BYD mostra picape híbrida Mako para enfrentar Fiat Toro e Volkswagen Tukan

BYD apresenta picape híbrida Mako
André Fogaça / g1
A BYD mostrou, nesta terça-feira (25), a versão já concluída da picape Mako. O modelo chegará ao Brasil no ano que vem para competir com Fiat Toro, Volkswagen Tukan e RAM Rampage e será fabricado em Camaçari (BA).
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Vista em detalhes pela primeira vez durante o Festival Interlagos, a picape já havia sido exibida em um estágio anterior, quando um protótipo foi apresentado durante um evento em Ribeirão Preto (SP), no fim de abril deste ano.
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Durante o evento, o protótipo trazia o mesmo tipo de suspensão usado no Song Pro, híbrido plug-in que está entre os cinco eletrificados mais vendidos do Brasil. Esse detalhe favorece o conforto urbano da picape, em detrimento da capacidade de carga.
A roda, que estava escondida atrás de uma proteção, calçava pneus aro 18 com desenho mais voltado para o asfalto do que para estradas de terra. A maquete também contava com sensores de estacionamento, câmeras de 360 graus e amortecedores para a abertura da caçamba.
BYD apresenta picape Mako; cabine é similar a do Song Pro
André Fogaça/ g1
Picape pode esconder fiasco da BYD Shark
Mesmo sem preço confirmado, as dimensões da BYD Mako colocam a picape em um nível de competitividade diferente do da Shark. Enquanto a primeira é uma picape compacta, a segunda é média.
Mesmo assim, a Mako pode ter mais chances de sucesso do que a Shark que, mesmo com quase dois anos de mercado, nunca decolou no Brasil.
Em 2026, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) registrou o emplacamento de apenas 415 unidades zero km entre janeiro e julho.
O número representa apenas 1,5% das 26.732 unidades zero km da Toyota Hilux emplacadas no mesmo período. Também equivale a 10,5% das 3.921 unidades da GWM Poer P30 que saíram das concessionárias da rival chinesa.
*Essa reportagem está em atualização.

Dólar opera em alta com petróleo e tensões entre EUA e Irã no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera com leve alta nesta terça-feira (25), subindo 0,06% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,1561. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.
A agenda econômica do dia tem poucos eventos previstos, mas os mercados acompanham de perto as tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã. No Brasil, decisões sobre o Orçamento de 2027 e a situação financeira da Braskem estão no radar.
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▶️ Nos EUA, o mercado acompanha a divulgação do índice de confiança do consumidor de agosto, enquanto o governo de Donald Trump amplia as sanções contra o Irã. A medida tenta pressionar outros países a reduzir relações comerciais com os iranianos e pode levar empresas e entidades a perder acesso ao sistema financeiro que utiliza o dólar.
No mercado de petróleo, os preços operam perto da estabilidade nesta manhã, depois de caírem mais de 2% na sessão anterior. Por volta das 8h45, o Brent recuava 0,04%, a US$ 92,13 por barril, enquanto o petróleo dos EUA subia 0,1%, a US$ 85,08.
▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o projeto do Orçamento de 2027 está bem encaminhado dentro do governo. Segundo ele, o salário-mínimo do próximo ano será de R$ 1.741, e outros benefícios continuarão sendo reajustados de acordo com o piso nacional.
▶️ Também por aqui, a Braskem pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. As ações da companhia caíram 6,71% na segunda-feira (24), para R$ 4,73. Além disso, os papéis BRKM3 e BRKM5 serão retirados de uma série de índices da bolsa.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,16%;
Acumulado do mês: +1,64%;
Acumulado do ano: -6,12%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,53%;
Acumulado do mês: -3,40%;
Acumulado do ano: +6,64%.
EUA anuncia novas sanções contra o Irã
Os EUA ampliaram nesta segunda-feira (24) a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções contra pessoas, empresas e embarcações ligadas ao governo iraniano.
Washington também ameaçou punir países que mantenham transações econômicas com Teerã e iniciou uma campanha para que outros governos rompam relações com o país.
O Departamento do Tesouro norte-americano informou ter sancionado cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam nos setores de energia nuclear, produção de mísseis, cibernética e petróleo.
🔎 As medidas fazem parte da “guerra econômica” anunciada pelo presidente Donald Trump na semana passada para pressionar a economia iraniana. Trump havia definido esta segunda-feira como o “Dia D da guerra econômica”.
Ao anunciar as sanções, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o governo dos EUA também pretende pressionar outros países a interromper suas relações econômicas com o Irã.
“O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã”, disse Bessent.
Segundo o secretário, Washington estabeleceu um cronograma para que cada país interrompa gradualmente suas “atividades” com o governo iraniano. “Se eles não interromperem essas atividades, nos faremos isso de forma unilateral através de autoridades do Tesouro”, ameaçou Bessent.
Bessent também afirmou que uma “grande instituição financeira” será alvo de sanções ainda nesta semana por manter vínculos financeiros com o Irã, mas não informou qual instituição será atingida.
A China, por sua vez, afirmou nesta terça-feira (25) que pretende manter as relações comerciais com o Irã e defender seus interesses, apesar das novas medidas anunciadas pelos EUA e da ameaça de punições a países que não aderirem à pressão econômica contra Teerã.
Questionado em entrevista coletiva sobre as sanções anunciadas pelo governo americano, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou:
“A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações. A China já afirmou em diversas graças que se opõe de modo veemente às avaliações unilaterais prejudiciais (…) A China tomará todas as medidas de segurança para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses”.
A China está entre os principais compradores de petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim defende um cessar-fogo no conflito e afirma que as medidas adotadas pelos EUA não vão solucionar a guerra.
Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027
O governo federal prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com o novo valor começando a ser pago em fevereiro.
A estimativa consta do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que será enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
🔎 A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define o Orçamento do ano.
Atualmente, o salário-mínimo é de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% neste ano. Se a projeção do governo para 2027 se confirmar, o piso terá um aumento de 5,92%, ou R$ 96.
O valor, porém, ainda pode mudar. O salário mínimo definitivo será definido em dezembro deste ano, após a divulgação do INPC de novembro, índice usado no cálculo do reajuste.
Governo estima salário mínimo de R$ 1.717 em 2027
Bolsas globais
Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,28%, aos 7.653,00 pontos. O Nasdaq Composite caiu 0,77%, aos 25.979,66 pontos, enquanto o Dow Jones avançou 0,27%, aos 53.418,68 pontos.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou praticamente estável, com alta de 0,05%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,35%, aos 10.854,32 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,11%, aos 26.106,60 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,37%, aos 8.453,01 pontos.
Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda nesta segunda-feira, uma vez que a oferta inesperada de ações pela Alibaba reacendeu as preocupações com os gastos com inteligência artificial e pesou sobre o setor de tecnologia.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,21%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,59%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,89% e o Nikkei,, do Japão, teve queda de 0,74%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,88%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos

Agência federal multa TikTok em R$ 153,7 milhões
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou nesta terça-feira (25) a aplicação de multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok após identificar irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes.
A medida é diferente de outra decisão tomada pela ANPD neste mês, envolvendo o Discord. Na ocasião, a agência determinou a suspensão das lives (transmissões ao vivo) da plataforma no Brasil até que a empresa adotasse medidas efetivas para proteger menores durante o uso do serviço.
No caso do TikTok, a agência aplicou uma sanção após identificar infrações à LGPD. Já no Discord, a suspensão das lives foi adotada como medida preventiva, enquanto a fiscalização da plataforma continua.
A agência, que é vinculada ao Ministério da Justiça, tem uma atuação semelhante à de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas voltada à proteção de dados pessoais e à privacidade no ambiente digital.
Nos últimos meses, a atuação da ANPD foi ampliada. A agência também passou a fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, que estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais, como redes sociais, jogos e sites.
Entenda as diferenças entre as decisões sobre TikTok e Discord
Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos
Unsplash/Solen Feyissa e Mariia Berezovsky
No caso envolvendo o TikTok, a ANPD afirmou ter identificado cinco infrações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em duas formas de acesso à plataforma: o “feed sem cadastro”, que permite assistir a vídeos sem criar uma conta, e o “feed com cadastro”.
No feed sem cadastro, a agência identificou duas irregularidades: o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes sem uma base prevista na lei que permitisse o uso desses dados e a falta de medidas para prevenir o tratamento desses dados.
No feed com cadastro, a ANPD identificou duas irregularidades: o uso de dados pessoais de crianças e adolescentes para realizar o cadastro sem uma justificativa prevista em lei e a falta de medidas eficazes para impedir o cadastro desse público na plataforma.
A quinta infração foi identificada nas duas formas de acesso. Segundo a ANPD, o TikTok não demonstrou que adotava medidas eficazes e suficientes para comprovar o cumprimento das normas de proteção de dados.
Como parte do plano de conformidade, o TikTok deverá adotar medidas para aumentar a proteção de crianças e adolescentes. Entre elas estão configurações de privacidade mais restritivas para contas de usuários com menos de 16 anos, aplicadas automaticamente, e filtros mais rigorosos para limitar o acesso desse público a conteúdos inadequados.
O g1 entrou em contato com o TikTok para comentar a decisão da agência e aguarda retorno. A empresa tem dez dias úteis, a partir da notificação, para recorrer da decisão.
Discord
Ivan Radic/Flickr
No caso do Discord, a ANPD suspendeu a funcionalidade “Go Live”, que permite fazer transmissões ao vivo dentro da plataforma. O Discord é uma plataforma de comunicação amplamente utilizada por jogadores de games online e também por adolescentes.
Diferentemente do caso do TikTok, a ANPD não aplicou uma multa ao Discord nesta decisão. A agência determinou apenas a suspensão das transmissões ao vivo, como medida preventiva, após identificar riscos à proteção de crianças e adolescentes na plataforma.
Em comunicado, a ANPD afirmou que não descarta aplicar uma multa ao Discord posteriormente, caso sejam constatadas irregularidades no processo de fiscalização. A multa pode chegar a R$ 50 milhões por infração, conforme previsto no artigo 35 do ECA Digital.
A medida foi tomada após o caso de uma menina de 13 anos que teria sido induzida, por um grupo de adolescentes, a cometer suicídio durante uma transmissão na plataforma. A decisão da ANPD contra o TikTok, no entanto, não tem relação com o caso do Discord.
Em entrevista ao g1 no início deste mês, Fabrício Guimarães, superintendente de Fiscalização da ANPD, afirmou que o bloqueio total do Discord não foi cogitado, pois uma medida desse tipo exigiria uma ação judicial.
Segundo ele, como a autoridade precisava agir com urgência, essa opção “nem entrou no radar”.
Fabrício também explicou que a fiscalização da ANPD não tem como foco investigar crimes individualmente, papel que cabe à polícia. “O papel da autoridade é olhar para a estrutura da plataforma para verificar se ela possui mecanismos de gestão de riscos e prevenção que dificultem a ocorrência de abusos”, afirmou.