Califórnia passa a exigir protocolo de crise para IAs e proíbe recursos viciantes para menores em redes sociais

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, em 10 de setembro de 2026
AP Photo/Jeff Chiu
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou nesta quinta-feira (10) 13 leis que mudam regras para assistentes de inteligência artificial e redes sociais com o objetivo de aumentar a proteção online de crianças e adolescentes.
Uma das leis exige que serviços como ChatGPT, Gemini e Claude tenham protocolos de crise caso usuários apresentem sinais de que planejam cometer suicídio.
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A regra também obriga plataformas a oferecerem controle parental e a notifiquem pais quando crianças e adolescentes desativarem recursos de segurança.
As medidas fazem parte da chamada Lei Adam, em referência a Adam Raine, jovem de 16 anos que, segundo os pais, se suicidou após receber orientações do ChatGPT.
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Para redes sociais como Instagram e TikTok, outra lei aprovada nesta quinta proibiu a oferta de recursos viciantes para menores de 16 anos.
Com a regra, as plataformas ficam impedidas, por exemplo, de usar a reprodução automática de vídeos ou sugerir postagens com base no histórico desses usuários.
Uma terceira lei ampliou a definição do crime de exploração sexual infantil para proibir também a veiculação de materiais modificados digitalmente ou gerados com IA para retratar menores de idade em atos de conduta sexual.
A Califórnia é um dos estados americanos que estão regulando o funcionamento de assistentes de IA e redes sociais para menores de idade.
Outros governos estaduais, como os de Utah e da Flórida, também aprovaram leis que restringem o uso de internet por crianças e adolescentes.
Parte dessas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais por parte das plataformas, que alegam haver violação do direito à liberdade de expressão.
Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025.
REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.

Mega-Sena 3056 acumula e prêmio vai a R$ 85 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena?
O sorteio do concurso 3.056 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (10), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 75,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 85 milhões.
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Veja os números sorteados: 14 – 21 – 25 – 40 – 52 – 56
5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 45.990,43
4 acertos: 3.344 apostas ganhadoras, R$ 1.133,49
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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Resultado do concurso 3056 da Mega-Sena.
Reprodução/Caixa
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

CNU: prazo para manifestar interesse e permanecer na lista de espera termina nesta sexta

Freepik
Candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e que ainda aguardam convocação têm até as 23h59 desta sexta-feira (11) para informar se desejam continuar concorrendo a uma vaga no serviço público federal.
O prazo vale para quem permanece no Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera após as convocações e atualizações realizadas desde a divulgação dos resultados do concurso.
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Sem a confirmação, o candidato será excluído das listas de espera de todos os cargos para os quais está habilitado.
➡️ Conhecido como “Enem dos Concursos”, o CNU teve sua primeira edição realizada em 2024 e entrou para a história como o maior concurso público, com 2,1 milhões de candidaturas confirmadas.
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A seleção também marcou uma mudança na forma de recrutamento do governo federal ao reunir, em uma única prova, processos seletivos de diferentes órgãos e entidades da administração pública, com mais de 6,6 mil vagas ofertadas.
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a manifestação é necessária para manter o candidato apto a futuras convocações, caso surjam vagas nos órgãos participantes do concurso.
O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo aplicativo SouGov.br ou pela versão web da plataforma, com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro.
Para permanecer na lista de espera, o candidato deve acessar o sistema e informar, separadamente, se deseja continuar concorrendo a cada cargo para o qual está habilitado.
Durante o período de manifestação, é possível consultar os cargos disponíveis e alterar a escolha quantas vezes for necessário. A última opção registrada até o fim do prazo será considerada válida.
🤔 O que acontece se o candidato não se manifestar?
De acordo com o MGI, a confirmação é obrigatória para quem deseja permanecer apto a futuras convocações.
O candidato que informar não ter interesse em determinado cargo será retirado apenas da lista de espera daquela função. A exclusão também valerá para possíveis contratações temporárias previstas nos editais.
Já quem não se manifestar até o fim do prazo será eliminado de todas as listas de espera do CNU 1, inclusive para possíveis contratações temporárias.
⚠️ O governo ressalta que a manifestação não representa uma nomeação automática. A confirmação serve apenas para manter o candidato apto a futuras convocações. Uma eventual convocação dependerá da disponibilidade de vagas, da posição do candidato na classificação e das regras previstas no concurso.
Após o encerramento do prazo, o Ministério da Gestão atualizará as listas de espera com base nas manifestações enviadas pelos candidatos. A previsão é que a nova lista seja divulgada até 30 de setembro.
Também será possível consultar, no portal do CPNU, os cargos para os quais cada candidato continua habilitado a concorrer.

Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano

Fábrica de carro voador em SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano
A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação para a produção comercial do eVTOL até o fim de 2028.
A unidade deve começar com cerca de 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano.
Segundo a empresa, o projeto executivo da fábrica foi concluído e, agora, estão sendo realizadas as etapas necessárias para a implantação da primeira linha de produção, incluindo adequações na infraestrutura e a preparação para a instalação dos equipamentos.
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Apesar do avanço, a Eve ainda não divulgou uma data específica para o início das obras. Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai fabricar seis protótipos dos eVTOLs, as aeronaves de pouso e decolagem vertical, nas instalações da Embraer, em São José dos Campos.
“Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, afirmou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility.
Essas aeronaves serão usadas nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Anac – leia mais abaixo.
Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté.
Reprodução/Eve Air Mobility
Produção de até 480 aeronaves
A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa ressalta, no entanto, que esse número representa a capacidade da unidade e não significa que a produção chegará imediatamente a 120 aeronaves anuais.
O projeto da fábrica foi desenvolvido de forma modular. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a até 480 aeronaves por ano.
“A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Carmesini.
A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido para operações de mobilidade aérea urbana e regional.
O eVTOL utiliza uma configuração chamada “lift-plus-cruise”, que combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros.
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Cerca de 300 trabalhadores
A expectativa da Eve é começar a operação da fábrica com aproximadamente 300 pessoas. A quantidade de funcionários poderá aumentar gradualmente conforme a produção e a demanda pelo eVTOL avancem.
“A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou o vice-presidente.
Segundo ele, as necessidades de contratação ainda estão sendo definidas conforme o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção.
“Para o início serão cerca de 300 pessoas que irão para a fábrica de Taubaté”, disse.
A empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações.
Simulador digital mostra pouso e decolagem de carro voador em vertiporto.
Reprodução/VertiMob
Produção de protótipos começa antes em São José
Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai avançar na fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer em São José dos Campos.
A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão utilizados na campanha de certificação da aeronave.
Segundo a Eve, essa etapa também servirá para testar os processos de produção que posteriormente serão implantados na fábrica de Taubaté.
“Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, explicou Carmesini.
A empresa afirma que, paralelamente, continua trabalhando no detalhamento da linha de produção em série em Taubaté.
Certificação pela Anac
A produção comercial do eVTOL está diretamente ligada ao cronograma de desenvolvimento e à certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A expectativa da Eve é concluir o processo de certificação em 2028 e iniciar a operação comercial do eVTOL até o fim daquele ano.
“É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si. O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028”, afirmou Carmesini.
A certificação é necessária para que a aeronave possa entrar em operação comercial.
Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer
Reprodução
Integração com a Embraer
Embora a produção em série esteja planejada para Taubaté, a unidade fará parte do ecossistema da Eve e da Embraer, com uma atuação importante de São José dos Campos no desenvolvimento e na engenharia do programa.
A Eve também mantém um acordo com a Embraer para serviços de suporte à industrialização, incluindo o desenvolvimento de processos e procedimentos para a produção dos eVTOLs e para a operação da planta de Taubaté.
“Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, disse Carmesini.
Investimento de US$ 88 milhões
A implantação da unidade conta com financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com a Eve, o recurso faz parte da estrutura de capital utilizada para avançar no desenvolvimento industrial do programa e apoiar a unidade de produção em Taubaté.
A empresa afirma que os investimentos para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, de acordo com a evolução do mercado.
“A instalação dos módulos adicionais será avaliada de acordo com a evolução do mercado e da demanda”, afirmou Carmesini.
A estratégia, segundo a empresa, é começar com uma capacidade de até 120 aeronaves por ano e ampliar a produção progressivamente, podendo chegar a 480 aeronaves anuais.
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'Criei do nada um império da moda que me deixou multimilionária, mas cresceu tanto que abri falência'

Sophia Amoruso.
Getty Images
A fortuna de Sophia Amoruso, em certo momento, chegou a ser maior que a de Beyoncé. Mas, para chegar a este ponto, ela andou de carona, roubou livros e revirou latões de lixo em busca de comida.
Tudo o que ela enfrentou pode parecer uma história típica de ascensão e queda. Mas, como ela própria contou ao programa de rádio Business Daily, do Serviço Mundial da BBC, a única razão que a levou a criar a marca de roupas Nasty Gal foi que ela não queria trabalhar.
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Ou, pelo menos, não trabalhar como parte do sistema com suas regras definidas, com um único caminho rumo ao progresso e cumprindo o horário das 9 da manhã às 5 da tarde.
E foi a marca de roupas que deixou Amoruso milionária.
A Nasty Gal chegou a ser a empresa varejista que mais cresceu nos Estados Unidos em 2012, com faturamento de mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 510 milhões, pelo câmbio atual), segundo a revista Inc.
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“Quando era adolescente, eu não gostava nada do capitalismo”, ela conta. “Eu frequentava feiras de livros anarquistas. Não queria viver dentro do sistema.”
“Eu não tinha necessariamente a motivação para criar uma empresa. Mas, enquanto tentava fugir de trabalhar, acabei construindo algo que era realmente muito divertido.”
Em 2006, Amoruso estava sem dinheiro e sem rumo, conferindo crachás de identificação no saguão de entrada de uma escola de arte. Ela havia aceitado aquele trabalho para ter seguro médico e ser operada de uma hérnia.
Foi ali que ela decidiu começar a vender roupas vintage no eBay.
Seu primeiro contato com o setor de vendas pela internet havia ocorrido anos antes, revendendo livros pela Amazon.
“Eu procurava os títulos mais vendidos do jornal The New York Times, entrava em uma loja, empilhava vários que estavam na mesa de entrada, dava meia-volta e saía com os livros”, ela conta. “Não tenho muito orgulho disso.”
Sua segunda plataforma foi o eBay. Ali, Amoruso montou uma loja de roupas vintage com estilo inovador, que se encaixava com a cultura urbana.
Ela encontrava as roupas fazendo buscas entre pertences “de pessoas falecidas”.
A marca se tornou um fenômeno e ajudou a transformar Sophia Amoruso (no centro) em uma espécie de ícone do empreendimento feminino
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Amoruso sabia que podia fazer as roupas descartadas parecerem atrevidas, utilizando suas atraentes amigas como modelos.
Ela logo começou a observar o que outras lojas vendiam, o que dava certo, o que inspirava estilistas e quais roupas eram apresentadas nas passarelas e vendidas por milhares de dólares.
“Eu sabia onde encontrar aquelas roupas muito mais barato e era criativa”, recorda ela.
Assim teve início a marca Nasty Gal, um nome tomado emprestado de um álbum da cantora Betty Davis (1945-2022).
Quando Amoruso quis migrar para um website, descobriu que o domínio havia sido anteriormente uma página de pornografia.
“No primeiro ano e meio, fiz tudo sozinha”, ela conta. “Tirava fotos, editava, colocava preços nas peças, escrevia a descrição, pesava, media, publicava…”
“Todos os leilões começavam em US$ 9,99 [R$ 51]. Aquilo valia US$ 10 se eu fizesse parecer incrível e colocasse em uma menina muito elegante, com atitude, que parecesse estar indo para algum lugar genial.”
Sophia Amoruso começou vendendo roupas vintage no eBay.
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Mulheres lutadoras
A imagem de originalidade da marca refletia a forma de pensar de Amoruso.
No seu livro #GIRLBOSS, publicado em 2014, ela explica sua filosofia para as mulheres. Uma #GIRLBOSS (“menina empoderada”, em tradução livre) é alguém que consegue o que quer porque trabalha para chegar lá.
“A #GIRLBOSS assume o controle e a responsabilidade”, escreve ela.
“Você é uma lutadora: sabe quando atacar e quando receber golpes. Às vezes, você desrespeita as normas e, às vezes, as segue, mas sempre nos seus próprios termos.”
“Você sabe aonde vai, mas não pode ir sem se divertir pelo caminho”, prossegue Amoruso. “Valoriza a honestidade, mais do que a perfeição. Faz perguntas. Você leva a vida a sério, mas não leva você mesma muito a sério.”
Sua clientela começou a ser fiel não apenas às roupas, mas à marca e aos visuais inventados por Amoruso.
Por trás dos negócios, havia uma comunidade seduzida por uma forma de fazer as coisas com a qual muitas mulheres se identificavam. Havia uma certa conexão emocional.
Tudo começou a decolar muito rapidamente.
“Até a atriz Anne Hathaway fazia compras comigo”, conta Amoruso. “E também jornalistas, escritores de moda.”
“Lancei o website e tudo foi vendido em 24 horas.”
“Fiquei rodeada de pacotes e sem nada na página web, até que me dei conta: Isso vai ser permanente”, prossegue ela. “Foi então que contratei meu primeiro funcionário.”
No primeiro ano, Amoruso ganhou cerca de US$ 75 mil (cerca de R$ 383 mil). No segundo ano, foram US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão); no terceiro, US$ 1,1 milhão (R$ 5,6 milhões); e, no quarto, US$ 6,5 milhões (R$ 33 milhões).
No quinto ano, Amoruso atingiu a marca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 153 milhões).
O incrível é que não havia nenhum investidor apoiando todo este crescimento — pelo menos inicialmente, até que a fama e o dinheiro começassem a bater à sua porta.
A época mais divertida
Sem pensar duas vezes, um fundo de capital de risco avaliou a Nasty Gal como uma empresa de tecnologia de US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão).
Na época, o comércio digital estava no auge. Ela recebeu US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) em troca de uma participação na empresa para financiar sua expansão.
Para Amoruso, foi ali que começaram a surgir os problemas.
“Por muito tempo, esta fase foi a mais divertida”, relembra ela.
“Fiz a empresa crescer até superar os US$ 100 milhões [R$ 510 milhões] de faturamento, contratei os melhores talentos e trabalhei com os melhores diretores de criação.”
“Eu tinha belos escritórios”, prossegue Amoruso.
“Estive nas listas das pessoas mais criativas nos negócios. A Google me levou de avião para a Cannes Lions [o Oscar da publicidade e do marketing] para falar em uma ilha com Jeffrey Katzenberg”, fundador, ao lado de Steven Spielberg, do estudo de animação Dreamworks.
“A Nasty Gal foi a melhor fase da carreira de muitas pessoas. E muitos que saíram da Nasty Gal, voluntariamente ou não, conseguiram feitos incríveis e tenho muito orgulho disso.”
‘Tudo começou a desmoronar’
Entre 2008 e 2011, as vendas da Nasty Gal cresceram em mais de 10.000%. Mas o crescimento das vendas não se traduz necessariamente em ganhar dinheiro.
“Tudo começou a ficar feio quando a empresa foi avaliada em US$ 350 milhões, mais de 10 vezes a sua receita, como se fôssemos a Uber ou algo do tipo. As empresas de moda não estão preparadas para uma escalada tão significativa”, explicou ela à BBC.
“Os fundadores de marcas devem ter em mente que os interesses dos seus investidores podem não estar alinhados aos interesses da empresa, ou aos seus próprios.”
Quando chegou a falência, a Nasty Gal havia passado meses inteiros em busca de uma empresa maior para comprá-la.
“Você não abre falência da noite para o dia”, conta Amoruso. “Percebi que não poderíamos pagar nossos fornecedores, que seria irresponsável manter a empresa em operação e precisávamos encerrá-la.”
A Nasty Gal cresceu tão rápido que não conseguiu consolidar sua estrutura interna.
Sua receita caiu para cerca de US$ 85 milhões (R$ 434 milhões) em 2014. Amoruso passou o cargo de diretora-executiva para Sheree Waterson em janeiro de 2015 e assumiu como presidente-executiva. A seguir, vieram as demissões.
“Tudo começou a desmoronar”, lamenta ela.
Comprar apenas o logotipo
Em fevereiro de 2017, o grupo de fast fashion Boohoo, com sede em Manchester, no Reino Unido, comprou a Nasty Gal por US$ 20 milhões (cerca de R$ 102 milhões).
Mas o que mudou de dono foi a propriedade intelectual da empresa: seu nome, logotipo, endereços na internet, contas nas redes sociais, a imagem da marca e o banco de dados de clientes.
O grupo Boohoo não comprou a empresa, a equipe, as operações, nem a obrigação legal de gerenciar as devoluções pendentes ou os créditos em lojas, como descobriram posteriormente os clientes indignados.
O que o grupo comprou foi o público da empresa.
Sophia Amoruso tem hoje 42 anos de idade.
Ela passou os anos seguintes dirigindo a empresa Girlboss Media, que inclui um livro e um podcast com mais de 22 milhões de downloads. Ela também acabaria vendendo esta companhia.
Desde 2023, Amoruso dirige um pequeno fundo de capital de risco chamado Trust Fund, com o apoio de figuras como Paris Hilton.
Seus projetos ainda refletem sua filosofia: “As mulheres estão dominando o mundo.”

Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo

Cartilha do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reúne informações sobre todas as etapas da criação de porcos.
Divulgação
Quer aprender sobre a criação de porcos? Uma opção gratuita é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que reúne informações sobre todas as etapas da criação, do nascimento à terminação dos animais.
O material traz orientações sobre alimentação, manejo e os principais cuidados para garantir uma produção de qualidade.
A cartilha é gratuita -📱Acesse aqui
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