Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, renuncia e deixará cargo em fevereiro

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, renuncia e deixa cargo em fevereiro.
REUTERS/Heiko Becker
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresentou sua renúncia e deixará o cargo em 7 de fevereiro de 2027, informou a instituição em comunicado divulgado nesta quinta-feira (29).
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O mandato de Lagarde estava previsto para se estender até o fim de outubro de 2027, mas as especulações sobre uma saída antecipada vinham se intensificando há meses. O Fórum Econômico Mundial era apontado como um possível destino para a economista após sua passagem pelo BCE.
Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, no entanto, a decisão foi motivada pela política francesa. Lagarde teria avaliado que já não conseguia manter a neutralidade exigida pelo cargo e desejava ter mais liberdade para expressar suas opiniões sobre temas políticos na França e no cenário internacional.
A renúncia ocorre num momento em que a França se prepara para a eleição presidencial do próximo ano. A candidata da extrema direita, Marine Le Pen, aparece como favorita nas pesquisas.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Lagarde afirmou que deixa a instituição com a sensação de “trabalho bem realizado” e um BCE “preparado para o futuro”.
A saída também acontece em um período de forte incerteza econômica na Europa. O BCE tenta conter os riscos inflacionários provocados pela alta dos preços da energia, ao mesmo tempo em que acompanha a escalada dos rendimentos dos títulos públicos, especialmente na França, movimento que encarece o crédito para famílias, empresas e governos e pode frear o crescimento econômico.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, informou que o processo para escolher o sucessor de Lagarde começará imediatamente. Os ex-presidentes dos bancos centrais da Holanda e da Espanha, Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos, são apontados pelo mercado como os principais candidatos.
Um porta-voz do BCE se recusou a comentar as informações sobre as motivações da renúncia.
O BCE deve anunciar sua decisão sobre as taxas de juros ainda nesta quinta-feira, seguida pela tradicional entrevista coletiva de Lagarde.
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Vazamento expõe dados de mais de 40 mil funcionários da segurança dos EUA

Oficial do ICE, o Serviço de Imigração e Algândega dos EUA
AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
Dados de mais de 40 mil funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) foram divulgados na quarta-feira (28) por um grupo que publica informações vazadas.
O material inclui detalhes sobre agentes que trabalham em áreas sensíveis, como vigilância, coleta de informações com pessoas e operações disfarçadas.
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Segundo o grupo que revelou o vazamento, os dados foram obtidos inicialmente por um outro grupo que se identifica como “Department of Peace” (“Departamento da Paz”, em tradução livre).
Em nota, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou estar “ciente de um possível vazamento” e trabalhar para resolver a situação de forma rápida e eficaz. O órgão disse ainda que busca garantir a proteção de seus funcionários e que divulgará atualizações quando houver mais informações.
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Os arquivos incluem nomes, telefones e endereços de e-mail de funcionários de diferentes órgãos vinculados ao DHS, entre eles:
Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE);
Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP);
Investigações de Segurança Interna (HSI);
Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA).
Também há cargos e grupos de e-mail que permitem identificar agentes designados para operações especiais, vigilância, perícia em computadores e atuação disfarçada.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade de todo o material. No entanto, a agência cruzou informações pessoais de seis funcionários citados no vazamento com registros de empresas de análise de crédito e dados de vazamentos disponíveis na plataforma de inteligência sobre a dark web District 4 Labs.
A Reuters também telefonou para três funcionários do departamento e confirmou seus números e outros detalhes. Um deles disse que ainda não sabia do possível vazamento.
Em vários casos, os arquivos continham informações disponíveis nos perfis dos funcionários no LinkedIn. Em outros, porém, revelavam dados não públicos sobre a estrutura interna do departamento e sobre programas ou operações que não haviam sido divulgados.
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Dólar abre em alta, de olho em dados de inflação e atividade nos EUA

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (29) em alta, com um avanço de 0,37% perto das 9h, cotado a R$ 5,3599. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
Após o Fed manter as taxas de juros dos Estados Unidos inalteradas, investidores voltam as atenções para os novos dados americanos de inflação e atividade, previstos para esta quinta-feira. No Brasil, os desdobramentos das eleições presidenciais e a reforma tributária.
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▶️ O PCE e o PIB dos Estados Unidos são o principal destaque da sessão. Após o Fed manter os juros americanos inalterados na faixa de 3,75% a 4%, investidores avaliam novos dados de inflação e atividade no país, em meio aos sinais de que os EUA continuam crescendo em ritmo forte.
▶️ No Brasil, o governo anunciou um aumento das alíquotas de ICMS. Na véspera, Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de 2027. A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU).
▶️ Além disso, investidores também avaliam a alíquota proposta para o CBS, novo tributo sobre o consumo aprovado no âmbito da reforma tributária. Na quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou proposta para que a alíquota de referência seja de 11,3% em 2027. A taxa ainda depende da aprovação do Congresso Nacional.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +6,95%;
Acumulado do mês: +3,20%;
Acumulado do ano: -2,71%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -16,62%
Acumulado do mês: -8,23%;
Acumulado do ano: +6,13%.
Os próximos passos da reforma tributária
O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027.
O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro.
Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029.
Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa.
Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores.
Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Veja o que muda para empresas em 2027.
ICMS sobre combustíveis vai aumentar
Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas voltaram a subir nesta quarta-feira, acompanhando a recuperação dos papéis de inteligência artificial após os resultados financeiros mais otimistas da fabricante de chips SK Hynix.
O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiram 0,9% na sessão. No Japão, o Nikkei avançou 1,08% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 6,63%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,23%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Cédulas de dólar
John Guccione/Pexels

MPT recebe 3.290 denúncias de assédio eleitoral no trabalho; veja como denunciar

Urna eletrônica eleições mulher
Tribunal Superior Eleitoral/TSE
As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 3.290 em 2026, até as 19h desta quarta-feira (28).
Somente em outubro, foram registradas cerca de 2,5 mil denúncias, alta de aproximadamente 353% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 76% de todas as denúncias registradas no ano até o momento.
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Nos 28 dias do mês, a média foi de aproximadamente 89 denúncias por dia. São Paulo lidera o número de registros, com 608 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 338, e Rio de Janeiro, com 243. (veja o levantamento completo abaixo)
O total registrado em 2026 se aproxima do contabilizado nas eleições de 2022, quando o MPT recebeu mais de 3,3 mil denúncias. Na comparação com 2018, o aumento foi de 1.600%.
O aumento ocorre em meio a uma nova onda de publicações nas redes sociais que incentivam a demissão e a recusa de contratação de trabalhadores por preferência política, além de promover listas de boicote a empresas supostamente apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25).
Em resposta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira (28) uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores.
Segundo o MPT, 1.353 denúncias foram registradas após o segundo turno das eleições. O órgão ressalta que o painel de dados é dinâmico: os números são atualizados à medida que as denúncias chegam e são cadastradas, podendo variar conforme o horário da consulta.
➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho.
Denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026
Arte g1
Denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 por estado
Arte g1
Além das denúncias recebidas pelo MPT, dados da Justiça do Trabalho mostram que, desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 233 somente em 2026.
Os processos são cadastrados de acordo com o assunto e, por isso, o registro não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado pela Justiça em todos os casos.
Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado para identificar e acompanhar esses casos na Justiça do Trabalho.
O número de processos também aumentou entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Segundo dados parciais do Centro de Pesquisas Judiciárias da Justiça do Trabalho, foram registrados 135 processos entre janeiro e 4 de outubro, data do primeiro turno.
Entre 4 e 24 de outubro, o total chegou a 185, com 50 novas ações trabalhistas no período — um aumento de 37%.
O que é assédio eleitoral no trabalho?
O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica.
Por exemplo, a prática pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, rebaixamento de cargo ou redução salarial caso o empregado vote em determinado candidato.
Também pode envolver a distribuição de material de campanha ou a realização de eventos políticos no ambiente de trabalho, especialmente quando há pressão ou constrangimento dos trabalhadores.
A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto.
Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação.
Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019.
A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas.
Em agosto, o TSE, a Justiça do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral.
Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão:
Ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato;
Prometer aumento salarial, benefício ou outra vantagem em troca de voto;
Exigir participação em campanha eleitoral;
Distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo;
Cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará;
Constranger funcionários em reuniões;
Retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador;
Impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha.
Pressão também acontece pelas redes
O uso de ambientes virtuais para a prática de assédio eleitoral no trabalho também foi identificado em uma pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
O levantamento examinou 138 processos ajuizados até dezembro de 2025 e mostrou que a pressão política no ambiente de trabalho ultrapassa os limites físicos das empresas e também ocorre por meio de mensagens, grupos e redes sociais.
O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para a prática, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Os pesquisadores identificaram ainda situações envolvendo manifestações verbais, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou vantagens econômicas relacionadas à escolha política.
A pesquisa também contemplou uma amostra quantitativa ampliada, com 688 processos ajuizados até junho de 2026. Nesse grupo, 32,1% dos casos tinham dois ou mais réus. Em um dos processos, chegaram a ser apontadas 19 pessoas como praticantes de assédio eleitoral.
Além dos empregadores, apareceram como réus tomadores de serviços, sócios, administradores e gestores. Na amostra qualitativa, 88% das ações foram movidas por trabalhadores, sendo 57% homens e 43% mulheres. O MPT foi responsável por 12% dos processos.
Consequências para as empresas
O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve na Justiça do Trabalho 52 decisões liminares para combater o assédio eleitoral e garantir aos trabalhadores o direito ao voto livre.
As liminares foram concedidas em 59 ações civis públicas ajuizadas pela instituição, o que corresponde a cerca de 88% do total de ações. A atuação do MPT também resultou na celebração de 53 termos de ajuste de conduta (TACs).
Segundo o coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT, Igor Sousa Gonçalves, os resultados demonstram a importância de uma atuação rápida para impedir práticas de assédio eleitoral.
“O elevado número de decisões liminares favoráveis demonstra a atuação do MPT na proteção da liberdade política dos trabalhadores. Muitas decisões foram obtidas em plantões eleitorais para impedir constrangimentos e ameaças, reafirmando que o ambiente de trabalho não pode ser usado como instrumento de pressão política”, destacou.
As consequências para as empresas dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, os trabalhadores podem buscar indenização pelos danos sofridos.
Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou provoca impactos coletivos, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo.
A empresa também pode ser investigada e responsabilizada na esfera eleitoral. Se a conduta configurar um crime previsto na legislação, poderá haver consequências criminais.
Além disso, o caso pode resultar na celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no ajuizamento de uma ação civil pública e na adoção de outras medidas para impedir a continuidade da prática.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira, afirma que o assédio eleitoral no ambiente profissional representa um risco à democracia.
“Se nós não frearmos essas condutas, ditadas pelo poder econômico ou pelo domínio na administração pública, isso representa um grave risco à nossa democracia, porque é uma das formas de interferência na vontade popular que se manifesta na hora do voto, nas urnas”, afirmou.
Como provar o assédio eleitoral?
A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu.
Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra.
É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito.
Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso.
O trabalhador pode denunciar? Como fazer?
Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados.
É importante fornecer o máximo possível de informações, como o nome da empresa, as pessoas envolvidas, o local, a data e a descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados.
Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral.
Veja os principais canais:
Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT.
Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema.
Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral.
Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais.
Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos.
Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas;
Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União;
Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas;
Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados;
Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.

Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China

Mbappe e Hello kitty
Reprodução/ Divulgação
A empresa japonesa Sanrio, responsável pela personagem Hello Kitty, pediu desculpas à China nesta quinta-feira (29) e anunciou o fim de uma parceria com uma série de televisão japonesa após críticas de veículos estatais chineses.
A polêmica envolve a série Vivant, exibida no Japão, que retrata uma organização ligada à China torturando um integrante de uma unidade japonesa de espionagem militar. A cena foi considerada ofensiva pela imprensa estatal chinesa.
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➡️ A parceria entre a Sanrio e a produção previa o lançamento de produtos inspirados nos personagens da série, incluindo versões da Hello Kitty e de outras figuras criadas pela empresa japonesa.
Em comunicado, a Sanrio afirmou ter recebido manifestações de diferentes setores sobre os produtos da colaboração e pediu desculpas por eventuais transtornos.
A empresa também declarou que o projeto continha elementos incompatíveis com sua filosofia corporativa e que, por esse motivo, decidiu encerrar a parceria.
Antes do anúncio, o jornal estatal chinês Global Times acusou a série de “caluniar a China” e afirmou que a produção havia provocado forte reação negativa nas redes sociais.
O veículo também relacionou a trama à postura conservadora do atual governo japonês e ao avanço de posições de direita no país.
Mbappé ditador
O caso ocorre poucos dias depois de o jogador francês Kylian Mbappé e o Real Madrid pedirem desculpas à China após uma declaração do atleta sobre Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China.
Em um vídeo de entrevista, Mbappé disse ter achado graça de um meme que o retratava como Mao, a quem se referiu como um possível “ditador chinês”. A gravação viralizou nas redes sociais e provocou uma onda de críticas no país.
A repercussão teve consequências comerciais. Três empresas chinesas, entre elas a fabricante de bebidas Dongpeng e as empresas de laticínios Mengniu e Milkground, encerraram parcerias com o jogador.
A emissora estatal China Media Group, que controla a rede CCTV, também suspendeu a transmissão de partidas do Campeonato Espanhol, a La Liga, e retirou anúncios que envolviam o atleta. A emissora exigiu pedidos de desculpas de Mbappé, do Real Madrid e da liga espanhola.
O jogador publicou um pedido de desculpas em francês, chinês e inglês, afirmando que seu comentário foi imprudente e que entendia ter magoado pessoas na China e comunidades chinesas pelo mundo.
O Real Madrid e a La Liga também se desculparam. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que levava a manifestação do jogador a sério.
*Contém informações da AFP
Mbappé “ataca” de Tartaruga Ninja no Entendeu? Ou quer que desenhe?

Volkswagen tem prejuízo de US$ 6,5 bilhões, o maior em mais de 10 anos, em meio à crise no setor e à concorrência chinesa

Divulgação Volks
Divulgação Volks
A Volkswagen registrou prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o pior resultado em mais de uma década. A montadora enfrenta dificuldades em mercados importantes, como a China, e iniciou uma ampla reestruturação dos negócios.
O resultado foi afetado por itens extraordinários que somaram cerca de US$ 8,9 bilhões, em grande parte relacionados a uma baixa contábil no valor da participação da Volkswagen na Porsche.
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A receita de vendas da montadora também caiu 6% no terceiro trimestre, para US$ 87,1 bilhões.
Após a divulgação dos resultados, as ações da Volkswagen caíam 2%.
A empresa enfrenta uma concorrência cada vez mais acirrada na China, onde disputa espaço com fabricantes locais, além de custos bilionários com tarifas comerciais. Na Europa, a montadora também enfrenta gastos elevados para ampliar sua atuação no mercado de veículos elétricos, enquanto fabricantes chineses avançam na região.
➡️ Diante das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, planeja cortar 100 mil empregos em todo o grupo, que inclui marcas como Audi e Porsche. Até quatro fábricas na Alemanha correm risco de fechamento.
O plano enfrenta forte oposição dos sindicatos, que consideram possíveis greves a partir do início de 2027.
Em declaração em vídeo, o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, afirmou que os resultados dos nove primeiros meses do ano mostram a necessidade de acelerar as mudanças na empresa.
“Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, disse.
Antlitz também destacou que a margem operacional da Volkswagen nos nove primeiros meses do ano foi de apenas 3,8%, mesmo antes de considerar os itens extraordinários.
“Isso não é suficiente a longo prazo”, afirmou.
Em setembro, a Volkswagen já havia sinalizado custos extraordinários de cerca de US$ 11,2 bilhões e reduzido sua previsão de margem de lucro para 2026. A empresa passou a projetar um percentual máximo de 1%.
*Com informações da agência Reuters
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Cultivo de ópio aumenta no Afeganistão apesar da proibição do governo Talibã

Esta fotografia, tirada em 11 de outubro de 2026, mostra um agricultor afegão segurando ópio bruto em sua casa, na província de Badakhshan.
Fayzabad, Afghanistan
O cultivo de ópio quadruplicou este ano no Afeganistão, apesar da proibição imposta pelo governo talibã, informou nesta quinta-feira (29) a ONU, que ressaltou a necessidade de apresentar alternativas produtivas aos agricultores pobres.
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As áreas plantadas alcançaram 43 mil hectares, acima das 10 mil de 2025, enquanto a produção estimada de ópio passou de 300 para 1.500 toneladas, informa um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
O Afeganistão foi o maior produtor mundial de papoula, mas foi superado por Mianmar depois que os talibãs anunciaram, em 2022, uma proibição ao comércio no país.
Porém, a pobreza obrigou alguns agricultores a voltar a produzir a papoula.
“Sem ópio, não conseguimos nem comprar a comida básica”, declarou à AFP Mohamad, um agricultor de 22 anos, no nordeste do Afeganistão.
A proibição de 2022 fez com que as áreas cultivadas com papoula caíssem de 200 mil para 10 mil hectares em 2025.
Em Mianmar, foram cultivados 53 mil hectares em 2025, mas não há dados disponíveis para 2026.
As autoridades talibãs afirmam que destruíram mais de 22.000 hectares de papoula, mas, segundo o UNODC, muitas plantações ficam escondidas e são difíceis de detectar.
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Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, melhor saldo para o mês em três anos

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 4,83 bilhões em setembro, informou Tesouro Nacional nesta terça-feira (29).
🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.
➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 15,04 bilhões (valor corrigido pela inflação).
➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2023, quando foi registrado um superávit primário de R$ 13,44 bilhões (com a correção).
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Receitas X despesas
➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das receitas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento dos gastos no mês passado.
Segundo o governo, as receitas líquidas, ou seja, após as transferências, registraram alta real de 13,6% em setembro deste ano, para R$ 205 bilhões.
O crescimento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com receitas decorrentes da alta do petróleo.
➡️Já as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 2,4% em setembro, para R$ 200,1 bilhões. As principais variações foram:
Créditos Extraordinários (+R$ 9,9 bilhões), reflexo das medidas de mitigação dos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio;
Benefícios Previdenciários (+R$ 2,1 bilhões),
Redução nas despesas discricionárias (-R$ 8,4 bilhões) e obrigatórias com controle de fluxo (-R$ 1,5 bilhão) do Poder Executivo.
Parcial do ano
No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 90,2 bilhões.
➡️Isso representa melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 103,2 bilhões (corrigido pela inflação).
➡️Esse também foi o melhor resultado, para esse período, desde 2022 (superávit de R$ 39,4 bilhões em valores atualizados).
📈 Nos nove primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 6,5% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,87 trilhão (sem correção).
📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,97 trilhão entre janeiro e setembro deste ano (valor nominal), com uma alta real de 5,% no período.
Meta fiscal em 2026
Para este ano, a meta é que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 67,3 bilhões em despesas e use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit no limite da banda, de R$ 67,3 bilhões neste ano.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

INSS alerta para golpes com falsas inscrições em concurso público; entenda

INSS
Arquivo/Agência Brasil
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alertou para golpes envolvendo falsas inscrições em concursos públicos do órgão.
Segundo o instituto, candidatos têm enviado mensagens solicitando o reembolso de valores pagos por supostas inscrições, embora não haja nenhum período de inscrição aberto.
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O INSS também informou que não há autorização para a realização de um novo concurso público. O órgão reforça que não recebe inscrições nem cobra taxas de inscrição ou de exames admissionais.
Eventuais dúvidas sobre inscrições e pedidos de devolução de valores devem ser tratados diretamente com a banca organizadora responsável pelo edital.
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O último período de inscrições para o cargo de Analista do Seguro Social, que exige formação de nível superior, ocorreu em julho de 2025.
Já as inscrições para Técnico do Seguro Social, de nível médio, foram realizadas em 2023, para o concurso cujo edital havia sido publicado no fim de 2022.
Em relatos enviados ao instituto por e-mail, candidatos afirmaram ter realizado inscrições por meio da plataforma Gov.br. Alguns também teriam recebido informações sobre supostos locais de aplicação das provas.
Como evitar golpes
O INSS recomenda que os candidatos consultem informações sobre concursos exclusivamente nos canais oficiais do governo, como o portal do INSS e as páginas oficiais do órgão nas redes sociais.
Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.
Caso identifiquem indícios de fraude, os candidatos devem registrar a ocorrência junto aos órgãos competentes.

ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha vai subir em 2027; veja valores

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os estados e o Distrito Federal aprovaram, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), um novo aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027.
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Foram publicados dois convênios que atualizam o valor do tributo sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Veja abaixo como ficam as alíquotas:
gasolina: alta de 4,5%, de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro;
diesel: alta de 11,1%, de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro;
gás de cozinha (GLP): alta de 4,8%, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
Esse foi o terceiro ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em janeiro deste ano também houve elevação do imposto.
Agora no g1
A atualização dos valores é feita anualmente e considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para esse reajuste, foram comparados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025.
Ainda segundo o comunicado, os estados também avaliam a possibilidade de antecipar uma eventual nova atualização do ICMS sobre o diesel, diante da volatilidade dos preços internacionais dos derivados de petróleo.