Proibição das bets: governo prevê advertência, multa e suspensão das atividades para empresas que descumprirem regras

O governo federal proíbe todas as bets no país
O governo publicou nesta sexta-feira (25) uma medida provisória que proíbe apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o “Jogo do Tigrinho”
O texto estabelece punições para provedores de internet, plataformas digitais e lojas de aplicativos que não adotarem medidas para retirar conteúdos, anúncios ou serviços de apostas proibidos pelo governo.
🚫Entre as punições estão multas, suspensão temporária das atividades e até proibição do exercício das atividades (veja mais detalhes abaixo).
🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
A medida provisória estabelece um chamado “dever de cuidado” para os provedores de aplicações de internet.
Na prática, empresas responsáveis por redes sociais, plataformas digitais, mecanismos de distribuição de conteúdo e outros serviços online deverão agir para impedir a circulação de conteúdos relacionados a serviços proibidos pela nova legislação.
Pelo texto, os provedores poderão ser responsabilizados caso não consigam comprovar que adotaram medidas adequadas para impedir a disseminação desses conteúdos.
Além disso, deverão retirar publicações ou anúncios considerados irregulares após notificação feita por autoridades do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor ou pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
📱As obrigações também alcançam as lojas de aplicativos e os sistemas operacionais.
Essas empresas deverão impedir a disponibilização de aplicativos ou serviços vedados pela medida provisória. Caso sejam notificadas pelo governo, terão de retirar os produtos do ar.
Quais são as punições
🚫O descumprimento das regras poderá levar à aplicação de uma série de sanções pelo Ministério da Justiça, de forma isolada ou cumulativa.
Entre as medidas previstas estão:
advertência, com prazo para correção da irregularidade;
multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil no último exercício;
multa diária enquanto a infração persistir;
suspensão temporária das atividades;
proibição do exercício das atividades.
Nos casos em que não houver faturamento registrado, a multa poderá variar de R$ 10 a R$ 1.000 por usuário cadastrado, limitada a R$ 50 milhões por infração.
Segundo a MP, a definição da punição levará em conta fatores como a gravidade da infração, o número de usuários afetados, eventual vantagem econômica obtida pela empresa, sua condição financeira, reincidência e cooperação com as autoridades.
As sanções mais severas, como suspensão ou proibição de funcionamento, só poderão ser aplicadas em caso de reincidência ou de repetidos descumprimentos após a aplicação de advertências ou multas.
Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores.
Arquivo/Agência Brasil
Proibição das bets
A MP faz parte do pacote anunciado pelo governo para encerrar as apostas online e os cassinos virtuais no país.
Pelo cronograma divulgado, novos depósitos nas plataformas ficam proibidos imediatamente. Os apostadores terão até 5 de outubro para sacar os valores mantidos nas contas, e os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.
Durante o anúncio, o governo informou que pretende reforçar a fiscalização para impedir a continuidade das operações de apostas após a entrada em vigor da proibição.
O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública poderão determinar o bloqueio ou o redirecionamento de páginas na internet que ofertem apostas enquadradas na nova vedação.
A execução das ordens caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por repassar as determinações às empresas que fornecem conexão à internet e a outros agentes que possibilitam o acesso dos usuários aos conteúdos online.
Projeto criminaliza bets
Além das medidas administrativas, o governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer.
Explorar ou operar as chamadas “apostas de quota fixa”, por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.
A proposta prevê ainda estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas.
Se o texto for aprovado pelos parlamentares, a punição será aumentada em um terço quando o objeto da aposta for um evento virtual de jogo online, como os populares cassinos virtuais, a exemplo do “jogo do tigrinho”.
O que diz o setor?
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas se manifestaram em nota.
O setor afirmou que a proibição das bets legais não acabaria com as apostas, mas poderia empurrar apostadores para sites clandestinos, sem mecanismos de fiscalização e proteção.
“A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal”, diz o texto.
As entidades também afirmaram que estão “adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória” e que levarão o caso à Justiça.
Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais.

Dívida boa existe? Entenda quando dever pode ajudar — ou prejudicar — seu bolso

Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa?
Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial. A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros.
Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer.
Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Morango cravejado: trend aumenta procura, mas chuvas prejudicam produção; preço sobe até 177%

Em alta nas redes sociais, morango cravejado faz sucesso em Juiz de Fora
Pouco mais de um ano depois de viralizar com o morango do amor, a fruta volta a ser protagonista de uma sobremesa que faz sucesso nas redes sociais: o morango cravejado. 🍓
O doce conta com um morango coberto com brigadeiro e chocolate branco derretido, com pedacinhos de calda de açúcar. A sobremesa já pode ser encontrada por até R$ 40 em São Paulo.
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Não basta a demanda e o trabalho de preparo para formar esse preço elevado. A principal matéria-prima, o morango, também está mais cara nas Ceasas. Em São Paulo, por exemplo, o valor do quilo subiu 30% em relação a setembro do ano passado, de R$ 19,66 para R$ 25,59.
Em Belo Horizonte (MG), a alta foi de 177%: de R$ 15 para R$ 41. Já em Curitiba (PR), a elevação foi de 94%, com o custo subindo de R$ 18 para R$ 35.
O encarecimento é resultado das fortes chuvas que atingiram áreas de plantio do morango desde o fim de agosto, explica Ronaldo Herculano de Lima, engenheiro agrônomo e consultor da empresa Ser Agro.
Com isso, o morango, que deveria atingir o pico da safra no início da primavera — nas duas últimas semanas de setembro —, tem oferta reduzida e qualidade inferior, especialmente para o preparo do doce. O engenheiro afirma que alguns produtores perderam até 80% da lavoura.
Segundo Lima, o morango cravejado é feito com frutas grandes e de sabor mais adocicado. Ele estima que apenas uma em cada 50 unidades colhidas atenda a esse padrão.
A expectativa dos produtores está voltada para a próxima leva de plantio, que deve estar pronta para colheita em 60 dias. Embora setembro seja a época tradicional do morango, avanços genéticos permitem que algumas regiões do país mantenham a colheita ao longo de todo o ano — principalmente em áreas mais frias, como o Sul.
O morango se desenvolve melhor em temperaturas amenas, entre 15°C e 30°C, e com pouca chuva.
Para quem ainda pretende investir na preparação do morango cravejado — correndo o risco de a moda passar até lá —, a dica de Lima é escolher os produtos que são vendidos refrigerados e colocá-los de volta na geladeira assim que chegar em casa. Se a fruta não for comercializada dessa forma, deve ser consumida rapidamente.
Também é importante observar o estado de todas as frutas da bandeja, já que uma delas pode estar mofada e contaminar as demais.
Morango cravejado em São José do Rio Preto (SP)
TV TEM/Reprodução
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Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram e usam PIX para receber

⚠️ Aviso: esta reportagem contém conteúdo sensível sobre abuso sexual infantil. Ao final dela, veja como denunciar casos desse tipo.
Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram
Uma reportagem do g1 mostrou que criminosos usam o TikTok como vitrine para promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil, negociado dentro do Telegram.
O g1 localizou ao menos 35 links publicados no TikTok que dão acesso à venda desse tipo de material. Alguns levam a sites externos, mas a maioria direciona os interessados para grupos, chats privados e robôs de venda no Telegram.
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➡️ Os pacotes anunciados pelos criminosos custam a partir de R$ 10 e chegam a R$ 150. Alguns vendedores aceitam pagamentos em criptomoedas, como bitcoin e ether. Mas o g1 também encontrou canais em que os criminosos aceitam PIX como forma de pagamento. (saiba mais abaixo)
Os vídeos publicados no TikTok nem sempre têm relação aparente com o material anunciado. É nos comentários, porém, que os interessados encontram caminhos para outras contas e links que levam ao Telegram.
Quando há um link, ele geralmente contém a palavra invite (“convite”, em inglês), seguida de um código. Ao acessar o endereço, o usuário precisa informar essa sequência para entrar em uma página dentro do Telegram, onde é exibida uma prévia do conteúdo anunciado.
Em outros casos, a negociação ocorre diretamente por meio de bots ou de conversas com os criminosos dentro do Telegram.
O acesso, a produção e a divulgação de conteúdo de abuso sexual infantil são crimes no Brasil. (saiba mais ao final da reportagem)
Procurado, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil e que, apenas neste ano, excluiu mais de 300 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de material.
O TikTok disse que remove essas postagens rapidamente e bane as contas envolvidas. “Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens”, completou.
As notas enviadas pelas empresas ao g1 estão, na íntegra, no final desta reportagem.
Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram e usam PIX para receber pagamentos
Arte g1
Pacotes são vendidos a partir de R$ 10
Em um dos sites monitorados pelo g1, um dos pacotes custa US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes são vendidos por US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90), com diferentes quantidades de conteúdo.
Em um deles, que aceita PIX, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. (veja na imagem abaixo)
Criminoso vende conteúdo de abuso sexual em chat no Telegram.
Reprodução/Telegram
Os grupos também anunciam diferentes categorias de conteúdo de abuso sexual infantil, incluindo material com violência sexual, como estupro e incesto.
Um deles afirma ser um dos maiores do Brasil e promete receber material de diferentes fontes, além de garantir a confidencialidade dos compradores. Por R$ 20, o grupo oferece acesso “vitalício”, segundo o anúncio. (veja na imagem abaixo)
Antes da compra, os criminosos costumam enviar uma prévia do conteúdo por meio de um vídeo autodestrutivo, que é apagado após a primeira visualização. Depois, eles fornecem uma chave PIX e, após a confirmação do pagamento, enviam os arquivos na própria conversa.
Grupo vende acesso vitalício a grupo de conteúdo de abuso sexual infantil por R$ 20.
Darlan Helder/g1
Para investigadores da Polícia Federal (PF) ouvidos pelo g1, o uso do PIX nesse tipo de crime mostra a sensação de segurança dos criminosos. Muitos usam contas de terceiros, de laranjas ou até de ex-namoradas.
Também há casos em que os agressores usam a conta bancária da própria vítima ou de familiares para receber pagamentos pelas vendas do material.
Em uma das interações, um criminoso que diz ser do Brasil admite usar a conta bancária de uma “menina” e diz que ela provavelmente será bloqueada. Ele garante, porém, que a transação do interessado não será rastreada, o que não é verdade, segundo a Polícia Federal.
Criminoso usa PIX para vender conteúdo de abuso sexual infantil e diz que comprador não será rastreado.
Reprodução
Ele usa como chave PIX um endereço de e-mail com final “@estudante.rs.gov.br”. O g1 não conseguiu localizar a pessoa mencionada no endereço.
Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que “está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso”.
Embora os criminosos se sintam seguros ao usar o PIX, a transação deixa rastros que podem ajudar na investigação. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar os compradores.
Além disso, bancos tradicionais geralmente identificam como suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, podem bloquear as contas.
Site incentiva compartilhamento de link no TikTok para liberar material sem custo
Reprodução
Em outro site localizado pelo g1, que não é hospedado no Telegram, mas foi divulgado no TikTok, os criminosos incentivam compradores a compartilhar links na rede social em troca de acesso gratuito a novos conteúdos. (veja na imagem acima)
Segundo o anúncio, os interessados podem receber mais de 150 vídeos sem custo depois que uma determinada quantidade de usuários se cadastrar na plataforma por meio do link gerado pelo comprador. A estratégia transforma os próprios interessados em divulgadores.
O site também informa aceitar diferentes formas de pagamento, incluindo cartão de crédito e PIX.
Produção, venda e compra podem levar à prisão
Canal no Telegram vende conteúdo de abuso sexual infantil com preços a partir de R$ 15.
Reprodução/Telegram
Desde o início de agosto, uma nova lei prevê penas mais duras para crimes envolvendo conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Para quem produz ou vende esse material, a pena passou a ser de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa.
Para quem adquire, possui ou mantém o conteúdo, a punição é de 3 a 6 anos de reclusão e multa.
As novas regras foram sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 6 de agosto de 2026. O texto teve origem em projeto de autoria do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e foi aprovado pelo Senado em 7 de julho.
“Desde quem produz até quem vende e quem recebe, toda essa cadeia está passível de ser responsabilizada e deve ser responsabilizada por esse crime”, defende Ana Cláudia Cifali, do Instituto Alana.
A nova lei define como conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes qualquer representação, por meio de registro audiovisual, que envolva criança ou adolescente, real ou fictício, em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, incluindo conteúdos gerados por IA.
Com a mudança, a legislação passa a classificar esse tipo de material como “violência sexual contra criança ou adolescente”, em vez de usar o termo “pornografia”.
A alteração acompanha uma discussão internacional sobre o uso desse termo, considerado por especialistas e organizações insuficiente para descrever a gravidade da violência praticada contra menores de idade.
O que dizem as empresas
Telegram
“A distribuição de material de abuso sexual infantil é expressamente proibida pelos termos de serviço do Telegram, e dedicamos esforços significativos para erradicá-la de nossa plataforma. Mais de 339.760 grupos e canais relacionados a material de abuso sexual infantil foram removidos em 2026.
Além da moderação humana, o Telegram escaneia todas as mídias enviadas para sua plataforma pública, comparando-as com um banco de dados de hashes de conteúdo de material de abuso sexual infantil previamente removido por moderadores, complementado por conjuntos de dados da Internet Watch Foundation e denúncias de ONGs de todo o mundo.
Como resultado desses esforços, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma.
O fato de agentes maliciosos precisarem anunciar em outras plataformas significa que eles não conseguem existir publicamente no Telegram como resultado dos esforços de moderação do Telegram. Estatísticas diárias e mais informações: Telegram.org/safety”
TikTok
“Removemos esse conteúdo rapidamente e banimos permanentemente as contas envolvidas. Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens.
Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil. Quando tomamos conhecimento de qualquer conteúdo desse tipo — seja por meio dos nossos próprios métodos de detecção, denúncias da comunidade ou parcerias com a indústria —, agimos imediatamente para removê-lo, banir as contas envolvidas e reportar os casos ao NCMEC (em português: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas).
Dados do Nosso Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade mais recente, do primeiro trimestre de 2026, demonstram a eficácia dos nossos sistemas em fazer cumprir nossas regras. 99,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente da plataforma.”
Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil:
Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
Qualquer delegacia de polícia;
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008;
Ministério Público;
Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras)
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Saiba quais são as 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil, segundo a revista Time

Fachada do escritório da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, nos arredores de Paris, em janeiro de 2025
Gonzalo Fuentes/Reuters
A Microsoft foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a melhor empresa para se trabalhar no país, segundo o ranking Melhores Empregadores do Brasil 2026, elaborado pela Revista Time em parceria com a empresa de pesquisa Statista.
O levantamento considera avaliações de profissionais de diferentes setores, além de indicadores financeiros e da reputação das empresas no mercado de trabalho. Ao todo, mais de 4 mil empresas foram avaliadas, e 500 foram selecionadas para a lista brasileira.
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As quatro primeiras posições são ocupadas por empresas estrangeiras de tecnologia: Microsoft, SAP, Alphabet (dona do Google) e IBM.
Segundo a Time, o resultado ocorre em um momento de expansão dos investimentos do setor de tecnologia no Brasil, impulsionados, entre outros fatores, pelo crescimento do mercado de data centers e pela oferta de energia renovável.
Agora no g1
A publicação também destaca programas de treinamento e certificação profissional oferecidos por empresas como Microsoft e IBM. As iniciativas buscam ampliar a qualificação dos trabalhadores e reduzir a falta de mão de obra especializada no setor.
A empresa brasileira mais bem colocada no ranking é a Contabilizei, que aparece na quinta posição geral.
Entre as 10 primeiras colocadas também estão Volvo, Hospital Israelita Albert Einstein, Embraer, Faber-Castell e Insi.
Como o ranking é elaborado
A classificação foi baseada em mais de 900 mil avaliações e recomendações de profissionais, coletadas por meio de pesquisas anônimas. Os participantes puderam avaliar seus próprios empregadores e outras empresas de seus respectivos setores.
Entre os aspectos considerados estão a disposição de recomendar a empresa a amigos e familiares, remuneração, condições de trabalho, ambiente corporativo e oportunidades de desenvolvimento profissional.
A metodologia da Statista também considera a reputação das empresas no mercado de trabalho e outros indicadores. A pontuação final é apresentada em uma escala de 0 a 100 pontos.
Veja abaixo a lista dos 100 melhores empregadores do Brasil em 2026:
Os 100 melhores empregadores do Brasil em 2026

Por que ostentamos? O que a psicologia e a economia explicam sobre o consumo de luxo

Por que ostentamos? O que a psicologia e a economia explicam sobre o consumo de luxo
Adobe Stock
Fernanda* tinha acabado de completar 18 anos quando recebeu o primeiro salário. Com o dinheiro na conta, decidiu comprar uma bolsa que, diz ela, talvez custasse, na época, mais do que ela havia recebido naquele mês já que, por isso, a compra foi parcelada diversas vezes.
Aquela foi, segundo ela, a primeira de muitas compras feitas acima do que precisava ou podia pagar, buscando “o melhor”. O padrão se repetiu com outros itens e, mais tarde, com um carro que ela própria considera maior e mais sofisticado do que sua rotina exigia.
“Eu sempre fui sozinha com meu filho. Então, eu não precisava comprar um carro grande, cheio de coisas. E eu queria sempre o melhor, o mais caro, com mais sofisticação. Tudo do bom e do melhor, sem necessidade”, conta.
Fernanda diz que havia algo além do desejo pelos produtos. “A partir daí, todo o meu dinheiro eu gastava com coisas desnecessárias. Eu nunca guardei dinheiro na minha vida. Sempre gastei tudo. Eu precisava me autoafirmar perante o outro”, diz ela.
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Agora no g1
O que explica a vontade de ostentar?
Comprar um produto caro não significa, necessariamente, ostentar. O mesmo objeto pode ser valorizado pela qualidade, pelo design ou simplesmente pelo prazer de consumi-lo. A ostentação aparece quando o bem também funciona como uma forma de comunicar algo aos outros — como status, pertencimento ou exclusividade, o que nem sempre tem a ver com dinheiro.
Isso ajuda a explicar por que determinados produtos podem adquirir um valor que vai muito além da sua utilidade, segundo especialistas ouvidos pela DW.
A psicóloga econômica Vera Rita Ferreira explica que os seres humanos são “inerentemente sociais” e, desde cedo, influenciados pelo comportamento das pessoas ao redor. A imitação faz parte do aprendizado: aprendemos, por exemplo, a falar e a andar observando outras pessoas. No consumo, esse mecanismo também pode aparecer.
“Você se sente especial, e todo mundo tem vontade de se sentir especial, de se destacar de alguma forma. Mas as pessoas gostam de ter uma coisa mais cara porque menos gente vai ter acesso a ela. Então, isso garante o seu lugar de exclusividade”, explica.
Na economia, uma das primeiras teorias para esse tipo de comportamento surgiu com o economista e sociólogo americano Thorstein Veblen, que descreveu o chamado “consumo conspícuo”, a aquisição e a exibição de bens como forma de demonstrar riqueza e posição social.
O produto como parte da identidade
Nelsio Rodrigues, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pesquisador da área de consumo, chama atenção para outra dimensão da ostentação: o pertencimento.
Por trás da decisão de comprar um item caro — inclusive quando ele está fora do orçamento — pode existir uma busca por diferenciação, mas também o desejo de fazer parte de determinado grupo.
“A gente fala do ‘self estendido’: você se projeta em um artefato. O celular é um deles”. O conceito de “self estendido”, formulado pelo pesquisador Russell Belk, parte da ideia de que aquilo que possuímos também pode contribuir para a construção da nossa identidade.
No mercado de luxo, marcas, roupas, celulares, carros e outros objetos podem funcionar, portanto, como sinais sobre quem somos ou sobre o grupo ao qual queremos pertencer.
“Você vai pertencer a uma tribo, então, na verdade, ela [a ostentação] faz com que você se aproxime do que você espera. A vaidade faz parte do processo, mas ela não é o principal. Eu estou muito mais querendo pertencer a um grupo que usa determinada marca, que vai a determinados shows”, explica Rodrigues.
Pesquisas de diferentes áreas também investigam a relação entre a ostentação e outras dimensões, como autoestima, exclusão social e relacionamentos.
Para Vera Rita, a comparação com outras pessoas é um dos fatores que ajuda a explicar a dinâmica desse tipo de consumo. “Estamos sempre tentando encontrar um lugar na régua, que diga para a gente onde estamos. E a necessidade de ostentar vem primeiro dessa insegurança mesmo. Quem precisa [ostentar] é quem não tem muita certeza de onde está nessa régua”, afirma.
A relação entre incerteza sobre si mesmo e consumo ostensivo também aparece em outras pesquisas. Em um estudo publicado em 2023 na revista Frontiers in Psychology, por exemplo, participantes expostos a uma lembrança de rejeição ou traição apresentaram maior propensão ao consumo ostensivo do que aqueles que haviam relembrado uma experiência positiva de relacionamento.
No caso de Fernanda, ela relaciona o próprio comportamento de consumo a uma experiência de rejeição vivida na infância. “Minha mãe me abandonou quando eu tinha um ano de idade. Então, hoje eu sei que por causa desse abandono, eu fazia, faço ainda, mas bem controlado agora, essas compras desnecessárias para me autoafirmar para os outros”, conta.
Já outro estudo, intitulado Pavões, Porsches e Thorstein Veblen: o consumo ostentatório como sistema de sinalização sexual, investigou o consumo ostensivo como uma possível forma de sinalização sexual. Em quatro experimentos, os pesquisadores encontraram evidências de que, entre homens, determinados contextos ligados a estratégias de relacionamento de curto prazo estavam associados a gastos mais extravagantes.
O resultado da pesquisa sugere que “ostentar bens associados a status para potenciais parceiros não se resume simplesmente a exibir recursos econômicos”, mas pode estar relacionado a conquistar parceiros de curto prazo, o que sugere que o consumo ostensivo pode desempenhar diferentes funções sociais, e não apenas comunicar riqueza.
Quando o status pesa no bolso
O problema aparece quando o desejo de consumir deixa de caber no orçamento. Rodrigues afirma que a diferenciação pelo consumo não é nova. Ao longo da história, o acesso restrito a determinados bens, como arte e cultura, também funcionou como marcador de posição social. No entanto, ele lembra que o acesso a produtos “ostentatórios” mudou: se antes o luxo era inacessível, hoje as facilidades de pagamento, com o crédito e o parcelamento, permitem adquirir produtos de alto valor sem desembolsar todo o preço imediatamente.
O professor diz que, nesse contexto, ganhou espaço nas redes sociais a expressão “pobreza de luxo”, usada para descrever situações em que uma pessoa consegue acessar bens e experiências associados a padrões de consumo mais altos, mas compromete o orçamento com crédito e parcelamentos.
O parcelamento, por si só, não significa endividamento. O problema aparece quando sucessivas compras comprometem a renda futura e reduzem a capacidade de poupar ou lidar com imprevistos.
Além disso, para Rodrigues, há ainda uma dimensão que vai além das finanças: o consumo também pode funcionar como uma forma de reconhecimento social.
“Nós temos um ponto aí que é o não reconhecimento, que é um dano psicológico, um dano social de não reconhecimento dos seus pares por não saber usar determinados instrumentos ou não saber se comportar em determinados ambientes. Então, pensamos muito na questão econômica, mas tem um impacto social e cognitivo das pessoas”, complementa o professor.
No caso de Fernanda, as compras chegaram a comprometer sua vida financeira. Ela conta que passou a buscar ajuda profissional, com psicólogo e psiquiatra, além de participar dos Devedores Anônimos (DA), grupo voltado a pessoas que desejam interromper o ciclo de endividamento.
Hoje, ela utiliza também um planejamento de gastos para estabelecer limites para compras e evitar decisões impulsivas, evitando, assim, comprar itens luxuosos apenas para ostentar.
“Até R$ 100 eu não pergunto para ninguém. Acima de R$ 100, eu vou perguntar para uma terceira pessoa para ver se aquilo é importante para mim. E tem o teto de gasto, que é o plano de gastos, em que colocamos os custos fixos e também valores extras que a gente gostaria de gastar com alguma coisa. Então, se eu quero comprar uma bolsa, eu posso gastar até R$ 150. Se eu quiser comprar um sapato, até R$ 100, por exemplo”, explica ela.
Impacto das redes sociais
Para os especialistas, as redes sociais também deram uma nova dimensão à lógica do pertencimento. Em vez de comparar nosso padrão de consumo apenas com o de pessoas próximas, como vizinhos e familiares, hoje é possível acompanhar viagens, carros, celulares, restaurantes e outros sinais de status de pessoas de diferentes grupos e países.
“Isso explica, por exemplo, o comportamento de manada. Todo mundo vai atrás. Com as redes sociais isso virou uma coisa delirante”, diz a psicóloga econômica.
Para ela, a exposição constante pode intensificar a comparação social, especialmente entre pessoas que já se sentem inseguras em relação à própria posição.
“As redes sociais acabam com a paz de espírito, principalmente das pessoas que estão mais inseguras e insatisfeitas. Então, a pessoa pode se comparar com alguém que está lá na China, na Suécia, e a gente vai perder porque aqui no sul global já começamos perdendo porque a renda é completamente diferente. O país é mais desigual”, detalha Vera Rita.
Justamente por isso, Fernanda decidiu se afastar das redes sociais. “É um mercado aberto de vendas. A gente acha que aquela pessoa tem e, quando você vai ver, ela está cheia de dívida também. Então, a gente não sabe qual é a vida daquela pessoa e a gente se compara com ela”.
*Sobrenome ocultado para preservar o anonimato.

Mais espaço, cama e cardápio gourmet: como é viajar no avião que só tem classe executiva

Como é viajar no avião que só tem classe executiva
Poltronas espaçosas em vez de assentos apertados e atendimento prioritário no lugar de longas filas: assim é viajar em um avião que dispensa a classe econômica e têm somente classe executiva.
Os voos são realizados pela companhia aérea francesa La Compagnie, que faz rotas em aeroportos da França, dos Estados Unidos, do Canadá e da Itália somente com assentos mais confortáveis.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A empresa opera dois aviões do modelo A321neo, fabricados pela Airbus e com cerca de 200 lugares na configuração padrão.
Para garantir mais conforto, a companhia reduz o limite para apenas 76 passageiros, distribuídos em fileiras com quatro poltronas cada uma.
Avião da La Compagnie tem apenas classe executiva
Divulgação/La Compagnie
Com mais espaço, é possível reclinar os assentos até eles ficarem totalmente na horizontal e funcionarem quase como camas de 1,92 metro de comprimento.
A diferença também está nos preços: enquanto aéreas convencionais cobram cerca de R$ 1.800 por um voo de Nova York a Paris, a La Compagnie tem passagens por mais de R$ 10 mil, considerando a cotação para uma viagem em dezembro de 2026.
Para os passageiros, além de mais espaço, há um sistema multimídia com tela de 15,6 polegadas e espaço amplo para bagagem em cada assento, além de Wi-Fi ilimitado, luz ajustável para leitura, tomadas e entradas para fones de ouvido.
Durante o voo, é possível aproveitar um menu gastronômico escolhido por chefs franceses ou italianos, a depender do local de origem.
E, no aeroporto, a companhia garante acesso prioritário na verificação de passaporte e embarque com limite mínimo de 50 minutos de antecedência, em vez de 3 horas como costuma acontecer em voos internacionais.
Em comunicado, a La Compagnie afirmou que vai inaugurar uma rota entre Nova York e Düsseldorf, na Alemanha, em 2027.
Segundo a empresa, a expansão será possibilitada por dois novos aviões para viagens de mais longo alcance: um A321neo LR, que entrará em operação em 2027, e um A321neo XLR, em 2028.
Avião da La Compagnie tem apenas classe executiva
Divulgação/La Compagnie
Avião exclusivo para classe executiva permite reclinar os assentos até eles ficarem totalmente na horizontal
Divulgação/La Compagnie
Aeronave A321neo usada pela La Compagnie
Divulgação/La Compagnie
Viagens em avião que tem apenas classe executiva oferecem menus gastronômicos escolhidos por chefs
Divulgação/La Compagnie

OpenAI admite publicação indevida de imagens de usuários do ChatGPT

OpenAI
Reuters/Dado Ruvic
A OpenAI reconheceu nesta sexta-feira (25) que agentes de inteligência artificial (IA) usados pela empresa publicaram na internet 53 imagens enviadas por usuários ao ChatGPT. O episódio é mais um incidente envolvendo o uso indevido de dados pela companhia.
Segundo a OpenAI, as imagens foram publicadas em sites de hospedagem por meio de links que não estavam listados publicamente.
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A maioria das imagens já foi retirada com a ajuda dos serviços de hospedagem envolvidos, e a empresa afirma que trabalha para remover o restante.
🔎Agentes de IA são sistemas baseados em modelos de inteligência artificial capazes de executar uma sequência de tarefas com maior autonomia.
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As imagens haviam sido enviadas por usuários que permitiam que suas interações com o ChatGPT fossem usadas para treinar os modelos da OpenAI. Antes de usar os dados para esse fim, a empresa afirma que retira informações que poderiam identificar a conta e aplica um filtro para ocultar dados pessoais. Por isso, diz não conseguir mais identificar quem enviou o conteúdo.
A OpenAI, que não respondeu de imediato ao contato da AFP, não informou se as imagens mostravam pessoas identificáveis ou continham dados sensíveis.
Segundo a OpenAI, alguns agentes usados em seu ambiente de pesquisa transmitiram indevidamente a serviços externos dados de treinamento e avaliação. A maior parte desse material não tinha origem em dados de usuários. Os episódios ocorreram antes de a empresa adotar novas medidas de segurança, em agosto.
A empresa afirma que está revisando as atividades anteriores de seus agentes e que esse trabalho “levará meses”. Também informou ter notificado dezenas de terceiros sobre ações indevidas desses sistemas, entre eles governos, universidades, órgãos públicos e outras instituições.