Leilão da Receita tem iPhone por R$ 3 mil e Camaro Amarelo por R$ 50 mil; saiba como participar

Camaro amarelo à venda.
Reprodução/Receita Federal
A Receita Federal em São Paulo começa a receber a partir desta sexta-feira (2), 8h, o recebimento das propostas do novo leilão eletrônico para mercadorias apreendidas ou abandonadas.
A sessão de lances acontece já na próxima semana, dia 9 de outubro. Entre os produtos disponíveis estão iPhones, MacBooks, iPads, drones, impressoras 3D, equipamentos de áudio e vídeo, roupas, ferramentas e veículos.
Veja datas e horários:
2 de outubro, às 8h: começa o recebimento das propostas;
7 de outubro: termina o período de visitação aos lotes;
8 de outubro, às 18h: termina o prazo para apresentar propostas;
9 de outubro, às 10h: acontece a sessão de lances, com os participantes classificados na primeira etapa.
Alguns dos itens chamam a atenção pelos valores informados para os lotes. Há, por exemplo, um iPhone 17 Pro de 256 GB por R$ 3,5 mil, um MacBook Air de 13 polegadas, com 16 GB de memória e 256 GB de armazenamento, por R$ 2,7 mil e um iPad A16 de 128 GB por R$ 1,6 mil.
Também há veículos entre os destaques. Um Honda Civic LXL, ano 2004/2005, aparece por R$ 3,5 mil, enquanto uma Mitsubishi L200 Triton HPE 3.2 D está listada por R$ 7 mil. Outro lote tem um Chevrolet Camaro SS, ano 2009/2010, por R$ 54 mil.
Aparelhos eletrônicos em leilão
Os valores e as condições dos produtos devem ser conferidos no edital e na relação de lotes do leilão. As mercadorias são vendidas no estado em que se encontram e não há garantia da Receita Federal sobre os produtos.
Além dos eletrônicos e veículos, o leilão reúne robôs de atendimento, câmeras, projetores, caixas acústicas, acessórios e peças para celulares, notebooks, tablets, periféricos e componentes de computadores.
Há ainda milhares de polidores e cabines secadoras de unhas, toneladas de roupas, mochilas, bolsas e artigos esportivos, equipamentos profissionais de áudio, vídeo e fotografia, produtos para automação residencial, estações de energia portáteis, enfeites de Natal, utensílios domésticos, ferramentas, areia ensacada e máquinas usadas em atividades de gravação, solda e trabalho com joias.
Carros à venda no leilão da Receita
Quando será o leilão?
O leilão será realizado de forma eletrônica e poderá ter a participação de pessoas físicas e empresas.
O período para apresentar propostas começa às 8h desta sexta-feira (2) e termina às 18h da próxima quinta-feira (8). A sessão de lances está prevista para as 10h da sexta-feira (9), no horário de Brasília.
Antes da disputa, os interessados poderão visitar os lotes, mediante agendamento, em dias de expediente normal, até quarta-feira (7), um dia antes de encerrar o prazo das propostas. Os endereços, horários e contatos para marcar a visita estão disponíveis no edital.
🔎 Acesse o edital clicando aqui.
De onde vêm os produtos?
As mercadorias colocadas à venda pela Receita Federal são produtos abandonados, entregues à Fazenda Nacional ou que sofreram pena de perdimento, quando a legislação determina que os bens passam para a União.
Em geral, são mercadorias apreendidas pela Receita em ações de controle do comércio exterior que sofreram essa penalidade ou produtos que foram importados e posteriormente abandonados.
Os itens são organizados em lotes, que podem reunir um único tipo de produto ou mercadorias diferentes, em quantidades variadas. Por isso, é importante consultar a descrição específica de cada lote antes de fazer uma proposta.
A relação completa dos produtos pode ser consultada no Portal do Sistema de Leilão Eletrônico da Receita Federal. No edital escolhido, é preciso acessar a opção “Relação Anexa de Lotes do Edital”. Também é possível usar os filtros disponíveis no portal ou pesquisar diretamente pelo produto desejado.
Como participar?
A participação é feita exclusivamente pela internet, por meio do Sistema de Leilão Eletrônico da Receita Federal, dentro do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC).
Para acessar o sistema, é necessário utilizar uma conta Gov.br com nível de confiabilidade Prata ou Ouro.
Conta gov.br: como aumentar o nível para ‘prata’ ou ‘ouro’
O leilão tem duas etapas.
Na primeira, os interessados apresentam suas propostas. Essa é uma etapa fechada: os participantes não conseguem ver quem está concorrendo nem o valor oferecido pelos demais. Cada participante acompanha apenas a própria proposta.
🔎 Em regra, passam para a segunda etapa as propostas que ficarem até 10% abaixo da maior oferta apresentada para determinado lote.
Na segunda etapa, ocorre a sessão de lances. Os participantes que tiveram suas propostas classificadas podem disputar o lote em tempo real. Nesse momento, somente o valor do melhor lance é público. A identidade dos participantes e a quantidade de pessoas na disputa permanecem em sigilo.
Como é feito o pagamento?
O pagamento dos produtos arrematados é feito por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A Receita alerta que nunca solicita depósitos ou transferências para contas de terceiros.
Também há incidência de ICMS, imposto estadual, sobre o valor da arrematação de todos os lotes. O cálculo e o pagamento desse imposto são de responsabilidade do arrematante. Não há cobrança de tributos federais sobre os lotes.
Os vencedores têm 30 dias para retirar os produtos nos locais onde eles estão armazenados. A Receita Federal não se responsabiliza pelo envio ou transporte das mercadorias.
Atenção a golpes
A Receita Federal informa que o Sistema de Leilão Eletrônico é o único meio para participar dos leilões eletrônicos da instituição. Por isso, é preciso ter cuidado com sites que imitam páginas oficiais e oferecem participação nos leilões.
Quem pode participar do leilão?
Como funcionam os leilões
Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios:
ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada;
ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF);
ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal.
Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes:
ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ);
ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal.
Como participar do leilão?
Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos:
até 7 de outubro, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC);
selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000012/2026 – SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL;
escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em “incluir proposta”;
aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita;
e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

Morango cravejado: a sobremesa viral que encontrou um morango mais caro e escasso

Em alta nas redes sociais, morango cravejado faz sucesso em Juiz de Fora
A nova febre das redes sociais chegou ao morango em um momento pouco favorável para quem produz — e para quem compra. Enquanto o morango cravejado aumenta a procura pela fruta, as chuvas prejudicam as lavouras e reduzem a oferta.
O doce conta com um morango coberto com brigadeiro e chocolate branco derretido, com pedacinhos de calda de açúcar. A sobremesa já pode ser encontrada por até R$ 40 em São Paulo.
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Não basta a demanda e o trabalho de preparo para formar esse preço elevado. A principal matéria-prima, o morango, também está mais cara nas Ceasas. Em São Paulo, por exemplo, o valor do quilo subiu 30% em relação a setembro do ano passado, de R$ 19,66 para R$ 25,59.
Em Belo Horizonte (MG), a alta foi de 177%: de R$ 15 para R$ 41. Já em Curitiba (PR), a elevação foi de 94%, com o custo subindo de R$ 18 para R$ 35.
O encarecimento é resultado das fortes chuvas que atingiram áreas de plantio do morango desde o fim de agosto, explica Ronaldo Herculano de Lima, engenheiro agrônomo e consultor da empresa Ser Agro.
Com isso, o morango, que deveria atingir o pico da safra no início da primavera — nas duas últimas semanas de setembro —, tem oferta reduzida e qualidade inferior, especialmente para o preparo do doce. O engenheiro afirma que alguns produtores perderam até 80% da lavoura.
Segundo Lima, o morango cravejado é feito com frutas grandes e de sabor mais adocicado. Ele estima que apenas uma em cada 50 unidades colhidas atenda a esse padrão.
A expectativa dos produtores está voltada para a próxima leva de plantio, que deve estar pronta para colheita em 60 dias. Embora setembro seja a época tradicional do morango, avanços genéticos permitem que algumas regiões do país mantenham a colheita ao longo de todo o ano — principalmente em áreas mais frias, como o Sul.
O morango se desenvolve melhor em temperaturas amenas, entre 15°C e 30°C, e com pouca chuva.
Para quem ainda pretende investir na preparação do morango cravejado — correndo o risco de a moda passar até lá —, a dica de Lima é escolher os produtos que são vendidos refrigerados e colocá-los de volta na geladeira assim que chegar em casa. Se a fruta não for comercializada dessa forma, deve ser consumida rapidamente.
Também é importante observar o estado de todas as frutas da bandeja, já que uma delas pode estar mofada e contaminar as demais.
Morango cravejado em São José do Rio Preto (SP)
TV TEM/Reprodução
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INSS vai pagar afastamento para vítimas de violência doméstica; veja quem tem direito e como pedir

INSS
Arquivo/Agência Brasil
Nesta quinta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um parecer que garante o afastamento remunerado do trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica.
A mulher poderá ficar afastada do trabalho por até seis meses, sem perder a remuneração durante o período. Nos primeiros 15 dias, o pagamento ficará sob responsabilidade do empregador. A partir do 16º dia, ficará a cargo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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Há, porém, duas situações específicas em que o pagamento funciona de forma diferente:
Para mulheres que contribuem para a Previdência, mas não têm vínculo formal de emprego — como autônomas, microempreendedoras individuais (MEIs), contribuintes facultativas e seguradas especiais —, o INSS pagará integralmente o benefício desde o primeiro dia de afastamento.
Já as mulheres que não contribuem para o INSS e não são seguradas da Previdência, como trabalhadoras informais que nunca fizeram recolhimentos, receberão um benefício assistencial. Nesse caso, o pagamento ficará a cargo do Estado, do Distrito Federal ou do município indicado pelo juiz.
A seguir, veja as principais dúvidas sobre o benefício e entenda como funciona o afastamento.
Agora no g1
Do que se trata o parecer?
O parecer garante o afastamento remunerado do trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar quando a Justiça determinar que a medida é necessária para proteger a vítima.
Com isso, a mulher pode se afastar do trabalho para se proteger sem perder a renda nem o vínculo de emprego durante o período determinado pela Justiça.
Quem tem direito?
A proteção contempla mulheres em situação de violência doméstica e familiar, conforme previsto na Lei Maria da Penha e nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
O benefício contempla mulheres com carteira assinada e também aquelas que contribuem para a Previdência, mas não têm vínculo formal de emprego. Estão incluídas contribuintes individuais, facultativas, seguradas especiais, microempreendedoras individuais (MEIs), trabalhadoras autônomas e diaristas que contribuem para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
A proteção também alcança mulheres que não são seguradas da Previdência, como trabalhadoras informais que não contribuem para o INSS. Para elas, o pagamento tem natureza assistencial.
Como faço para ter direito ao afastamento?
Para ter direito ao afastamento, é necessário obter uma medida protetiva de urgência da Justiça que determine o afastamento temporário do trabalho.
A decisão pode ser emitida pela Justiça estadual, por uma Vara de Violência Doméstica ou por uma Vara Criminal. O documento é suficiente para a concessão do benefício pelo INSS, sem necessidade de perícia médica ou nova análise administrativa.
O atendimento deve ser prioritário e sigiloso e pode ser solicitado pelo aplicativo ou pelo portal Meu INSS.
tabela
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Preciso passar por perícia médica?
Não. A decisão judicial que determina o afastamento já é suficiente para a concessão do benefício pelo INSS. Por isso, a mulher não precisa passar por perícia médica nem por uma nova análise administrativa.
Quem paga durante o afastamento?
Depende do vínculo profissional e da situação previdenciária da mulher.
Para trabalhadoras com carteira assinada, o empregador paga os primeiros 15 dias de afastamento. A partir do 16º dia, o pagamento passa a ser feito pelo INSS.
Para mulheres que contribuem para a Previdência, mas não têm vínculo formal de emprego, como MEIs, autônomas, contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, o INSS paga o benefício desde o primeiro dia de afastamento.
Já para mulheres que não são seguradas da Previdência, como trabalhadoras informais que não contribuem para o INSS, o pagamento tem natureza de benefício assistencial eventual. Nesse caso, fica a cargo dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
É preciso ter um tempo mínimo de contribuição?
Não. O benefício não exige carência, ou seja, não é necessário cumprir um período mínimo de contribuição para ter direito ao pagamento.
O período afastado conta para a aposentadoria?
Sim. O período de afastamento será contabilizado como tempo de contribuição para a aposentadoria. Além disso, não há cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor recebido.
Por quanto tempo posso ficar afastada?
A legislação e o entendimento do STF asseguram a manutenção do vínculo de trabalho durante o afastamento, que pode durar até seis meses.
O juiz define o período de afastamento de acordo com a situação da vítima. O prazo pode ser inicialmente de dois ou três meses, por exemplo, e ser prorrogado até o limite de seis meses.
O benefício já está valendo?
Sim. O direito foi reconhecido pelo STF no julgamento do Tema 1.370. Nesta quinta-feira (1º), o presidente Lula também assinou o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que incorpora o entendimento da Corte e torna sua aplicação obrigatória para a Administração Pública Federal.
O Ministério da Previdência Social e o INSS têm até 15 dias, a partir da assinatura do parecer, para regulamentar os procedimentos de pagamento em seus sistemas. As regras também valerão para os afastamentos que já estiverem em andamento.
Por que foi necessário um parecer da AGU?
A Lei Maria da Penha já previa que mulheres vítimas de violência doméstica poderiam manter o vínculo de trabalho por até seis meses caso precisassem se afastar. No entanto, a legislação não deixava claro quem deveria arcar com a remuneração durante esse período, o que gerou discussões judiciais ao longo dos anos.
Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o afastamento deveria ser considerado uma interrupção do contrato de trabalho. Com isso, os primeiros 15 dias ficariam a cargo do empregador e, a partir do 16º, do INSS.
A discussão chegou ao STF após um caso ocorrido em Toledo (PR), em 2022. Em 2025, a Corte reconheceu a repercussão geral do tema e, em dezembro do mesmo ano, julgou o caso.
Em 2026, o STF esclareceu outros pontos, como a isenção de contribuição previdenciária sobre o benefício, a contagem do período de afastamento para a aposentadoria e a natureza assistencial do pagamento destinado às mulheres que não são seguradas da Previdência.
Com a assinatura do parecer, o entendimento do STF passa a valer obrigatoriamente na Administração Pública Federal, permitindo a regulamentação dos procedimentos de pagamento.
O agressor pode ter que devolver o dinheiro?
Sim. O entendimento permite que o poder público recorra à Justiça para cobrar do agressor os valores pagos à vítima durante o afastamento.
A medida busca ressarcir os cofres públicos pelos valores gastos com o benefício.
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UE considera 'difícil' liberar carne brasileira antes de 2 anos, diz representante do bloco ao g1

Chefe-adjunto da Delegação da UE no Brasil, Jean-Pierre Bou.
Reprodução X
A União Europeia (UE) ainda vê dificuldades para recolocar o Brasil na lista de países autorizados a exportar carne bovina para o bloco em menos de dois anos, afirmou o chefe-adjunto da Delegação da UE no Brasil, Jean-Pierre Bou, em entrevista ao g1 na quinta-feira (1º).
Os exportadores brasileiros têm pedido ao governo federal que negocie um período de transição para permitir a retomada dos negócios antes desse prazo. Até o momento, porém, o bloco não sinaliza abertura para essa possibilidade.
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“Em princípio, parece difícil, mas eu sei que todos os atores nesta discussão estão fazendo o possível para encontrar formas de sair desta problemática o mais rapidamente possível”, afirma Bou ao g1.
Em conversa após participar do Global Agribusiness Festival (GAFFFF), evento organizado pela Datagro, ele falou sobre a imagem do Brasil na Europa e afirmou que, para melhorá-la, o país precisa manter os esforços dos últimos anos contra o desmatamento.
Ele comentou também a preparação do Brasil para atender à lei antidesmatamento da UE e as oportunidades abertas pelo acordo com o Mercosul.
Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
Veto à carne bovina
🔎 No dia 3 de setembro, a UE interrompeu as importações de produtos de origem animal do Brasil. O bloco anunciou a medida em maio, após excluir o Brasil da lista de países que cumprem suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. (entenda aqui)
Bou reafirmou que a retomada das exportações tende a ser demorada porque a UE exige que seus fornecedores comprovem que não houve uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida do animal — que, no caso do boi, leva, em média, dois anos.
“No caso do frango e do mel, a União Europeia conseguiu realizar uma auditoria muito rapidamente. Os resultados foram satisfatórios e, por isso, houve um relatório positivo. Isso deve permitir a retomada das exportações desses produtos”, diz.
Na ocasião, representantes do agronegócio brasileiro classificaram a medida como protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.
“Posso entender o nível de frustração por parte dos brasileiros. Mas [depois do acordo com o Mercosul] muitas oportunidades se abriram. Nas primeiras semanas de aplicação, houve um crescimento importante das exportações de produtos agrícolas para a UE, como uvas e café”, destaca Bou.
Segundo ele, o potencial de crescimento é ainda maior no médio prazo, conforme as tarifas previstas no acordo forem reduzidas. “No caso do café, as tarifas não baixaram a zero; é um processo gradual. Mesmo assim, já houve um forte aumento.”
Depois da assinatura do acordo, em maio, as exportações de café do Brasil para a UE cresceram 10,9% em volume até agosto, em relação a igual período de 2025, mostram dados do Ministério da Agricultura do Brasil.
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Imagem do Brasil e lei antidesmatamento
Questionado sobre o que o Brasil pode fazer para melhorar sua imagem na Europa, Bou ressaltou a importância de o país não retroceder nas medidas ambientais adotadas nos últimos anos. Entre elas, citou as disposições do Código Florestal.
“É importante mostrar que o Brasil continua comprometido com estes esforços que reconhecemos”, afirmou.
Bou também apontou o aproveitamento de áreas degradadas como um caminho para conciliar o crescimento da produção agrícola com a agenda ambiental.
“Há muitas áreas que já foram desmatadas, que estão degradadas e que têm potencial para o Brasil continuar aumentando sua produção agrícola utilizando esses espaços”, disse.
O tema ganha ainda mais importância com a proximidade da entrada em vigor da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR), prevista para dezembro. Pelas novas regras, o bloco não poderá importar produtos provenientes de áreas desmatadas, e os fornecedores terão de comprovar a origem das mercadorias por meio de sistemas de rastreabilidade.
Questionado sobre o nível de preparação do Brasil para atender às exigências, Bou afirmou que a situação varia entre setores e regiões.
“O Brasil é um país tão grande, então acho que não há respostas definitivas que se apliquem a todo o país”, destacou.
“No setor do café, segundo o que pude comprovar, acho que as preparações são muito boas. Para outros setores, é possível que a questão do rastreamento seja um pouco mais difícil”, afirmou, sem especificar quais seriam.
A carne bovina está entre os setores com maior dificuldade de rastreamento. Isso porque, ao longo da vida, o boi pode passar por diferentes propriedades antes de chegar ao frigorífico para o abate, o que torna mais difícil acompanhar toda a cadeia.
Boi com chip na Amazônia: como funciona o rastreamento para saber se a carne está livre de desmatamento
Bioeconomia pode abrir novos mercados
Bou também vê na bioeconomia uma oportunidade para ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado europeu. Segundo ele, há espaço principalmente para itens que ainda são pouco conhecidos pelos consumidores do bloco.
“Acho que o produto mais conhecido da bioeconomia da Amazônia é o açaí, mas tem muitos outros produtos, muitas frutas, peixes, muitas possibilidades que ainda não são muito conhecidas”, afirmou.
As oportunidades não se restringem aos alimentos. Bou citou também o potencial de produtos brasileiros nas indústrias de cosméticos e medicamentos.
Ele mencionou ainda programas de cooperação da UE voltados à bioeconomia, entre eles uma iniciativa no Parque de Bioeconomia, em Belém (PA).

Crise da Nike se agrava, e empresa anuncia novos cortes de empregos

Nike em Pequim, China
REUTERS/Tingshu Wang
A Nike está aprofundando sua reestruturação sob o comando do presidente-executivo Elliott Hill.
Diante do agravamento das dificuldades na China, a empresa anunciou um plano para cortar mais empregos e reorganizar suas divisões globais de negócios, depois de projetar uma queda mais acentuada que o esperado na receita anual.
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A previsão divulgada na quinta-feira (1º) indica que os desafios da Nike devem persistir por pelo menos mais alguns trimestres, especialmente na China, onde as vendas caíram 26% em moeda constante no primeiro trimestre.
🔍 O cenário aumentou a preocupação dos investidores com o ritmo da recuperação liderada por Hill. As ações da empresa caíram 8,5% no pregão estendido.
Agora no g1
Reestruturação mira redução de custos
A empresa vem tentando retomar o crescimento sob a gestão de Hill, com foco renovado em modalidades estratégicas, como a corrida, e na reconstrução de relacionamentos com varejistas atacadistas.
Analistas, porém, afirmam que as dificuldades decorrem em grande parte da falta de lançamentos de produtos novos e atraentes em volume suficiente, o que aumentou a necessidade de promoções e descontos.
A Nike, que também registrou receita no primeiro trimestre abaixo das expectativas dos analistas, anunciou mudanças em seu modelo operacional.
As medidas incluem cortes de pessoal e a reorganização da companhia em três regiões geográficas — Américas, Ásia-Pacífico e Grande China, e EMEA —, em vez de quatro.
A companhia informou que ainda não definiu quantos cargos serão eliminados como parte da reestruturação. As notificações aos funcionários começarão em 2027.
O programa, que amplia iniciativas anteriores de demissões, incluindo uma anunciada no início deste ano, deve gerar economia de cerca de US$ 2,5 bilhões até o ano fiscal de 2031. A maior parte desse valor deve ser obtida nos anos fiscais de 2029 e 2030.
A Nike prevê que sua receita caia em um percentual na faixa alta de um dígito no ano fiscal de 2027. Em média, os analistas estimam uma queda de cerca de 2% na receita anual, segundo dados compilados pela LSEG.

Por que a Starbucks está sendo criticada por abrir lojas nesta região da China

Pessoas passam em frente a uma cafeteria da Starbucks em Pequim, na China.
REUTERS/Tingshu Wang
A rede de cafeterias Starbucks foi alvo de críticas de um influente congressista americano e de um grupo de defesa dos direitos humanos após abrir lojas na região chinesa de Xinjiang, onde há denúncias de abusos contra a população muçulmana uigur.
A empresa americana inaugurou na terça-feira (29) duas cafeterias em Urumqi, capital da região, em uma iniciativa celebrada pela imprensa estatal chinesa.
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A ONU alertou, em 2022, para possíveis crimes contra a humanidade em Xinjiang, entre eles a detenção de mais de um milhão de uigures e integrantes de outras minorias muçulmanas em campos de reeducação.
Organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que graves abusos continuam ocorrendo na região, incluindo trabalho forçado.
Agora no g1
John Moolenaar, presidente do Comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre a China, classificou a abertura das duas cafeterias como “moralmente indigno”.
A iniciativa “vincula uma marca americana icônica à brutal campanha do PCC contra os uigures”, afirmou ele, em referência ao governante Partido Comunista Chinês.
O Congresso Mundial Uigur, grupo de defesa dos direitos dessa minoria, afirmou que a Starbucks “mais uma vez escolhe ignorar uma grave situação de direitos humanos (…) ao abrir lojas na região”.
“As empresas não deveriam contribuir para uma economia em que o trabalho forçado imposto pelo Estado continua sendo uma séria preocupação”, acrescentou a organização em publicação nas redes sociais.
O governo chinês nega as acusações e afirma que suas políticas em Xinjiang erradicaram o extremismo e impulsionaram o desenvolvimento econômico.
Os Estados Unidos impuseram sanções em resposta aos supostos abusos, e várias marcas ocidentais foram alvo de críticas por seus vínculos com Xinjiang.
O governo chinês investiu significativamente em Xinjiang, uma das regiões de crescimento mais acelerado do país em 2025, e também tem promovido o turismo.
No ano passado, a Starbucks anunciou a venda de uma participação majoritária de suas operações na China para o fundo de investimentos Boya Capital, em uma tentativa de revitalizar os negócios em seu segundo mercado mais importante.

Maior juro do mercado, uso do rotativo bate recorde; Lula quer limitar a um cartão de crédito por pessoa

Juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 445% ao ano em agosto, segundo dados do Banco Central
Getty Images via BBC Brasil
Alvo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o uso da linha do rotativo do cartão de crédito, o juro mais alto do mercado financeiro, bateu recorde de uso neste ano.
Segundo dados do Banco Central, as contratações somaram R$ 311 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, novo recorde. No mesmo período do ano passado, haviam totalizado R$ 266 bilhões.
Agora no g1
As concessões de crédito no cartão rotativo, na parcial de 2026, já se começam a se aproximam do total registrado em todo ano passado — R$ 403 bilhões.
➡️A modalidade é considerada um dos vilões do alto nível de endividamento da população brasileira.
O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.
Lula quer limite uso do cartão rotativo
➡️Nesta quinta-feira (1), em meio à corrida eleitoral, Lula disse que está discutindo com o Banco Central a proibição de que uma pessoa tenha mais de um cartão de crédito.
O objetivo seria conter o endividamento da população, que também bate recorde (por conta justamente do cartão de crédito rotativo).
“Esses dias conheci um pai de um menino autista que recebeu o quarto cartão de crédito em casa e gastou R$ 80 mil e estava com uma dívida de R$ 80 mil. Nós precisamos fazer uma reformulação na economia brasileira. Galípolo [presidente do BC] sabe que precisamos moralizar um pouco essa questão de crédito, não é possível a gente permitir que a sociedade seja endividada da forma mais irresponsável possível”, declarou o presidente Lula.
➡️Segundo o Banco Central, 101 milhões de pessoas no Brasil usavam cartão de crédito no país no começo deste ano. Isso quer dizer que quase a metade do povo brasileiro tem cartão de crédito.
➡️De acordo com a instituição, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro deste ano.
➡️Com juros elevados, a taxa de inadimplência dessa linha de crédito estava em 63,5%, ou seja, mais de R$ 60 em R$ 100 emprestados não foram honrados.
Saiba como prevenir endividamento com cartão de crédito
Maior juro do mercado
➡️A taxa de juros do cartão de crédito rotativo, a mais alta de todas, somou 445% ao ano em agosto deste ano. No crédito consignado, por exemplo, as taxas variam de cerca 24% a 56% ao ano.
➡️Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida.
Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200.
Uso cresce após a pandemia
De acordo com dados do Banco Central, entre 2012 e 2020, a concessão de crédito (desembolsos) por meio do cartão de crédito rotativo não tinha ultrapassado R$ 225 bilhões em um ano. As variações anuais intercalaram períodos de altas e baixas.
O ano de 2020, principalmente, e de 2021 foram marcados pelo pagamento do Auxílio Emergencial, valores excepcionais pagos à população durante a pandemia, para permitir o afastamento social.
Os dados do cartão de crédito mostram que, no período que coincide com a saída da pandemia e retorno de um patamar mais pesado de inflação, as concessões do cartão de crédito rotativo dispararam.
➡️Com o fim do Auxílio Emergencial a partir de 2022, as concessões de novos empréstimos no cartão de crédito rotativo alcançaram novos patamares, atingindo mais de R$ 400 bilhões em 2025.
➡️Esse período pós-pandemia também foi marcado por fortes pressões inflacionárias, com o índice oficial atingindo mais de 10% em 2021, a maior em seis anos, e cerca de 5,8% em 2022.
‘Parte do salário’
Em março deste ano, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e isso deveria ser alvo de uma “discussão estrutural”.
“Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele”, disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
De acordo com Galípolo, a ideia é tentar “produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito”, ou seja, linhas de crédito mais adequadas.
Para facilitar a concessão do crédito com taxas menores, o governo lançou, no ano passado, por exemplo, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, com R$ 130 bilhões liberados até junho deste ano.
O trabalhador, caso queira, pode dar o FGTS como garantia (entidades de defesa do consumidor recomendam cautela).

Dólar abre em alta, de olho em dados dos EUA e às vésperas das eleições

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (2) em alta, no último pregão antes do 1º turno das eleições presidenciais no Brasil. Perto das 9h, a moeda subia 0,18%, cotada a R$ 5,2296. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ A dois dias das eleições presidenciais no Brasil, investidores monitoram sinais sobre as intenções de votos no país. Na quinta-feira, uma pesquisa Datafolha mostrou Lula (PT) com 42% das intenções de voto no 1º turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL). Saiba mais.
▶️ No exterior, as atenções estão voltadas para o payroll, relatório de emprego dos Estados Unidos. O documento deve trazer mais indícios sobre qual tende a ser a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na condução dos juros no país.
🔎 A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
▶️ Notícias de que a Europa pode liberar estoques de diesel e petróleo também ficam no radar. Caso se concretize, a medida pode aliviar as preocupações com uma eventual falta de oferta da commodity, em meio à recente escalada das tensões no Oriente Médio.
🔎 Com isso, os preços do petróleo caem nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril tipo Brent, referência internacional, recuava 2,47%, a US$ 99,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha queda de 3,77%, a US$ 89,37 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,76%;
Acumulado do mês: +0,89%;
Acumulado do ano: -4,89%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: +2,03%
Acumulado do mês: +0,46%;
Acumulado do ano: +16,18%.
Eleições na mira
A dois dias das eleições, o foco fica com a reta final da disputa. Na quinta-feira, uma pesquisa Datafolha encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, mostrou Lula (PT) com 42% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL).
A pesquisa mostra Augusto Cury (Avante) em terceiro, com 4%. Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD) com e Renan Santos (Missão) com 3%, e Romeu Zema (Novo) com 1%.
Na comparação com o levantamento anterior, realizado na semana passada, Lula avançou com mais intensidade entre os eleitores com 60 anos ou mais (de 42% para 49%), no Sudeste (de 35% para 40%) e entre os católicos (de 45% para 50%).
O candidato do PL, por sua vez, avançou mais entre os eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos (de 40% para 47%) e entre os evangélicos (de 47% para 52%).
O Datafolha ouviu 2.506 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR- BR-08039/2026.
Veja as intenções de voto em cada segmento
Bolsas globais
Na Ásia, a bolsa japonesa fechou em queda nesta sexta-feira, à medida que investidores realizaram lucros e passaram a adotar uma postura mais cautelosa em relação às perspectivas para as taxas de juros, a inflação e os riscos geopolíticos. O índice Nikkei, do Japão, caiu 0,94%, aos 68.309,46 pontos.
Entre os demais índices da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,46%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,60%. O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, permaneceram fechados.
Dólar
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
* Com informações da agência de notícias Reuters.

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em poço na costa do Amapá

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá.
O local fica no bloco FZA-M-59, na chamada Margem Equatorial, uma região do litoral brasileiro com potencial para exploração de petróleo e gás. O poço está em águas ultraprofundas, a cerca de 2,9 quilômetros de profundidade.
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A empresa já havia encontrado petróleo no mesmo poço em agosto. Desta vez, continuou a perfuração em uma região ainda mais profunda e identificou uma nova área com presença de petróleo.
Segundo comunicado divulgado pela companhia, a descoberta foi confirmada a partir de análises das rochas e de amostras de líquidos retiradas durante a perfuração.
🔎 O novo achado ainda não significa que o petróleo poderá ser extraído. A Petrobras terá de realizar outros estudos para saber quanto petróleo existe no local e se a exploração comercial é viável.
“A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”, afirmou a Petrobras em comunicado.
Segundo a Petrobras, os estudos sobre a nova descoberta ainda estão em andamento. A empresa vai analisar em laboratório as amostras coletadas durante a perfuração e cruzar os resultados com os demais dados obtidos no poço.
No caso da descoberta anunciada em agosto, as análises já feitas confirmaram que o petróleo encontrado é de boa qualidade.
Em nota, a Petrobras afirmou que a exploração do bloco faz parte de uma estratégia de longo prazo para ampliar suas reservas de petróleo e gás e contribuir para o atendimento da demanda de energia do país.
*Reportagem em atualização

Como plantar girassol? Veja dicas sobre o cultivo

Plantação de girassóis enfeita cenário na área rural de Cerquilho (SP).
Tiago Fogaça
Gilmara Vieira, de Paty do Alferes (RJ), quer plantar girassol em um terreno e pediu ao Globo Rural um folheto com orientações sobre o cultivo.
Uma publicação gratuita da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Rio Grande do Sul, pode ajudar. O material explica como manejar o girassol e traz dicas para prevenir pragas que atacam a planta, como a diab­rótica e o besouro-do-girassol.
A publicação também reúne indicações de livros e manuais para quem deseja se aprofundar no assunto.
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