Azul prevê cortar voos por alta no preço do combustível, diz CEO

Avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha (PE)
Ana Clara Marinho/g1
A companhia aérea brasileira Azul está intensificando “cortes de capacidade” em meio a preços mais altos do combustível de aviação, ligados à guerra no Irã, e a empresa continuará reduzindo voos para proteger o caixa em um ambiente incerto, disse o presidente-executivo, John Rodgerson.
Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reduzindo capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga.
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“Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensamos que a guerra já teria terminado”, disse o executivo em uma entrevista na sexta-feira, em preparação para uma reunião de líderes de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro.
“Mas ela [a guerra no Irã] continua, então vamos continuar a cortar algumas frequências de forma oportunista, certificando-nos de que estamos voando apenas coisas que fazem sentido”, diz Rodgerson.
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A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais, com ajustes adicionais concentrados em frequências domésticas, em vez de retirar cidades inteiras, disse Rodgerson.
“Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com esses preços de combustível, devessem ser quatro.” A companhia aérea está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, acrescentou.
“Ainda não retiramos cidades, mas isso está sempre em pauta. Mas primeiro você começa com a utilização e o corte de frequências. Você não quer estar utilizando uma aeronave 13, 14 horas por dia quando os preços dos combustíveis dobram.”
O CEO da Azul, John Rodgerson, fala sobre prováveis cortes de voos e destinos
REUTERS/Pilar Olivares
Rodgerson disse que o balanço patrimonial da Azul, após uma grande reestruturação da dívida, colocou a empresa em uma posição mais forte do que alguns de seus pares para se adaptar. A companhia saiu do processo do Capítulo 11 em fevereiro com apoio da United Airlines e da American Airlines.
A Azul espera que os preços permaneçam sob pressão no segundo trimestre, sazonalmente mais fraco, mas vê espaço para que tarifas mais altas se sustentem à medida que a demanda se fortaleça no terceiro e quarto trimestres, disse ele.
No fim de maio, o governo renovou os subsídios parao querosene de aviação. O querosene de aviação é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas.
No primeiro dia do mês de junho, a Petrobras anunciou que vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras. Isso corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado.

Agência rebaixa nota de crédito do BRB pela 2ª vez em três meses e cita 'crescente incerteza' no banco

Edifício-sede do BRB em Brasília
Jornal Nacional/ Reprodução
A S&P Global – empresa de análises financeiras e classificação de risco – voltou a rebaixar a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB).
Agora, a instituição passou do nível brB- para o nível “brCCC+/brC”, inferior na escala. É o segundo rebaixamento em menos de três meses – o patamar anterior tinha sido definido em março.
O comunicado divulgado ao mercado fala em “crescente incerteza” e em “riscos de execução associados ao plano de capitalização” do banco.
O “rating de crédito” leva em consideração a capacidade geral do banco de honrar suas obrigações – ou seja, a solidez as operações daquela instituição financeira.
Presidente do BRB promete divulgar balanço atrasado até 30 de junho
Segundo os manuais da própria S&P, a nota “brCCC” significa que o BRB está:
atualmente “vulnerável ao não pagamento em relação a outras obrigações nacionais”;
dependendo de condições favoráveis de negócios e financeiras para o devedor honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação
“No caso de condições adversas de negócios, financeiras ou econômicas, o emissor provavelmente não teria capacidade de honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação”, diz o manual da S&P para essa nota.
➡️ O patrimônio do BRB foi abalado, ao longo dos últimos três anos, por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo uma tentativa do BRB de adquirir o Master que foi barrada pelo Banco Central.
➡️ Desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, dirigentes dos dois bancos foram presos e afastados.
➡️ O Master e outros bancos do mesmo conglomerado foram liquidados pelo Banco Central, enquanto o BRB – que tem o governo do Distrito Federal como acionista majoritário – vem atrasando balanços e tentando captar crédito no mercado para restabelecer seu patrimônio.
Em abril, outra agência global de classificação de risco, a Moody’s, também rebaixou a nota do BRB. A nota chegou a falar em risco de default – ou seja, risco de calote.
Acordo no STF viabiliza empréstimo para cobrir rombo de operações do BRB com o Banco Master
BRB quer empréstimo bilionário
Acionista majoritário do BRB, o governo do Distrito Federal tenta costurar um acordo com a União, com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com bancos privados para tomar um empréstimo de R$ 6,5 bilhões.
O dinheiro iria direto para o BRB, para reforçar o patrimônio e fazer com que o banco restaure seu “colchão” de segurança e volte a cumprir as regras de prudência do sistema bancário brasileiro.
Empréstimo para salvar BRB pode custar mais de R$ 1 bilhão ao ano só em juros, calcula oposição no DF
Oficialmente, o BRB nunca reconheceu estar descumprindo essas regras – o que, em última instância, poderia até ameaçar o funcionamento do banco. Há quase um ano, o banco vem represando a divulgação dos seus balanços trimestrais e semestrais.
A ideia é divulgar, a um só tempo, os dados da crise e o mapa da solução. Se o empréstimo de R$ 6,5 bilhões avançar, o BRB espera divulgar esse pacote de informações até o fim de junho. Veja no vídeo abaixo:
BRB vai divulgar balanço de 2025 até 30 de junho, diz presidente
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Governo brasileiro intensifica conversas com União Europeia para destravar negociação sobre carne brasileira

UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) intensificou as conversas com representantes da União Europeia na tentativa de destravar a negociação sobre a exclusão da carne brasileira da lista de importadores pelo alegado uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.
➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.
De acordo com interlocutores do Palácio do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira conversou sobre o assunto, na última quinta-feira (4), com o comissário de Comércio do bloco europeu, Maroš Šefčovič.
O governo trabalha para tentar reverter a decisão, pelo menos parcialmente, até que ela entre em vigor, em setembro.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há nenhum problema sanitário com a carne brasileira.
Segundo ele, o setor já adota controles rigorosos, mas está disposto a reforçar a fiscalização para evitar prejuízos nas vendas para a União Europeia.
“A Europa não está discutindo ou tirou o Brasil da lista porque o Brasil não está cumprindo [as exigências]. Tirou porque não tem as garantias oficiais. Agora a gente vai agregar uma camada a mais de fiscalização, porque ela é feita muito com base no autocontrole das empresas, da declaração do produtor. A Europa quer que o Ministério da Agricultura também certifique isso”, disse Santin.
“A Europa é um dos maiores compradores de carne de aves e de carne bovina, especialmente com valor agregado. O valor da exportação desses dois produtos para a Europa é bastante impactante. Soma mais de US$ 1 bilhão para o Brasil por ano, e isso é um número bastante importante para nossa economia”, completou.
União Europeia oficializa exclusão do Brasil
Nesta sexta-feira (5), a União Europeia (UE) publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.
Na lista anterior, de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) disse que “reafirma sua confiança no sistema brasileiro de inspeção sanitária e no trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária”.
“As respostas e medidas já foram tomadas e a entidade segue cooperando com o governo brasileiro no fortalecimento dos controles sanitários e na promoção da qualidade e segurança do pescado brasileiro”, afirmou.
Países vizinhos
Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.
Segundo o documento publicado na sexta, o país não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que garantem que a carne do Brasil cumpre os requisitos da UE sobre antimicrobianos.
Quando o bloco anunciou a sua decisão, no início de maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil pode voltar à lista assim que comprovar os requisitos exigidos.
O governo brasileiro, por sua vez, disse, na época, que estava surpreso com a decisão e que iria negociar. O Brasil foi o único país que saiu da lista por não apresentar informações exigidas pela UE.
Outros três países foram removidos da lista da UE, mas por não terem mais interesse em exportar produtos para o bloco: a Austrália, para ovos; a Ucrânia, para coelhos; e as Ilhas Malvinas, para produtos de aquicultura.
Por outro lado, a UE incluiu 21 países e territórios na lista. São eles: Armênia, Burkina Faso, Benin, Brunei, Belize, Guernsey, Índia, Indonésia, Irã, Quênia, República do Quirguistão, Sri Lanka, Ilhas Maurício, Nigéria, Sérvia, Essuatíni, Tunísia, Tanzânia, Uganda, Uzbequistão e Wallis e Futuna.

Operador Nacional do Sistema aciona plano de controle de excedente para reduzir geração de energia neste domingo

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que acionou para este domingo (7), pela primeira vez, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição.
Na prática, o ONS pediu preventivamente que as distribuidoras reduzam a geração de energia, com o objetivo de manter o equilíbrio entre geração e consumo, evitando desligamentos em cascata e instabilidade no fornecimento para a população.
O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi estabelecido no ano passado, após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico devido ao excedente de energia renovável produzida.
Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas
Reprodução/Jornal Nacional
A medida afeta a operação de pequenas hidrelétricas e também a mini e microgeração distribuída, modalidade formada por consumidores que geram a própria energia e recebem desconto na conta de luz ao injetar o excedente na rede.
Essa geração está fora da rede básica, não é controlada pelo ONS, mas também impacta na operação do sistema elétrico.
As gerações eólica e solar causam sobreoferta em determinados períodos, a depender das oscilações do vento e da incidência da radiação solar.
O ONS identificou que as atuais condições climáticas estão favoráveis à geração desse tipo de energia, enquanto o consumo não deve estar alto neste domingo, o que justificou a medida.
“Para amanhã [este domingo], o Operador solicitou a redução dos recursos da geração centralizada, que estão sob sua responsabilidade. Esgotada essa providência, foi necessário colocar em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]. O ONS acionou as distribuidoras para que reduzissem geração sob sua área de concessão, uma vez que o Operador não possui controle sobre essas fontes”, afirmou o órgão.
Nos dias 4 de maio e 10 de agosto de 2025, identificou-se que o alto percentual de micro e minigeração distribuída (MMGD) existente no Sistema Interligado Nacional (SIN) poderia levar a uma incapacidade do controle da frequência e da tensão no sistema. Foi a partir daí que foi criado o plano de controle de excedente.

Mega-Sena, concurso 3.015: uma aposta levou prêmio de R$ 30 milhões; veja resultado do sorteio

Mega-Sena, concurso 3015: confira os números sorteados
O sorteio do concurso 3.015 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (6), em São Paulo.
Uma única aposta simples de 6 números levou o prêmio de R$ 30 milhões. A aposta ganhadora foi feita pelos canais digitais no Distrito Federal, em Brasília.
Veja os números sorteados: 09 – 18 – 26 – 31 – 53 – 58.
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Veja também quantos acertaram a quina e a quadra:
5 acertos: 68 apostas ganhadoras, R$ 37.037,29
4 acertos: 4.932 apostas ganhadoras, R$ 841,73
O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (9). A estimativa do prêmio é de R$ 3,5 milhões.
Resultado do sorteio número 3.015 da mega-sena.
Loterias Caixa
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 7 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Cartela da Mega-Sena com caneta
Lucas Amorelli/NSC
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo
Marcelo Brandt/G1