Dia de eleição é feriado nacional: o que muda para quem trabalhar na data? Veja direitos

Título de eleitor
Foto: Agência Brasil/Divulgação
Mais de 150 milhões de brasileiros voltarão às urnas em outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O que muita gente não sabe é que o dia da votação é considerado feriado nacional.
A previsão está no artigo 380 do Código Eleitoral, que estabelece que “será feriado nacional o dia em que se realizarem eleições de data fixada pela Constituição Federal”.
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Isso significa que o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, será feriado em todo o país.
Se houver segundo turno para a eleição presidencial ou para a escolha de governadores, uma nova votação será realizada em 25 de outubro. Nos locais onde ocorrer, a data também será considerada feriado eleitoral.
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🔎 Mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite que atividades essenciais e outras categorias autorizadas continuem funcionando nessas datas.
A existência do feriado não significa que todas as atividades precisem parar. O próprio TSE entende que empresas, comércios e serviços podem funcionar no dia da eleição, desde que respeitem a legislação e garantam aos trabalhadores condições para exercer o direito ao voto.
“O empregado pode ser escalado para trabalhar, desde que sejam respeitadas as regras aplicáveis aos feriados e, principalmente, seja garantido o seu direito de votar”, afirma Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados.
Para ajudar quem estará trabalhando no dia da votação, o g1 responde s principais dúvidas sobre o tema.
Confira abaixo:
O trabalhador pode ter que trabalhar no feriado?
Quais são os direitos?
Como fica o direito ao voto de quem estará trabalhando?
E se o local de trabalho ficar longe do local de votação?
O que fazer se a empresa dificultar a ida às urnas?
Como denunciar irregularidades?
O trabalhador pode ter que trabalhar no feriado?
Sim. Embora o artigo 70 da CLT proíba o trabalho em feriados nacionais, a legislação prevê exceções para atividades consideradas essenciais, como indústria, comércio, transporte, comunicações, serviços funerários e segurança, entre outras.
Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver previsão em convenção coletiva, acordo firmado entre empregadores e sindicatos.
Quais são os direitos?
Como se trata de um feriado nacional, o trabalho realizado nessa data deve seguir as regras previstas para esse tipo de situação.
“Em regra, o trabalho em feriado deve ser remunerado em dobro ou compensado com outro dia de folga. Também é importante verificar a convenção coletiva da categoria, que pode estabelecer condições específicas”, diz Zangiácomo.
Como fica o direito ao voto de quem estará trabalhando?
A legislação brasileira garante ao trabalhador o direito de se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem sofrer qualquer prejuízo.
⚠️ O empregador não pode criar obstáculos ao deslocamento nem adotar medidas que dificultem o exercício desse direito. Isso inclui descontos salariais ou a exigência de compensar as horas utilizadas para comparecer à seção eleitoral.
Na prática, a empresa pode ajustar escalas, flexibilizar horários ou adotar outras medidas para garantir o direito de votar.
E se o local de trabalho ficar longe do local de votação?
Nesses casos, o tempo necessário para o deslocamento também deve ser considerado. “A empresa deve garantir condições para que o empregado consiga votar. Se ele trabalha longe ou em outra cidade, o tempo necessário para o deslocamento deve ser levado em conta.”
O entendimento do TSE é de que o empregador deve adotar medidas que permitam ao trabalhador chegar ao seu local de votação sem obstáculos.
O que fazer se a empresa dificultar a ida às urnas?
O trabalhador deve reunir provas da situação, como mensagens, comunicados, e-mails e testemunhos.
“A empresa não pode impedir nem dificultar o voto. Se isso acontecer, o trabalhador deve registrar a situação e pode procurar a Justiça Eleitoral ou os órgãos trabalhistas competentes”, afirma Zangiácomo.
Além de violar um direito fundamental, a conduta pode configurar crime eleitoral. O artigo 297 do Código Eleitoral prevê detenção de até seis meses e multa para quem impedir ou dificultar o exercício do voto.
Como denunciar irregularidades?
Quem enfrentar dificuldades para votar ou sofrer pressão relacionada às eleições deve guardar provas sempre que possível, aponta o MPT.
Mensagens de WhatsApp, e-mails, vídeos, áudios, prints de conversas, documentos e testemunhos podem ajudar a comprovar os fatos.
As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e aos canais de denúncia dos Tribunais Regionais do Trabalho.
O trabalhador também pode procurar o sindicato da categoria para receber orientação e apoio.

Quando é a Black Friday em 2026? Veja data e dicas para não cair em ciladas

Black Friday: o que fazer para não cair em falsas promoções
A Black Friday 2026 vai acontecer na semana do dia 27 de novembro.
Mas todo mundo já sabe que nem todo desconto é real, o que já levou o período a ser apelidado até de “Black Fraude”.
Para não cair em ciladas, a primeira dica é começar a acompanhar o preço dos produtos quanto antes.
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No final de agosto, uma pesquisa do Google indicou que 48% dos consumidores chegarão à Black Friday com a lista de compras definida e 41% pretendem gastar mais que em 2025.
Diz a pesquisa que 15% dos entrevistados “dizem que vão usar a inteligência artificial para pesquisar, monitorar preços e avaliar” se uma promoção compensa.
Além disso, 60% dos pesquisados consideram a Black Friday a única data que vale a pena para comprar itens de alto valor.
Como não cair em ciladas na Black Friday?
O Procon-SP recomenda iniciar agora a pesquisa pelos produtos desejados na Black Friday para o consumidor conhecer os valores médios, já que não existe tabelamento de preços no Brasil.
O órgão alerta ainda que a prática de vender na data pela “metade do dobro do valor” é abusiva e deve ser denunciada.
É preciso apresentar documentos, como captura das telas que mostram a mudança de preço, na denúncia ao Procon.
A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados.
Vale lembrar que essa estratégia de comparação funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos.
Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz ou vende modelos diferentes.
Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são:
BondFaro
Buscapé
Google Shopping
JáCotei
Zoom
Outra recomendação do Procon é fazer listas de compras para a Black Friday e para o Natal. Tudo para evitar compras por impulso.
Se o preço estiver realmente atraente, é bom prestar atenção nas condições de pagamento oferecidas, nas taxas de juros cobradas e nos prazos para quitação.
Desconfiar sempre também é uma dica. Verifique se a loja tem reclamações em sites como Consumidor.gov e Reclame Aqui e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico.
Por fim, avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade.
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Petróleo na costa do Amapá divide moradores entre expectativa de riqueza e medo de impactos

Moradores de Oiapoque falam das expectativas e preocupações com a exploração de petróleo
A descoberta de petróleo na costa do Amapá alimenta expectativas de crescimento econômico em Oiapoque, cidade na fronteira com a Guiana Francesa. Ao mesmo tempo, moradores e lideranças indígenas temem os impactos que a exploração pode trazer para a região.
A Petrobras iniciou a exploração offshore na área há cerca de um ano. Em agosto, a estatal anunciou ter identificado hidrocarbonetos em seu primeiro poço, localizado a 175 km da costa.
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A descoberta ocorreu em uma região onde Guiana e Suriname já produzem petróleo em larga escala. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o local após o anúncio e chamou o petróleo da região de “passaporte para o futuro”.
Oiapoque fica a cerca de 600 km de Macapá, capital do Amapá. Para chegar à cidade, é preciso percorrer trechos de estrada de terra e atravessar pontes de madeira.
Medo de vazamento
Para o cacique Wagner Karipuna, de 57 anos, a exploração de petróleo é motivo de preocupação. Ele vive na aldeia Mangá, a cerca de 20 km do centro de Oiapoque, às margens do rio Curipi.
O cacique teme que um eventual vazamento de petróleo atinja os rios da região.
“Se ocorrer um vazamento, então com certeza isso vai afetar. A água não tem fronteira”, afirma.
Segundo a Petrobras, os estudos realizados pela empresa indicam que não há probabilidade de o petróleo chegar à costa. A companhia também afirma que mantém diálogo com as comunidades indígenas e que fez ajustes no tráfego aéreo após conversar com lideranças locais.
Para Jean Paul Prates, que presidiu a Petrobras entre 2023 e 2024, não existe exploração offshore com risco zero. Segundo ele, um vazamento tem baixa probabilidade de ocorrer, mas pode ter consequências graves.
Wagner diz ainda estar “decepcionado” com Lula, que se apresenta como defensor do meio ambiente e dos povos indígenas. O cacique afirma que os impactos da exploração já podem ser percebidos na região.
Moradores de Oiapoque dividem opiniões sobre petróleo descoberto na costa do Amapá.
Albenir Sousa/Rede Amazônica
“Os impactos já estão acontecendo”, diz, citando o barulho diário de helicópteros e aviões, que, segundo ele, afasta aves e outros animais.
O temor também existe entre os pescadores. Joelso Mendonça, vice-presidente da colônia de pescadores Z03, que reúne cerca de 400 pessoas, teme que um vazamento prejudique a atividade.
“Se houver vazamento, ninguém vai querer comprar um pescado de uma área afetada por petróleo”, afirma.
Promessa de empregos e royalties
Enquanto indígenas e pescadores demonstram preocupação, parte dos moradores vê na exploração uma oportunidade de crescimento para Oiapoque.
A pastora Jacqueline Cadete, de 45 anos, mudou-se para um dos novos bairros da cidade no fim de 2025. Depois de morar durante anos fora do Brasil, ela diz ter voltado atraída pelas oportunidades que podem surgir com a exploração de petróleo.
Um estudo do Observatório Nacional da Indústria estima que mais de 50 mil empregos poderiam ser criados no Amapá.
A exploração também deve gerar royalties para os governos locais caso a produção comercial seja iniciada. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em agosto, porém, que a produção não deve começar nos próximos seis ou sete anos.
O prefeito de Oiapoque, Inácio Monteiro Maciel, se diz otimista com o futuro da cidade, mas reconhece que será necessário investir em infraestrutura e políticas sociais.
“Precisamos começar quase tudo do zero”, afirmou.
Cidade já sente efeitos da expectativa
Oiapoque tinha cerca de 28 mil habitantes no Censo de 2022 do IBGE. Mais da metade da população recebia o Bolsa Família naquele ano.
Segundo o prefeito, porém, o número de moradores aumentou nos últimos anos, e a chegada de pessoas à cidade se intensificou desde o início das atividades da Petrobras.
A estimativa da prefeitura é de que entre 40 mil e 45 mil pessoas vivam hoje na cidade.
O aumento da procura por imóveis também provocou especulação imobiliária, segundo o prefeito. Famílias passaram a deixar áreas centrais e a buscar moradia em bairros periféricos.
No bairro Nova Conquista, Thais Pereira de Souza, de 32 anos, vive com o marido, dois filhos e a nora grávida em uma pequena casa com telhado de zinco, sem água nem eletricidade.
A família se divide entre dois colchões e duas redes para não precisar manter o aluguel do imóvel onde morava no centro. Thais espera que a exploração de petróleo melhore sua qualidade de vida.
A presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque (Acoi), Lilma Campos, também prevê mudanças na cidade, mas afirma que ainda é cedo para saber o tamanho do impacto econômico.
“Estão dando uma especulação para o povo que diz que isso vai explodir, que vai ser a segunda Dubai. A gente não sabe se isso realmente é verdade”, afirmou.

TST determina que ao menos 60% dos funcionários da Caixa trabalhem durante greve

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 60% dos funcionários da Caixa Econômica Federal permaneçam em atividade durante a greve, em cada agência, de forma presencial ou remota.
Em caso de descumprimento, a entidade sindical estará sujeita a multa diária de R$ 100 mil.
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A decisão provisória foi tomada na noite desta quinta-feira (24) pelo ministro Maurício Godinho Delgado, após a Caixa levar o caso à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo, instrumento usado quando empregadores e trabalhadores não chegam a um acordo nas negociações.
Segundo o TST, a medida atende parcialmente ao pedido do banco, que havia solicitado a manutenção de 80% dos funcionários em atividade.
A Caixa alegou que a paralisação afeta diretamente serviços essenciais, como a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais.
TST marca julgamento da greve na Caixa; o que pode acontecer? Como ficam contas e benefícios?
Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Nesta segunda-feira (21), os trabalhadores também recusaram a segunda proposta apresentada pelo banco.
O acordo da categoria expirou em 31 de agosto. Segundo a Caixa, as negociações para o novo ciclo, de 2026 a 2028, não chegaram a um consenso, principalmente em relação ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.
A liminar também determinou a manutenção provisória das cláusulas do ACT 2024/2026 até uma decisão definitiva sobre o caso.
O julgamento do dissídio coletivo envolvendo a Caixa e seus empregados está marcado para a próxima terça-feira (29), às 14h30, pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.
Greve da Caixa Econômica afeta atendimento na região de Piracicaba a partir desta quinta
Claudia Assencio/g1

STF mantém suspensão de multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por mais 90 dias

NR-1: Como saber se você está em um ambiente de trabalho tóxico? Faça o QUIZ
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias a suspensão da aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
A atualização da regra passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem fatores que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores, como assédio, pressão excessiva, sobrecarga de trabalho, jornadas extensas e falhas na organização do trabalho.
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A decisão, tomada nesta quinta-feira (24), mantém as penalidades suspensas. O objetivo é permitir que governo, empregadores e trabalhadores discutam como as regras devem ser aplicadas.
Em junho, Mendonça já havia suspendido por 90 dias a aplicação das penalidades previstas nas regras questionadas da norma.
Na ocasião, o ministro também encaminhou o caso para uma tentativa de acordo no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF. A decisão foi depois confirmada pelo plenário da Corte.
Após a primeira reunião de conciliação, realizada em 14 de setembro, a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) pediram mais prazo para a continuidade das negociações.
Já a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu que a discussão seja encaminhada à Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios (Sejan). O ministro determinou que a AGU apresente informações complementares sobre o pedido em até cinco dias.
A prorrogação não suspende toda a NR-1. As empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e problemas na organização do trabalho.
O que permanece suspenso por mais 90 dias são as multas e demais sanções previstas nos pontos da norma questionados na ação.
Na prática, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar essas penalidades durante esse período.
A decisão é provisória e vale para empresas de todo o país. O objetivo é permitir que governo, empregadores e demais envolvidos discutam como as regras devem ser aplicadas.
Entenda a ação
A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que questiona alterações na NR-1, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A entidade argumenta que a norma não define de forma clara quais critérios devem ser seguidos pelas empresas para identificar, avaliar e gerenciar os chamados riscos psicossociais. Segundo a confederação, a falta de parâmetros objetivos pode gerar insegurança jurídica e levar à aplicação de multas sem regras claras.
A decisão também estende para empresas de todo o país os efeitos de uma liminar concedida no fim de maio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que suspendia as punições para as cerca de 130 mil empresas paulistas representadas pela entidade.
As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo.
Agora, a decisão de Mendonça mantém suspensa, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1. A medida ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais sobre a atualização da norma.
Durante esse período, governo, empregadores e representantes dos trabalhadores devem tentar construir um consenso sobre a aplicação da norma e formas de tornar as regras mais objetivas. Depois dessa etapa, o caso voltará para análise de Mendonça.
O g1 procurou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) , mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem.
André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5)
Gustavo Moreno/STF
O que muda?
As empresas continuam obrigadas a cumprir as diretrizes da NR-1 sobre prevenção de riscos psicossociais.
Ficam suspensas, por mais 90 dias, multas e outras sanções relacionadas aos dispositivos da norma sobre riscos psicossociais questionados na ação.
A medida é provisória e vale para empresas de todo o país.
Pressão e adiamento
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais entre os fatores que devem ser identificados e gerenciados pelas empresas.
Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano.
Mesmo após a prorrogação do prazo, representantes do setor patronal defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma.
O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento.
“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.
Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma.
Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1.
Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis.
Na prática, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações.
O MTE reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista.
A atualização da NR-1 ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.
No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em dez anos, registrado em 2024.
Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de benefícios por incapacidade foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde.
A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos.
Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil.
No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.
Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

Salários de até R$ 37 mil: confira os concursos públicos de 2026

Câmara dos Deputados
Jornal Nacional/ Reprodução
2026 começou com editais de concursos públicos para vagas de salários de até R$ 37 mil. Entre os destaques estiveram o de juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), e de analista e técnico na Câmara dos Deputados.
Atualmente, estão com inscrições abertas os concursos da Marinha Brasileira e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) que oferecem salários que chegam a R$ 10.000. (confira mais abaixo a relação).
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As provas acontecem em novembro deste ano e janeiro de 2027.
O professor do Estratégia Concursos e auditor fiscal da Receita Federal, Bruno Bezerra, diz que alguns dos concursos mais esperados para 2026 são o do INSS, da Petrobras e do Banco do Brasil.
De acordo com informações do Estratégia Concurso, os órgãos pediram autorização para realizar os certames. Procurados pela reportagem, os três não confirmaram ou negaram a informação.
Alguns órgãos, porém, disseram ter pedido autorização ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para realizar o processo.
É o caso da Controladoria Geral da União (CGU), que informou a solicitação de concurso para vagas de auditor federal de finanças e controle e de técnico federal de finanças e controle, mas não forneceu mais detalhes.
O Ministério de Minas e Energia também disse ter pedido autorização para preencher vagas no nível Médio e Superior no ciclo de 2026.
Em relação à quantidade de vagas, a pasta afirmou apenas que o número foi solicitado com base no “déficit de pessoal atualmente identificado no âmbito do MME”.
O professor do Gran Concursos, Eduardo Cambuy, ressalta que este deverá ser o ano dos concursos de tribunais e assembleias estaduais, já que o prazo dos certames anteriores está chegando ao fim.
Como o ano é de eleições, há a tendência de uma estagnação na realização de concursos entre setembro e novembro, já que os órgãos podem estar voltados para as eleições, avalia Cambuy.
Durante o período de campanha eleitoral, os concursos públicos não são proibidos, mas não pode haver convocação de aprovados, a menos que o processo já tenha sido homologado, ou seja, que tenha sido reconhecido como concluído e válido.
Veja abaixo os concursos abertos.
Alguns dos concursos mais esperados para 2026 são o do INSS, Petrobras e Banco do Brasil
Paulo Pinto/Agência Brasil
Marinha do Brasil
Inscrição: site do Comando do 1° Distrito Naval
Prazo para inscrição: de 18 de setembro até às 23h59 de 10 de novembro
Número de vagas: mais de 370
Salário: a partir de R$ 9.000
Data da primeira prova: 21 de fevereiro de 2027
O concurso irá preencher vagas do Serviço Militar Voluntário de Oficiais Temporários (SMV-OF-RM2) distribuídas em nove distritos navais do país. Os candidatos precisam ter Ensino Superior completo e menos de 41 anos de idade até 16 de agosto de 2027, data da incorporação à Marinha.
O processo seletivo consiste em prova escrita objetiva, prova de títulos, verificação de dados biográficos e verificação documental, inspeção de saúde e teste de aptidão física.
Confira o edital aqui.
Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) — SESMT
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 16 de setembro até às 18h de 16 de outubro
Número de vagas: Cadastro de reserva
Salário: de R$ 4.000 a R$ 10.302
Data da primeira prova: 22 de novembro
O concurso público irá preencher o cadastro de reserva do projeto Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho (SESMT) da AgSUS, em vagas que exigem Ensino Técnico ou Superior. Haverá prova objetiva online e avaliação de títulos.
Confira o edital aqui.
Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) — AgSUS Acolhedora
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 16 de setembro até às 18h de 16 de outubro
Número de vagas: Cadastro de reserva
Salário: R$ 8.800
Data da primeira prova: 01 de novembro de 2026
O certame cria cadastro reserva destinado à Coordenação de Serviços de Acolhimento Profissional dentro do programa AgSUS Acolhedora. O processo seletivo consiste em duas etapas, com prova objetiva online e avaliação de títulos.
Confira o edital aqui.
Concursos com prazo já encerrado
Tribunal Regional Federal da 2ª Região
Inscrição: FGV
Prazo para inscrição: de 22 de dezembro até às 16h de 22 de janeiro
Número de vagas: 27
Salário: R$ 37.756,55
Data da primeira prova: 12 de abril de 2026
O concurso envolve cargo de juiz federal substituto do TRF 2ª Região e será realizado por meio de prova objetiva, discursiva, oral e de títulos. Para ser elegível à vaga, o candidato precisa ser bacharel de Direito há, pelo menos, três anos e ter no mínimo de três anos de experiência em atividades jurídicas.
Confira o edital.
Sebrae
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 14 de janeiro até às 18h de 23 de janeiro
Número de vagas: 3
Salário: de R$ 9.658,84 a R$ 15.967,04
Data da primeira prova: 15 de março de 2026
As vagas disponíveis são para analista técnico de projetos, analista técnico de educação e analista técnico de arquivologia em regime de trabalho híbrido em Brasília. O processo seletivo consiste em uma prova objetiva com uma questão discursiva, além de análise do currículo e entrevista.
Confira o edital.
Sebrae
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 14 de janeiro até às 18 de 23 de janeiro
Número de vagas: 1
Salário: R$ 4.420,6
Data da primeira prova: 15 de março
Esse processo seletivo é exclusivo para Pessoas com Deficiência e preenche o cargo de assistente PcD. A vaga requer Ensino Médio completo e experiência mínima de seis meses em rotinas administrativas ou financeiras. O processo seletivo envolve uma prova objetiva, com uma questão discursiva, análise curricular e entrevista.
Confira o edital.
Câmara dos Deputados
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 05 de janeiro até às 18h de 26 de janeiro
Número de vagas: 70
Salário: de R$ 21.008,19 até R$ 30.853,99
Data da prova: 8 de março
O processo seletivo visa preencher 35 vagas de analista legislativo e 35 para técnico legislativo. Ambos cargos requerem graduação em qualquer área. A aplicação das provas ocorrerá nas 26 capitais do país e no Distrito Federal. Ao todo, serão duas provas objetivas e uma discursiva.
Confira o edital.
Marinha
Inscrição: site de cada Distrito Naval
Prazo para inscrição: até 27 de janeiro
Número de vagas: 794
Salário: de R$ 2.792,7 até R$ 3.835,42
Data da primeira prova: 15 de março de 2026
A marinha abriu 794 vagas de praças temporários em nove Distritos Navais do país. As vagas englobam duas graduações: marinheiro especializado (para candidatos com Ensino Fundamental) e cabo (para candidatos com nível médio técnico). O concurso tem um limite de idade de 41 anos.
Os cargos deverão abarcar diferentes áreas, como saúde, apoio, administração e industrial.
A primeira etapa do processo consiste em prova objetiva, seguida por prova de títulos, verificação de dados bibliográficos, verificação documental, inspeção de saúde e o teste de aptidão física.
Os aprovados, porém, não começam com salários de até R$ 3.800, já que entram na marinha como Grumetes e recebem uma bolsa-auxílio de R$ 1.398,3. Se concluírem a etapa de estágio, são promovidos a um dos dois cargos.
Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso
Inscrição: Fundação Carlos Chagas
Prazo para inscrição: de 15 de dezembro até 23h59 de 28 de janeiro
Número de vagas: 30
Salário: R$ 35.659,8
Data da primeira prova: 22 de março
O concurso se destina ao ingresso na carreira de defensor público estadual e requer bacharelado em Direito, além de atividade jurídica de no mínimo três anos. A seleção conta com prova objetiva, discursiva, oral e de títulos.
Confira o edital.
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Inscrição: FGV
Prazo para inscrição: De 5 de janeiro até 23h59 de 30 de janeiro
Número de vagas: 152
Salário: De R$ 11.464,35 a R$ 19.107,31
Data da primeira prova: 29 de março
A Ebserh abriu 152 vagas com cargos lotados em 25 estados do país, inclusive no Distrito Federal. Entre as especialidades buscadas pelo concurso, estão anestesiologia, alergia e imunologia e cardiologia.
Infra S.A
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 16 de janeiro até às 18h de 4 de fevereiro
Número de vagas: 65
Salário: R$ 10.800,82
Data da primeira prova: 15 de março de 2026
A empresa pública de projetos para o setor de transportes abriu concurso para vagas de analista em diversas especialidades, como biologia, contabilidade, economia e geologia. As vagas são para trabalhar na sede da empresa, em Brasília. O processo seletivo é dividido entre duas provas objetivas e uma discursiva.
Confira o edital.
Corpo de Fuzileiros Navais
Inscrição: presencial. Endereços disponíveis no edital
Prazo para inscrição: de 15 de dezembro até 23h59 de 6 de fevereiro
Número de vagas: 40
Salário: até R$ 6.975,59
Data da prova: A ser definida
O concurso distribui vagas de sargentos músicos. Mas os aprovados precisarão completar dois cursos de formação antes de chegar ao salário de quase R$ 7 mil. Para ser elegível ao cargo, o candidato deve ter menos de 25 anos no dia 30 de junho de 2027 e ter concluído ou estar em fase de conclusão do Ensino Médio.
O processo seletivo tem das seguintes etapas: exame de escolaridade, prova prática de músicas, verificação de dados biográficos, inspeção de saúde, teste de aptidão física de ingresso e avaliação psicológica,
Confira o edital.
Câmara dos Deputados
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 29 de janeiro até às 18h de 20 de fevereiro
Número de vagas: 40
Salário: R$ 21.328
Data da primeira prova: 26 de abril
O concurso seleciona policiais legislativos para a Câmara dos Deputados. O processo seletivo inclui prova objetiva e discursiva, bem como teste de aptidão física e psicológico. Para conseguir a vaga, é preciso graduação em qualquer área e CNH.
Confira o edital.
Diplomata
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 4 de fevereiro até às 18h de 25 de fevereiro
Número de vagas: 60
Salário: R$ 22.558,56
Data da primeira prova: 29 de março
As vagas são destinadas a classe inicial de Terceiro Secretário para a carreira de diplomata. Para ocupar o cargo, é preciso ter concluído algum curso de graduação. O processo seletivo é constituído de duas fases: prova objetiva e discursiva.
Confira o edital.
Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 2 de março até às 18h de 18 de março
Número de vagas: cadastro reserva
Salário: de R$4.000 até R$ 8.800
Data da primeira prova: 12 de abril
O concurso tem por objetivo preencher o cadastro reserva de 27 posições diferentes para atuar em Brasília na sede da AgSUS. O processo seletivo consiste em uma prova online.
Confira o edital.
Araucária Nitrogenados SA
Inscrição: Cebraspe
Prazo para inscrição: de 2 de março até às 18h de 23 de março
Número de vagas: cadastro reserva
Salário: de R$4.144,77 até R$ 8.248,49
Data da primeira prova: 26 de abril
A subsidiária da Petrobras oferece vagas de nível ensino superior e ensino médio. Há vagas com ênfase, por exemplo, em enfermagem, administração, advocacia, mecânica e segurança do trabalho. Dentro do certame, os candidatos precisarão realizar uma prova objetiva e outra discursiva.
Confira o edital.
NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A
Inscrição: FGV
Prazo para inscrição: das 16h do dia 27 de abril até às 18h de 28 de maio de 2026.
Número de vagas: 128
Salário: de R$ 4.632,10 a R$ 10.868,68
Data da primeira prova: 2 de agosto de 2026
As 128 vagas são destinadas a cargos de nível médio, médio-técnico e superior, como profissional técnico de navegação aérea, técnico em infraestrutura e manutenção e assistente social.
Confira o edital.
Concurso Público de Admissão à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx)
Inscrição: Gov.br
Prazo para inscrição: de 27 de abril até 29 de maio
Número de vagas: 400 vagas para homens e 40 para mulheres
Salário: R$ 1.309 no primeiro ano
Data da primeira prova: 12 e 13 de setembro de 2026
Para se inscrever no processo seletivo, é preciso ter entre 17 e 22 anos até 31 de dezembro do ano de matrícula. Na primeira etapa, os candidatos têm de realizar um exame intelectual e, na segunda, fazem inspeção de saúde, exame de aptidão física e exame psicológico.
Confira o edital.
Colégio Naval
Inscrição: site da Marinha
Prazo para inscrição: 2 de abril a 4 de maio
Número de vagas: 142 vagas para homens e 14 para mulheres
Salário: R$ 1.398,30
Data da primeira prova: 1 e 2 de agosto
Os candidatos devem ter entre 15 e 18 anos no dia 30 de junho de 2027. O certame tem prova objetiva e redação, inspeção de saúde, teste de aptidão física e avaliação psicológica.
Confira o edital.
Escola de Sargento das Armas (ESA)
Inscrição: Gov.br
Prazo para inscrição: de 30 de março a 4 de maio
Número de vagas: 1100
Salário: Não informado
Data da primeira prova: 26 de julho
O concurso seleciona candidatos para o Curso de Formação e Graduação de Sargentos nas áreas de Geral, Música e Saúde, que tem início em março de 2027 e termina em dezembro de 2028. Os candidatos terão de prestar Exame intelectual e Exame de Habilitação Musical (caso tenham optado pela graduação em Música). Para a área geral, os candidatos devem ter no máximo 24 anos até 31 de dezembro do ano de matrícula e, para as demais, a idade limite é 26.
Confira o edital.
Empresa de Tecnologia e Informação da Previdência (Dataprev)
Inscrição: FGV
Prazo para inscrição: das 16h de 6 de julho até às 16 de 6 de agosto
Número de vagas: 212
Salário: de R$ 8.273,94 a R$ 10.685,44
Data da prova: 11 de outubro de 2026
O processo seletivo tem uma etapa que consiste em prova objetiva. Os candidatos irão concorrer a vagas ligadas a análise de negócio de TI, arquitetura e engenharia, desenvolvimento de software, advocacia, contabilidade e análise de processamento.
Confira o edital.
Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF)
Inscrição: FCC
Prazo para inscrição: das 10h de 6 de julho de 2026 às 23h59 de 6 de agosto
Número de vagas: 49 vagas
Salário: de R$ 8.000 a R$ 15.200
Data da primeira prova: 27 de setembro de 2026
O certame irá preencher as vagas de advogado, atuário, contador e especialistas em análise de sinistros e de risco de crédito. Os candidatos terão de realizar prova objetiva e discursiva.
Como se preparar?
Bruno Bezerra destaca que o primeiro passo é definir em qual área o candidato gostaria de prestar o concurso, se é para a fiscal, policial ou administrativa, por exemplo. Isso porque as matérias tendem a se repetir.
“É comum a pessoa fazer uma prova e não conseguir uma aprovação logo no primeiro certame. E aí depois ela já sai para outros concursos com conhecimento acumulado”, explica Bezerra.
Também vale começar a preparação antes da publicação do edital, recomenda Bezerra, em razão do alto volume de conteúdo. Nesse caso, o candidato pode se basear no edital do último certame.
Realizar simulados ajuda a lidar com o nervosismo, diz professor
Getty Images via BBC
Depois de definir em que área deseja atuar, o concurseiro deve montar um plano de estudos e definir a quantidade de horas que irá estudar por dia. É importante incluir no plano de estudos um tempo para revisões e resolução de questões anteriores.
Para os candidatos que têm de conciliar os estudos com o trabalho, a organização precisa ser ainda maior. Um conselho que Bezerra dá para esses casos é tentar cumprir parte da meta de estudo antes do trabalho, “porque aí você tá com a cabeça descansada e vai conseguir render mais”.
Outra possibilidade é adiantar conteúdo no transporte para o trabalho ou durante o horário de almoço. Ele destaca que, para esses perfis, conteúdos em áudio podem ser úteis. O candidato também pode compensar as horas não estudadas dos dias de trabalho aos fins de semana.
Na hora da prova, uma dica do professor para administrar o nervosismo é ter em mente que aquilo não é o processo seletivo de sua vida e que haverá outras oportunidades. “O concurseiro tem que ir com a mentalidade de que ele fez o melhor, o que estava ao alcance dele e o resultado vai ser consequência”, aconselha Bezerra.
Eduardo Cambuy acrescenta que realizar simulados também ajuda a lidar com o nervosismo. “E aí, quando chegar na prova, não tem mistério. Você já praticou aquilo ali mil vezes, é só repetir a prática”, diz.
Ele também considera importante ajustar a expectativa com a realidade, o que significa planejar os estudos com base nas horas em que têm disponível. “Se eu tiver uma meta fora do que eu consigo, eu quebro minha rotina, eu fico mais ansioso, mais estressado, eu desisto mais cedo, fico desmotivado”, explica.
O mesmo vale na hora de escolher para qual vaga se candidatar. É importante que o concurseiro verifique para quais certames é competitivo, de forma que a aprovação não demore tanto.
Segundo Cambuy, as vagas menos competitivas podem ser uma maneira de acessar benefícios da carreira no setor público para, então, avançar para outros cargos.

Dólar abre em queda, após reunião entre Trump e Xi Jinping e com eleições no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (25) em queda, com um recuo de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,1823. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ O encontro da véspera, entre os presidentes Trump e Xi Jinping, continua no radar. Segundo o líder chinês, os dois países “alcançaram um entendimento comum em muitas questões” e devem encontrar novas formas de entendimento entre si. Entre os temas abordados na reunião estavam tarifas, terras raras, compras de produtos agrícolas, inteligência artificial, chips, aviação e investimentos, além de questões geopolíticas como Taiwan e Irã.
Entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil
▶️ As tensões entre os EUA e o Irã também seguem na mira dos investidores. Ontem, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os EUA devem decidir se querem encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito.
Em meio a um discurso mais ameno entre os presidentes dos dois países, os preços do petróleo caem nesta sexta-feira. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,97%, cotado a US$ 105,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 1,80%, a US$ 92,91 o barril.
▶️ No Brasil, o foco fica com os novos dados do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. A expectativa do mercado é que o indicador mostre uma alta em setembro, puxada pela reversão do Bônus de Itaipu nas tarifas de energia elétrica e uma queda menor nos preços da gasolina.
▶️ O cenário eleitoral também fica sob os holofotes. Nesta sexta-feira (24), o g1 promove, às 13h, um debate com candidatos ao Senado por São Paulo. Com mediação da jornalista Ana Paula Campos, o encontro, realizado em estúdio na redação da TV Globo na capital paulista, será transmitido no site e nos perfis do portal no YouTube, no TikTok e no Instagram. Acompanhe AO VIVO.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,95%;
Acumulado do mês: +0,26%;
Acumulado do ano: -5,39%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: -0,68%
Acumulado do mês: +3,69%;
Acumulado do ano: +14,18%.
Encontro entre Trump e Xi Jinping
O líder chinês Xi Jinping disse que EUA e China “alcançaram entendimento comum em muitas questões” após a reunião realizada com o presidente Donald Trump na Casa Branca, na quinta-feira (24).
Xi discursou à noite em um jantar de gala oferecido por Trump na sede do Executivo. Ele disse que os dois países devem encontrar novas formas de entendimento entre si.
O republicano também subiu ao púlpito para um breve discurso, em que agradeceu a visita do chinês e convidou os presentes para ver, através de uma cortina vermelha, as obras do novo salão de festas que ele mandou erguer na Casa Branca.
Os discursos ocorreram antes do jantar e não houve abertura para perguntas dos jornalistas.
Trump e Xi passaram o dia entre reuniões e compromissos conjuntos em Washington. Num encontro pela manhã, os líderes sinalizaram que pretendem cooperar para um “futuro comum”.
Xi Jinping reconheceu a rivalidade entre as duas principais potências econômicas mundiais, mas pediu que os dois países evitem um confronto.
“A China e os Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e não confronto entre si”, afirmou o líder chinês, recepcionado com pompa por Trump durante a visita de dois dias que faz ao país rival.
Em discurso em cerimônia dentro da Casa Branca, Trump repetiu que mantém “uma verdadeira amizade” com o colega, “baseada no respeito mútuo e o interesse do nosso povo”.
Por que, mesmo estando nos EUA, Xi Jinping escolheu não discursar na ONU?
Na quarta-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que os EUA e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro.
Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses.
EUA e Irã também ficam no radar
Após uma troca de falas mais dura entre os presidentes dos EUA e do Irã, o líder iraniano afirmou, na quinta-feira, que o governo americano deve decidir se quer encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito. A declaração foi dada à emissora americana Fox News.
Pezeshkian havia adotado um tom mais desafiador em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (24), quando afirmou que o Irã não vai se “ajoelhar” diante dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que Washington mantém conversas com Teerã.
“Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso”, disse Pezeshkian, segundo tradução da Fox News.
O presidente iraniano afirmou ainda que seu país está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ao mencionar um cessar-fogo, questionou por que um acordo teria sido rompido apenas duas semanas após sua assinatura.
“Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram implodi-lo?”, disse. Pezeshkian também afirmou que o Irã estaria disposto a negociar com o governo americano dentro das normas internacionais.
“Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?”, afirmou.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com setores de seguros e tecnologia liderando perdas enquanto investidores aguardavam mais detalhes sobre a cúpula entre Trump e Xi Jinping, em Washington.
O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,01%, o Nikkei, do Japão, avançou 1,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, o SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, não operaram nesta sexta-feira por conta de um feriado local.
Dólar
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* Com informações da agência de notícias Reuters.