Pauta-bomba: Senado aprova 2 projetos de aumento de gastos públicos e envia outro a plenário

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) três propostas que elevam os gastos públicos, fazendo avançar a chamada “pauta-bomba”.
Duas delas seguem agora para a análise da Câmara dos Deputados. A outra ainda precisa passar pelo plenário da Casa (veja detalhes abaixo).

Um dos projetos cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo.
🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar)
Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação dos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional.
💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, custo financeiro para o Tesouro nacional pode chegar a R$ 140 bilhões nos próximos 10 anos. Essa despesa financeira acaba elevando ainda mais a dívida pública do país.
Agora no g1
Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque.
🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas.
Governo não apoia
Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda.
Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto.
“O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório”, disse Alcolumbre.
Nesta quarta, Alcolumbre também recebeu parlamentares da bancada ruralista e o governador Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, que pode ter muitos produtores beneficiados, que sofreram com o impacto das enchentes de 2024.
Nos bastidores, a decisão da cúpula do Senado de votar a proposta já estava tomada, mas pela boa relação com Durigan, Alcolumbre pediu que os senadores que lideraram as negociações, Renan Calheiros e Tereza Cristina, fossem até o Ministério da Fazenda para uma conversa.
Segundo interlocutores, os parlamentares estavam relutantes em ir até a sede da pasta e a visita foi apenas para avisar que iriam “atropelar” o governo na votação.
Robô que ‘mora’ no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural
Divulgação/Solinftec
A medida atende uma demanda histórica do setor agropecuário e chega em um contexto de aumento na frequência de desastres climáticos no país. Segundo um estudo citado no parecer do relator, os desastres climáticos causaram R$ 732 bilhões em prejuízos ao Brasil entre 2013 e 2024.
Para ter direito à linha de crédito, o produtor rural precisa comprovar, por meio de laudo técnico, perdas de pelo menos 30% da renda bruta esperada em duas ou mais safras entre os anos de 2019 e 2025.
As causas dos prejuízos podem ser eventos climáticos — como enchentes, secas, granizo, geadas e vendavais — ou até mesmo quedas nos preços de comercialização dos produtos agropecuários em função de conflitos internacionais.
Entretanto, os produtores precisam estar em estados ou municípios que tenham declarado estado de calamidade pública ou emergência, reconhecidos pelo Poder Executivo, seja federal ou estadual.
Renegociação das dívidas
O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio.
As taxas de juros variam conforme o porte do produtor rural:
3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores;
5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e
7,5% ao ano para os demais produtores rurais.
Os financiamentos serão fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como limite:
R$ 10 milhões por beneficiário; e
R$ 50 milhões para associações e cooperativas.
⏳ O prazo de pagamento é de 10 anos, com 3 anos de carência.
A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.
Fontes do financiamento  
De acordo com a proposta, o governo poderá utilizar recursos do Fundo Social originados:
das receitas correntes de 2026 e 2027; e
do superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026.
Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta.
Fundo Social
Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo.
O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito.
Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados.
Outras pautas-bomba
O Senado aprovou nesta quarta-feira (10) outros dois textos que pressionam as contas públicas.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deu aval à proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde e de combate a endemias. A matéria segue para análise do plenário.
💰O impacto estimado pelo Ministério da Previdência Social é de R$ 99 bilhões, considerando União, estados, Distrito Federal e Municípios.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou uma elevação do piso nacional dos médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, considerando 20 horas semanais.
O projeto foi aprovado de forma terminativa, isso significa que o texto seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelo plenário do Senado.
Pela proposta, o valor do piso será corrigido anualmente pela inflação, com adicional noturno de 50% sobre a hora diurna trabalhada.

Durigan diz que governo avalia vetar renegociação de dívidas rurais caso projeto passe na Câmara; Senado aprovou proposta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (10) que o governo federal avalia vetar ou acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores seja aprovado na Câmara dos Deputados. (entenda)
O Senado Federal aprovou nesta quarta o texto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo.
🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais.
Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o ministro da Fazenda, o impacto que a proposta teria não poderá ser absorvido pelas contas públicas.
“Partes do projeto tem que serem revistas na Câmara ou, eventualmente, [por meio de] veto do presidente. E se preciso, a gente vai questionar eventual ação do Congresso que não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal no STF. Isso tudo a ser avaliado com rigor, com serenidade, com ampla comunicação, amplo diálogo com o Congresso. Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa”, disse Durigan após a aprovação no Senado.
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O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional.
💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, custo financeiro para o Tesouro nacional pode chegar a R$ 140 bilhões nos próximos anos. Essa despesa financeira acaba elevando ainda mais a dívida pública do país.
Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque.
🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Cadu Gomes/VPR
Governo não apoia
Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda.
Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto.
“O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório”, disse Alcolumbre.
Renegociação das dívidas
O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio.
As taxas de juros variam conforme o porte do produtor rural:
3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores;
5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e
7,5% ao ano para os demais produtores rurais.
Os financiamentos serão fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como limite:
R$ 10 milhões por beneficiário; e
R$ 50 milhões para associações e cooperativas.
⏳ O prazo de pagamento é de 10 anos, com 3 anos de carência.
A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.
Fontes do financiamento
De acordo com a proposta, o governo poderá utilizar recursos do Fundo Social originados:
das receitas correntes de 2026 e 2027; e
do superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026.
Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta.
Fundo Social
Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo.
O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito.
Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados.

Trump reage a alta de preços nos EUA: 'Eu amo a inflação'

Donald Trump, presidente dos EUA
Reuters/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (10) a divulgação de que a inflação no país chegou a 4,2% nos 12 meses encerrados em maio, na maior alta desde abril de 2023.
“Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação”, disse Trump ao ser questionado sobre o possível impacto da alta dos preços no desempenho de aliados de seu partido que disputarão as eleições de meio de mandato, em novembro.
O republicano afirmou ainda que os EUA realizaram, no mês passado, uma missão secreta para liberar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. O fechamento da principal rota marítima por Teerã elevou os preços da gasolina, de fertilizantes e de outros produtos.
“Quando tudo isso acabar, vocês verão o preço do petróleo cair para o nível anterior”, afirmou. Vai despencar. Vai cair como uma pedra”.
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Segundo Trump, a missão secreta permitiu o transporte de mais de 100 milhões de barris de petróleo e a passagem de mais de 200 navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), divulgado nos Estados Unidos nesta quarta, é considerado um dos principais indicadores usados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nas decisões sobre a taxa de juros.
A alta dos preços pode dificultar a redução das taxas de juros pelo Fed, o que ajudaria a reduzir os custos do crédito. Trump defende cortes nos juros desde que voltou ao poder, em 2025.
Os Estados Unidos realizaram, na noite desta quarta-feira (10), uma nova onda de bombardeios contra o território iraniano, informou o Comando Central do Exército americano. Mais cedo, o Irã havia prometido retaliar.
Este é o segundo dia seguido em que os EUA realizam bombardeios contra o Irã desde o início do cessar-fogo entre os dois países. Segundo Washington, a primeira onda de ataques ocorreu em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelas forças iranianas.

Copa 2026: servidores federais poderão encerrar expediente 3 horas antes dos jogos do Brasil

Saiba horários dos jogos da Seleção Brasileira na Copa
O Ministério da Gestão e Inovação autorizou nesta quarta-feira (10) que os servidores federais façam um expediente menor nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
A portaria permite que os servidores saiam três horas antes do início da partida. A norma vale para a fase de grupos e também para o “mata-mata”, conforme o Brasil avançar nas fases da competição.
A regra vale também para empregados públicos celetistas, contratados temporários, estagiários e para os terceirizados que atuam nos prédios da administração pública federal e das autarquias.
A norma prevê que as horas não trabalhadas deverão ser compensadas depois. Quem não trabalhar e não compensar terá o desconto proporcional no contracheque.
Carlo Ancelotti completa 67 anos com um desafio inédito: a Copa do Mundo
“A medida busca dar previsibilidade ao funcionamento dos órgãos federais durante os jogos da Seleção, sem interromper a prestação de serviços à população”, diz o Ministério da Gestão e Inovação.
Ainda de acordo com a portaria, os órgãos públicos seguirão em funcionamento, inclusive no horário dos jogos. A medida permite que os servidores que assim desejarem possam trabalhar normalmente, sem mudar a escala.
Serviços essenciais também deverão ser mantidos sem interrupção. Nesse caso, caberá a cada gestor organizar as escalas para evitar a paralisação do atendimento.
A Seleção Brasileira venceu um amistoso contra o Panamá, no Maracanã, em 1º de junho de 2026
@mrancelotti/Instagram/Reprodução

Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto

Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes
Uma startup brasileira quer dar aos robôs uma coisa que muitos deles ainda não têm: um cérebro 🧠. A proposta é transformar máquinas que hoje fazem tarefas simples em equipamentos capazes de entender o ambiente e agir de forma mais autônoma.
O g1 conheceu o projeto durante a São Paulo Innovation Week, evento de tecnologia e inovação, realizado em maio na capital paulista.
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A criação do equipamento é da BotBot, startup fundada em janeiro de 2025 em São Paulo. O objetivo é que os robôs deixem de apenas executar movimentos programados e passem a interpretar informações do ambiente ao redor.
Com isso, eles podem ser usados em atividades como rondas patrimoniais, inspeções de segurança e monitoramento de áreas de risco.
“Ultimamente, a gente tem visto muito robô por aí. Eles fazem dancinhas e várias coisas diferentes. Mas, quando pensamos em aplicações para a indústria ou para a vida real, ainda falta utilidade prática. Usando IA, o BotBrain [nome do “cérebro”] é o que realmente deixa o robô mais útil e funcional”, diz Danielle Santos, chefe de projetos da BotBot.
Módulo acoplado ao robô permite que ele se torne mais inteligente.
Darlan Helder/g1
“A ideia é que ele consiga circular pelo ambiente para identificar se funcionários estão usando capacete, possam detectar vazamentos de gás ou até princípios de incêndio, tarefas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer hoje em dia”, completa Danielle.
Por enquanto, a tecnologia é voltada para empresas. Mas o projeto também abre caminho para que, no futuro, robôs mais “espertos” façam parte da rotina dentro de casa.
O aluguel do sistema custa US$ 1 mil por mês (cerca de R$ 5 mil) e não inclui o robô, que é vendido separadamente por outros fabricantes. Segundo Danielle, o valor ainda é elevado porque é uma tecnologia nova. Ela afirma que os clientes recebem atualizações sempre que o produto ganha melhorias.
Projeto não é exclusivo
Robô da Skild AI realizando tarefas domésticas.
Divulgação/Nvidia
A ideia da BotBot não é inédita. Outras empresas também trabalham para deixar robôs mais inteligentes usando IA.
É o caso da Skild AI, startup fundada em 2023. Segundo a Nvidia, parceira deles, o sistema já foi capaz de executar algumas tarefas simples, como limpar uma mesa de escritório e guardar um fone de ouvido dentro da própria caixa durante testes — coisas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer, ou não fazem muito bem.
Em janeiro deste ano, a Boston Dynamics, uma das principais fabricantes de robôs do mundo, anunciou uma parceria com o Google DeepMind para tornar robôs humanoides mais inteligentes com ajuda de IA.
Segundo as empresas, o objetivo é que esses robôs consigam executar tarefas industriais complexas, começando pela indústria automotiva.
Em entrevista ao g1, em fevereiro, Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, afirmou que o mercado já está de olho no “Physical AI”, termo usado para definir a integração entre IA e sistemas físicos, como robôs.
Segundo ele, a tecnologia já avançou a ponto de permitir respostas e raciocínios cada vez mais rápidos por parte das máquinas.
Como funciona o projeto brasileiro
BotBrain instalado em “cão-robô”.
Darlan Helder/g1
O equipamento usado pela startup brasileira é chamado de BotBrain, um dispositivo roxo que fica acoplado ao robô (veja na imagem acima). Segundo Danielle Santos, a tecnologia é compatível com robôs bípedes (humanoides), quadrúpedes (estilo “cachorrinho”) e modelos com rodinhas.
Em alguns robôs, o módulo físico pode ser instalado diretamente no equipamento. Em outros, porém, os fabricantes não permitem esse tipo de adaptação. Nessa situação, a empresa utiliza apenas o software do BotBrain, que é transferido para o robô. (veja na imagem abaixo)
O aparelho conta com câmeras, sensores e alto-falantes, e funciona integrado a um software no computador. Por meio dele, um humano pode monitorar, configurar e definir ações para o robô que recebe o “cérebro”.
Modelo de robô que não permite a instalação do “cérebro” físico.
Reprodução/Instagram
Segundo Danielle, o sistema permite que o equipamento tome decisões a partir de regras previamente definidas. Ela cita como exemplo um robô responsável por monitorar um ambiente com cinco portas.
“Suponhamos que o robô esteja em um ambiente com cinco portas. Ele já mapeou o local e entendeu que elas devem ficar fechadas. Se ele faz essa ronda a cada hora e encontra uma porta aberta, dependendo da configuração, pode enviar uma mensagem para a central de segurança”, diz.
A empresa afirma que a tecnologia também pode ser usada em atividades de monitoramento de estruturas como pontes e barragens. Nesses casos, o robô faz a inspeção e transmite para um humano as informações coletadas no local.
A startup tem atualmente nove funcionários e mantém escritórios em São Paulo e em Portugal. A empresa busca novos investimentos para expandir o negócio e afirma já ter despertado o interesse de companhias do exterior.
Robôs humanoides chineses superam humanos em meia-maratona em Pequim

Empresas admitem usar IA como pretexto para demissões e explicam motivos

Por que ninguém responde seu currículo?
🤖 A inteligência artificial (IA) está mesmo substituindo trabalhadores ou virou a desculpa perfeita para justificar cortes de pessoal? Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que a segunda hipótese pode ser mais comum do que parece.
Segundo um levantamento da Resume Templates com 1 mil gestores de contratação, 59% das empresas admitem destacar a inteligência artificial ao justificar demissões ou congelamentos de vagas porque essa explicação costuma ser melhor recebida do que razões ligadas a dificuldades financeiras.
Embora a IA apareça como o principal motivo citado para demissões, os próprios dados do levantamento indicam que a tecnologia ainda não substituiu trabalhadores em larga escala na maioria das empresas.
Apenas 9% dos gestores afirmam que determinadas funções foram completamente substituídas por IA. Já 45% relatam que a tecnologia reduziu parcialmente a necessidade de novas contratações, enquanto outros 45% dizem que ela teve pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho das equipes.
Os números sugerem que a principal influência da IA tem sido aumentar a produtividade e desacelerar admissões futuras, mais do que provocar uma eliminação em massa de postos de trabalho.
Isso torna ainda mais relevante outro resultado da pesquisa: a diferença entre o impacto efetivo da tecnologia e a forma como ela vem sendo utilizada na comunicação corporativa.
Entre os gestores entrevistados, 17% afirmam que suas empresas utilizam diretamente a inteligência artificial como justificativa para congelar vagas ou promover demissões. Outros 42% dizem fazer isso parcialmente.
Na prática, quase seis em cada dez empresas reconhecem que destacam o papel da IA porque essa narrativa costuma ser melhor recebida por funcionários, investidores e pelo mercado em geral.
Para Kara Dennison, consultora-chefe de carreira da Resume Templates, existe uma razão simples para isso.
“IA sugere progresso em vez de problemas”, afirma.
Segundo a especialista, mencionar inovação tecnológica transmite uma imagem de modernização e planejamento estratégico. Já atribuir cortes a dificuldades financeiras pode gerar preocupações sobre a saúde da empresa.
A consultora alerta, no entanto, que essa estratégia pode ter efeitos colaterais.
Se os funcionários não perceberem mudanças concretas provocadas pela tecnologia em suas atividades, a justificativa pode comprometer a confiança na liderança. Em vez de reduzir tensões, o discurso pode acabar alimentando dúvidas sobre os reais motivos por trás das decisões.
Ameaça da inteligência artificial de substituir o trabalho humano gera insegurança
Noah Berger/AP Images/picture alliance
Empresas seguem contratando
Apesar das preocupações com o avanço da automação, a pesquisa indica que o mercado de trabalho não deve entrar em retração.
Embora 55% das empresas planejem realizar demissões em 2026, 92% afirmam que pretendem contratar novos funcionários.
O cenário revela um mercado em constante movimentação e um discurso corporativo em que a inteligência artificial nem sempre aparece apenas como causa das mudanças, mas também como justificativa.
O resultado aponta para uma reorganização das equipes, na qual empresas eliminam determinadas posições enquanto reforçam outras consideradas mais estratégicas.
Os principais motivos apontados para as demissões são:
impacto da inteligência artificial, citado por 44%
reestruturações organizacionais, com 42%
restrições orçamentárias, com 39%
Segundo Kara Dennison, muitas empresas estão deixando de investir em cargos menos alinhados às novas prioridades do negócio para direcionar recursos a áreas ligadas à eficiência, tecnologia e crescimento.
“Estamos vendo um reequilíbrio da força de trabalho”, afirma a especialista. Segundo ela, as empresas estão priorizando “capacidade, flexibilidade e impacto” em vez de simplesmente manter estruturas tradicionais.
Quais profissionais continuam sendo disputados
O levantamento também ajuda a identificar quais perfis seguem valorizados em um mercado cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.
A habilidade mais procurada pelos empregadores é a capacidade de resolver problemas, apontada por 54% dos gestores como uma das três competências mais importantes para novas contratações.
Em seguida aparecem:
capacidade de aprender rapidamente novas ferramentas e tecnologias, com 44%
habilidades de comunicação, com 43%
adaptabilidade, com 39%
colaboração e trabalho em equipe, com 36%
Curiosamente, a familiaridade com ferramentas de inteligência artificial aparece atrás de todas essas competências, sendo citada por 31% dos entrevistados.
O resultado indica que, embora a tecnologia esteja transformando o ambiente corporativo, as empresas continuam valorizando habilidades humanas difíceis de automatizar, como pensamento crítico, aprendizado contínuo e capacidade de adaptação.
Outro dado chama atenção: apenas 21% dos gestores apontaram potencial de liderança entre as características prioritárias para novas contratações, sinalizando uma demanda maior por profissionais capazes de gerar resultados imediatos.
Como a pesquisa foi feita
O levantamento foi realizado pela Resume Templates em dezembro de 2025, com 1 mil gestores de contratação dos Estados Unidos.
Todos os participantes ocupavam cargos com influência direta ou responsabilidade sobre decisões de recrutamento em suas organizações.
A coleta de dados foi feita por meio da plataforma Pollfish, utilizando a metodologia Random Device Engagement, que recruta participantes por dispositivos móveis para ampliar a diversidade da amostra e reduzir vieses comuns em pesquisas online.
Segundo a empresa, as respostas foram anônimas e passaram por mecanismos de controle de qualidade antes da divulgação dos resultados.

Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões no ES

Porto de Vila Velha aumenta capacidade de armazenagem e movimentação de cargas
O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, inaugurou nesta quarta-feira (10) uma nova área de movimentação e armazenamento de cargas que deve ampliar em cerca de 40% sua capacidade operacional. O terminal se consolidou como a principal porta de entrada de carros elétricos e híbridos impórtados pelo Brasil.
O espaço, chamado Retroárea Penedo, recebeu investimento de R$ 35 milhões e tem aproximadamente 65 mil metros quadrados. A ampliação ocorre em um momento de crescimento das operações do terminal.
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Segundo o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), cerca de 90% das importações desses tipos de veículos entram no país pelo litoral capixaba, em sua maioria por meio do TVV.
Para o coordenador do Comitê Logístico do Sindiex, Breno Sasso, a nova área fortalece a posição do Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do país.
“Estamos muito satisfeitos com mais essa entrega, que representa uma melhora clara no fluxo de mercadorias. A ampliação beneficia exportadores e importadores ao aumentar a capacidade operacional do terminal e reduzir o tempo de permanência das cargas no porto”, avaliou.
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Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo
Divulgação/Log-In Logística Integrada
8 mil contêineres a mais por mês
A expectativa da Log-In Logística Integrada, empresa responsável pela administração do porto, é que a nova estrutura permita receber aproximadamente 8 mil contêineres a mais por mês. O complexo é o único do Espírito Santo que recebe contêineres.
Além de aumentar a capacidade de armazenamento, a medida deve reduzir gargalos logísticos e evitar que cargas precisem ser encaminhadas para portos de outros estados.
“Imagina um produtor do Norte do estado que precisa escoar uma carga e passa pela porta do porto sem conseguir operar aqui por falta de capacidade. Ele acaba tendo que levar essa carga para o Rio de Janeiro. Isso representa um custo enorme”, indicou o diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão.
Nos últimos 12 meses, o TVV movimentou cerca de 217 mil contêineres. Já a carga geral alcançou 929,7 mil toneladas em 2025, volume 30% superior ao registrado no ano anterior.
De acordo com Paixão, a ampliação também cria condições para atrair novas operações para o Espírito Santo. Além dos veículos elétricos, setores como o offshore e a siderurgia podem ampliar o uso da estrutura portuária capixaba.
O ganho de eficiência também pode trazer reflexos econômicos. Com operações mais ágeis e menor necessidade de deslocamento de cargas, a tendência é de redução desses custos ao longo da cadeia logística.
Porto que é porta de entrada dos carros elétricos importados pelo Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo
Ana Elisa Bassi/g1 ES
“Hoje, cerca de 16% do PIB brasileiro é consumido por custos logísticos. Esse custo acaba compondo o preço final dos produtos e também afeta a competitividade das exportações. Ganhos de eficiência na operação ajudam a reduzir esse impacto e tornam a cadeia logística mais competitiva”.
O diretor destacou ainda que a expansão também gerou empregos.
“Só para este projeto, contratamos cerca de 100 novos profissionais, que já estão atuando nas operações da nova área. Além dos empregos diretos, a expansão também gera oportunidades para empresas terceirizadas e outros serviços ligados à atividade portuária”.
A entrada em operação da Retroárea Penedo encerra um ciclo de investimentos de R$ 205 milhões realizado pela Log-In, desde 2021, no TVV. A empresa informou ainda que pretende investir mais de R$ 500 milhões no terminal até 2048, dentro do contrato de concessão.
Terminal portuário do Espírito Santo amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões.
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Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Vai assistir aos jogos da Copa durante o expediente? Veja como se comportar

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista
A Copa do Mundo 2026 começou nessa quinta-feira (10) e a estreia da seleção brasileira está marcada para este sábado (13). O clima de Mundial já começou a tomar conta do país, inclusive nos ambientes de trabalho.
A expectativa em torno dos jogos reacende dúvidas sobre folgas, flexibilização de horários e até como acompanhar as partidas durante o expediente.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O calendário da seleção brasileira tem os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, no sábado (13). Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis.
Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir – o que significa mais partidas em dias de trabalho caso a seleção siga no torneio. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México.
No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada durante a Copa, mas isso não é uma obrigação legal. (veja se você tem direito à folga)
Para quem vai seguir trabalhando normalmente, é importante ficar atento, já que nem todas as empresas adotam regras mais flexíveis durante a Copa. Quem pretende acompanhar os jogos durante o expediente deve verificar previamente se há autorização para esse tipo de prática.
Segundo Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, o ideal é consultar as normas internas ou alinhar previamente com a liderança.
Torcer, comentar as partidas e participar de ações internas pode fortalecer a integração entre os times, desde que isso não comprometa as entregas, o atendimento aos clientes ou o respeito entre colegas.
Segundo ele, gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e abandono das responsabilidades estão entre os comportamentos que mais geram desconforto no ambiente corporativo durante os jogos.
“Também é importante lembrar que nem todos gostam de futebol, então o respeito à diversidade de perfis e interesses precisa prevalecer”, completa.
Outro ponto de atenção, segundo Renato, é o uso excessivo do celular e das redes sociais durante o expediente. Para ele, acompanhar rapidamente o placar não costuma ser um problema, mas o excesso pode transmitir falta de comprometimento e desatenção ao trabalho.
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Equilíbrio entre lazer, respeito e responsabilidade
Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a Copa pode fortalecer o clima organizacional, desde que o profissionalismo seja mantido. “A descontração não é um ‘passe livre’ para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma.
De acordo com a especialista, o limite é ultrapassado quando o comportamento começa a afetar a rotina da equipe, atrapalhar entregas ou incomodar colegas que não estão acompanhando os jogos. Para ela, respeitar quem não gosta de futebol também faz parte da convivência profissional.
A especialista orienta que trabalhadores conversem previamente com gestores e equipes para alinhar horários e demandas antes das partidas. Entre as alternativas estão antecipar entregas, utilizar áreas comuns da empresa para assistir aos jogos ou compensar horas posteriormente.
Ela explica que a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, prática adotada por muitas empresas durante eventos esportivos. “A produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer”, afirma.
Apesar do clima descontraído, Eliane alerta que algumas atitudes podem trazer consequências disciplinares. Xingamentos, provocações agressivas e ofensas direcionadas a colegas podem ser enquadrados como desrespeito ao código de conduta da empresa e até gerar punições.
Além disso, abandonar o posto sem avisar, ignorar clientes, consumir bebida alcoólica ou exagerar no uso do celular durante o expediente também podem prejudicar a imagem profissional.
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Marcelo Brandt/G1
Chave está no planejamento
Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em trabalho temporário e por projeto, afirma que a chave está no planejamento.
Segundo ele, muitas empresas conseguem criar ações leves, como transmissão dos jogos, flexibilização pontual de horários ou pausas programadas, sem impactar a operação. “O importante é alinhar previamente expectativas, prioridades e responsabilidades”, afirma.
Para evitar problemas, Fernando defende que o setor de Recursos Humanos (RH) da empresa estabeleça orientações claras antes do início dos jogos. As regras podem envolver:
Horários;
Uso de espaços comuns;
Dress code (código de vestimenta);
Consumo de álcool;
Postura esperada durante as partidas.
“O bom senso é importante, mas orientações claras ajudam a evitar ruídos”, explica. Ele também alerta para o consumo de álcool em confraternizações corporativas.
“Mesmo em momentos de confraternização, o ambiente continua sendo corporativo. O consumo excessivo pode gerar situações inadequadas e impactos no clima organizacional”, afirma.
Segundo Fernando, as ações relacionadas à Copa devem ser opcionais, já que nem todos gostam de futebol ou querem participar das atividades internas.
“O ideal é evitar pressão social para participação e garantir que quem prefira manter a rotina normal também se sinta respeitado”, diz.
Na avaliação do especialista, a Copa pode tanto fortalecer a integração entre equipes quanto evidenciar problemas de convivência já existentes dentro das empresas.
Quando bem conduzida, a Copa cria momentos de conexão, engajamento e fortalecimento da cultura organizacional. Mas também pode evidenciar problemas já existentes, como falta de respeito, exclusão ou dificuldades de convivência.
Como se comportar durante os jogos da Copa no trabalho
Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo:
🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor.
🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo.
👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos.
👩🏽‍💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes.
📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional.
⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo.
😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho.
😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina.
🧘🏼‍♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade.
💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional.
🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando.
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Marcelo Brandt/G1
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