Mega-Sena 3053 acumula e prêmio vai a R$ 48 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena?
O sorteio do concurso 3053 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (3), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarssem as seis dezenas era de R$ 40,1 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 48 milhões.
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Veja os números sorteados: 01 – 13 – 25 – 35 – 39 – 51
5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 36.500,74
4 acertos: 3.297 apostas ganhadoras, R$ 912,43
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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Resultado do concurso 3053 da Mega-Sena.
Reprodução/Caixa
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

Vai trabalhar no feriado de 7 de Setembro? Veja se dá para emendar e quais são seus direitos

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado
Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” que chega na próxima segunda-feira (7): o Dia da Independência do Brasil. A data é um feriado nacional e garante, em regra, um dia de descanso aos trabalhadores.
Celebrado em 7 de setembro, o feriado marca a Independência do Brasil, proclamada em 1822, quando o país rompeu seus laços coloniais com Portugal.
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Como a data cai no início da semana, quem não trabalha aos fins de semana terá três dias seguidos de descanso — de sábado a segunda-feira. Veja como fica o calendário:
5 de setembro (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana;
6 de setembro (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana;
7 de setembro (segunda-feira): feriado nacional, Dia da Independência do Brasil.
Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. (veja calendário abaixo)
Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nesses dias.
⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis à categoria.
O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras.
Abaixo, você vai descobrir:
🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
⚖️ Quais são os meus direitos?
💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
📆 Quais são os próximos feriados de 2026?
Crianças se divertem em fonte no Museu do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, no dia 25 de abril de 2026
Felipe Cordeiro/g1
1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros.
Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos.
2. Quais são os meus direitos?
Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia.
“Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo”, explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores.
3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato.
Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.
“O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório”, afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.
4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico.
“Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada”, afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.
Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento.
Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.
“A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado”, completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.
5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.
No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato.
6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação.
O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras.
Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli.
7. Quais são os próximos feriados de 2026?
Depois de setembro, a próxima oportunidade de emenda será no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças.
O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana.
Quem for escalado para trabalhar terá direito, em regra, ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.
Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem:
12 de outubro — Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)
2 de novembro — Finados (segunda-feira)
15 de novembro — Proclamação da República (domingo)
20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira)
25 de dezembro — Natal (sexta-feira)
Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos:
28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira)
24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira)
31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira)
O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira:
Calendário 2026
g1
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Por que Brasil e EUA devem trilhões — e quem empresta esse dinheiro aos governos?

Quanto custa a dívida de um país?
Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas.
Em junho de 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81% do PIB. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto. Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas.
Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional.
Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Efeito China: preços de carros usados caem até 20% com enxurrada de novos modelos chineses

Carros chineses e descontos em carros novos derrubam preços de usados.
Divulgação / Toyota, Honda, Jeep e Geely
O g1 tem acompanhado a chegada de uma série de novos modelos de carros chineses ao Brasil, com diferentes tecnologias e preços competitivos. Esse movimento tem provocado dois efeitos: a redução dos preços dos carros zero km e a consequente pressão sobre os valores dos seminovos.
Em julho, um estudo da Bright Consulting mostrou que, pela primeira vez em seis anos, o preço médio dos carros novos subiu menos que a inflação em 2026. Descontada a inflação, os veículos zero km ficaram 1,5% mais baratos neste ano.
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Agora, dados da Auto Avaliar mostram que os preços efetivamente negociados entre lojistas para veículos com até três anos de uso caíram 9,3% entre janeiro e junho de 2026. A queda foi quase quatro vezes maior que a indicada pela tabela Fipe, que recuou 2,4% no mesmo período.
Alguns modelos registram uma desvalorização que passa dos 20%.
‘Efeito China’: preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos
Entre os casos mais marcantes estão:
Toyota Corolla 2025, que teve redução de 21,2%;
Volkswagen T-Cross 2025, com queda de 20,9%;
Honda HR-V 2025, que recuou 20%.
Volkswagen Nivus e os Toyota Corolla Cross, Yaris e SW4 também estão entre os modelos que mais perderam valor no primeiro semestre.
As marcas tradicionais também passaram a oferecer reduções de preços e condições comerciais mais agressivas para modelos como Hyundai Creta, Jeep Compass, Volkswagen T-Cross e Nivus.
🔎 A Auto Avaliar é uma plataforma em que mais de 27 mil lojistas compram e vendem automóveis. Existem mais de 6 mil concessionárias cadastradas, o que corresponde a 85% do segmento.
A pressão sobre os seminovos ocorre enquanto as montadoras ampliam as promoções dos carros novos para encarar os chineses. Entre maio e agosto, foram anunciados descontos, bônus e mudanças de preços, como desconto de R$ 55 mil no Mitsubishi Outlander PHEV.
No Suzuki e-Vitara a redução chegou a R$ 50 mil. O Fiat Fastback Hybrid teve desconto de R$ 38,5 mil, enquanto o BYD Song Pro teve redução de R$ 28,5 mil. Este último também motivado pela chegada do sucessor, Song Pro Flex.
BYD Dolphin
Divulgação / BYD
Busca por chineses
E os brasileiros estão cada vez mais procurando por carros da China. Segundo o Data OLX Autos, a busca por carros de marcas chinesas entre janeiro e julho de 2026 subiu 124% se comparada ao mesmo período de 2025.
O levantamento da plataforma de vendas mostra que 27% das buscas de carros chineses estão justamente na faixa de R$ 100 mil a R$ 130 mil.
🔎 O segmento de veículos da OLX no Brasil recebe a visita de 565 mil usuários por dia. Mais de 22 mil veículos novos são ofertados na plataforma todos os dias. Os dados são a média de 2026.
O novo pressiona o usado
Segundo Geraldo Victorazzo, vice-presidente da Auto Avaliar, uma redução expressiva no preço de um carro novo altera imediatamente a referência usada pelo consumidor. Isso aumenta o risco financeiro de quem mantém um seminovo comprado com base nos preços anteriores.
“O carro não precisa sair da garagem para perder valor. Quando uma montadora reduz significativamente o preço do zero km ou lança uma condição agressiva de financiamento, ela cria imediatamente uma nova referência para o consumidor”, afirma Victorazzo.
Seminovo mais caro que 0 km
O efeito das promoções fica evidente quando são comparados os valores efetivamente pagos por um carro novo e por um seminovo recente. A impressão que se tem no preço de tabela não se reflete na negociação. As condições de financiamento vantajosas para carros zero km e os descontos pressionam e distorcem o mercado.
Há casos em que um veículo seminovo, então, pode custar mais caro que um novo. Veja uma simulação feita pela Auto Avaliar em dois cenários em que o carro dado pelo cliente na troca custa R$ 88 mil:
Carro 0 km
Jeep Compass Sport
Divulgação / Stellantis
Jeep Compass Sport
Preço de tabela: R$ 174 mil
Preço na loja (com desconto): R$ 147 mil
Valor a financiar: R$ 59 mil
Condição: 30 parcelas sem juros
Valor da parcela: R$ 1.966,67
Custo Total (sem considerar demais taxas): R$ 147 mil
Carro Usado
Volkswagen Taos
Divulgação
Volkswagen Taos Comfortline 2025
Preço do anúncio: R$ 164 mil
Preço na loja (com desconto): R$ 159 mil
Valor a financiar: R$ 71 mil
Condição: 30 parcelas com 1,6% de juros ao mês
Valor da parcela: R$ 2.997,80
Custo Total (sem considerar demais taxas): R$ 177,9 mil
Conclusão: O carro usado tem preço anunciado mais barato, porém, ao final, fica R$ 30 mil mais caro que zero km pelas condições e descontos.
Na análise da Auto Avaliar, quando o consumidor encontra condições melhores em um carro novo, o preço do seminovo precisa acompanhar a mudança.
“Quando o consumidor percebe que consegue levar um zero quilômetro pagando menos ou com uma condição financeira muito melhor, o preço do seminovo precisa reagir. O problema é que a concessionária pode ter comprado aquele carro semanas antes, usando uma referência de mercado que já deixou de existir”, explica Victorazzo.
Outro ponto destacado pela Auto Avaliar é a velocidade com que os preços efetivamente praticados mudam.
Entre junho de 2025 e junho de 2026, o preço médio nas transações dos carros zero-quilômetro caiu 3,5%. No mesmo período, o preço público recuou 1,5%. Ou seja, o preço praticado nas lojas caiu bem mais do que aparece para o público na tabela.
Os números indicam, segundo a empresa, que os descontos e as condições encontradas nas concessionárias podem antecipar movimentos que demoram mais para aparecer nas referências tradicionais de preços.
Gráfico com os dados dos preços dos carros no Brasil
g1
Enquanto os preços de zero km são pressionados, o mercado de usados mantém grande volume de negócios. Entre janeiro e julho de 2026, foram negociados 7,9 milhões de automóveis e comerciais leves usados no Brasil.
A relação foi de 4,88 veículos usados negociados para cada carro novo vendido no período.
Para os analistas da Auto Avaliar, o cenário não significa que concessionárias e lojistas devam deixar de comprar determinados modelos seminovos.
A avaliação é que a decisão de compra precisa considerar:
Velocidade de desvalorização;
Liquidez;
Prazo estimado para vender o veículo.
A estratégia das lojas gera consequência para o consumidor, que espera um valor na avaliação do seu carro usado, mas vai perceber na loja que o veículo vale bem menos do que os anúncios.
Mudança no mercado de usados
Para a consultora Tereza Fernandez, o movimento de queda dos preços dos seminovos está se consolidando em 2026. A chegada de marcas chinesas e a redução de preços promovida pelas fabricantes tradicionais aumentaram a pressão sobre os veículos usados.
Segundo ela, lojas que mantêm estoques elevados podem ter prejuízos com a desvalorização. O impacto, porém, dependerá da capacidade de cada vendedor de reduzir rapidamente os preços e diminuir as perdas.
Tereza não vê uma crise no segmento lojas de carros usados. Para ela, o impacto dependerá da velocidade da queda dos preços, do tamanho da desvalorização e da quantidade de veículos mantidos no estoque pelas lojas.
“Lojas que têm estoques muito grandes podem enfrentar problemas mais sérios com a desvalorização.”
Na negociação de um carro usado, a queda dos preços também pode afetar quem pretende trocar de veículo. Isso porque o consumidor que vende um seminovo também encontrará preços menores na compra de outro usado.
Por esse motivo, Teresa avalia que não haveria uma mudança significativa nesse tipo de negociação. O principal impacto estaria na compra de um zero km, que passa a depender dos descontos oferecidos pelas montadoras.
A consultora ressalta que não é possível generalizar o comportamento do mercado. Outro fator que dificulta as negociações, segundo ela, é a inadimplência, que levou os bancos a adotar critérios mais rígidos e dificultou o acesso ao crédito.
Para Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, a confiança maior do consumidor também ajuda a explicar a queda dos preços dos seminovos. Com mais confiança, parte dos clientes que antes comprava veículos usados passa a considerar a aquisição de um carro novo.
Nesse movimento, segundo o especialista, os modelos chineses ganham espaço.
“A maioria desses carros chineses já entrega eletrificação, tecnologia e um tempo de garantia que dá segurança ao cliente”, diz o consultor.
Para Pagliarini, essa mudança já altera o cenário para os lojistas. Os problemas podem ser maiores para quem mantém grandes quantidades de seminovos, que antes eram comprados em volume justamente por apresentarem boa liquidez.
Segundo o consultor, o mercado também mudou em relação aos veículos eletrificados. Ele afirma que ficou para trás o período em que esses modelos tinham menor poder de revenda e permaneciam por mais tempo nos estoques.
Pagliarini estima que o mercado de veículos em 2026 possa chegar perto de 3 milhões de unidades. Na avaliação dele, o resultado poderia ser maior se houvesse condições melhores de financiamento.
O principal obstáculo, porém, está na aprovação do crédito. Segundo o consultor, embora exista demanda, a dificuldade de conseguir financiamento limita os negócios neste momento.

Como será viajar no jato da Embraer que consegue pousar sozinho

Como será viajar no jato da Embraer que consegue pousar sozinho
Mais conforto, mais segurança e voos diretos para todas as capitais do país: essas são as promessas do novo jato leve Phenom 300EV, modelo da Embraer capaz de realizar pousos por conta própria.
Previsto para começar a ser entregue em 2028, ele foi anunciado em julho. Em agosto, recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de autoridades de aviação nos Estados Unidos e na União Europeia.
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O Phenom 300EV terá espaço para até 10 passageiros, além de um piloto, e poderá ter a configuração dos assentos personalizada pelo proprietário.
O jato foi certificado para fazer voos com dois ou apenas um piloto. E, segundo a Embraer, este é o modelo de piloto único mais rápido e com mais alcance no mercado.
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
As especificações apontam que o Phenom 300EV terá velocidade máxima de 0,8 Mach (ou 0,8 vez a velocidade do som), o que, na altitude de cruzeiro (45 mil pés ou 13,7 mil metros) representa cerca de 859 km/h.
A aeronave terá autonomia de até 3.805 km, que permite voos diretos para as capitais de todos os estados brasileiros, bem como a cidades como La Paz, Santiago e Buenos Aires a partir de São Paulo.
Phenom 300EV por dentro
A Embraer destaca três configurações de assentos que variam de 7 a 10 passageiros.
Com a capacidade máxima, os voos têm apenas um piloto, a poltrona do copiloto é ocupada por um passageiro e um cinto de segurança é colocado até mesmo no assento do lavatório.
A fabricante permitirá personalizar as poltronas, os pisos e as mesas embutidas para os passageiros. A cabine contará ainda com painéis para os próprios passageiros controlarem temperatura, iluminação e áudio.
Ainda segundo a Embraer, o Phenom 300EV tem as maiores janelas de sua categoria, conexão com internet de satélites de órbita baixa e um sistema de ionização de ar.
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Pouso mais seguro
Segundo a Embraer, o Phenom 300EV será o primeiro jato leve com o sistema de pouso automático da empresa americana de tecnologia Garmin, que pode ser ativada manual ou automaticamente caso o piloto não consiga completar o voo.
Batizado de Emergency Autoland, o sistema encontra o aeroporto mais adequado para o pouso considerando fatores como distância e autonomia de combustível e sinaliza a rota para o controle de tráfego aéreo e os passageiros.
A aeronave conta ainda com um sistema de freio automático, que oferece pousos mais suaves, e um sistema de alerta para evitar saídas da pista.
No final de agosto, o Phenom 100, um modelo da Embraer classificado como um jato muito leve, saiu da pista no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro e afetou mais de 80 voos.
A fabricante afirma que os recursos de segurança do Phenom 300EV são possibilitados por um novo computador de bordo que controla funções da aeronave eletronicamente e reduz a carga de trabalho de pilotos.
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer

Aérea japonesa faz novo pedido e eleva para 23 encomenda de aeronaves da Embraer

Jatos E-190-E2 da Embraer operam desde 2009 no Japão
Divulgação/Embraer
A companhia japonesa ANA HD confirmou na noite de quinta-feira (3) a compra adicional de oito aeronaves E190-E2 da Embraer. A acordo ampliou o contrato original, de 2025, para a aquisição de 15 jatos comerciais E190-E2, elevando agora o total de pedidos firmes da aérea para 23 aeronaves.
O plano da ANA HD com a compra é que os E2 apoiem a ampliação da malha regional no Japão. A primeira aeronave está programada para ser entregue em 2028. O valor do negócio não foi divulgado pela fabricante brasileira.
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Além da compra confirmada, a ANA ainda tem a opção de complementar a aquisição com mais cinco unidades.
“Estamos honrados com a confiança duradoura da ANA HD nas aeronaves E2 da Embraer e esperamos apoiar os planos de crescimento da companhia aérea no Japão”, disse Arjan Meijer, disse o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer em comunicado divulgado pela empresa brasileira que tem sede em São José dos Campos (SP).
O E190-E2 faz parte da avançada família E-Jets E2 da Embraer e operam desde 2009 no Japão.
VÍDEO: Aviões da Embraer voam bem próximo a estádio em apresentação durante jogo de rúgbi
Embraer tem receita recorde de R$ 11,3 bilhões no 2º trimestre de 2026 e entrega 65 aviões

Entenda a reviravolta que levou ao fim da "taxa das blusinhas"

Congresso aprova MP que acabou com a taxa das blusinhas
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (03/09) a medida provisória que mantém o fim da apelidada “taxa das blusinhas”.
Até então, o fim era considerado temporário: se a casa não convertesse a MP em lei até 8 de setembro, a portaria que zerava o imposto perderia validade e a alíquota de 20% voltaria a valer automaticamente. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A decisão coloca o Brasil em uma trajetória oposta à de grandes mercados globais, como Estados Unidos e União Europeia, que apertaram o cerco protecionista contra o crescimento das encomendas de baixo custo vindas do e-commerce asiático, de empresas como Shein, Shopee e Alibaba.
Desde o ano passado, Washington suspendeu a isenção que permitia a entrada de compras internacionais de até 800 dólares sem tarifa.
A União Europeia, por sua vez, implantou em julho deste ano uma taxa similar para encomendas de pequeno porte, com a justificativa de que esses produtos, até então isentos, geravam “concorrência desleal para os vendedores do bloco”.
No Brasil, os argumentos do setor produtivo caminham na mesma linha. Entidades do setor, como o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), criticam a perda de competitividade das empresas nacionais ao criar vantagem para os produtos importados.
🔎 O imposto foi suspenso em maio deste ano após Lula revogá-lo com uma medida provisória. Foram quase dois anos de cobrança de 20% de imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares (o equivalente hoje a cerca de R$ 245), com objetivo de combater o contrabando e forçar a regularização das plataformas de comércio online.
Na época, o governo argumentou que a revogação beneficiava a população de baixa renda, que recorre ao varejo online de baixo custo. A decisão foi celebrada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne gigantes do setor.
O que muda?
Shein
Reuters
Além da manutenção do fim da cobrança da alíquota de 20%, o texto aprovado no Congresso também determina que a pasta fará uma avaliação periódica dos efeitos da tributação das remessas internacionais.
O primeiro levantamento deverá ser concluído e publicado em até três meses; os demais, em intervalos de, no máximo, seis meses.
Na avaliação da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a inclusão do instrumento de avaliação “representa um avanço ao criar mecanismos de acompanhamento capazes de subsidiar futuras discussões a respeito dos efeitos da política e possíveis ajustes necessários para reduzir assimetrias concorrenciais”. Apesar disso, a entidade reafirmou seu posicionamento contrário à isenção.
Apesar do fim da isenção da taxa federal, as compras internacionais continuam sujeitas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com alíquotas definidas pelos estados e pelo Distrito Federal.
O imposto extra para as compras de até 50 dólares será zerado, enquanto permanecerão os 60% para as demais importações.
Por que foi criada a “taxa das blusinhas”?
A cobrança no Brasil foi iniciada em agosto de 2024, no âmbito do Programa Remessa Conforme (PRC). Embora tenha se popularizado como “taxa das blusinhas”, o imposto não valia só para roupas ultrabaratas.
Estavam incluídas diversas mercadorias de baixo valor encomendadas do exterior por pessoas físicas no Brasil.
A cobrança veio em reação ao crescimento do comércio online, alavancado durante a pandemia de covid-19 por empresas como AliExpress, Shein, Amazon, Alibaba e Shopee. Segundo a Receita Federal, chegavam, à época, entre 500 e 800 mil compras internacionais ao Brasil por dia.
Segmentos da indústria nacional levaram a pauta a Brasília, argumentando que havia competição desleal entre produtos vendidos dentro do país e pelas gigantes globais do comércio online.
Mesmo sancionada por Lula, a medida nunca pareceu convencê-lo. O presidente chamou de “irracional” tributar as classes média e baixa, que compram do exterior sem sair do país, enquanto as classes média e alta têm maior margem para fazer compras isentas de imposto em viagens internacionais.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que as compras de baixo valor funcionam como uma “alternativa importante de consumo, especialmente para a população de menor renda”, mas complementou que a Câmara continuará dialogando com o setor produtivo, “buscando conciliar a proteção do poder de compra das famílias sem deixar de olhar para a competitividade da indústria e a força do varejo nacional”.
A decisão, contudo, impõe um desafio fiscal para o governo, que usou a taxa como forma de arrecadação desde a implementação, em agosto de 2024.
A cobrança gerou resultados?
Com a iniciativa, o objetivo da Receita Federal era certificar empresas de comércio eletrônico, aplicar o imposto já no ato da compra e reduzir o tempo que as mercadorias ficam estacionadas nas alfândegas. Desde então, 45 empresas obtiveram a certificação.
Até 2024, as importações de até 50 dólares estavam sujeitas apenas ao ICMS, que vai para os cofres estaduais. Somou-se, a partir de então, a taxa federal de 20% para estas compras.
A tributação foi impopular. Em contrapartida, a arrecadação pública com o imposto, acumulada desde o início do programa, gira em torno de R$ 10 bilhões.
De acordo com a Receita Federal, entre 2024 e 2025, o imposto arrecadado foi de R$ 7,8 bilhões. Já nos primeiros quatro meses de 2026, o valor foi de R$ 1,78 bilhão, com alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, segundo levantamento da CNI, a medida resultou em R$ 4,5 bilhões em importações evitadas, aumentando a movimentação da economia brasileira. A confederação estimou ainda os empregos preservados em 135,8 mil.
O impacto da perda para os próximos anos foi estimado pelo IDV em R$ 5 bilhões até 2028. O valor foi calculado com base na arrecadação (cobrança e recolhimento) de períodos anteriores, de acordo com o site Poder 360.