Quando é o quinto dia útil de outubro de 2026? Veja data para pagamentos dos salários

Confira quando cai o quinto dia útil de outubro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário.
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Para trabalhadores com carteira assinada, o quinto dia útil de outubro de 2026 será terça-feira, dia 6. Para o cálculo do prazo de pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil, enquanto domingos e feriados não entram na contagem.
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A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina que o salário deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.
Quando é o quinto dia útil de outubro de 2026?
No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem.
Em outubro de 2026, a sequência será:
Primeiro dia útil: 1º de outubro (quinta-feira);
Segundo dia útil: 2 de outubro (sexta-feira);
Terceiro dia útil: 3 de outubro (sábado);
Quarto dia útil: 5 de outubro (segunda-feira);
Quinto dia útil: 6 de outubro (terça-feira).
Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de outubro de 2026 é 6 de outubro.
Agora no g1
Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário?
Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil.
A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil.
Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados.
O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil?
O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados.
Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis.
Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador.
Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa.
O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.

Governo tem reunião com clubes nesta semana para discutir impactos da proibição das bets

Governo planeja reunião com clubes de futebol sobre bets
O governo federal marcou uma reunião na terça-feira (29) com representantes de clubes de futebol para discutir os impactos da proibição das bets no país.
O encontro foi confirmado pelo Ministério do Esporte e ocorre após a reação negativa dos clubes à medida provisória que determinou o fim das plataformas de apostas de quota fixa.
A medida provisória que proíbe sites e aplicativos de bets foi publicada na sexta-feira (25). Pelas regras, as empresas terão até 6 de outubro para sair do ar.
Os apostadores, por sua vez, têm até 5 de outubro para resgatar os valores que ainda estiverem disponíveis nas plataformas.
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A reunião está sendo articulada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro. Segundo a pasta, a intenção é ouvir as demandas dos clubes e avaliar de que forma o governo pode contribuir para evitar possíveis prejuízos provocados pelo fim dos contratos com empresas de apostas.
Lula com o candidato ao governo de PE João Campos em evento no Recife
Foto: Ricardo Stuckert.
As bets se tornaram uma importante fonte de receita para os clubes brasileiros nos últimos anos, principalmente por meio de patrocínios. Em 2025, as empresas de apostas pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, segundo levantamento da Sports Value.
A proibição também abre uma discussão sobre os contratos de patrocínio firmados pelos clubes com as empresas de apostas. É esse impacto e as alternativas para os times que devem estar entre os assuntos tratados na reunião de terça-feira.
O governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer.
Explorar ou operar as chamadas ‘apostas de quota fixa’, por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.

Starship, nave de futuras missões à Lua, fará 1º voo com voltas completas na Terra nesta segunda; veja o que esperar

Starship, nave da Space, em foto divulgada em 23 de setembro de 2026
Reprodução/SpaceX
A SpaceX tentará realizar o 14º lançamento da Starship, a nave mais poderosa do mundo e projetada para futuras missões para a Lua e Marte. A decolagem está marcada para esta segunda-feira (28), a partir das 9h15 (horário de Brasília).
O voo, que ainda não terá tripulantes, será o primeiro da SpaceX em que o veículo fará voltas ao redor da Terra. Nos voos anteriores, ele cobria apenas uma parte do planeta porque o objetivo principal era coletar dados e evitar acidentes.
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A expectativa é de que a Starship alcance 275 km de altitude, contra os cerca de 190 km das missões anteriores. Com a distância maior, a nave poderá fazer cerca de seis voltas no voo que terá quase 10 horas de duração – até então, eles levavam aproximadamente 1h30.
O lançamento será feito a partir da plataforma da SpaceX no Texas. Cerca de sete minutos depois, o propulsor Super Heavy se separa da Starship e retorna para o Golfo do México. Em seguida, a nave continua sua trajetória para a órbita terrestre.
Relembre a 13ª missão da Starship, nave da SpaceX, em julho de 2026
“Com a ida à órbita, poderá começar a próxima fase de desenvolvimento da Starship para que ela se torne total e rapidamente reutilizável”, disse a SpaceX.
A empresa do bilionário Elon Musk também lançará pela primeira vez no espaço as novas versões dos satélites do serviço de internet Starlink. Serão 26 novos dispositivos na constelação que já funciona há mais tempo.
Segundo a SpaceX, cada satélite Starlink V3 tem capacidade total de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa 10 vezes o limite da geração anterior.
O último voo da supernave foi realizado em julho e foi considerado bem-sucedido. Ele aconteceu dois meses após um teste que terminou com a queda brusca do propulsor, que tinha sido projetado para fazer um pouso controlado. Não houve relatos de feridos ou danos materiais.
Depois do acidente, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) suspendeu os voos temporariamente até que as investigações fossem concluídas. O órgão concluiu sua análise e abriu caminho para o novo teste.

Vai trabalhar no dia da eleição? Patrão pode descontar horas para votar? Veja seus direitos

Urnas eletrônicas 2024 do Paraná
Giuliano Gomes/PR Press
Para milhões de brasileiros, o primeiro turno das eleições também será dia de expediente. Profissionais da saúde, da segurança, da hotelaria e de outros serviços essenciais precisarão conciliar a jornada de trabalho com a ida às urnas.
É nesse momento que surgem dúvidas recorrentes como: a empresa é obrigada a liberar o funcionário para votar? O tempo utilizado pode ser descontado do salário? É preciso compensar essas horas depois?
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A legislação brasileira garante ao trabalhador o direito de se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem sofrer qualquer prejuízo.
⚠️ O empregador não pode criar obstáculos ao deslocamento nem adotar medidas que dificultem o exercício desse direito. Isso inclui descontos no salário ou a exigência de compensar as horas utilizadas para comparecer à seção eleitoral.
Agora no g1
Para ajudar quem estará de expediente durante a votação, o g1 reuniu as principais dúvidas sobre a legislação eleitoral e os direitos dos trabalhadores no dia da eleição.
Abaixo, entenda:
Quem trabalha no dia da eleição pode sair para votar?
O patrão é obrigado a liberar o funcionário?
As horas usadas para votar podem ser descontadas?
E quem vota em outra cidade?
E se a empresa dificultar a ida às urnas?
E conversar sobre política no trabalho? É proibido?
Quando a situação passa a ser assédio eleitoral?
Como denunciar irregularidades?
Quem trabalha no dia da eleição pode sair para votar?
Sim. O trabalhador tem o direito de se ausentar pelo tempo necessário para ir ao local de votação e votar. A empresa não pode impedir esse deslocamento nem criar dificuldades que inviabilizem o exercício desse direito.
Essa garantia vale para qualquer categoria profissional. O direito é o mesmo para quem trabalha em hospital, supermercado, restaurante, fábrica, posto de combustível ou qualquer outro estabelecimento que funcione aos domingos.
Na prática, o empregador deve organizar a jornada para que o trabalhador consiga exercer seu direito ao voto.
O patrão é obrigado a liberar o funcionário?
O Ministério Público do Trabalho (MPT) determina que o empregador deve permitir que o funcionário se ausente pelo tempo necessário para ir à seção eleitoral, votar e retornar ao trabalho.
A regra vale mesmo quando a empresa está com grande movimento ou quando o trabalhador está escalado em horário coincidente com a votação.
As horas usadas para votar podem ser descontadas?
Não. O período necessário para ir às urnas não pode resultar em descontos no salário do trabalhador.
A empresa também não pode exigir a compensação das horas utilizadas para votar. De acordo com o MPT, esse tipo de exigência pode dificultar o exercício de um direito garantido pela legislação eleitoral.
Em outras palavras, o funcionário não precisa repor esse tempo depois nem acumular horas negativas por ter comparecido à sua seção eleitoral.
E quem vota em outra cidade?
Nesses casos, a proteção continua valendo. O empregador não pode criar obstáculos ao exercício do voto, mesmo quando o trabalhador precisa viajar para outra cidade para votar.
Isso não significa que qualquer ausência será automática ou sem limites. O que a legislação protege é o exercício do direito ao voto. Por isso, a empresa deve ajustar a jornada de trabalho para permitir que o trabalhador vote.
E se a empresa dificultar a ida às urnas?
O Código Eleitoral estabelece que ninguém pode impedir ou dificultar o exercício do voto. Criar obstáculos ao comparecimento às urnas pode configurar uma infração eleitoral.
Isso vale tanto para situações explícitas quanto para formas indiretas de dificultar a votação.
Por exemplo:
negar a saída para votar;
ameaçar descontos salariais;
exigir compensação das horas;
alterar escalas para dificultar a votação;
criar constrangimentos relacionados à ida às urnas.
Também são consideradas práticas irregulares situações como:
exigir que o funcionário informe sua preferência eleitoral;
pedir comprovação do voto;
solicitar fotos da urna;
determinar que o trabalhador grave ou fotografe o momento da votação.
E conversar sobre política no trabalho? É proibido?
A legislação não proíbe conversas sobre política. O problema surge quando o ambiente de trabalho é usado para pressionar ou constranger alguém por causa de suas opiniões políticas.
O MPT destaca que empregadores não podem utilizar sua posição hierárquica para influenciar o voto dos funcionários.
Quando a situação passa a ser assédio eleitoral?
O assédio eleitoral ocorre quando há ameaças, constrangimentos, humilhações, intimidação ou promessa de vantagens com o objetivo de influenciar a escolha política do trabalhador.
Entre os exemplos citados na cartilha estão:
ameaças de demissão ligadas ao resultado das eleições;
promessas de benefícios em troca de apoio político;
pressão para participar de atos de campanha;
exigência do uso de roupas, adesivos ou materiais ligados a candidatos;
perseguição de trabalhadores por suas opiniões políticas.
Como denunciar irregularidades?
Quem enfrentar dificuldades para votar ou sofrer pressão relacionada às eleições deve guardar provas sempre que possível, aponta o MPT.
Mensagens de WhatsApp, e-mails, vídeos, áudios, prints de conversas, documentos e testemunhos podem ajudar a comprovar os fatos.
As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e aos canais de denúncia dos Tribunais Regionais do Trabalho.
O trabalhador também pode procurar o sindicato da categoria para receber orientação e apoio.

Golpe com IA: os sinais que você aprendeu a procurar já não funcionam tão bem; veja como se proteger

Operação contra fraude financeira
Entre as fraudes que mais avançam está o roubo de contas. Dados do relatório da Unico em parceria com a Liminal estimam 6 milhões de vítimas em 2025, um aumento de 141% em relação a 2021. Também chama atenção a injeção de imagens e vídeos manipulados, que representa 45,8% dos casos classificados.
O avanço da inteligência artificial está mudando o perfil dos fraudadores. Golpes que, até pouco tempo, exigiam grupos criminosos especializados, equipamentos caros e conhecimento técnico passaram a poder ser executados de forma praticamente doméstica, com ferramentas disponíveis por cerca de US$ 30 (R$ 153) por mês.
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Por isso mesmo, especialistas ouvidos pelos g1 orientam que mudar a forma como o consumidor identifica uma possível fraude pode ser crucial.
Os sinais visuais que durante muito tempo ajudaram a perceber uma imagem falsa, como dedos deformados, ausência de piscadas ou um rosto com aparência artificial, não são mais eficazes.
“A tecnologia evolui rapidamente e esses defeitos estão ficando mais raros. Os modelos evoluíram justamente para corrigir esses defeitos”, explica Rodolfo Avelino, professor no Insper e especialista em tecnologia.
Golpistas avançam do roubo de senhas para o uso de IA para ‘clonar’ pessoas no Brasil, revela estudo
Ainda podem aparecer falhas, principalmente em determinadas situações. Segundo Avelino, uma pessoa pode levantar suspeitas quando vira o rosto de perfil ou pronuncia sons que exigem o fechamento dos lábios, por exemplo.
🔎 Imagens borradas e diferenças entre a voz e o movimento da boca também podem ser sinais de alerta.
Mas esses problemas, sozinhos, não são suficientes para confirmar uma fraude. Por isso, o leitor deve prestar atenção à situação e aos sinais:
Pedido inesperado de dinheiro;
Urgência emocional;
Pressão para agir sem pensar; e
Tentativa de impedir a confirmação por outro canal são sinais mais importantes.
A orientação é adotar um procedimento simples: interromper a conversa e procurar a pessoa ou a instituição por um caminho independente.
“A melhor defesa, neste sentido, não é tentar vencer a IA no olho, mas adotar um protocolo. Na prática, vale interromper a conversa, ligar para um número já conhecido e fazer uma pergunta que somente a pessoa real saberia responder”, afirma Avelino.
Em empresas, pedidos que fogem do padrão também devem ser confirmados diretamente com o responsável por um canal interno.
Qual estado do Brasil tem mais crimes com IA?
No Brasil, São Paulo aparece isoladamente como o estado com maior participação nos alertas de fraude, com 22,06% das ocorrências. Segundo o relatório, essa concentração acompanha os polos de maior atividade digital do país.
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Luis Felipe Monteiro, CEO da Unico para a América Latina, afirma que esse avanço da IA amplia significativamente o número de pessoas capazes de tentar uma fraude.
“O criminoso é alguém que está 24 horas por dia, os 7 dias da semana, tentando encontrar uma brecha no sistema”, explica. “O mercado sempre vai estar atrás do fraudador”.
A IA se tornou um combustível
Segundo o especialista, a IA reduziu as barreiras para a prática desses crimes e transformou operações que antes eram complexas em atividades que podem ser realizadas por um único fraudador.
O custo para executar ataques sofisticados já foi 100 vezes maior, enquanto os casos de injeção de imagens e vídeos manipulados cresceram nove vezes só entre junho de 2025 e abril de 2026.
Os ataques mais avançados, que incluem deepfakes e manipulações físicas, representam 23,3% dos casos no mundo, mas chegam a quase metade das ocorrências na América Latina.
Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor
O risco que você está correndo e não sabe
Para o CEO, o principal risco hoje é justamente o deepfake — quando a inteligência artificial cria ou altera um rosto, uma voz ou um vídeo para fazer uma pessoa parecer ser quem não é.
“Hoje o deepfake é a principal ameaça do ambiente digital como um todo, gerado por plataformas de IA”, diz.
A preocupação é que o criminoso não precise mais invadir diretamente o sistema de um banco. Em vez disso, ele pode tentar entrar pela “porta da frente”, apresentando-se como um cliente legítimo.
O avanço das tecnologias usadas nas fraudes chegou a um ponto em que identificar uma falsificação a olho nu se tornou extremamente difícil.
É por isso que Rodolfo Avelino, professor no Insper, recomenda que a pessoa não tente descobrir, durante a própria chamada, se está diante de um conteúdo falso. Para ele, o procedimento mais seguro é desligar e procurar a pessoa ou a instituição por outro canal.
“A primeira regra é simples. Se o pedido envolve dinheiro, dados pessoais ou códigos de acesso, a verificação precisa acontecer fora do contato que trouxe o pedido”, afirma.
Ainda na seção de identidade, o relatório mostra que a América Latina apresenta uma concentração de fraudes de identidade sintética muito acima da média global.
🔎 A identidade sintética ocorre quando o criminoso combina informações verdadeiras com dados falsos para criar uma pessoa que, na prática, não existe. Por exemplo, utilizar o CPF de alguém com um nome inexistente.
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É um tipo de crime particularmente difícil de perceber porque não há necessariamente uma vítima real usando aquela identidade para denunciar o golpe. Essa categoria cresce oito vezes ao ano e 79% dos profissionais da área acreditam que ela vai acelerar mais rapidamente do que qualquer outro tipo de fraude.
Brasil virou terreno fértil para o avanço dos golpes
O país reúne algumas das condições que, na avaliação do executivo, aceleraram tanto a digitalização quanto a evolução das fraudes. São mais de 200 milhões de aparelhos celulares para uma população de aproximadamente 215 milhões de pessoas.
O brasileiro também passa, em média, 52 anos da vida conectado online, por volta de nove horas por dia. “Nós somos usuários ativos de ambiente digital”, afirma Luis Felipe Monteiro, CEO da Unico para a AL.
A rápida migração de serviços para o ambiente digital criou, segundo ele, uma oportunidade para os criminosos. O movimento ocorreu de forma particularmente intensa no sistema financeiro, que passou a permitir que praticamente todas as operações fossem realizadas pelos canais digitais.
“Onde antes era um crime que exigia logística […] se tornou muito mais simples e muito mais protegido do ponto de vista do fraudador ele fazer isso no ambiente digital”, diz Monteiro.
Outro achado do levantamento é que os criminosos distribuem suas tentativas entre diferentes métodos.
Isso torna a defesa mais difícil porque não existe um único ponto que, uma vez protegido, resolva o problema. As empresas precisam lidar simultaneamente com diferentes formas de ataque.
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Um mesmo fraudador pode atacar 30 empresas
Outro aspecto que chama atenção é a escala da atuação dos criminosos. Dados da rede da Unico identificaram um único perfil associado a 949 documentos de identidade diferentes e ligado a tentativas de ataque contra 30 empresas distintas.
Isso significa que um criminoso identificado em uma empresa pode simplesmente tentar novamente em outra, caso as instituições não compartilhem sinais capazes de mostrar que aquele comportamento já foi identificado.
Mas o que fazer se, apesar dos cuidados, a pessoa cair no golpe?
“No primeiro momento, a prioridade é estancar o prejuízo, recuperar os acessos e preservar as provas”, afirma Avelino.
Se houve um PIX, a vítima deve contestar a transação imediatamente pelo aplicativo ou canal oficial do banco e pedir o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED.
Esse é o procedimento criado pelo Banco Central para que os bancos analisem a fraude e tentem bloquear e devolver o dinheiro que ainda estiver nas contas envolvidas. A devolução, porém, não é garantida.
Se senhas ou dados bancários foram informados, é preciso bloquear cartões, encerrar os acessos abertos e trocar as senhas. A prioridade deve ser o e-mail, porque normalmente é por ele que as outras contas são recuperadas.
🔎 Caso utilize a mesma senha para diversos serviços, também é preciso alterá-la nos outros sistemas.
Se houve envio de uma imagem íntima ou comprometedora, a orientação é não pagar, não negociar e não enviar mais conteúdo. A vítima deve guardar as mensagens, o perfil, o número utilizado e os links antes de denunciar a conta e pedir a remoção do material na plataforma.
Em todos os casos, é importante guardar comprovantes, conversas, horários e dados usados pelo golpista, além de registrar um boletim de ocorrência. Mas não se deve esperar pelo boletim para avisar o banco ou bloquear as contas.
“O teste mais simples e mais difícil de contornar continua sendo desligar e procurar a pessoa ou a instituição por um caminho independente”, afirma Avelino, do Insper. “Enquanto houver dúvida, nenhum dinheiro, dado ou código deve ser enviado.”
Fraudes.
Divulgação/Unico

China e EUA concordam em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias

Após encontro de Xi e Trump, China envia dois pandas-gigantes para zoológico nos EUA
A China e os Estados Unidos concordaram em reduzir as tarifas impostas sobre US$ 60 bilhões (R$ 311 bilhões) em mercadorias importadas um do outro, abrangendo uma variedade de produtos que vão do milho norte-americano aos cosméticos e dos eletrodomésticos chineses aos brinquedos.
Por meio do Conselho de Comércio EUA-China, ambos os países recomendaram, cada um, US$ 30 bilhões em comércio de bens não sensíveis para um tratamento tarifário mais favorável, afirmou o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado divulgado no domingo (27).
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Para os Estados Unidos, isso significou “desbloquear um melhor acesso ao mercado” para cerca de 30% das  exportações americanas para a China, disse ele.
A redução recíproca de tarifas, bem como a prorrogação de uma trégua comercial, estiveram entre os principais resultados da segunda cúpula deste ano entre o presidente Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizada em Washington na semana passada.
Uma das duas listas divulgadas pela Casa Branca mostrou que a China planejava reduzir as tarifas sobre uma variedade de produtos agrícolas dos EUA, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A lista não incluía a soja.
Pequim também buscará reduzir as tarifas sobre peixes e frutos do mar, toras e produtos de madeira, cosméticos e dispositivos médicos dos EUA.
Em outra lista constavam os cortes tarifários recíprocos de Washington para pequenos eletrodomésticos chineses, como cafeteiras e torradeiras, louças, cobertores e roupas de cama.
As listas também incluíam brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, luzes para árvores de Natal e outras decorações festivas, além de cadeirinhas infantis para carros.
Trégua comercial mais longa
Xi Jinping e Donald Trump durante encontro na Casa Branca
Xinhua
O Ministério do Comércio da China afirmou nesta segunda-feira (28) que uma prorrogação de dois meses da trégua comercial com os Estados Unidos, até 10 de janeiro, daria margem para que ambos os lados avaliassem o acordo em andamento para resolver questões econômicas e comerciais, ao mesmo tempo em que ponderam como avançar nessas frentes.
A prorrogação também proporciona um “ambiente político relativamente estável e previsível” para a cooperação entre empresas e a continuidade de discussões ativas.
Ambos os lados manterão conversações regulares sobre possíveis oportunidades e barreiras de investimento, aumentando a transparência e a previsibilidade das políticas e respondendo às preocupações das empresas, informou o ministério.
Agricultura e carvão
A escolha da China de produtos para a redução de tarifas parece ter sido feita para ajudar Pequim a cumprir o que a Casa Branca afirma ser um compromisso de US$ 17 bilhões para a compra de produtos agrícolas.
A China já retomou a compra em grande escala de soja dos EUA, no âmbito de um acordo firmado no ano passado para adquirir 25 milhões de toneladas métricas anualmente.
Ambos os países criarão um grupo de trabalho sobre agricultura subordinado a um conselho comercial, que realizará sua primeira reunião antes do fim do ano para discutir o acesso mútuo aos mercados e a regulamentação, informou o Ministério do Comércio.
A cúpula presidencial também resultou em um acordo para que a China importe 10 milhões de toneladas métricas de carvão anualmente dos Estados Unidos em 2027 e 2028, segundo informou a Casa Branca.
Esse volume equivale aproximadamente a 2% das importações anuais de carvão da China.
O gás natural liquefeito e o petróleo não constavam da lista.
“A importação de carvão dos EUA não é apenas um complemento benéfico para o mercado interno de carvão da China, mas também traz renda econômica estável e empregos para o setor de carvão dos EUA”, afirmou o ministério chinês.
IA, empresas financeiras e voos diretos
No que diz respeito à inteligência artificial, ambos os lados concordaram com um canal de comunicação para incidentes e realizarão um diálogo de acompanhamento até o final de novembro.
A China também analisará e aprovará instituições de serviços financeiros estrangeiras, incluindo aquelas com capital norte-americano, para que possam operar e abrir filiais na China.
Haverá ainda comunicação contínua sobre o aumento do número de voos entre a China e os Estados Unidos, informou o comunicado do ministério.

Nvidia lança tecnologia para impedir que agentes de IA se rebelem

Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024
Ann Wang/Reuters
A Nvidia anunciou nesta segunda-feira (28) uma nova plataforma de segurança que, segundo a fabricante de chips, pode impedir que agentes de inteligência artificial (IA) saiam do controle.
A empresa afirmou que a Open Agent Safety Platform, como é chamada a solução, reúne softwares que estabelecem limites para a atuação dos agentes. O anúncio ocorre após uma série de revelações de grandes empresas de IA sobre modelos que escaparam do controle e invadiram sistemas de outras organizações.
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As divulgações provocaram um intenso debate sobre a segurança de sistemas avançados de IA, incluindo modelos capazes de se aprimorar sozinhos. Há preocupação de que essas tecnologias possam avançar além do controle humano.
Executivos da Nvidia disseram, em uma conversa com jornalistas, que o novo sistema poderia ter evitado um incidente recente envolvendo um grupo de agentes da OpenAI que invadiu de forma autônoma a startup de IA Hugging Face.
Agora no g1
“Até onde sabemos, essa nova plataforma de segurança poderia ter impedido a invasão se estivesse sendo usada nos laboratórios de ponta para avaliar os modelos desde o início”, afirmou Justin Boitano, vice-presidente de IA empresarial da Nvidia, referindo-se às empresas que estão na fronteira do desenvolvimento da tecnologia.
O caso envolvendo a Hugging Face aumentou as preocupações sobre a segurança da IA. Depois dele, outros incidentes envolvendo modelos da OpenAI foram revelados, incluindo o acesso não autorizado ao site de um departamento de saúde da Austrália.
Anthropic e Meta também afirmaram que seus sistemas de IA invadiram, de forma autônoma, sistemas de outras organizações.
Como funciona a plataforma
Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Um dos softwares da Nvidia, chamado OpenShell, é de código aberto. Segundo Boitano, ele permite que desenvolvedores “verifiquem formalmente se um agente tem autoridade suficiente para realizar seu trabalho, e nada além disso”.
A plataforma também conta com uma camada de segurança separada, chamada Sentry, que funciona diretamente em um chip para monitorar continuamente a atividade dos agentes de IA.
Segundo a empresa, o sistema pode “intervir instantaneamente” caso o agente tente ultrapassar os limites definidos para sua atuação.
“O OpenShell controla as ações do agente, enquanto o Sentry monitora e contém de forma independente comportamentos suspeitos”, disse Boitano.
Mais de 100 empresas já usam o sistema no lançamento, segundo a Nvidia. Entre elas estão Microsoft, Perplexity, Accenture e JPMorgan Chase. (Veja na imagem abaixo).
Empresas que estão testando a tecnologia de segurança da Nvidia.
Divulgação/Nvidia
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