Vicky Safra é grega ou brasileira? Forbes usa critérios diferentes em suas listas

Quem é a Vicky Safra
Afinal, Vicky Safra é brasileira ou grega? A resposta depende de qual lista da Forbes está sendo consultada.
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Na edição de 2026 da lista mundial de bilionários, a revista americana passou a classificar Vicky Safra como grega. A mudança chamou atenção porque ela aparecia nos últimos anos entre os brasileiros mais ricos e chegou a liderar o ranking do país.
Mas há um detalhe curioso: Vicky continua entre os brasileiros na lista da Forbes Brasil. A diferença está nos critérios adotados pelas duas publicações.
Questionada pelo g1, a Forbes Global informou que classifica os bilionários de acordo com o que considera sua “cidadania principal”.
🔎 Quando uma pessoa tem mais de uma nacionalidade, a revista leva em conta fatores como o país onde nasceu, onde mora e com qual país mantém os vínculos mais relevantes.
No caso de Vicky, a Forbes decidiu que a Grécia era o país mais adequado para aparecer como sua principal cidadania.
“Consideramos que a Grécia era o país mais apropriado para indicar como sua cidadania principal”, afirmou Chase Peterson-Withorn, editor-assistente da Forbes Global e responsável pela supervisão da Forbes 400 e da lista mundial de bilionários.
Segundo ele, não houve mudança na metodologia da revista. A alteração no caso de Vicky foi uma atualização individual de seu perfil.
A Forbes também informou ao g1 que o perfil da bilionária registra que ela nasceu na Grécia, mantém as cidadanias grega e brasileira e vive principalmente na Suíça.
📍 Ou seja: a Forbes não passou a considerar Vicky exclusivamente grega nem deixou de reconhecer sua cidadania brasileira. O que mudou foi o país escolhido pela revista como sua principal referência para a organização da lista mundial.
Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista
Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo
Mas por que ela continua brasileira na Forbes Brasil?
Se a Forbes Global passou a colocar Vicky entre os bilionários gregos, seria natural imaginar que ela também deixaria de aparecer entre os brasileiros.
Mas isso não aconteceu.
Questionado pelo g1, Cláudio Gradilone, editor da Forbes Brasil e responsável pela lista de bilionários brasileiros, afirmou que Vicky continuará no ranking nacional de 2026.
“A Vicky Safra segue na lista dos brasileiros, sim. Ela tem um CPF ativo e negócios no Brasil”, disse Gradilone.
A explicação ajuda a entender por que a mudança feita pela Forbes Global não altera a presença de Vicky no ranking nacional.
Embora a publicação internacional tenha escolhido a Grécia como referência principal para seu perfil, a Forbes Brasil mantém a bilionária entre os brasileiros por causa de seus vínculos formais e econômicos com o país.
As duas classificações não significam que a empresária tenha deixado de ser brasileira, mas refletem critérios diferentes usados pela Forbes para definir a composição de cada lista.
Agora no g1
Quem é Vicky Safra?
Nascida na Grécia, em 1952, Vicky veio ainda criança para o Brasil com a família e foi naturalizada brasileira. Ela se casou com Joseph Safra em 1969, quando tinha 17 anos. O casal teve quatro filhos: Jacob, David, Esther e Alberto.
Joseph fazia parte da família que construiu o grupo Safra, cuja história no setor financeiro remonta ao século 19.
🌍 Os Safra eram originários de Alepo, na atual Síria, e começaram a construir sua fortuna financiando o comércio nos territórios do então Império Otomano.
🇧🇷 Em 1953, Jacob Safra, pai de Joseph, mudou-se para São Paulo com os filhos e deu continuidade aos negócios da família no Brasil.
Anos depois, Joseph expandiu os negócios no país e consolidou o Banco Safra.
Após a morte de Joseph, em 2020, Vicky herdou parte do patrimônio da família e passou a figurar entre as maiores fortunas do mundo. Ela vive atualmente na Suíça.
A família mantém negócios financeiros em diferentes países e investimentos imobiliários, incluindo o edifício Gherkin, em Londres, e o prédio localizado no número 660 da Madison Avenue, em Nova York.
Entre os filhos de Vicky, Jacob e David administram negócios do grupo Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família controladora do banco Daycoval.
Vicky também mantém atuação filantrópica por meio da Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que apoia iniciativas nas áreas de educação, saúde, artes e cultura.

Quem ganhou e quem perdeu: veja como o 'Top 10' dos bilionários brasileiros mudou entre 2025 e 2026

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016.
Roslan Rahman/AFP/Arquivo
A liderança de Eduardo Saverin entre os brasileiros mais ricos foi mantida em 2026. Pelo terceiro ano consecutivo, o cofundador do Facebook aparece no topo do ranking da revista Forbes, com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões.
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Impulsionado pela valorização de sua participação na Meta, Saverin ampliou a distância em relação aos demais bilionários do país e segue como o brasileiro com a maior fortuna já registrada pela publicação.
Além disso, ele segue à frente de Vicky Safra e família, que aparece em segundo lugar, com R$ 130,6 bilhões.
E por falar nela, apesar da mudança na classificação de Vicky no ranking global da Forbes, a empresária continua entre os bilionários brasileiros na lista da Forbes Brasil. Segundo a publicação, ela mantém um CPF ativo e negócios no país.
O grupo dos cinco primeiros também permaneceu praticamente inalterado.
Jorge Paulo Lemann segue em terceiro lugar, com patrimônio de R$ 103,5 bilhões, enquanto André Esteves, do BTG Pactual, continua na quarta posição, com R$ 66,1 bilhões. Fernando Roberto Moreira Salles manteve o quinto lugar, com R$ 50,3 bilhões.
Quem ganhou espaço 💸
Pedro Moreira Salles foi o único dos dez maiores bilionários de 2026 a subir de posição em relação ao ano anterior. O empresário passou do sétimo para o sexto lugar, com patrimônio estimado em R$ 46,5 bilhões.
A mudança fez com que Carlos Alberto da Veiga Sicupira perdesse posições. O empresário, que ocupava o sexto lugar no ano passado, aparece agora em décimo, com patrimônio de R$ 32,7 bilhões.
Já Miguel Krigsner, fundador do O Boticário, permaneceu na oitava colocação. Sua fortuna passou de R$ 34,2 bilhões para R$ 35,3 bilhões.
Novidade no Top 10 🤑
A lista de 2026 trouxe dois novos nomes entre os dez brasileiros mais ricos.
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, ligado à AB InBev e à 3G Capital, aparece pela primeira vez no Top 10, na sétima posição, com patrimônio estimado em R$ 37,8 bilhões.
Outra novidade é Ricardo Faria, fundador da Granja Faria e controlador da Global Eggs. Conhecido como o “rei do ovo”, o empresário ocupa a nona posição, com patrimônio de R$ 34,8 bilhões.
Vale dizer que as duas entradas alteraram a composição do grupo dos dez maiores bilionários brasileiros, mas não mudaram as cinco primeiras posições do ranking.
Quem perdeu espaço 📉
A principal queda entre os dez maiores patrimônios foi a de Carlos Alberto da Veiga Sicupira, que passou da sexta para a décima colocação.
Além dele, dois nomes que estavam no Top 10 em 2025 deixaram de figurar entre os dez maiores em 2026: Alexandre Behring da Costa, do 3G Capita, que ocupava a nona posição, e Jorge Neval Moll Filho, da Rede D’Or, que estava em décimo.
Veja abaixo os dez maiores bilionários do Brasil em 2026.
Eduardo Saverin (Facebook/Meta) – Patrimônio: R$ 169,2 bilhões
Vicky Safra e família (Banco Safra) – Patrimônio: R$ 130,6 bilhões
Jorge Paulo Lemann (AB InBev/3G Capital) – Patrimônio: R$ 103,5 bilhões
André Santos Esteves (BTG Pactual) – Patrimônio: R$ 66,1 bilhões
Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) – Patrimônio: R$ 50,3 bilhões
Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) – Patrimônio: R$ 46,6 bilhões
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (AB InBev/3G Capital) – Patrimônio: R$ 38,8 bilhões
Miguel Gellert Krigsner (O Boticário) – Patrimônio: R$ 35,7 bilhões
Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB InBev/3G Capital) – Patrimônio: R$ 35,4 bilhões
Ricardo Faria (Granja Faria/Global Eggs) – Patrimônio: R$ 35,1 bilhões
Veja abaixo os dez maiores bilionários do Brasil em 2025.
Eduardo Saverin (Facebook/Meta) – Patrimônio: R$ 227 bilhões
Vicky Sarfati Safra e família (Banco Safra) – Patrimônio: R$ 120,5 bilhões
Jorge Paulo Lemann (AB Inbev/3G Capital) – Patrimônio: R$ 88 bilhões
André Santos Esteves (BTG Pactual) – Patrimônio: R$ 51 bilhões
Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) – Patrimônio: R$ 40,2 bilhões
Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB Inbev/3G Capital) – Patrimônio: R$ 39,1 bilhões
Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) – Patrimônio: R$ 38 bilhões
Miguel Gellert Krigsner (O Boticário) – Patrimônio: R$ 34,2 bilhões
Alexandre Behring da Costa (3G Capital) – Patrimônio: R$ 31 bilhões
Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or) – Patrimônio: R$ 30,4 bilhões
Veja o perfil dos 10 brasileiros mais ricos de 2026
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
Roslan Rahman/AFP/Arquivo
1. Eduardo Saverin
Idade: 44 anos
Onde mora: Singapura
Empresa: Facebook
Setor: Tecnologia
Saverin nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele se formou em economia em Harvard, onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook em 2004. Sua fortuna veio de uma participação minoritária da empresa, que viria a crescer anos mais tarde.
Nos anos seguintes, Saverin e Zuckerberg discordaram sobre os rumos da empresa. O embate foi parar na Justiça e foi retratado no filme “A Rede Social” (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield.
O brasileiro fez o investimento inicial necessário para começar as operações da empresa, segundo o livro “Milionários Acidentais”, de Ben Mezrich, publicado em 2012.
Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação.
A fortuna de Saverin teve um bom impulso após a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentar resultados robustos no quarto trimestre de 2023 e anunciar o primeiro plano de distribuição de dividendos da empresa. Com o resultado, ele ficou muito à frente dos demais.
Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista
Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo
2. Vicky Safra
Idade: 74 anos
Onde mora: Suíça
Empresa: Banco Safra
Setor: Finanças
Vicky Safra, de 74 anos, tem origem grega. Ela tinha apenas 17 anos quando se casou com Joseph Safra, o homem que viria se tornar o banqueiro mais rico do mundo.
A fortuna da família tem raízes na Síria, com a criação de uma empresa que operava como casa bancária em 1800. Só começou a fazer parte da história do Brasil em 1953, quando o pai de Joseph Safra, Jacob Safra, se mudou com a família para o país.
Por aqui, a fundação da Safra Financeira veio em 1967. Com as compras de outras instituições financeiras, em 1972 o Banco Safra se estabeleceu no Brasil. Juntos, Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph Safra morreu em 2020, aos 82 anos, por causas naturais.
Entre os filhos, Jacob e David administram os negócios do Safra no Brasil e fora do país. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações, e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval.
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013
Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo
3. Jorge Paulo Lemann
Idade: 86 anos
Onde mora: Suíça
Empresa: AB Inbev/3G Capital
Setor: Bebidas/Investimentos
O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas.
Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard.
Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle.
No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.
O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões.
Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons.
André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual
Divulgação/Reprodução/LinkedIn
4. André Esteves
Idade: 58 anos
Onde mora: Brasil
Empresa: BTG Pactual
Setor: Finanças
O banqueiro André Esteves, de 56 anos, começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição.
Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual.
Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa.
O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões.
A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía da instituição.
5. Fernando Roberto Moreira Salles
Onde mora: Brasil
Idade: 80 anos
Empresa: Itaú Unibanco/CBMM
Setor: Finanças/Mineração
Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.
Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú.
6. Pedro Moreira Salles
Onde mora: Brasil
Idade: 66 anos
Empresa: Itaú Unibanco/CBMM
Setor: Finanças/Mineração
Pedro Moreira Salles é banqueiro, um dos principais acionistas do Itaú Unibanco e integra a família controladora do banco e da CBMM.
Filho do diplomata e fundador do Unibanco, Walther Moreira Salles, ele já presidiu o conselho de administração do Itaú Unibanco e continua entre as principais lideranças da governança do grupo.
Atualmente, é copresidente da Cambuhy, gestora de investimentos (private equity) fundada por ele em 2011 ao lado de outros três financistas.
7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles
Idade: 30 anos
Onde mora: EUA
Empresa: AB Inbev/3G Capital
Setor: Bebidas/Investimentos
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles é empresário e estreou na lista de bilionários da Forbes após receber, em 2024, uma doação em vida de ações da AB InBev feita por seu pai, Marcel Herrmann Telles, um dos fundadores da gestora de investimentos 3G Capital.
Além da participação na fabricante de bebidas, Max é acionista da São Carlos Empreendimentos e Participações desde 2017, ao lado do irmão, Christian Herrmann Telles.
8. Miguel Gellert Krigsner
Idade: 76 anos
Onde mora: Brasil
Empresa: O Boticário
Setor: Cosméticos
Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário, segunda maior empresa de cosméticos do Brasil. Nascido na Bolívia, o empresário controla cerca de 80% da companhia, que atua em mais de 50 países.
Em 1990, criou a Fundação Grupo Boticário, dedicada à proteção ambiental e financiada anualmente com cerca de 1% do lucro líquido da empresa.
Atualmente, Krigsner preside o conselho consultivo do Grupo Boticário.
Título informal é dado a Ricardo Faria, responsável por 24 granjas em todo o país
Arquivo pessoal
9. Ricardo Faria
Idade: 51 anos
Onde mora: Brasil
Empresa: Granja Faria/Global Eggs
Setor: Produção de ovos
Ricardo Faria é fundador e CEO da Global Eggs, conhecida no Brasil como Granja Faria, e ganhou fama no setor do agronegócio como o “Rei do Ovo”. Formado em engenharia agronômica, o empresário criou a companhia em 2018 e detém cerca de 82% do grupo.
Antes de entrar no mercado de produção de ovos, Faria fundou, em 1997, uma empresa de lavanderia industrial voltada para hotéis e uniformes.
Quase duas décadas depois, vendeu o negócio para o grupo francês Elis e passou a concentrar seus investimentos na expansão da Granja Faria.
Empresário Beto Sicupira, em foto de novembro de 2010.
Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo
10. Carlos Alberto da Veiga Sicupira
Idade: 78 anos
Onde mora: Suíça
Empresa: AB Inbev/3G Capital 
Setor: Bebidas/Investimentos
A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, segundo a Forbes. O bilionário é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital, ao lado de Lemann e Telles.
Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948.
Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard.
Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo.
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo

Quem são os maiores bilionários brasileiros da tecnologia em 2026, segundo a Forbes

A Forbes divulgou, nesta sexta-feira (28), a lista dos maiores bilionários brasileiros da tecnologia em 2026. No topo está Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com uma fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões.
Saverin é conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, que conheceu enquanto estava na faculdade. Segundo a Forbes, o patrimônio do brasileiro encolheu 28,24%.
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A revista atribui a queda à alta competitividade entre as empresas de IA, que fez as ações da Meta recuarem cerca de 16%, afetando o patrimônio de Saverin.
A lista deste ano também conta com José Roberto Nogueira, CEO do Grupo Brisanet, e Laércio José de Lucena Cosentino, maior acionista individual da Totvs, empresa brasileira de tecnologia.
Agora no g1
1. Eduardo Saverin
Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, comparece ao 7º Prêmio Anual de Mídia de Senso Comum em homenagem a Bill Clinton no Gotham Hall em 28 de abril de 2011 na cidade de Nova York.
Jason Kempin/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo
Patrimônio: R$ 162,9 bilhões
Empresa: Facebook e B Capital
Saverin nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele se formou em economia em Harvard, onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook em 2004. Sua fortuna veio de uma participação minoritária da empresa, que viria a crescer anos mais tarde.
Nos anos seguintes, Saverin e Zuckerberg discordaram sobre os rumos da empresa. O embate foi parar na Justiça e foi retratado no filme “A Rede Social” (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield.
O brasileiro fez o investimento inicial necessário para começar as operações da empresa, segundo o livro “Milionários Acidentais”, de Ben Mezrich, publicado em 2012.
Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação.
2. José Roberto Nogueira
José Roberto Nogueira, CEO do Grupo Brisanet
Reprodução/TV Verdes Mares
Patrimônio: R$ 1,4 bilhão
Empresa: Brisanet
Fundador e CEO do Grupo Brisanet, o autodidata José Roberto fundou a empresa em 1998 na cidade de Pereiro (CE) “com o sonho de transmitir sinal de internet a um custo acessível em pleno sertão”, relatou a Forbes Brasil em 2025.
A companhia se expandiu por todo o Nordeste, tornando-se líder em banda larga fixa na região, atendendo os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Em julho de 2024, a empresa anunciou ter alcançado 1,37 milhão de clientes de banda larga fixa.
Ele também é sócio-diretor das empresas Nossa Fruta Brasil e Agritech, segundo descrição no Linkedin.
3. Laércio José de Lucena Cosentino
Laércio José de Lucena Cosentino, da Totvs
Reprodução/LinkedIn
Patrimônio: R$ 1,4 bilhão
Empresa: Totvs
Com 23 anos, em 1983, Consentino fundou a Microsiga junto com o empresário Ernesto Haberkorn, que ocupa a 5ª posição desta lista.
A empresa foi rebatizada como Totvs, em 2005, e, no ano seguinte, abriu seu capital na bolsa de valores de São Paulo, iniciando um movimento acelerado de aquisições.
A companhia foi uma das pioneiras no Brasil em desenvolver e implantar softwares de gestão. Atualmente, a empresa atua em 41 países.
Cosentino deixou a presidência em 2018, após 35 anos no cargo, mas segue como presidente do Conselho de administração e como maior acionista individual, com 8,6% das ações, segundo a Forbes Brasil.
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Elon Musk tem 2,4 vezes a fortuna dos 255 bilionários brasileiros, segundo a Forbes

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
De acordo com o ranking de bilionários da revista Forbes divulgado nesta quinta-feira (27), Elon Musk acumula uma fortuna de US$ 870 bilhões no ranking em tempo real da Forbes. Isso representa cerca de 2,5 vezes a soma dos 255 bilionários brasileiros, que figuram na lista da revista.
LEIA TAMBÉM: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
Os mais ricos do Brasil somam, em suas riquezas, cerca de R$ 1,86 trilhão. Considerando o dólar a R$ 5,16 (cotação na manhã desta sexta-feira, 28), a fortuna do dono da SpaceX, Tesla, X chega a R$ 4,49 trilhões.
Assim, os R$ 1,86 trilhão dos mais ricos brasileiros não chegam nem à metade do montante acumulado por Musk, representando apenas 41,5% do patrimônio do sul-africano naturalizado americano.
Com esses números, mesmo que o Brasil tivesse o dobro de bilionários, que juntos tivessem R$ 3,72 trilhões, ainda assim, não atingiríamos a fortuna de Musk.
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Elon Musk, CEO da X e da SpaceX, se formou em 1997 na Upenn
REUTERS/Gonzalo Fuentes
Comparando o nome mais rico do Brasil, o empresário Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que possui uma quantia estimada de R$ 162,9 bilhões, com a fortuna do criador da Tesla, fica mais evidente o acumulado de Musk.
Segundo o balanço da Forbes, seriam necessárias cerca de 27,6 fortunas como a de Saverin para alcançar Elon Musk. Saverin mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o posto de brasileiro mais rico.
Bilionários brasileiros
Nascido em São Paulo e residente em Singapura, Saverin apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. Ele segue como acionista minoritário da Meta, dona do Facebook, e atua também no mercado de venture capital, investindo em empresas com potencial de crescimento.
Na segunda posição aparece Vicky Safra, herdeira do Banco Safra e uma das mulheres mais ricas do país. Nascida na Grécia e naturalizada brasileira, ela acumula R$ 130,6 bilhões, segundo a Forbes — patrimônio ligado à sua participação no banco após a morte do marido, Joseph Safra, em 2020.
Na terceira posição aparece Jorge Paulo Lemann, empresário e um dos principais acionistas da AB InBev e da 3G Capital. Segundo a Forbes, ele acumula R$ 103,5 bilhões — patrimônio construído principalmente a partir de investimentos no mercado financeiro e em grandes empresas.
Eduardo Saverin e Vicky Safra são os dois brasileiros mais ricos de 2024, segundo a Forbes.
Roslan Rahman/AFP/Arquivo e Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo
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Na quarta posição aparece André Esteves, fundador e principal acionista do BTG Pactual. Segundo a Forbes, ele acumula R$ 66,1 bilhões — patrimônio construído a partir de sua trajetória no mercado financeiro e da expansão do banco de investimentos.
Na 14ª edição da lista nacional, a Forbes identificou 255 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão, com fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão.
Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026.
Eduardo Saverin (Meta / Facebook): R$ 162,9 bilhões
Vicky Sarfati Safra e família: R$ 130,6 bilhões
Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital / AB InBev): R$ 103,5 bilhões
André Santos Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões
Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco / CBMM): R$ 50,3 bilhões
Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco / CBMM): R$ 46,6 bilhões
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital / AB InBev): R$ 38,8 bilhões
Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões
Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev / 3G Capital): R$ 35,4 bilhões
Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões

Operação mira grupo de apostas esportivas suspeito de movimentar R$ 5 bilhões e cometer crimes fiscais

O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram nesta sexta-feira (28) a Operação Jogo de Sombras para apurar suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas à exploração de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets.
Por determinação judicial, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo (SP).
Segundo o MPF e a Receita, a investigação tem como foco um grupo empresarial responsável por uma plataforma de apostas esportivas que “teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025”.
Segundo a Receita Federal e o MPF, há indícios de que o grupo criou uma empresa de fachada em Curaçao — ilha do Caribe — para simular que a operação da plataforma ocorria fora do Brasil antes da regulamentação do setor.
Agora no g1
Os investigadores suspeitam, porém, que empresas brasileiras ligadas ao grupo eram as verdadeiras responsáveis pelas atividades no país.
Os órgãos também investigam a suspeita de envio de recursos para o exterior seguido do retorno de parte desse dinheiro ao Brasil por meio de pagamentos por serviços. Segundo os investigadores, o modelo poderia ter sido usado para justificar a entrada de recursos anteriormente remetidos para fora do país.
As investigações apontam ainda o possível uso de “contas bolsão”, modelo que concentra recursos de diferentes clientes em uma mesma conta.
Segundo os investigadores, isso pode dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários finais das operações.
Segundo a Receita e o MPF, as suspeitas não se limitam ao período anterior à regulamentação das apostas esportivas. A investigação apura se parte das estruturas utilizadas anteriormente foi adaptada para continuar permitindo mecanismos de sonegação fiscal após a entrada em vigor das novas regras do setor.
Paralelamente às medidas judiciais, a Receita Federal instaurou 11 procedimentos fiscais para aprofundar a apuração das suspeitas. Segundo o órgão, a recuperação potencial de tributos é estimada em cerca de R$ 300 milhões.
Até a última atualização desta reportagem, os órgãos não haviam divulgado o nome da empresa investigada nem os alvos dos mandados.
Operação Jogo de Sombras
Divulgação/Receita Federal
O que está sendo investigado
De acordo com o MPF e a Receita Federal, a operação busca esclarecer suspeitas de:
sonegação fiscal;
evasão de divisas;
lavagem de dinheiro;
uso de empresa de fachada no exterior;
movimentação irregular de recursos entre Brasil e outros países;
declaração de despesas supostamente fictícias para reduzir impostos.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF.
Segundo os órgãos, a operação cumpre apenas mandados de busca e apreensão.
Esta é a segunda grande operação conjunta da Receita Federal e do MPF voltada ao mercado de apostas esportivas em agosto. No dia 13, a Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e teve decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão.
Os detalhes da operação serão apresentados em entrevista coletiva marcada para as 10h45 desta sexta, na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.
Participarão da coletiva o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o subprocurador-geral da República e coordenador do Gaeco Nacional, José Adonis Callou de Araújo Sá; o procurador regional da República e coordenador-adjunto do Gaeco Nacional, Fábio George Cruz da Nóbrega; a coordenadora-geral de Fiscalização da Receita Federal, Vandreia Mota Rocha; e o coordenador-geral de Pesquisa e Investigação da Receita, Sérgio Luiz Messias de Lima.
– Esta reportagem está em atualização
Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores.
Arquivo/Agência Brasil

Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG
Reprodução/Instagram
A catarinense Amélie Voigt Trejes, de 21 anos, entrou para a história ao se tornar a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking anual da Forbes divulgado nesta sexta-feira (28). Seu patrimônio é estimado em R$ 6,7 bilhões.
A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser 7 semanas mais jovem que Johannes.
Discreta e longe dos holofotes, Amélie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG, multinacional brasileira referência na fabricação de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções para a indústria.
Sua fortuna está diretamente ligada à participação acionária na companhia, uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.
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Quem é Amélie Voigt Trejes?
Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG, criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), ao lado de Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus – cujas iniciais deram origem ao nome da empresa.
Embora não ocupe cargo executivo na companhia, ela integra o grupo de acionistas controladores da empresa por meio da estrutura societária da família.
Segundo os registros societários mais recentes, Amélie possui:
5.282.602 ações ordinárias (dão direito de participação na empresa) diretamente em seu nome, equivalentes a 0,126% do capital da WEG;
participação de 33,33% na Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., holding familiar (um tipo de empresa criada para gerir heranças e patrimônios familiares) dividida igualmente entre ela e seus irmãos, Felipe e Pedro;
participação de 33,33% na Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa patrimonial da família.
Ao considerar as participações diretas e indiretas, Amélie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% do capital da companhia.
Ela também integra o bloco controlador da WPA Participações e Serviços S.A., holding que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Essa estrutura garante aos herdeiros poder suficiente para aprovar ou rejeitar decisões estratégicas da empresa em assembleias de acionistas.
A “fábrica de bilionários” brasileira
A WEG ficou conhecida nos últimos anos como uma verdadeira “fábrica de bilionários”. O modelo de sucessão adotado pelos fundadores manteve o controle concentrado nas famílias, fazendo com que diversos herdeiros aparecessem entre os brasileiros mais ricos do mundo.
Cinco dos seis brasileiros mais jovens presentes na lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt:
Dora Voigt de Assis, 28 anos: patrimônio de US$ 1,4 bilhão;
Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão
Amélie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão.
Felipe e Pedro são irmãos gêmeos de Amélie e compartilham com ela parte das holdings familiares responsáveis pelo controle da empresa.
Como nasceu a WEG
Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, a WEG começou fabricando motores elétricos. Ao longo das décadas, expandiu sua atuação para praticamente toda a cadeia de equipamentos elétricos e industriais.
Hoje, a empresa produz:
motores elétricos;
geradores;
transformadores;
turbinas;
painéis elétricos;
sistemas completos de automação industrial;
equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia;
carregadores para veículos elétricos;
tintas industriais e automotivas;
componentes elétricos, entre milhares de outros produtos.
Segundo a própria companhia, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos.
A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil colaboradores em todo o mundo e possui fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais espalhados pelos cinco continentes.
Em 2024, a empresa também marcou um novo capítulo em sua história ao nomear pela primeira vez no Brasil uma mulher para sua diretoria executiva.
Uma fortuna construída pela valorização da empresa
A riqueza de Amélie está ligada principalmente à forte valorização das ações da WEG ao longo das últimas décadas.
A companhia tornou-se uma das maiores fabricantes globais de equipamentos elétricos e uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.
A combinação entre o desempenho da companhia e a estrutura societária criada pelos fundadores fez com que os herdeiros acumulassem participações bilionárias sem necessidade de ocupar cargos de gestão.

Luana Lopes Lara, da Kalshi, é a bilionária mais jovem do Brasil a construir a própria fortuna; veja quem é

Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança
A brasileira Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária. As informações são da revista Forbes.
Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa.
🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de “bolsa de apostas” sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como “Vai acontecer ou não?”, relacionados aos mais diversos eventos, como guerras, mudanças climáticas ou eleições.
Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que fizeram fortuna por conta própria depois que a empresa captou US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) em uma rodada de investimentos, no fim de 2025.
Forbes divulga ranking das 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026; veja quem são
A captação foi liderada pela Paradigm, firma de investimentos focada em criptomoedas, e teve participação de nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator.

De acordo com a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado — de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 55,9 bilhões) em dezembro.
Com isso, o patrimônio dos cofundadores aumentou de forma relevante. Além de Luana, o sócio dela, Tarek Mansour, também entrou para a lista de bilionários.
Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi
Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi.
Reprodução/Instagram
Formada em Ciência da Computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática.
Luana também estudou na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, seguiu para os Estados Unidos para cursar a faculdade.
No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois tiveram passagem pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na Bridgewater, uma gestora de recursos.
Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não existia um jeito direto de negociar com base no resultado desses acontecimentos.
Assim, em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi, com a proposta de criar uma plataforma na qual as pessoas pudessem negociar com base no resultado de eventos específicos.
A empresa cresceu e, em 2020, recebeu autorização do órgão regulador, tornando-se a primeira bolsa totalmente regulamentada nos Estados Unidos para contratos ligados a eventos.
A Kalshi foi oficialmente reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), uma das agências reguladoras do mercado americano. Com isso, passou a figurar ao lado de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE).
Em 2024, a empresa pediu autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o órgão negou. O argumento foi que haveria risco de manipulação de resultados e prejuízo à integridade das eleições nos Estados Unidos.
A Kalshi entrou na Justiça para contestar a decisão. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer, de forma legal, a negociação ligada a resultados eleitorais no país.
Em entrevista à CNBC, Mansour, que é presidente da Kalshi, afirmou que a empresa avalia a possibilidade de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para o final de 2027 ou início de 2028.
Em julho, a plataforma anunciou que passou a receber apostas sobre ensaios clínicos e análises regulatórias da agência de medicamentos e resultados de alimentos dos EUA (FDA).
Durante a Copa do Mundo, a Kalshi registrou US$ 27 bilhões (R$ 137,1 bilhões) em volume de negociações, alcançando a marca de três milhões de usuários durante o torneio, segundo informações da agência de notícias Reuters.
As polêmicas envolvendo a Kalshi
O “boom” dos mercados preditivos ao redor do planeta trouxe uma série de discussões sobre se o setor estaria ou não enquadrado como uma casa de apostas e jogos de azar — e a Kalshi não ficou de fora dessas polêmicas.
Só neste ano, por exemplo, pelo menos quatro estados americanos tentaram impedir a atuação da companhia em suas respectivas regiões, afirmando que a plataforma operava um negócio ilegal de jogos de azar.
O mais recente foi o caso de um procurador-geral de Nova York, que processou a plataforma no final de julho, alegando que a empresa viola as leis estaduais contra jogos de azar ilegais.
A Espanha também bloqueou o site da Kalshi no país, alegando que a plataforma poderia estar infringindo as regras do país ao operarem sem uma licença para jogos de azar.
Já no Brasil, o governo bloqueou, em abril, a Kalshi e outras 26 plataformas que fazem previsões atreladas a eventos esportivos, jogos online e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.
Segundo integrantes do governo, a medida faz parte do esforço para evitar a consolidação de um novo mercado de apostas sem controle. A avaliação é que esse tipo de plataforma expõe brasileiros a riscos financeiros e opera em desconformidade com a legislação brasileira.
Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais

Bilionários da Forbes: veja quem são os estreantes na lista dos mais ricos do Brasil em 2026

O seleto grupo de bilionários da Lista Forbes Brasileiros 2026, divulgada nesta quinta-feira (27), ganhou novos integrantes.
Em sua 13ª edição, a compilação nacional da Forbes Brasil identificou 255 pessoas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão. Juntos, os bilionários brasileiros somam R$ 1,86 trilhão em patrimônio. Os estreantes representam 1,96% dos integrantes do ranking.
Entre os novos nomes estão Luana Lopes Lara, Rosangela Maggi Schmidt, Ari de Sá Cavalcante Neto e família, Carlos Moche Dayan e Salim Dayan, que acumulam fortunas de até R$ 25 bilhões.
Confira abaixo quem são os novos bilionários da lista.
Luana Lopes Lara (R$ 13,4 bilhões)
Ari de Sá Cavalcante Neto e família (R$ 3,9 bilhões)
Rosangela Maggi Schmidt (R$ 3,5 bilhões)
Carlos Moche Dayan (R$ 2,1 bilhões)
Salim Dayan (R$ 2,1 bilhões)
Luana Lopes Lara
A empresária Luana Lopes Lara
Fantástico/Reprodução
A brasileira Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária. As informações são da revista Forbes.
Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa. (saiba mais aqui)
Ari de Sá Cavalcante Neto e família
Aos 47 anos, Ari de Sá Cavalcante Neto estreia na lista de bilionários da Forbes ao lado da família, com patrimônio estimado em R$ 3,9 bilhões. O empresário cearense é um dos principais acionistas da Arco Educação, participação que divide com a mãe, Margarida de Sá Cavalcante.
A Arco reúne algumas das principais marcas do ensino privado no país, como SAS, Positivo, Dom Bosco e COC, e reforçou sua atuação em 2025 ao incorporar a International School ao portfólio.
Ari é herdeiro de uma tradicional família do setor educacional. Seu pai, Oto de Sá Cavalcante, assumiu os negócios da família ainda jovem e fundou, em 2000, o Colégio Ari de Sá, ao lado da esposa, Margarida. Oto morreu em junho deste ano, aos 80 anos.
Rosangela Maggi Schmidt
Aos 68 anos, Rosangela Maggi Schmidt estreia na lista de bilionários da Forbes com patrimônio estimado em R$ 3,5 bilhões. A empresária gaúcha tem sua fortuna ligada à Amaggi, uma das maiores companhias do agronegócio brasileiro.
Filha de Lucia Maggi, Rosangela é acionista da empresa fundada por André Maggi, grupo que se consolidou como um dos principais produtores e exportadores de grãos do país.
Carlos Moche Dayan
Aos 54 anos, Carlos Moche Dayan passa a integrar a lista de bilionários da Forbes com patrimônio estimado em R$ 2,1 bilhões. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é um dos principais acionistas e executivos da instituição financeira.
Formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos construiu sua fortuna a partir da participação da família no banco.
Salim Dayan
Aos 56 anos, Salim Dayan estreia na lista de bilionários da Forbes com patrimônio estimado em R$ 2,1 bilhões, o mesmo valor do irmão Carlos Moche Dayan. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é executivo e um dos principais acionistas da instituição.
Engenheiro de produção formado pela Universidade de São Paulo (USP), Salim também possui mestrado em Administração e Finanças pelo Ibmec. Ele e o irmão passam a integrar juntos o grupo de estreantes da edição de 2026 da lista da Forbes.
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