Câmara dos EUA aprova projeto que aborda impacto de data centers nos custos de energia

Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA
Reuters/Jonathan Ernst
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (16) um projeto de lei para proteger as famílias dos aumentos nos custos de energia elétrica causados pela expansão de data centers.
O texto prevê que reguladores estaduais avaliem se grandes consumidores de energia, como data centers, devem arcar com custos de criar a infraestrutura de energia para atendê-los.
A proposta batizada de Lei de Proteção ao Consumidor de Energia foi aprovada por 417 votos a 3. É a primeira vez que a Casa, de maioria republicana, aprova uma legislação que aborda diretamente as preocupações econômicas relacionadas ao crescimento do setor.
O presidente dos EUA, Donald Trump, apoia o desenvolvimento de data centers como fator essencial para a liderança em inteligência artificial.
Agora no g1
No início desta semana, ele afirmou que os data centers enriquecem as pessoas e os Estados, chamando-os de “o petróleo dos próximos 20, 25 anos”.
Ao mesmo tempo, parlamentares de ambos os partidos têm enfrentado as preocupações crescentes dos eleitores em relação ao aumento dos custos de eletricidade associados à crescente demanda de energia do setor.
Os líderes republicanos da Câmara dos Deputados apresentaram o projeto antes de os parlamentares deixarem Washington, em vista das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.
O deputado federal Robert Garcia, democrata da Califórnia, disse antes da votação que a medida não vai longe o suficiente, mas que receberia apoio significativo de membros que esperam que mais reformas venham a seguir.
“É claro que eles estão tentando se antecipar à questão dos data centers, mas a realidade é que, na verdade, não fizeram nada a respeito”, disse ele sobre os republicanos da Câmara.
“Acho que muitos de seus eleitores na base estão realmente irritados. É preciso que haja proteções reais e concretas para as pessoas, e esse não é o caso”.
Apenas 11% dos americanos apoiariam a construção de um data center de IA em sua comunidade, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Massachusetts Amherst publicada nesta semana.

Greve da Caixa afeta o Bolsa Família? Veja como ficam pagamentos e saques

Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita
Mesmo com a greve dos bancários da Caixa Econômica Federal, os pagamentos do Bolsa Família previstos para começar nesta quinta-feira (17) serão realizados normalmente, segundo o banco.
A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências.
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Os primeiros beneficiários a receber a parcela de setembro são aqueles cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 1. O calendário segue de forma escalonada até 30 de setembro.
A Caixa informou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta.
Segundo o banco, os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis.
Como fazer o saque se os bancos estão de greve?
Para quem não recebe o benefício em uma conta bancária, a Caixa informou que o saque pode ser feito com o cartão do programa e a senha nos terminais de autoatendimento, nas lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui.
Também há a possibilidade de sacar sem o cartão. Para isso, o beneficiário precisa ter a biometria cadastrada previamente e pode utilizar os terminais de autoatendimento e as unidades lotéricas.
Em comunicado, a Caixa afirmou que “os canais de pagamento desses programas permanecem operando normalmente, garantindo o acesso dos beneficiários aos recursos”.
🔎 Cerca de 35 milhões de pessoas recebem benefícios sociais por meio da Caixa todos os meses.
Calendário do Bolsa Família em setembro
O pagamento de setembro começa nesta quinta-feira, para quem tem NIS terminado em 1. As demais parcelas serão liberadas nas seguintes datas:
NIS final 2: 18 de setembro
NIS final 3: 21 de setembro
NIS final 4: 22 de setembro
NIS final 5: 23 de setembro
NIS final 6: 24 de setembro
NIS final 7: 25 de setembro
NIS final 8: 28 de setembro
NIS final 9: 29 de setembro
NIS final 0: 30 de setembro
A Caixa também informou que informações sobre os benefícios sociais podem ser consultadas nos aplicativos Benefícios Sociais Caixa e Bolsa Família, no Portal Cidadão e pelo atendimento telefônico Caixa Cidadão, no número 0800 726 0207.
Caixa e funcionários voltam a negociar nesta quarta; greve segue sem prazo para acabar
A greve dos empregados da Caixa começou em 10 de setembro e continua em negociação, em meio ao objetivo de renovar o acordo coletivo de trabalho da categoria.
O principal ponto de impasse é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita em casa em Salvador
Governo Federal

Bolsa Família 2026: pagamentos de setembro começam nesta quinta; veja calendário

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026
A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de setembro do Bolsa Família 2026 nesta quinta-feira (17). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)
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O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.
🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.
Confira o calendário do Bolsa Família para setembro de 2026:
Final do NIS: 1 – pagamento em 17/9
Final do NIS: 2 – pagamento em 18/9
Final do NIS: 3 – pagamento em 21/9
Final do NIS: 4 – pagamento em 22/9
Final do NIS: 5 – pagamento em 23/9
Final do NIS: 6 – pagamento em 24/9
Final do NIS: 7 – pagamento em 25/9
Final do NIS: 8 – pagamento em 28/9
Final do NIS: 9 – pagamento em 29/9
Final do NIS: 0 – pagamento em 30/9
Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é:
Outubro: de 19/10 a 30/10;
Novembro: de 16/11 a 30/11;
Dezembro: de 10/12 a 23/12.
Bolsa Família
Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa.
Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.
Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como:
manter crianças e adolescentes na escola;
fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Quais são os valores do benefício?
O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;
R$ 50 por bebê de até seis meses.
Onde se cadastrar?
Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.
Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.
VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL
Como sacar o Bolsa Família?
Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.
Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.
Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Mega-Sena pode pagar R$ 102 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.059 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 102 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (17), em São Paulo.
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No concurso da última terça (15), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

CNHs vencidas desde junho voltam a valer até dezembro; veja nova data de renovação

Novas regras para quem vai tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Mato Grosso
Reprodução
Motoristas com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) vencidas entre 5 de junho e 8 de dezembro ganharam um novo prazo para renovar o documento, segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Uma deliberação do conselho prorrogou a validade desses documentos para 9 de dezembro. Com a medida, o prazo foi ampliado em até 187 dias para as carteiras vencidas desde 5 de junho.
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Com a mudança, CNHs e ACCs vencidas desde junho voltam a ser consideradas válidas, e os motoristas não poderão ser punidos em fiscalizações por estarem com esses documentos vencidos.
Segundo o Contran, a prorrogação já está em vigor, e o condutor não precisa apresentar recurso caso o documento já esteja vencido. A medida, porém, não vale para motoristas com o direito de dirigir suspenso ou cassado.
Após a nova data de vencimento, os motoristas terão 30 dias para renovar os documentos.
Agora no g1
Renovação pode ser grátis e automática
Desde o início de 2026, novas regras passaram a valer para a CNH, incluindo uma que permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”.
Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios:
🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses;
🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período;
📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).
Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve:
Abrir o aplicativo CNH Brasil;
Selecionar a opção “Condutor”;
Acessar “Cadastro Positivo”;
Tocar em “Autorizar participação”.
CNH física não é emitida de graça
Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital.
Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside.
As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado.
A renovação da CNH física envolve os seguintes valores:
Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 137,79.
Em Tocantins, a cobrança é maior, chegando a R$ 221,21;
No Acre, a taxa é de R$ 88,81.
É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses.
Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática:
Condutores com 70 anos ou mais;
A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.

Greve na Caixa: banco apresenta nova proposta para plano de saúde; categoria vota em assembleia na segunda

Agência da Caixa de Mogi das Cruzes tem avisos de greve
Beatriz Andreoli/TV Diário
A Caixa Econômica Federal apresentou na madrugada desta quinta-feira (17) uma nova proposta para o Saúde Caixa, principal ponto de impasse que levou os funcionários do banco a entrarem em greve nacional por tempo indeterminado desde o último dia 10.
Segundo a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a oferta amplia a participação financeira do banco no plano de saúde e preserva regras que eram reivindicadas pelos trabalhadores.
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De acordo com as entidades sindicais, a principal mudança é o aumento de 6,5% para 9% da folha de pagamento do teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.
A proposta também mantém o chamado pacto intergeracional, sem cobrança diferenciada por faixa etária, e preserva o plano de saúde dentro do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades do plano, e a Caixa ficará responsável por absorver o déficit do Saúde Caixa, segundo o sindicato. A proposta também trata do desconto dos dias parados.
Segundo o sindicato, o dia de paralisação realizado em 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis de greve deverão ser compensados pelos empregados em até 180 dias, caso a proposta seja aprovada nas assembleias marcadas para segunda-feira (21).
A proposta foi apresentada em uma rodada de negociação iniciada na quarta-feira (16), em São Paulo, que avançou durante a madrugada desta quinta. O texto será submetido à votação dos empregados em assembleias eletrônicas marcadas para a próxima segunda-feira (21).
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O que muda no Saúde Caixa
Pela proposta apresentada, a contribuição dos titulares passará a ser de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027. Para dependentes diretos, a mensalidade será de R$ 560.
Os valores previstos são de:
R$ 560 para dependentes diretos;
R$ 660 para dependentes indiretos filhos entre 21 e 24 anos;
R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, ficará em 9%.
Em relação à proposta anterior, a Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento e manteve a isenção de coparticipação para telemedicina.
Outro ponto aceito pelo banco foi a previsão de pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas (Gipes) e Representação Regional de Pessoas (Repes).
Outros pontos da proposta
Além das mudanças no plano de saúde, a Caixa apresentou ajustes no programa de remuneração variável Super Caixa.
Entre as medidas previstas para o segundo semestre deste ano estão a ampliação da premiação inicial por habilitação, que passará de 25% para 50%, mudanças nos critérios de avaliação e maior transparência nos painéis de resultados.
O banco também informou que não haverá penalização relacionada aos programas Figital e Genesys em 2026. Segundo a proposta, o projeto continuará em fase piloto e seguirá sendo discutido com representantes dos empregados antes da definição das regras para 2027.
A Caixa manteve ainda a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, vinculado à superação de metas operacionais já atingidas neste ano.
Segundo os sindicatos, a proposta preserva todas as cláusulas já previstas nos acordos coletivos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Greve começou após rejeição de proposta anterior
Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde o dia 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.
A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações.
Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária como um todo já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O acordo prevê reposição da inflação pelo INPC e aumento real de 0,6% por dois anos, além de medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão.
Caso a proposta agora apresentada seja aprovada pelos trabalhadores nas assembleias da próxima segunda-feira, a expectativa das entidades sindicais é de encerramento do movimento grevista e implementação das medidas negociadas.
Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE.
Arquivo pessoal

Fim do home office já muda mercado de imóveis e morar no interior perde força; veja cidades impactadas

Home office em extinção?
A pandemia de Covid-19 mudou o mapa imobiliário de São Paulo. O avanço do home office permitiu que milhares de famílias deixassem a capital em busca de cidades mais tranquilas, imóveis maiores e uma rotina distante dos grandes centros.
Agora, dados dos cartórios indicam que esse movimento entrou em uma nova fase. Um levantamento do Colégio Notarial do Brasil (CNB/SP), que representa os tabeliães de notas, mostra que a capital paulista atingiu um recorde histórico de compra e venda de imóveis em 2025.
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Foram 90.402 escrituras registradas nos cartórios de notas, volume 49,6% superior ao de 2020. Ao mesmo tempo, municípios que se beneficiaram da busca por casas e condomínios durante o auge do trabalho remoto perderam fôlego com a consolidação dos modelos híbridos e presenciais.
O contraste ajuda a explicar uma das principais transformações do mercado imobiliário no período pós-pandemia: depois de um momento em que parecia possível trabalhar de qualquer lugar, a proximidade dos centros de emprego voltou a influenciar a escolha de onde morar.
Entre 2021 e 2025, o número de escrituras caiu 57% em Itupeva, 41% em Cotia, 36% em Indaiatuba e 31% em Atibaia, cidades que ganharam destaque durante a expansão do trabalho remoto. (abaixo, veja o ranking das cidades mais impactadas)
Andrey Guimarães Duarte, vice-presidente do CNB/SP, reforça que os números precisam ser analisados com cautela.
“Queda no número de escrituras não é suficiente para entender que há uma saída massiva de moradores. Os dados mostram menor intensidade nas transações imobiliárias após um período de expansão excepcional”, diz.
Para Andrey, os números também indicam que o mercado imobiliário entrou em uma nova etapa, que não representa simplesmente uma volta ao cenário anterior à pandemia.
“Se fosse simplesmente uma volta ao padrão pré-pandemia, esperaríamos que a capital recuperasse o que perdeu e os destinos do home office retornassem aos níveis anteriores. Não foi exatamente isso que aconteceu”, afirma.
Êxodo urbano
Quando os escritórios fecharam em 2020, morar perto do trabalho deixou de ser uma necessidade para milhões de pessoas. A mudança abriu espaço para projetos que estavam há anos nos planos das famílias.
Algumas trocaram apartamentos por casas com quintal. Outras buscaram cidades mais tranquilas ou consideradas mais seguras. Houve ainda quem aproveitasse para se aproximar de familiares, reduzir o custo de vida ou realizar o desejo de viver perto da praia ou de áreas verdes.
O impacto apareceu rapidamente no mercado imobiliário. Segundo o levantamento do CNB/SP, todas as regiões do estado registraram crescimento expressivo nas escrituras em 2021, com altas entre 33% e 36% em relação a 2020.
Naquele momento, parecia que a localização havia perdido importância. Mas havia uma condição para que essa nova lógica funcionasse: o home office precisava continuar predominando. Foi justamente isso que começou a mudar.
A volta ao escritório
Nos últimos anos, empresas passaram a exigir mais dias de trabalho presencial. O resultado foi a volta de um fator que parecia ter saído da equação durante a pandemia: a distância entre a casa e o trabalho. Hoje, a maior parte das empresas opera em modelos híbridos ou presenciais.
Um estudo da Robert Half mostra que profissionais de construção civil e engenharia trabalham, em média, 4,8 dias por semana nos escritórios. No setor de serviços, a média é de 3,3 dias.
Outra pesquisa, realizada pela WeWork em parceria com a Offerwise, mostra que 63% dos profissionais trabalham presencialmente e que, para 79% deles, essa condição é determinada pela empresa, e não por escolha própria.
No mercado de trabalho, o cenário é semelhante. As vagas remotas diminuem, enquanto as oportunidades presenciais e híbridas avançam. Segundo a plataforma Gupy, elas já superam as posições totalmente remotas.
Vagas anunciadas com trabalho 100% remoto
Arte g1
Quem se mudou para cidades mais distantes voltou a lidar com trânsito, pedágios, gastos com transporte e menos tempo livre.
Ainda segundo a pesquisa da WeWork, 65% dos trabalhadores apontam o deslocamento como a principal desvantagem do trabalho presencial. Mais da metade, 53%, relata aumento das despesas relacionadas à ida ao escritório.
A gerente de negócios da WeWork Brasil, Beatriz Kawakami, define esse fenômeno como um custo silencioso: ele não aparece diretamente no salário, mas aumenta o desgaste diário e reduz o tempo disponível para a vida pessoal.
Quando mudar de cidade virou um problema
O fim do home office também começou a afetar decisões que pareciam definitivas. Um exemplo foi o Nubank, que anunciou o fim do modelo predominantemente remoto, com encontros trimestrais.
Funcionários afirmaram que haviam escolhido morar em outras cidades, comprado imóveis, assinado contratos de aluguel e reorganizado a vida familiar contando com a possibilidade de trabalhar à distância.
Segundo relatos dos trabalhadores, a mudança afetaria especialmente quem passou a cuidar de filhos, pais idosos ou outros familiares depois de deixar os grandes centros.
No caso do Nubank, apesar das críticas e dos questionamentos dos funcionários, a decisão foi mantida.
O episódio ilustra um movimento que tem se repetido em diferentes empresas. À medida que os escritórios voltam a concentrar as atividades presenciais, a proximidade dos grandes centros empresariais ganha importância novamente.
O efeito aparece nos cartórios. Os números mostram que a virada começou a ficar mais evidente a partir de 2022.
📎 Enquanto a capital continuou crescendo, o interior turístico praticamente devolveu os ganhos obtidos durante o auge do home office e encerrou 2025 com volume equivalente a 99,3% do registrado antes da pandemia. Já o litoral permaneceu cerca de 20% acima do patamar de 2020, mas sem crescimento relevante desde 2023.
As maiores quedas no número de escrituras de imóveis ocorreram justamente em cidades associadas ao mercado de condomínios fechados.
Itupeva: queda de 57%.
Cotia: queda de 41%.
Indaiatuba: queda de 36%.
São João da Boa Vista: queda de 32%.
Atibaia: queda de 31%.
Peruíbe: queda de 30%.
Itu: queda de 28%.
Itatiba: queda de 28%.
“O que os cartórios registram é uma pausa no crescimento dos destinos do home office assim que o retorno ao escritório se consolidou, enquanto a capital seguiu em uma trajetória isolada de aceleração”, explica o vice-presidente do CNB/SP.
Mas nem todas as cidades seguiram o mesmo caminho. O levantamento mostra que alguns municípios continuaram registrando crescimento mesmo após o auge da pandemia.
Taboão da Serra liderou a alta proporcional entre 2021 e 2025, com crescimento de 73% nas escrituras. Em seguida aparecem Bauru (42%), Barueri (26%), Paulínia (19%) e Limeira (14%).
O resultado sugere que a desaceleração não atingiu todo o interior da mesma forma.
Novo escritório da Conta Simples fica no Brooklin, um dos bairros mais valorizados de São Paulo
Gladstone Campos/ Conta Simples
Por que as empresas estão chamando os funcionários de volta?
A pressão pelo retorno ao escritório não ocorre apenas por preferência das empresas.
Levantamento da Robert Half mostra que muitas organizações associam a presença física a ganhos de integração, comunicação e fortalecimento da cultura corporativa.
Entre os principais motivos estão:
68% apontam o fortalecimento da cultura organizacional;
63% citam a melhora da comunicação e da colaboração entre as equipes;
59% mencionam a necessidade de maior integração e supervisão;
50% relacionam o modelo presencial ao aumento da produtividade;
34% dizem que a mudança é influenciada por uma orientação da liderança global.
A estratégia, porém, cria um dilema. A mesma pesquisa mostra que 54% dos gestores avaliam que o aumento da presencialidade também eleva o risco de perda de talentos.
O conflito surge porque as preferências dos profissionais continuam diferentes das empresas. Dados da própria Robert Half mostram que 52% dos trabalhadores considerariam mudar de emprego se houvesse redução da flexibilidade.
Já a pesquisa da WeWork indica que, embora 63% trabalhem presencialmente atualmente, apenas 42% escolheriam esse modelo se pudessem decidir livremente. Segundo a empresa, o desafio das organizações é encontrar um equilíbrio entre pessoas, cultura e resultados de negócio.
A resistência costuma surgir quando as regras parecem inconsistentes, mudam com frequência ou são aplicadas de maneira diferente entre equipes. Quando os critérios são transparentes e as expectativas são claras, a tendência é haver maior adesão, mesmo em modelos mais presenciais.

Travis Kelce, marido de Taylor Swift, estaria entre investidores afetados por esquema que movimentou US$ 35 milhões

NFL no Brasil: Futebol americano busca expandir mercado com jogo em SP, Taylor Swift veio ver o noivo
Travis Kelce, jogador de futebol americano do Kansas City Chiefs e marido da cantora Taylor Swift, está entre os investidores apontados como vítimas de um esquema de Ponzi que arrecadou mais de US$ 35 milhões, segundo autoridades dos Estados Unidos.
O nome do atleta foi mencionado como uma das vítimias em uma audiência realizada na terça-feira (15), durante a condenação de Siddharth Jawahar, de 38 anos. O empresário recebeu pena de 11 anos de prisão por fraude eletrônica e foi condenado a pagar US$ 31,35 milhões em restituição às vítimas.
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Segundo a Reuters e a Associated Press, os promotores não detalharam a relação do atleta com o caso. Não se sabe quando ele investiu nem quanto dinheiro aplicou ou perdeu.
💰 Em julho, Kelce se casou com Taylor Swift, que tinha patrimônio líquido estimado em US$ 2,1 bilhões na época do casamento, segundo a Forbes.
Travis Kelce, do Kansas City Chiefs, comemora com Taylor Swift em janeiro de 2024
Patrick Smith / AFP
Como funcionava o esquema
Jawahar administrava a empresa de investimentos Swiftarc Capital LLC, com sede no Texas. Segundo a Promotoria dos Estados Unidos, a empresa passou a captar recursos de investidores em 2015.
O empresário teria aplicado os recursos recebidos em um único investimento, que perdeu valor. Em vez de informar os investidores sobre o prejuízo, ele teria continuado afirmando que os clientes registravam ganhos.
Segundo os promotores, Jawahar usava recursos de novos investidores para pagar os anteriores. Esse é o mecanismo conhecido como esquema de Ponzi: o dinheiro de novos participantes é usado para sustentar pagamentos prometidos a investidores mais antigos, em vez de vir de retornos reais.
Mais de US$ 35 milhões recebidos, mas apenas US$ 10 milhões investidos
De acordo com a Promotoria, Jawahar recebeu mais de US$ 35 milhões de investidores entre julho de 2016 e dezembro de 2023. Desse total, cerca de US$ 10 milhões foram efetivamente investidos.
Segundo os promotores, parte do dinheiro foi usada para pagar investidores anteriores e financiar um estilo de vida de luxo, incluindo jatos particulares, imóveis de alto padrão, restaurantes sofisticados e associações a clubes privados.
Kelce não é o único atleta que aparece entre os investidores da empresa. Segundo a Reuters, os jogadores da NBA Gary Harris, Tim Hardaway Jr. e Mason Plumlee também investiram na Swiftarc Ventures Labs Fund.