Tribunal não terá expediente no feriado de 7 de setembro
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China segue como principal destino do agro brasileiro, mas mercado dá sinais de mudança
A China está produzindo cada vez mais carne de frango e o excedente começa a ser vendido para outros países.
O movimento pode transformar um dos grandes compradores do frango brasileiro em um concorrente do Brasil no mercado internacional, principalmente no Oriente Médio, na Ásia e na África, segundo analise de um especialista do Rabobank (banco especializado em agronegócio e alimentos)
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A China se tornou exportadora líquida de carne de frango em 2025. Ou seja, passou a vender para outros países mais da proteína do que compra do exterior.
Em entrevista à agência Reuters, Chenjun Pan apontou que a tendência é de que os embarques chineses continuem crescendo nos próximos anos.
“Potencialmente, não agora, mas talvez na próxima década, possa haver alguma competição no Oriente Médio, na Ásia e na África” entre a carne de frango chinesa e a brasileira, afirmou Pan em entrevista à Reuters durante passagem pelo escritório do Rabobank em São Paulo.
O Brasil é o maior exportador mundial de frango. Em 2025, o país embarcou um recorde de 5,3 milhões de toneladas.
China tenta reduzir dependência de alimentos importados; o que isso significa para o agro brasileiro
A China, por sua vez, exportou pouco mais de 1 milhão de toneladas e ficou em quinto lugar entre os maiores exportadores mundiais.
Ao mesmo tempo, o país asiático continua sendo um dos principais compradores do frango brasileiro.
Frango em granja de MS habilitada para exportação
TV Morena/Reprodução
De janeiro a julho de 2026, a China foi o principal destino da proteína brasileira, com 355,8 mil toneladas. Só em julho, foram 70,5 mil toneladas, também o maior volume entre os compradores naquele mês.
Mas o volume comprado pela China vem caindo nos últimos anos. O país foi o principal destino do frango brasileiro por quatro anos seguidos, de 2021 a 2024. Em 2025, porém, as compras caíram 55,5%, para 250,3 mil toneladas, e a China passou para a sexta posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira.
Exportações do Brasil para a China cairam
Exportações do Brasil para a China cairam
China está produzindo mais frango do que os chineses consomem
O avanço chinês tem uma explicação simples: a produção está crescendo mais rápido que o consumo.
No primeiro semestre deste ano, a produção de frango da China aumentou mais de 9% em relação ao mesmo período de 2025. No ano passado, o crescimento havia sido de cerca de 7%, segundo Pan.
“Está muito, muito forte o crescimento. O aumento da demanda é forte, mas não tão forte quanto o crescimento da produção”, disse a especialista.
Isso faz com que sobre mais carne para ser vendida no exterior.
E há uma particularidade no gosto do consumidor chinês que ajuda a explicar esse movimento. Os chineses preferem cortes como asas e pés de frango, enquanto o peito tem menor procura no mercado doméstico.
“Os chineses não gostam de carne de peito por uma questão de hábito alimentar. Eles gostam de comer asas e pés”, afirmou Pan.
É justamente essa diferença entre o que o consumidor chinês quer comer e o que as granjas produzem que abre espaço para as exportações.
De processados a cortes de frango in natura
A China já exportava carne de frango há anos, mas principalmente produtos processados. Agora, o país começa a ganhar espaço também nas vendas de carne in natura, como o peito de frango.
Esse segmento vem crescendo rapidamente, segundo Pan.
Entre os destinos da produção chinesa estão Rússia, Hong Kong, Coreia do Norte e países do Oriente Médio, alguns dos mercados em que o Brasil também atua.
A concorrência, porém, ainda tem limites. União Europeia, Japão e Coreia do Sul não aceitam carne de frangos vacinados contra a gripe aviária, o que restringe o acesso da produção chinesa a esses mercados.
Crise da carne suína ajudou a impulsionar o frango
O aumento da produção de frango também faz parte de uma estratégia mais ampla da China para reduzir sua dependência da carne suína.
O país é o maior consumidor mundial de carne de porco. Entre 2019 e 2021, porém, a peste suína africana provocou uma forte redução da oferta, fazendo os preços dispararem.
A crise tornou o frango mais atrativo e estimulou investimentos para aumentar a capacidade de produção.
Com isso, a participação do frango no mercado chinês de carnes chegou a 28%, segundo Pan.
A proteína também interessa ao governo chinês porque sua produção exige menos milho e farelo de soja para cada unidade de proteína produzida do que a carne suína. Isso ajuda a reduzir a necessidade de importar grãos usados na alimentação dos animais.
Para Pan, a mudança nos hábitos de consumo e a expectativa de queda na produção de carne suína devem limitar o crescimento da demanda chinesa por soja.
Carne bovina pode ser oportunidade para o Brasil
Enquanto o frango chinês ganha espaço no exterior, a especialista vê potencial de crescimento para outro produto brasileiro na China: a carne bovina.
O mercado chinês enfrenta atualmente restrições de oferta, incluindo tarifas de importação extracota mais altas para o Brasil e outros fornecedores.
Segundo Pan, essas tarifas devem continuar até 2028. Depois disso, o Brasil poderá encontrar novas oportunidades no mercado chinês.
A especialista avalia que o consumidor chinês está mudando e buscando cada vez mais produtos de maior valor agregado, em vez de apenas commodities.
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Publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de setembro de 2026, às 22:02.
Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na noite de quinta-feira (3) um pedido do senador Chuck Grassley por medidas para reduzir o preço de fertilizantes, sementes e outros insumos aos produtores rurais americanos.
No pedido, o senador, que é produtor rural e próximo de agricultores do estado de Iowa, cita um dado da National Corn Growers Association, associação de produtores de milho dos EUA, que diz que os americanos pagam 68% a mais pelas sementes de milho do que os brasileiros.
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O Brasil é o principal concorrente dos Estados Unidos no mercado global de milho, especialmente nas vendas à China. Os americanos lideram as exportações mundiais, seguidos pelos brasileiros, segundo o Departamento de Agricultura americano.
Agora no g1
O texto da postagem diz ainda que “empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos” estão vendendo seus produtos no Brasil “com grandes descontos”.
“É fácil perceber que, se o senhor pressionar essas empresas, como fez com as farmacêuticas, não será necessário destinar US$ 11 bilhões aos agricultores como ajuda temporária”, disse Grassley.
“Por favor, analise essa questão. Caso constate uma injustiça contra os agricultores americanos, anuncie alguma medida em breve, mesmo que não seja possível chegar a um acordo imediatamente”, acrescentou Grassley, que cultiva milho e soja em New Hartford, no nordeste de Iowa.
Trump anunciou cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA
Após cota, EUA anunciaram plano para pecuaristas
Produtores pressionam Trump
Agricultores dos Estados Unidos, sobretudo do Cinturão do Milho — região que inclui o estado de Iowa —, têm pressionado o presidente Trump por medidas para aliviar a alta dos insumos agrícolas. Segundo eles, o setor enfrenta a pior crise de rentabilidade em décadas.
Os gastos com diesel, fertilizantes, sementes e máquinas dispararam, em um cenário agravado pela guerra no Irã e por problemas logísticos. Ao mesmo tempo, os preços do milho e da soja continuam baixos, enquanto os tarifaços de Trump reduziram as vendas para outros países.
Pecuaristas americanos também pressionam o presidente. O rebanho bovino do país está em seu menor nível em 75 anos, após períodos de secas extremas e aumento dos custos de produção.
Nesta semana, Trump anunciou uma série de medidas para ajudar os pecuaristas do país, que incluem crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença da carne produzida nos EUA em compras do governo.
O anúncio aconteceu após o presidente ter estabelecido cotas de importação de carne magra para tentar reduzir preços no país, o que desagradou pecuaristas americanos. A medida passou a valer em 1º de setembro e vale por 90 dias.
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abre em alta nesta sexta-feira (4), cotado a R$ 5,1107 por volta das 9h03, com avanço de 0,12%. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.
Com poucos indicadores econômicos no Brasil e às vésperas do feriado de 7 de Setembro, as atenções dos investidores se voltam para os dados de emprego dos Estados Unidos.
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▶️ Às 9h30 (horário de Brasília), o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o relatório de empregos de agosto, o chamado Payroll. O documento traz informações como o número de vagas, taxa de desemprego e salários, indicadores importantes para as decisões sobre os juros no país.
▶️ No Brasil, às 10h, o IBGE publica uma pesquisa sobre o trabalho por meio de aplicativos e plataformas digitais em 2024, mostrando o perfil dos trabalhadores desse setor.
▶️ Mais tarde, às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior divulga o resultado da balança comercial de agosto, que mostra a diferença entre as exportações e as importações do país. Os dados devem trazer os primeiro impactos do tarifaço imposto pelos EUA, que entrou em vigor no dia 22 de julho.
▶️ Também está no radar do mercado a nova pesquisa Datafolha para a eleição presidencial. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, testou dois cenários de primeiro turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,76%;
Acumulado do mês: -1,45%;
Acumulado do ano: -7%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +5,42%;
Acumulado do mês: +4,38%;
Acumulado do ano: +14,93%.
Mais dados da economia americana
O déficit comercial dos EUA saltou 24,4% em julho, alcançando US$ 88,6 bilhões (R$ 452 bilhões), segundo dados divulgados nesta quinta-feira. Isso significa que o país gastou muito mais com compras do exterior (importações) do que arrecadou com vendas para outros países (exportações).
O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de analistas, que projetavam um déficit de US$ 90 bilhões (R$ 459 bilhões), mas acende um sinal de alerta. Isso porque o saldo comercial negativo pode voltar a pressionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre.
O que impulsionou o resultado:
Corrida pela inteligência artificial: a forte demanda de empresas americanas por computadores, chips e outros componentes tecnológicos importados elevou as compras externas;
Queda das commodities: tanto as importações quanto as exportações de insumos industriais e petróleo recuaram, em grande parte devido à queda dos preços dos combustíveis.
🔎 Quando as importações superam as exportações, a demanda é atendida por bens produzidos no exterior, reduzindo a contribuição do setor externo para o PIB. Como as importações entram com sinal negativo no cálculo da atividade econômica, um déficit comercial maior tende a limitar o crescimento da economia.
Já os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram levemente na última semana, mostrando que o mercado de trabalho continua estável.
Segundo o Departamento do Trabalho, foram registrados 206 mil novos pedidos, um pouco acima da semana anterior e muito próximo do esperado pelos analistas.
🔎 Apesar da economia seguir aquecida, muitas empresas continuam cautelosas para contratar novos funcionários por conta das incertezas geradas pelas políticas de comércio e imigração do governo de Donald Trump. Ao mesmo tempo, as demissões seguem em níveis baixos, o que ajuda a sustentar o mercado de trabalho e a atividade econômica.
Sob nova direção
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quarta-feira (2) que Benjamin Steinbruch deixará a presidência-executiva da companhia para assumir a presidência do Conselho de Administração.
A partir desta quinta-feira, o cargo de presidente-executivo será ocupado por Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale.
Steinbruch, de 73 anos, esteve à frente da CSN por 33 anos. Antes disso, teve papel de destaque na privatização da Vale, em 1997, ao liderar o Consórcio Brasil, grupo vencedor do leilão da mineradora.
📈 A troca no comando foi bem recebida pelo mercado financeiro. Investidores avaliam que Schvartsman tem experiência em reestruturar grandes empresas e pode acelerar o plano da CSN de reduzir seu endividamento.
Por volta das 12h49, as ações da companhia subiam 6,62%. Mais cedo, chegaram a avançar cerca de 14%, liderando os ganhos do Ibovespa.
Bolsas globais
As bolsas europeias operam em leve queda nesta sexta-feira (4), com os investidores à espera do relatório de emprego dos EUA (payroll), que pode influenciar os próximos passos dos juros no país e impactar os mercados globais.
Por volta das 9h40 (de Brasília), o índice Stoxx 600 recuava 0,2%. O DAX, da Alemanha, caía 0,1%; o FTSE 100, de Londres, perdia 0,2%; e o CAC 40, da França, também recuava 0,2%.
Na contramão do mercado, as ações da Volkswagen disparavam 5,7% após a montadora anunciar um plano de reestruturação para melhorar seus resultados. O setor automotivo europeu avançava 4,3%.
Em Wall Steet, os investidores também aguardam a divulgação do payroll de agosto. O relatório é acompanhado de perto pois pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os juros.
Na véspera, declarações do diretor do Fed Christopher Waller reduziram as preocupações com uma política de juros mais rígida, ajudando a aliviar parte da pressão sobre os mercados. Ainda assim, o foco permanece nos dados de emprego, que devem definir o humor dos investidores ao longo do dia.
As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Na China, os principais índices fecharam em queda, pressionados pela perda de força das ações ligadas à inteligência artificial e pela alta dos rendimentos dos títulos do governo dos EUA, que reduziu o apetite dos investidores por investimentos de risco.
O índice de Xangai caiu 0,3%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,7%. Na semana, o CSI300 acumulou perda de 1,3%, enquanto o Hang Seng avançou 0,3%.
Em outros mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,3%; o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,6%; o Taiex, de Taiwan, ganhou 1,5%; o Straits Times, de Singapura, teve alta de 0,9%; e o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,2%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
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