Mega-Sena pode pagar R$ 58 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.042 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 58 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (9), em São Paulo.
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No concurso da última quinta-feira (6), ninguém acertou as seis dezenas.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Ele enxerga em preto e branco e fez da deficiência um negócio de R$ 100 mil por mês

Empreendedor com deficiência visual cria app para pessoas com a mesma condição e fatura R$ 100 mil por mês
Por muito tempo, o alagoano Arthur Sendas enxergou o mundo sem cores. Nascido com acromatopsia, condição que provoca ausência total da percepção de cores e baixa acuidade visual, ele transformou uma dificuldade pessoal em oportunidade de negócio.
Hoje, lidera uma startup que desenvolveu um aplicativo capaz de descrever ambientes, identificar objetos e auxiliar na navegação de pessoas cegas e com baixa visão. A empresa já alcançou faturamento mensal de R$ 100 mil.
“Eu enxergo preto e branco, mas não enxergo nítido”, conta o empreendedor. Com a tecnologia criada pela própria empresa, ele diz que conseguiu uma experiência inédita. “Hoje, com o nosso aplicativo, eu consigo fazer essa autodescrição, enxergar todas as cores. Então hoje eu enxergo o mundo bastante colorido.”
A ideia começou ainda na faculdade, em Maceió, onde Arthur cursava Análise de Sistemas aplicada à área da saúde. Segundo ele, a motivação inicial era justamente encontrar soluções que pudessem ajudá-lo no dia a dia.
Foi nesse período que conheceu Júnior, colega de turma que também tinha deficiência visual. Juntos, os dois começaram a desenvolver um dispositivo baseado em ecolocalização, tecnologia inspirada no funcionamento de morcegos e golfinhos. O sistema emitia sons capazes de identificar obstáculos e ajudar na locomoção dos usuários.
O primeiro protótipo era um crachá equipado com sensores e motores de vibração. Quando um objeto era detectado, o equipamento enviava sinais táteis ao usuário, indicando a direção e a distância do obstáculo.
Apesar dos avanços técnicos, transformar a invenção em negócio não fazia parte dos planos iniciais. Isso mudou durante a festa de aniversário de uma criança cega de três anos. Ao conhecer o projeto, o menino fez um pedido que marcou os fundadores.
“Ele disse: eu queria enxergar como vocês enxergavam”, relembra Arthur. “A gente estava pensando em um monte de coisa pra fazer, menos no que a gente sabia fazer.”
Startup desenvolveu um aplicativo capaz de descrever ambientes, identificar objetos e auxiliar na navegação de pessoas cegas e com baixa visão.
Globo
A partir dali, os amigos decidiram investir na tecnologia assistiva. O impulso para transformar o projeto em empresa veio em 2022, quando a startup foi selecionada pelo programa Startup Nordeste, do Sebrae. Além de mentorias, a empresa recebeu R$ 78 mil para acelerar o desenvolvimento do negócio.
“Se não fosse o Sebrae, a gente não estaria aqui, porque a gente não teria começado. A gente não teria dinheiro para começar e não saberia o que fazer com esse dinheiro”, afirma o empreendedor.
Mas a trajetória da startup enfrentou momentos difíceis. Em outubro de 2023, pouco antes do início das vendas, Júnior faleceu em decorrência de um problema de saúde. Dois meses depois, Arthur recebeu o diagnóstico de câncer na garganta. Sem os fundadores à frente da operação, a empresa praticamente interrompeu as atividades.
A retomada aconteceu graças aos próprios usuários. Uma mãe procurou Arthur para pedir que o dispositivo voltasse a funcionar para o filho, que dependia da tecnologia. O encontro convenceu o empreendedor a não abandonar o projeto. Pouco tempo depois, a startup venceu uma competição de inovação e retomou o crescimento.
Hoje, a solução funciona diretamente no celular. Com recursos de inteligência artificial, ecolocalização e navegação por áudio 3D, o aplicativo é capaz de descrever cenários, identificar pessoas e auxiliar usuários em deslocamentos.
Entre os clientes está Jouciclecia Almeida, que usa a ferramenta para tarefas simples do cotidiano.
“Eu consigo tranquilamente só apontar a câmera do meu celular e ela vai me dizer, mesmo com potes idênticos, que ali é o açúcar, que o outro é o café”, relata.
Ela afirma que o maior benefício foi recuperar a independência.
“Um dos principais pilares que ele transformou na minha vida é justamente a autonomia”, diz. “Eu não consigo me ver hoje sem ela.”
Segundo Arthur, esse também é o principal objetivo da empresa.
“Autonomia. Pra mim sempre vai ser essa palavra. Ela define tudo o que eu faço”, afirma. “É a minha felicidade ver aquela pessoa fazendo as coisas sozinhas, de maneira autônoma.”
Atualmente, o aplicativo possui mais de mil assinantes e cerca de 100 mil cadastros relacionados a empresas e eventos. Para o empreendedor, o foco agora é ampliar o alcance da tecnologia e impactar ainda mais pessoas.
“Eu não sei o que vou conseguir fazer, mas eu sei que vai ser um negócio muito melhor do que eu estou fazendo hoje.”

Enter: o que faz a startup brasileira de IA que se tornou unicórnio e já vale US$ 1,2 bilhão

Enter atingiu valor de mercado de US$ 1,2 bilhão em 2026.
Divulgação/Enter
Em maio, a startup brasileira Enter se tornou uma das empresas mais valiosas da América Latina ao atingir valor de mercado de US$ 1,2 bilhão após uma rodada de investimentos que triplicou sua avaliação, segundo o último comunicado divulgado pela empresa.
A companhia captou mais de US$ 100 milhões com os fundos Sequoia e Founders Fund, que já haviam investido na Enter anteriormente. Com isso, a empresa se tornou o primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina.
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🔎 O mercado financeiro chama de unicórnio as startups avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão antes de abrirem capital na bolsa de valores.
Fundada em 2023 por Mateus Costa-Ribeiro e Henrique Vaz, a empresa oferece ferramentas de inteligência artificial para ajudar outras companhias a lidar de forma mais eficiente com processos judiciais.
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“Começando pelo jurídico, a tecnologia da Enter traz mais eficiência para todo o ciclo de um processo judicial: do cadastro de ações e detecção de fraudes documentais à análise de jurisprudências e sugestão de minutas”, afirma a empresa.
A empresa afirma usar agentes de IA para analisar cada arquivo de um processo, incluindo contratos, áudios, vídeos e extratos, e extrair as informações consideradas relevantes para a defesa.
“Cada etapa que se pode imaginar em um processo judicial é primeiro tratada por um agente de IA antes da entrada de um humano”, disse Mateus Costa-Ribeiro em entrevista à Bloomberg, em maio deste ano.
Com mais de 30 verificações, a Enter diz que sua IA identifica padrões de litigância abusiva, como litispendência (quando uma mesma ação é apresentada mais de uma vez à Justiça), adulteração de documentos e atuação coordenada entre litigantes (pessoas ou empresas envolvidas em um processo judicial).
CEO diz ter largado emprego estável para criar startup
Mateus Costa-Ribeiro é o cofundador da startup Enter.
Reprodução/LinkedIn
Em uma publicação no LinkedIn, Costa-Ribeiro, que também é CEO da Enter, afirmou que, há cinco anos, tomou o que considera a “decisão mais importante da minha vida”: pedir demissão de um dos principais escritórios de advocacia de Nova York para trabalhar com tecnologia.
“Meus pais me ligaram um dia antes e me disseram que eu me arrependeria para sempre daquela decisão. Afinal, eu tinha dedicado boa parte do meu mestrado na Harvard Law School para conseguir aquela vaga e meu novo salário seria menos de um sexto do anterior.”
“Eu segui a minha intuição: abandonei algo seguro e ótimo para correr atrás do incerto e excepcional. Nosso tempo na Terra é muito curto para ter qualquer pensamento de ‘e se eu tivesse tentado?'”, completou.
O executivo lembra que, após deixar a advocacia, passou a trabalhar com engenheiros de software. Aprendeu o básico de programação, mudou-se para Stanford e criou, com dois amigos, um site simples que permitia aos usuários enviar uma petição inicial em PDF e receber por e-mail uma sugestão de contestação que rebatia os principais argumentos da ação.
“Era setembro de 2023, e eu não tinha ideia de que aquele Google Forms feio — a primeira interface do produto da Enter — se transformaria na maior aventura de autoconhecimento e crescimento da minha vida”, celebrou.
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IA pode estar freando salários antes de cortar empregos; veja profissões mais expostas e rankings

Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
O receio mais comum sobre a inteligência artificial é que ela elimine empregos. Mas um novo estudo sugere que o primeiro grande impacto da tecnologia pode estar acontecendo de forma mais discreta: os trabalhadores continuam empregados, mas seus salários passam a crescer mais devagar.
A conclusão é de uma pesquisa da gestora americana Apollo Global Management. O estudo analisou dados de salários, emprego e uso real de inteligência artificial em 321 ocupações dos Estados Unidos.
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Segundo os pesquisadores, profissionais de áreas mais expostas à IA tiveram crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de ocupações menos expostas após a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude.
O levantamento não encontrou evidências estatisticamente significativas de destruição de empregos nas ocupações mais expostas. O impacto aparece, até agora, na evolução dos salários e é ainda mais forte entre os trabalhadores de menor renda. Nesse grupo, a perda relativa no crescimento salarial chegou a 10,7%.
🔎 O estudo não afirma que os salários dessas profissões necessariamente diminuíram. O que os pesquisadores identificaram foi que eles passaram a crescer em ritmo menor do que os salários observados em ocupações menos expostas à inteligência artificial.
Essas não são necessariamente as profissões que mais perderam vagas, mas aquelas em que a inteligência artificial já é usada para executar uma parcela relevante das tarefas do dia a dia. Ou seja: são ocupações nas quais a IA já passou a fazer parte da rotina de trabalho.
A pesquisa identificou 11 ocupações com índice de exposição igual ou superior a 0,5, patamar considerado de alta exposição pelos pesquisadores.
São elas:
Programadores (0,75)
Atendentes de customer service (0,70)
Digitadores e profissionais de entrada de dados (data entry) (0,67)
Especialistas em prontuários médicos (0,67)
Analistas de mercado e marketing (0,65)
Transcritores médicos (0,64)
Representantes de vendas não técnicas (0,63)
Arquitetos de banco de dados (0,58)
Analistas financeiros e de investimentos (0,57)
Analistas e testadores de qualidade de software (QA) (0,52)
Assistentes estatísticos (0,51)
📎 A exposição foi calculada a partir do Anthropic Economic Index, indicador criado com base em milhões de interações reais de usuários com o Claude, modelo de IA desenvolvido pela Anthropic. Quanto maior a pontuação, maior a proporção de tarefas daquela profissão que já aparece sendo realizada com auxílio da tecnologia.
O ranking revela um padrão claro: quase todas essas ocupações trabalham predominantemente com informações, documentos, textos, análise de dados, atendimento ou produção de conhecimento. São atividades nas quais ferramentas de IA conseguem auxiliar diretamente na execução das tarefas.
Isso ajuda a explicar por que ocupações baseadas em processamento de informação aparecem muito acima de profissões ligadas a atividades físicas, como construção civil, indústria, manutenção ou serviços manuais.
Exposição não significa perda de emprego
Embora as ocupações acima liderem o ranking de exposição, isso não significa que sejam as mais prejudicadas pelo avanço da inteligência artificial.
O desempenho do emprego e dos salários depende de uma combinação muito mais ampla de fatores, como produtividade, demanda por trabalhadores, escassez de mão de obra, crescimento do setor e qualificação exigida.
Entre as ocupações mais expostas, algumas registraram aumento de emprego, outras perderam trabalhadores. Algumas tiveram crescimento salarial e outras apresentaram queda.
Os analistas financeiros e de investimentos, por exemplo, aparecem entre as profissões mais expostas à IA, mas tiveram crescimento de 16,9% no emprego entre 2022 e 2024.
Já os programadores lideram o ranking de exposição e registraram queda de 17,2% no número de trabalhadores e redução salarial real de 6,1% no período.
Quando a análise passa dos níveis de exposição para os salários efetivamente observados, o ranking muda completamente.
As maiores perdas salariais registradas entre 2022 e 2024 foram:
Locutores de rádio e DJs (-52,1%)
Técnicos de radiodifusão (-29,5%)
Diretores musicais e compositores (-17,8%)
Técnicos de instrumentos de precisão (-15,0%)
Árbitros e mediadores (-14,1%)
Artesãos (-14,1%)
Psicólogos organizacionais (-13,4%)
Juízes e magistrados (-13,3%)
Escritores e autores (-12,7%)
Legisladores (-11,7%)
É importante destacar que esses números não significam que a IA foi responsável pelas perdas salariais. A queda pode ter sido influenciada por fatores específicos de cada setor, mudanças econômicas, transformações tecnológicas ou alterações na demanda por profissionais.
O mesmo acontece quando a análise considera apenas a variação no emprego.
As maiores reduções observadas foram:
Vendedores porta a porta e jornaleiros (-46,9%)
Fabricantes de moldes em madeira (-45,5%)
Artistas de efeitos especiais e animadores (-40,9%)
Legisladores (-38,2%)
Técnicos de instrumentos de precisão (-37,8%)
Coreógrafos (-36,5%)
Técnicos de radiodifusão (-36,2%)
Operadores de telemarketing (-31,2%)
Entrevistadores de crédito (-28,7%)
Astrônomos (-27,8%)
Então o que a pesquisa conclui, de fato?
A principal conclusão dos autores não veio da análise individual de cada profissão, mas de um modelo estatístico que comparou grupos de ocupações mais e menos expostas antes e depois da popularização da IA generativa.
Foi nessa comparação que os pesquisadores encontraram evidências de que ocupações altamente expostas apresentaram crescimento salarial mais fraco do que o restante do mercado de trabalho.
O efeito foi particularmente intenso nas ocupações de menor remuneração, enquanto trabalhadores do topo da distribuição salarial não apresentaram resultado estatisticamente significativo. Já para emprego, não foi identificado efeito significativo associado à exposição à IA.
Por isso, os autores argumentam que o primeiro impacto mensurável da inteligência artificial pode estar sendo a chamada “compressão salarial” — situação em que os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia não se traduzem necessariamente em aumentos equivalentes para os trabalhadores.
Apesar dos resultados, os próprios autores fazem uma série de ressalvas.
A medida de exposição foi construída com base nos dados da Anthropic, e não inclui necessariamente todo o uso de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou sistemas corporativos próprios.
Além disso, apenas 321 ocupações puderam ser cruzadas entre as bases utilizadas, e o período analisado após o surgimento da IA generativa ainda é relativamente curto.
programador de sistemas
Sora Shimazaki/Pexels

Por que europeus estão guardando mais dinheiro vivo mesmo usando cada vez menos notas?

Mais de 31 milhões de notas de euro estão em circulação, em comparação com 24 milhões pouco antes da pandemia
Frank Hoermann/SVEN SIMON/IMAGO via DW
Dados do Banco Central Europeu (BCE) revelam que o número de cédulas de euro em circulação na União Europeia (UE) está aumentando, apesar da crescente disseminação de pagamentos eletrônicos entre os europeus.
Especialistas associam o aumento do uso de dinheiro vivo à ansiedade em relação a guerras e à maior ocorrência de ataques cibernéticos contra os sistemas de pagamento online e por aproximação.
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Os incêndios florestais que atingiram com força vários países da Europa nos últimos meses também levaram as pessoas a aumentar suas reservas de emergência em dinheiro vivo.
Ainda que em muitas cidades da Europa os pagamentos eletrônicos sejam utilizados com mais frequência do que os em espécie, o valor total das notas em circulação aumentou significativamente, de 1 trilhão de euros em 2016 para 1,6 trilhão em 2026, segundo dados do BCE, que monitora o número de notas bancárias em circulação desde 2002.
Brasileiros tem R$ 32 milhões “perdidos” em moedas de 1 centavo
Mais de 31 bilhões de notas estão em circulação, em comparação com 24 bilhões pouco antes da pandemia de covid-19, em 2019. A nota mais popular em 2025 era a de 50 euros, seguida pela de 100 euros.
Em termos proporcionais, a quantidade de notas em circulação equivale a 5.000 euros para cada cidadão da Zona do Euro.
O paradoxo do dinheiro vivo na Europa
Philip Lane, economista-chefe do BCE, afirmou recentemente que o estoque total de cédulas continua a crescer. O número de notas está diminuindo nas transações financeiras, ao mesmo tempo em que aumenta em razão dos estoques pessoais.
O BCE afirma que o dinheiro em espécie é uma parte fundamental da “prontidão nacional para crises”, a capacidade de cada país de antecipar, prevenir e reagir a crises internacionais como conflitos, desastres naturais, apagões de energia, crises de saúde e outras.
“A demanda por dinheiro em espécie durante crises — como a crise financeira de 2008, a crise da dívida soberana europeia e a pandemia de COVID-19 — ressalta a sua importância, especialmente em tempos turbulentos”, disse Piero Cipollone, membro do conselho executivo do BCE.
Em 2025, os cidadãos da UE foram aconselhados a estocar alimentos, água e itens essenciais suficientes para 72 horas em caso de emergência, como os incêndios florestais e outras catástrofes, além do risco de ciberataques.
As famílias foram incentivadas a ter um kit de emergência contendo água engarrafada, rádio de pilha, alimentos enlatados e dinheiro em espécie.
Além de ser útil em tempos de crise, o dinheiro vivo pode ser uma ferramenta de inclusão social
K. Schmitt/Fotostand/IMAGO via DW
Diversos países europeus, como a Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia e Suécia, recomendaram que os cidadãos mantenham entre 70 e 100 euros (R$ 425 e R$ 607) por família, o suficiente para pagar por itens essenciais durante 72 horas caso os serviços online e aplicativos móveis fiquem indisponíveis.
Lane também destacou a necessidade de legislação para garantir que as redes de caixas eletrônicos permaneçam disponíveis em todas as áreas comerciais da UE.
Olive McCarthy, professora da Universidade de Cork, na Irlanda, especializada em inclusão financeira, afirmou em entrevista ao jornal The Guardian que a continuidade da existência do dinheiro em espécie é fundamental para a sociedade.
Além de ser útil em tempos de crise, o dinheiro vivo pode ser uma ferramenta de inclusão, sendo essencial para idosos e pessoas em condição vulnerável, como vítimas de violência doméstica cujos gastos sejam controlados pelo agressor.
O dinheiro em espécie também pode ser uma ferramenta para ensinar as crianças a lidar com finanças e orçamento.
Europa cria seu próprio “Pix”
Pagamentos eletrônicos se mantêm em alta na Europa
Arman Zhenikeyev/Westend61/IMAGO via DW
No mês passado, o projeto de lei que cria o euro digital avançou no Parlamento Europeu, aproximando a legislação de sua adoção até o final de 2026.
O projeto do BCE cria uma versão digital oficial do euro, emitida e garantida pelo próprio Banco Central. Seria uma forma de dinheiro eletrônico público utilizável em pagamentos digitais, de uso semelhante ao Pix brasileiro.
A proposta inicialmente enfrentou críticas de membros do Parlamento Europeu, que argumentaram que o euro digital poderia prejudicar a privacidade e, eventualmente, diminuir o papel das notas e moedas como meio de pagamento.
“Gostaria de celebrar o fato de o Parlamento ter aprovado de forma massiva o mandato para estas negociações, que esperamos que sejam concluídas até dezembro”, disse a presidente do BCE, Christine Lagarde à emissora de notícias Euronews.
Lagarde observou que o euro digital visa trazer o dinheiro público – atualmente disponível principalmente sob a forma de dinheiro físico – para a era digital. Tal como as notas e moedas, a ferramenta seria reconhecida como meio de pagamento de curso legal.
“O dinheiro físico e o euro digital serão ambos moeda de curso legal, o que significa que ninguém, em nenhum lugar da Europa, poderá dizer ‘desculpe, não aceito as suas notas'”, afirmou.
UE quer cortar dependência de sistemas estrangeiros
Lagarde acrescentou que o euro digital visa fundamentalmente reforçar a autonomia estratégica da Europa nos pagamentos e no processamento de transações.
A maioria dos pagamentos com cartão na Europa é processada por meio de redes de pagamento estrangeiras, como as americanas PayPal, Visa e Mastercard, o que levou os formuladores de políticas da UE a pressionarem por uma alternativa regional, à medida que as tensões geopolíticas evidenciam a dependência do bloco de provedores sediados principalmente nos Estados Unidos.
No Brasil, o Pix se tornou alvo de críticas do governo dos EUA, que o acusa de prejudicar empresas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência que considera desigual, e que favoreceria de forma injusta o sistema brasileiro.
O sistema de pagamentos online chegou a ser citado por Washington como um dos motivos para o aumento das tarifas americanas contra o Brasil.
Para Lagarde, a melhor saída seria uma solução europeia. “Dependemos predominantemente de redes americanas, mas também, às vezes, chinesas, para organizar pagamentos. Precisamos de uma solução europeia porque queremos ser soberanos em termos domésticos”, disse.
Citando dados do BCE sobre pagamentos com cartão, ela destacou que, em 60% dos casos, as pessoas utilizam infraestruturas de pagamento que estão sob controle de capital estrangeiro.

El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação

El Niño deve ser o mais intenso de que se tem memória
Os alimentos podem ficar mais caros para os brasileiros e atingir um pico de preços em até seis meses após os choques climáticos provocados pelo El Niño. É o que aponta um modelo matemático desenvolvido pelo Rabobank com base no histórico do fenômeno no Brasil.
Segundo o estudo, os alimentos in natura, como carnes e hortaliças, são os que tendem a encarecer mais. Em um cenário de El Niño forte, os preços dessa categoria podem subir 19,9%, enquanto a alimentação no domicílio avançaria 6,32%.
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Em um evento moderado, as altas seriam de 13,4% e 2%, respectivamente.
🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima em diferentes partes do mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.
➡️ Os alimentos in natura são os que reagem mais rapidamente aos impactos. No caso das hortaliças, isso ocorre porque elas têm ciclos de produção mais curtos, fazendo com que problemas climáticos afetem a oferta mais rapidamente.
➡️ Já os semi-elaborados sentem os efeitos de forma mais gradual, principalmente por causa do encarecimento dos insumos. Essa categoria reúne alimentos que passam por algum processamento antes de chegar ao consumidor, como arroz e feijão.
➡️ Os industrializados, por sua vez, tendem a registrar aumentos mais suaves, porque o preço final também depende de custos como processamento, embalagem, transporte e comercialização.
Segundo o relatório, a intensidade e a duração dos impactos variam conforme a força do El Niño, as condições da safra e o cenário econômico.
🔎 Como a conta foi feita? O estudo comparou a evolução do Índice Oceânico Niño (ONI), usado para acompanhar a intensidade do fenômeno, com a inflação dos alimentos consumidos em casa durante os principais episódios de El Niño das últimas décadas.
Para classificar a intensidade do fenômeno, o estudo considerou a variação da temperatura do Oceano Pacífico medida pelo ONI. Valores superiores a 0,5°C na média de três meses indicam um El Niño moderado, enquanto aqueles acima de 1°C caracterizam episódios fortes.
De acordo com a última divulgação da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), em agosto, há 26% de probabilidade de um El Niño moderado, 57% de um evento forte e 16% de um evento muito forte.
Para o fim do ano, as projeções indicam cerca de 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte.
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Como vai ficar a inflação?
➡️ El Niño de intensidade moderada
Em um El Niño moderado, os preços dos produtos in natura poderiam subir 13,4% no acumulado de 12 meses. Como esses alimentos representam apenas uma parte dos gastos considerados no IPCA, a alta acrescentaria cerca de 0,36 ponto percentual à inflação geral.
Os preços dos alimentos semi-elaborados e industrializados também subiriam, mas menos: 0,27% e 0,5%, respectivamente. Somados todos esses efeitos, o El Niño moderado acrescentaria cerca de 0,41 ponto percentual ao IPCA.
➡️ El Niño forte
Em um El Niño forte, os preços dos alimentos in natura poderiam subir quase 20%. Sozinha, essa alta acrescentaria cerca de 0,53 ponto percentual ao IPCA.
Os semi-elaborados subiriam 3,6%, com impacto de 0,20 ponto, enquanto os industrializados avançariam 1,4%, acrescentando outros 0,11 ponto.
No total, o efeito dos alimentos acrescentaria cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA, com o impacto mais forte aparecendo cerca de seis meses após o choque climático.
Onde vai ficar mais caro?
O estudo também analisou como os impactos podem variar entre as regiões metropolitanas.
Os cálculos indicam que regiões com maior peso do consumo ou da produção de alimentos in natura tendem a sentir os efeitos mais rapidamente e com maior intensidade. Em outras localidades, o repasse aos preços seria mais gradual, mas poderia durar mais tempo.
Os maiores aumentos de preços no curto prazo se concentrariam em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém.
Salvador e Recife teriam impactos menores inicialmente, indicando um repasse mais gradual dos choques climáticos aos preços, segundo o relatório.
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Quais alimentos devem pesar mais no bolso?
Segundo economistas ouvidos pelo g1 em julho, os primeiros impactos devem aparecer nas hortaliças, mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño ganhar intensidade, produtos que dependem de safras específicas também podem ficar mais caros no ano que vem.
Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, entre os principais produtos que podem ser afetados estão milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode sofrer impactos, dependendo do volume de chuvas no Sul do país.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser uma das atividades mais afetadas no Centro-Oeste e no Norte, onde a falta de chuvas pode reduzir a disponibilidade de água para as pastagens.
O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor podem favorecer a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem beneficiar as culturas de inverno.
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Golpes usam Minha Casa, Minha Vida e Desenrola para roubar dinheiro; veja como se proteger

Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20)
Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
Com a digitalização dos serviços públicos e a expansão de programas de apoio financeiro e social, golpistas passaram a usar cada vez mais o nome de iniciativas do governo para enganar a população. Entre os alvos estão programas como o Desenrola e o Minha Casa, Minha Vida.
O CEO da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, destaca que o avanço tecnológico trouxe facilidades, mas também abriu espaço para golpes de engenharia social cada vez mais personalizados e sofisticados.
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“Os criminosos não atacam apenas o sistema financeiro, mas a esperança das pessoas em melhorar de vida ou limpar o nome por exemplo. Por isso, a informação é o ingrediente mais eficiente contra o crime digital”.
Como acontecem os golpes
No caso do Minha Casa, Minha Vida, golpistas podem prometer prioridade na fila ou aprovação garantida do financiamento em troca de pagamentos antecipados, feitos por PIX ou boletos falsos.
No Desenrola Brasil, a estratégia é semelhante. Sites e aplicativos falsos imitam o programa do governo e oferecem condições atrativas para renegociar dívidas. A vítima faz o pagamento acreditando que está quitando ou reduzindo uma dívida, mas o dinheiro vai para os golpistas.
Segundo a ABBC, pedidos de pagamento antecipado ou de transferência de dinheiro para liberar benefícios devem servir de alerta para possíveis golpes.
Os sinais de alerta
A ABBC lista alguns sinais de alerta para identificar e evitar esse tipo de golpe:
Desconfie de mensagens que tentam criar urgência, como “último dia” ou “benefício será cancelado hoje”;
Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail antes de verificar a origem;
Confira se o endereço acessado pertence aos canais oficiais do governo;
Desconfie de supostos atendentes que entram em contato por aplicativos de mensagens oferecendo vantagens ou prometendo agilizar processos.
Ao acessar um serviço público, a recomendação é procurar diretamente os canais oficiais, como o portal gov.br.
Quando houver necessidade de atendimento presencial, o cidadão deve buscar os locais indicados pelo próprio programa, como o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), quando for o caso.
Se perceber que caiu em um golpe, a pessoa deve comunicar imediatamente a instituição financeira e registrar um boletim de ocorrência.

Variedade de uva italiana começa a ser produzida em São Roque

Nebbiolo é uma variedade italiana que serve de base para inúmeros vinhos prestigiados ao redor do mundo.
Reprodução / TV TEM
O município de São Roque (SP) é um dos principais polos de produção de uva e vinho no estado de São Paulo, com tradição centenária e forte investimento em enoturismo. Nesta safra de inverno, a cidade apresenta uma novidade: a primeira colheita da uva nebbiolo, variedade italiana que serve de base para inúmeros vinhos prestigiados ao redor do mundo.
O produtor e presidente da Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), Cláudio Góes, destaca o diferencial da nebbiolo. Originária do Piemonte, no noroeste da Itália, a uva possui ciclo mais longo e se adapta melhor ao clima de outono e inverno.
A produção de inverno é possível graças à técnica da dupla poda, que altera o ciclo da videira e o período de colheita. Ao longo do ano, realiza-se uma poda de rebaixamento na primavera e, cerca de seis meses depois, uma poda mais alta para estimular a frutificação. Dos 40 hectares de vinhedo, 20 já utilizam esse método.
Segundo o engenheiro agrônomo Rodrigo Formolo, o processo e a colheita de inverno tornam a uva mais doce, com pH e acidez equilibrados, o que resulta em vinhos de maior qualidade.
A vinícola com maior produção de vinhos de inverno na região metropolitana de Sorocaba espera colher cerca de 100 toneladas de uva nesta safra.
Na propriedade de Alex Moraes, são 10 hectares de cultivo, dos quais quatro destinados à produção de inverno. A colheita, prevista para o fim de agosto, ocorre fora do período chuvoso — prejudicial à floração — e aproveita dias mais quentes com noites frias, condições que favorecem o acúmulo de açúcar e o equilíbrio da acidez das uvas.
O produtor estima colher quatro toneladas, suficientes para gerar aproximadamente 2 mil litros de vinho. O preço será mais elevado devido ao maior custo de produção da safra de inverno.
Veja a reportagem exibida no programa em 23/8/2026:
Variedade de uva italiana começa a ser produzida em São Roque
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