VÍDEO: um Porsche é mesmo difícil de 'domar'? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões

Um Porsche é mesmo difícil de ‘domar’? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões
Nos últimos anos, algumas manchetes de acidentes com carros da Porsche deram a impressão de que os carros da marca seriam difíceis de controlar. Desde 2024, foram 16 casos com manchetes em grandes portais de notícias, sendo que metade deles só em 2016.
Um caso mais recente aconteceu no começo de setembro em São Paulo, quando um jovem de 21 anos, sem habilitação, avançou um sinal vermelho e feriu dois policiais. Ele dirigia um Porsche.
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A cada notícia, vários comentários nas redes sociais pareciam culpar a falta de perícia com o Porsche como motivo.
Será que um Porsche é difícil de dominar? Para responder a essa pergunta, o g1 foi testar o 911 Turbo S, esportivo com 711 cavalos e preço de R$ 2,1 milhões, no Autódromo VelloCita, interior de São Paulo.
Personalidade forte
Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP)
Divulgação / Porsche
Desde 1948, quando lançou o modelo 356, a Porsche investiu na filosofia de desempenho, confiabilidade e previsibilidade. No caso do 911, lançado em 1963, o uso do motor no eixo traseiro sempre criou um desafio para a marca em relação ao equilíbrio do carro.
Ao longo da história do 911, algumas versões ficaram conhecidas por serem ariscas. O caso mais emblemático foi o 911 Turbo, feito entre 1975 e 1989. O apelido do esportivo, que era difícil de pilotar, era Widowmaker (o “criador de viúvas”, em tradução livre).
Por conta do motor traseiro, a distribuição de peso nas curvas era diferente da encontrada em esportivos com motor dianteiro ou central-traseiro.
Além disso, a geometria da suspensão traseira dos 911 mais antigos contribuía para um comportamento mais arredio. O carro era ótimo nos autódromos e para motoristas muito experientes.
A partir dos anos 1990, a Porsche passou a investir cada vez mais em tecnologia para tornar o 911 mais rápido e, ao mesmo tempo, mais fácil de controlar.
Essa evolução pôde ser percebida no teste realizado pelo g1 no autódromo Velocitta. Ao sair do box, o 911 no modo normal parece um sedã alemão mais baixo.
A suspensão é mais firme e há uma presença maior da potência, mas o comportamento do volante, o acionamento do freio e a própria índole do carro são totalmente dóceis.
Não à toa, donos de Porsche se vangloriam de poder usar o carro no dia a dia. Quando querem encarar uma estrada no fim de semana, basta selecionar o modo Sport.
Foi isso que o g1 fez na pista. Nos modos esportivos, o 911 Turbo S muda de personalidade e empurra seus 1.640 kg na reta como uma locomotiva.
Esse é o 911 mais potente já feito. Mesmo um motorista com pouca experiência é capaz de controlar o carro nas curvas de alta graças à tecnologia, aos freios maiores e ao sistema de controle de chassi, que equilibra o carro a cada manobra e corrige eventuais erros do motorista. (veja mais detalhes abaixo)
Com isso, a cada volta a confiança aumenta, o limite parece um pouco mais acessível e talvez esteja aí uma das armadilhas, não apenas do 911 Turbo S, mas de qualquer carro esportivo moderno: achar que a tecnologia pode fazer milagres.
Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP).
Divulgação / Porsche
No teste realizado no autódromo, havia trechos de asfalto molhados e zebras úmidas, com níveis de aderência menores. Foi possível perceber que, ao encostar nessas partes, o 911 deslizava um pouco mais e logo voltava ao trilho, graças mais à eletrônica e muito menos à habilidade do repórter ao volante.
Portanto, não é difícil domar um Porsche. Mas é fácil ganhar confiança demais e passar do limite.
A lição que fica do teste do g1 no autódromo é que andar com qualquer carro no limite de aderência, potência ou velocidade deve ser reservado a pistas fechadas e com orientação de profissionais. Independentemente da marca, na rua se deve obedecer às orientações de velocidade e aos limites do carro.
O 911 Turbo S é um dos melhores esportivos já feitos e consegue fazer com que pessoas comuns se sintam pilotos com muitas habilidades. Talvez esteja aí a falha de alguns motoristas: tentar superar a máquina.
O Turbo S é ainda mais especial porque recebeu uma série de mudanças. Ele pode parecer igual a qualquer outro Porsche 911, mas é diferente.
911 Turbo mais forte de todos
Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP).
Divulgação / Porsche
O 911 Turbo S passa a utilizar um sistema híbrido de alta performance e entrega 711 cv, 61 cv a mais que o antecessor. O carro também ganhou mudanças na aerodinâmica, nos freios, nos pneus e no chassi.
O novo 911 Turbo S está disponível nas configurações Coupé, por R$ 2,1 milhões, e Cabriolet, por R$ 2,15 milhões. Já foram vendidas no Brasil 68 unidades da versão Coupé e 19 unidades da versão conversível Cabriolet.
A principal novidade está no conjunto mecânico. O motor boxer de seis cilindros e 3.6 litros passou a trabalhar com um sistema híbrido de 400 volts chamado T-Hybrid. A combinação entrega 711 cv, e torque máximo de 81,6 kgfm.
Segundo a Porsche, o novo sistema foi desenvolvido especificamente para o Turbo S e representa uma evolução da tecnologia T-Hybrid que estreou no 911 Carrera GTS em 2024.
No lugar de um único turbocompressor elétrico usado no Carrera GTS, o Turbo S utiliza dois. Os componentes foram desenvolvidos especificamente para o modelo e utilizam turbinas menores, uma solução que busca melhorar a resposta do motor.
🔎 O turbocompressor elétrico da Porsche usa energia da bateria para girar as pás do turbo e pressurizar o ar da admissãoem baixas rotações. Quando o carro desacelera, este turbo também recupera a energia que seria desperdiçada e carrega a bateria.
Os dois turbocompressores também aumentam a capacidade de geração de energia elétrica. Juntos, eles podem gerar 28 kW, o dobro dos 14 kW obtidos pelo sistema do Carrera GTS. A bateria de alta tensão tem 1,9 kWh e é compacta e leve.
O motor elétrico está integrado ao câmbio de dupla embreagem PDK de oito marchas, que envia a força para as quatro rodas por meio do sistema Porsche Traction Management, o controle de tração integral da marca.
Esse motor elétrico em nenhum momento traciona sozinho as rodas. A função dele é ajudar o 911 Turbo em condições em que o motor a combustão pode ter menos torque.
Com a maior capacidade de geração elétrica, o motor também ficou mais potente. Ele entrega 82 cv e 18,3 kgfm de torque, contra 54 cv e 15,3 kgfm no sistema utilizado pelo Carrera GTS.
O ganho de potência também trouxe melhora no desempenho. O 911 Turbo S Coupé acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, 0,2 segundo mais rápido que o modelo anterior. Para chegar aos 200 km/h, são necessários 8,4 segundos, uma redução de 0,5 segundo no tempo. A velocidade máxima do 911 Turbo S é de 322 km/h.
Com a inclusão dos componentes do sistema híbrido, o aumento de peso foi de 85 kg em relação ao antecessor. O ganho de massa, segundo a Porsche, foi compensado pelas alterações feitas no conjunto responsável pelo comportamento do carro.
🔎 Em 2024, durante os testes finais de desenvolvimento no circuito de Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, um 911 Turbo S camuflado completou uma volta em 7 minutos e 3 segundos e 920 milésimos, cerca de 14 segundos mais rápido que o antecessor.
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O carro também recebeu uma nova geração de pneus. O eixo traseiro agora utiliza pneus 10 milímetros mais largos, na medida 325/30 ZR 21. Na dianteira, permanecem os pneus 255/35 ZR 20.
A Porsche afirma que o novo conjunto melhora o comportamento do carro em piso seco, sem comprometer o desempenho em condições de chuva.
Os freios também foram modificados. O 911 Turbo S utiliza de série o sistema Porsche Ceramic Composite Brake, conhecido pela sigla PCCB, com novos componentes e discos maiores.
Os discos são feitos de um material composto de cerâmica e carbono, além de serem perfurados e ventilados. A construção busca reduzir o peso e aumentar a resistência ao calor durante frenagens intensas.
As novas pastilhas utilizam o mesmo composto desenvolvido para o 911 GT3 RS. Segundo a Porsche, esse é o maior sistema de freios PCCB já instalado pela marca em um modelo de duas portas.
Nova aerodinâmica
Aerodinâmica do Porsche 911 Turbo S.
Divulgação / Porsche
O 911 Turbo S recebeu um sistema ativo de aerodinâmica que trabalha de acordo com a situação de condução. A dianteira agora conta com flaps verticais de arrefecimento e um difusor frontal ativo, que trabalham junto com o spoiler dianteiro de abertura variável e a asa traseira extensível e inclinável.
O sistema direciona o ar para os freios e radiadores e procura equilibrar três necessidades:
Aumentar a pressão aerodinâmica sobre o carro;
Reduzir a resistência ao avanço;
Garantir o resfriamento dos componentes.
Na configuração mais eficiente dos elementos aerodinâmicos, o coeficiente de arrasto do 911 Turbo S Coupé é 10% menor que o do antecessor.
🔎 Coeficiente de arrasto é a facilidade com que o carro “desliza” pelo ar. Imagine colocar a mão para fora da janela do carro em movimento com a palma para a frente; o vento empurra o braço com força (alto arrasto); se deitar a mão paralela ao chão, o ar passa suavemente (baixo arrasto). Quanto menor for o número de arrasto, menos o motor precisa fazer força para empurrar o ar da frente, o que faz o carro gastar muito menos combustível ou bateria na estrada.
Há ainda uma função específica para dirigir na chuva, assim como o g1 testou no autódromo. No modo Wet, os difusores dianteiros se fecham para diminuir a quantidade de água lançada sobre os discos de freio dianteiros.
O chassi também mudou. A tecnologia híbrida de alta tensão permitiu a instalação do novo Porsche Dynamic Chassis Control, ou PDCC, com acionamento eletro-hidráulico.
O sistema utiliza barras estabilizadoras ativas para reduzir a inclinação da carroceria nas mudanças de direção. Com isso, a Porsche busca melhorar a estabilidade e a agilidade do carro nas curvas, além de tornar o comportamento mais previsível.
Sistema híbrido de 400V permite ajuste rápido do controle de carroceria e suspensão do Porsche 911 Turbo S.
Divulgação / Porsche
O novo sistema de estabilização trabalha em conjunto com o mecanismo de elevação do eixo dianteiro. O recurso facilita a passagem por valetas e rampas de garagem e agora pode memorizar os locais em que foi acionado.
Como os dois sistemas estão conectados à rede elétrica de 400 volts, eles podem responder mais rapidamente às mudanças nas condições de condução.
Sinfonia
Outra novidade é o sistema de escapamento esportivo, que passa a ser item de série. Ele possui silencioso traseiro e saídas feitas de titânio, material que também contribui para reduzir o peso.
O próprio motor recebeu alterações para produzir um som diferente. O boxer de 3.6 litros utiliza um comando de válvulas assimétrico, que acrescenta novas frequências ao funcionamento do motor e produz um som mais encorpado.
O visual também foi atualizado para diferenciar o Turbo S dos demais 911.
A versão passa a adotar a cor escura Turbonite em diversos elementos externos, incluindo o brasão da Porsche e o logotipo Turbo S.
As aletas da asa traseira, as molduras das janelas e as rodas também receberam elementos específicos. As rodas têm fixação por cubo central e podem ser oferecidas na mesma tonalidade Turbonite.
Motor seis cilindros boxer 3.6 biturbo do Porsche 911 Turbo S.
Divulgação / Porsche
A carroceria continua mais larga que a dos modelos Carrera, característica das versões Turbo. O carro possui as tradicionais entradas de ar nas laterais traseiras e uma traseira redesenhada, com aberturas de ventilação maiores que reforçam visualmente a largura.
As saídas de escapamento de titânio também foram redesenhadas. Há ainda uma estrutura perolizada dinâmica posicionada acima da faixa de luz traseira e a possibilidade de escolher saídas ovais de titânio com acabamento especial.
A cor Turbonite também aparece no interior. Ela está presente nos painéis das portas, volante, painel, console central, costuras, cronômetro Sport Chrono, instrumentos, cintos de segurança e em diversos botões.
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Pela primeira vez, o interior pode receber frisos estruturados de fibra de carbono com acabamento Neodyme e revestimento de teto de microfibra perfurada com fundo preto.
Entre os equipamentos de série estão os faróis HD Matrix LED escurecidos, que possuem funções de iluminação adicionais e foram desenvolvidos para melhorar a segurança durante a condução noturna.
A assinatura de iluminação do 911 Turbo S é marcante quando se olha pelo retrovisor.
O pacote Sport Chrono, o medidor de temperatura dos pneus, a suspensão PASM com calibração específica, o sistema de estabilização eletro-hidráulica PDCC e o escapamento esportivo de titânio também fazem parte da lista de equipamentos de série.
O 911 Turbo S utiliza de série os Adaptive Sports Seats Plus, com ajustes elétricos em 18 posições e memória. Os apoios de cabeça trazem o logotipo Turbo S.
O desenho dos bancos e dos painéis das portas recupera elementos visuais do primeiro 911 Turbo, conhecido pelo código 930.
Cabine do Porsche 911 Turbo S.
Divulgação / Porsche
No Brasil, o equipamento de série inclui ainda o sistema de som Surround Burmester, com 915 watts de potência, 13 alto-falantes e canais de amplificação individuais.
A personalização pode ser ampliada por meio da Porsche Exclusive Manufaktur. Há mais de 100 opções de cores externas e itens como rodas Turbo Exclusive Design com lâminas de carbono, teto de carbono aparente, lanternas traseiras Exclusive Design e entradas de ar laterais traseiras de carbono.
Também é possível encomendar, pela primeira vez, braços de limpadores feitos de carbono. Segundo a Porsche, eles são 50% mais leves que os componentes convencionais.
O cliente também pode personalizar o interior com diferentes tipos de costura, relevos, consoles dos bancos e soleiras revestidos de couro.
As chaves do veículo também podem ser personalizadas e pintadas.
Porsche 911 Turbo da geração 930 (1975-1989) era difícil de domar.
Divulgação / Porsche

'Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento': por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude

‘Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento’: por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude
Erin Atkinson (via BBC)
Escrever um testamento provavelmente não está na lista de tarefas da maioria das pessoas de 27 anos.
Mas Erin Atkinson já decidiu o que deve acontecer com seu dinheiro e seus bens quando morrer.
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“No começo, pareceu bastante surreal, porque você associa testamentos a pessoas mais velhas”, diz ela.
Erin trabalha com pesquisa psicológica em uma universidade de Londres e se mudou de Bristol para a capital da Inglaterra há quatro anos.
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Hoje, ela mora de aluguel e, embora não queira revelar seu salário exato, não se considera particularmente rica. Mesmo assim, já decidiu para onde alguns de seus bens devem ir.
Seu carro, avaliado em £ 7 mil (cerca de R$ 48 mil), ficará com a irmã. Um colar de ouro que ganhou do parceiro voltará para ele. E ela pediu que parte de seu dinheiro seja destinada a uma causa que é muito importante para ela.
“Uma coisa que é muito importante para mim é uma instituição de caridade voltada à endometriose”, diz.
“Foi muito empoderador poder deixar isso registrado, dizendo que quero que determinada quantia seja doada.”
O National Wills Report de 2025 constatou que, no Reino Unido, apenas um em cada cinco jovens de 18 a 24 anos tem um testamento. O índice sobe para 33% entre pessoas de 22 a 34 anos, em comparação com 56% das pessoas com mais de 55 anos.
No Brasil, qualquer pessoa maior de 16 anos, que esteja em plena capacidade e em condições de expressar sua vontade, pode fazer um testamento. Ou seja, no momento em que ele é feito, a pessoa precisa estar em condições de saúde física e mental.
O testamento público, a modalidade considerada mais formal e segura, precisa ser registrado em cartório de notas na presença de duas testemunhas.
Erin deixou seu carro para a irmã e um colar de ouro para o parceiro
Erin Atkinson (via BBC)
Escrever um testamento pode parecer algo intimidador e caro. Mas existem formas de fazê-lo gratuitamente ou a um custo menor.
Por exemplo, advogados que oferecem seu tempo de forma voluntária e abrem mão de seus honorários para elaborar um testamento básico. No Reino Unido, o Will Aid faz esta campanha anualmente em novembro.
Membros de sindicatos também podem se beneficiar de um serviço gratuito de elaboração de testamentos, segundo a Citizens Advice.
Para muitos jovens, fazer um testamento pode não parecer necessário, principalmente se acreditarem ter pouco a deixar.
Sophia Maslin, fundadora da Morby, um site que permite às pessoas criar testamentos online, diz que a ideia de que é preciso possuir muito antes de fazer um testamento é um dos maiores equívocos que encontra.
“As pessoas acreditam que não têm patrimônio suficiente. Mas, na verdade, se você tem algum tipo de poupança, investimentos, pensões, suas contas de redes sociais, animais de estimação, ou até mesmo desejos relacionados ao funeral, tudo isso são coisas nas quais vale a pena pensar”, afirma.
Para Erin, a ideia de fazer um testamento surgiu pela primeira vez quando uma amiga comprou uma casa.
Depois, ela começou a ver Maslin falando sobre testamentos no TikTok. Maslin havia compartilhado a história de sua prima, que morreu jovem sem deixar um testamento, e de como a situação se tornou complicada para sua família.
Sophia Maslin criou a Morby em 2024, inspirada pela própria experiência de sua família ao lidar com testamentos
Sophia Maslin (via BBC)
Ver essa história levou Erin a pensar mais seriamente em fazer seu próprio testamento, enquanto observar o efeito do testamento de sua avó sobre a família também a influenciou.
“Minha avó faleceu e ela tinha um testamento, e foi tudo muito complexo porque temos uma família bastante grande. Ver um testamento escrito de forma muito clara e orientadora me mostrou que você pode tirar muita pressão da família”, diz ela.
O processo também fez Erin perceber que possuía mais ativos financeiros do que imaginava.
Por que um testamento pode ser importante mesmo quando se é jovem
Eleanor Hodgson, da Crombie Wilkinson Solicitors, afirma que pode haver razões práticas para fazer um testamento mesmo que você não tenha muitos bens.
“Não são apenas os seus bens que isso ajuda a administrar, porque ainda há alguém que precisa lidar com suas contas bancárias e quaisquer dívidas que você tenha, e isso permite nomear uma pessoa que possa tratar legalmente dessas questões sem ter de enfrentar uma série de obstáculos”, diz ela.
A advogada Eleanor Hodgson afirma que os testamentos podem ser úteis até mesmo para pessoas sem patrimônio significativo
Getty Imagens via BBC
As dificuldades de não ter um testamento podem ser difíceis de compreender até que chegue o momento, acrescenta Hodgson.
Maslin afirma que os jovens podem ser tentados a adiar a elaboração de um testamento, presumindo que isso é algo de que precisarão apenas mais tarde na vida.
“A realidade é que acontecimentos inesperados podem ocorrer em qualquer fase da vida”, diz ela.
O valor não está apenas no dinheiro
Para Erin, algumas das coisas que constam em seu testamento têm mais valor emocional do que financeiro.
Seu testamento também registra alguns detalhes menores que ela gostaria que sua família soubesse, desde um poema que quer que seja lido em seu funeral até a bebida que gostaria que fosse servida.
Pensar nesses detalhes não pareceu mórbido para ela.
“Para mim, escrever um testamento não tinha a ver com esperar o pior. Tinha a ver com assumir responsabilidade e tornar a vida mais fácil para as pessoas de quem gosto”, diz.
Como fazer um testamento?
Depois de contratar um advogado, há algumas coisas em que pensar:
Escolha seus beneficiários: Decida para quem você quer deixar seu dinheiro e seus bens, seja para familiares, amigos ou uma instituição de caridade. Se tiver filhos menores de 18 anos, também poderá nomear responsáveis por eles;
Escolha um executor: É a pessoa que garantirá que seus desejos sejam cumpridos. Pode ser um familiar de confiança ou um advogado, mas verifique se haverá cobrança de honorários;
Pense nos animais de estimação: Você pode indicar quem gostaria que cuidasse deles depois da sua morte;
Deixe instruções para o funeral: Você pode incluir suas preferências, como se quer ser enterrado ou cremado, além de músicas, leituras ou flores.
Guarde seu testamento em um local seguro e certifique-se de que alguém em quem confia saiba onde ele está. Se o testamento não puder ser encontrado, isso pode causar atrasos e fazer com que seus desejos não sejam cumpridos.
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Deserdar filho ou pai negligente? Cônjuge fora do testamento? As novas regras de herança em debate no Congresso
O brasileiro que fez o próprio velório em vida, com coroa de flores e roda de samba

Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas

Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas
Reprodução / TV TEM
Uma equipe do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), com sede em Sorocaba (SP), desenvolve há quatro anos uma tecnologia baseada em nano-herbicidas para o combate às plantas daninhas no campo. Coordenada pelo professor Leonardo Fraceto, a pesquisa adota uma abordagem inovadora: mapeia em detalhes a biologia da erva daninha antes de criar o produto.
A pós-graduanda Ana Cristina Preisler explica que os testes analisam as características físicas, como cor e atrofiamento, mas também vão mais fundo, identificando a qual parte interna da erva daninha o nano-herbicida chegou.
Para testes em larga escala, o produtor rural Claudinei Rodrigues de Paula cedeu 2,5 dos seus 30 hectares em Cesário Lange (SP), que funcionam como um centro experimental para o INCT. Na propriedade, os testes são realizados em culturas como feijão, girassol, cana e tomate.
Os primeiros resultados são promissores e apresentam uma eficiência entre 90% e 95% contra ervas daninhas. De acordo com o pesquisador Ferdinando Silva, o uso das nanocápsulas contribui para o melhor aproveitamento de produtos voláteis e sensíveis à luz.
Claudinei relata que, entre os problemas de cultivo, as ervas daninhas eram capazes de consumir safras inteiras, mas vê a pesquisa com nano-herbicidas como um avanço valioso para os produtores.
Para a comercialização do produto, a equipe fez uma parceria com a startup B.nano, presidida por Jhones Oliveira. O nano-herbicida está em processo de regulamentação para posteriormente ser distribuído para o mercado e para os produtores.
Veja a reportagem exibida no programa em 13/09/2026:
Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas
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Cidades do noroeste paulista investem na experiência do campo para atrair visitantes

Colheita de frutas é uma das atrações do turismo rural na região de Jales (SP)
Reprodução / TV TEM
O turismo rural cresce na região de Jales (SP) e atrai visitantes com colheita de frutas, culinária caipira e campos de girassóis. A proposta é oferecer experiências no campo, como colher uvas e morangos e aproveitar refeições típicas.
Urânia (SP) foi pioneira no turismo rural da região. Desde 2014, uma plantação de morangos recebe cerca de 3 mil visitantes entre julho e setembro, que aproveitam frutas frescas e doces artesanais.
O produtor Hideraldo Perpétuo Preto conta que começou no turismo rural após incentivo de amigos, em um período de falta de mão de obra. Além da colheita, os visitantes encontram doces de morango, como bombons, tortas e geleias.
O sítio também oferece refeições caipiras e uma plantação de girassóis para fotos.
A 4 km de Urânia, parreirais recebem turistas com café da manhã colonial e orientações rápidas para identificar as uvas mais doces.
Há 9 anos o sítio aposta no turismo rural. Em época de safra, recebe cerca de mil visitantes por fim de semana, incluindo turistas de outros estados.
O produtor Weber Boraschi cultiva nove variedades de uva. A mais procurada é a Vitória, sem semente. As frutas colhidas pelos visitantes são pesadas e embaladas na hora.
Entre os visitantes, Expedito Júnior costuma colher 3 kg de uva para provar diferentes variedades. Já Edvaldo Luiz Tiago destaca o espaço como oportunidade de relaxar e fugir da rotina da cidade.
Em Jales (SP), uma família que cultiva uvas há 40 anos investe no turismo rural há seis. São 2 mil pés com cinco variedades disponíveis para colheita.
Os visitantes encontram uvas com e sem semente, uva passa e mudas para levar para casa. Para o agricultor Flávio Tavares, o turismo rural agrega valor e dá visibilidade ao trabalho no campo.
Endereços para visitação
Morangos Urânia: Estrada Municipal do Córrego do Cascavel, 1,5 km de Urânia/SP
Vale das Vitórias – Uvas Urânia: Rodovia Vicinal Pedro Floriano, km 3 + 800 m, sentido Urânia-Paranapuã
Chácara Bela Vista – Paraíso das Uvas: Estrada Municipal do Córrego do Açude, Jales/SP
Veja a reportagem exibida no programa em 13/09/2026:
Cidades do noroeste paulista investem na experiência do campo para atrair visitantes
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