Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas'

O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon
X/Reprodução
Um pesquisador de inteligência artificial que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic, por considerá-la mais prudente, abandonou a indústria na terça-feira (8) e acusou as duas empresas dos Estados Unidos de “brincar com as nossas vidas”.
Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação, primeiro na OpenAI e depois, neste ano, em sua maior rival, a Anthropic.
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“Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas”, escreveu Coxon na rede social X.
“As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing”, acrescentou Coxon.
A saída do pesquisador acontece no momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa. Procuradas pela AFP, nenhuma das duas empresas respondeu até o momento.
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Contudo, Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X: “Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos”. Em caráter pessoal, ele calculou o risco em “mais de 10%” dentro da próxima década.
Líderes do setor dizem acreditar que a indústria se aproxima do chamado “autoaperfeiçoamento recursivo”, uma etapa em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração de IA com pouca participação humana.
Segundo Coxon, nenhuma empresa pode desenvolver de maneira responsável uma IA que supere os humanos sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada.
“Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro – acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco”, afirmou.
Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos.
No fim de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediram a Washington que preparasse um mecanismo de freio. No domingo, o diretor científico da OpenAI, Jakub Pachocki, escreveu que “o momento atual exige extrema cautela” e coordenação internacional.
OpenAI e Anthropic
Reuters/Dado Ruvic/Illustration

Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio

Petróleo volta a superar US$ 100 com escalada das tensões no Oriente Médio
Maryorin Mendez/AFP
O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar.
Perto das 9h, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, subia 3,08%, cotado a US$ 100,94 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha alta de 2,79% no mesmo horário, a US$ 95,63o barril.
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A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os EUA e o Irã já dura seis meses.
Nesta semana, ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, atingiram instalações de energia sauditas e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo.
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Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito.
Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada do conflito.
De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as operações suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos.
“As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques”, afirmou o ministério em comunicado. Segundo a pasta, serão adotadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e a continuidade das operações.
Já na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos EUA. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, cinco embarcações foram destruídas.
Com a escalada das tensões no Oriente Médio, bancos como Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo.
Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros.
Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) passaram pelo Estreito de Ormuz, o dobro do registrado na semana anterior, segundo o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, em informações divulgadas pela Reuters. Mais recentemente, esse volume caiu para menos de 2 milhões de bpd.
Embora produtores de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Estados Unidos, Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou no mês passado esperar que a oferta global da commodity caia 4,3 milhões de barris por dia neste ano, o equivalente a cerca de 4%.

Messi acerta compra de time da 2ª divisão da Espanha e amplia negócios no futebol

Messi se aposenta da seleção argentina
O astro argentino Lionel Messi chegou a um acordo de princípio para comprar o C.D. Eldense, clube da segunda divisão espanhola, e ampliar seus negócios no futebol. O jogador de 39 anos está perto de adquirir 100% das ações da equipe.
O atacante do Inter Miami está perto de concluir a compra de 100% das ações atualmente detidas pelo grupo colombiano de investimentos TH Soluciones Group S.A.S., acionista majoritário do clube.
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Aos 39 anos, Messi está prestes a assumir o controle de seu segundo clube na Espanha. Em abril deste ano, o argentino comprou o UE Cornellà, da quinta divisão espanhola.
Compra ainda depende de aprovação
Apesar do acordo, a operação ainda não foi concluída. Segundo o Eldense, faltam procedimentos legais e contratuais, incluindo a conclusão da diligência, além da autorização obrigatória do Conselho Superior de Esportes da Espanha (CSD).
O clube informou à Reuters que ainda não há uma data definida para a conclusão da negociação. O TH Soluciones Group também foi procurado para comentar.
Messi também terá participação no Inter Miami
O argentino também deve receber uma participação no Inter Miami, seu atual clube, quando seu contrato como jogador chegar ao fim.
O Eldense é atualmente o 20º colocado da Segunda Divisão espanhola. O clube foi adquirido pelo TH Soluciones Group em outubro do ano passado e chegou à segunda divisão depois de passar anos nas divisões regionais do futebol espanhol.

Dólar abre em alta, de olho em nova alta do petróleo após ataques entre EUA e Irã

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (9) em alta, com um avanço de 0,09% perto das 9h, cotado a R$ 5,0903. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ O destaque da sessão fica com a nova alta do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. A commodity voltou a ultrapassar os US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA.
A piora do conflito volta a levantar preocupações com a oferta global de petróleo. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,74%, cotado a US$ 100,60. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 2,36%, a US$ 95,23 o barril.
▶️ O cenário também volta a trazer preocupações com a inflação global. Em meio às incertezas sobre a durabilidade do conflito, investidores passaram a precificar 60% de chance de uma nova alta de juros nos Estados Unidos neste mês, segundo o CME Group.
A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
▶️ Por fim, o mercado também segue atento ao cenário eleitoral brasileiro. Nesta quarta-feira (9) começa o prazo para que os candidatos, partidos, federações e coligações apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial da campanha eleitoral. Segundo levantamento do g1, os presidenciáveis já gastaram R$ 74 milhões nas campanhas. Saiba mais.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,86%;
Acumulado do mês: -1,81%;
Acumulado do ano: -7,34%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,20%;
Acumulado do mês: +5,65%;
Acumulado do ano: +16,29%.
Petróleo volta a ultrapassar US$ 100
O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar.
A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã já dura seis meses.
Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo.
Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito.
Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra.
Além disso, na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos Estados Unidos. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país.
O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional.
Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas registraram leve alta nesta quarta-feira, enquanto as de Hong Kong permaneceram estáveis, à medida que os dados mais recentes sobre a inflação local destacaram uma recuperação econômica desigual.
Tanto o SSEC, índice de Xangai, quanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,30%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,20%.
Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 0,19%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,40%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reuters