Mundo bebe cada vez menos cerveja, e cervejarias em crise penam para se reinventar

Na Alemanha, país mundialmente conhecido pela cultura da cerveja, o consumo da bebida vem caindo drasticamente
Robert B. Fishman/picture alliance
A produção de cerveja caiu 0,7% em nível global, totalizando 189,6 bilhões de litros em 2025, segundo uma análise da BarthHaas, a maior comerciante de lúpulo do mundo, com sede em Nuremberg, na Alemanha. Esse número também inclui as cervejas sem álcool, que vêm ganhando popularidade em algumas partes do mundo.
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A produção caiu particularmente na Austrália e Oceania, onde a diminuição foi de 2,4%. Mas essa região, com 1,8 bilhão de litros, representa apenas uma pequena fração do consumo global da bebida.
A queda ocorreu também nos principais países produtores de cerveja. Na Europa, a produção caiu 1,6%, para 51 bilhões de litros. Os resultados foram influenciados, em particular, pelas quedas registradas na Alemanha e na Polônia.
Ainda assim, a Alemanha manteve a sexta posição entre os maiores produtores de cerveja do mundo, com 7,9 bilhões de litros, atrás da China, Estados Unidos, Brasil, México e Rússia.
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Queda na China, aumento no Brasil
No continente asiático, a produção caiu 1,2%, para 59 bilhões de litros. O aumento registrado na Índia foi mais do que compensado pelas quedas de produção na China, Vietnã, Japão, Coreia do Sul e Mianmar. Os chineses, no entanto, continuam sendo, de longe, os maiores produtores de cerveja do mundo, responsáveis por mais de um sexto da produção global.
A América do Norte também teve uma queda significativa, de 1,9%, para 34 bilhões de litros. O fato de a produção apenas nos Estados Unidos ter caído quase um bilhão de litros, para pouco mais de 17 bilhões, não foi suficiente para compensar a alta substancial registrada no México, que atingiu quase 15 bilhões de litros.
Na América do Sul, a produção aumentou 1,7%, para 25 bilhões de litros, principalmente graças ao Brasil, cuja produção subiu para mais de 15 bilhões de litros. O aumento foi ainda maior na África, chegando a 2,6%, para quase 17 bilhões de litros.
Menos lúpulo, mas ainda em quantidade excessiva
A Alemanha é atualmente a maior produtora mundial de lúpulo tanto em área cultivada quanto em volume de colheita, com o país se mantendo à frente dos Estados Unidos. No entanto, a produção global do ingrediente essencial na fabricação da cerveja também está em declínio, em ritmo ainda mais acelerado do que a produção de cerveja.
A área global de cultivo de lúpulo diminuiu 5,5%, para 52.660 hectares. O volume da colheita caiu 3,8%, chegando a 109.188 toneladas. A quantidade, no entanto, ainda é excessiva, segundo especialistas. “A produção voltará a superar a demanda em 2025”, afirmou Heinrich Meier, da BarthHaas.
A empresa não acredita em um crescimento na produção de cerveja este ano. “Prevemos que a produção permanecerá praticamente inalterada, talvez até um pouco menor”, declarou o diretor-geral da BarthHaas, Thomas Raiser. “O crescimento na África, Ásia e América Central e do Sul provavelmente será compensado pelas quedas na Europa e na América do Norte.”
Cervejarias alemãs em crise
As cervejarias da Alemanha estão sob pressão, em meio à queda nas vendas e ao aumento nos custos.
De acordo com o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis), as cervejarias alemãs registraram em 2025 a maior queda nas vendas desde o início dos registros, em 1993. As vendas caíram 6% em comparação com o ano anterior, para cerca de 7,8 bilhões de litros.
Até mesmo grandes cervejarias, como a Veltins, vêm enfrentando dificuldades. A empresa somente conseguiu aumentar suas vendas de bebidas no primeiro semestre de 2026 por meio da aquisição da marca Karamalz – uma cerveja sem álcool de sabor levemente caramelizado. As vendas de sua principal marca, Veltins Pils, caíram aproximadamente 4,3%.
Outro exemplo notável é o Grupo Warsteiner. Em maio, a empresa anunciou o fechamento de sua cervejaria em Herford e a venda de outra unidade de produção em Paderborn. Cerca de 220 empregos foram afetados.
Essas empresas são representativas de todo o setor. De acordo com a Associação Alemã de Cervejeiros, cerca de 100 cervejarias fecharam as portas desde o final de 2019. O diretor-geral da entidade, Holger Eichele, teme que mais cervejarias sigam o mesmo caminho.
Área global de cultivo de lúpulo, ingrediente fundamental na fabricação da cerveja, diminuiu 5,5%,
Armin Weigel/dpa/picture alliance
As cervejarias enfrentam uma dupla crise. Por um lado, os custos com energia, pessoal, produção, transporte e embalagem vêm aumentando — em parte devido às crises internacionais.
Por outro lado, os consumidores vêm demonstrando cautela em tempos de incertezas econômicas. Além disso, muitos alemães — especialmente os mais jovens — optam por se abster completamente do álcool.
Maior mercado para cervejas sem álcool
Para compensar a queda nas vendas, cada vez mais cervejarias se voltam para bebidas não alcoólicas. A gama de produtos se multiplicou nas últimas décadas, incluindo sucos de frutas gaseificados, refrigerantes, bebidas energéticas e água aromatizada.
Muitas empresas querem vender mais bebidas não alcoólicas para atingir o público que não gosta de cerveja, ao mesmo tempo em que visam preservar suas marcas tradicionais.
De acordo com a Associação Alemã de Cervejeiros, as cervejas sem álcool já detêm uma participação de mercado de mais de 10%. A Alemanha está à frente de outros países nesse quesito. “Somos campeões europeus na produção de cervejas sem álcool”, afirmou Holger Eichele.
Especialistas, no entanto, alertam que isso pode funcionar para algumas empresas, mas não para todas, uma vez que o mercado já está saturado e terá que encolher.
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Dieta puro grão acelera ganho de peso de bezerros e pode aumentar lucro de produtores

Ração é uma mistura composta por 85% de milho inteiro e 15% de vitaminas, proteínas e minerais
Reprodução / TV TEM
A dieta experimental criada pela CATI Regional de Jales (SP) tem como objetivo aumentar a lucratividade com bezerros e encurtar o tempo de criação. A ração é uma mistura composta por 85% de milho inteiro e 15% de vitaminas, proteínas e minerais.
Em Urânia (SP), Ivan Vitorelli, veterinário da CATI, reproduz o método “puro grão” para 20 bezerros. De acordo com o veterinário, o modelo pode reduzir em dois anos o tempo para abater bezerros de origem leiteira, passando de três anos e meio para um ano e meio.
Em 60 dias, os 20 animais passaram de sete para mais de dez arrobas. Em dois meses, devem superar o peso de 14 arrobas, marca suficiente para o abate.
A aceleração do ganho de peso ajuda na valorização da venda. A arroba que custa entre R$ 220 e R$ 250 para ser produzida é vendida entre R$ 330 e R$ 350, gerando um lucro de R$ 900 a R$ 1.000 para o produtor e a possibilidade de uma nova fonte de renda.
A adoção da dieta “puro grão” exige protocolos sanitários prévios: vacinação, vermifugação e controle de carrapatos.
O produtor de leite Danilo Rodrigues Monção aplicou o modelo após assistir a uma palestra da CATI. Em 50 dias, dois bezerros de 130 kg ganharam em média 40 kg. Ao chegarem ao peso de 15 arrobas (em torno de 225 kg), os bezerros poderão ser vendidos pelo preço de boi.
Para quem tiver interesse na dieta “puro grão”, é possível entrar em contato com a CATI de Jales pelo número (17) 3632-1909.
Veja a reportagem exibida no programa em 26/07/2026:
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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma cuca de banana com doce de leite

Nosso Campo ensina a fazer uma cuca de banana com doce de leite
Reprodução / TV TEM
O Nosso Campo deste domingo (26) ensina a preparar uma deliciosa cuca de banana com doce de leite. Saiba como fazer:
Ingredientes:
Para a massa:
3 ovos;
1 xícara de chá de açúcar;
3 colheres de sopa de manteiga ou margarina;
1 xícara de leite;
2 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo;
1 colher de sopa de fermento em pó;
1 pitada de sal para realçar o sabor.
Para o recheio:
4 bananas maduras;
250 g de doce de leite.
Para a farofa crocante:
1 colher de chá de canela em pó;
1/2 xícara de açúcar;
1/2 xícara de farinha de trigo;
2 colheres de sopa de manteiga gelada.
Modo de preparo
Massa
Em um liquidificador, coloque os ovos e a manteiga. Bata até ficar homogêneo;
Após bater bem, acrescente o açúcar, a farinha de trigo e o leite aos poucos;
Quando a massa estiver aerada, formando algumas bolhas, adicione o sal e o fermento.
Farofa
Misture os ingredientes até a formação de gruminhos.
Montagem
Despeje a massa em uma forma untada com manteiga;
Adicione as bananas cortadas em rodelas e o doce de leite ;
Finalize cobrindo a massa com a farofa;
Leve a cuca em um forno preaquecido a 180° por 45 minutos;
Sirva sozinha ou com uma bola de sorvete.
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Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista

Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista
Nosso Campo/TV TEM
Lar de espécies como onça-pintada, bugio e tamanduá, o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), abriga 33.845 hectares de Mata Atlântica preservada, a maior do interior paulista.
Criada em 1941 para a conservação da floresta, a reserva é um verdadeiro santuário ecológico. Ériqui Inazaqui, gestor do parque, fala sobre a importância do bom estado de conservação do bioma para a fauna e a flora. Como exemplo, pode-se citar o mico-leão-preto, espécie dada como extinta na década de 1970 e redescoberta no Morro do Diabo.
A reserva possui a maior população do primata livre na natureza, com uma média de 1,2 mil indivíduos.
Mico-leão-preto é uma espécie dada como extinta na década de 1970 e que foi redescoberta no Morro do Diabo
Nosso Campo/TV TEM
Além da preservação, o parque é um grande polo ecoturístico no oeste paulista. As atrações diversas, como o ponto mais alto da região (uma torre de observação de 12 metros de altura), o montanhismo, as trilhas e as rotas de ciclismo, atraem mensalmente 2 mil visitantes.
Entre os visitantes, está Leonardo Nascimento Soares, professor de Geografia em uma escola de Presidente Epitácio (SP). Ele explica o valor do contato entre os alunos e o bioma ameaçado de extinção para estudos sobre conscientização e conservação ambiental.
Com um nome fora do convencional, o morro carrega diversas histórias sobre sua origem. A monitora ambiental Gabrielle Vilhena conta um pouco sobre três dessas lendas:
Devido às suas extremidades salientes, o morro formava o rosto do diabo quando visto de longe;
Após massacrar uma aldeia indígena, um grupo de bandeirantes foi morto e pendurado no topo do morro por caçadores, para não amaldiçoar a terra. Quando um segundo grupo os avistou no topo, sem ninguém por perto, concluiu que havia sido “obra do diabo”;
Quando Teodoro Fernando Sampaio mapeou o Rio Paranapanema, em 1886, passou por uma correnteza nomeada “correnteza do diabo”. Ao avistar o morro próximo do local, nomeou-o com o mesmo nome da correnteza.
De terça a domingo, a entrada no parque é gratuita e deve ser feita mediante agendamento via internet. Para o passeio pela trilha do Morro do Diabo, é necessária a compra de ingresso, com reserva on-line. A programação de férias vai até quarta-feira (29).
Veja a reportagem exibida no programa em 26/07/2026:
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