Mega-Sena acumula, e prêmio vai a R$ 150 milhões; veja os números sorteados

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados
O sorteio do concurso 3.069 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (11), em São Paulo. O prêmio acumulou, e a estimativa para o próximo sorteio é de R$ 150 milhões.
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Veja os números sorteados: 05 – 19 – 22 – 44 – 47 – 57.
5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23;
4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33.
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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Para apostar na Mega-Sena
Como funciona a Mega-Sena?
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

Mais de 32 mil empresas fecharam durante o governo Javier Milei na Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, participa de uma reunião da coalizão política e de segurança multinacional “Escudo das Américas”, à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026
Charly Triballeau/Pool via REUTERS
A Argentina passou a ter 32.290 empresas a menos desde que Javier Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023. Os dados, divulgados no sábado (10), são da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão do governo argentino.
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O total de empregadores no cadastro passou de 512.357 em novembro de 2023, mês anterior à posse de Milei, para 480.067 em julho deste ano — uma queda de 6,3%.
A queda de 6,3% corresponde à 18ª redução mensal consecutiva, mas não permite afirmar que todas as unidades tenham encerrado definitivamente suas atividades.
➡️ Sair do cadastro não significa, necessariamente, fechar as portas. A SRT contabiliza empregadores com pelo menos um trabalhador registrado no sistema de seguro contra acidentes de trabalho. Uma empresa pode deixar de aparecer nessa lista porque encerrou suas atividades, mas também porque ficou sem funcionários registrados ou passou por uma reorganização ou mudança cadastral.
Somente em julho, o país registrou 948 empregadores a menos do que em junho. Foi o 18º mês consecutivo de queda na série. No mesmo mês, o total de postos de trabalho formais recuou em 3.485.
Por que milhares de empresas estão fechando na Argentina e o que isso revela sobre a economia na era Milei?
Agora no g1
Consumo fraco e custos elevados pressionam empresas
A redução no número de empresas ocorre em um cenário de consumo enfraquecido, custos elevados e maior concorrência de produtos importados, segundo avaliações de entidades empresariais e do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), entidade não governamental de estudos econômicos.
De acordo com a Confederação Argentina da Média Empresa (CAME), o aumento das contas de serviços e o endividamento das famílias deixam menos dinheiro disponível para outras compras. Com o orçamento apertado, os consumidores têm priorizado gastos essenciais.
Ao mesmo tempo, as empresas enfrentam dificuldades para pagar suas despesas e conseguir crédito. A União Industrial Argentina (UIA) aponta os custos de energia, a carga tributária e as condições de financiamento entre os principais obstáculos para as pequenas e médias indústrias. Com vendas fracas, esses gastos comprometem uma parcela maior do faturamento.
Outro fator de pressão é a maior concorrência de produtos estrangeiros após a redução de barreiras às importações. Segundo o CEPA, as compras de bens de consumo do exterior cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023. Nesse intervalo, a produção industrial argentina recuou 12%.
Esse cenário acompanha o forte corte de gastos públicos adotado pelo governo Milei para combater a inflação. Os efeitos sobre a atividade, porém, variam entre os setores: em julho, comércio e indústria encolheram na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto a mineração cresceu.
Milei e Espriella parabenizam Flávio Bolsonaro após liderança no 1º turno

Mega-Sena pode pagar R$ 150 milhões nesta terça (13); veja os 10 maiores prêmios da loteria

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados
O próximo sorteio da Mega-Sena, que acontece nesta terça-feira (13), pode pagar mais de R$ 150 milhões para a aposta vencedora.
Até o momento, o sorteio 2.525, de 1º de outubro de 2022, que pagou mais de R$ 317,8 milhões, lidera o ranking de maiores prêmios da loteria, segundo a Caixa Econômica Federal.
O ranking considera apenas os sorteios regulares e exclui as edições especiais, como a Mega da Virada. Veja abaixo:
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Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 3.069, realizado no domingo (11), em São Paulo.
Os números sorteados foram: 05 – 19 – 22 – 44 – 47 – 57.
5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23;
4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33.
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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Como funciona a Mega-Sena?
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Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

'Open to love': por que tem gente usando o LinkedIn para flertar? Veja riscos de paquerar por lá

O LinkedIn permite que você encontre ótimos profissionais remotamente.
adobe stock
Em meio à saturação dos aplicativos de relacionamento, alguns usuários do LinkedIn, rede social voltada ao mercado de trabalho, passaram a arriscar um flerte ou até buscar um relacionamento por meio da plataforma.
Uma pesquisa com mais de 1 mil trabalhadores dos Estados Unidos, realizada pela Zety para o “Relatório de Romance do LinkedIn”, mostra que o tema divide opiniões.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Enquanto 74% dos entrevistados consideram que paquerar na plataforma ultrapassa os limites profissionais, cerca de um em cada quatro considera aceitável usar a rede para buscar relacionamentos amorosos.
O tabu é tão grande que o g1 passou semanas procurando alguém que aceitasse falar abertamente sobre o tema. Ninguém quis se identificar nesta reportagem por medo de represálias no trabalho ou de que o depoimento pudesse trazer consequências para a carreira no futuro.
Agora no g1
João*, que prefere não ser identificado, conheceu o ex-namorado após receber uma solicitação de conexão acompanhada de uma mensagem. No início, a conversa era estritamente profissional, já que os dois atuavam em áreas semelhantes. Mas ele conta que se sentiu atraído logo de cara ao ver a foto do rapaz.
Aos poucos, surgiram sinais de interesse. João visitou o perfil do rapaz e curtiu vários posts em sequência, principalmente os mais antigos. Depois, percebeu que o rapaz havia feito o mesmo em seu perfil.
“Era uma abordagem corajosa, mas, ao mesmo tempo, discreta. Poderia facilmente ter passado por uma conversa profissional, mas havia sempre alguma coisa nas entrelinhas”, afirma.
A aproximação ganhou outro rumo quando as conversas migraram para o Instagram. Cerca de duas semanas depois, eles marcaram um encontro e começaram a namorar. Para João, o LinkedIn foi o ponto de partida para uma conexão que evoluiu naturalmente.
“Acho que foi fundamental essa combinação de fatores: sermos da mesma área, os dois estarem interessados e termos assuntos em comum para puxar conversa. Foi isso que fez a aproximação acontecer”, conta.
“Existe uma insegurança sobre até onde você pode ir sem ultrapassar o limite ou ser mal interpretado. Há também um risco profissional, então é preciso ter muito cuidado”, afirma.
Quando o flerte passa dos limites?
Se, por um lado, é difícil encontrar quem admita iniciar um flerte pelo LinkedIn, é bem mais fácil encontrar quem já tenha se sentido incomodado com uma abordagem inadequada.
Patrícia Gazolla, analista de recursos humanos (RH), conta que já recebeu algumas cantadas de homens pelo LinkedIn, com comentários diretos sobre sua aparência e demonstrações de interesse.
“Foi bem direto mesmo. Não teve nem a audácia de puxar conversa e perguntar algo profissional. Não teve nenhum cuidado por ser uma rede social profissional”, lembra.
Em uma das mensagens, um homem perguntou como poderia conhecer Patrícia, disse que a achava bonita e deixou o número de telefone. Na conversa, também afirmou ser tranquilo e trabalhador.
“Eu me senti desrespeitada. Foi um baque, porque nunca tinha recebido uma mensagem desse tipo no LinkedIn. Você precisa parar, ler aquilo, pensar no que vai responder. Aquele não é um espaço para esse tipo de abordagem”, afirma.
Patrícia decidiu responder. Ao perceber que o homem estava procurando emprego, fez uma crítica à abordagem. “Falei que ele deveria gastar aquela energia procurando um trabalho, em vez de me mandar aquele tipo de mensagem”, conta.
Prints mostram homens paquerando mulheres pelo LinkedIn
Reprodução/Redes Sociais
Ela conta que costuma responder a abordagens desse tipo, em vez de simplesmente ignorá-las. “Eu não sou obrigada a passar por esse tipo de situação e fingir que está tudo bem. Não está. Acho que cada coisa tem seu lugar, e é preciso ter respeito”, afirma.
Julia Meireles, estagiária de marketing, passou por uma situação semelhante, mas com uma aproximação mais discreta. “No início, achei que fosse uma abordagem profissional, até porque eu havia mudado de emprego e começado a aceitar novas conexões. Mas, depois, a conversa tomou outro rumo.”
“Eu achei extremamente bizarro. Você está no LinkedIn, uma rede em que espera receber contatos profissionais, seja para uma oportunidade de emprego, contratação ou networking, e acaba recebendo um flerte completamente fora de contexto”, conta.
Procurado pelo g1, o LinkedIn afirmou em nota que a plataforma é uma comunidade profissional e que investidas românticas e assédio violam suas políticas. A empresa informou ainda que mantém equipes e tecnologias para remover conteúdos prejudiciais e orienta os usuários a denunciar interações inadequadas.
Por que o LinkedIn virou espaço para paquera?
A migração das paqueras para redes sociais como o LinkedIn pode estar relacionada à busca por informações que transmitam mais confiança. É o que explica João Finamor, professor de Marketing da PUC-RS.
Segundo ele, aplicativos de relacionamento podem gerar frustração por causa de perfis falsos, informações difíceis de verificar e expectativas que nem sempre correspondem à realidade.
No LinkedIn, por outro lado, o usuário encontra dados como formação, histórico profissional, empresa em que trabalha e conexões em comum. “Você cria essa credibilidade com base em associação de elementos”, afirma João.
Para Priscila Milk, especialista em estratégia de mídias sociais e professora da ESPM, o movimento também pode ser explicado pelo desgaste com aplicativos de relacionamento e pela busca por conexões mais profundas.
Segundo ela, as conexões em comum e o histórico profissional funcionam como uma espécie de referência sobre a outra pessoa.
Quando você conhece uma pessoa totalmente do zero, a gente não sabe realmente o histórico. Agora, se eu sei que eu tenho conexões com essa pessoa, é quase que uma sensação de que a gente vive no mesmo universo.”
O status profissional também pode pesar nessa percepção. Cargos de liderança, títulos de prestígio e premiações, por exemplo, podem despertar admiração e aumentar o interesse por alguém. Para a especialista, porém, esse efeito não é exclusivo do LinkedIn, mas faz parte de uma dinâmica social mais ampla.
O problema, segundo Priscila, aparece quando não há abertura para a aproximação. Como o LinkedIn é uma plataforma voltada ao trabalho, mensagens com intenção romântica ou sexual podem causar desconforto quando não há sinais de interesse.
Priscila diz que a investida pode ter consequências profissionais, já que essas pessoas podem voltar a se encontrar no mercado de trabalho.
“Daqui a pouco você está dando em cima de alguém que você gostaria e, depois, vai a uma entrevista de emprego e essa pessoa está te entrevistando. Como é que vai ficar isso?”, questiona.
Flerte no LinkedIn pode trazer prejuízos à carreira?
Para Denise Rendtorff, sócia e diretora-geral da Talenses Human Capital, usar o LinkedIn para flertar pode trazer riscos à carreira porque a abordagem fica diretamente associada à identidade profissional do usuário.
“No LinkedIn você não está flertando apenas com seu nome, está flertando através do seu crachá profissional”, afirma.
Segundo ela, a principal diferença em relação aos aplicativos de relacionamento está na expectativa dos usuários. Enquanto nesses aplicativos há uma intenção de conhecer potenciais parceiros, no LinkedIn a finalidade predominante é profissional, como networking, carreira e negócios.
A situação se torna ainda mais delicada quando há insistência após uma recusa ou ausência de resposta, mensagens repetidas sem reciprocidade, comentários sexualizados ou invasivos, constrangimento, ameaças ou uso da posição profissional para obter atenção.
Além disso, em processos seletivos, um comportamento inadequado registrado no ambiente digital pode influenciar a percepção sobre um candidato, especialmente quando demonstra invasão de limites ou desrespeito.
Para quem recebe uma abordagem indesejada, Denise recomenda não responder, remover a conexão ou deixar claro que prefere manter a relação no campo profissional. Em caso de insistência, orienta bloquear e denunciar o perfil, além de guardar as mensagens.
“Se você se sentiria desconfortável caso a mensagem fosse compartilhada com colegas, liderança ou RH, provavelmente vale reconsiderá-la”, afirma.
Ela resume esse cuidado como uma espécie de “inteligência de contexto”: entender o que é adequado naquela relação, naquele ambiente e naquele momento.
Para Solange Feliciano, diretora de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a questão também passa pelo consentimento. Ela própria já denunciou um profissional após receber mensagens de baixo calão pelo LinkedIn.
Embora reconheça que as pessoas podem se conhecer em ambientes profissionais, Solange afirma que isso não significa que o LinkedIn deva ser tratado como um aplicativo de relacionamento.
“Uma interação que naturalmente evolui, com interesse mútuo e sem pressão, é muito diferente de abordar alguém do nada com comentários sobre aparência, insinuações ou mensagens invasivas”, completa.
Quando houver vínculo profissional entre os envolvidos, também pode ser necessário recorrer aos canais adequados da organização. “Reputação é construída também nas mensagens privadas”, afirma.
Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

Dar mesada, ensinar a poupar ou deixar gastar? Veja como falar de dinheiro com os filhos

Lucas e Rafinha
Arquivo familiar
Dar R$ 10 para uma criança fazer compras no supermercado pode ser mais do que uma forma de deixá-la escolher o que quer levar para casa. Para o bancário Silas Gabriel, é também uma oportunidade de ensinar o filho, Rafinha, de 5 anos, a lidar com o dinheiro.
Nas visitas ao mercado, o menino recebe a quantia e pode escolher alguns produtos. Observa os preços, compara opções e, quando percebe que algo custa caro demais, às vezes desiste da compra e procura uma alternativa.
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“Ele vai olhando os preços, escolhendo o que quer comprar. E, quando vê alguma coisa muito cara, às vezes ele mesmo desiste, procura outra opção”, conta Silas.
A experiência chamou a atenção nas redes sociais da família. Segundo o pai, três publicações sobre o assunto ultrapassaram 10 milhões de visualizações cada.
Agora no g1
Em casa, o aprendizado também passa por três cofrinhos: um para gastar, outro para guardar dinheiro pensando no futuro e na realização de sonhos e um terceiro para ajudar outras pessoas.
“Então a gente tenta ensinar não só a importância de economizar, mas também a de compartilhar”, afirma.
Rafinha Vieira
Arquivo pessoal
A empreendedora e jornalista Taiana Costa também incorporou a educação financeira à rotina dos filhos Lucas, de 10 anos, e do irmão, de 7.
Inspirada pela própria experiência, ela começou a trabalhar aos 15 anos para juntar dinheiro e pagar a carteira de motorista aos 18. Mais tarde, desenvolveu um sistema lúdico para ensinar os meninos a administrar os próprios recursos.
O aprendizado com a mesada começou quando Lucas tinha 9 anos. Pelo método, algumas atividades podem render ganhos extras, enquanto determinadas situações geram descontos. No fim do mês, a família calcula o saldo.
Lucas Vasco e o quadro “responsabilidades financeiras”
Arquivo pessoal
O sistema também ajuda a estabelecer metas de consumo. Lucas junta dinheiro para comprar itens mais caros, como um celular ou um PlayStation 5. A proposta é mostrar que realizar desejos exige planejamento e que gastar tudo de uma vez pode adiar outros objetivos.
“Se ele ganhou R$ 100, que tal gastar R$ 90 e guardar R$ 10 para comprar o videogame lá na frente? De pouquinho em pouquinho, você traz a consciência de que é possível alcançar algo mais caro”, contou Taina ao g1.
As duas famílias encontraram maneiras diferentes de introduzir o assunto desde cedo. Mas quando começar a conversa? Como explicar que nem tudo o que a criança quer pode ser comprado? E como abordar temas mais complexos, como dívidas, juros e investimentos?
Investimentos são o assunto mais difícil
Uma pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box mostra que essas dúvidas também aparecem entre os adultos. O levantamento, realizado entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026, ouviu 1.066 pais de filhos de até 18 anos.
Os investimentos são o assunto mais difícil de explicar às crianças para 28% dos entrevistados. Dívidas, juros e golpes ou fraudes financeiras aparecem na sequência, citados por 21% dos pais cada.
A relação das crianças com a tecnologia também preocupa os adultos. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 83% dos brasileiros concordam que as crianças de hoje não querem mais brincar na rua e preferem ficar no celular ou na televisão.
Além disso, 82% são contra o acesso a celulares e tablets no dia a dia por crianças de até 3 anos.
Nesse cenário, o desafio é ensinar os pequenos a lidar com o consumo em um ambiente cada vez mais digital. No levantamento da Serasa, 32% dos pais afirmaram que os filhos já fizeram compras não autorizadas em aplicativos, jogos ou plataformas on-line. Em 60% desses casos, os gastos foram de até R$ 100.
O que dizem os especialistas
Para a professora doutora Arethuza Zero, fundadora da Educafinanceira, o aprendizado não precisa começar com números ou conceitos complexos. Ele pode surgir quando a criança começa a demonstrar seus primeiros desejos de consumo.
Confira abaixo as orientações da especialista para ensinar os filhos a lidar com o dinheiro desde cedo, fazer escolhas conscientes e desenvolver hábitos financeiros saudáveis.
g1 – Quando os pais devem começar a falar sobre dinheiro com os filhos?
Arethuza Zero: A conversa começa antes mesmo de a criança nascer, quando os pais decidem ter um filho e fazem escolhas sobre o quarto, o enxoval e tantas outras coisas. Mas, na prática, o momento de introduzir a educação financeira chega quando a criança começa a manifestar desejos, dizendo “quero” ou “compra”.
Não vamos falar de juros com uma criança de 3 anos. Mas podemos perguntar por que ela quer determinado brinquedo, se realmente precisa dele ou se já tem outro parecido. Educação financeira não é apenas falar de números: é ensinar a fazer escolhas.
g1 – Como explicar que não é possível comprar tudo o que a criança quer?
Arethuza Zero: Não basta dizer simplesmente “não”. É importante contextualizar e mostrar que, para comprar alguma coisa, precisamos de dinheiro, que vem do nosso trabalho.
Também é preciso tomar cuidado com a noção de tempo. Se você disser a uma criança pequena que vai comprar um brinquedo daqui a três meses, ela provavelmente não vai compreender esse intervalo. Uma alternativa é usar exemplos concretos, como acompanhar uma plantinha crescer até dar uma flor, para ajudá-la a entender que algumas coisas exigem espera.
A criança precisa perceber que existe um caminho entre querer alguma coisa e conseguir comprá-la.
g1 – A mesada é necessária para ensinar educação financeira?
Arethuza Zero: A mesada é uma boa ferramenta, mas não é a única. Cada família tem uma realidade financeira e precisa avaliar se o valor cabe no orçamento e o que a criança vai fazer com aquele dinheiro.
Não recomendo atrelar a mesada às notas escolares. Se o desempenho cair, é preciso entender o que aconteceu e se existe alguma dificuldade de aprendizagem. Também não acho adequado pagar por tarefas domésticas que fazem parte da convivência familiar, como arrumar a própria cama.
O importante é estabelecer combinados e ensinar a criança a administrar o dinheiro que recebe.
g1 – O que fazer quando a criança gasta toda a mesada antes do fim do mês e pede mais?
Arethuza Zero: Se a mesada foi combinada para durar o mês inteiro, os pais não devem simplesmente dar mais dinheiro quando ela acaba. A criança precisa aprender a lidar com as consequências das próprias escolhas.
Se gastar tudo com figurinhas, por exemplo, e depois quiser comprar um açaí, talvez não tenha mais dinheiro para isso. É uma oportunidade de aprendizado. Aos 10 anos, errar pode custar pouco; na vida adulta, uma decisão financeira equivocada pode ter consequências muito maiores.
Mas é importante conversar sem julgar. O objetivo não é humilhar a criança, e sim ajudá-la a entender o que poderia ter feito diferente.
g1 – Como ensinar educação financeira em um mundo de Pix, cartões e compras digitais?
Arethuza Zero: Precisamos trabalhar também com o concreto. Para a criança, passar um cartão ou fazer um Pix pode não dar a mesma percepção de que o dinheiro está acabando.
É possível usar cédulas e moedas em situações cotidianas, como nas compras da cantina da escola, para mostrar quanto custa cada coisa e quanto sobra depois de uma compra. Isso não significa que a criança não possa ter uma conta bancária, mas que ela precisa entender o que está acontecendo quando o dinheiro sai da conta.
Também é importante conversar sobre consumo consciente e acompanhar o uso de telas, aplicativos e jogos nos quais as compras podem acontecer com facilidade.
g1 – Como ensinar a criança a consumir de maneira consciente?
Arethuza Zero: Uma estratégia é envolver os filhos nas compras da casa. Antes de ir ao supermercado, os pais podem montar uma lista com a criança e pedir que ela verifique o que está faltando nos armários.
No mercado, é importante evitar momentos de pressa ou fome, que tornam mais difícil respeitar o planejamento. Se a criança pedir algo que não está na lista, os pais podem explicar o combinado e conversar sobre a possibilidade de comprar aquele item em outra ocasião.
Essas situações também permitem ensinar conceitos como necessidade, desejo e promoção. Ao mostrar as contas de água e luz, por exemplo, os adultos podem explicar como atitudes simples, como fechar a torneira ou reduzir o tempo de banho, ajudam a controlar as despesas da casa.
g1 – E quando a própria família está passando por dificuldades financeiras?
Arethuza Zero: O mais importante é conversar com honestidade, de acordo com a idade da criança, sem transferir a ela uma responsabilidade que é dos adultos. É possível explicar que determinada compra não cabe naquele momento no orçamento e pensar em alternativas.
Também não podemos fazer a criança se sentir inferior porque recebe menos dinheiro do que os colegas. Cada família tem uma realidade. A educação financeira deve ajudar os filhos a compreender as próprias possibilidades, fazer escolhas e planejar o futuro, e não estimular comparações.

Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro

Brasil tem recorde nas exportações de frango no 1º semestre do ano
A China está aumentando a produção de carne de frango e ampliando as exportações, o que pode transformar o país em um novo concorrente no mercado internacional. O Brasil é hoje o maior exportador mundial da proteína.
A produção chinesa cresceu mais de 9% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a menor procura por alguns cortes dentro da China aumentou o volume disponível para exportação.
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Mesmo ampliando suas vendas para o exterior, a China continuou sendo um dos principais destinos do frango brasileiro em 2026, liderando as compras da proteína em fevereiro, abril, maio, junho, julho e agosto. Em setembro, embora tenha caído para a terceira posição, com 40,9 mil toneladas, a China permaneceu entre os principais destinos do frango brasileiro, atrás dos Emirados Árabes Unidos (45,9 mil toneladas) e da União Europeia (43,5 mil toneladas).
Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou cerca de 420,4 mil toneladas de carne de frango para a China, gerando uma receita de US$ 1,15 bilhão (cerca de R$ 5,73 bilhões). (veja mais números abaixo)
Exportações brasileiras de frango para a China
Jan: 33,4 mil toneladas
Fev: 49,4 mil toneladas
Mar: 51,7 mil toneladas
Abr: 52,3 mil toneladas
Mai: 48,2 mil toneladas
Jun: 50,1 mil toneladas
Jul: 43,5 mil toneladas
Ago: 51,0 mil toneladas
Set: 40,9 mil toneladas
🤔 Por que, então, a China continua comprando frango do Brasil se produz cada vez mais e já tem excedente para exportar?
A resposta está no prato de brasileiros e chineses: os consumidores dos dois países preferem cortes diferentes do frango.
Na China, pés e asas têm forte demanda.
No Brasil, a preferência é por peito, coxa e sobrecoxa.
China produz mais frango
Um ponto importante é que a produção de carne de frango na China vem crescendo mais rápido que o consumo no próprio país. De acordo com o Rabobank, banco especializado em agronegócio, a produção avançou mais de 9% neste ano, depois de já ter crescido cerca de 7% em 2025.
Com mais carne disponível, a China, que já exportava principalmente produtos processados, passou a ampliar também os embarques de carne in natura.
É o caso do peito de frango, menos procurado pelos consumidores chineses e que já representa a maior parcela das exportações de frango do país.
De janeiro a maio de 2026, a China exportou 257,1 mil toneladas de peito de frango, o equivalente a 63,3% do volume vendido pelo país ao exterior no período, segundo dados da alfândega chinesa. Os embarques desse corte cresceram 59,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025.
Ao todo, a China exportou 546 mil toneladas de carne de frango neste período, 51% a mais que um ano antes, segundo o USDA. Em todo o ano de 2025, foram pouco mais de 1 milhão de toneladas, volume que colocou a China na quinta posição entre os maiores exportadores mundiais.
O Brasil, líder mundial, exportou cerca de 5,3 milhões de toneladas no ano passado — mais de cinco vezes o volume chinês.
Segundo Chenjun Pan, especialista em proteínas animais do Rabobank, os números mostram que a China pode se tornar uma concorrente relevante do Brasil no mercado internacional. A disputa tende a ser maior no Oriente Médio, na Ásia e na África.
Já Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), avalia que o avanço chinês não deve tirar espaço dos exportadores brasileiros.
“O Brasil continua sendo o país mais competitivo no comércio global. Segundo a FAO, dois terços do aumento global do consumo de proteínas devem vir da carne de frango, o que cria espaço para novos participantes e contribui para a segurança alimentar mundial.”
Apesar do avanço chinês, a carne produzida no país ainda enfrenta restrições para entrar em alguns mercados. União Europeia, Japão e Coreia do Sul têm regras e protocolos sanitários específicos para a importação de carne de aves, que podem limitar as compras de países ou regiões afetados pela gripe aviária.
Maiores exportadores de carne de frango segundo o USDA
g1
Pé de galinha virou ‘negócio da China’
Os chineses continuam precisando importar cortes muito procurados no mercado interno, mas que não são o principal foco da produção local. Nesse caso, o que é visto como uma parte pouco valorizada do frango no Brasil tem outro status do outro lado do mundo.
Na China, o pé de frango é consumido como petisco e pode ser vendido temperado e embalado em porções individuais. É encontrado em lojas e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers.
O produto também é usado em sopas e caldos, aos quais dá uma textura mais gelatinosa.
Na China, pé de galinha é vendido em embalagens individuais.
Sachin Banasode/Reprodução
“São questões culturais, de acordo com cada país. Os japoneses, por exemplo, gostam de pernas de frango e até de cartilagens. Os brasileiros têm uma preferência mais ampla. Os africanos preferem pernas. Os europeus consomem mais peito”, afirma Santin, da ABPA.
Esse hábito ajuda a explicar a importância desse mercado para o Brasil. Em 2025, as exportações brasileiras de pés de frango para a China renderam US$ 221 milhões. O país asiático foi o principal comprador.
Segundo Santin, a China paga cerca de US$ 3 mil por tonelada pelo produto, dependendo do padrão de qualidade.
Assim, as diferentes preferências dos consumidores ajudam Brasil e China a ocupar espaços distintos no mercado internacional de frango.

'Ganho duas vezes mais com games do que ganhava como professora'

Jarvs Tasker abandonou o magistério sete anos atrás e, hoje, é a diretora e fundadora da empresa Jarvs Indie Insights
John Fairhall/BBC
Em 2019, Jarvs Tasker foi forçada a abandonar o magistério devido a uma doença crônica, quando tinha apenas 28 anos de idade.
Agora, sete anos depois, ela ganha o dobro do seu antigo salário, dirigindo a empresa Jarvs Indie Insights, que fornece comunicação e marketing na indústria de videogames.
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Na quarta-feira passada (23/9), Tasker visitou as instalações de e-sports da Universidade de Suffolk em Ipswich, no Reino Unido, para homenagear os estúdios e desenvolvedores de games independentes.
“Posso dizer com segurança que eu provavelmente levaria cerca de 20 anos no magistério para receber o que ganho hoje”, afirma ela.
Agora no g1
Quando Tasker deixou de lecionar, ela inicialmente passou a atuar como voluntária para o canal do PlayStation no YouTube. Ela conta que existem muitos pontos comuns entre os dois tipos de trabalho.
“Administrar uma comunidade é muito parecido com gerenciar uma classe de crianças”, ela conta. “Por isso, existem muitas habilidades coincidentes.
“Mas, na verdade, os videogames são uma daquelas indústrias às quais muitas pessoas chegam com mais idade.”
Tasker mora em Exeter, no sudoeste da Inglaterra. Ela acredita que os jovens podem não conhecer os “diversos caminhos” existentes no setor.
“A comunidade de videogames é muito forte e irá recompensar as pessoas que amam o que fazem”, segundo ela, “mas eles também irão perceber se você estiver ali apenas pelo dinheiro”.
“A paixão é o mais importante”, afirma Tasker.
Questionada sobre os impactos da inteligência artificial, ela afirma acreditar que o setor está fazendo “um trabalho muito bom” ao rejeitá-la, pois os jogadores a odeiam.
“Acho que é um setor que deve realmente nos orgulhar por ainda estarmos valorizando a criatividade humana e porque o público também apoia nossa decisão”, defende Tasker.
Mark Backler, da Game Anglia, afirma que o grupo trabalha para promover a consciência sobre as carreiras na indústria de jogos
John Fairhall/BBC
Em Suffolk, Tasker compareceu a um evento promovido pela organização Game Anglia para mostrar a crescente indústria de jogos independentes do leste da Inglaterra.
Mark Backler, da Game Anglia, declarou que o setor já é uma das maiores indústrias do Reino Unido. Ele reconhece sua competitividade, mas afirma que “nunca foi tão viável desenvolver e publicar seus próprios jogos independentes”.
“É como ser um criador de conteúdo”, explica ele. “É difícil ficar entre os que se destacam, mas é possível.”
Backler destaca que é difícil dizer como a IA mudaria as coisas, mas muitos jogadores foram contrários ao seu uso.
O desenvolvedor Sam Read-Graves afirma que o setor de jogos está crescendo no leste da Inglaterra
John Fairhall/BBC
Sam Read-Graves é um desenvolvedor da empresa Read Graves. Ele trabalha especificamente no leste da Inglaterra.
Durante o evento, ele declarou que a indústria de games “cresceu massivamente nos últimos 10 anos”.
“Devido a iniciativas como a Game Anglia em Suffolk, Essex, Cambridgeshire e Norfolk [leste da Inglaterra], existem grupos muito bons, com muitos estudantes e desenvolvedores, e gosto de pensar que isso começou a atrair estúdios que podem vir a fazer grandes jogos.”
“Em termos de jogos como Call of Duty ou Fifa, eles por enquanto não irão sair do leste da Inglaterra porque não temos grandes estúdios”, prossegue Read-Graves.
“Mas, em relação aos desenvolvedores independentes, não há motivo para que estes jogos não possam ter a mesma importância financeira.”
Abbygale Dunn estudou programação e design de jogos na universidade
John Fairhall/BBC
Abbygale Dunn tem 22 anos. Ela é a fundadora e diretora da empresa de desenvolvimento de games independente Astral Forge, com sede em Essex.
Dunn afirma que existe atualmente “muito espaço para as mulheres” no setor.
“Obviamente, é assustador. Quando eu era estudante, havia apenas cerca de três mulheres na minha sala”, ela conta.
“Todos são muito gentis. Realmente, não é tão ruim quanto parece, especialmente hoje em dia.”
“Como programadora, o que é mais raro entre as mulheres, nunca me senti deslocada.”
Omar Khalil é observador de games da empresa Entity. Para ele, “não há falta de talentos no Reino Unido”, mas criar o próximo jogo de sucesso é um desafio.
“Existem tantos games por aí e não é que não haja bons jogos.” Para ele, a questão é “como você consegue visibilidade para eles?”
“Acho que este é o maior desafio.”

Além do Planalto: como a eleição para o Congresso pode afetar impostos, empresas e dinheiro público

Palácio do Congresso Nacional fica iluminado de amarelo, de 2 a 5 de agosto, em uma ação do Ministério da Saúde relacionada à Semana Mundial do Aleitamento Materno.
Carlos Moura/Agência Senado
Não é apenas a eleição presidencial que pode mexer na economia, no imposto pago pelas famílias, no custo das empresas para manter funcionários e no destino de bilhões de reais enviados a estados e municípios.
Os deputados e senadores eleitos, que tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, terão de lidar com decisões econômicas já previstas ou ainda pendentes. Em alguns casos, poderão mudar as regras. Em outros, a legislação atual produzirá efeitos mesmo sem uma nova votação.
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Os parlamentares chegarão ao Congresso no mesmo ano em que uma etapa importante da reforma tributária começará a funcionar.
Poderão decidir também sobre o limite nacional do imposto sobre heranças, uma possível prorrogação da redução de impostos sobre a folha de salários e o destino das emendas parlamentares executadas em 2027.
Agora no g1
Reforma começa mesmo se o Congresso não fizer nada
Quem vencer a eleição presidencial terá influência sobre a forma como a reforma tributária será colocada em prática.
O próximo governo poderá definir regras para o funcionamento do novo sistema tributário, propor mudanças ao Congresso e vetar projetos aprovados pelos parlamentares, explica o economista Haroldo da Silva, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP).
O chefe do Executivo, porém, não poderá suspender sozinho regras que já estão previstas na Constituição ou em leis complementares. É aí que entra o Legislativo.
“O Congresso de 2027 será particularmente importante porque herdará uma reforma já em funcionamento e passará a decidir quanto dela será preservado, corrigido ou recalibrado”, diz Silva.
Uma das possíveis mudanças já apareceu no debate eleitoral. Na quarta-feira (7), Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico e porta-voz da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que um eventual governo do partido pretende acabar com o chamado “split payment”.
➡️ Previsto para se tornar obrigatório em 2028 nas operações entre empresas, o mecanismo separa automaticamente o valor dos impostos no momento do pagamento e o direciona ao poder público. Como foi instituído pela legislação da reforma tributária, seu fim não dependeria apenas de uma decisão do presidente: também exigiria a participação do Congresso.
Apesar das propostas de alteração, a reforma já tem um calendário de implementação definido pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e detalhado pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026. Na ausência de novas mudanças na legislação, as etapas previstas seguirão o cronograma atual.
🗓️ Em 2027, começa a primeira substituição efetiva de impostos. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), cobrada pelo governo federal, substituirá o PIS e a Cofins. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios, começará a ser cobrado com uma alíquota provisória de 0,1%.
🗓️ A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será zerada para a maior parte dos produtos, sem alteração das regras da Zona Franca de Manaus. A substituição do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e do Imposto Sobre Serviços (ISS) pelo IBS começará em 2029 e avançará gradualmente até 2032. O novo sistema estará totalmente implantado em 2033.
Esse calendário continuará avançando mesmo que os deputados e senadores eleitos não aprovem uma nova lei sobre a reforma em 2027.
O Congresso, porém, ainda poderá decidir sobre pontos pendentes e participar das próximas etapas da mudança para o novo sistema. Tais decisões serão tomadas em um Parlamento em que setores econômicos organizados já contam com representantes e canais de negociação.
Fabio Andrade, cientista político, economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, avalia que a eleição não deve alterar esse equilíbrio de forma brusca. Segundo ele, os grupos de parlamentares mais organizados tendem a conservar sua influência.
“Mudanças políticas não acontecem de forma radical, elas sempre são mais lentas. Digo isso porque os principais grupos de interesse colocados devem permanecer”, afirma.
De acordo com o professor, os setores que participaram da discussão da reforma e já sabem defender seus interesses no Congresso chegarão à nova legislatura em melhor posição. Ele cita grupos de parlamentares ligados ao agronegócio e a segmentos tradicionais da indústria.
Essa capacidade de negociação poderá pesar, por exemplo, se o novo Congresso tiver de analisar os vetos à Lei Complementar nº 227/2026, que reúne mudanças nos impostos cobrados de diferentes setores.
Imóveis, heranças, bebidas e futebol: o que pode mudar
Sancionada com 13 dispositivos vetados pelo presidente, a LC 227/2026 poderá voltar à pauta do Congresso em 2027, caso esses vetos não sejam analisados até o fim de 2026.
Nesse cenário, a decisão caberá aos deputados e senadores que tomarem posse em fevereiro. Os vetos não desaparecem com o fim da atual legislatura nem são aprovados ou rejeitados automaticamente com a passagem do tempo.
João Henrique Gasparino, advogado especialista em impostos e diretor executivo da NimbusTax, explica que a derrubada de um veto exige pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, contados separadamente. Se não houver votação, continuará valendo a lei sem os trechos rejeitados pelo presidente.
“Mas dois pontos importam mais que a mecânica: veto não tem aprovação tácita, de modo que nunca ser pautado equivale materialmente a ser mantido; e vetos pendentes não decaem com o fim da legislatura, então o Congresso de 2027 herda os treze intactos.”
Um desses trechos afeta quem compra um imóvel.
O texto aprovado pelo Congresso permitia que municípios e o Distrito Federal oferecessem ao contribuinte a opção de pagar o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) no momento da escritura, antes do registro da propriedade e, possivelmente, com uma alíquota menor.
Se o veto for derrubado, o comprador poderá antecipar o pagamento do imposto.
Outro trecho incluía determinados alimentos líquidos à base de vegetais entre os produtos que teriam redução de 60% nas alíquotas da CBS e do IBS.
⚠️ A lei sancionada manteve o desconto para leite fermentado, bebidas e compostos lácteos, mas o veto retirou da redução os alimentos líquidos vegetais acrescentados pelo Congresso.
Também há vetos relacionados aos impostos cobrados das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Os trechos vetados poderiam ampliar os benefícios fiscais para o setor.
Enquanto não houver votação, esses trechos permanecerão fora da lei. A questão continuará em aberto, porque a derrubada dos vetos poderá colocar em vigor o texto aprovado anteriormente pelo Congresso.
Além dos vetos, os senadores eleitos terão de tomar outra decisão com impacto sobre o patrimônio das famílias: definir o limite nacional do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado pelos estados sobre heranças e doações.
A alíquota máxima permitida atualmente é de 8%. O Projeto de Resolução do Senado nº 57/2019, ainda em análise, propõe elevar esse limite para 16%. A decisão depende apenas do Senado, sem votação na Câmara nem sanção presidencial.
💡 Isso não significa que o imposto pago por todas as famílias dobrará automaticamente. O Senado define apenas o limite máximo. Cada estado estabelece, por meio de lei própria, as alíquotas que cobrará e as faixas de patrimônio às quais elas serão aplicadas.
Gasparino acrescenta que, além do limite máximo, o valor final do imposto depende de outros três fatores: o valor atribuído ao patrimônio, a faixa em que a herança será enquadrada e as isenções concedidas por cada estado.
Pela regra de cobrança progressiva, as alíquotas devem aumentar de acordo com o valor da herança ou da doação. A definição das faixas, porém, continua dependendo de cada estado.
🧮 Além do limite máximo, o valor final do imposto depende da base de cálculo, isto é, do valor do patrimônio usado na cobrança. A LC nº 227/2026 estabeleceu o valor de mercado como referência. Assim, o imposto pode aumentar nos estados que antes usavam um valor fiscal inferior ao preço de mercado, mesmo que a alíquota não mude.
“Para quem herda um único imóvel de família, o teto é a variável menos relevante. Pesa muito mais a base de cálculo, que a LC 227 nacionalizou como valor de mercado — em Estados que praticavam valor venal de IPTU, isso dobra o imposto sem mexer em nenhuma alíquota”, afirma Gasparino.
Folha de salários: Congresso terá de agir para impedir o aumento
Fora da reforma dos impostos sobre o consumo, outra decisão poderá afetar empresas, preços e trabalhadores: a possível prorrogação da desoneração da folha, que reduz os impostos cobrados sobre os salários pagos pelas empresas.
🗓️ A Lei nº 14.973/2024 já determinou a retomada gradual da contribuição previdenciária paga pelas empresas de 17 setores que empregam muitos trabalhadores. Em 2027, essas empresas recolherão 15% sobre os salários e pagarão uma parcela reduzida da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), calculada sobre o faturamento. Em 2028, a CPRB será extinta e a contribuição sobre a folha voltará a 20%.
“Não é preciso aprovar lei para acabar com a desoneração em 2028. É preciso aprovar lei se o Congresso quiser evitar o seu fim”, destaca Silva.
Do ponto de vista legal, uma lei ordinária seria suficiente para mudar novamente o calendário. Na prática, porém, a prorrogação reduziria a arrecadação e exigiria o cálculo desse impacto, medidas para compensar a perda de receita e espaço no Orçamento de 2028.
Por isso, embora a medida possa ser aprovada formalmente até o fim de 2027, a discussão teria de avançar durante a elaboração do Orçamento do ano seguinte.
Gasparino avalia que, na prática, a decisão precisaria ser tomada em outubro ou novembro, para que a perda de arrecadação fosse incluída na proposta orçamentária.
“O impacto depende da relação entre faturamento e folha de salários de cada companhia. Encarecer o fator trabalho tende a ser mais problemático justamente nos setores intensivos em mão de obra, como têxtil e confecção, tecnologia, call centers, transportes e construção.”
As empresas poderão absorver parte do aumento, repassar outra parte aos preços ou reduzir contratações. Não é possível, porém, calcular antecipadamente um número preciso de demissões.
Parlamentares eleitos decidirão o destino de bilhões em emendas
O Congresso atual foi responsável por votar o Orçamento de 2027 e definir o valor reservado às emendas parlamentares.
Mas caberá aos deputados e senadores que assumirem em fevereiro indicar o destino das emendas individuais e participar das decisões tomadas pelos grupos de parlamentares de cada estado e pelas comissões.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reservou R$ 44,8 bilhões para emendas individuais e de bancada. O valor não inclui uma reserva específica para as emendas apresentadas pelas comissões do Congresso, que poderá ser acrescentada durante a análise do projeto.
Plenário da Câmara dos Deputados
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
📌 A decisão pode parecer distante da rotina das famílias, mas define se o dinheiro será destinado, por exemplo, a hospitais, obras viárias, máquinas agrícolas, equipamentos públicos ou repasses a estados e municípios.
O impacto econômico ocorre porque esse valor sai da parcela do Orçamento destinada às despesas que o governo pode escolher como executar. É desse mesmo espaço que saem recursos para investimentos, manutenção de universidades, infraestrutura, fiscalização, ciência e tecnologia.
“Se o total da despesa está limitado pelas regras fiscais, cada R$ 1 bilhão adicional destinado a emendas reduz em R$ 1 bilhão o espaço disponível para outras despesas discricionárias”, diz Silva. “Não há mágica aritmética aqui.”
Isso não significa que as emendas sejam necessariamente improdutivas. Elas podem financiar ações com retorno para a sociedade. A questão é comparar o destino escolhido pelo parlamentar com a política pública ou o investimento que perderá espaço no Orçamento.
Andrade avalia que, desde a criação do mecanismo que ficou conhecido como orçamento secreto, o Congresso ganhou mais autonomia para indicar o destino dos recursos.
Com isso, o governo federal perdeu parte significativa de sua capacidade de negociar apoio político por meio da distribuição de verbas do Orçamento.
Segundo ele, muitas vezes resta ao governo negociar a ocupação de cargos considerados importantes e que oferecem acesso mais estratégico aos recursos.
“Talvez a principal moeda do Congresso sejam as negociações no que tange à composição do núcleo que vai ser responsável pela gestão dos recursos com o IBS e a CBS. Essa pode ser uma moeda de troca até mais poderosa do que efetivamente a dotação orçamentária.”
Negociações com o Congresso começam antes da posse
O resultado das eleições pode influenciar decisões antes mesmo da posse, já que o governo eleito pode negociar com os partidos que integram o atual Congresso.
Um exemplo é a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, editada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as plataformas de apostas. A medida está em vigor desde 25 de setembro, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se tornar lei em caráter definitivo.
🎰 A MP proibiu apostas esportivas e jogos on-line, determinou o fim das autorizações existentes e estabeleceu regras para a devolução do dinheiro dos apostadores mantido nas plataformas. Ao mesmo tempo, o governo enviou um projeto de lei para definir crimes e penas relacionados à operação, à publicidade e à movimentação financeira desse mercado. Isso porque medidas provisórias não podem estabelecer regras de natureza penal.
Segundo o calendário divulgado pelo Congresso, a análise está prevista para ocorrer até 23 de novembro de 2026. Portanto, caberá à atual legislatura votar a medida.
Ainda assim, o próximo governo poderá participar das negociações. A aprovação, a alteração ou a rejeição da medida depende das lideranças partidárias, que também atuarão na formação da futura base governista ou da oposição.

Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford por seus estudos sobre estabilização econômica

Nobel de Economia de 2026 vai para dois americanos
O Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos economistas Robert E. Hall e Michael Woodford por seus estudos sobre as bases microeconômicas da estabilização macroeconômica.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pela premiação. Os vencedores vão dividir 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão).
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Segundo a entidade, os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia. Seus estudos mostram como medidas relacionadas aos juros, aos gastos públicos e aos impostos, quando adotadas no momento certo, podem amenizar crises e conter períodos de crescimento excessivo.
“Com eles, estamos mais preparados para lidar com choques na economia, como crises energéticas ou mudanças repentinas no consumo das famílias”, afirmou John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, em comunicado.
O economista Robert E. Hall nasceu em 1943, em Palo Alto, nos Estados Unidos, e atualmente é professor da Universidade de Standford. Já Michael Woodford nasceu em 1959, em Chicopee, também nos EUA, e é professor da Universidade de Columbia.
“É uma honra tremenda e uma surpresa, mas me sinto muito bem”, disse Woodford, por telefone, durante a transmissão do anúncio.
Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford
Reprodução/Nobel Prize
Uma das principais contribuições dos premiados é mostrar que só é possível manter a economia estável levando em conta decisões tomadas por famílias e empresas, em vez de recorrer a teorias que explicam o funcionamento da economia de cima para baixo.
“As autoridades não deveriam encarar a estabilização da economia como uma tarefa em que basta acionar alavancas para controlar a atividade econômica, sem considerar como as pessoas entendem essas medidas”, disse Woodford.
Agora no g1
Como os estudos de Hall e Woodford ajudam a conter as oscilações
A economia alterna períodos de queda e de expansão. Desde que o economista John Maynard Keynes apresentou suas teorias, há quase um século, as chamadas políticas de estabilização ganharam importância para lidar com essas oscilações.
A ideia é que, durante uma recessão, o governo e o banco central estimulem a atividade econômica, reduzindo os juros e ampliando o déficit público — ou seja, a diferença entre o que o governo gasta e o que arrecada. Quando a economia está aquecida demais, o caminho deve ser o inverso, para frear o crescimento e evitar pressões sobre os preços.
Mas, durante as crises do petróleo dos anos 1970, os modelos baseados nas ideias de Keynes pareciam ter perdido a eficácia. As medidas adotadas não reduziam o desemprego e, em vez disso, provocavam uma inflação descontrolada.
O Ocidente viveu uma década de baixo crescimento, desemprego elevado e inflação alta. Muitos passaram a acreditar que as políticas de estabilização tinham causado mais prejuízos do que benefícios e deveriam ser abandonadas.
Hall e Woodford foram premiados por mostrar como reformular os modelos econômicos para que essas políticas voltassem a funcionar. O ponto de partida foi entender melhor como famílias e empresas tomam decisões e como essas escolhas afetam a economia como um todo.
Os modelos anteriores eram vistos como uma “caixa-preta”: mostravam relações estatísticas entre indicadores como inflação, produção e consumo, mas não explicavam com clareza os mecanismos por trás desses resultados. Para superar essa limitação, os pesquisadores incorporaram o comportamento de consumidores e empresas à análise.
Enquanto Hall contribuiu para a compreensão das decisões de consumo das famílias, Woodford se concentrou na forma como as empresas definem seus preços e reuniu essas contribuições em um modelo integrado.
Um ponto central desses modelos é que as pessoas e as empresas levam em conta o que esperam do futuro ao tomar decisões, como quanto poupar ou qual preço cobrar por um produto.
Assim, quando governos e bancos centrais anunciam seus planos para a economia, podem influenciar essas expectativas e ajudar a estimular ou a frear a atividade econômica, conforme a necessidade.
Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford
Reprodução/Nobel Prize
Veja os vencedores dos últimos anos do Nobel de Economia:
2025: Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, por seus estudos sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação.
2024: Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, por seus estudos sobre a diferença na prosperidade das nações.
2023: Claudia Goldim (Estados Unidos), por seus estudos sobre mulheres no mercado de trabalho
2022: Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig (Estados Unidos), por seus estudos sobre bancos e sua relação com as crises financeiras.
2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens, por seus estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho.
2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (Estados Unidos), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões.
2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (Estados Unidos), por seus trabalhos no combate à pobreza.
2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (Estados Unidos), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo.
2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.
2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.
2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre “o consumo, a pobreza e o bem-estar”.
2014: Jean Tirole (França), por sua “análise do poder do mercado e de sua regulação”.
2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.
O prêmio
O prêmio de Economia, oficialmente chamado de “Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel”, foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969.
A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.
O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias.
Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) – seus detratores zombam dele como um “falso Nobel” que representa economistas ortodoxos e liberais.