O que é a taxa Selic — e como ela afeta juros, emprego e investimentos

Como a Selic mexe com tudo na sua vida
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. A sigla significa “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, mas, na prática, representa os juros cobrados entre bancos e serve de referência para diversas taxas aplicadas ao consumidor.
Nesta quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano, quarto corte consecutivo.
Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro. Isso reduz empréstimos, investimentos e contratações, esfria o consumo e ajuda a conter a inflação. Quando ela cai, o crédito fica mais barato e estimula investimentos, contratações e o consumo.
Neste vídeo, você vai entender como a Selic afeta a sua vida — e, às vezes, você nem percebe. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Meta diz que sua IA também fez ataque hacker a outra empresa

Logotipo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia (EUA), em 20 de maio de 2026
REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo
Uma inteligência artificial da Meta, dona do Instagram, do WhatsApp e do Facebook, também fez um ataque hacker a outra empresa, revelou nesta quarta-feira (5) o site The Information.
Segundo a reportagem, o modelo conhecido como Muse Spark 1.1 invadiu o sistema de uma empresa e fez mudanças por conta própria. O nome da companhia atacada não foi revelado.
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A Meta afirmou que o incidente aconteceu devido a um erro de configuração que permitiu a um de seus modelos acessar a internet durante testes. A empresa afirmou que está investigando o caso.
Este é o caso mais recente de falhas de segurança exploradas por modelos de inteligência artificial. A OpenAI, dona do ChatGPT, e a Anthropic, do Claude, também relataram incidentes.
IA pode decidir atacar empresas? Como foi a invasão ‘sem precedentes’ por modelo da OpenAI
Experimentos com IA costumam ser feitos em sistemas fechados, com pouco ou nenhum acesso à internet. As barreiras de proteção das versões voltadas para usuários comuns são desligadas para testar as capacidades dos agentes.
Na prática, é como se esses modelos de IA tivessem liberdade total para fazer o que quiserem em um ambiente cercado. O que preocupa é que, agora, eles mostraram ser capazes de ultrapassar os “muros” criados pelas empresas.
IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão ‘sem precedentes’ por modelo da OpenAI
O modelo “explorou uma vulnerabilidade de segurança em um serviço de terceiros, de maneira semelhante a casos relatados anteriormente com outras empresas”, disse a Meta.
Ainda segundo o The Information, o erro de configuração foi da Irregular, empresa parceira da Meta nos testes do Muse Spark 1.1.
Com a brecha no ambiente de testes, também chamado de “sandbox”, o modelo conseguiu explorar uma vulnerabilidade de segurança de terceiros.
Um porta-voz da Irregular disse à Reuters que o incidente envolveu “exatamente o mesmo problema de ambiente de avaliação que já havia sido divulgado pela Anthropic na semana passada” e que não envolveu uma “fuga do sandbox ou uma ação cibernética sofisticada”.
“Não há problemas em aberto no momento. A Irregular está desenvolvendo um artigo técnico para compartilhar as melhores práticas de contenção e execução segura de avaliações cibernéticas”, disse a Irregular, em comunicado.

Fux marca nova audiência no STF sobre empréstimo bilionário para o BRB; crédito segue travado

Prédio-sede do BRB em Brasília, em imag
Jornal Nacional/ Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux marcou, para o próximo dia 13, uma nova audiência de conciliação no acordo entre a União e o Banco de Brasília (BRB) para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para a instituição.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5) e atende a um pedido do governo do DF, que disse haver “inércia” da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no cumprimento do acordo homologado no fim de maio.
“Decorridos mais de dois meses da celebração do acordo […] não há concessão, não há recusa, não há proposta, não há indicação de condições, de cronograma ou dos elementos que o Fundo repute necessários à análise nem há pela União o cumprimento das disposições contratuais”, diz a reclamação feita pelo governo do DF ao Supremo.
Pela decisão de Fux, devem participar da audiência representantes do governo do DF, do BRB, da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do FGC e do Ministério Público Federal.
O Banco do Brasil também deverá enviar um representante, em nome do consórcio de bancos que estuda a concessão do empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.
Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco
➡️O governo do DF tem pressa para finalizar a contratação do empréstimo e recompor o patrimônio do BRB, danificado pelas transações malsucedidas com o Banco Master.
➡️O BRB não divulga seu balanço patrimonial desde novembro de 2025, justamente em razão da fragilidade deixada por essas operações. O governo do DF, como acionista controlador do banco, é o ente responsável por sanear o quadro.
Que crise é essa?
A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.
Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, “crédito podre” que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.
O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.
Plano ainda não deu frutos
Como mostrou o g1, o prazo de 180 dias para que o BRB executasse o plano de capitalização apresentado ao Banco Central em fevereiro terminou nesta quarta – mas as medidas de maior impacto ainda não foram implementadas.
O documento foi apresentado em 6 de fevereiro como um “plano de capital preventivo”. O material incluía uma série de providências para reforçar, se necessário, o patrimônio do BRB após a sequência de transações malsucedidas com o Banco Master.
De lá para cá, a necessidade de reforço foi confirmada. O BRB divulgou alguns dos números do rombo (veja abaixo) e algumas medidas para combatê-lo – entre elas, o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e um acordo com um fundo para negociar outros R$ 15 bilhões em ativos do Master.
O empréstimo segue pendente, aguardando sinal verde dos principais bancos públicos e privados do país. É essa a etapa que deve ser discutida na audiência de conciliação convocada por Fux.
Já o acordo com o fundo Quadra Capital foi desfeito em junho, como noticiou o g1.
O plano preventivo de capital do BRB segue sob sigilo, 180 dias após a apresentação. Por isso, não é possível saber exatamente quantas e quais medidas foram incluídas nele.
Desde fevereiro, o BRB anunciou outras ações para tentar reverter parte do prejuízo:
a responsabilização cível de pelo menos 12 ex-gestores do banco (que pode gerar indenizações ou ordens de ressarcimento ao banco, ao fim do processo);
o pedido de bloqueio de bens do ex-banqueiro do Master Daniel Vorcaro e de outros sócios para, ao fim do processo, reaver esses recursos;
a ampliação do capital social do banco, já aprovada em assembleia, para absorver a venda de novas ações e outros aportes de capital.
Como não divulga seus balanços patrimoniais desde 2025, no entanto, o BRB ainda não conseguiu detalhar o benefício gerado por essas medidas – e nem quanto ainda falta para equalizar o patrimônio.
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Mega-Sena pode pagar R$ 150 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.038 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 150 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (6), em São Paulo.
No concurso da última terça (4), nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio acumulou. Veja os números sorteados: 03 – 16 – 24 – 30 – 49 – 54.
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O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Concurso da Dataprev: inscrições para 1,8 mil vagas terminam nesta quinta; salários chegam a R$ 10,6 mil

Concurso da Dataprev abre 1,8 mil vagas com salários de até R$ 10,6 mil
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
As inscrições para o novo concurso público da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) terminam nesta quinta-feira (6), às 16h.
Ao todo, são oferecidas 212 vagas imediatas e 1.611 para cadastro de reserva, totalizando 1.823 oportunidades.
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➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO
As inscrições devem ser feitas pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 110.
Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde puderam solicitar isenção da taxa, conforme o cronograma previsto no edital.
Agora no g1
As oportunidades são destinadas a candidatos com nível superior em áreas como Arquitetura, Administração, Tecnologia da Informação, Engenharia, Direito, Ciências Contábeis e Comunicação Social, entre outras.
A remuneração inicial varia de acordo com o cargo e a jornada de trabalho. (veja na tabela abaixo a distribuição de vagas)
Analista de Tecnologia da Informação (várias especialidades): jornada de 40 horas semanais e remuneração inicial de R$ 10.685,44.
Analista de Processamento: jornada de 30 horas semanais e remuneração inicial de R$ 8.273,94.

Além do salário, os contratados pelo regime CLT terão direito aos seguintes benefícios, conforme o Acordo Coletivo de Trabalho e os normativos internos da empresa:
Ticket alimentação/refeição de R$ 1.357,20;
Auxílio pré-escolar ou escolar de até R$ 1.758,35 para filhos;
Auxílio para tratamento especializado de até R$ 1.230,00 para filhos com deficiência;
Assistência à saúde, por meio de reembolso, conforme regras específicas;
Previdência complementar, por meio da Prevdata;
Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
Gratificação variável por resultado;
Seguro de vida em grupo;
Possibilidade de progressão na carreira.
As vagas e o cadastro de reserva estão distribuídos entre diversas localidades, incluindo Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Florianópolis (SC), conforme o perfil do cargo.
Do total de vagas, 25% são reservadas para candidatos negros (pretos e pardos), 5% para pessoas com deficiência, 3% para candidatos indígenas e 2% para candidatos quilombolas.
Conforme o edital, o processo seletivo será composto pelas seguintes etapas:
Prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos;
Procedimento de heteroidentificação e avaliação biopsicossocial para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas para negros (pretos e pardos), quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.
As provas serão aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal no dia 11 de outubro, das 13h às 17h (horário de Brasília). Os portões serão fechados, impreterivelmente, às 12h30.
No momento da inscrição, o candidato deverá escolher a capital onde realizará a prova. Para todos os cargos e perfis, a prova objetiva será composta por 70 questões, sendo:
40 de Conhecimentos Gerais (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Atualidades e Inteligência Artificial e Legislação de Segurança da Informação);
30 de Conhecimentos Específicos.
O concurso terá validade de dois anos, contados da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.
As contratações ocorrerão após a homologação do resultado final e respeitarão o término da vigência do concurso anterior, realizado em 2024, que permanece válido até 13 de janeiro de 2027.
Cronograma do concurso
Inscrições: de 6 de julho a 6 de agosto;
Pagamento da taxa de inscrição: até 7 de agosto;
Prova objetiva: 11 de outubro de 2026, das 13h às 17h (horário de Brasília);
Recursos contra o gabarito preliminar: em até dois dias úteis após a divulgação do gabarito preliminar;
Divulgação da imagem do cartão de respostas: após o resultado da prova objetiva, permanecendo disponível por 15 dias corridos após a divulgação do resultado final;
Convocação para avaliação biopsicossocial e heteroidentificação: 11 de novembro;
Avaliação biopsicossocial e entrevista de heteroidentificação: 22 de novembro;
Concurso do IBGE com mais de 9 mil vagas tem edital publicado; veja detalhes

STF amplia isenção de impostos para compra de carro por pessoas com autismo e deficiência; veja quem tem direito

STF amplia a isenção na compra de veículos pra pessoas com deficiência e autismo
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana ampliar o direito à isenção de impostos na compra de automóveis zero km para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e pessoas com deficiência, independentemente do grau de severidade.
Com a decisão unânime do Plenário da Corte, foram retirados trechos da regulamentação da Reforma Tributária (Lei Complementar 214/2025) que restringiam o acesso ao benefício. A depender do veículo, a isenção pode reduzir o preço de compra em até 30%.
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O texto original excluía do benefício pessoas com deficiência leve ou com autismo nível 1 de suporte. O STF considerou essas expressões inconstitucionais.
A Justiça passa a considerar a situação específica da pessoa e as barreiras que ela enfrenta, e não uma classificação abstrata entre casos leves e graves. Permanece a necessidade de cumprir os requisitos de segurança para dirigir ou de adaptação do veículo, quando for o caso.
O intervalo entre uma isenção e outra foi mantido em três anos. Portanto, quem tem direito ao benefício não pode adquirir outro veículo com esse desconto antes desse prazo. Já motoristas profissionais, como taxistas, podem solicitar a isenção a cada dois anos.
A seguir, veja perguntas e respostas sobre as novas regras e descubra se você tem direito ao benefício:
Quem tem direito à isenção de imposto na compra de carro?
Quais são os critérios para o laudo médico ser aceito?
Tenho deficiência física, mas minha CNH não tem restrição compatível. Posso pedir isenção?
Pessoas com deficiência, sem CNH, podem pedir isenção de IPI?
Qual carro pode ter abatimento de imposto?
Carros tem desconto de impostos para o pessoas com deficiência e autistas.
Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Quem tem direito à isenção de imposto na compra de carro?
Segundo a Receita Federal, a isenção de impostos na compra de veículos pode ser concedida a taxistas, cooperativas e permissionárias de táxi, além de pessoas com deficiência física, visual, mental ou com transtorno do espectro autista, inclusive menores de 18 anos representados legalmente.
Já a isenção de IOF tem regras mais restritas. Além de taxistas e cooperativas, o benefício é destinado apenas à pessoa com deficiência física que tenha incapacidade para conduzir um automóvel convencional, comprovada por laudo emitido pelo Detran com a indicação das adaptações necessárias no veículo.
Quais são os critérios para o laudo médico ser aceito?
Para ser aceito pela Receita Federal, o laudo deve ser emitido por uma única unidade de saúde e conter as assinaturas do médico responsável pelo exame, do psicólogo, nos casos de deficiência mental ou transtorno do espectro autista, e do responsável pela unidade emissora.
Além disso, os profissionais e o estabelecimento de saúde precisam estar regularmente cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), conforme as exigências do Ministério da Saúde. Laudos com profissionais vinculados a unidades diferentes não são aceitos.
Tenho deficiência física, mas minha CNH não tem restrição compatível. Posso pedir isenção?
Sim. O pedido pode ser apresentado, mas a Receita Federal destaca que a deficiência física precisa causar comprometimento funcional e dificultar o desempenho de atividades para dar direito à isenção de impostos.
Se a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não registrar restrições compatíveis com essa condição, a orientação é realizar uma nova perícia no Detran para reavaliar a capacidade de condução antes de solicitar o benefício.
Pessoas com deficiência, sem CNH, podem pedir isenção de IPI?
Sim. A Receita Federal permite a concessão da isenção de IPI para pessoas com deficiência que não possuem CNH. Nesses casos, porém, é obrigatório indicar pelo menos um condutor devidamente habilitado para dirigir o veículo.
Qual carro pode ter abatimento de imposto?
A isenção de IPI é destinada à compra de veículos novos equipados com motor de até 2.0, com pelo menos quatro portas (incluindo a do porta-malas), movidos a combustível renovável, com motorização flex ou com propulsão híbrida ou elétrica.
A isenção de IOF só pode ser utilizada uma única vez. O benefício é restrito a automóveis de passageiros com potência bruta de até 127 hp, conforme o padrão de classificação da Society of Automotive Engineers (SAE).

Amizade no trabalho ajuda ou atrapalha a carreira? Especialistas explicam onde está o limite

Amizade no trabalho ajuda ou atrapalha a carreira? Entenda os limites
Quem acessou as redes sociais nos últimos meses provavelmente se deparou com vídeos sobre amizades no trabalho. Trends no TikTok mostram como profissionais criaram relações no escritório que acabam ultrapassando o expediente.
É o caso das biólogas marinhas Mônica Pontalti e Carolina Iozzi Relvas. Elas se conheceram em 2017, durante o primeiro embarque de Carolina para atuar como observadora de mamíferos marinhos.
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A convivência durante os 45 dias embarcadas fortaleceu a amizade entre elas, que evoluiu para uma parceria profissional. Hoje, Carolina é uma das principais instrutoras da empresa de treinamentos e cursos fundada por Mônica.
Ao longo dos anos, elas ministraram cursos presenciais em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, além de diversas capacitações on-line. Segundo Carolina, ter uma amiga a bordo sempre tornou o trabalho mais leve e acolhedor.
“Em embarcações, onde os profissionais passam longos períodos longe da família e dos amigos, contar com alguém de confiança faz diferença”, conta.
As biólogas marinhas Mônica Pontalti e Carolina Iozzi Relvas transformaram uma parceria de trabalho em uma amizade que atravessa anos e projetos profissionais.
Arquivo Pessoal
Outro exemplo é o das engenheiras Catherine Ferreira e Lívia Cipriano Magalhães, cuja amizade nasceu durante um treinamento a bordo. Catherine ingressou em uma empresa especializada em automação e sistemas de tecnologia para embarcações e teve Lívia como instrutora em sua primeira viagem de trabalho.
Mesmo após deixarem de atuar no mesmo departamento, Catherine e Lívia mantiveram a proximidade. Hoje, elas trabalham em áreas diferentes da mesma empresa e raramente embarcam juntas, mas procuram se encontrar durante as folgas, organizar viagens e participar de encontros com outros colegas.
As engenheiras Lívia Cipriano Magalhães e Catherine Ferreira se conheceram durante um embarque e transformaram a parceria profissional em uma amizade que dura até hoje.
Arquivo Pessoal
Limite entre amizade e profissionalismo
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que construir vínculos no ambiente corporativo é saudável e traz benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas. O desafio está em impedir que a relação pessoal interfira nas decisões profissionais.
“É inevitável que a gente crie relações que vão além do profissional. A gente passa muito tempo do nosso dia no trabalho”, afirma Muller Gomes, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half.
Segundo ele, amizades favorecem a colaboração, tornam a comunicação mais fluida, fortalecem a troca de conhecimento e contribuem para o desenvolvimento da carreira por meio do networking.
Na avaliação do especialista, essas relações também fazem parte do chamado salário emocional — fatores que não aparecem no contracheque, mas influenciam diretamente a satisfação e a permanência dos profissionais nas empresas.
Um bom ambiente de trabalho, boas relações e a sensação de pertencimento pesam muito quando alguém decide ficar ou sair de uma empresa.
Solidão no trabalho afeta quase metade dos brasileiros
Arte g1
Uma pesquisa do Indeed Brasil, realizada com 1.065 trabalhadores em janeiro de 2025, mostra que as amizades no trabalho são percebidas como um fator que favorece o desempenho profissional.
Segundo o levantamento:
57% acreditam que esses vínculos melhoram a colaboração entre equipes;
52% afirmam que tornam o trabalho mais agradável;
50% dizem que ter alguém com quem conversar ajuda a reduzir o estresse;
45% associam as amizades ao aumento da motivação e da produtividade;
apenas 7% afirmam que elas não influenciam o desempenho profissional;
54% dizem ter um melhor amigo no trabalho.
Outro levantamento, do Índice de Confiança do Trabalhador, do LinkedIn, mostra que 55% dos profissionais brasileiros dizem ter amigos no ambiente de trabalho, mas apenas 35% consideram esse tipo de relação necessário.
Nos Estados Unidos, uma pesquisa da KPMG com 1.019 trabalhadores encontrou resultados semelhantes. Segundo o estudo, 87% consideram muito importante ter amigos próximos no ambiente profissional, e 84% afirmam que esses vínculos são essenciais para a saúde mental.
Além disso, 57% dizem que aceitariam um emprego com salário 10% menor em uma empresa onde pudessem construir amizades próximas, em vez de trabalhar em outra que pagasse 10% acima do mercado, mas não proporcionasse essas conexões.
“Elas criam um tecido de confiança que acelera a colaboração, aumenta a fluidez das entregas e amplia a sensação de pertencimento. Ninguém entrega o seu melhor em um ambiente onde se sente sozinho”, explica Camilla Pádua, sócia-líder da área de consultoria em gestão de pessoas da KPMG no Brasil.
Quando a amizade vira problema?
Apesar dos benefícios, especialistas alertam que a amizade não pode se sobrepor ao profissionalismo.
Para Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), o principal risco surge quando a relação pessoal passa a influenciar decisões que deveriam ser pautadas por critérios técnicos e de mérito, como avaliações de desempenho, promoções, distribuição de tarefas e feedbacks.
“A amizade deve adicionar valor ao seu trabalho, não subtrair a sua objetividade”, afirma. Segundo ela, sinais como favorecimento, dificuldade para tratar todos os colegas com os mesmos critérios e formação de “panelinhas” indicam que a relação deixou de ser saudável.
Lucimara Costa, diretora de Recursos Humanos da Nexti, concorda e afirma que o problema começa quando o vínculo pessoal interfere nas responsabilidades profissionais.
“Quando você deixa de dar um feedback necessário para não magoar um amigo ou toma decisões baseadas em afinidade, e não em competência, esse limite foi ultrapassado”, explica.
Outro desafio aparece quando amigos passam a ocupar posições de liderança. Para Rodrigo Vianna, transparência e profissionalismo são essenciais nesses casos. “O cuidado é garantir que a amizade não influencie decisões da empresa nem gere percepções de favorecimento”, afirma.
A confraternização da empresa é um evento social para integrar e motivar colaboradores fora do ambiente de trabalho.
Freepik/ Reprodução
Ausência de vínculos também preocupa
Se as amizades fazem bem, a falta delas também pode trazer consequências. Marcela Zaidem, fundadora da consultoria Cultura na Prática, explica que especialistas têm chamado de solidão corporativa a sensação de isolamento vivida por profissionais que, mesmo cercados por colegas, reuniões e mensagens, não conseguem criar conexões significativas.
“Amizade é um recurso relacional, não um modelo de gestão. Cultura séria não se constrói no acaso”, afirma. Segundo ela, pertencimento depende de fatores como confiança, respeito, segurança psicológica e qualidade da liderança.
Muller Gomes lembra que o ser humano não foi feito para viver isolado. “A falta de interação pode afetar a produtividade, a saúde mental e até o desenvolvimento profissional, já que o networking é fundamental para oportunidades de carreira”, explica.
Bruno Gonçalves acrescenta que a solidão corporativa está associada ao aumento do absenteísmo, à queda da criatividade e ao enfraquecimento do engajamento. “Tem gente empregada que se sente tão sozinha quanto quem não tem emprego nenhum”, completa.
Segundo um levantamento da Pluxee com mais de 2 mil brasileiros, 47% dizem se sentir sozinhos no trabalho, seja frequentemente ou às vezes.
Outro dado chama atenção: 78% consideram essencial ter amizades verdadeiras no ambiente profissional, indicando que a qualidade das relações influencia diretamente a experiência no emprego.
As conexões ajudam a retenção de talentos. Em uma escala de 1 a 5, os entrevistados atribuíram nota média de 3,39 ao impacto das amizades na decisão de permanecer ou deixar uma empresa.
Como construir amizades saudáveis no trabalho?
Os especialistas recomendam alguns cuidados para manter relações positivas sem comprometer o desempenho profissional:
Evitar privilégios a colegas próximos em promoções, avaliações ou distribuição de tarefas;
Respeitar os limites pessoais dos outros profissionais;
Separar critérios profissionais das relações pessoais;
Manter imparcialidade em feedbacks e decisões;
Preservar informações confidenciais;
Evitar que conflitos pessoais interfiram nas atividades da equipe.
Também é importante observar alguns sinais de que a amizade pode estar ultrapassando os limites:
Você evita dar feedback por medo de perder a amizade;
Decisões passam a ser tomadas por afinidade e não por mérito;
Informações confidenciais são compartilhadas fora do contexto profissional;
Há percepção de favorecimento ou formação de grupos fechados;
Conflitos pessoais começam a afetar o desempenho da equipe.
Muller Gomes resume a discussão em uma palavra: maturidade. “A amizade ajuda até certo ponto. É preciso entender quando ela contribui e quando começa a atrapalhar”, explica.
NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho

Golpe da antena falsa: criminosos bloqueiam sinal das operadoras para tirar dinheiro de vítimas

Antenas falsas usadas para disparar golpes via SMS alcançam cerca de 2 km, segundo gerente da Anatel
Reprodução/Anatel
Ganhos com apostas, oferta de crédito e confirmação de compras: estas são algumas das abordagens falsas usadas em golpes por SMS. E parte delas chega às vítimas por meio de antenas ilegais que bloqueiam o sinal verdadeiro de operadoras.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apreendeu 11 antenas falsas desde 2025, sendo nove na cidade de São Paulo e duas no Rio de Janeiro. E há indícios de que os equipamentos irregulares são usados em outras cidades.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
A maioria das antenas falsas estava em bairros de grande circulação, como Pinheiros e Moema, em São Paulo. O objetivo é atrair mais vítimas, visto que os equipamentos conseguem disparar 100 mil mensagens fraudulentas por dia.
Por meio delas, os golpistas conseguem interceptar o sinal da operadora e enviar SMS para quem está em um raio de cerca de 2 km da antena falsa. Para isso, eles exploram uma falha de segurança na antiga rede 2G. (veja abaixo como se proteger)
Agora no g1
As antenas falsas exigem alto investimento e conhecimento técnico, explicou ao g1 a superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles.
“Estamos falando de equipamentos que podem custar mais de R$ 100 mil. O que a gente acredita é que há criminosos especializados e com poder financeiro para comprar esse tipo de equipamento e treinar quem vai operá-lo”, afirmou.
A operação ilegal é geralmente denunciada por operadoras que notam interferências no sinal por conta das antenas falsas, também chamadas de ERBs fakes (sigla para “estação rádio-base”).
A Anatel mantém um trabalho conjunto com a Polícia Civil para identificar locais em que as ERBs fakes são usadas e como elas chegam ao Brasil.
“Já teve caso em que encontramos um homem que estava montando a ERB fake. Ele pegava os componentes, montava e colocava no mercado ilegal”, disse Gesiléa. “Foi uma investigação que envolveu as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo”.
Programa de computador usado para disparar golpes via SMS
Reprodução/Anatel
O uso de bloqueadores de sinal no Brasil só é liberado para alguns órgãos públicos, como os que administram presídios. Eles precisam de autorização da Anatel para manter esse tipo de equipamento.
A operação de antenas falsas é considerada uma atividade clandestina. A prática pode levar a detenção de dois a quatro anos, período que pode ser aumentado pela metade se houver danos a terceiros, além de multa de R$ 10 mil.
Como as antenas falsas são encontradas
Após receber uma denúncia, a Anatel envia uma equipe à região informada para iniciar a busca pela antena ilegal. Os técnicos recorrem, então, a analisadores de espectro, equipamentos que tentam detectar interferências de sinal.
Os aparelhos ajudam a direcionar a busca para onde a interferência é maior e, assim, encontrar o local. Essa etapa pode levar dias porque a antena falsa não fica à mostra para quem está na rua.
Equipamentos da Anatel permitem direcionar busca por antenas falsas
Reprodução/Anatel
Segundo a agência, os golpistas costumam alugar apartamentos em andares altos em bairros de alta circulação. Eles permanecem no local por um prazo curto, na tentativa de não serem percebidos.
“Os criminosos tentam colocar esses equipamentos em lugares de grande movimento e, geralmente, com uma situação um pouco mais desenvolvida”, explicou Gesiléa, da Anatel.
Com a identificação do ponto exato, a Anatel aciona a Polícia Civil, que pede à Justiça autorização para entrar no local. Em outro caso, uma antena foi colocada em um carro para disparar mensagens em vias congestionadas de São Paulo.
Além da antena, o golpe usa uma caixa preta que funciona como um transmissor e de um notebook com o programa responsável por disparar as mensagens para quem está na região.
Polícia descobre central que funcionava como unidade móvel de golpes
Como se proteger de antenas falsas
O golpe da antena falsa explora uma brecha no 2G, que faz o celular aceitar dados de qualquer antena que conseguir interagir com ele, explicou Daniel Nunes, professor do Instituto Nacional de Telecomunicações.
“Nas gerações modernas, como 4G para cima, há uma autenticação de mão dupla: a rede autentica o dispositivo, e o dispositivo autentica a rede. No caso do 2G, a rede autentica o dispositivo, mas o dispositivo não autentica a rede”, afirmou.
Com essa brecha, os criminosos interceptam o 4G e o 5G e forçam o celular do usuário a “cair” para o 2G. Assim, mesmo em um bairro movimentado, o aparelho entende que está em uma área remota, com menos cobertura de sinal.
“Isso é praticamente impossível de ser feito em móveis que estão do 4G para cima”, explicou o professor, que recomenda manter o celular conectado apenas às redes mais modernas e impedir o acesso por meio de antenas 2G.
No Android, essa opção costuma ser encontrada em um caminho parecido com esse: Configurações > Conexões > Redes móveis. Em seguida, desative a opção “Permitir serviço 2G” – os nomes podem variar de acordo com a marca do celular.
No iPhone, siga este caminho: Ajustes > Privacidade e Segurança > Modo de Isolamento. Clique em “Ativar o Modo de Isolamento” e confirme a escolha – o recurso aumenta a segurança, mas limita o funcionamento de outros aplicativos.
Para evitar golpes via SMS, a orientação é não clicar em links nem atender a pedidos de instalação de aplicativos que chegam nessas mensagens. Outra medida importante é manter o sistema atualizado para ter recursos de segurança mais avançados.
Em mensagens, golpistas tratam sobre compras e empréstimos para induzir vítimas a ligar para centrais de atendimento falsas e clicar em links maliciosos
Reprodução/Anatel