Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em outubro, primeiro mês após reajuste

Governo federal anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família a 17 dias das eleições
A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de outubro do Bolsa Família no dia 19. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1.
Este será o primeiro mês de pagamentos com os valores reajustados pelo governo. Anunciado em 17 de setembro, o aumento elevou o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 e também ampliou os benefícios complementares. (leia mais abaixo)
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O dinheiro é disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.
🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.
Confira o calendário do Bolsa Família para outubro de 2026:
Final do NIS: 1 – pagamento em 19/10
Final do NIS: 2 – pagamento em 20/10
Final do NIS: 3 – pagamento em 21/10
Final do NIS: 4 – pagamento em 22/10
Final do NIS: 5 – pagamento em 23/10
Final do NIS: 6 – pagamento em 26/10
Final do NIS: 7 – pagamento em 27/10
Final do NIS: 8 – pagamento em 28/10
Final do NIS: 9 – pagamento em 29/10
Final do NIS: 0 – pagamento em 30/10
Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é:
Novembro: de 16/11 a 30/11;
Dezembro: de 10/12 a 23/12.
Bolsa Família
Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa.
Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.
Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como:
manter crianças e adolescentes na escola;
fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Quais são os valores do benefício?
Com a mudança anunciada pelo governo, o Bolsa Família passou a prever o pagamento mínimo de R$ 691 por família.
A medida também elevou de R$ 142 para R$ 164 o chamado Benefício de Renda de Cidadania. Esse é o valor pago por integrante da família pelo programa.
O Bolsa Família funciona assim:
🔎 Se uma família elegível tiver três pessoas, por exemplo, a soma será de R$ 492 (3 × R$ 164). Como o valor fica abaixo do piso, a família receberá o complemento necessário para chegar a R$ 691.
🔎 Já uma família de cinco pessoas terá como base R$ 820 (5 × R$ 164).
Além do piso, há benefícios complementares, que também foram reajustados:
R$ 173 por criança de até 6 anos (eram R$ 150);
R$ 58 por gestante (eram R$ 50);
R$ 58 por criança ou adolescente de 7 a 17 anos (eram R$ 50);
R$ 58 por bebê de até 6 meses (eram R$ 50).
Na prática, portanto, o valor recebido por cada família varia conforme sua composição e pode aumentar com os benefícios adicionais para crianças, adolescentes e gestantes.
Onde se cadastrar?
Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.
Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.
VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL
Como sacar o Bolsa Família?
Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.
Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.
Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Pagamento do INSS de outubro: veja calendário e datas

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados
O pagamento do INSS de outubro de 2026 começa no dia 26 de outubro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 9 de novembro, conforme o número final do benefício.
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Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de outubro começam em 3 de novembro e terminam no dia 9. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Calendário de pagamento do INSS de outubro
Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo:
Final 1: 26/10
Final 2: 27/10
Final 3: 28/10
Final 4: 29/10
Final 5: 30/10
Final 6: 3/11
Final 7: 4/11
Final 8: 5/11
Final 9: 6/11
Final 0: 9/11
Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo
Finais 1 e 6: 03/11
Finais 2 e 7: 04/11
Finais 3 e 8: 05/11
Finais 4 e 9: 06/11
Finais 5 e 0: 09/11

Como saber quando o INSS vai pagar o meu benefício?
O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.
Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1.
Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.
LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano
Quem recebe o pagamento do INSS?
O calendário contempla os pagamentos de benefícios e auxílios administrados pelo INSS. Entre os beneficiários estão aposentados, pensionistas e pessoas que recebem outros benefícios previdenciários ou assistenciais.
O calendário é organizado de acordo com o valor recebido e o número final do benefício. Por isso, dois beneficiários podem receber valores semelhantes, mas ter datas diferentes de pagamento dependendo do número final do benefício.
Como consultar o benefício
Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo “Meu INSS” ou no site meu.inss.gov.br.
Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br.
Pagamento do INSS de outubro: veja calendário e datas
Arquivo/Agência Brasil

Casos de assédio eleitoral no trabalho disparam antes da eleição; veja como denunciar

Entenda o que é assédio eleitoral no trabalho e como denunciar
Thiago Gadelha/SVM
A três dias do primeiro turno das eleições de 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 738 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho até 30 de setembro.
O número é mais de três vezes superior ao registrado até agosto, quando havia 223 denúncias e representa um aumento de 231% em relação ao mês anterior.
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O número está bem abaixo do que foi registrado nas eleições de 2022, quando foram mais de 3,3 mil denúncias — um aumento de 1.600% em comparação com 2018.
Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 823 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 189 somente em 2026. O número considera processos cadastrados com esse assunto e, portanto, não significa que a prática tenha sido reconhecida pela Justiça em todos os casos.
Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado para permitir a identificação e o acompanhamento desses casos na Justiça do Trabalho.
Pressão também acontece pelas redes
O uso de ambientes virtuais para a prática de assédio eleitoral no trabalho também foi identificado em pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
O levantamento examinou 138 processos ajuizados até dezembro de 2025 e mostrou que a pressão política no ambiente de trabalho ultrapassa os limites físicos das empresas e também ocorre por meio de mensagens, grupos e redes sociais.
O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para a prática, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Os pesquisadores identificaram ainda situações envolvendo manifestações verbais, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou vantagens econômicas relacionadas à escolha política.
A pesquisa também contemplou uma amostra quantitativa ampliada, com 688 processos ajuizados até junho de 2026. Nesse grupo, 32,1% dos casos tinham dois ou mais réus. Em um dos processos, chegaram a ser apontadas 19 pessoas como praticantes de assédio eleitoral.
Além dos empregadores, apareceram como réus tomadores de serviços, sócios, administradores e gestores. Na amostra qualitativa, 88% das ações foram movidas por trabalhadores, sendo 57% homens e 43% mulheres. O MPT foi responsável por 12% dos processos.
🤔 Mas o que caracteriza o assédio eleitoral no trabalho? O que fazer se isso acontecer? E como denunciar? O g1 conversou com especialistas no assunto e responde às principais dúvidas:
O que é assédio eleitoral no trabalho?
Assédio eleitoral no trabalho é crime?
Quais são os exemplos?
O chefe pode perguntar em quem o funcionário vai votar?
O empregador pode exigir que funcionários façam campanha?
O trabalhador pode ser demitido por causa do voto?
Como provar o assédio eleitoral?
O trabalhador pode denunciar anonimamente? Como fazer?
O que acontece com quem pratica assédio eleitoral?
O que fazer se houver retaliação após a denúncia?
Qual é a diferença entre liberdade de expressão e assédio eleitoral?
Agora no g1
1. O que é assédio eleitoral no trabalho?
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, gestores ou colegas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica.
A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto.
Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação.
Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019.
A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas.
Em agosto, o TSE, Justiça do Trabalho, Ministério Público Eleitoral (MPE) e MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral.
A prática é ilícita e, dependendo da conduta, também pode configurar crime eleitoral ou gerar outras formas de responsabilização.
2. Assédio eleitoral no trabalho é crime?
Sim. Conforme os artigos 299 e 301 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral), a conduta é considerada crime para todos, tanto empregadores quanto colegas de trabalho. (veja as penalidades abaixo)
Determinadas condutas usadas para pressionar o trabalhador podem configurar crimes previstos na legislação eleitoral.
Segundo a advogada trabalhista Elisa Alonso, os artigos 299 e 301 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) tratam diversas situações que podem estar relacionadas a casos de assédio eleitoral.
O Código Eleitoral, por exemplo, considera crime oferecer ou prometer vantagem em troca de voto ou para que o eleitor deixe de votar.”
“Também é crime usar violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido. Por isso, eventual responsabilização criminal dependerá da conduta praticada e das circunstâncias de cada caso”.
Assim, um mesmo caso pode gerar consequências trabalhistas e eleitorais e, quando houver os requisitos previstos em lei, também criminais.
3. Quais são os exemplos?
Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão:
ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato;
prometer aumento, benefício ou outra vantagem em troca de voto;
exigir participação em campanha;
distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo;
cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará;
constranger funcionários em reuniões;
retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador;
impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha.
Segundo Elisa, mensagens em grupos corporativos de WhatsApp, e-mails e reuniões virtuais também podem caracterizar a prática quando canais relacionados ao trabalho são usados para pressionar o empregado.
4. O chefe pode perguntar em quem o funcionário vai votar?
Uma pergunta isolada, feita em uma conversa espontânea e sem constrangimento, não caracteriza automaticamente assédio eleitoral. O problema está no contexto e na finalidade da abordagem.
A situação muda quando o superior exige uma resposta, insiste em saber o voto, tenta influenciar a escolha ou relaciona a preferência política a possíveis consequências no trabalho.
“A posição de chefia ganha especial importância, pois a abordagem pode representar uma forma de pressão diante do receio do empregado de sofrer algum prejuízo profissional”, explica Elisa.
A advogada Tábata Dias Fagundes Vieira ressalta que o voto é secreto e ninguém é obrigado a revelar sua escolha. “Se a pergunta vier acompanhada de pressão, cobrança, ameaça, promessa de vantagem ou expectativa de que o empregado dê determinada resposta, pode caracterizar assédio eleitoral”, afirma.
5. O empregador pode exigir que funcionários façam campanha?
Não. O poder do empregador de organizar, dirigir e fiscalizar o trabalho não permite obrigar o funcionário a participar de campanha política.
Exigir que o trabalhador faça postagens, distribua material de campanha, participe de eventos ou manifeste publicamente apoio a um candidato pode caracterizar assédio eleitoral, principalmente quando há pressão ou ameaça de consequências profissionais.
O trabalhador, por outro lado, pode participar voluntariamente de atividades políticas. O que não pode existir é imposição, pressão ou medo de perder o emprego ou sofrer algum prejuízo por não participar.
6. O trabalhador pode ser demitido por causa do voto?
A empresa não pode demitir ou punir o trabalhador como forma de retaliação pela escolha política ou pelo voto. Também não pode condicionar a manutenção do emprego à preferência por determinado candidato ou partido.
Isso não significa, porém, que toda demissão ocorrida durante o período eleitoral seja irregular. Em uma demissão sem justa causa, o empregador, em regra, não precisa apresentar uma justificativa relacionada ao desempenho ou à conduta do funcionário, desde que respeite as situações de estabilidade e as demais regras trabalhistas.
O problema ocorre quando há evidências de que a dispensa foi motivada pela escolha política ou usada como forma de retaliação. Nesse caso, o trabalhador pode buscar reparação na Justiça do Trabalho e, dependendo das circunstâncias, até mesmo questionar a validade da demissão.
Se ficar demonstrado que a demissão ocorreu por esse motivo, podem surgir consequências trabalhistas, inclusive discussão sobre discriminação, reparação de danos e validade da dispensa.”
7. Como provar o assédio eleitoral?
A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu.
Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra.
É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito.
Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso.
8. O trabalhador pode denunciar anonimamente? Como fazer?
Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados.
É importante fornecer o máximo possível de informações, como nome da empresa, pessoas envolvidas, local, data e descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados.
Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral.
Veja os principais canais:
Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT.
Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema.
Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral.
Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais.
Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos.
Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas;
Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União;
Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas;
Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados;
Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.
9. O que acontece com quem pratica assédio eleitoral?
As consequências dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, o trabalhador pode buscar indenização por danos sofridos.
Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou tem impacto coletivo, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo.
Também pode haver investigação e responsabilização na esfera eleitoral. Quando a conduta se enquadra em algum crime previsto na legislação, pode haver ainda consequências criminais.
Além disso, a situação pode resultar em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ação civil pública e outras medidas para impedir que a prática continue.
Para as eleições de 2026, a regulamentação do TSE passou a prever expressamente a proibição do assédio eleitoral no ambiente de trabalho e a responsabilização de quem der causa ou permitir sua ocorrência.
“Para o empregador, o risco não se limita a um problema individual com o empregado: a conduta pode gerar exposição da empresa e repercussões em diferentes esferas”, explica Tábata.
10. O que fazer se houver retaliação após a denúncia?
A retaliação deve ser documentada e comunicada o quanto antes ao órgão responsável pela apuração da denúncia.
Mudança injustificada de função, retirada de oportunidades, punições, ameaças, perseguição, redução de benefícios ou demissão após uma denúncia podem ser indícios de represália, especialmente quando houver proximidade entre os fatos.
Por isso, é importante guardar mensagens, documentos e outros registros relacionados tanto à denúncia original quanto às medidas tomadas pela empresa depois dela.
O trabalhador também pode procurar o MPT, o sindicato ou um advogado para avaliar as medidas cabíveis.
11. Qual é a diferença entre liberdade de expressão e assédio eleitoral?
Empregadores e trabalhadores têm direito de manifestar suas opiniões políticas. O limite está em usar a relação de trabalho, a posição de chefia ou o poder econômico para pressionar alguém a adotar determinada posição.
Dizer “eu apoio determinado candidato”, por exemplo, é uma manifestação de opinião. Já dizer “quem não votar nesse candidato será demitido” é uma forma de coerção.
O trabalhador também tem direito de pensar diferente do empregador e não pode ser ameaçado ou prejudicado por causa de sua escolha política.
Assim, a principal diferença está na existência de pressão, constrangimento, ameaça ou uso da relação de trabalho para interferir na liberdade de escolha do funcionário.
Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

Inteligência artificial muda planos de carreira dos jovens; veja profissões que ganham espaço

Profissões técnicas vêm ganhando espaço como opção de carreira
Pexels
O modelo tradicional de carreira está mudando, e a Geração Z está repensando a forma de planejar o próprio futuro.
A empresa de tecnologia Thumbtack lançou a terceira edição anual do relatório “Future of the Skilled Trades” (O Futuro das Profissões Qualificadas), que mostra como a inteligência artificial e a incerteza econômica estão influenciando as decisões de carreira e incentivando o surgimento de uma nova geração de profissionais qualificados.
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Mais de 80% dos jovens da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) ouvidos na pesquisa afirmam que está mais difícil construir uma carreira estável hoje do que há alguns anos. Além disso, quatro em cada cinco acreditam que a inteligência artificial eliminará muitos empregos tradicionais destinados a profissionais em início de carreira.
Essa incerteza já está alterando a maneira como os jovens planejam o futuro: 92% afirmam ter feito pelo menos uma mudança em seus planos profissionais em resposta às condições do mercado de trabalho.
Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
Nesse cenário, as profissões técnicas vêm ganhando espaço como opção de carreira.
Quase metade da Geração Z está aprendendo uma profissão técnica ou considera seriamente seguir esse caminho. Entre eles, 30% afirmam que a inteligência artificial despertou seu interesse pela área.
Além disso, três em cada quatro acreditam que as profissões técnicas podem estar entre as decisões profissionais mais vantajosas para sua geração, sinalizando uma mudança mais ampla na forma como os jovens enxergam oportunidades e sucesso.
“À medida que a inteligência artificial transforma o mercado de trabalho, a necessidade de profissionais qualificados nos Estados Unidos se torna ainda mais urgente”, disse Marco Zappacosta, cofundador e CEO da Thumbtack.
“A oportunidade não está em escolher entre tecnologia e profissões técnicas, mas em combinar as duas. A inteligência artificial pode ajudar esses profissionais a aumentar a produtividade, fortalecer seus negócios e dedicar mais tempo às atividades que dependem de habilidades humanas.”
Uma nova geração está remodelando as profissões liberais
Essa mudança não está acontecendo apenas entre a Geração Z. Profissionais de ofícios especializados relatam transformações no mercado de trabalho impulsionadas pela migração de trabalhadores de outras áreas, pelo avanço da tecnologia e pela alta demanda por serviços.
A busca por novos caminhos profissionais está atraindo mais trabalhadores para as profissões técnicas. Entre os profissionais com menos de dois anos de experiência no setor, 38% atuavam anteriormente em empresas ou funções administrativas, enquanto 26% ingressaram na área após enfrentarem esgotamento profissional e buscarem uma mudança de carreira.
O uso da inteligência artificial está se tornando cada vez mais comum entre profissionais de diferentes gerações.
Trinta e cinco por cento dos profissionais usam inteligência artificial regularmente em seus negócios, principalmente em atividades de marketing, comunicação com clientes e pesquisa. O uso da tecnologia é comum em diferentes faixas etárias: 52% dos profissionais com menos de dois anos de experiência utilizam a ferramenta de forma rotineira, assim como mais de um quarto daqueles com 20 anos ou mais de atuação na área.
Os profissionais continuam otimistas em relação à carreira. Quase oito em cada dez recomendariam as profissões técnicas a um jovem, e quase metade afirma ter registrado aumento na demanda por serviços e na renda em comparação com o ano anterior.
“Há muito interesse por parte dos jovens que querem aprender esses ofícios”, diz Deon Marecheau, proprietário da Antillean Restoration e consultor profissional da Thumbtack. “Receber aprendizes em nossa equipe nos dá a oportunidade de desenvolver pessoas talentosas, que podem crescer dentro da empresa ou aplicar essas habilidades nos caminhos profissionais que escolherem seguir.”
As oportunidades estão aumentando, mas administrar um negócio está se tornando cada vez mais complexo.
A elevada satisfação profissional e a forte demanda por serviços não significam, necessariamente, crescimento sem dificuldades. Quase três quartos dos profissionais recusaram trabalhos no último ano, principalmente porque os projetos não eram adequados ao seu perfil ou não ofereciam retorno financeiro suficiente.
Essa seletividade reflete a realidade enfrentada por quem administra um negócio na construção civil. Nesse setor, a concorrência, a maior preocupação dos proprietários de imóveis com os preços e as exigências administrativas podem dificultar a transformação da alta demanda em crescimento sustentável.
Esse cenário destaca um desafio importante para o futuro das profissões técnicas: o país precisa de trabalhadores qualificados, mas esses profissionais também necessitam de ferramentas, tecnologia e suporte para desenvolver carreiras sólidas e duradouras.
A capacidade dos mercados locais de atender a essa demanda varia significativamente em todo o país. Com base em dados da Thumbtack, o relatório classifica as regiões americanas mais bem posicionadas para atender às necessidades futuras de mão de obra qualificada, considerando tanto a disponibilidade e o crescimento de profissionais quanto a demanda dos proprietários de imóveis.
As 10 principais áreas metropolitanas são:
Washington, DC
Charlotte
Atlanta
Raleigh-Durham
Baltimore
Chicago
West Palm Beach
Austin
Seattle
Dallas
À medida que uma nova geração repensa o conceito de segurança na carreira, as profissões técnicas especializadas estão se consolidando como uma parte cada vez mais importante da força de trabalho americana.

Dia do Idoso: os 10 melhores países para se aposentar — e quanto você precisa ganhar para morar lá

‘Pode Perguntar’ responde dúvidas sobre aposentadoria e benefícios do INSS
Nesta quinta-feira (1º), quando é celebrado o Dia Nacional do Idoso, o g1 mostra quais são os 10 melhores países para se aposentar em 2026, segundo um estudo da Global Citizen Solutions.
🔎 O Brasil não aparece no ranking principal, mas se destaca em outro critério: ocupa o 3º lugar no mundo entre os destinos para quem busca um segundo passaporte.
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Em primeiro lugar, o Uruguai foi escolhido como o melhor lugar para se aposentar. O país aparece à frente de Ilhas Maurício, Espanha, Costa Rica e Portugal, que completam os cinco primeiros colocados.
O ranking compara 46 programas de visto voltados a aposentados e pessoas com renda passiva — ou seja, quem recebe dinheiro de fontes como aposentadoria, investimentos ou aluguéis, sem necessariamente trabalhar no país.
Além de analisar quanto é preciso comprovar de renda para obter a residência, o estudo considera fatores como:
qualidade de vida;
facilidade para viajar para outros países;
regras para obtenção de cidadania;
tributação e burocracia;
custos de entrada.
No caso do Uruguai, por exemplo, é preciso comprovar uma renda estável de pelo menos US$ 1.700 (R$ 8,79 mil) por mês. Em contrapartida, o programa concede residência permanente diretamente, sem uma etapa anterior de residência temporária.
Veja abaixo os 10 primeiros colocados.
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1. Uruguai
Montevidéu, no Uruguai.
Reprodução/Turismo oficial do Uruguai
O Uruguai ocupa a primeira posição por apresentar, segundo o estudo, um desempenho consistente nos cinco critérios analisados. O país é um dos dois do ranking que alcança pelo menos 75 pontos em todos os cinco pilares considerados pela pesquisa.
Para se aposentar no país, é necessário comprovar renda estável mínima de US$ 1,7 mil por mês (R$ 8,7 mil). As taxas governamentais variam de US$ 100 (R$ 517) a US$ 300 (R$ 1,55 mil), e o programa concede residência permanente diretamente.
O relatório também destaca a possibilidade de cidadania depois de 3 a 5 anos, desde que sejam cumpridas as condições previstas, e a possibilidade de manter a nacionalidade de origem.
Outro ponto citado é o chamado Tax Holiday 2.0, que prevê isenção de imposto sobre capitais estrangeiros por 10 anos.
2. Ilhas Maurício
Ilhas Maurício
Unsplash/Xavier Coiffic
Ilhas Maurício aparece em segundo lugar e se destaca principalmente pelas regras tributárias. O país utiliza um sistema territorial, que, segundo o estudo, não tributa pensões ou rendimentos estrangeiros. Também não há cobrança de impostos sobre patrimônio ou herança.
O requisito de renda é de US$ 2 mil por mês (R$10,3 mil), ou uma transferência anual de US$ 24 mil (R$ 124 mil).
O programa também permite incluir uma ampla quantidade de familiares, como cônjuge, filhos de até 24 anos e pais.
3. Espanha
Igreja românica de Santa Maria, na Espanha.
Reprodução/Portal oficial de turismo da Espanha
A Espanha se destaca nos critérios de qualidade de vida e mobilidade. O relatório cita a infraestrutura do país, a força do passaporte e uma expectativa de vida de 84 anos.
O visto não lucrativo exige renda passiva mínima de € 2,4 mil por mês (R$ 14 mil), equivalente a 400% do Indicador Público de Renta de Efectos Múltiples (IPREM), um índice que calcula subsídios e auxílios sociais.
O processo é estimado em quatro a oito meses. Por outro lado, o estudo aponta que é necessário planejamento tributário, já que o país possui tributação progressiva sobre a renda global.
4. Costa Rica
Penínsua de Nicoya, Costa Rica
Reprodução/CostaRica.org
A Costa Rica combina, segundo o relatório, baixo custo de entrada e regras tributárias favoráveis.
O visto Pensionado exige uma pensão vitalícia de pelo menos US$ 1 mil por mês (R$ 5,17 mil). O valor não aumenta com a inclusão de dependentes diretos.
O estudo também destaca o sistema tributário territorial do país, que isenta aposentadorias estrangeiras de impostos, além de não cobrar impostos sobre patrimônio ou herança.
A residência pode levar à naturalização depois de sete anos.
5. Portugal
Praia da Falésia, Portugal
Wirestock/Freepik
Portugal aparece em quinto lugar com o visto D7, voltado a pessoas que possuem renda própria.
O requisito mínimo é de € 920 por mês (R$ 5,3 mil), valor indexado ao salário mínimo nacional. Para o cônjuge, acrescenta-se 50% desse valor; para cada filho dependente, mais 30%.
O programa aceita diferentes tipos de renda passiva, como pensões, dividendos e aluguéis.
O relatório destaca ainda a qualidade de vida, a segurança e a possibilidade de circulação pelo espaço Schengen. Entre os pontos de atenção citados pelo estudo estão os prazos burocráticos para emissão do visto.
6. Paraguai
Cachoeira no Paraguai.
Reprodução/Site oficial de turismo do Paraguai
O Paraguai aparece como uma das alternativas de menor custo entre os 10 primeiros.
A renda mínima exigida é de US$ 1,2 mil por mês (R$ 6,2 mil), proveniente de aposentadoria ou dividendos. O processo leva, segundo o estudo, entre três e seis meses.
O país também utiliza um sistema tributário territorial e, de acordo com o relatório, não cobra imposto sobre receitas de fonte estrangeira.
O Paraguai ainda lidera a classificação específica de “Budget Retiree”, que considera a combinação entre custo de entrada e eficiência tributária.
7. Letônia
Casa dos Cabeças Negras, na Letônia.
Reprodução/Site oficial de turismo da Letônia.
A Letônia aparece em sétimo lugar e é apresentada pelo estudo como uma das rotas mais rápidas para aposentados na Europa.
O requisito é uma renda mínima de € 1,23 mil por mês (R$ 7,21 mil). A taxa governamental padrão é de € 160 (R$ 937), e o tempo de análise informado pelo relatório é de aproximadamente dois meses.
O programa é direcionado a pessoas com 65 anos ou mais que sejam de países isentos de visto.
A residência também permite circulação pelo Espaço Schengen, a zona livre que reúne 29 países europeus.
8. Andorra
Projeto Beyond Walls em Andorra
Divulgação/Valentin Flauraud
Andorra aparece entre os 10 primeiros, mas tem um requisito financeiro significativamente maior que os demais países.
O interessado precisa comprovar renda de fonte estrangeira de pelo menos € 54,9 mil por ano (R$ 321,78 mil), além de aproximadamente € 18,3 mil por dependente (R$ 107,26 mil).
Também é necessário fazer um investimento local de € 1 milhão (R$ 5,86 milhões), que pode ser destinado a imóveis, fundos bancários ou títulos públicos.
Por isso, o programa é apresentado pelo relatório como uma alternativa voltada a pessoas com patrimônio elevado. O estudo destaca ainda a segurança e a qualidade de vida do país e regras tributárias que incluem imposto de renda de no máximo 10%.
9. Itália
Bandeira da Itália em Roma
Wesley Bischoff/g1
A Itália ocupa a nona posição e combina os critérios relacionados à vida na Europa com regras de mobilidade e cidadania.
O visto de Residência Eletiva exige renda passiva mínima de € 31 mil por ano (R$ 181,66 mil), equivalente a cerca de € 2,5 mil por mês (R$ 15,13 mil). O visto não permite trabalho local.
O relatório também destaca a possibilidade de dupla cidadania e regimes fiscais específicos. Entre eles está uma alíquota fixa de 7% sobre rendimentos estrangeiros para aposentados que se mudem para pequenas comunas no sul do país.
10. Grécia
Lagoa de Balos, na Grécia
Krzysztof Dubiel/ Unsplash
A Grécia fecha o top 10. O país exige renda mínima de € 3,5 mil (R$ 20,5 mil) por mês, com acréscimo de 20% para o cônjuge e de 15% por filho.
Segundo o estudo, a Grécia alcança a pontuação máxima no critério de Mobilidade e Cidadania. O país permite dupla cidadania e o caminho para naturalização é de sete anos.
O relatório também destaca um regime tributário especial que estabelece uma taxa fixa de 7% sobre rendas e pensões estrangeiras por até 15 anos.
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PIX na Europa? Conexão pode baratear transferências e reduzir envio a segundos

Polícia mapeou valor do prejuízo após analisar transferências via PIX do suspeito
Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo
Os pagamentos transfronteiriços são um desafio que o Banco Central Europeu (BCE) quer resolver conectando o Target Instant Payment Settlement (Tips), sistema de pagamentos instantâneos da União Europeia, a métodos de pagamento de diversos países, incluindo o Pix brasileiro.
Na última semana, o Banco Central do Brasil divulgou que a fase de avaliação dessa interligação foi iniciada. O objetivo de conectar esses sistemas é disponibilizar transferências “mais rápidas, mais baratas e mais transparentes”, segundo Marco Massarenti, consultor de pagamentos do BCE.
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O elemento central de uma integração será justamente a orquestração do pagamento de ponta a ponta. Ou seja: quando e como o dinheiro sairá de um continente para outro.
“Isso significa que um participante da Europa, como um banco ou provedor de pagamentos, envia uma instrução ao Tips. O Tips a transfere para o Pix no Brasil, que a encaminha ao banco ou provedor final”, explica Massarenti.
Agora no g1
O que o BCE espera
Com a conexão, o BCE busca alcançar diferentes objetivos: apoiar o roteiro do G20 para pagamentos transfronteiriços mais eficientes, reforçar a autonomia estratégica dos pagamentos europeus e acompanhar a inovação no setor.
O executivo da autoridade monetária europeia cita, por exemplo, que em remessas e pagamentos transfronteiriços com moedas pouco utilizadas, as tarifas “podem chegar a 10% ou mais”. “O que queremos é reduzir esse custo para menos de 3%”, detalha Massarenti.
O Brasil não é o único a participar de uma parceria com o BCE para conexão entre sistemas. Atualmente a instituição avalia conexões com infraestruturas de outras três localidades: o sistema indiano Unified Payments Interface (UPI); o sistema suíço e o Nexus Global Payments.
Custos envolvidos
Para o executivo, a infraestrutura de conexão com os sistemas parceiros pretende ser mais econômica do que a atual. Ele ressalta, porém, que haverá custos associados aos originadores e que os acordos de taxas continuarão sendo definidos na relação comercial entre clientes e bancos. “Isso será algo decidido pelos próprios bancos”, diz.
Atualmente, brasileiros já usam o Pix em alguns países da Europa, mas por meio de arranjos privados através de parcerias entre bancos e intermediadoras de pagamento. Na nova infraestrutura pública entre BCs projetada com a interligação, parcerias similares devem continuar sendo necessárias para a ponta final da operação.
“Não estamos retirando os bancos da equação. Continuaremos precisando das instituições financeiras e dos provedores de serviços de pagamento em ambas as jurisdições para levar a transação até a última etapa”, esclarece.
Tempo para liquidação
Segundo o executivo do BCE, outro objetivo é melhorar o tempo para liquidação das transferências internacionais. Atualmente, diz ele, pagamentos transfronteiriços são fragmentados e “pode levar alguns dias para receber o pagamento do outro lado”.
A nova infraestrutura busca tornar o processo instantâneo. Para isso, o BCE e o BC brasileiro avaliam a interoperabilidade técnica, especificações funcionais, aspectos jurídicos e o modelo de negócios. “Há muitas facetas que precisam ser analisadas. Por exemplo, para citar um caso específico relacionado à interoperabilidade: as mensagens são iguais? Os tipos de mensagens transferidas são as mesmas? E quanto aos processos de pagamento? E quanto ao caráter definitivo da liquidação? Esses são alguns dos elementos que precisam ser considerados”, diz ele.
Segurança e prazos
Segundo o executivo, outro ponto é garantir a segurança e a confiabilidade dos pagamentos com a conexão, o que deve ser estudado na dimensão jurídica. Na Europa, também serão analisadas questões relacionadas à proteção de dados.
Sobre quando a conexão estará disponível, Massarenti afirma que “ainda é cedo” para estimativas. Além disso, ele acrescenta que a avaliação de viabilidade não é o fim do processo. Após essa etapa, será necessário implementar e desenvolver as mudanças técnicas necessárias para conectar os dois sistemas do ponto de vista tecnológico.
“O que posso dizer é que, observando outros corredores de pagamentos nos quais temos trabalhado, a fase de avaliação de viabilidade pode levar um ano ou até mais”, finaliza.

Tarifaço de Trump já derruba vendas de empresas brasileiras; veja o desafio para substituir os EUA

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em 14 de agosto de 2026
Ken Cedeno/Reuters
Empresas brasileiras já sentem no caixa o impacto do tarifaço de Donald Trump. Em alguns casos, as vendas para os Estados Unidos caíram 60%. Em outros, foram zeradas.
“O mercado americano representava 40% do faturamento em 2025 e este ano [2026] representa zero”, afirma João Baroni, diretor-geral da Engemasa, do setor de manufatura.
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O executivo acrescenta que, além do impacto das tarifas, os clientes têm reclamado da falta de previsibilidade na compra de equipamentos. “O que tem nos afetado muito, pois foi um mercado que levou décadas para construirmos e agora vemos ele se despedaçar em questão de meses”, diz.
José Neto, diretor da Utilinox, empresa que vende máquinas e equipamentos para uso industrial, afirma que alguns produtos registraram queda de 60% nas vendas para os EUA. No caso da empresa, o tarifaço começou no início do ano, com a alíquota de 50% sobre aço e alumínio, prevista na Seção 232.
Governo brasileiro terá reunião sobre tarifas com representante comercial dos EUA na segunda (31)
Especialistas ouvidos pelo g1 defendem, no longo prazo, o fortalecimento do mercado nacional e do setor industrial brasileiro.
“Uma reorganização do comércio internacional pode abrir espaços antes ocupados por outros fornecedores e criar oportunidades para a indústria brasileira em determinados mercados”, diz Breno Grou, CEO da Sinter, indústria de higiene, beleza e cuidados pessoais.
Mas companhias atingidos pelas novas tarifas não podem escapar da tentativa de abrir novos mercados e redirecionar sua produção.
Encontrar outros destinos não é rápido, e o desafio é ainda maior para pequenas e médias empresas, que têm menos caixa e menor presença internacional para reagir à mudança. Por isso, empresários que ainda não conseguiram novos clientes demonstram pouca esperança de uma melhora nos próximos meses.
Empresários também veem com alguma desconfiança a retomada das negociações entre os governos brasileiro e americano nesta quarta-feira.
Autoridades brasileiras e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, se encontram para discutir as relações comerciais. Mas o alerta já foi dado: a reunião marcou a retomada das conversas, e não trouxe definições.
Por agora, buscar novos mercados
Para o empresário João Dmitruk, presidente da Câmara Setorial de Máquinas, Equipamentos e Componentes do Setor de Defesa e Segurança (CSDS) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), o impacto inicial é maior entre empresas com menor capacidade de caixa e menor grau de internacionalização.
Mas há luz no fim do túnel. Segundo Dmitruk, diversificar as vendas para novos países pode ser um band-aid necessáiro.
🔎 Somente neste ano, o Brasil participou de 4 acordos/programas comerciais: Mercosul e União Europeia; Mercosul e EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça); Mercosul e Singapura; e uma cesta de acordos de bitributação e investimentos, selados pelo Congresso Nacional.
“A América Latina surge como uma alternativa importante para o redirecionamento de parte dessa produção, pela proximidade geográfica e pelas relações comerciais já existentes”, afirma.
E a diversificação já está começando. De acordo com o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, cerca de 72% das 2,4 mil companhias atendidas pela agência e que vendem para o mercado americano já passaram a atuar em pelo menos um destino adicional, como forma de reduzir riscos.
Mas não só os vizinhos latinos podem se tornar estratégia de longo prazo. Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Nigéria, Etiópia, Indonésia, Singapura, Índia e China estão entre os mercados apontados pela Apex como possíveis destinos para diversificar as exportações.
Seguindo esse caminho, empresários já exploram mercados do outro lado do mundo.“Estamos desenvolvendo novos fornecedores na Ásia e ativando algumas linhas de produção em nossa planta”, explica José Neto, da Utilinox.
🔎Segundo a Balança Comercial Mensal, da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações para a China, entre janeiro e agosto deste ano, foi uma das que mais cresceu (15%), totalizando US$ 77,07 bilhões (R$ 393,057 bilhões). O crescimento empata somente com o da União Europeia (também com 15% de crescimento, mas a região totaliza somente US$ 37,29 bilhões – R$ 190,17 bilhões).
Higor Borges, empresário.
Divulgação/Higor Borges
O principal objetivo deve ser cuidar da indústria
Mas nem tudo é simples como os números aparentam. Higor Borges, outro empresário afetado pela guerra comercial e presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Limpeza, afirma que a busca por novos mercados precisa vir acompanhada de medidas que preservem a capacidade de competição da indústria brasileira.
A diversificação dos mercados pode aliviar o impacto do tarifaço, mas, para especialistas, não resolve sozinha um problema mais antigo: a perda de competitividade da indústria brasileira.
A indústria de transformação brasileira perdeu participação na economia nas últimas décadas. Segundo a CNI, o setor representava 35,9% do PIB em 1985 e passou a 13,7% em 2025. No ranking de complexidade econômica, o Brasil caiu da 29ª posição, em 1995, para a 78ª, em 2024.
“Reverter esse processo é investir na inovação da indústria, é investir no desenvolvimento da indústria. Mais do que buscar um mercado de diversificação é fazer a nossa indústria ficar competitiva”, afirma Marcelo Vitali, diretor da How2Go.
Uma indústria mais competitiva teria melhores condições de disputar mercados maiores, vender produtos de maior valor agregado e reduzir a dependência de um único destino.
Entenda a dificuldade de substituir os EUA
Os Estados Unidos estão entre os mercados mais difíceis de substituir. O tamanho da economia, o nível de renda e a importância do país nas cadeias globais de produção fazem com que poucas alternativas tenham condições de absorver rapidamente o mesmo volume de produtos.
A dificuldade é ainda maior para os produtos industriais. Segundo Vitali, diretor da How2Go, muitos deles são vendidos diretamente de uma empresa para outra ou integram cadeias produtivas específicas. Isso torna mais espinhoso encontrar outro comprador.
A empresa pode precisar adaptar o produto, cumprir exigências técnicas, criar relacionamento com novos compradores e conquistar a confiança no novo mercado.
“Não é tão simples assim: ‘Ah, não tem problema, se os Estados Unidos não quer, a gente vende agora para a Coreia’”, afirma William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.
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MDIC
Onde há espaço para diversificar
Se os Estados Unidos são difíceis de substituir, a estratégia não deve ser trocar uma dependência por outra. O objetivo é ampliar o número de mercados e buscar destinos com capacidade de absorver produtos brasileiros.
A União Europeia aparece como uma das alternativas para parte da indústria. O acordo comercial entre Mercosul e UE cria condições mais favoráveis para ampliar o comércio entre os dois blocos.
Segundo a CNI, a expectativa é que as tarifas de mais de 5 mil produtos sejam zeradas. Desse total, 93% dos novos itens beneficiados imediatamente são bens industriais.
“Poucos serão os mercados que poderão absorver isso [os produtos taxados pelos EUA]. Eu acho que o mais óbvio é a União Europeia, até porque a gente acabou de assinar um acordo com eles”, diz Vitali.
Governo acelera busca por novos mercados
Enquanto as empresas procuram alternativas, o governo também ampliou medidas de apoio. Além do plano Brasil Soberano, que está na terceira etapa e prevê R$ 22,6 bilhões para ajudar companhias, a ApexBrasil anunciou R$ 210 milhões destinados a 35 setores, com estudos de mercado e ações para identificar os destinos mais adequados para cada cadeia produtiva.
🔎 O programa Brasil Soberano atende empresas que ainda enfrentam o tarifaço. Os três grupos que têm direito ao crédito são: exportadoras de bens; atuantes em setores industriais relevantes para o comércio exterior brasileio (com investimento tecnológico); e exportadoras de bens para países do Golfo Pérsico. Ao todo, estarão disponíveis R$ 13,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES.
Leonardo Neves, pesquisador da FGV, considera essas medidas importantes para dar fôlego às empresas no curto prazo, mas afirma que elas não substituem uma estratégia de longo prazo.
“Eles geram uma circunstância que as empresas têm um salva-vidas ali, que resolve a curto prazo, mas, de novo, não pode ser um plano, não pode ser uma bolsa-empresa para sempre”, afirma.
Outra opção é o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), que protege operações contra riscos de inadimplência do comprador estrangeiro e outros eventos que possam impedir a conclusão do negócio. O mecanismo foi ampliado em 2026 para incluir novas modalidades de crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas.
Também existe o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), que oferece crédito em condições competitivas para empresas brasileiras. Para 2026, foram destinados R$ 2,2 bilhões ao Proex Financiamento e R$ 1,28 bilhão ao Proex Equalização.
O governo também prorrogou por um ano os prazos do drawback para empresas afetadas pelas tarifas. O regime permite suspender, isentar ou restituir tributos sobre insumos usados na fabricação de produtos destinados à exportação, reduzindo o custo de produção.
Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo e terá nova reunião com EUA

Empresa australiana compra projeto de terras raras em Minas Gerais por R$ 3,5 bilhões

MP pede que TCU faça auditoria nos projetos de exploração de terras raras no Sul de MG
A Lynas Rare Earths anunciou nesta quinta-feira (1º) um acordo para adquirir a Meteoric Resources por cerca de A$ 968 milhões (aproximadamente R$ 3,5 bilhões, na cotação atual). Com a operação, a empresa australiana passará a controlar o projeto Caldeira, de terras raras, em Minas Gerais.
A Meteoric Resources, também australiana, é responsável pelo desenvolvimento do Caldeira, considerado um dos principais projetos de terras raras do Brasil.
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Segundo o comunicado, a compra será feita por meio de uma troca de ações. Os acionistas da Meteoric receberão 0,0207 ação da Lynas para cada ação que possuem.
O valor oferecido equivale a A$ 0,286 por ação da Meteoric, 68,4% acima do preço de fechamento do papel em 30 de setembro.
A transação ainda depende da aprovação dos acionistas da Meteoric, de autorização judicial e de aprovações regulatórias.
As empresas esperam enviar aos acionistas, em dezembro, um documento com os detalhes da operação. A assembleia está prevista para janeiro de 2027 e, se todas as condições forem cumpridas, o negócio deve ser concluído até março.
A aquisição também precisa de aprovação brasileira para a mudança de controle da Meteoric. A exigência está prevista na nova lei de minerais críticos, sancionada em setembro, que criou o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) e passou a exigir a homologação de mudanças de controle de empresas com direitos minerários relacionados a esses minerais.
A medida busca estimular a pesquisa, a extração e o processamento de minerais críticos e estratégicos no Brasil, com o objetivo de reduzir a exportação de minério bruto e ampliar a industrialização do setor.
Terras raras são alvo de disputa entre grandes potências
Os elementos de terras raras possuem propriedades eletrônicas, magnéticas e óticas essenciais para diversas tecnologias modernas
Gil Leonardi /Agência Brasil
🔎 As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de produtos como celulares, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa. Apesar do nome, não são necessariamente raras: o desafio é encontrar depósitos com concentração suficiente para que a extração seja economicamente viável.
Esses minerais também são alvo de disputa entre grandes potências por sua importância estratégica para a indústria, a tecnologia e a transição energética. A China responde por cerca de 70% da produção mundial e concentra etapas importantes do processamento e da fabricação de ímãs.
A dependência levou Estados Unidos e União Europeia a buscar novas fontes e reduzir a exposição ao mercado chinês.
O Brasil tem grandes recursos de terras raras, com ocorrências em estados como Goiás, Minas Gerais, Bahia e Amazonas. O país também possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo os dados apresentados no material.
O interesse internacional pelas reservas brasileiras, inclusive, ganhou espaço nas negociações entre Brasil e EUA em meio ao tarifaço. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), representantes americanos demonstraram interesse em acordos para a aquisição de minerais estratégicos do Brasil.
Os elementos também podem ter alto valor comercial. O quilo de neodímio e praseodímio custa cerca de € 55 (aproximadamente R$ 323), enquanto o de térbio pode superar € 850 (cerca de R$ 5 mil).
Em agosto deste ano, a empresa americana USA Rare Earth garantiu US$ 1,55 bilhão (R$ 7,7 bilhões) para concluir a compra da Serra Verde, mineradora de terras raras em operação no Brasil. Desse total, US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) virão do governo dos EUA.
A Serra Verde opera a mina Pela Ema, em Goiás, que produz neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, usados em veículos elétricos, eletrônicos, sistemas de energia e equipamentos militares.
Projeto Caldeira
Projeto Caldeira de mineração de terras raras (em azul) fica entre mina de urânio de desativada da INB e área de proteção ambiental (APA) da Pedra Branca
Aliança pela APA da Pedra Branca/Divulgação
O principal ativo que será adquirido pela Lynas é o projeto Caldeira, em Minas Gerais. As empresas o descrevem como o maior recurso conhecido de terras raras em argilas iônicas fora da China.
O projeto tem recursos minerais estimados em 128 milhões de toneladas e já conta com um estudo definitivo de viabilidade, que avalia aspectos técnicos e econômicos do empreendimento.
Segundo a Lynas, o Caldeira possui recursos estimados em 802 mil toneladas de óxidos de neodímio e praseodímio (NdPr) e 41 mil toneladas de óxidos de disprósio e térbio (DyTb). Esses elementos são usados, entre outras aplicações, na fabricação de ímãs de alto desempenho.
Com base nas projeções do estudo de viabilidade da Meteoric, o projeto tem potencial para produzir, em média, cerca de 3.862 toneladas de NdPr e 127 toneladas de DyTb por ano ao longo de sua vida útil.
A Lynas estima que serão necessários mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) para desenvolver o projeto. A companhia também pretende estudar a possibilidade de realizar no Brasil etapas do processamento das terras raras e integrar a produção do Caldeira às suas operações na Austrália e na Malásia.
Como será a operação
Se o negócio for concluído, os atuais acionistas da Meteoric deterão aproximadamente 5,9% das ações da Lynas, considerando a base totalmente diluída.
O conselho da Meteoric recomendou por unanimidade que os acionistas aprovem a operação. A recomendação está condicionada à ausência de uma proposta considerada superior e à conclusão de um especialista independente de que o negócio atende aos interesses dos acionistas.
O maior acionista da Meteoric, Tolga Kumova, e entidades associadas, que atualmente detêm cerca de 6,7% das ações da companhia, também manifestaram intenção de votar a favor da operação sob essas mesmas condições.
Como parte do acordo, a Lynas disponibilizará à Meteoric uma linha de financiamento de até A$ 110 milhões (cerca de R$ 396 milhões) para custear o desenvolvimento do Caldeira, despesas relacionadas à operação e necessidades de capital de giro durante o processo.
Uma primeira parcela de A$ 35 milhões (aproximadamente R$ 126 milhões) ficará disponível após a assinatura do acordo. A liberação do restante dependerá do cumprimento de determinadas condições.
Se a operação for concluída, a Lynas afirma que pretende trabalhar com a equipe atual da Meteoric e aproveitar o conhecimento da companhia sobre o projeto e o setor mineral brasileiro.

PIX por aproximação deixa de ter limite diário de R$ 500 a partir desta quinta; veja como pagar com essa modalidade

PIX por aproximação deixa de ter teto fixo de R$ 500
O PIX por aproximação deixa de ter o limite diário de R$ 500 para transações a partir desta quinta-feira (1º). Com a mudança, os usuários poderão solicitar aumento ou a redução do limite para essa modalidade. A medida foi anunciada pelo Banco Central (BC) em junho.
📲 Lançado em 2025, o PIX por aproximação permite que usuários façam pagamentos apenas aproximando o celular ou relógio digital da maquininha de pagamento, de forma semelhante ao funcionamento dos cartões de crédito e débito por aproximação.
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“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do PIX por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema”, afirmou Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, na época do anúncio da medida.
A solução funciona em dispositivos com a tecnologia NFC por meio das carteiras digitais que aderiram à modalidade de pagamento.
🤳 Atualmente, a funcionalidade está disponível em dispositivos Android, com o Google Pay e Samsung Wallet, por exemplo.
Os iPhones não oferecem o recurso porque a Apple ainda não permite que aplicativos de carteira digital atuem como Iniciadores de Transação de Pagamento (ITPs), exigência necessária para a operação da modalidade.
Celulares Android habilitam PIX por aproximação; saiba como aderir à nova funcionalidade
Reprodução/TV Globo
Como ativar o PIX por aproximação?
Para ativar o PIX por aproximação em uma carteira digital, é necessário vincular a conta a essa carteira, parecido com o que se faz com os cartões de pagamento.
No momento da vinculação da conta, o usuário é automaticamente direcionado para a instituição onde possui conta para confirmar essa autorização. A vinculação acontece apenas uma vez.
Após a vinculação da sua conta, no momento do pagamento, basta optar pelo pagamento por PIX, aproximar o celular, revisar se as informações do pagamento estão corretas e confirmar. A modalidade elimina a necessidade de escanear QR Codes ou inserir informações manuais.
PIX por aproximação: entenda como fazer

Dólar abre em alta, de olho nos preços do petróleo e cenário político brasileiro

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (1º) em alta, com um avanço de 0,24% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1862. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️As tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar o mercado de energia, após novos ataques no Estreito de Ormuz. Três petroleiros foram atingidos por projéteis enquanto transitavam pelo canal, o que voltou a levantar preocupações com o conflito na região. Na véspera, o Irã também afirmou que se a República Islâmica continuar com suas exportações bloqueadas, nenhum outro país da região será capaz de exportar petróleo.
Em meio à nova escalada das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 2,51%, cotado a US$ 100,49. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 1,81%, a US$ 92,06 o barril.
▶️ Investidores também seguem atentos aos sinais sobre o futuro dos juros nos EUA. Na véspera, o PCE, indicador que mede a inflação a partir dos gastos dos consumidores americanos e a medida preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na condução dos juros, ficou em 3,4% em agosto na comparação com um ano antes, abaixo das previsões do mercado (3,7%). No mês, a alta foi de 0,3%, também abaixo da estimativa de 0,4%.
O dado foi bem recebido pelo mercado e reduziu as preocupações de que o BC americano subisse os juros já em outubro. A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
▶️ As atenções também seguem voltadas ao cenário político, em meio à proximidade das eleições. Nesta quinta-feira, o Datafolha deve divulgar, no início da noite, uma nova rodada de pesquisas com os números da corrida presidencial. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e é o último antes do debate desta noite.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

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Acumulado da semana: -0,13%;
Acumulado do mês: -0,10%;
Acumulado do ano: -5,73%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: +1,56%
Acumulado do mês: +5,03%;
Acumulado do ano: +15,65%.
Novas tensões no Oriente Médio
O ataque a navios petroleiros que trafegavem pelo Estreito de Ormuz voltou a elevar os preços do petróleo nesta quinta-feira. As embarcações foram atingidas por projéteis de origem desconhecida. As informações são do serviço de inteligência marítima Marisks.
A ofensiva acontece apenas dois dias depois de o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmar que nenhum país da região será capaz de exportar petróleo se a República Islâmica for impedida de vender sua commodity.
Na véspera, o Irã informou que recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para restabelecer o cessar-fogo no Golfo Pérsico, dias depois de o presidente americano, Doanld Trump, ter afirmado que havia rejeitado.
Segundo o Irã, seu plano visava restaurar um acordo provisório que fracassou semanas após ter sido assinado por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em junho. A proposta também incluia a suspensão do bloqueio aos portos iranianos por parte de Washington e a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias pelo Irã.
Na semana passada, mediadores do Catar transitaram entre os enviados dos EUA e do Irã em Nova York, à margem de uma reunião das Nações Unidas — as primeiras negociações indiretas entre as partes em conflito desde que o cessar-fogo foi rompido.
Uma autoridade a par das negociações afirmou à Reuters que as partes concordam amplamente sobre as medidas necessárias, mas ainda discordam sobre a ordem em que devem ser tomadas.
O Irã quer que um eventual acordo lhe conceda o controle sobre o Estreito de Ormuz, a rota de transporte de petróleo mais importante do mundo, que passa ao largo de sua costa.
O tráfego marítimo pelo estreito aumentou nas últimas semanas, com as transportadoras cobrando taxas elevadas para enfrentar o risco de ataques. No entanto, os fluxos de petróleo bruto, produtos refinados e gás natural continuam substancialmente interrompidos.
Nesta quinta-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã “nunca se esquivará” do diálogo com os EUA.
“Nunca nos esquivamos das negociações, e nunca o faremos, embora os Estados Unidos tenham atacado nosso país três vezes, apesar de terem assinado um acordo”, afirmou ele, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.
Bolsas globais
Na Ásia, a bolsa japonesa registrou, nesta quinta-feira, seu maior fechamento em mais de seis semanas, depois que resultados sólidos da Micron Technology alimentaram o otimismo em relação aos investimentos ligados à inteligência artificial. O índice Nikkei, do Japão, subiu 3,3%, aos 68.956,72 pontos, no maior nível desde 17 de agosto.
Entre os demais índices da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,95%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, o SSEC, Índice de Xangai, e o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, permaneceram fechados.
Notas de real e dólar
Amanda Perobelli/ Reuters
* Com informações da agência de notícias Reuters.