Nubank diz que 'desenvolvedor acionou por engano' comando que enviou mensagem sobre liquidação extrajudicial

Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York.
Brendan McDermid/ Reuters
O Nubank explicou, em comunicado enviado à imprensa neste sábado (13), os motivos que levaram ao envio, por engano, de uma mensagem anunciando a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
De acordo como o comunicado, o “episódio foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente”.
“Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão”, diz a nota.
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Ainda de acordo com o comunicado, a situação atingiu um grupo pequeno de clientes e “não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento dos serviços”.
A instituição voltou a pedir desculpas pela situação e disse que comunicou os clientes impactados. “Pedimos desculpas pelo ocorrido e reiteramos nosso compromisso com a qualidade da experiência dos clientes e com uma comunicação clara e responsável”, diz.
Em uma publicação nas redes sociais, a cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, classificou o episódio como “bizarro”. Junqueira afirmou que a mensagem foi disparada devido a um erro operacional interno. Segundo ela, um colaborador enviou um “pull request” (PR), termo usado no desenvolvimento de software para sugerir alterações em códigos, que acabou acionando acidentalmente um protocolo de emergência da plataforma.
Nubank envia notificação com mensagem por engano avisando clientes sobre fim das atividades
Reprodução
“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu.
“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.”
A executiva disse que o problema afetou apenas uma pequena parcela dos clientes – cerca de 20 mil pessoas – e que a equipe agiu rapidamente para corrigir a falha. Ela também pediu desculpas pelo transtorno e afirmou que o episódio causou incômodo dentro da própria empresa. “Ficamos bravos com isso”, escreveu.
Após a repercussão, o Nubank reforçou que a notificação foi enviada por engano e que suas operações seguem funcionando normalmente. Cristina Junqueira afirmou ainda que a empresa já adotou medidas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer e classificou o episódio como um aprendizado para a equipe.
Leia a nota do Nubank na íntegra:
“O Nubank reforça que o episódio foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente. Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão.
A ocorrência atingiu um grupo pequeno de clientes e não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento dos nossos serviços, que seguiram normalmente.
Desde o início, o Nubank tratou o caso com transparência, comunicou os clientes impactados inclusive utilizando seus canais abertos. Também adotou prontamente todas as medidas necessárias para a correção imediata do problema e para evitar uma nova ocorrência. Pedimos desculpas pelo ocorrido e reiteramos nosso compromisso com a qualidade da experiência dos clientes e com uma comunicação clara e responsável.”

Mega-Sena terá sorteio hoje após ser adiado por estreia do Brasil na Copa

Como funciona a Mega-Sena?
O sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena teve mudanças no cronograma neste fim de semana por conta da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. De acordo com o sistema de apostas da Caixa, o sorteio ocorrerá apenas às 11h deste domingo (14).
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No concurso da última quinta-feira (11), ninguém acertou as seis dezenas e prêmio acumulou para R$ 12 milhões.
Tradicionalmente, os sorteios da Mega-Sena realizados aos sábados acontecem à noite, no mesmo dia do encerramento das apostas. A alteração ocorre no dia da estreia do Brasil no Mundial.
A Mega-Sena deste sábado não é o único sorteio adiado. Também foram remarcadas as modalidades Loteria Federal, Mega-Sena, Super Sete, Dia de Sorte, Lotofácil, Quina, Lotomania, Dupla Sena, Timemania e +Milionária previstas para os dias de jogos do Brasil — 13, 19 e 24 de junho.
Os sorteios que deveriam acontecer no dia 19 foram remarcados para o dia 20, às 8h30, e o do dia 24 acontece no dia 25, também às 8h30.
Sorteio da Loteria Federal desta quarta (29)
Reprodução / Caixa
g1 transmite ao vivo
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Quem cuida do gramado? Conheça a cadeia que abastece campos de futebol no Brasil

Produção de gramado para estádios envolve máquinas e agrônomos especializados
Quando a bola começa a rolar no campo, os holofotes se voltam para os craques. Mas existe outro time, longe das câmeras, responsável por garantir que o espetáculo aconteça sem tropeços: o dos agrônomos e produtores rurais que trabalham para manter os gramados em condições ideais.
O cultivo da grama, conhecido como gramicultura, é relativamente recente no país e se desenvolveu principalmente nos últimos 20 anos, conta o agrônomo Rafael Froes, responsável por uma fazenda em São José dos Campos (SP).
No local, um dos estagiários conta, inclusive, que só foi ter contato com a atividade durante a experiência profissional e que os cursos de agronomia ainda dão pouca atenção a esse setor.
Apesar de recente, a atividade ganhou espaço no país. Hoje, o Brasil conta com cerca de 25 mil hectares de cultivo comercial de grama, com São Paulo liderando a produção nacional.
O Globo Rural visitou a propriedade onde Froes trabalha para conhecer de perto essa cadeia produtiva (veja vídeo acima). A fazenda ocupa 400 hectares — área equivalente a cerca de 400 campos de futebol — e produz aproximadamente 2 milhões de metros quadrados de gramado por ano.
De onde vem a grama
Como funciona o cultivo
Diferentemente de culturas como soja e milho, que possuem períodos definidos de plantio e colheita, o cultivo da grama demanda trabalho contínuo ao longo de todo o ano.
Froes explica que boa parte da propriedade possui onde trabalha possui solo de turfa, que é mais escuro e rico em matéria orgânica, o que favorece o desenvolvimento da cultura.
Por conta dessas características, a grama cultivada nesse tipo de solo já apresenta coloração verde intensa e demanda menos adubação nos primeiros meses após o plantio. A produção exige uma série de manejos, incluindo aplicação de calcário, adubos químicos e controle de pragas com herbicidas.
Após a colheita, a área cultivada passa por um processo de regeneração. Com irrigação, adubação e aplicação de defensivos, o terreno pode voltar a produzir entre um ano e um ano e meio depois.
Formatos de comercialização
A grama pode ser vendida em diferentes formatos.
Um deles é por meio de mudas conhecidas como sprigs, opção mais barata, mas que exige um plantio mais técnico e acompanhamento especializado. Nesse sistema, as mudas são comercializadas sem solo, reduzindo riscos de contaminação por sementes de plantas invasoras.
As mudas produzidas na fazenda são da variedade Bermuda Tifway 419, utilizada principalmente em grandes áreas, como campos de polo e golfe.
Outro formato de venda bastante comum é em placas. A grama Esmeralda, por exemplo, muito utilizada em paisagismo e campos amadores, é cortada nesse sistema, ou seja, em formatos de placas, com raízes e terra. Após o plantio, as raízes começam a se integrar ao solo em poucos dias.
Também existem os chamados Big Rolls. Nesse sistema, uma máquina corta e enrola grandes tapetes de grama. Os rolos têm 75 centímetros de largura por 30 metros de comprimento, facilitando a instalação.
A variedade utilizada nesse formato é a Bermuda Tahoma 31, que apresenta melhor desempenho em áreas com maior sombreamento.
Escolha da grama e manutenção
O agrônomo Mateus Ortega, que trabalha para a Federação Paulista de Futebol (FPF) e cuida do estádio Jaime Cintra, em Jundiaí (SP), conta que a qualidade de um gramado começa pela escolha da variedade adequada.
Para campos profissionais, a recomendação é utilizar gramas de alta performance, com maior resistência ao pisoteio e crescimento acelerado para permitir uma recuperação mais rápida após as partidas.
Já para quem deseja montar um campo em sítios ou quintais, a indicação é diferente. Nesse caso, a grama Esmeralda aparece como uma alternativa por exigir menos cortes e apresentar boa adaptação a diferentes condições.
Após os jogos, os sinais de desgaste ficam evidentes. Mudanças bruscas de direção, carrinhos e disputas pela bola deixam marcas no gramado, que precisam ser corrigidas rapidamente para preservar a qualidade da superfície.
Para recuperar as áreas danificadas do gramado, os profissionais utilizam um equipamento semelhante a um garfo para puxar a grama das laterais em direção ao centro do buraco, reduzindo as cicatrizes deixadas pelo jogo.
Em seguida, aplicam uma fina camada de areia para corrigir os pequenos desníveis que permanecem na superfície e, por fim, realizam um novo corte para garantir que o gramado fique totalmente uniforme.
O trabalho realizado nas lavouras e nos estádios impacta diretamente quem está em campo.
O jogador Lucas Silva conta que a qualidade do gramado interfere na velocidade da bola e pode influenciar até mesmo o desgaste físico dos atletas. Segundo ele, campos em más condições aumentam o impacto sobre joelhos e tornozelos, contribuindo para lesões ao longo da carreira.

Claude x ChatGPT: qual empresa sairá na frente na corrida trilionária da IA?

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street?
Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW
Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA).
Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle.
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E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO).
Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois.
O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões.
Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares.
Para que serve tanto dinheiro?
A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano.
A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário.
Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento.
Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões.
Quem está na frente?
Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. “A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem”, afirma Rolfes.
A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo.
“Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic”, destaca o analista.
Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente.
“Monetizar uma base tão grande de usuários grátis é um desafio”, afirma Rolfes.
Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda.
“A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente”. Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional.
Uma disputa de egos
Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados
Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW
A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade.
Desde então, ele posiciona a Anthropic como defensora de uma IA mais segura e regulada.
Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados.
Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como “risco de segurança na cadeia de fornecimento” — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras.
Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de “vilã” na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável.
Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como “a empresa do bem”.
“Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI”.
Corrida pela AGI
Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. “Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar”.
Ainda assim, Rolfes relativiza: “Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens”.
No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo.
A corrida pela liderança na inteligência artificial, portanto, ainda está longe de terminar.

Gabiroba gigante: conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal

Gabiroba gigante: conheça fruta rara da Mata Atlântica que só existe no ES
A gabiroba gigante, uma fruta endêmica da Mata Atlântica, que é encontrada em poucos locais da Região Serrana do Espírito Santo, possui vários benefícios para a saúde, além de ser utilizada de várias formas na gastronomia. A gabiroba pode virar de geleia e brigadeiro a ceviche e cachaça.
A fruta verde de polpa amarelada e sabor cítrico é indicada por nutricionistas para controle da saúde intestinal, benefícios para os ossos, função muscular e regularidade cardíaca, além de ser rica em fibras e vitamina C.
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A árvore da gabiroba precisa de alguns fatores essenciais para frutificar, como temperaturas mais amenas, tempo úmido e polinização de abelhas, especialmente as sem ferrão, como as uruçu-capixaba. Essa espécie é encontrada apenas no Espírito Santo.
Nessa reportagem, você vai conhecer curiosidades sobre a fruta, benefícios para a saúde e algumas receitas para preparo.
Algumas curiosidades sobre a fruta:
🍋 A fruta é cítrica e lembra o limão, mas com sabor mais marcante e 4x mais ácido;
⛑️ Segundo nutricionistas, a gabiroba é rica em vitamina C, fibras, potássio e cálcio;
🚽 Ajuda na saúde intestinal;
⚖️ Um fruto pode pesar até 400 gramas;
🗓️ Colheita entre julho a agosto;
🍨 Vira de sorvetes a ceviche;
☁️ Prefere temperaturas mais amenas;
🌳 Possui o nome “gigante” por ser a maior das outras espécies de gabiroba.
Gabiroba gigante é fruto endêmico da Mata Atlântica e pode ser encontrado em alguns locais na Região Serrana do Espírito Santo
Adenilson Panzini
A “super” gabiroba
De acordo com a pesquisadora do Instituto Mata Atlântica (Inma), Nara Mota, existem pelo menos 35 espécies de gabiroba no Brasil.
Conhecida também como guabiroba, muitos tipos são encontrados no cerrado e também na Mata Atlântica.
Mas a gabiroba gigante possui esse nome por ser uma das maiores da espécie, cada fruto pode pesar mais de 400 gramas.
“Trata-se de uma espécie rara, pouco coletada. Começa frutificar com três anos de vida, o que para uma árvore é muito rápido. O tronco tem casca rugosa e se descama, assim como outras espécies da família (jabuticaba, pitanga, araça)”, explicou.
A gabiroba dá o maior dos frutos das espécies das Campomanesia, podendo a chegar a 12 cm de diâmetro, enquanto as espécies próximas podem atingir no máximo 8 cm de diâmetro. “Por isso, o nome super-gabiroba ou gabiroba gigante”, completou a pesquisadora.
Benefícios para a saúde
Segundo a nutricionista Danielle Laporte, a gabiroba é rica em compostos bioativos que atuam como antioxidantes, combatendo os radicais livres e prevenindo o envelhecimento celular.
“Essa propriedade ajuda a reduzir o estresse oxidativo e a proteger o corpo contra diversas doenças. Ela também tem alto teor de vitamina C, o que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. É rica em fibras que ajudam na saúde intestinal. E também como tem muitas fibras ajuda a diminuir a absorção de gorduras e açúcares, auxiliando na saúde cardiovascular”, comentou.
A gabiroba também é rica em potássio, cálcio e magnésio, que são essenciais para a saúde óssea, função muscular e regularidade cardíaca.
Fruta versátil
Por ser uma fruta de sabor cítrico, pode ser implementada facilmente em vários pratos na gastronomia. A fruta é versátil e pode virar de geleias a bolos e até cachaça.
O chef Ricardo Silva possui um restaurante em Vargem Alta, na Região Serrana do estado, e já implementou vários pratos com a fruta.
“É uma fruta que tem um índice de acidez maravilhoso, sabor fantástico, a suculência, e ela é bem dinâmica, você consegue trabalhar e usar em muita coisa na cozinha. A gabiroba é 4 vezes mais ácida que o limão, ela dá uma explosão na sua boca. Quando o público experimenta é um choque de realidade, é uma cosia muito bacana, porque eles não conheciam. Algumas pessoas tem memória afetiva e os mais novos ficam maravilhados pelo sabor”, destacou.
Doces e pratos feitos com gabiroba gigante no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
Outras possibilidades de pratos feitos com a gabiroba são: ceviche, caponata, suco, cachaça, geleia, bombom, brigadeiro, mousse e bolo.
Adenilson Panzini é empresário no setor de rochas, conheceu a fruta há 30 anos, e plantou um pé em sua propriedade em Vargem Alta. Na época da colheita entre os meses de junho a agosto, o empresário retirar os frutos e os congela.
Atualmente, a árvore, que já é um pé adulto, gera mais de 100 kg da fruta. Com todo esse material, o empresário de 56 anos guarda grande parte da fruta no freezer e realiza doações para escolas e chefs que fazem pratos com a gabiroba.
Adenilson disse que, pela raridade da gabiroba, um quilo chega a valer R$ 100.
Receita de ceviche de gabiroba (pelo Chef Ricardo Silva)
Ingredientes: Água de coco, limão, gengibre, tilápia, cebola roxa, coentro, azeite, mel de uruçu, pimenta calabresa, sal e palmito pupunha.
Instruções: Corte a tilápia em cubos. Adicione água de coco, limão e gengibre para saborizar o peixe. Depois acrescente a cebola roxa, misture os ingredientes. Depois coloque o coentro, azeite, pimenta e misture. Em seguida cortar a gabiroba em pedaços, com casca mesmo, e acrescentar no prato. Finalizar com pupunha.
Gabiroba gigante no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
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Rota de colisão: por que o G7 teme que os desequilíbrios da economia global acabem em crise

Países do G7 pedem desescalada do conflito entre Israel e Irã
REUTERS/Suzanne Plunkett/Pool
O aumento das exportações da China, a deterioração das contas dos Estados Unidos e o baixo nível de investimentos na Europa têm preocupado o G7, grupo que reúne as sete maiores economias desenvolvidas do mundo. O temor é que esse cenário aumente as tensões comerciais e deixe a economia global mais vulnerável a crises financeiras.
O assunto tem sido uma das prioridades da França, que atualmente ocupa a presidência do grupo. Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, os desequilíbrios entre o comércio mundial e a circulação de capital entre os países atingiram níveis “insustentáveis”. O tema estará na pauta da cúpula de líderes prevista para esta semana.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
No mês passado, os ministros das Finanças do G7 concordaram que é necessária uma ação coordenada — algo que há anos é difícil de alcançar no grupo mais amplo do G20. Eles também alertaram que, sem uma resposta conjunta, esses desequilíbrios podem evoluir para uma crise financeira.
Entenda nesta reportagem quais são as principais preocupações das maiores economias do mundo.
Agora no g1
Um mundo de poupanças e gastadores
Os saldos em conta corrente, indicador que mede a entrada e a saída de recursos de um país — incluindo importações, exportações, rendimentos de investimentos e ajuda externa —, mostram um desequilíbrio crescente desde a pandemia de Covid-19.
Depois de cair nos anos seguintes à crise financeira global de 2008 e 2009, o superávit da China voltou a atingir níveis recordes.
Ao mesmo tempo, a zona do euro manteve sua posição de credora do restante do mundo, enquanto os EUA continuam dependentes de capital estrangeiro para financiar seu consumo.
Na prática, isso significa que a poupança acumulada em alguns países está sendo usada para financiar o consumo em outros — principalmente nos EUA, hoje o principal destino desses recursos.
China: excedentes gerados por causa da supercapacidade
O modelo de crescimento da China, baseado nas exportações, vem sendo cada vez mais criticado. Para os críticos, os incentivos do governo elevaram a produção a níveis muito superiores ao consumo interno do país.
A posição da China nas contas internacionais mudou drasticamente nos últimos anos. Desde a pandemia, o superávit em conta corrente — quando um país recebe mais recursos do que gasta no exterior — saltou para o recorde de US$ 735 bilhões, impulsionado pelo forte crescimento das exportações, apesar das tarifas mais altas impostas pelos EUA.
A demanda interna fraca e o forte crescimento das exportações de produtos industrializados ampliaram o superávit chinês.
Críticos, entre eles o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmam que uma moeda mantida artificialmente desvalorizada favorece as exportações do país. Eles também argumentam que empresas chinesas recebem subsídios em escala superior à observada na maioria das economias desenvolvidas.
Em dezembro, Macron afirmou que, se as principais economias não se reequilibrarem por meio da cooperação, a Europa “não terá outra escolha” a não ser adotar medidas protecionistas.
➡️ Protecionismo é o conjunto de políticas que busca favorecer a produção nacional e limitar a concorrência estrangeira. Isso pode ser feito por meio de tarifas de importação, subsídios a empresas locais ou outras medidas de incentivo à economia doméstica.
Pequim rejeita as críticas e afirma que suas empresas são competitivas. O governo chinês também diz que defenderá seus interesses diante de qualquer barreira comercial.
Déficit persistente dos EUA
Em contrapartida, os EUA continuam sendo o principal motor do consumo global. O país gasta mais do que produz, reflexo do alto consumo das famílias e da baixa taxa de poupança.
Esse padrão foi reforçado por políticas de aumento de gastos e cortes de impostos. Somados aos estímulos adotados em momentos de crise e às despesas da pandemia, esses fatores elevaram o déficit federal.
Essa combinação torna os EUA dependentes de recursos vindos do exterior. Na prática, o país usa a poupança acumulada por economias superavitárias para financiar seus gastos internos.
Embora essa dinâmica ajude a sustentar o crescimento global, ela também aumenta as tensões comerciais. Isso porque autoridades americanas têm recorrido a tarifas e políticas industriais para tentar reduzir déficits que se repetem há décadas.
Europa: excedente impulsionado por subinvestimento
Enquanto o excedente da China está ligado ao excesso de produção, o da Europa tem outra origem: o baixo nível de investimentos dentro do bloco e a elevada taxa de poupança.
Segundo um relatório divulgado em 2024 pelo ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, os países europeus precisam transformar mais da poupança das famílias em investimentos produtivos — como obras, tecnologia e expansão de empresas. Caso contrário, correm o risco de ficar ainda mais atrás dos EUA e da China.
Desde o início da pandemia, os investimentos na zona do euro cresceram bem menos do que nos EUA, especialmente na área de tecnologia.
Economistas afirmam que o baixo nível de investimento reduz a atividade econômica dentro da Europa. Como consequência, parte da poupança acaba sendo aplicada em outros países em busca de melhores retornos, contribuindo para o superávit das contas externas da zona do euro.