Dólar abre sessão desta sexta-feira, com inflação no Brasil e nos EUA no foco

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (11). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
O principal destaque da sessão fica com os novos dados da inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado também acompanha a queda no petróleo, conforme investidores realizam lucros após uma forte alta da commodity em meio à guerra no Oriente Médio. O quadro eleitoral brasileiro também segue no radar.
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▶️ O mercado espera uma deflação no Brasil em agosto. Os dados devem reforçar a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) continue a cortar os juros na reunião deste mês. Dados da B3 divulgados na véspera indicam 95% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa básica.
▶️ Já nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano fica no centro das atenções. Após a inflação ao produtor ter registrado uma alta de 0,4% no mês passado, a expectativa é que o CPI mostre um aumento semelhante nos preços ao consumidor. O indicador deve ser fundamental para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana.
▶️ Ainda no exterior, o mercado internacional de petróleo fica no radar. Os preços da commodity caem nesta sexta-feira, em meio a uma realização de lucros após as fortes altas dos últimos dias, quando o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 105. Investidores ainda seguem atentos à guerra entre os EUA e o Irã, que continua a levantar preocupações com a oferta global de energia.
Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,21%, cotado a US$ 104,18. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, tinha queda de 2,81% no mesmo horário, a US$ 99,60 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,53%;
Acumulado do mês: -1,49%;
Acumulado do ano: -7,03%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,69%;
Acumulado do mês: +6,12%;
Acumulado do ano: +16,85%.
Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio
Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo.
Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito.
Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra.
Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos.
O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional.
Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros.
Cenário político e eleitoral no Brasil
Uma nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (10) indicou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno.
Flávio tem agora 46,4%, ante 42,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 46,2%, ante 47,1%. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.
Os dados foram bem recebidos pelo mercado financeiro e chegaram a inverter a trajetória de queda da bolsa brasileira vista pela manhã.
Além disso, o mercado também segue atento às decisões do STF relacionadas ao caso do Banco Master. Na véspera, o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.
A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores.
O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.
Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme “Dark Horse”.
O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme.
Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria.
🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação.
Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui.
A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT).
Bolsas globais
Na Ásia, a maioria dos dos índices fechou em queda, em meio às expectativas crescentes de uma nova alta de juros por parte do Fed.
O SSEC, índice de Xangai, perdeu 1,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,84%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,60%.
Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,76%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Karolina Grabowska/Pexels

IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos

AO Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou uma deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. O resultado também representa uma nova desaceleração de preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%, enquanto em junho, a alta havia sido de 0,16%.
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Mesmo com a queda no mês, o IPCA ainda acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses — abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses até julho.
🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas estabelece um objetivo de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50% a 4,50%.
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A queda foi puxada principalmente pelo grupo de Habitação, que registrou uma queda de 1,87% no mês. Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%) também registraram quedas.
Veja o resultado dos grupos do IPCA
Alimentação e bebidas: -0,34%;
Habitação: -1,87%;
Artigos de residência: 0,64%;
Vestuário: 0,12%;
Transportes: -0,86%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
Despesas pessoais: 1,30%;
Educação: 0,47%;
Comunicação: -0,09%.
Queda nos preços de energia elétrica
A queda no grupo de Habitação — a maior desde o Plano Real — foi puxada principalmente pelo recuo de 7,63% dos preços de energia elétrica residencial, reflexo da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês passado.
“Esse resultado para o grupo de Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real”, informou José Fernando Pereira Gonçalves, do IBGE.
🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores o dinheiro que sobra da operação da usina e traz um alívio temporário nas contas de luz. A usina é administrada conjuntamente pelo Brasil e pelo Paraguai e está entre as maiores hidrelétricas do mundo.
Em agosto, também permanecia em vigor a bandeira tarifária amarela na energia elétrica, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Além disso, também foram registrados alguns reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (SP), Vitória (ES), São Luiz, Fortaleza e Rio Branco.
Ainda em Habitação, o IBGE também destaca a variação de 1,74% no gás encanado, que reflete um reajuste de tarifas em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%), e a alta de 0,11% na taxa de água e esgoto, que nesse caso se deu pelo reajuste de 3,55% em Salvador.
*Esta reportagem está em atualização

Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto

Imagem ilustrativa de frutas, legumes e verduras no supermercado.
Divulgação.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Quatro grupos registraram queda nos preços: habitação (-1,87%), transportes (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,34%) e comunicação (-0,09%).
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A queda dos preços dos alimentos foi puxada pelos produtos consumidos em casa, que ficaram 0,61% mais baratos em relação a julho.
⬇️ As maiores quedas foram registradas nos preços da batata-inglesa (-19,89%), da cenoura (-11,22%), da cebola (-11,07%) e do tomate (-10,94%). O ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%) também ficaram mais baratos.
⬆️Por outro lado, subiram os preços do leite longa vida (1,78%), das frutas (0,84%) e das carnes (0,61%).
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Por outro lado, os preços da alimentação fora de casa continuaram subindo, mas em ritmo menor: a alta passou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto. Nesse período, o aumento dos preços dos lanches desacelerou de 0,76% para 0,62%, enquanto o das refeições passou de 0,42% para 0,18%.
Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros e mais baratos em agosto.
Alimentos que mais encareceram
Limão: 53,4%
Maracujá: 19,22%
Pimentão: 6,24%
Peixe-serra: 5,76%
Carne de carneiro: 3,77%
Capa de filé: 3,66%
Peixe-palombeta: 3,13%
Banana-da-terra: 2,93%
Peixe-salmão: 2,9%
Salame: 2,76%
Peixe-sardinha: 2,75%
Peixe-peroá: 2,58%
Pepino em conserva: 2,57%
Sopa desidratada: 2,57%
Melancia: 2,2%
Peixe-cação: 2,18%
Peito: 2%
Banana-prata: 1,97%
Doces: 1,91%
Leite longa vida: 1,78%
Alimentos que mais baratearam
Batata-inglesa: -19,89%
Pepino: -12,39%
Cenoura: -11,22%
Cebola: -11,07%
Tomate: -10,94%
Açaí (emulsão): -10,49%
Morango: -9,94%
Couve-flor: -9,63%
Abobrinha: -8,88%
Repolho: -7,82%
Peixe-filhote: -6,71%
Laranja-lima: -5,61%
Goiaba: -5,33%
Feijão-carioca (rajado): -4,82%
Laranja-baía: -4,43%
Ovo de galinha: -4,15%
Brócolis: -4,09%
Batata-doce: -3,52%
Peixe-dourada: -3,35%
Abacate: -3,12%

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta
Jornal Nacional/ Reprodução
Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
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As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão “marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo”.
O g1 entrou em contato com os Correios e aguarda retorno.
A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício.
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“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.
Regiões que aderiram à greve
SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para 11/09
SINTECT-AL (Alagoas) — greve
SINTECT-AM (Amazonas) — greve
SINTECT-AP (Amapá) — greve
SINTECT-BA (Bahia) — greve
SINTECT-CAS — greve
SINTECT-CE (Ceará) — greve
SINTECT-DF (Distrito Federal) — greve
SINTECT-ES (Espírito Santo) — greve
SINTECT-GO (Goiás) — greve
SINTECT-JFA — greve
SINTECT-MG (Minas Gerais) — greve
SINTECT-MT (Mato Grosso) — greve
SINTECT-RO (Rondônia) — greve
SINCORT-PA (Pará) — greve
SINTECT-PB (Paraíba) — greve
SINTECT-PE (Pernambuco) — greve
SINTECT-PI (Piauí) — greve
SINTCOM-PR (Paraná) — greve
SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) — greve
SINTECT-RR (Roraima) — greve
SINTECT-RPO — greve
SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) — greve
SINTECT-SC (Santa Catarina) — greve
SINTECT-SE (Sergipe) — greve
SINTECT-SJO — greve
SINTECT-SMA — greve
SINTECT-TO (Tocantins) — greve
SINTECT-URA — greve
SINTECT-VP — greve
SINDECTEB (Bauru e região) — greve
SINTECT-MA (Maranhão) — greve
SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) — greve
SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) — greve
SINTECT-Santos (Santos e região) — greve
SINTECT-SP (São Paulo) — greve