueira”.
André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5)
Gustavo Moreno/STF

Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.055 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (8), em São Paulo.
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No concurso do último domingo (6), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Ainda restam cinco feriados nacionais em 2026; confira as datas

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado
Depois do feriado da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro, na última segunda-feira, o próximo feriado nacional será em 12 de outubro, quando são comemorados o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e o Dia das Crianças.
Até o fim de 2026, o calendário ainda reserva cinco feriados nacionais. Desses, quatro podem ser emendados com o fim de semana, criando oportunidades para períodos prolongados de descanso (veja o calendário abaixo).
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O feriado voltará a cair em uma segunda-feira, garantindo um fim de semana prolongado de três dias para quem não trabalha aos sábados e domingos.
Mesmo nos feriados nacionais, porém, nem todos os trabalhadores têm folga. A legislação permite o funcionamento de serviços essenciais e de outras atividades autorizadas a operar nessas datas.
⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis.
Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol
Divulgação
Quais são os próximos feriados de 2026?
Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano.
Depois do 12 de outubro, a próxima data será 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana.
Outra possibilidade de feriadão será em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana.
Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem:
12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)
2 de novembro, Finados (segunda-feira)
15 de novembro, Proclamação da República (domingo)
20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)
25 de dezembro, Natal (sexta-feira)
Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos:
28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)
24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)
31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)
O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira:
Calendário 2026
g1
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Tarifas do Canadá sobre produtos dos EUA entram em vigor após fracasso em negociações; entenda a disputa entre os dois países

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025.
REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo
O Canadá começa a aplicar nesta terça-feira (8) novas tarifas de 15%, 25% e 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos, em mais um capítulo da guerra comercial entre os dois países.
As novas medidas atingem mercadorias americanas avaliadas em 27,6 bilhões de dólares canadenses, cerca de US$ 20 bilhões ou R$ 103 bilhões na cotação atual.
➡️ A lista inclui aço, alumínio, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, papel e celulose, plásticos e componentes eletrônicos (veja mais abaixo as alíquotas por produto).
As tarifas foram impostas em retaliação as taxas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos canadenses. Em alguns casos, elas chegam a 50%.
A entrada em vigor ocorre depois do fracasso de uma série de rodadas de negociações entre os governos de Donald Trump e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em agosto.
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O que muda a partir desta terça
As novas tarifas canadenses foram desenhadas para atingir mercadorias americanas dos mesmos setores afetados pelas barreiras impostas recentemente pelos Estados Unidos.A ideia é fazer uma retaliação proporcional.
Ou seja, quando Washington aplica uma determinada tarifa a um produto canadense, Ottawa cobra uma taxa equivalente sobre mercadorias americanas correspondentes.
As medidas não atingem mercadorias americanas que já estavam em trânsito para o Canadá quando as tarifas entraram em vigor. Além disso, a cobrança vale apenas para produtos considerados de origem americana.
Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA
O Canadá também mantém as tarifas de retaliação que já estavam em vigor sobre automóveis americanos.
Como a guerra comercial começou
A disputa atual começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos Estados Unidos.
A entrada em vigor chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março, porém, Washington colocou em vigor uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia.
Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo.
Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os Estados Unidos passaram a cobrar 25% sobre aço e alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos.
O setor automotivo entrou na disputa na sequência.
Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA.
Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte.
Mesmo com a escalada, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações.
A tentativa não prosperou.
Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações.
Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas.
A redução das barreiras não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países.
O que aconteceu em 2026
Em julho deste ano, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas.
EUA propõem sobretaxa a 59 países e à União Europeia por falha no combate ao trabalho forçado; Brasil está na lista
No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor.
Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos Estados Unidos para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá.
Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos.
As novas barreiras levaram os governos a intensificar as negociações. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano.
As conversas fracassaram em agosto.
Em 22 de agosto, os Estados Unidos colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre os produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir deste 8 de setembro.
Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027.
Por que a disputa é tão importante
Canadá e Estados Unidos têm uma das relações comerciais mais integradas do mundo. Empresas dos dois países dependem umas das outras para obter matérias-primas, peças e componentes.
Isso é especialmente evidente na indústria automotiva. Um componente pode ser fabricado nos Estados Unidos, enviado ao Canadá para a montagem de um veículo e depois atravessar novamente a fronteira como parte de um produto acabado.
Por isso, uma tarifa pode afetar muito mais do que o exportador estrangeiro. O importador paga o imposto diretamente à alfândega, mas o custo pode ser dividido entre empresas ao longo da cadeia e, dependendo do produto e das condições do mercado, chegar ao consumidor.
A ameaça de novas tarifas sobre veículos é particularmente sensível por causa dessa integração.
Montadoras instaladas no Canadá dependem de fornecedores de diferentes partes da América do Norte. Toyota e Honda, por exemplo, respondem juntas por mais de três quartos dos veículos produzidos no país.
Uma tarifa de 50% sobre carros e peças canadenses pode, portanto, atingir não apenas empresas canadenses, mas também companhias estrangeiras que utilizam o Canadá como base de produção.
Bombardier vira novo ponto de tensão
A disputa também começou a alcançar decisões sobre onde as empresas devem produzir seus produtos.
Na segunda-feira (7), um dia antes da entrada em vigor das tarifas canadenses, Trump afirmou que a fabricante canadense de jatos executivos Bombardier deveria fabricar seus aviões nos Estados Unidos para continuar vendendo no mercado americano.
Caso contrário, segundo o presidente, a empresa poderia ser impedida de vender seus produtos no país.
Trump ameaça impedir Bombardier de vender aviões nos EUA se empresa canadense não passar a produzir no país
A Bombardier tem cerca de 3,5 mil funcionários nos Estados Unidos, centros de serviços e uma cadeia de fornecedores americanos. A empresa também gasta mais de US$ 2,5 bilhões por ano com fornecedores do país, e muitos de seus jatos utilizam motores fabricados nos Estados Unidos.
A ameaça mostra como o conflito deixou de ser apenas uma discussão sobre tarifas e passou a envolver também investimentos, localização de fábricas e cadeias de fornecedores.
O próprio Canadá já anunciou medidas para incentivar a produção doméstica.
O governo destinou 4,7 bilhões de dólares canadenses para produzir e manter 313 vagões da VIA Rail no país. O projeto deve sustentar quase 700 empregos. Os equipamentos, que antes eram produzidos nos Estados Unidos, passarão a ser fabricados no Canadá.
Efeitos já aparecem na economia canadense
A dimensão do conflito também pode ser observada nos dados mais recentes do comércio canadense.
Em julho, o superávit comercial de bens do país caiu para 769 milhões de dólares canadenses, ante 4,2 bilhões de dólares canadenses em junho.
No mesmo mês, as exportações canadenses para os Estados Unidos recuaram 6,6%, enquanto as importações de produtos americanos cresceram 1,8%.
Em agosto, o Canadá perdeu cerca de 42 mil empregos, enquanto a taxa de desemprego ficou em 6,4%. Os números não podem ser atribuídos exclusivamente às tarifas, mas mostram o ambiente de maior incerteza enfrentado pela economia canadense.

Volkswagen abre caminho para converter fábrica desativada para produção de armas

Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha
Divulgação / Volkswagen
A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (07) que uma de suas fábricas na Alemanha, que terá sua produção de automóveis encerrada, será vendida e convertida para a fabricação de armas produzidas por uma empresa israelense.
A medida faz parte de uma ampla reestruturação na maior fabricante de automóveis da Europa, que atravessa uma grave crise.
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A empresa anunciou recentemente o maior plano de demissões da história da indústria automotiva global, enquanto se vê pressionada pela concorrência chinesa, tarifas de importação dos Estados Unidos e a baixa demanda dos consumidores por veículos elétricos.
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O anúncio também representa a mais recente parceria entre uma automobilística alemã e o setor de defesa.
Um mercado em expansão à medida que vários países reforçam suas Forças Armadas em meio à ameaça cada vez maior representada por conflitos e guerras, em um cenário internacional cada vez mais instável.
O acordo ainda não constitui uma venda definitiva, mas visa estabelecer as bases para as próximas etapas, incluindo a definição de responsabilidades, a determinação da estrutura e a preparação para a transição.
Domo de Ferro e Iron Beam
A fábrica da VW em Osnabrück, no noroeste da Alemanha, será vendida para a empresa de investimentos Aurelius Capital, sediada em Tel Aviv, e para o estado alemão da Baixa Saxônia, um importante acionista da VW, para desenvolver um projeto inicial de defesa para a empresa israelense Rafael Advanced Defence Systems. A produção de automóveis na unidade será encerrada em 2027.
A Rafael, fabricante de sistemas de defesa aérea, mísseis guiados e sistemas de guerra eletrônica, é conhecida pelo Domo de Ferro, o sistema de defesa antiaérea utilizado por Israel.
A empresa também produz o Iron Beam, uma arma a laser projetada para interceptar alvos aéreos. Além disso, fornece o sistema de proteção ativa Trophy, capaz de destruir mísseis e armas antitanque, utilizado nos tanques de guerra Leopard, fabricados na Alemanha.
Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha
Divulgação / Volkswagen
Sistemas de defesa antiaérea
“Com o acordo de hoje, damos um passo importante para abrir um novo futuro industrial para o local”, disse o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, assegurando que a empresa “assume sua responsabilidade em relação a Osnabrück”.
O acordo garantirá a preservação de pelo menos 1,2 mil dos 1,8 mil empregos na fábrica, segundo o conselho de trabalhadores da VW, após a decisão tomada pela empresa, em 2024, de encerrar a produção de veículos em Osnabrück até 2027.
O projeto com a Rafael estará centrado na possível fabricação de sistemas de defesa aérea e componentes voltados para a Alemanha e outros países europeus, informou a montadora, sem fornecer mais detalhes. O valor da venda também não foi divulgado.
“Estamos construindo uma relação industrial de longo prazo com nossos parceiros alemães, com o objetivo de que a tecnologia seja totalmente produzida na Alemanha, para proteger a Alemanha e a Europa”, disse Yoav Tourgeman, presidente e CEO da Rafael.
A unidade de Osnabrück, com 125 anos de história, produz atualmente os veículos T-Roc Cabriolet, bem como os modelos Cayman e Boxster para a Porsche, empresa controlada pelo grupo Volkswagen.
Veículos saem da linha de montagem na fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha
Divulgação / Volkswagen
Sindicato: VW “não está isenta” de responsabilidade
O futuro a longo prazo de outras quatro fábricas alemãs do grupo VW permanece incerto, enquanto a empresa avança sua estratégia de reduzir custos.
Na semana passada, a direção e os sindicatos concordaram em avaliar “usos alternativos” para essas unidades, ao mesmo tempo em que aprovaram a redução de mais 50 mil postos de trabalho, elevando para 100 mil o total de vagas a serem eliminadas no grupo nos próximos anos.
Até o momento, a gigante automotiva – que engloba dez marcas, incluindo a Audi e a Seat – conseguiu evitar o fechamento de grandes fábricas em seu país de origem ao longo de seus 89 anos de história.
“A medida de hoje abre oportunidades para a unidade, mas não exime a Volkswagen da responsabilidade de criar perspectivas sólidas também para os funcionários restantes”, disse Christiane Benner, membro do conselho de supervisão da VW.
Modelos históricos da Volkswagen em exibição na fábrica do Grupo VW em Osnabrück, Alemanha
Divulgação / Volkswagen
VW evita polêmica ao não negociar diretamente com Israel
A venda da fábrica para o estado da Baixa Saxônia e para a Aurelius Capital ajuda a VW a evitar a questão politicamente delicada de negociar diretamente com uma empresa de defesa israelense.
O Catar, cujo fundo soberano é o terceiro maior acionista da automobilística alemã, não reconhece o Estado de Israel.
O anúncio é a mais recente parceria entre os setores automotivo e de defesa. Em junho, a Mercedes-Benz informou ter fechado um acordo com a fabricante de drones Tytan Technologies para adaptar algumas de suas vans para operações móveis de defesa contra drones.
Segundo relatos, a Mercedes também manteve conversas com a KNDS – fabricante franco-alemã de tanques e armamentos – sobre a possibilidade de produzir veículos blindados para transporte de pessoal em uma fábrica da empresa.

Trend dos anos 80: saiba como criar sua foto com visual da época usando IA

Trend dos anos 80: saiba como fazer a sua foto usando IA
Reprodução/Redes sociais
Uma nova trend em que pessoas aparecem com roupas e cortes de cabelo no estilo dos anos 1980 tem viralizado nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok. (Veja abaixo como fazer a sua).
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As imagens começaram a ser compartilhadas principalmente nos Stories do Instagram, mas a trend cresceu e, agora, chegou ao feed. As fotos têm sido geradas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Gemini.
No Instagram, além de uma figurinha nos Stories, há pelo menos 21 mil publicações com a hashtag “trendanos80”. Segundo o Google, a busca pelo termo “trend anos 80” aumentou 5.000% em comparação com a semana passada.
Vários artistas e famosos também entraram na onda, como Ana Maria Braga, Jorge e Mateus, Virginia, Fernanda Paes Leme, Patrícia Poeta e Sabrina Sato, entre outros. (Veja mais abaixo).
Agora no g1
Como criar uma foto no estilo dos anos 80
Acesse o ChatGPT ou o Gemini pelo site ou aplicativo.
Escolha uma foto sua em boa qualidade.
Use o seguinte prompt (comando): “Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo.”
Em poucos segundos, a ferramenta gera a imagem.
Sabrina Sato na trend dos anos 80.
Reprodução/Instagram
Gil do Vigor na trend dos anos 80.
Reprodução/Instagram
Pepita na trend dos anos 80.
Reprodução/Instagram
Ana Maria Braga na trend dos anos 80.
Reprodução/Instagram
Tata Werneck na trend dos anos 80.
Reprodução/Instagram
Dani Calabresa na trend dos anos 80.
Reprodução/Instagram
Patixa Teló na trend dos anos 80.
Reprodução/Instagram
‘Parece lixo de IA’: por que plataformas agora estão ‘dedurando’ conteúdos feitos com IA
Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 5% e eleva projeção de crescimento da economia em 2026

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação, mas, ao mesmo tempo, elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
As informações fazem parte do “Boletim Focus”, divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5,01% para 5%.
A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
Agora no g1
O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições.
➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,01% para 5%;
➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,28% para 4,29%;
➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%;
➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.
Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro elevou sua projeção de 1,92% para 1,93% na semana passada.
Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.
🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%.
Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.
A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.
Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central
Jornal Nacional/ Reprodução
Corte dos juros
O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos.
Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano.
A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano.
Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.
Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano.
Taxa de câmbio
O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.
Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,30 por dólar.

Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais

Ford Ranger Raptor
Divulgação / Ford
A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (8) a convocação de um recall para os proprietários do modelo Ranger Raptor, ano 2026.
O problema, segundo a marca, está localizado na capa de proteção interna dos airbags de cortina laterais.
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De acordo com a Ford, uma alteração na peça pode fazer com que a bolsa inflável fique presa ao acabamento da coluna central do veículo, impedindo a abertura correta do sistema em caso de acidente.
Agora no g1
A falha no funcionamento do equipamento deixa os passageiros sem a proteção prevista em colisões. Além disso, existe o risco de o acabamento da coluna central se soltar e ser arremessado para o interior da cabine, o que eleva a possibilidade de lesões aos ocupantes do automóvel.
Para corrigir o defeito, a montadora fará a substituição gratuita da capa de proteção interna dos airbags laterais.
Os reparos começam a ser realizados no dia 10 de outubro de 2026, com tempo estimado de serviço de cerca de duas horas.
A campanha afeta veículos fabricados entre 11 de março de 2026 e 19 de junho de 2026, com finais de chassi compreendidos entre TX764311 e TX784494.
O g1 entrou em contato com a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. Assim que esses dados forem divulgados, a reportagem será atualizada.