Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade

Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade
Elon Musk se tornou nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário da história após a estreia da SpaceX na Nasdaq, principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Google e Microsoft.
Vale destacar que, antes mesmo de se tornar um trilionário, Musk já liderava a lista da revista Forbes de pessoa mais rica do mundo. (conheça a trajetória dele).
Após a estreia da SpaceX na bolsa, a Forbes passou a classificar Elon Musk como o primeiro trilionário da Terra e estimou sua fortuna em US$ 1,1 trilhão na manhã desta sexta-feira.
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Com alta expectativa, as ações da SpaceX disparavam quase 30% em sua estreia, sendo negociadas a US$ 173,65 (R$ 893,92) perto das 14h50.
“Ele criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. Só a Starlink (braço da SpaceX) acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento”, afirma ao g1 Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures.
Elon Musk em um evento de luta livre que aconteceu na Filadélfia, nos Estados Unidos.
Matt Rourke/ AP Foto
Quem é Elon Musk, agora um trilionário
Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos. Ele viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos.
Começou a faculdade na Queen’s University em Ontário, no Canadá, mas, no meio da graduação, se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos EUA, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia.
Musk aprendeu a programar sozinho e criou jogos na adolescência.
Elon Musk em foto de 13 de agosto de 2021
Patrick Pleul/Reuters
Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas online. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq.
Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros online e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal, que acabou virando o nome do negócio.
Em outubro de 2002, a eBay adquiriu a PayPal por US$ 1,5 bilhão em ações.
Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo.
Alguns meses antes, em 2002, Musk havia criado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial.
Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já apostou nos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neurociência.
Elon Musk comprou a rede social Twitter em outubro de 2022, após uma negociação de cerca de seis meses marcada por disputas e tentativas de desistência. O acordo foi fechado por US$ 44 bilhões e deu a ele o controle total da plataforma.
A trajetória começou em março daquele ano, quando Musk adquiriu 9,2% das ações da empresa e se tornou seu maior acionista individual. Meses depois, ele questionou a quantidade de contas falsas na rede social e tentou abandonar o negócio, mas o Twitter recorreu à Justiça para exigir o cumprimento do acordo.
A primeira aparição dele no ranking dos bilionários da revista “Forbes” foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Dez anos depois, ele somava US$ 219 bilhões, quando ocupou o topo da lista pela primeira vez.
Em 2021, Musk foi eleito a “Personalidade do Ano” em 2021 pela revista “Time”. Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson, o mesmo que escreveu a história de Steve Jobs em 2011.
Quais são as empresas de Musk
⚡TESLA
Tesla inaugura fábrica em Xangai, na China
Yilei Sun/Reuters
Desde 2004, Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos Tesla, fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning.
Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo; o primeiro modelo foi lançado em 2009. Foi a partir daí que ele começou a ganhar atenção da mídia.
A Tesla também obteve notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante.
Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje.
Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produziu painéis para captação de energia solar.
Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores.
🚀SPACEX
Missão da SpaceX em 2021 foi um marco para o turismo espacial
AFP/Inspiration4
Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa. A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens.
O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço.
Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas “comuns” à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais.
Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic.
O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023.
🛰️ STARLINK
Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile
Tim Abott/CTIO
A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas “constelações de satélites”, que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida.
A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo.
OUTROS NEGÓCIOS
🧠 NEURALINK: ele também está envolvido na startup de neurociência que quer “conectar cérebros a computadores”. O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento.
A Neuralink já fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia.
O agora trilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável.
🤖 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Musk também foi um dos fundadores da OpenAI, de inteligência artificial, a qual deixou em 2018. Quatro anos depois, a startup se tornou famosa pela criação do ChatGPT. Musk, que passou a ser um crítico da OpenAI, criou sua própria empresa de IA, a xAI. em 2023.
Em fevereiro deste ano, a SpaceX anunciou a compra da xAI. Com a operação, a empresa de foguetes também passou a controlar o X, já que a rede social atualmente faz parte da estrutura da companhia de inteligência artificial.
🚅 TRANSPORTE: Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de “hyperloop”).
Tem muitos filhos e mãe é tiktoker
CEO da Tesla, Elon Musk, e seu filho X Æ A-12 caminham no dia em que o Premier chinês Li Qiang se encontra com CEOs americanos, em Pequim.
REUTERS/Go Nakamura/Pool
A biografia “Elon Musk” , lançada em 2023, mostra o empresário como um homem infantilizado, que tirou suas ideias sobre o mundo de videogames, quadrinhos e livros de ficção científica, conforme reportou o “Fantástico”, em entrevista com o autor, o jornalista Walter Isaacson.
Segundo o escritor, Musk é obcecado com a ideia da humanidade estar em perigo na Terra, sobretudo com o avanço da IA. Daí a ideia de colonização em Marte, uma das missões que ele prevê para a SpaceX. Isso também explicaria por que o empresário tem tantos filhos.
A LETRA X – O trilionário também seria fascinado pela letra X, uma influência dos personagens de X-Men. Além de a letra renomear o Twitter e batizar modelos de carros da Tesla, ela também aparece nos excêntricos nomes de herdeiros de Musk.
Em 2020, ele deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sexto filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, já separada de Musk, ela afirmou que teve também uma filha com o trilionário, chamada Exa Dark Sideræl Musk.
E, em 2023, a biografia do empresário revelou um terceiro bebê do ex-casal chamado Techno Mechanicus.
O site “Business Insider” também reportou que, em 2021, ele teria tido gêmeos com Shivon Zills, uma executiva da Neuralink, a startup de Musk no campo da neurociência. O autor da biografia do trilionário disse que conheceu as crianças, chamadas Azure e Strider, e postou uma foto delas com o casal.
Musk já era pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: gêmeos nascidos em 2004 e trigêmeos nascidos em 2006 — todos com nomes menos complicados, entre eles Xavier (também um personagem de X-Men).
O casal ainda perdeu o primeiro bebê, que sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento. Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou.
Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos mais velhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA.
Filha de Musk, Vivian Jenna Wilson, que é uma mulher trans, retificou seu nome em 2022 e não quis manter o sobrenome do pai. Ela justificou a mudança por causa de sua identidade de gênero e “pelo fato de eu não viver ou desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma”.
MÃE E MODELO – A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem atualmente mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e 1,5 milhão no X, onde costuma defender o filho.
Kimbal Musk, irmão mais novo de Musk, também tem perfis públicos nas redes, onde se apresenta como chef, empreendedor e filantropo. Ele faz parte do conselho da Tesla.
Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022
Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
AUTISMO – Em maio de 2021, durante uma aparição no programa americano “Saturday Night Live”, Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve.
“Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete”, declarou. “Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?”
Assim o biógrafo Isaacson definiu Musk ao Fantástico: “Ele meio que tem personalidades múltiplas. Numa reunião faz piadas, é gentil e inspirador e tem ótimas ideias. Aí alguém diz algo que pra ele é um gatilho, e ele entra num estado que uma das amigas chama de ‘modo demoníaco’, muito severo com as pessoas. E aí quando volta, ele mal se lembra do que fez.”
Colecionador de polêmicas
Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X.
Já apresentou por uma noite o programa de humor americano “Saturday Night Life”, que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi filmado fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube.
Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018
Reprodução/YouTube
No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar “terremotos” nos mercados de ações e de criptomoedas.
Ele já foi até punido por isso por autoridades americanas, após um post sobre a Tesla, em 2018.
Apesar de ser usuário superativo, Musk sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo, que a rede social “censurou” Donald Trump ao bani-lo, no começo de 2021.
A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts nas redes.
Musk acabou devolvendo o perfil a Trump depois de comprar a plataforma, em 2022.
Durante a pandemia, também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina.
Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo.
O trilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de “manobra de relações públicas” e disse que Musk poderia “enfiar o submarino onde dói”.
A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk.
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O que é liquidação extrajudicial, termo usado em e-mail enviado por engano pelo Nubank

Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York.
Brendan McDermid/ Reuters
Alguns clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), e-mails informando sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central (BC).
Uma liquidação extrajudicial é uma medida aplicada a instituições financeiras em situação de insolvência ou com graves problemas financeiros. O objetivo é encerrar as atividades da empresa de forma organizada, preservar o patrimônio disponível e garantir o pagamento dos credores.
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🔍 Insolvência é quando as dívidas de uma empresa ou de pessoa física superam seu ganhos, logo não é possível arcar com os compromissos financeiros.
Quando a liquidação é decretada, a instituição deixa de operar e é retirada do Sistema Financeiro Nacional. A partir desse momento, suas atividades são interrompidas e todas as dívidas e obrigações passam a ser consideradas vencidas.
Os bens e recursos da instituição são então utilizados para quitar, na medida do possível, os débitos com credores, seguindo a ordem de prioridade prevista na legislação.
Nesses casos, clientes que tenham até R$ 250 mil em investimentos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que funciona como uma espécie de seguro para correntistas, poupadores e investidores. O fundo garante o ressarcimento de aplicações financeiras até os limites estabelecidos pelas regras da instituição.
O que aconteceu com o Nubank
As mensagens foram enviadas por engano, o banco não foi liquidado e segue operando normalmente.
O g1 teve acesso a um dos e-mails enviados a partir de um domínio oficial da empresa. Na mensagem, o Nubank informava que o BC havia determinado a liquidação da instituição e que “o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente”. O texto orientava os clientes a solicitar o ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
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Procurado, o Nubank afirmou que “lamenta o envio indevido de uma mensagem a clientes” e informou que o episódio decorreu de um erro operacional pontual, que está sendo investigado internamente.
“O caso não tem qualquer relação com a segurança da plataforma, a proteção das informações dos clientes ou a solidez da companhia. As operações do Nubank seguem normalmente, com segurança e estabilidade”, diz a nota enviada pelo banco.
O g1 também procurou o Banco Central, que afirmou que não procede a informação de que a instituição tenha decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não respondeu.
Nas redes sociais, clientes do banco relataram estranheza com a mensagem recebida. Veja abaixo algumas das publicações.
Agora no g1
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*Esta reportagem está em atualização

Ações da SpaceX disparam quase 20% em estreia na Nasdaq

SpaceX abre capital e Musk fica trilionário
O IPO da SpaceX surpreendeu até os investidores mais otimistas. Segundo a Bloomberg, investidores de varejo — pessoas físicas — enviaram mais de US$ 70 bilhões em pedidos para participar da oferta.
Com a demanda acima do esperado, as ações da SpaceX subiam quase 30% em sua estreia na Nasdaq nesta sexta-feira (12) e eram negociadas a US$ 173,65 (R$ 893,92) por volta das 14h50. Na esteira, Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história.
No fechamento do dia, a alta perdeu força e encerrou em 19,2%.
A empresa de Elon Musk chegou à bolsa após precificar seu IPO em US$ 135 por ação e captar cerca de US$ 75 bilhões (R$ 386,1 bilhões). Antes mesmo do início das negociações, porém, os sinais de interesse já chamavam a atenção em Wall Street.
A expectativa era de que esse grupo recebesse pelo menos 20% das ações distribuídas no IPO. Ainda assim, a procura superou com folga a quantidade de papéis disponível.
▶️ Na prática, isso significa que muitos investidores receberam menos ações do que solicitaram ou ficaram completamente de fora da oferta. Parte dessa demanda migrou para o mercado aberto assim que as negociações começaram, o que aumentou a procura pelos papéis e ajudou a impulsionar as cotações.
SpaceX lança Starship, nave mais poderosa do mundo
Reprodução
A tese por trás da SpaceX
O movimento ajuda a explicar por que a estreia da SpaceX era acompanhada com tanta atenção. A lógica é simples: quando há mais compradores do que ações disponíveis, os preços tendem a subir até que a oferta e a demanda encontrem um ponto de equilíbrio.
O interesse pela companhia também reflete a posição singular da SpaceX no mercado.
▶️ Embora tenha encerrado 2025 com receita próxima de US$ 18,7 bilhões e prejuízo líquido de cerca de US$ 4,9 bilhões, a empresa é vista por muitos investidores menos pelos resultados atuais e mais pelo potencial de crescimento de seus negócios.
Hoje, a SpaceX reúne atividades que vão além dos lançamentos espaciais. A empresa controla a rede de internet via satélite Starlink, atua em projetos ligados à inteligência artificial por meio da xAI e desenvolve o Starship, foguete considerado peça-chave de seus planos para reduzir os custos de acesso ao espaço.
Saiba mais sobre o IPO da SpaceX abaixo:
IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão?
Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

MrBeast bate recorde e supera 500 milhões de inscritos; conheça o maior youtuber do planeta

Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast
Richard Shotwell/Invision/AP
MrBeast, maior youtuber do mundo, alcançou um marco inédito nesta sexta-feira (12) ao se tornar o primeiro criador de conteúdo individual a ultrapassar a marca de 500 milhões de inscritos na plataforma.
A informação foi celebrada pelo próprio Youtube em seu site oficial.
Quem é MrBeast
Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações, que frequentemente misturam entretenimento e ações de impacto social.
MrBeast ganhou projeção ao reinvestir praticamente tudo o que ganha na produção de novos conteúdos. Entre seus vídeos mais populares está a recriação, na vida real, da série Round 6, com prêmio de US$ 456 mil. Ele também já gravou conteúdos com celebridades como Cristiano Ronaldo.
Um de seus vídeos, ele chamou atenção por ter sido gravado na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, considerada uma das áreas mais perigosas do mundo devido à grande concentração de serpentes venenosas.
Durante a filmagem, MrBeast e sua equipe passaram uma noite no local e usaram equipamentos de proteção para evitar ataques das cobras.
Além do YouTube, MrBeast expandiu seus negócios para outras áreas. No Brasil, lançou a hamburgueria MrBeast Burger, que opera apenas por delivery em algumas cidades, com preços populares. A marca surgiu nos EUA em 2020 e se espalhou para mais de 1.700 pontos de venda no mundo.
O influenciador também criou o reality show Beast Games, exibido no Prime Video, que reuniu mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões.
O programa, porém, é alvo de processos judiciais movidos por participantes, que alegam terem sido submetidos a condições inadequadas e a um ambiente marcado por misoginia e sexismo.
Acusação de assédio moral
Em abril deste ano, uma brasileira afirmou ter sofrido assédio sexual e moral durante o período em que trabalhou na empresa do youtuber na empresa do youtuber, a MrBeast Industries. Lorrayne Mavromatis expôs o caso em um vídeo publicado em seu Instagram.
“Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra, apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma rodada de aplausos”, relatou ela.
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TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda

O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma gratificação para servidores que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento e desempenham atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional.
💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores.
Em nota, o TCU afirmou que a gratificação alcançará um “número restrito de servidores” e que o impacto financeiro da medida está compatível com as dotações orçamentárias aprovadas para o órgão. A Corte não detalhou, no entanto, quantos servidores serão contemplados.
A medida foi formalizada em ato publicado no boletim interno do tribunal nessa quinta-feira (11), assinado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e pelo vice-presidente, ministro Jorge Oliveira.
A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pelo g1.
Segundo o TCU, a gratificação foi instituída nos mesmos moldes de medidas implementadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF).
Agora no g1
Na justificativa da criação da Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica, de Fiscalização e de Gestão Institucional (GAAC), os ministros afirmam que o tribunal lida com um elevado volume de trabalho e que recebe, em média, cerca de 6 mil processos por ano e aprecia aproximadamente 80 mil atos de pessoal para fins de registro a cada exercício.
De acordo com a portaria, o tribunal acompanha, anualmente, cerca de R$ 16,4 trilhões sob a ótica patrimonial, que considera bens, direitos e obrigações, e R$ 7 trilhões na perspectiva orçamentária, relacionada às receitas arrecadadas e às despesas empenhadas.
“A GAAC possui natureza estritamente indenizatória e não integrará o vencimento ou a remuneração do cargo efetivo, tampouco comporá a base de cálculo para fins previdenciários ou para a apuração de quaisquer outros adicionais e gratificações”, diz trecho da portaria.
“O TCU esclarece, ainda, que a instituição da gratificação decorre de ato administrativo editado no exercício de sua competência constitucional e em consonância com práticas recentemente adotadas por outros órgãos de cúpula do sistema de Justiça”, completou o tribunal, em nota.
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU)
Divulgação/TCU

Anthropic suspende modelos de IA após EUA restringirem acesso de estrangeiros

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta sexta-feira (12) a suspensão global de dois de seus modelos mais recentes, o Fable 5 e o Mythos 5, após receber uma determinação do governo dos Estados Unidos baseada em questões de “segurança nacional”.
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Segundo a companhia, a ordem impede que qualquer cidadão estrangeiro tenha acesso aos sistemas, independentemente de estar dentro ou fora dos EUA. A restrição também se aplica a funcionários estrangeiros da própria Anthropic.
Diante da abrangência da medida, a empresa decidiu desativar imediatamente os dois modelos para todos os usuários.
Em comunicado, afirmou que “o efeito dessa ordem é que precisamos desativar imediatamente o Fable 5 e o Mythos 5 para todos os nossos usuários, a fim de garantir o cumprimento” da determinação. Os demais sistemas da companhia seguem disponíveis normalmente.
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A decisão está entre as medidas mais amplas já adotadas pelo governo americano para restringir o acesso a ferramentas avançadas de inteligência artificial.
Ela foi anunciada apenas alguns dias após o lançamento público do Fable 5 e cerca de dez dias depois de o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que cria mecanismos para avaliar possíveis riscos à segurança nacional antes da divulgação de novos sistemas de IA.
Agora no g1
Anthropic questiona justificativa do governo americano
Embora tenha cumprido a determinação, a Anthropic questionou a forma como o processo foi conduzido. Segundo a empresa, a diretiva foi recebida na tarde de sexta-feira e não apresentava informações detalhadas sobre quais seriam os riscos identificados pelas autoridades.
A companhia afirmou acreditar que a preocupação do governo esteja relacionada a uma possível forma de contornar algumas das barreiras de segurança do Fable 5.
Após analisar a demonstração apresentada pelas autoridades, a empresa concluiu que a técnica apontada permitia identificar apenas um número limitado de falhas já conhecidas e que capacidades semelhantes podem ser encontradas em outros sistemas disponíveis no mercado.
A Anthropic também informou que submeteu o Fable 5 a uma série de testes antes do lançamento, em parceria com órgãos governamentais, organizações independentes e equipes internas. De acordo com a empresa, os resultados indicaram que as proteções adotadas no modelo são mais eficazes do que as utilizadas em versões anteriores.
No comunicado, a companhia afirmou discordar da retirada de um produto amplamente disponibilizado ao público com base em um método específico de contornar suas proteções.
“Acreditamos que o governo deveria ter a capacidade de bloquear implantações inseguras, como parte de um processo legal transparente, justo, claro e fundamentado em fatos técnicos”, declarou. “Esta ação não está em conformidade com esses princípios.”
A empresa classificou o episódio como um “mal-entendido” e disse estar trabalhando para restabelecer o acesso aos dois modelos “o mais breve possível”.
Até o momento, o governo americano não divulgou detalhes adicionais sobre as preocupações que motivaram a restrição.
*Com informações das agências de notícias Associated Press e AFP
Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA
Reuters/Dado Ruvic/Illustration

Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre decepção

Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre o tema
Horas antes da convocação oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, o goleiro Hugo Souza apareceu diante da câmera do próprio canal no YouTube tentando controlar a ansiedade. Cercado de amigos e familiares, acompanhava ao vivo a lista anunciada por Carlo Ancelotti.
Nos últimos meses, Hugo vinha sendo chamado com frequência pelo treinador italiano e atravessava uma das fases mais consistentes de sua carreira.
Então, os nomes começaram a ser anunciados: Alisson, Ederson e Weverton. E não o dele.
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👨‍💻 A repercussão foi imediata. O que se viu ali foi a reação de alguém percebendo que um dos maiores objetivos da carreira não se concretizaria.
Esse sentimento também foi vivido recentemente pelo lateral-direito Wesley, que viu o sonho da primeira Copa acabar antes mesmo de começar. Convocado para o torneio, ele sofreu uma lesão no último amistoso da Seleção, contra o Egito, e acabou cortado da competição
Nas redes sociais, afirmou que encarava o momento “de cabeça erguida” e que voltaria ainda mais forte.
Os dois casos ilustram formas diferentes de uma mesma experiência: lidar com a frustração quando um objetivo profissional muito aguardado fica pelo caminho. Não é à toa que histórias como essas despertam tanta identificação.
Goleiro Hugo Souza ficou fora da convocação para a Copa de 2026
GIF/ Hugo Souza
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, isso acontece porque as situações vividas por Hugo e Wesley dialogam com experiências que acontecem diariamente fora dos gramados.
Elas se repetem quando um profissional espera uma promoção que não vem. Quando alguém passa meses em um processo seletivo e recebe uma negativa. Quando anos de preparação parecem insuficientes diante de uma rejeição difícil de explicar racionalmente.
No esporte, porém, esse tipo de frustração costuma ocorrer diante de milhões de pessoas.
Como lidar com a frustração profissional?
Enquanto o público acompanha quem garantiu uma vaga na Seleção Brasileira, há também outro lado da convocação: o dos atletas que precisam reorganizar emocionalmente a própria trajetória após ficarem de fora da competição mais importante da carreira.
Essa reorganização não é simples. Principalmente porque, tanto no esporte quanto no ambiente corporativo, desempenho e identidade muitas vezes acabam se confundindo, explicam especialistas.
O pesquisador da USP Gustavo Drago, que já atuou no planejamento e monitoramento da preparação de delegações que disputaram os Jogos Olímpicos de Pequim, Londres e Rio de Janeiro, afirma que uma das questões que mais chamaram sua atenção ao longo da carreira foi perceber como pessoas submetidas às mesmas pressões podem reagir de formas completamente diferentes.
🕵️‍♀️ Segundo ele, estudos mostram que alguns atletas, em jogos fora de casa, interpretavam o ambiente adverso como uma ameaça. A pressão da torcida, as provocações e a sensação de hostilidade vinham acompanhadas de alterações fisiológicas relevantes, como aumento de cortisol, insegurança e comportamentos mais hesitantes em campo. Outros, porém, viam aquele ambiente como estimulante e apresentavam respostas físicas ligadas à competitividade, maior intensidade e decisões mais corretas.
Esse processo ajuda a entender por que rejeições profissionais afetam as pessoas de maneira tão diferente, explica Drago. Na avaliação do pesquisador, o sofrimento não surge apenas da negativa em si, mas também da interpretação que cada pessoa constrói sobre ela.
Quando um atleta fica fora de uma convocação importante, ou quando um profissional perde uma promoção aguardada, a sensação frequentemente ultrapassa a frustração pontual. Em muitos casos, passa a atingir diretamente a autoestima, a identidade e a percepção de valor pessoal.
Segundo Drago, isso acontece porque muitas pessoas constroem a própria identidade em torno do desempenho. A carreira deixa de ser apenas uma dimensão da vida e passa a funcionar como medida de reconhecimento, competência e pertencimento.
Quando o resultado esperado não se concretiza, existe o risco de a pessoa deixar de enxergar a situação como um episódio específico e passar a interpretá-la como uma definição permanente sobre si mesma.
Na avaliação do pesquisador, é justamente aí que está a diferença entre uma frustração saudável e outra destrutiva.
A primeira provoca dor, mas ainda permite aprendizado, adaptação e continuidade.
Já a segunda transforma a rejeição em uma narrativa de incapacidade.
“O problema começa quando a pessoa deixa de enxergar a rejeição como um episódio e passa a enxergar aquilo como definição de valor pessoal”, afirma Drago.
Atletas aprendem a se reorganizar após derrotas, enquanto no meio corporativo há uma cobrança irreal por crescimento linear contínuo.
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Mercado de alta performance
A discussão ganha ainda mais complexidade em um mercado de trabalho cada vez mais orientado pela lógica da alta performance. Muitos ambientes corporativos passaram a reproduzir uma dinâmica semelhante à do esporte de alto rendimento, marcada por cobrança contínua, pressão por resultados e exigências constantes.
A diferença, conta Drago, é que o esporte costuma oferecer estruturas de suporte emocional e recuperação que raramente existem na mesma proporção dentro das empresas.
🧘‍♂️ Enquanto atletas contam com acompanhamento psicológico, controle de carga, períodos de descanso e preparação mental, muitos trabalhadores convivem apenas com a exigência permanente por produtividade.
De acordo com o pesquisador, o cérebro humano tende a funcionar melhor quando o desafio vem acompanhado de um mínimo de segurança psicológica. Quando o medo de errar se torna permanente, a mente entra em modo de autoproteção, o que pode reduzir a espontaneidade, a criatividade e a capacidade de decisão.
“O medo constante de falhar faz o cérebro entrar em modo de autoproteção”.
No esporte, segundo Drago, um atleta excessivamente preocupado em não falhar pode hesitar em momentos decisivos. No ambiente corporativo, isso costuma se manifestar como perfeccionismo extremo, procrastinação, insegurança constante e dificuldade de inovar.
Já para o sócio de Auditoria da CLA Brasil, Thiago Brehmer, a intensidade emocional dessas rejeições também está diretamente ligada ao investimento feito ao longo da trajetória.
🏆 Segundo ele, tanto no esporte quanto nas empresas há um acúmulo de expectativas, dedicação e esforço em torno de determinados objetivos. Quando eles não se concretizam, muitas pessoas sentem não apenas frustração, mas também uma espécie de desvalorização simbólica da própria caminhada.
Brehmer avalia que o esporte oferece uma lição importante sobre reconstrução emocional, já que atletas aprendem desde cedo que derrotas, cortes e recusas fazem parte do processo competitivo.
Permanecer paralisado pela frustração pode comprometer a continuidade da carreira, ressalta o especialista. Por isso, eles desenvolvem a capacidade de reorganização emocional, ajuste de rota e retomada da preparação.
“As promoções não conquistadas, projetos recusados ou vagas perdidas não precisam ser interpretados como fracassos definitivos, mas como parte de um processo contínuo de desenvolvimento e reposicionamento.”
No ambiente corporativo, porém, essa relação com o fracasso costuma ser mais difícil. Existe uma expectativa silenciosa de crescimento linear, como se carreiras bem-sucedidas fossem construídas sem interrupções, recusas ou perdas de espaço.
Segundo Brehmer, a frustração deixa de ser saudável quando passa a afetar de forma contínua a motivação, a autoestima e o funcionamento cotidiano.
🚣‍♀️ A pressão constante por desempenho também evidenciam como as discussões sobre recuperação emocional ainda enfrentam resistência dentro das empresas, segundo os especialistas.
Drago afirma que, no esporte de alto rendimento, o descanso não é visto como perda de tempo, mas como parte estratégica da performance. Nenhum atleta sustenta intensidade máxima sem recuperação física e mental adequada.
No ambiente corporativo, porém, ainda persiste uma cultura que associa comprometimento à hiperdisponibilidade, ao excesso de horas trabalhadas e à produtividade contínua.
Para o pesquisador, isso cria um paradoxo cada vez mais evidente: empresas exigem criatividade, clareza emocional, inovação e decisões rápidas de profissionais submetidos a níveis constantes de exaustão.
O resultado, segundo ele, é o aumento da ansiedade, do burnout, da insônia, do esgotamento emocional e da perda de qualidade de vida.
“Não existe alta performance na presença de esgotamento crônico (…) sustentabilidade emocional deveria ser entendida como estratégia de performance, e não como benefício secundário”.
Brehmer concorda e defende que organizações capazes de equilibrar cobrança por resultados com segurança emocional tendem a formar equipes mais resilientes e preparadas para lidar com a pressão.
“O esporte mostra que recuperação não é pausa improdutiva, mas parte estratégica da consistência (…) organizações que compreendem isso tendem a formar equipes mais resilientes, inovadoras e menos vulneráveis ao esgotamento”, conclui.
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