Fim da escala 6×1 passa por votação no Senado; veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada

Senado faz última sessão para discutir PEC da 6×1
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 enfrenta nesta quarta-feira (14) uma das votações mais importantes de sua tramitação no Congresso Nacional.
Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será submetida à votação no plenário da Casa.
➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.
A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque poderá definir os rumos de uma proposta que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal, reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial.
Mas, afinal, uma eventual rejeição significa o fim definitivo da proposta? Ela poderia voltar ao Congresso no futuro? E, se for aprovada, quanto ainda falta para que as novas regras entrem em vigor?
A seguir, veja o que está em jogo na votação desta quarta-feira.
O que será votado nesta quarta-feira?
O que acontece se a PEC for rejeitada?
E se a PEC for aprovada?
O texto ainda pode sofrer alterações?
A votação final pode ocorrer ainda em outubro?
O que prevê a PEC do fim da escala 6×1?
As mudanças passariam a valer imediatamente?
‘Depois da pressão da sociedade, o PL resolveu votar o fim da 6×1’, diz Lula
O que será votado nesta quarta-feira?
Os senadores devem realizar a quinta e última sessão de discussão da proposta prevista no regimento interno e, antes da análise da PEC, votar um requerimento de calendário especial que pode acelerar sua tramitação.
O pedido, apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recebeu as 54 assinaturas necessárias para ser analisado pelo plenário. Se for aprovado, permitirá que a proposta seja votada em primeiro e segundo turnos no mesmo dia, reduzindo etapas regimentais normalmente exigidas entre as duas votações.
Por se tratar de uma PEC, o texto precisa do apoio de três quintos dos integrantes da Casa para ser aprovado. No Senado, isso corresponde a pelo menos 49 votos favoráveis.
A votação desta quarta poderá ser decisiva para o futuro da proposta. Caso o calendário especial seja aprovado e a PEC alcance os votos necessários nos dois turnos, o Senado poderá concluir sua análise ainda nesta semana.
A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos.
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O que acontece se a PEC for rejeitada?
A votação desta quarta-feira vai definir se a PEC continuará avançando ou se terá a tramitação encerrada ainda em 2026.
Segundo o professor de Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos, por maioria qualificada, na Câmara e no Senado. Se for rejeitada em qualquer uma dessas etapas, a proposta é arquivada.
“Havendo uma rejeição em qualquer dos turnos agora no Senado, a proposta é arquivada nesta legislatura.”
📎 Isso não significa, porém, que o fim da escala 6×1 deixaria de ser discutido. A rejeição encerraria a tramitação da PEC atual, mas uma nova proposta poderia ser apresentada em legislaturas posteriores. Também seria possível tentar mudanças na jornada de trabalho por outros instrumentos legislativos, afirma Beçak.
“Às vezes avança-se por um caminho que não dá certo. Daí se procura regulamentar por outro.”
O professor ressalta que, no momento, não há uma proposta concreta em tramitação por esse caminho.
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E se a PEC for aprovada?
Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará avançando normalmente no Senado.
⚠️ A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho.
Na prática, ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo.
Depois dessa etapa, ainda será necessária a aprovação em segundo turno, novamente com pelo menos 49 votos favoráveis.
O requerimento de calendário especial apresentado por líderes partidários pode reduzir o intervalo normalmente exigido entre as duas votações.
Se esse pedido for aprovado pelo plenário, os senadores poderão realizar o segundo turno ainda nesta quarta-feira, concluindo a análise da proposta no Senado.
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O texto ainda pode sofrer alterações?
Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário.
Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara.
Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo.
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A votação final pode ocorrer ainda em outubro?
A depender da aprovação do calendário especial, a votação final poderá ocorrer já nesta quarta-feira.
Pelas regras normais do Senado, a PEC precisa aguardar um intervalo entre os dois turnos de votação, além de novas sessões de discussão em plenário.
➡️ Parlamentares favoráveis à proposta, porém, conseguiram as assinaturas necessárias para apresentar um requerimento que permite abreviar esse rito. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que o pedido deverá ser analisado antes da votação da PEC.
Se o calendário especial for aprovado e a proposta alcançar os 49 votos necessários nos dois turnos, o Senado encerrará a tramitação da matéria ainda nesta semana.
Nesse cenário, caso o texto seja aprovado sem alterações em relação à versão enviada pela Câmara dos Deputados, a proposta seguirá diretamente para promulgação, sem necessidade de nova análise dos deputados.
A expectativa de parlamentares favoráveis à medida é que a emenda constitucional seja promulgada até o dia 22 de outubro.
Diferentemente dos projetos de lei, as propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção ou veto do presidente da República.
“Terminando o fluxo, ela é promulgada. Não é o caso de lei que depende de sanção presidencial”, pontua Beçak.
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O que prevê a PEC do fim da escala 6×1?
A PEC 221/2019 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil.
Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial.
A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos.
Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6×1 como modelo regular de jornada.
O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias.
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As mudanças passariam a valer imediatamente?
Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores.
Primeira etapa:
Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda:
redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais;
garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
Segunda etapa:
Iniciada 12 meses após a primeira fase:
redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais.
Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional.
A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O texto, porém, prevê exceções e regras específicas.
Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas.
A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais.
Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.
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Sessão de Debates – Fim da escala 6×1 no Brasil.
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senado deve votar nesta quarta PEC que acaba com a escala 6×1

Senado pode votar PEC que acaba com a escala 6×1 nesta quarta-feira (14)
Após a quinta e última sessão de discussão, prevista para esta quarta-feira (14), o Senado deve votar, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6×1 e prevê dois dias de folga remunerados por semana.
Para viabilizar a votação em dois turnos no mesmo dia, governistas vão trabalhar pela aprovação de um requerimento que acelera a tramitação do texto.
Isso porque o regimento prevê um intervalo de cinco dias úteis e a realização de outras três sessões de discussão. Os parlamentares, no entanto, podem apresentar um requerimento para dispensar esse intervalo ou reduzir o prazo.
Governistas e parlamentares da oposição dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil.
➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.
A ideia que circula no Senado é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições.
Fim da escala 6×1: veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada
O fim da escala 6×1 nas campanhas
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera o tema prioritário. Crítico da PEC, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) passou a declarar voto favorável ao texto.
A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu no dia 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições.
A sessão teve presença da maioria de senadores que apoiam o presidente Lula. Os discursos foram somente a favor da aprovação da medida.
A maioria dos senadores do PL não participou da reunião no Senado sobre o tema. Senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentaram esvaziar a discussão.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país “votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”.
Marinho é autor de um texto que prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário.
O que muda com a aprovação do texto
Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6×1
Jonas Pereira/Agência Senado
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro.
A PEC do fim da jornada 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga) altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos.
Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia:
em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado;
em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.
A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganham por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganha mais de R$ 21.188 por mês.

Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial

Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial
Uma abóbora de 1.432 kg foi colhida nos Estados Unidos e pode ser reconhecida pelo Guinness, o Livro dos Recordes, como a mais pesada do mundo.
Ela foi cultivada pelo produtor rural Ron Wallace, do estado de Rhode Island, e pesada no sábado (10), durante um concurso de abóboras gigantes realizado no sul da região da Nova Inglaterra, nos EUA.
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Wallace agora aguarda a confirmação do Guinness. O recorde atual pertence a uma abóbora de 1.296 kg cultivada por Ian Paton, de Lymington, na Inglaterra, e foi estabelecido em 3 de outubro — uma semana antes da pesagem da abóbora americana.
“Ela é realmente gigantesca. Foi um prazer cultivá-la”, disse Wallace por telefone, na segunda-feira (12).
Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial.
Reprodução/Instagram/@northeastgiantpumpkin
Wallace recebeu US$ 3.500 pela vitória na competição local. Ele contou que organizadores de outros concursos tentaram atraí-lo com prêmios maiores, alguns de até US$ 70 mil, mas que, para ele, era importante estar cercado pelas pessoas de sua comunidade no momento da vitória histórica.
“Fiquei eufórico. O lugar inteiro explodiu de alegria”, disse Wallace, ao descrever o momento em que a abóbora foi pesada.
Wallace atribui parte do resultado à troca de dicas e técnicas entre os produtores de abóboras gigantes. Neste ano, pela primeira vez, ele passou a cultivá-las em uma estufa, o que, segundo ele, fez uma grande diferença.
“A única maneira de produzir uma abóbora de mais de 1.360 kg é com uma comunidade trabalhando em conjunto”, afirmou.
Ele começou a cultivar abóboras por hobby depois de abrir uma loja virtual de produtos de jardinagem. Para Wallace, as competições ajudam a valorizar o trabalho dos produtores, que têm sido cada vez mais procurados pelo setor agrícola para orientar sobre o manejo do solo e outras técnicas de cultivo.
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Competição na Califórnia
Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, posa para foto com sua abóbora, vencedora do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia.
AP Photo/Jeff Chiu
A possível quebra do recorde acontece em meio a um mês de competições entre produtores de abóboras de vários países.
Na Califórnia, por exemplo, uma abóbora de 1.083 kg apelidada de “Rocky” venceu, na segunda-feira (12), um tradicional concurso de pesagem em Half Moon Bay, ao sul de São Francisco. O peso garantiu a vitória na competição, mas ficou longe do recorde mundial.
Cultivada pelo professor de horticultura Travis Gienger, a abóbora foi transportada em uma viagem de 35 horas, de Minnesota até a Califórnia. Ele superou dezenas de concorrentes, conquistou seu quinto título e recebeu um prêmio de US$ 21.501.
Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, comemora a vitória de sua abóbora, com o peso exibido no painel acima, no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia.
AP Photo/Jeff Chiu
No ano passado, Gienger ficou fora da disputa porque sua abóbora rachou enquanto crescia. Para marcar o retorno à competição, batizou a deste ano de Rocky, em homenagem ao boxeador interpretado por Sylvester Stallone.
“Pentacampeão. Foi isso que viemos buscar”, disse Gienger, após a vitória.
Gienger e sua família passaram 35 horas na estrada até chegar à Califórnia, levando uma abóbora do tamanho de um carro pequeno.
O professor cultiva as abóboras no quintal de casa, em Anoka, às margens do rio Mississippi, ao norte de Minneapolis. Neste ano, teve de lidar com temperaturas abaixo de zero. Para melhorar o desempenho nas disputas, Gienger acredita que terá de passar a cultivar as abóboras em um ambiente com temperatura controlada, como faz Wallace.
“É impressionante que Travis consiga enfrentar condições climáticas adversas, como temperaturas de cerca de −1 °C, e ainda assim cultivar uma abóbora desse tamanho”, disse o organizador da competição, Ronan Fowler.
A abóbora Tinker Bell, eleita a mais bonita, é pesada no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia.
AP/Jeff Chiu
A 53ª edição do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras reuniu centenas de pessoas, com comida, música e até piadas sobre abóboras.
O público também vibrou com a vitória de Tinkerbell — Sininho, em português —, que conquistou o título de mais bonita graças ao formato bastante simétrico.
A premiação foi de cerca de US$ 19,84 por quilo de abóbora. Gienger ficou sem o bônus de US$ 30 mil reservado a quem quebrasse o recorde mundial, mas sua campeã será uma das atrações de um desfile em Half Moon Bay neste fim de semana.
Quem esperava uma torta gigante, porém, ficou na vontade: essas abóboras são cultivadas para impressionar pelo tamanho, não pelo sabor.
Miles, de 6 anos, passa dirigindo ao lado de uma abóbora gigante que será inscrita no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia.
Jeff Chiu/AP
Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial
Reprodução

Por que eleições mexem com a bolsa, o dólar e os juros? Entenda o que move o mercado

Como as eleições mexem com a Bolsa e o dólar
A divulgação do resultado do primeiro turno das eleições foi seguida por uma alta da bolsa de valores e uma queda dos juros futuros. Isso não significa que a economia tenha mudado da noite para o dia, mas que bancos, fundos e investidores passaram a reavaliar suas expectativas para os próximos anos.
O mercado financeiro reage não apenas ao que acontece no presente, mas também ao que pode acontecer. Por isso, pesquisas, declarações e resultados eleitorais podem provocar oscilações nos preços de ações, moedas e juros. O cenário internacional e os movimentos de entrada e saída de recursos do país também influenciam.
Essas oscilações refletem as expectativas do mercado, mas não revelam, por si só, a situação da economia. Para entender os possíveis efeitos de cada cenário sobre a população, é preciso considerar também indicadores como emprego, renda, preços e benefícios sociais.
Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Concurso da Câmara dos Deputados: veja formações exigidas para disputar salários acima de R$ 32 mil

Plenário da Câmara dos Deputados
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
O novo concurso da Câmara dos Deputados chamou atenção não apenas pelo salário inicial de R$ 32.070,88, mas também pela variedade de formações contempladas no edital.
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Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, os cargos são destinados a profissionais de áreas bastante diferentes entre si.
🔎 Há oportunidades para jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros, além de vagas para uma especialidade pouco conhecida do grande público, mas que concentra a maior oferta do edital: Registro e Redação.
Ao todo, são 66 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva. Os aprovados terão exercício em Brasília e passarão a integrar o quadro efetivo da Câmara dos Deputados, atuando em atividades técnicas consideradas essenciais para o funcionamento do Poder Legislativo.
Agora no g1
As inscrições poderão ser feitas entre 15 de outubro e 17 de novembro, pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca responsável pela seleção. A taxa de inscrição é de R$ 130.
Nem todos os cargos exigem a mesma graduação
A diversidade das oportunidades costuma gerar dúvidas porque todos os candidatos ingressam na mesma carreira e recebem o mesmo salário inicial. Na prática, porém, cada especialidade exige formação específica e possui atribuições completamente diferentes.
Uma das curiosidades do concurso é que a área com maior número de vagas não exige formação específica.
A especialidade de Registro e Redação, que reúne 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva, aceita diploma de curso superior em qualquer área de formação reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
Já as demais oportunidades são destinadas a profissionais com graduações específicas.
Veja abaixo quais são:
O novo concurso da Câmara dos Deputados
g1
Possuir o diploma exigido é apenas uma das condições para assumir o cargo.
Os candidatos aprovados também precisarão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal, como estar em dia com as obrigações eleitorais, ter aptidão física e mental para o exercício da função e apresentar toda a documentação exigida para a posse.
Em algumas especialidades, como engenharias, biblioteconomia, arquivologia, museologia e áreas da comunicação, também poderá ser exigido registro profissional ativo.
Atribuições
Apesar de todos serem enquadrados como analistas legislativos, as funções exercidas pelos servidores variam significativamente.
Os profissionais de divulgação institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população.
Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara.
Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa.
Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa.
Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo.
As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos.
Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa.
Como será a seleção
As inscrições ficarão abertas entre 15 de outubro e 17 de novembro.
As provas estão previstas para 17 de janeiro de 2027 e serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, o que permitirá que candidatos de qualquer região do país façam os exames sem necessidade de deslocamento para Brasília.
A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva. Entre as disciplinas comuns estão Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração Pública, Regimento Interno da Câmara dos Deputados e conteúdos relacionados tecnologia da informação, análise de dados e inteligência artificial.
Os candidatos também terão de responder questões específicas da área escolhida.
Cronograma do concurso
5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas;
8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas;
14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio;
15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa;
15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições;
19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa;
22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova;
17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva;
19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares;
18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas;
9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas;
30 de abril de 2027: resultado final do concurso.

Anac registra 57 casos de indisciplina no 1º mês de regra que pune má conduta de passageiros

O setor aéreo brasileiro registrou 57 casos de indisciplina de passageiros no primeiro mês de vigência da regra que prevê punições para condutas inadequadas dentro dos aviões ou nos aeroportos do país. A média foi de quase dois casos por dia.
Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram obtidos pela TV Globo. A resolução que pune passageiros indisciplinados começou a valer em 14 de setembro.
Nesse período, foi registrado apenas um caso considerado gravíssimo: um atentado à dignidade sexual praticado por um passageiro no dia 18 de setembro, durante um voo entre Belém e Campinas.
Anac endurece punições a passageiros agressivo após alta da violência nos aeroportos
O regulamento pune os casos gravíssimos com multa de R$ 17,5 mil e a suspensão do direito de voar por período que vai de seis meses a um ano.
De acordo com a Anac, todos os casos de indisciplina registrados até o momento ainda estão sob análise, ou seja, nenhum passageiro teve a punição confirmada de maneira definitiva.
Casos graves
Ainda de acordo com a agência, nesse primeiro mês de vigência da resolução foram registrados outros 15 casos de indisciplina considerados graves, que estão sujeitos à pena de multa de R$ 17,5 mil.
Nessa categoria, foram reportados:
7 episódios de violência física contra funcionários de empresas aéreas ou dos aeroportos;
5 episódios de passageiros fumando a bordo de aeronaves;
Os outros 3 casos graves foram de violência física envolvendo apenas passageiros, agressão verbal ou ameaça a tripulante, e uma falsa comunicação da presença de explosivo ou arma dentro do avião, que aconteceu no dia 30 de setembro, no aeroporto de Confins (MG).
Indisciplina leve
Dos 57 casos reportados pelas empresas aéreas, 43 foram enquadrados como atos de indisciplina leve.
Nessa categoria, foram registrados, por exemplo, 16 episódios de descumprimento de orientações de segurança ou de normas das autoridades, além de 5 episódios de recusa em seguir instrução dada pela tripulação de um voo.
Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.
Fernando Frazão/Agência Brasil

IA pode afetar 40% dos empregos no mundo e dificultar entrada de jovens no mercado, alerta FMI

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil
Os investimentos em inteligência artificial (IA) estão ajudando a manter o crescimento da economia mundial em torno de 3%, mas também podem provocar grandes mudanças no mercado de trabalho, na arrecadação de impostos e na educação.
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 40% dos empregos no mundo poderão ser afetados pela IA. Nas economias avançadas, o baque da IA pode chegar a 60%.
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Segundo Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, a tecnologia poderá aumentar a produtividade em algumas funções, reduzir a importância de outras ou eliminar determinados postos de trabalho. O alerta foi feito nesta segunda-feira (12) durante as reuniões anuais da instituição e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia.
Segundo Georgieva, a expansão dos investimentos em IA já aumenta a demanda e os gastos com infraestrutura tecnológica, com efeitos positivos para o crescimento econômico, especialmente na Ásia.
Ao mesmo tempo, ela descreveu os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho como um “tsunami de movimento lento”, que poderá transformar profundamente a maneira como as pessoas trabalham e vivem.
“IA, ame-a ou odeie-a. Ela já está aqui”, afirmou Georgieva.
A diretora-geral destacou que os investimentos em IA ajudam a sustentar a economia mundial mesmo diante das dificuldades no fornecimento de energia. Nesta terça-feira (13), o FMI projetou crescimento global de 3,1% para 2026.
Ásia deve se beneficiar dos investimentos em IA
De acordo com Georgieva, o aumento dos investimentos em inteligência artificial pode impulsionar o crescimento das economias asiáticas avançadas em 0,5 a 1 ponto percentual. Nas economias emergentes da região, o ganho pode ficar entre 0,2 e 0,8 ponto percentual.
Um ponto percentual corresponde a um ponto inteiro em uma taxa expressa em porcentagem. Assim, um aumento de 0,5 ponto percentual significa, por exemplo, que uma taxa de crescimento de 3% passaria para 3,5%.
Os benefícios estão relacionados tanto ao aumento da demanda quanto aos investimentos necessários para construir a infraestrutura de funcionamento da IA. Isso inclui equipamentos e outros recursos tecnológicos utilizados para desenvolver e operar esses sistemas.
Georgieva afirmou que Estados Unidos, China e Índia são os principais países produtores da cadeia de fornecimento da inteligência artificial.
No entanto, muitas empresas que fornecem equipamentos para essa infraestrutura estão na Ásia, incluindo a Tailândia, país que sedia as reuniões anuais neste ano.
Um estudo preliminar citado por Georgieva identificou que 10% dos empregos nos EUA já exigiam conhecimentos em inteligência artificial.
Enquanto diminuem as vagas em funções rotineiras e repetitivas, cresce a oferta de empregos com salários mais baixos em dois setores: construção civil e centros de processamento de dados, conhecidos como data centers.
Esses centros abrigam equipamentos responsáveis por armazenar e processar informações digitais, incluindo aquelas necessárias para o funcionamento de sistemas de IA.
Jovens podem perder oportunidades de primeiro emprego
A redução das vagas de entrada no mercado de trabalho preocupa autoridades internacionais, segundo a Reuters. Tharman Shanmugaratnam, presidente de Singapura, afirmou no mesmo evento que os governos precisam enfrentar rapidamente a queda na procura por profissionais recém-formados.
“Há um problema específico que precisamos resolver muito em breve: o primeiro degrau no emprego, o primeiro trabalho depois da formatura, está enfrentando uma demanda menor”, disse.
Tradicionalmente, muitos profissionais começam a carreira em funções com tarefas repetitivas e, com a experiência adquirida, avançam para cargos de maior responsabilidade.
Com a automação dessas atividades, os jovens podem encontrar mais dificuldades para conseguir o primeiro emprego e construir uma trajetória profissional.
Shanmugaratnam também alertou para o risco de a inteligência artificial ampliar as desigualdades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, tanto no crescimento econômico quanto na criação de empregos.
“A IA vai ampliar essa divergência se formos passivos demais diante dela”, afirmou. Segundo ele, os países precisam usar a tecnologia para criar empregos de qualidade, nos quais as pessoas possam aproveitar suas habilidades e continuar progredindo profissionalmente.
Banco Mundial vê oportunidades nos países emergentes
O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, apresentou uma avaliação diferente sobre o risco de desaparecimento dos empregos de início de carreira, segundo a Reuters.
Ele afirmou não estar convencido de que a inteligência artificial eliminará esses empregos e avaliou que parte significativa das mudanças deverá ocorrer nas economias avançadas, onde estão sendo desenvolvidos grandes modelos de IA.
Nos países emergentes, Banga defendeu o uso de sistemas menores, que exigem menos capacidade de processamento e podem gerar ganhos de produtividade em atividades como agricultura, atendimento em clínicas de saúde e educação.
A proposta é aproveitar a tecnologia para melhorar o trabalho de agricultores, profissionais de saúde e professores, sem depender necessariamente de sistemas de IA que exigem grandes estruturas de processamento de dados.
Mudanças também podem afetar impostos e educação
Além dos empregos, Georgieva alertou que a inteligência artificial poderá alterar a forma como os governos arrecadam impostos.
Isso porque a expansão da tecnologia pode mudar a composição da economia, reduzindo a participação do trabalho humano e aumentando a importância dos investimentos em equipamentos, infraestrutura e tecnologia.
Nesse cenário, os governos terão de avaliar como adaptar seus sistemas tributários, que hoje dependem, em grande parte, dos impostos cobrados sobre a renda e as atividades econômicas das pessoas.
A educação também precisará ser reformulada para acompanhar as mudanças nas exigências profissionais.
Para Georgieva, os trabalhadores não poderão depender apenas dos conhecimentos adquiridos no início da carreira: será necessário atualizar suas habilidades continuamente para acompanhar a evolução da tecnologia.
A diretora-geral do FMI afirmou que a inteligência artificial já está transformando a rotina profissional. Como exemplo, contou que utiliza um assistente de IA que lhe envia, todas as manhãs, um resumo de 30 segundos com informações sobre sua agenda.
Para as autoridades presentes ao encontro, o desafio será aproveitar os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia sem ampliar as desigualdades econômicas nem restringir as oportunidades de trabalho, especialmente para quem está começando a carreira.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, fala sobre igualdade de gênero durante as reuniões de outono do FMI e do Banco Mundial em Washington, DC
Olivier Douliery/AFP

Globo recebe reconhecimento da ONU por impacto social e práticas sustentáveis

Conecta ESG Jundiaí 2026
Divulgação
A Globo recebe, nesta quarta-feira (14), em Cannes, na França, o MIPCOM Recognition for SDG Impact, reconhecimento concedido em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) pela contribuição da empresa aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A homenagem destaca o potencial do conteúdo audiovisual para promover debates sociais e ambientais, além das iniciativas de sustentabilidade adotadas pela companhia em suas operações.
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Manuel Belmar, diretor de Finanças (CFO) da Globo e líder da agenda ESG — sigla em inglês para ambiental, social e governança — da empresa, recebe o reconhecimento durante o MIPCOM, um dos principais eventos internacionais da indústria audiovisual.
A homenagem faz parte de uma parceria entre o MIPCOM e a ONU, que chega ao oitavo ano. A iniciativa também está ligada ao Pacto de Mídia pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), criado em 2018 e que reúne mais de 450 empresas de mídia e entretenimento em 160 países.
🔍 As empresas participantes usam seus canais de comunicação para divulgar temas relacionados aos 17 objetivos globais da ONU, que incluem o combate à pobreza e à desigualdade, a proteção do meio ambiente, o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção da paz e da justiça.
O reconhecimento considera a atuação da Globo na promoção de questões como diversidade, redução das desigualdades, educação e fortalecimento das instituições democráticas, além de iniciativas ambientais.
No início deste ano, a Globo atingiu, quatro anos antes do previsto, a meta de operar com 100% de energia proveniente de fontes renováveis e de deixar de enviar resíduos para aterros sanitários.
A empresa também ampliou a adoção de práticas sustentáveis em produções audiovisuais por meio do Guia de Produções Verdes.
Outra iniciativa é a Ecovision, parceria com a Panvision que busca ampliar a adoção de práticas sustentáveis no setor audiovisual latino-americano.
Novelas que ultrapassam a ficção
O impacto das produções da Globo também se reflete fora das telas. Na novela Vale Tudo, uma cena em que a personagem Lucimar, interpretada pela atriz Ingrid Gaigher, recorre a um aplicativo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro para formalizar a guarda do filho e cobrar pensão alimentícia foi seguida por um aumento na procura pelo serviço.
Segundo dados divulgados pelo órgão à época, as buscas pelo aplicativo cresceram 300%, enquanto os agendamentos pela plataforma aumentaram 70%.
Na mesma novela, a abordagem da dependência de álcool por meio da personagem Heleninha Roitman, interpretada por Paolla Oliveira, também repercutiu fora da ficção.
As buscas pelos canais oficiais dos Alcoólicos Anônimos (AA) aumentaram mais de 150%, de acordo com dados divulgados à época.
Realizado anualmente em Cannes, na França, o MIPCOM reúne emissoras de televisão, plataformas de streaming, produtoras e distribuidoras de diversos países para apresentar conteúdos, negociar formatos e estabelecer parcerias comerciais.
A Globo participa do evento há décadas e apresenta suas produções ao mercado audiovisual internacional.
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