Mega-Sena pode pagar R$ 38 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.062 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 38 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (23), em São Paulo.
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No concurso da último terça-feira (20), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Eleições: como lidar com opiniões políticas diferentes no ambiente de trabalho? Entenda

Urna eletrônica para votação de eleitores na eleição suplementar 2026 em Roraima
TRE-RR/Divulgação
Com a chegada das Eleições 2026 em outubro, o debate político pode chegar à rotina profissional.
Embora a liberdade de expressão seja garantida pela Constituição Federal de 1988, é preciso ter cuidado para não ultrapassar alguns limites. A manifestação de opiniões políticas pode afetar a convivência entre colegas e, em determinadas situações, prejudicar o relacionamento entre equipes.
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Segundo especialistas ouvidos pelo g1, as eleições podem intensificar conflitos porque as discussões políticas não envolvem apenas candidatos ou partidos. Elas também estão relacionadas a valores, crenças, identidade e visão de mundo.
Manifestar apoio a candidatos é permitido, mas a convivência profissional exige respeito e atenção para evitar que divergências se transformem em ofensas, discriminação, assédio ou outros problemas no ambiente de trabalho.
Agora no g1
🤔 Mas é possível discutir política de forma saudável no trabalho? Para os especialistas, o principal é respeitar os limites do outro e separar a divergência de ideias das relações profissionais.
Respeito acima de tudo
Para Juliana Sardinha, diretora de Diálogos Organizacionais da ABRH Brasil, o período eleitoral tende a intensificar conflitos porque muitas pessoas associam posicionamentos políticos à própria identidade.
Em ambientes polarizados, segundo ela, uma divergência pode levar colegas a enxergar uns aos outros a partir de rótulos. Isso pode se manifestar em piadas, provocações, comentários durante o almoço, mensagens em grupos de WhatsApp e no compartilhamento de conteúdos políticos.
O problema começa quando deixamos de discordar de uma ideia e passamos a desqualificar a pessoa que pensa diferente.”
A especialista afirma que descobrir que um colega ou chefe tem uma posição política diferente não deve impedir a convivência profissional. “Conviver não significa concordar”, afirma Juliana.
Ela recomenda evitar suposições sobre alguém com base em sua posição política e respeitar quem não quiser participar de conversas sobre o tema. Outra orientação é substituir a tentativa de convencimento pela curiosidade: fazer perguntas e buscar compreender o ponto de vista do outro.
Segundo Juliana, a conversa deixa de ser saudável quando surgem ironias, ataques pessoais, humilhações, generalizações ou insistência em convencer alguém que já demonstrou não querer continuar o debate.
Quando a empresa deve intervir?
Quando as divergências passam a afetar a colaboração, a confiança ou o desempenho da equipe, a situação deixa de ser apenas uma questão pessoal e exige atenção da empresa. Nesses casos, o setor de Recursos Humanos (RH) deve se concentrar nos comportamentos e em seus impactos.
Além disso, manifestações políticas feitas por gestores podem ter peso diferente devido à relação de poder com os subordinados. Por isso, o uso da posição hierárquica para influenciar escolhas políticas deve ser evitado.
Caso um trabalhador se sinta pressionado ou hostilizado por causa de seu posicionamento político, a orientação é registrar o ocorrido e procurar os canais internos da empresa. (entenda o que é assédio eleitoral e como denunciar)
Para a especialista, as organizações não precisam proibir conversas sobre política, mas devem estabelecer regras claras de convivência e garantir que ninguém seja constrangido a expor suas preferências políticas ou participar de discussões que causem desconforto.
“O objetivo de um ambiente de trabalho saudável não é fazer todo mundo pensar igual. É garantir que pessoas com visões de mundo diferentes consigam continuar trabalhando juntas com respeito, segurança e dignidade”, conclui.
Não é preciso concordar
Para Marcella Moura, especialista em RH e sócia da Acerta Consultoria, a polarização pode extrapolar o campo das opiniões e afetar diretamente a convivência entre colegas. Segundo ela, divergências políticas podem provocar afastamentos, gerar desavenças e até levar funcionários a deixar de conversar ou trabalhar juntos.
Algo que deveria ser mais imparcial acaba se tornando parcial e ultrapassando o ambiente profissional, chegando também ao lado pessoal.”
Marcella recomenda que os trabalhadores respeitem opiniões diferentes e tenham paciência para lidar com quem pensa de outra forma. Para ela, sempre que possível, discussões políticas devem ser evitadas no ambiente profissional para impedir que divergências pessoais prejudiquem o clima e o trabalho em equipe.
Isso não significa, porém, que o assunto precise ser proibido. Segundo a especialista, debates sobre política podem ser enriquecedores quando conduzidos de forma imparcial, com foco em propostas e respeito às opiniões contrárias.
O problema surge quando a conversa evolui para confronto pessoal, afastamento entre funcionários ou prejuízo às atividades profissionais.
Nessas situações, o RH deve atuar como mediador, sem tomar partido. Marcella cita palestras sobre empatia, treinamentos de integração e atividades voltadas ao trabalho em equipe como formas de estimular o respeito às diferenças e prevenir conflitos.
O papel do RH
Para Gustavo Chehara, especialista em RH e CEO da Joyn Benefícios, a área de Recursos Humanos deve atuar quando comportamentos ligados a divergências políticas passam a comprometer a convivência ou o desempenho das equipes.
“A questão não é qual posicionamento político está correto, mas se houve desrespeito, constrangimento, discriminação ou prejuízo às relações de trabalho”, explica. Chehara considera que proibir completamente as conversas sobre política não é uma solução realista.
Para ele, o mais importante é estabelecer regras claras de convivência e garantir que ninguém seja pressionado a revelar suas preferências políticas nem a participar de debates que causem desconforto.
Comentários provocativos, tentativas insistentes de convencimento e discussões em canais corporativos estão entre as situações que podem desgastar as equipes.
Além de mediar conflitos, o RH pode acompanhar sinais de tensão nas equipes e reforçar ações de orientação e apoio. A área também pode ajudar a estabelecer regras de convivência para o período eleitoral.
Uma boa gestão de pessoas não busca eliminar diferenças. Ela cria condições para que pessoas diferentes consigam trabalhar juntas com respeito, segurança e profissionalismo.”
Como evitar conflitos causados por opiniões políticas no trabalho
Veja como lidar com opiniões políticas diferentes no ambiente profissional, segundo os especialistas:
➡️ Respeite opiniões diferentes: discordar faz parte da convivência profissional, mas é importante reconhecer o direito do outro de pensar de forma diferente.

❌ Evite tentar convencer a qualquer custo: debates podem ser saudáveis, mas insistir depois que a outra pessoa demonstrou desconforto pode transformar a conversa em conflito.

🚫 Evite ataques pessoais: críticas devem ficar no campo das ideias. Piadas, provocações, humilhações e ofensas ultrapassam o limite de uma divergência saudável.

🗣️ Não faça suposições sobre colegas: a posição política de uma pessoa não define seu caráter, sua competência ou sua capacidade de trabalhar em equipe.

🫡 Respeite quem não quer discutir política: ninguém deve ser pressionado a revelar em quem pretende votar ou participar de conversas sobre eleições.

📲 Tenha cuidado com grupos e canais de trabalho: mensagens, memes e provocações políticas em grupos corporativos podem gerar desconforto e prejudicar a convivência.

⚠️ Líderes devem ter atenção redobrada: manifestações políticas de chefes podem ser interpretadas como pressão pelos subordinados. A posição hierárquica não deve ser usada para influenciar escolhas políticas.

📵 Tenha cuidado também nas redes sociais: é possível manifestar opiniões em perfis pessoais, mas publicações ofensivas, ameaçadoras ou discriminatórias podem gerar repercussões profissionais, especialmente quando o perfil está associado à empresa.

🚨 Procure o RH em caso de pressão ou hostilidade: situações de constrangimento, perseguição, discriminação ou pressão por causa de posicionamento político devem ser relatadas pelos canais internos da empresa.
Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

'Ela não existe, mas paga meu cartão': avatares de IA viram máquinas de ganhar dinheiro nas redes

Falsos humanos são construídos com ferramentas de IA e atuam com produção em escala industrial, com roteiros adaptados para diferentes idiomas
Reprodução / TikTok
“Ela não existe, mas paga meu cartão todo mês”. “Tenho um plano infalível para o milhão”. As frases, retiradas de tutoriais publicados nas redes sociais, expõem a engrenagem de um mercado em ascensão no Brasil e no mundo: o dos avatares gerados por inteligência artificial (IA).
Embora não existam no mundo real, esses personagens hiper-realistas acumulam milhares de seguidores em redes como TikTok, Youtube e Instagram, atuando como vendedores, influenciadores e até falsos especialistas, transformando canais automatizados em um negócio lucrativo.
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Os produtores ganham dinheiro de diferentes formas: monetização de vídeos, comissões sobre vendas em marketplaces, divulgação de produtos digitais e até a valorização de perfis que posteriormente podem ser revendidos ou utilizados para outros objetivos em razão do alto engajamento.
Diferentemente dos chatbots, os influenciadores de IA simulam pessoas reais e interações humanas em vídeos, lives e anúncios. Em alguns casos, promovem produtos de saúde, oferecem conselhos ou divulgam tratamentos sem comprovação científica.
Agora no g1
Fernando Ferreira, pesquisador do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em IA, explica que a estratégia consiste em converter a atenção dos usuários em receita.
Com o suporte dos algoritmos, que direcionam os vídeos a públicos específicos, a produção desses avatares chega justamente a usuários que procuram respostas para problemas específicos ou demonstram interesse em determinados temas.
Já com ferramentas de automação cada vez mais acessíveis, a produção ganhou escala industrial.
“Antes a automação era só um ato de curtir, compartilhar, agora pode dar voz, pode dar imagem, então isso é uma coisa mais personalizada e mais difícil ainda do usuário conseguir identificar que aquilo é realmente uma campanha, por exemplo, alguma coisa nesse sentido”, afirma Ferreira.
Da saúde ao entretenimento infantil
Mapeamentos realizados pela organização Ctrl Z mostram que os nichos de atuação variam de conteúdos históricos (como o período escravocrata) e infantis a narrativas apelativas, como a de um suposto fazendeiro viúvo em busca de uma esposa. No entanto, a manipulação de sentimentos básicos é o elemento comum a todos eles.
“Todos eles, de algum jeito, têm uma coisa muito em comum que é mexer com o medo das pessoas, com a curiosidade, com a esperança. Nos de saúde tem essa coisa do senso de urgência. Tipo: faça isso agora, não faça isso, compartilhe com alguém”, aponta Luã Cruz, diretor de litigância da Ctrl Z.
Segundo Cruz, a produção em massa utiliza o mesmo roteiro traduzido para diferentes idiomas e encenado por dezenas de avatares sintéticos. Em tutoriais publicados nas plataformas, criadores desses perfis citam que um único roteiro pode ser traduzido e encenado por 20 avatares diferentes para atingir países e públicos distintos.
No YouTube, por exemplo, a estratégia serve também para cumprir os requisitos de monetização (como as 4 mil horas de exibição exigidas e mil inscritos) por meio do envio massivo de vídeos genéricos conhecidos como slop – conteúdos de baixa qualidade gerados por IA. Para Cruz, o slop não necessariamente é esteticamente ruim, mas são “IAs mal feitas” em relação às informações, com erros históricos e desinformação, e que utilizam conteúdos sensacionalistas para atrair públicos vulneráveis.
Atingida a meta, o canal pode ser redirecionado para outros nichos, com aposta em infoprodutos (como a venda de ebooks de receitas para curar determinadas doenças) ou até vendido para uso em campanhas políticas.
O impacto mais grave, contudo, recai sobre a saúde. “Vemos uma série de comentários de pessoas que de fato existem e que falam que estão seguindo aquele tratamento, que abandonaram o tratamento tradicional para seguir, enfim, aquele tratamento que [a IA] sugere”, diz o integrante da Ctrl Z.
A ilusão da hiper-realidade
Se antes imperfeições em mãos, vozes robotizadas ou cenários distorcidos denunciavam a natureza sintética do vídeo, o avanço tecnológico reduziu drasticamente essas falhas. Diante de conteúdos consumidos em telas pequenas de celular, os especialistas dizem que transferir ao usuário a responsabilidade de checar a veracidade do material tornou-se inviável.
“Em um olhar mais atento ainda conseguimos ver se há sincronia entre a voz e a boca. São imagens muito brilhantes, é uma coisa ainda um pouco robotizada, menos do que já foi, mas ainda tem uma coisa meio robotizada. Mas são coisas muito imperceptíveis”, diz Cruz.
“Cada vez vai estar melhor. Tem alguns detalhes, como observar um texto que não fica bem formatado no fundo, coisas milagrosas também. Uma pessoa que você nunca viu na vida e agora virou um influenciador”, diz Ferreira. Mas ele pondera: “acho que a responsabilidade não é do usuário final. A gente tem que entrar em uma maneira de monitoramento e de clara intenção das plataformas de indicar que aquilo ali é um conteúdo de IA”.
Os especialistas defendem uma sinalização obrigatória (e em destaque) para esse tipo de conteúdo, além de uma atuação das plataformas na moderação de conteúdos monetizados que são gerados por IA para proteger os usuários de manipulações e evitar crimes.
Para os especialistas, a responsabilização deve recair sobre as empresas de tecnologia. Atualmente, a maioria das plataformas exige apenas uma autodeclaração do criador indicando o uso de IA, sem mecanismos de verificação eficazes.
“A plataforma em si não é responsabilizada se está vinculando o conteúdo porque ela diz: ‘eu não tenho como saber, quem tem que dizer é o usuário’. Mas quem está fazendo a divulgação, quem está fazendo o canal é a própria plataforma. A ação de recomendação do conteúdo é da plataforma. A plataforma tende a passar a responsabilidade para a ponta, e dizer assim: ‘eu me protejo disso dizendo que ele não pode fazer, mas se ele faz e eu recomendo, paciência’. Então é esse o problema”, afirma Ferreira.
Crimes e relações no ambiente digital
Do ponto de vista jurídico, o uso de ferramentas avançadas não isenta os criadores de responsabilidade criminal. A advogada e especialista em cibersegurança Gisele Kauer destaca que a atuação de perfis sintéticos pode se enquadrar da mesma forma em crimes já previstos no Código Penal Brasileiro, como estelionato, fraude, exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. “O crime continua sendo crime independente do meio utilizado.”
Além dos impactos financeiros e jurídicos, a proliferação desses avatares hiper-realistas criados por inteligência artificial transforma a percepção da realidade. Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e que lidera um grupo que pesquisa intimidade artificial, aponta que a criação de padrões estéticos inalcançáveis e de interações afetivas simuladas pode aprofundar a insegurança humana, afetando tanto quem consome o conteúdo, como também quem produz.
Para ele, a IA é uma “caixa de multiversos” capaz de fabricar realidades paralelas que intensificam distorções sociais já iniciadas pelas redes sociais, como no caso dos famosos filtros utilizados em fotos.
“Começamos a criar realidades que são verossímeis, que poderiam ser possíveis, mas que não são. E isso traz uma certa insegurança, um certo desejo muito maior do que a gente tinha antes”, diz o professor e pesquisador. “Temos modelos, influencers, com um corpo perfeito que é anatomicamente quase impossível chegar nele, tudo feito por inteligência artificial. Então, se a gente já se comparava com uma realidade produzida por pessoas que eram reais, imagina com uma questão sintética?”, indaga ele.
Para a advogada, o problema não é o uso de personagens de IA em si para ganhar dinheiro, mas a utilização deles para induzir usuários ao erro e obter vantagens financeiras ilícitas.
O que dizem as plataformas
Procurado, o YouTube informou que todo conteúdo na rede, incluindo o gerado por IA, deve seguir as diretrizes da comunidade, o que inclui regras contra desinformação médica, que proíbem dados incorretos capazes de gerar danos à saúde.
A plataforma também disse que exige que criadores divulguem o uso de mídia alterada ou sintética fotorrealista e que insere rótulos nesses vídeos para alertar os espectadores. “Embora dependamos da autodivulgação do criador, o YouTube usa tecnologia e análise humana para identificar conteúdos que deveriam ter sido rotulados, mas não foram”, afirmou a empresa, ressaltando que pode aplicar os avisos de forma proativa nos casos em que o criador não faz a autodeclaração.
O Youtube diz, ainda, que materiais que violam as diretrizes estão sujeitos à remoção e que o descumprimento recorrente pode levar à exclusão do conteúdo e à suspensão do canal do seu programa de parcerias (YPP).
O TikTok, em resposta à DW Brasil, também afirmou que exige que criadores sinalizem conteúdos gerados por IA e disse que proíbe vídeos que induzam o público ao erro. A plataforma disse também disponibilizar rótulos para informar aos espectadores quando um conteúdo foi criado com o uso de IA. Já em relação à monetização, o TikTok afirma que perfis que violarem as regras podem ter a conta removida de forma permanente ou temporária do Programa de Recompensas do Criador, dependendo da gravidade da violação.
A Meta, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, informou que não iria comentar.

IBGE quer incluir mercado de drogas ilícitas no PIB; entenda por que e como será o cálculo

IBGE aponta que a formalização de quem trabalha por conta própria bate recorde
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prepara a inclusão de uma estimativa sobre a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A mudança está sendo desenvolvida como parte da revisão periódica do Sistema de Contas Nacionais (SCN), e os primeiros resultados da nova metodologia estão previstos para ser divulgados em 2028.
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A mudança não significa que o IBGE passará a considerar o tráfico de drogas uma atividade legal ou que passará a medir crimes em geral. O objetivo é estimar uma atividade econômica que efetivamente movimenta dinheiro e, dessa forma, evitar que parte da produção, da renda e dos gastos realizados no país fique fora das estatísticas econômicas.
🔎 O Reino Unido, por exemplo, passou a incluir estimativas sobre drogas ilícitas em suas Contas Nacionais em 2014. França, Alemanha, Suécia, Holanda, Itália, Espanha e Hungria estão entre os países que também adotam a metodologia europeia.
tabela
ibge
Por que uma atividade ilegal entra no cálculo do PIB?
O instituto começou a discutir como estimar esse mercado em 2019 e realizou uma primeira estimativa-teste em 2021. Desde então, os estudos e os testes metodológicos continuam. A inclusão fará parte da próxima revisão estrutural das Contas Nacionais, processo que o IBGE realiza aproximadamente a cada 10 anos.
O PIB mede o valor dos bens e serviços produzidos em uma economia em determinado período. Nas Contas Nacionais, o critério não é simplesmente saber se uma atividade é permitida ou proibida pela legislação.
As regras internacionais preveem que, quando há uma transação econômica voluntária entre comprador e vendedor, ela pode entrar nas contas mesmo que o bem ou serviço comercializado seja ilegal.
É o caso da compra e venda de drogas: embora a produção e o comércio sejam proibidos, existe uma transação de mercado entre quem vende e quem compra.
Segundo os manuais internacionais consultados pelo IBGE, como o System of National Accounts (SNA), publicado pela ONU, e o “Handbook on the compilation of statistics on illegal economic activities in national accounts and balance of payments”, deixar essas operações completamente fora das contas pode produzir distorções em outras partes das estatísticas.
Um exemplo é o cálculo da poupança das famílias. Se uma família gasta dinheiro na compra de um produto ilegal e esse gasto não é registrado, as contas podem dar a impressão de que aquele dinheiro permaneceu com a família. Na prática, ele foi gasto.
O resultado é uma possível superestimativa da poupança e uma inconsistência entre as diferentes contas econômicas.
🔎 No caso do Brasil, o IBGE informou em nota que incluirá a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do PIB. Entretanto, os materiais internacionais nos quais o instituto se baseia tratam de três tipos de atividades ilícitas: drogas, prostituição e contrabando. Questionado, o IBGE não explicou se levará em consideração somente as drogas ou também as outras duas atividades.
Como o IBGE pretende calcular o tamanho desse mercado?
O cálculo não parte simplesmente da quantidade de drogas apreendida pela polícia. A metodologia internacional recomenda começar principalmente pelo lado da demanda, ou seja, tentar estimar quanto é consumido.
Isso acontece porque é muito difícil observar diretamente a produção e a venda em um mercado ilegal. Produtores e traficantes têm incentivo para esconder suas atividades. Já as informações sobre consumo podem ser obtidas por meio de pesquisas e de outras estatísticas disponíveis.
De forma simplificada, a estimativa parte de três elementos:
Número de usuários × consumo médio por usuário × preço de venda = estimativa do gasto dos consumidores.
A partir daí, o cálculo precisa estimar como esse consumo é abastecido: quanto vem da produção nacional e quanto corresponde a drogas que entram no território brasileiro por meio de importações ilegais.
Também é necessário estimar os custos envolvidos na atividade. Isso permite chegar ao chamado Valor Adicionado Bruto (VAB), que mede quanto uma atividade efetivamente acrescenta à economia depois de descontados os bens e serviços utilizados na produção.
Agentes do IBGE
Reprodução

'Por que decidi gastar dinheiro em vez de deixá-lo de herança para meus filhos'

Sarah e Geoff Moorhouse têm o aval da filha, Poppy, para gastar todo o dinheiro que têm
Sarah Moorhouse via BBC
Aos 64 anos, Sarah Moorhouse aproveita a aposentadoria usando sua previdência privada “para viajar e fazer o que gosta quando tem vontade”.
Enquanto outros aposentados com uma renda mensal razoável talvez prefiram economizar e deixar uma herança para os filhos, ela e o marido, Geoff, preferem gastar o dinheiro aproveitando a vida ao máximo.
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“Adoramos viajar para a Escócia”, diz Sarah, que trabalhou como administradora de uma escola.
“Estivemos em Cambridgeshire, que achamos lindo. Vamos com frequência para uma casa de campo no Lake District, e estamos planejando ir para Norfolk.”
Agora no g1
O casal viaja quatro ou cinco vezes por ano e gasta centenas de libras a cada viagem. Para Sarah, “só se vive uma vez”.
Recentemente, eles venderam seu clássico conversível Sunbeam Alpine para trocá-lo por um Mazda MX-5, um modelo mais moderno, esportivo e de dois lugares.
“Cheguei a uma idade em que vou a funerais de amigos e conhecidos, e acho que é preciso viver a vida e aproveitá-la enquanto for possível, porque ela é um bem muito precioso”, afirma.
O casal trocou o antigo Sunbeam Alpine (foto de arquivo) por um carro mais moderno, um Mazda MX-5
Getty Images via BBC
Sarah e Geoff fazem parte de uma tendência que vem ganhando força em vários países: gastar o próprio dinheiro durante a aposentadoria, em vez de guardar patrimônio para deixar aos filhos.
Segundo um relatório divulgado em março pela empresa de previdência Standard Life, 15% dos pais britânicos com filhos de todas as idades planejam priorizar aproveitar o próprio dinheiro durante a aposentadoria em vez de deixar uma herança.
Nos Estados Unidos, caiu para 20% no ano passado o percentual de pessoas que esperavam receber uma herança dos pais, ante 25% que previam receber esse dinheiro em 2024, segundo um estudo da empresa de serviços financeiros Northwestern Mutual.
‘É uma loucura esperar receber uma herança’
Cada vez mais pessoas nos Estados Unidos e no Reino Unido dizem não esperar receber uma herança
getty images via BBC
Sarah e Geoff têm duas filhas adultas. Uma delas, Poppy, disse à BBC que fica feliz que os pais saiam e aproveitem a vida.
Ela rejeita completamente a ideia de que ela e a irmã devam esperar receber uma herança.
“Para mim, isso é uma loucura. Nunca passou pela minha cabeça que eu receberia dinheiro quando meus pais morressem. Prefiro mil vezes que eles façam o que quiserem.”
Mike Ambery, diretor de aposentadoria e poupança da Standard Life, acredita que o crescimento dessa tendência no Reino Unido está relacionado ao desaparecimento dos planos de aposentadoria baseados no salário final, que garantem pagamentos mensais durante toda a vida do aposentado.
Em vez disso, cada vez mais pessoas no Reino Unido contam com planos de contribuição definida, cujos recursos podem acabar.
Ambery acredita que é mais fácil deixar uma herança quando se sabe que a renda da aposentadoria vai durar até a morte.
Ele também diz que os aposentados querem simplesmente aproveitar a vida depois de anos de trabalho.
“É simplesmente se permitir alguns pequenos prazeres para aproveitar a vida. Sejamos realistas: a vida profissional pode ser muito dura para algumas pessoas.”
É claro que nem todos os aposentados têm uma boa situação financeira.
No Reino Unido, 16% da população aposentada vive na pobreza, segundo a organização beneficente Joseph Rowntree Foundation.
Nos Estados Unidos, a taxa é de 15,4%, segundo dados divulgados recentemente.
Ao mesmo tempo, segundo o Institute for Fiscal Studies, um centro de estudos britânico, a renda disponível dos aposentados no Reino Unido — excluídos os gastos com moradia — aumentou mais nas últimas três décadas do que a das pessoas que ainda não estão aposentadas.
Para muitas pessoas, a aposentadoria está se tornando uma oportunidade de aproveitar a vida depois de uma longa carreira
Getty Images via BBC
Segundo dados oficiais, cerca de 69% dos aposentados no Reino Unido têm uma previdência privada além da aposentadoria pública. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 56%.
‘Estou gastando tudo’
Karen Green, de 60 anos, diz que sempre foi muito sincera com os filhos.
“Fui bem clara ao dizer a eles que provavelmente não vou deixar uma herança, porque imagino que vou gastar tudo.”
Karen Green avisou aos filhos que pode ser que não sobre dinheiro para eles herdarem
Karen Green
Natural de Berkshire, Karen vive em Provença, no sul da França, há 11 anos e gasta mais de US$ 13 mil (R$ 67 mil) por ano em viagens.
“Este ano vou fazer um retiro de ioga. Fiz um em março, no Marrocos”, conta. “Depois, entre outubro e novembro, vou para o Vietnã e Laos fazer uma pequena viagem.”
Ela se considera semiaposentada e complementa a aposentadoria privada com alguns trabalhos de consultoria empresarial — atividade que exercia em tempo integral.
Ela diz que sua renda mensal também é praticamente a mesma de quando trabalhava em período integral.
Além da aposentadoria e da renda dos trabalhos extras, 40% de seus recursos vêm do aluguel de um imóvel.
Karen diz que não se considera uma “gastadora”, mas que gosta de “encontrar boas ofertas”.
Assim como Sarah Moorhouse, ela só poderá receber a aposentadoria pública britânica aos 67 anos.
Atualmente, o benefício básico é de US$ 16,7 mil (R$ 86 mil) por ano para quem atingiu a idade de aposentadoria pública depois de abril de 2016, mas o valor deve aumentar no próximo ano.
Nos Estados Unidos, por outro lado, os aposentados recebem benefícios públicos conhecidos como Social Security.
O valor máximo anual para quem se aposenta aos 67 anos, considerada a idade de aposentadoria integral, é de US$ 49.824 (cerca de R$ 257 mil).
A partir dos 62 anos, porém, é possível optar por receber um benefício menor.
Matthew Loveless, vice-presidente da Northwestern Mutual, empresa sediada em Ohio, nos EUA, afirma que os aposentados precisam ser sinceros com os filhos adultos, já que alguns podem estar contando com uma herança da qual pretendem depender.
Sarah diz que, apesar dos gastos, pretende deixar alguma coisa para os filhos.
Enquanto isso, já está planejando as próximas férias. “Trabalhei duro a vida toda e acho que mereço ter um pouco de tempo livre e poder fazer coisas de que gosto.”
Com informações de Miguel Roca-Terry.

BC reduz para 1,8% estimativa de alta do PIB neste ano e vê nova desaceleração em 2027

O Banco Central (BC) reduziu sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 2% para 1,8%. A informação consta no Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (24).
Com isso, a autoridade monetária estima desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
🔎O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Agora no g1
De acordo com o BC, a queda na estimativa de alta do PIB deste ano incorpora os primeiros indicadores do terceiro trimestre, que sugerem atividade mais fraca do que o previsto anteriormente, e, também, quanto uma “composição menos favorável do crescimento no segundo trimestre”.
“Embora o resultado agregado do PIB tenha superado ligeiramente o esperado, as surpresas positivas concentraram-se em segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, notadamente a agropecuária e a indústria extrativa. Os setores mais cíclicos da oferta e o consumo das famílias, por sua vez, surpreenderam em sentido oposto”, acrescentou o BC.
Nova desaceleração em 2027
➡️Para o ano de 2027, o primeiro de um novo mandato presidencial, o Banco Central estima nova redução no ritmo de crescimento da economia brasileira.
A instituição prevê alta de 1,4% para o Produto Interno Bruto no próximo ano com “expectativa de expansão moderada tanto nos componentes da oferta quanto na demanda”.
“A projeção considera a manutenção da política monetária em terreno contracionista [juros altos], a reduzida ociosidade dos fatores de produção, o cenário externo ainda bastante incerto e a diminuição dos impulsos fiscal e creditício. Espera-se, ainda, contribuição mais limitada da agropecuária e da indústria extrativa para o crescimento”, informou o BC.
Cenário da economia
➡️A revisão acontece em um cenário de juros ainda altos para tentar conter a atividade econômica e, por consequência, a inflação do país — com objetivo de atingir as metas fixadas. Após cinco cortes seguidos, a taxa básica da economia está em 13,75% ao ano. Mesmo assim, é um dos níveis mais altos do planeta em termos reais.
➡️Ocorre também, apesar de o governo, em um ano eleitoral, ter lançado mão de uma série de linhas de crédito com taxas favorecidas, como, por exemplo, para caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, para a reforma de imóveis e para renegociação de dívidas.
Problemas orçamentários
➡️A desaceleração na economia neste ano e no próximo tende a criar, também, problemas orçamentários para o governo devido ao seu efeito de diminuir a arrecadação de impostos e contribuições federais.
➡️No projeto de lei orçamentária de 2027, enviado pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto, a equipe econômica estimou que o PIB deverá crescer 2,46% no ano que vem.
Esse também é um dos motivos para a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, projetou ter projetado, para o próximo ano, um déficit nas contas do governo da ordem de R$ 86,1 bilhões – enquanto o governo estima saldo positivo de R$ 18,6 bilhões.
“Onde reside a divergência? Primeiro, nos parâmetros macroeconômicos. O PLOA [projeto de lei orçamentária] 2027 ancora-se em uma projeção de expansão do PIB de 2,5%, a IFI projeta um crescimento de 1,8% e o Boletim Focus [mercado financeiro], 1,5%. Isso tem profundas implicações no dimensionamento das receitas públicas: mais ou menos crescimento econômico, mais ou menos recursos disponíveis para financiar a máquina e as políticas públicas”, disse o órgão do Senado Federal.
Por conta disso, a IFI avaliou que o governo eleito terá de realizar um bloqueio de gastos no início do próximo ano para tentar atingir a meta de superávit nas suas contas.

Ford do Brasil faz recall da Ranger 2.0 modelo 2027 por possível falha em freios

Ford Ranger Black
Divulgação / Ford
A Ford anunciou nesta quinta-feira (24) mais um recall da Ranger. O chamado envolve os modelos 2027 com motor 2.0 turbodiesel. Segundo a marca, pode haver uma falha de fabricação no conjunto do tubo de saída do cilindro mestre do freio, que pode apresentar vazamento do fluido.
De acordo com a Ford, o vazamento de fluido de freio pode fazer com que a luz indicadora do nível do fluido se acenda no painel do veículo. Nesses casos, o condutor notará a necessidade de aplicar um esforço maior ao acionar o pedal de freio.
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O defeito provoca a redução da capacidade de frenagem do automóvel, aumentando a distância necessária para que a picape pare completamente.
A situação, segundo comunicado da Ford, eleva o risco de acidentes com possíveis danos físicos e até lesões fatais aos ocupantes e a terceiros.
Agora no g1
A campanha abrange unidades fabricadas no dia 1º de junho de 2026.
Os veículos afetados possuem os oito últimos dígitos do chassi identificados pelas sequências:
8AFBR01N9VJ053525;
8AFBR01N7VJ055080;
8AFBR00N5VJ053264.
O serviço oferecido na rede autorizada consiste na inspeção e, caso seja necessário, na substituição gratuita do conjunto do tubo de saída do cilindro mestre.
O tempo estimado de atendimento é de aproximadamente uma hora, podendo variar de acordo com o fluxo da concessionária.
Os reparos nas oficinas começam no dia 8 de outubro de 2026.