Mega-Sena, concurso 3045: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3045: confira os números sorteados
O sorteio do concurso 3045 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (16), em São Paulo. O prêmio acumulou para o próximo concurso, que acontece nesta terça-feira (18), e pode chegar a R$ 45 milhões.
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Veja os números sorteados: 23 – 29 – 33 – 42 – 43 – 57
Mega-sena, concurso 3045
Reprodução/YouTube
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

Agência de classificação de risco Fitch eleva nota de crédito do município do Rio de Janeiro para o grau mais alto

Cristo Redentor, Pão de Açúcar e o bairro de Botafogo
Fernando Maia/Riotur
A Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação de risco do mundo, elevou a nota de crédito nacional de longo prazo do município do Rio de Janeiro para “AAA”, que é o grau de investimento de mais alta qualidade. A agência indica perspectiva de estabilidade e destaca que o Rio de Janeiro, nos últimos anos, apresentou “melhoras consistentes na gestão fiscal”.
No comentário que justifica a elevação da nota de “AA+” para “AAA”, a Fitch diz que os resultados do município trouxeram “sólidas margens operacionais e robustos indicadores de liquidez” e afirma acreditar que “dívida do Rio diminuirá gradualmente ao longo do horizonte do rating”.
A agência também reviu a nota do Perfil de Crédito Individual (PCI), o indicador de saúde financeiro sem considerar apoios externos, que avançou de “BB” para “BB+”, o que significa risco “médio a baixo” – e indicou perspectiva estável para esta avaliação.
A Fitch apresentou ainda os seguintes fundamentos para a decisão:
Perfil de Risco: ‘Médio a Baixo’
Perfil Financeiro: Categoria ‘A’.
Robustez das Receitas: ‘Média’. Justificativa: “município apresenta dependência relativamente baixa de transferências da União e exposição a fontes de receitas voláteis”;
Ajustabilidade das Receitas: ‘Fraca’. Justificativa: “dependência de um pequeno número de contribuintes, à limitada capacidade de ajustar impostos e ao histórico de intervenção federal na política tributária dos subnacionais”;
Sustentabilidade das Despesas: ‘Média’. Justificativa: “Rio reporta controle moderado sobre o crescimento das despesas, com margens sólidas e está em dia com sua folha de pagamento”.
Ajustabilidade das Despesas: ‘Fraca’. Justificativa: “baixa capacidade do município de reduzir despesas em resposta à redução das receitas”;
Robustez de Passivos e Liquidez: ‘Média’. Justificativa: “Rio tem quitado regularmente suas obrigações ao longo dos anos, o que resulta em um índice muito baixo”;
Flexibilidade de Passivos e Liquidez: ‘Média’. Justificativa: Fitch estabelece um limite de 100% para a média dos últimos três anos. Rio reportou índice médio de liquidez de 67,1%;
Análise de pares no Brasil
De acordo com a Fitch Rating, o par mais próximo do Rio é o Estado de São Paulo, que tem rating nacional de longo prazo de AAA e perspectiva estável. Ambos, de acordo com a agência, apresentam perfil de risco ‘Médio a Baixo’ e perfil financeiro ‘A’. No entanto, acrescenta a agência, o índice de payback (o prazo para o retorno de um investimento inicial) do Rio, “que é menos pressionado e situa-se no patamar superior da categoria ‘AA’, explica por que seu PCI está um grau acima do de São Paulo”.
Na escala global, a nota de estados e municípios precisam ser ancorada no teto soberano do Brasil, que permanece em “BB”, com perspectiva estável.
Nota de crédito: o que é, para que serve e o que acontece quando o Brasil perde a classificação
Nota de crédito: o que é e para que serve
Essa nota geralmente é representada por letras, números e sinais matemáticos e normalmente vão de D, que é a nota mais baixa a AAA – a nota mais alta e as notas são classificadas, pelos organismos, em dois grupos principais: grau especulativo e grau de investimento e é a partir dessa nota de risco que os investidores podem avaliar melhor se compensa investir capital naquele país, se existe chance de ganhos que compensem o risco de perder o capital investido – e se a economia desse país é estável ou instável.
Outra pergunta que muita gente se faz é para que serve essa nota de crédito? Essa avaliação é o instrumento que vai emitir uma opinião independente a respeito do risco de crédito da dívida desse país analisado.
Alguns fundos de pensão internacionais, de países da Europa ou os Estados Unidos, por exemplo, seguem a regra de que só se pode investir em títulos de países que estão classificados com grau de investimento por agências internacionais e é por isso que essa “nota” permite que o país receba recursos de investidores interessados em aplicar seu dinheiro naquele local.

Correios: balanço prévio aponta prejuízo de R$ 5,4 bilhões no 1º semestre de 2026

Dados prévios do balancete contábil dos Correios, obtidos com exclusividade pelo g1, apontam um prejuízo de R$ 5,4 bilhões no 1º semestre de 2026. Para o segundo trimestre, o prejuízo acumulado é de cerca de R$ 2,2 bilhões.
🔎Um balancete contábil é um demonstrativo provisório que traz a fotografia de como estão as contas contábeis de uma empresa até um determinado momento — normalmente ao fim de um mês, trimestre ou semestre.
O prejuízo do semestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.
Agora no g1
Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão da estatal divulgar oficialmente as informações contábeis. E, segundo os Correios, as demonstrações contábeis referentes ao 1º trimestre de 2026 “ainda estão em processo de fechamento”.
Em nota, os Correios afirmaram que a empresa não se manifesta sobre demonstrações financeiras antes de sua divulgação oficial.
“As demonstrações financeiras encontram-se em fase de consolidação e serão divulgadas após a aprovação pelas instâncias competentes, em conformidade com os procedimentos de governança da empresa”.
As receitas obtidas até 30 de junho deste ano ficaram estáveis em relação ao mesmo período de 2025, reduzindo cerca de R$ 28,2 milhões. As despesas diminuíram R$ 1,1 bilhão.
Receitas: R$ 8,18 bilhões em 2025 e R$ 8,16 bilhões em 2026;
Despesas: R$ 13,5 bilhões em 2025 e R$ 12,4 bilhões em 2026.
Apesar do aumento expressivo nas despesas, a estatal previa um desempenho ainda pior para o período com os gastos alcançando R$ 14,8 bilhões, desempenho de R$ 1,2 bilhão melhor do que o esperado.
Desempenho das receitas
Apesar das receitas dos Correios no semestre terem diminuído, alguns segmentos individuais tiveram melhora no desempenho quando analisados individualmente.
O principal aumento se deu no campo da prestação de serviço de logística que a estatal oferece a empresas que envolvem o recebimento do pedido, como a preparação do pacote e envio de produtos ao comprador.
A receita saiu de R$ 205 milhões em 2025 para R$ 423 milhões em 2026.
Desempenho das receitas
Por outro lado, as encomendas internacionais, que já representaram 22,2% de todas as receitas, agora representa apenas 4,3% do total ao atingir apenas R$ 355 milhões no semestre.
O desempenho repete um movimento observado desde o lançamento do programa Remessa Conforme, em 2023, com a redução das receitas principalmente associada à queda na prestação de serviços de transporte de encomendas internacionais.
O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. A medida ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”.
Porém, mesmo com o fim da taxa das blusinhas, a empresa não viu as receitas aumentarem já que o programa Remessa Conforme continuou.
Desempenho das despesas
Com relação às despesas, os gastos com salários — um dos maiores problemas enfrentados pelos Correios — teve uma pequena redução de R$ 20 milhões no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, dando fim a uma sequência de altas com esses gastos.
Ao todo, esse grupo de gastos atingiu R$ 5,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Valor 15% menor do que a previsão feita para esses gastos.
Com a redução dos gastos com salários, os Correios ainda conseguiram economizar com despesas atreladas, como planos de saúde e previdência, que totalizaram R$ 260 milhões a menos do que o mesmo período do ano passado.
Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões
Jornal Nacional/ Reprodução
Já os grupos de despesas que justificaram o aumento dos gastos continuam sendo os mesmos do 1º trimestre, as financeiras e com provisões, em que se enquadram as possíveis perdas judiciais que, posteriormente, viram precatórios.
🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica
As despesas financeiras tiveram um aumento de 179%, passando de R$ 590 milhões em 2025 para R$ 1,6 bilhão em 2026. Aumento de mais de R$ 700 milhões apenas no segundo trimestre deste ano e uma redução de quase R$ 225 milhões em relação ao primeiro trimestre.
Nessa categoria estão incluídos gastos com juros e multas relacionados a boletos, contratos e empréstimos, como os R$ 12 bilhões contratados pela estatal no fim do ano passado. A operação tem previsão de gerar R$ 22,4 bilhões em despesas com juros ao longo de sua vigência.
Já as despesas com provisões e perdas também ficaram acima do previsto, mantendo o aumento provocado no primeiro trimestre, que sozinho foi responsável por R$ 1,4 bilhão. Até junho a conta totalizou R$ 1,6 bilhão.
O montante também representa uma alta de 44,5% em relação às despesas registradas em 2025, que somaram R$ 1,1 bilhão.

Usar o ChatGPT prejudica o cérebro? O que sabemos, e o que não sabemos, sobre a 'dívida cognitiva'

Homem pede conselho médico ao ChatGPT e IA manda ele ‘entregar para Deus’
Os seres humanos têm criado ferramentas para resolver problemas desde tempos imemoriais. Mas o ritmo dos avanços está se tornando cada vez mais vertiginoso. Em menos de 100 anos passamos da calculadora eletrônica portátil à inteligência artificial generativa. Usamos tanto essas ferramentas que elas quase se tornaram uma extensão de nós.
Pensemos nisso: seríamos capazes de calcular a raiz quadrada de 2.209 ou improvisar uma história infantil? Se o primeiro impulso é perguntar à IA, é porque nossa mente tenta aliviar sua carga, externalizando recursos. Na verdade, esse fenômeno já foi descrito pela literatura científica dos últimos 30 anos como delegação cognitiva, memória externa ou mente estendida.
Muitos cientistas, especialistas da área clínica e educadores, no entanto, estão cada vez mais preocupados com o impacto que a IA terá a longo prazo na mente humana.
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Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
O estudo do MIT
Para descobrir de que maneira o uso de ferramentas como a inteligência artificial nos afeta cognitivamente, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estudaram o que acontece no cérebro ao usar a IA para escrever textos. Durante três sessões, eles mediram a atividade cerebral de 54 jovens e avaliaram a qualidade de seus textos. Um terço deles utilizou o ChatGPT, outro terço o Google, e o restante contou apenas com seu próprio cérebro para compor o texto.
➡️ Os resultados mostraram que aqueles que utilizaram o ChatGPT tiveram um desempenho inferior ao dos demais em termos neuronais, linguísticos e na qualidade de seus textos. Além disso, apresentaram pior memória com relação ao que escreveram e se sentiram menos conectados às ideias escritas.
Assim, os pesquisadores do MIT argumentaram que depender repetidamente do ChatGPT substitui o esforço cognitivo necessário para o pensamento independente. Isso poderia gerar um acúmulo do que chamaram de “déficit cognitivo” ou “dívida cognitiva”, com custos cerebrais a longo prazo.
Limitações e viralização dos resultados
Embora algumas vozes tenham apontado as limitações do estudo, vários meios de comunicação sugeriram com base em esses resultados que o uso da IA gera inevitavelmente uma dívida cognitiva. Ou seja, uma perda progressiva de capacidades mentais que não é visível no curto prazo.
Mas essa repercussão não se refletiu em trabalhos empíricos: as evidências brilham pela ausência. A maioria dos artigos científicos publicados continua sendo teórica, ou até mesmo normativa, oferecendo orientações sobre como prevenir os efeitos cerebrais do uso contínuo da IA. Os resultados nesse campo ainda são limitados e preliminares.
Por que recorremos à IA?
Por outro lado, podemos analisar o impacto da IA na saúde cerebral sob outra perspectiva. Há uma década, os pesquisadores Evan Risko e Sam Gilbert desenvolveram um modelo cognitivo para explicar por que usamos sistemas externos em vez de nosso próprio cérebro. Em outras palavras, eles ajudaram a explicar quais processos mentais seguimos quando, por exemplo, decidimos pesquisar algo no Google ou perguntar à inteligência artificial.
🔍Esses especialistas afirmaram que o impacto cognitivo depende dos objetivos que buscamos ao utilizar esses sistemas. Assim, podemos recorrer a eles para evitar esforço cognitivo ou porque acreditamos que melhorarão nosso desempenho.
Podemos, por exemplo, pedir ao ChatGPT que escreva uma redação porque não nos sentimos capazes. Ou porque queremos comparar ideias e buscar novas perspectivas que aprimorem nosso texto. Portanto, para compreender as consequências cerebrais da delegação cognitiva será essencial perguntar primeiro por que delegamos. Esse é um aspecto que o estudo do MIT não explorou de forma alguma.
Open AI é a dona do ChatGPT
Getty Images via BBC
Recursos cognitivos economizados
Além do motivo pelo qual usamos o ChatGPT, é importante saber o que fazemos com os recursos “economizados”. Ou seja, se nos custou menos tempo ou esforço concluir uma tarefa cognitiva (um resumo, uma redação, um esboço, uma ideia). o que fazemos com o tempo e a energia que economizamos? Simplesmente nos dedicamos à divagação mental? Ou os destinamos a novos aprendizados?
‘Eu me candidatei a papa’: como usar o ChatGPT fez usuários perderem o contato com a realidade
Estudos sobre o uso do Google indicam que, quando o utilizamos para potencializar outros aprendizados — como saber onde localizar informações úteis —, nossa habilidade na tarefa pode melhorar. O mesmo ocorre com a inteligência artificial: usá-la de forma deliberada para potencializar o treinamento cognitivo, ou para dialogar sobre conceitos, em vez de simplesmente pedir a resposta para uma tarefa, pode aprimorar nossa aprendizagem estratégica.
O próprio estudo do MIT que mencionamos oferece evidências a esse respeito: os autores convidaram os participantes para uma quarta sessão, na qual aqueles que haviam usado o ChatGPT não poderiam mais fazê-lo. Em contrapartida, aqueles que usaram o Google ou seu próprio cérebro passaram a ter acesso à IA. Os primeiros continuaram apresentando menor atividade cerebral e pior desempenho, enquanto os segundos apresentaram melhorias em ambos os resultados. Isso indica que o uso da IA pode trazer benefícios em certos cenários (por exemplo, quando integramos nossas ideias às sugestões do ChatGPT), potencializando processos mentais como a atenção e a memória.
Por essa razão é tão importante, especialmente no contexto educacional, definir cuidadosamente quais tarefas poderiam ser automatizadas com a ajuda da IA e quais outras, mais significativas, poderiam ser reforçadas com o tempo e o esforço poupados.
Nem tudo é dívida cognitiva
Em resumo, a dívida cognitiva que o uso contínuo da IA pode gerar é uma realidade possível, mas ainda incerta. O estudo do MIT é promissor e abre as portas para um mundo ainda desconhecido. Mas ainda estamos longe de saber como a IA afeta as capacidades mentais a longo prazo.
Chat GPT
Getty Images via BBC
O estudo citado deu início a uma onda de conclusões catastróficas sobre a dívida cognitiva, mas não definiu quais formas de uso podem ser prejudiciais e quais, ao contrário, podem até ser benéficas. Observar como e para que usamos essas ferramentas de IA (como pode ser visto na árvore de autorreflexão que acompanha este artigo) ajuda a analisar esses fatores antes de cair em interpretações apocalípticas.
Madalin Marian Deliu Dumitru: docente da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Católica de Ávila; Universidade de Salamanca
Patricia Alzola Bordón: pesquisadora de doutorado em formação (especialização em Neuropsicologia), Universidade de Salamanca

Novo golpe do Desenrola exibe CPF e dados da vítima para cobrar acordo por PIX; saiba como se proteger

Psicólogo explica os danos à saúde mental de quem cai em golpe
Um levantamento da Kaspersky identificou uma nova campanha de golpes que usa o Desenrola Brasil como isca para atrair pessoas interessadas em renegociar dívidas. A fraude é disseminada principalmente pelas redes sociais e direciona as vítimas para páginas falsas que simulam o processo de negociação do programa.
Até o momento, foram identificados mais de 60 domínios registrados com o termo “desenrola”.
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Os criminosos prometem descontos de até 99% para quitar dívidas, retirar o nome de cadastros de inadimplentes e aumentar o score de crédito. Para concluir a suposta renegociação, porém, a vítima é induzida a pagar uma taxa por PIX.
O dinheiro não é destinado ao pagamento da dívida e, segundo a Kaspersky, é transferido para contas de laranjas usadas pelos golpistas.
A fraude chama atenção pelo nível de personalização empregado para conferir aparência de legitimidade às páginas.
Os sites reproduzem elementos visuais de páginas oficiais do governo e exibem imagens de autoridades e de integrantes ligados ao programa de renegociação de dívidas.
Ao acessar uma das páginas falsas, a vítima é direcionada para um chat em que aparecem dados pessoais, como nome completo, CPF e data de nascimento. A exibição dessas informações dá a impressão de que o site tem acesso a uma base oficial.
Na sequência, a página apresenta uma suposta análise da situação financeira do usuário, com informações sobre score de crédito e valores de dívidas.
O atendimento continua em um chat integrado ao site, no qual uma suposta atendente envia mensagens, vídeos e áudios pré-gravados para simular uma conversa individualizada.
Depois, a vítima recebe uma proposta de renegociação com desconto de até 99% sobre o valor da dívida. Os criminosos afirmam ainda que o procedimento permitiria retirar o nome dos cadastros de inadimplentes e elevar o score de crédito.
Para finalizar o suposto acordo, no entanto, é cobrada uma taxa por PIX. O pagamento é apresentado como uma etapa necessária para concluir a negociação, mas não resulta em qualquer renegociação real da dívida.
Chat de atendimento com a confirmação de dados e análise de score.
Divulgação/Kaspersky
“Essa campanha combina dois elementos comuns em golpes de engenharia social: a expectativa de resolver rapidamente um problema e a sensação de segurança criada pela exibição de dados pessoais verdadeiros”, explica Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
Segundo ele, a apresentação de informações corretas não comprova que um site seja legítimo.
A orientação é verificar o endereço eletrônico antes de fornecer dados ou realizar pagamentos e desconfiar de ofertas que prometam benefícios extraordinários ou exijam cobranças inesperadas.
Como evitar o golpe
Confira o endereço do site: antes de fornecer informações pessoais ou realizar qualquer pagamento, verifique se o endereço pertence a um canal oficial do governo ou da instituição financeira envolvida.
Desconfie de cobranças antecipadas: não faça pagamentos por Pix para liberar descontos, concluir uma renegociação ou obter algum benefício do programa.
Procure os canais oficiais: em caso de dúvida, acesse diretamente os sites do governo ou do banco credor, em vez de clicar em links recebidos por WhatsApp, SMS ou redes sociais.
Não confie apenas na exibição de dados pessoais: informações como nome, CPF, data de nascimento ou score podem ser obtidas por criminosos e não comprovam que a página seja oficial.
Denuncie a fraude: sites falsos e contas utilizadas para receber os pagamentos podem ser denunciados às autoridades e às instituições financeiras envolvidas.
Layout do site fraudulento.
Divulgação/Kaspersky

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
O Grupo Casas Bahia anunciou na noite deste domingo (16) que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.
A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
🔍A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.
Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador.
O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
Nova tentativa de reorganizar as contas
Esta não é a primeira vez que a Casas Bahia busca reorganizar sua situação financeira. Em 2024, a companhia realizou uma recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
Na época, a empresa apostava que a renegociação das dívidas, aliada à redução dos custos financeiros e à retomada do consumo, seria suficiente para estabilizar suas contas.
No entanto, segundo a própria companhia, o cenário econômico continuou se deteriorando.
Em comunicado ao mercado neste domingo, a Casas Bahia afirmou que enfrentou um ambiente marcado por juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e queda no consumo, fatores que reduziram sua capacidade de gerar caixa.
A empresa também informou que não conseguiu concluir operações de captação de recursos consideradas importantes para reforçar seu caixa.
“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, afirmou a empresa.
Apesar do pedido de recuperação judicial, a companhia informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções relevantes para os consumidores.
Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ele ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
Além da Casas Bahia, o pedido de recuperação judicial inclui outras empresas do grupo:
ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
ASAP Log Ltda.
CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
Globex Administração e Serviços Ltda.
Cnova Comércio Eletrônico S.A.
Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
Casas Bahia Tecnologia Ltda.
Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Prejuízo bilionário antecedeu pedido
O pedido de recuperação judicial foi anunciado um dia após a divulgação do balanço financeiro do segundo trimestre de 2026.
A companhia registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho deste ano. Segundo a empresa, R$ 9,1 bilhões desse total correspondem a ajustes contábeis extraordinários e despesas ligadas ao plano de reestruturação, sem impacto imediato no caixa.
🔎 Entre os fatores que aumentaram o prejuízo estão ajustes contábeis, como a redução do valor de créditos tributários que a empresa esperava usar no futuro, a reserva de dinheiro para cobrir possíveis disputas e obrigações contratuais, a reavaliação do valor de alguns ativos (como lojas e outros bens) e despesas relacionadas ao processo de reestruturação da companhia.
Apesar do prejuízo, alguns indicadores operacionais apresentaram melhora. A receita líquida cresceu 1,6%, chegando a R$ 6,98 bilhões, enquanto as vendas realizadas diretamente pela internet avançaram 15,3%, alcançando R$ 2,8 bilhões.
A empresa também informou que conseguiu aumentar a geração de caixa, reduzir sua dívida líquida e alongar o prazo de vencimento da maior parte dos financiamentos, diminuindo a pressão financeira no curto prazo.
Plano de transformação
Segundo a companhia, o pedido de recuperação judicial faz parte da segunda fase do Plano de Transformação, iniciado em 2023 para tornar a operação mais eficiente e financeiramente sustentável.
Como parte dessa estratégia, a empresa fechou 298 lojas consideradas pouco rentáveis, reduziu estoques, cortou custos e passou a concentrar investimentos em operações com maior retorno financeiro.
A companhia afirma que o fechamento das unidades busca aumentar a rentabilidade das lojas remanescentes e fortalecer a geração de caixa, em vez de priorizar a expansão da rede.
No balanço financeiro, a Casas Bahia revelou que, entre o fim de 2025 e o primeiro semestre de 2026, buscou diferentes alternativas para reforçar seu caixa.
A administração realizou reuniões com investidores no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa para avaliar novas formas de captação de recursos, incluindo uma possível oferta de ações.
Paralelamente, negociava uma operação de grande porte com investidores internacionais, considerada importante para o planejamento financeiro da companhia.
Segundo a empresa, a operação acabou não sendo concluída após a desistência do investidor âncora. Outras alternativas de liquidez, como empréstimos-ponte e novas linhas de crédito, também não avançaram nas condições esperadas.
Para a companhia, a combinação entre a frustração dessas captações, os juros elevados, o crédito mais restrito e o enfraquecimento do consumo acelerou a necessidade de recorrer à recuperação judicial como forma de reorganizar sua estrutura financeira e garantir a continuidade dos negócios.
Mudanças na direção
No mesmo dia em que anunciou o pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia também comunicou mudanças em sua alta administração.
O vice-presidente Jurídico e Tributário, Fábio Spina, deixou o cargo após atuar na empresa desde 2024. Segundo a companhia, ele continuará prestando consultoria durante o processo de reestruturação.
Para substituí-lo foi nomeada Sírley Lima, executiva com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.
A empresa também informou a saída dos conselheiros Jackson Schneider e Rogério Calderón. Cláudia Quintella Woods assumirá uma vaga no Comitê de Auditoria Estatutário, enquanto André Luiz Helmeister passará a integrar o Comitê de Finanças.
Mesmo deixando o Conselho de Administração, Jackson Schneider continuará coordenando os comitês de Auditoria, Riscos, Compliance e de Investigação da companhia.
*Com informações da Reuters
Loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos é fechada.
Sarah Brito/g1

Por que julgamento da Meta pode mudar o futuro do Facebook e do Instagram

Por que julgamento da Meta pode mudar o futuro do Facebook e do Instagram
Getty Images via BBC
Nos últimos anos, a Meta vem sofrendo sucessivas derrotas nos tribunais devido à forma como suas plataformas — Facebook e Instagram — afetam usuários jovens. Mas um julgamento marcado para começar na terça-feira (18/08) pode representar a maior ameaça até agora às suas operações.
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O julgamento decorre de um processo judicial instaurado em 2023 por 30 Estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, com acusações de inúmeras violações das leis federais e estaduais de privacidade infantil.
Os Estados não só estão buscando mais de US$ 1 trilhão da Meta, como também exigem que ela faça mudanças no Instagram e no Facebook, incluindo o fim da contagem de “curtidas” e da rolagem infinita.
Caso a Meta seja derrotada em um processo dessa magnitude, isso poderá forçar mudanças fundamentais na forma como os jovens interagem com as redes sociais.
Agora no g1
Os Estados que processam a Meta estão pedindo diversas mudanças na forma como o Instagram e o Facebook funcionam para os jovens.
Eles querem que a Meta:
implemente um processo de verificação parental para usuários adolescentes;
altere seus “algoritmos de recomendação que manipulam a dopamina”;
remova diversos filtros de imagem que alteram a aparência nas fotos;
encerre a reprodução automática do conteúdo de vídeo;
proíba a criação de múltiplas contas;
acabe com as publicações rápidas ou que desaparecem, como os Stories do Instagram.
Todas essas funcionalidades são essenciais para a experiência atual do usuário nas plataformas da Meta.
Esses recursos também são projetados para manter os usuários, incluindo adolescentes e crianças, nas plataformas com a maior frequência e pelo maior tempo possível, argumentam os Estados. Eles alegam que a Meta chega a dificultar que os jovens usem menos a plataforma, por meio de recursos como notificações frequentes criadas para incentivá-los a voltar aos aplicativos.
Ao supostamente visar usuários menores de idade, o processo afirma que a Meta “optou por explorar” jovens para aumentar sua base de usuários e expandir seus negócios.
Hoje, o valor da Meta na bolsa de valores é de cerca de US$ 1,5 trilhão.
A Meta tem negado consistentemente todas essas alegações.
“Discordamos veementemente dessas alegações e estamos confiantes de que as evidências demonstrarão nosso compromisso de longa data com o apoio aos jovens”, disse uma porta-voz da Meta em comunicado.
O processo será conduzido por Yvonne Gonzalez Rogers, juíza federal chefe na Califórnia. Ela foi a juíza no julgamento de grande repercussão entre Elon Musk e Sam Altman e construiu uma reputação, ao longo de quase 20 anos de carreira, por ser incisiva e direta.
‘Incômodo público’
Em uma decisão recente contra a Meta, um juiz do Estado do Novo México multou a empresa em um total de US$ 942 milhões e ordenou que ela fizesse mudanças semelhantes às que outros Estados agora exigem.
As mudanças determinadas pelo juiz Bryan Biedscheid incluem a eliminação da contagem de curtidas para usuários menores de 18 anos no Instagram e no Facebook, a proibição de adolescentes enviarem ou receberem nudez pelas plataformas e a limitação das notificações push dos aplicativos a determinados horários do dia.
O juiz também declarou a Meta uma “perturbação pública” semelhante a uma fábrica que polui o ar que as pessoas respiram, causando “efeitos nocivos” que afetam toda uma população. A Meta afirmou que recorrerá da decisão.
Embora a ordem do juiz Biedscheid exija que a Meta faça alterações apenas no Novo México, caso os 30 Estados vençam o processo contra a Meta, a empresa quase certamente precisará implementar mudanças na plataforma em todos os EUA.
Os Estados envolvidos no processo representam quase dois terços da população do país.
Uma decisão recente de um tribunal federal concluiu que as redes sociais são um fator que contribui para a deterioração da saúde mental entre os jovens
Reuters via BBC
A contagem de “curtidas”, por exemplo, faz parte do Meta desde os seus primórdios, quando ainda se chamava Facebook.
Hoje em dia, as curtidas são onipresentes nas plataformas de mídia social. É a principal forma pela qual as pessoas interagem com textos, fotos e vídeos que veem online.
No entanto, as curtidas são cada vez mais vistas como uma forma de fomentar sentimentos negativos, principalmente entre os jovens.
Kaley, uma jovem que venceu o processo contra a Meta no início deste ano, descreveu em depoimento judicial como criou dezenas de contas no YouTube e no Instagram.
Ela usava o sistema de contas para gerar curtidas em suas próprias publicações, na esperança de aumentar o engajamento com outros usuários e, ao mesmo tempo, aumentar seus sentimentos de validação e autoestima. Kaley tinha apenas nove anos na época. Ela disse que se lembrava de se sentir deprimida, algo que lhe foi diagnosticado posteriormente, aos 10 anos.
Pesquisas realizadas nos últimos anos têm demonstrado que métricas de engajamento, como o número de curtidas, podem gerar sentimentos de rejeição e depressão em adolescentes.
No processo movido pelos Estados contra a Meta, no qual a empresa afirma ter entregado mais de 2 milhões de documentos, os advogados apontaram para a própria pesquisa da Meta, que demonstrava que contagens semelhantes impulsionavam a “comparação social”, ou seja, o ato mental de avaliar a própria autoestima em relação às imagens de outra pessoa.
Essa comparação social impulsionada pelo Instagram foi associada a “aumento da solidão, piora da imagem corporal e humor ou afeto negativo”, de acordo com uma pesquisa interna da Meta.
Conforme afirmou o juiz Biedscheid, a forma como as plataformas da Meta operaram por mais de uma década fez parte de uma crescente “crise de saúde mental entre jovens” no Novo México e em outros lugares.
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

Dona da Tok&Stok e da Mobly tem prejuízo de R$ 232,7 milhões no 2º trimestre

Loja da Tok&Stok em shopping de Ribeirão Preto, SP
Reprodução/Tok&Stok
O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, anunciou na madrugada de sábado (15) prejuízo líquido de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, a empresa havia registrado perdas de R$ 88,9 milhões.
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Segundo o balanço divulgado pela companhia, que está em recuperação judicial, a receita líquida caiu 37,3% em um ano, para R$ 207,1 milhões.
O resultado operacional também piorou. O Ebitda — indicador que mede o desempenho da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização — ficou negativo em R$ 156,2 milhões. Um ano antes, havia sido positivo em R$ 19,4 milhões.
As vendas brutas, medidas pelo indicador conhecido como GMV, somaram R$ 295,2 milhões, uma queda de quase 32% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
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Em maio, o Grupo Toky anunciou que entrou com pedido de recuperação judicial, citando dívidas superiores a R$ 1 bilhão.
🔎 Recuperação judicial é um processo em que uma empresa com dificuldades financeiras pede proteção à Justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, enquanto continua funcionando normalmente.
Segundo a empresa, a decisão foi tomada diante das dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito. Esse cenário, afirmou o grupo, reduziu as vendas e afetou seu caixa.
O Grupo Toky também disse que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo.
“Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando”, afirmou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com a empresa, o pedido busca preservar as operações, manter os serviços e criar condições para renegociar suas obrigações financeiras. O processo foi protocolado na Justiça de São Paulo e está sob segredo de justiça.
Ainda em maio, um dia após anunciar o pedido de recuperação judicial, o Grupo Toky promoveu uma reestruturação de sua diretoria executiva. Victor Pereira Noda deixou a presidência, que passou a ser ocupada por André Ferreira Peixoto.
Também houve mudanças nas diretorias financeira e de operações. Os três executivos substituídos, fundadores da companhia, permaneceram no conselho de administração.
Segundo o grupo, as mudanças não alteram sua estratégia de longo prazo nem os compromissos assumidos pela empresa.
“A transição ora comunicada não acarreta qualquer alteração significativa na estratégia de longo prazo, nos compromissos assumidos perante os acionistas e o mercado, ou na condução dos negócios da companhia”, afirmou o grupo.
O que é o Grupo Toky
O Grupo Toky foi criado em 2024 após a união entre a Mobly e a Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor de móveis e decoração no Brasil.
A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais.
A Mobly foi fundada em 2011 por Victor Pereira Noda, Marcelo Rodrigues Marques e Mário Carlos Fernandes Filho, com foco em vendas online de móveis e itens de decoração.
A empresa recebeu investimentos da Rocket Internet e expandiu sua atuação para lojas físicas, contando atualmente com 11 unidades entre megastores, outlets e lojas compactas.
Já a Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule. A marca ganhou espaço no mercado brasileiro ao apostar em móveis modernos, modulares e acessíveis, acompanhando o crescimento da classe média urbana e do mercado de apartamentos no país.
O grupo também reúne a marca Guldi, voltada ao segmento de colchões.
*Com informações da agência de notícias Reuters
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