Copom deve cortar taxa básica de juros da economia pela 5ª vez seguida, para 13,75% ao ano

Edifício-sede do BC em Brasília, onde a decisão sobre a taxa de juros é tomada
Adobe stock – Banco Central.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (16) e deve promover o quinto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14% para 13,75% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro.
🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
➡️Confirmada em 13,75% ao ano, a Selic atingirá o menor nível desde março de 2025, ou seja, em um ano e meio. O anúncio do Banco Central será feito após as 18h.
Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo.
Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro, até o momento, é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — essa seria a última queda neste ano.
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➡️A projeção de corte nos juros vigora apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
O governo anunciou na última semana redução de imposto e manutenção dos subsídios aos combustíveis no Brasil para atenuar o impacto da alta do petróleo no mercado interno.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na semana passada que espera que a guerra contra o Irã termine logo após as eleições legislativas de novembro.
Para o banco Itaú, que projeta corte na taxa para 13,75% ao ano nesta quarta-feira, o cenário doméstico continua sendo de moderação da atividade econômica e mercado de trabalho aquecido.
“A inflação corrente (IPCA cheio e núcleos) segue com dinâmica mais benigna, especialmente em alimentos e bens industriais. Expectativas de inflação não apresentaram piora adicional, mas seguem distantes da meta. Por outro lado, o cenário internacional permanece incerto, com pressão recente na curva de juros dos EUA e nova rodada de elevação das tensões no oriente médio, gerando volatilidade nos preços de petróleo”, acrescentou a instituição financeira, em comunicado.
Volta dos ataques no Irã pressiona Trump
Como as decisões são tomadas
Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.
Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.
Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 4,9%, 4,3% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação.

Radar de velocidade média: entenda como funciona sistema que será testado em 8 estados

Radar campeão de multas em Taubaté terá limite de velocidade alterado
Laurene Santos/TV Vanguarda
A partir de setembro, oito estados estão autorizados a testar um sistema de radar capaz de medir a velocidade média dos veículos.
A novidade ainda está em fase de testes e não gera infrações ou multas. Mesmo assim, os locais onde o sistema for utilizado deverão informar os usuários sobre a realização do experimento.
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Ao contrário dos radares fixos usados no Brasil, que registram a velocidade em um ponto específico, o equipamento opera em dois ou mais locais e mede o tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre eles.
“Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho”, diz a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Como funciona o radar de velocidade média
arte/g1
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Onde os radares serão testados
Os testes serão realizados em trechos das seguintes rodovias:
Espírito Santo: trechos na BR-101/ES.
Goiás: trechos na BR-414/GO.
Mato Grosso do Sul: trechos na BR-163/MS.
Minas Gerais: trechos na BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG.
Paraná: trechos nas rodovias PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151.
Rio de Janeiro: trechos na BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio-Niterói) e BR-116/RJ.
Rio Grande do Sul: trechos na BR-386/RS.
Santa Catarina: trechos na BR-101/SC.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o período de 180 dias poderá ser prorrogado. O objetivo é avaliar a tecnologia para uso em rodovias federais concedidas.
Neste primeiro momento, a fiscalização observará o comportamento dos motoristas nos trechos monitorados. Não haverá aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito.
“A ANTT ressalta que o projeto-piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média registrada no trecho não poderá, por si só, gerar autuação ou penalidade”, diz a pasta.
Sistema já é testado no Brasil há quase 10 anos
A Eco Rodovias testa os radares na BR-050, em um trecho de 11 km na cidade de Uberaba (MG), que apresenta um alto índice de mortes por acidentes de trânsito.
De acordo com a concessionária, o número de flagrantes caiu 22,5% na comparação entre 15 dias antes e 15 dias depois da realização de blitz educativa junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“A gente pegava esse motorista, levava para a tenda e explicava o projeto e instruía [sobre segurança no trânsito]. Hoje, o radar de velocidade média é voltado para campanhas de segurança viária aqui na 050”, conta o gerente de operações da Eco050 e da Ecovias do Cerrado, Bruno Araújo Silva.
Antes disso, eles já emitiram 852 mil notificações em seis meses de testes em São Paulo (SP). Também de caráter educativo, o aviso não foi seguido de infração ou multa.
Estes radares estavam em quatro pontos de fiscalização. Um na Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste de São Paulo, foi o que fez o maior número de notificações. A velocidade máxima da via, de 26 km, é de 50 km/h, mas só 3 km foram monitorados.
Outros radares estavam na Avenida dos Bandeirantes, Marginal Tietê e Avenida 23 de Maio.

Por que há o temor sobre IA acabar com a humanidade — e existe mesmo o risco?

Cresce a pressão por regras para a IA, à medida que pesquisadores e executivos fazem alertas preocupantes sobre os possíveis riscos da tecnologia.
Getty Images via BBC
Os alertas sobre os possíveis riscos da inteligência artificial (IA) aumentaram a pressão nas últimas semanas por uma ação coordenada para desacelerar o desenvolvimento dessa tecnologia.
Declarações de pesquisadores que atuam ou atuaram na área de que a IA pode representar uma ameaça à humanidade acentuaram o sinal de alerta. Um deles, inclusive, chegou a dizer que existe mais de 10% de chance de a IA “matar todos os humanos”.
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Empresas gigantes deste setor nos Estados Unidos, como a OpenAI (responsável pelo ChatGPT) e Anthropic (responsável pelo Claude), têm pressionado congressistas americanos a criar regras para o setor.
Por outro lado, alguns críticos sugerem que esse movimento por regulamentação das empresas líderes de mercado possa servir para consolidar a vantagem dessas empresas sobre concorrentes atuais e futuros.
De qualquer forma, as declarações de grande repercussão aumentaram a preocupação em torno do impacto dessa tecnologia. A seguir, o que se sabe até agora.
Por que alguns acham que a IA pode ser uma ameaça à humanidade?
Alguns pesquisadores de IA afirmam que há sinais preocupantes de que esses sistemas estejam avançando rápido demais em capacidade e poder.
Evan Hubinger, cientista da Anthropic, chamou a atenção ao afirmar que há mais de 10% de chance de a IA “matar todos os humanos” na próxima década.
Hubinger trabalha com alinhamento de IA, área voltada a incorporar princípios e valores éticos humanos aos sistemas de IA. Em outras palavras, a ideia é manter a tecnologia em sintonia com aquilo que as pessoas consideram importante.
Embora Hubinger tenha dito que o risco representado pelos sistemas atuais é “baixo”, suas declarações vieram no momento em que outro pesquisador deixou a Anthropic por discordâncias acerca do rumo do desenvolvimento dessa tecnologia.
Esse pesquisador, Jacob Coxon, alertou que as pessoas responsáveis por desenvolver a tecnologia estavam perdendo o controle sobre ela.
Coxon disse à BBC que ele e outros funcionários da Anthropic estavam “genuinamente assustados” com a velocidade dos avanços e com o que isso poderia significar para a humanidade.
Essas preocupações são as mais recentes de uma longa série de temores sobre a possibilidade de a IA ameaçar a humanidade caso alcance ou supere as capacidades humanas.
Esse tipo de receio existe há décadas. Nos anos 1950, o cientista britânico Alan Turing (1912-54) escreveu que, se máquinas inteligentes se tornassem possíveis, elas poderiam assumir o controle.
‘Existe a possibilidade de extinção da humanidade’, afirma ex-funcionário da Anthropic sobre IA.
BBC/Sunday com Laura Kuenssberg
Nos últimos anos, as principais empresas de IA entraram em uma corrida para desenvolver sistemas cada vez mais avançados, tanto em busca de lucro quanto com o objetivo de criar o que chamam de superinteligência — uma tecnologia ainda teórica, mais inteligente que os seres humanos.
Diferentemente dos sistemas e ferramentas que muita gente já usa no dia a dia para tarefas como escrever emails ou gerar vídeos, uma IA superinteligente seria capaz de lidar com atividades muito mais complexas.
A OpenAI e a Anthropic afirmam que pretendem desenvolver esse tipo de tecnologia de forma a beneficiar as pessoas e protegê-las de riscos à sua existência.
Mas alguns críticos dizem que as máquinas jamais conseguirão igualar de fato as capacidades humanas. Para eles, as empresas de IA exageram o que a tecnologia consegue fazer para ganhar projeção ou aumentar seus lucros.
Ativistas de grupos como o PauseAI também pedem que empresas como o Google interrompam os esforços para desenvolver sistemas de IA avançados.
AFP via BBC
Como poderia ser essa ameaça à humanidade?
Pesquisadores, especialistas e executivos preocupados com o potencial da IA de colocar a humanidade em risco têm descrito cenários inquietantes.
Dario Amodei, diretor da Anthropic e ex-chefe de Coxon, escreveu em setembro que a tecnologia avançou “drasticamente mais rápido” do que o esperado, inclusive na “capacidade de criar a próxima geração de IA”.
A preocupação é que, depois de atingir determinado nível, a IA possa, em teoria, começar a se aprimorar sem participação humana.
Esse temor ganhou força depois de um episódio recente em que ferramentas de IA invadiram sites sem terem recebido instruções para isso.
Alguns pesquisadores preocupados com o tema afirmam que as pessoas diretamente envolvidas no desenvolvimento da tecnologia estão cada vez mais receosas de perder o controle sobre sistemas conhecidos como agentes de IA, que são bots desenvolvidos para executar tarefas e tomar determinadas ações de forma autônoma.
Outros cenários levantados incluem o uso de sistemas de IA altamente avançados para ampliar ou conduzir atividades de espionagem, ataques cibernéticos ou guerra biológica, ou ainda para provocar desequilíbrios econômicos, seja por acidente ou de forma deliberada.
No entanto, esses alertas são previsões hipotéticas e, para alguns especialistas, puro exagero.
Alguns especialistas também criticaram o foco nos riscos existenciais enquanto problemas já concretos recebem menos atenção, como o uso de ferramentas de geração de imagens para criar deepfakes (técnica que manipula ou cria vídeos, áudios e imagens falsos, com alto grau de realismo) de nudez sem consentimento de mulheres, espalhar desinformação e ampliar golpes ou fraudes.
Um grupo suprapartidário de políticos das duas Casas do Parlamento britânico publicou um relatório sobre os riscos da IA aos direitos humanos e afirmou que novas leis são necessárias para “responder à dimensão e à gravidade” dessas ameaças.
Quais são as propostas para desacelerar o desenvolvimento da IA?
Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, CEO da OpenAI, defenderam a criação de regras para o setor e uma “desaceleração” no desenvolvimento da tecnologia.
Não é a primeira vez que executivos e outras vozes da indústria pedem medidas desse tipo.
Mas continuam aumentando as dúvidas sobre o que, na prática, significaria essa desaceleração, ideia que também tem o apoio de Elon Musk, da SpaceX.
Amodei afirmou que isso não significaria “interromper o treinamento de modelos nem o avanço técnico”.
O que Amodei propõe é que as empresas “reservem tempo suficiente” para tornar mais seguros os sistemas de IA que estão desenvolvendo e recorram a “avaliadores independentes” para verificar esse trabalho.
Em uma publicação na rede social X, Altman afirmou que era necessário controlar o ritmo do desenvolvimento, mas acrescentou: “Quando falamos em ‘ritmo’, não queremos dizer ‘parar’.”
“O avanço foi rápido e continuará sendo”, disse Altman.
“Mas deveria ser mais lento do que poderia ser — medidas como avaliações formais de segurança e monitoramento têm custos significativos.”
O cofundador da OpenAI também afirmou que as empresas não esperam — e não vão esperar — que os governos tomem a iniciativa.
O que Trump disse?
O presidente Donald Trump, que publica com frequência conteúdo sobre IA em sua plataforma Truth Social, defende que os EUA vençam a ‘corrida da IA’.
Getty Images via BBC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já elogiou os benefícios da IA e defendeu que empresas americanas liderem o desenvolvimento da tecnologia.
Seu governo assinou ordens executivas que reconhecem a “importância estratégica” da IA para a economia e buscam acelerar seu avanço.
“Acreditamos que estamos em uma corrida pela IA e queremos que os EUA vençam essa corrida”, disse David Sacks, responsável pela política de criptomoedas no governo americano, em entrevista a jornalistas em julho de 2025.
Mas, diante dos alertas recentes sobre o possível impacto da tecnologia sobre a humanidade, Trump minimizou os riscos da IA.
“Há muitas forças negativas levantando esse assunto sem que devessem, falando de coisas que não vão acontecer”, disse Trump durante uma visita à Irlanda.
Trump não respondeu diretamente à proposta de desacelerar o desenvolvimento, mas afirmou a jornalistas: “Estamos à frente da China em IA… e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA, vence.”
O que a China disse?
A China vinha evitando se manifestar sobre a onda de alertas feitos por pesquisadores de empresas dos EUA.
Diante da forte concorrência e das restrições ao acesso a componentes e chips americanos usados na construção de infraestrutura para IA, o país estimulou o desenvolvimento doméstico da tecnologia.
Ao mesmo tempo, tem defendido uma maior coordenação internacional para estabelecer regras para a IA.
Nos últimos anos, o lançamento de sistemas e ferramentas avançados de IA de código aberto por laboratórios chineses abalou mercados e empresas de tecnologia do Ocidente.
Ao defender uma desaceleração no desenvolvimento da IA, Amodei, da Anthropic, afirmou que os avanços da China e sua capacidade na área poderiam representar riscos à segurança nacional dos EUA.
O Ministério das Relações Exteriores da China chamou as declarações de narrativas baseadas em ameaça, confronto e competição hostil que não beneficiam ninguém.

Quanto um porco come até chegar aos 120 kg para o abate? Veja a conta

Do nascimento ao abate: quanto um porco come de ração?
Um porco pronto para o abate pesa cerca de 120 kg. Mas você já parou para pensar quanto ele precisa comer ao longo da vida para atingir esse peso?
Segundo o zootecnista Bruno Silva, do Núcleo de Estudos em Produção de Suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as raças comerciais de porcos consomem entre 260 kg e 280 kg de ração do desmame até o abate.
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A quantidade de alimento varia conforme a idade do animal. No período conhecido como “creche”, que vai do desmame, aos 24 dias de vida, até os 70 dias, o porco consome cerca de 10% desse total, o equivalente a entre 450 g e 500 g por dia.
Nos cerca de 170 dias restantes até o abate, o consumo sobe para 2,5 kg por dia.
A dieta do porco é composta por milho, fonte de carboidratos; soja, principal fonte de proteína; além de aminoácidos, vitaminas e minerais.
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O que é a 'pobreza de luxo' e por que o consumo imediato ganha espaço entre a geração Z?

Pobreza de luxo: por que o presente vale mais que o futuro?
A expressão “pobreza de luxo” ganhou espaço nas redes sociais para definir um comportamento marcado pelo consumo de itens e experiências acessíveis por meio de parcelamentos e crédito, enquanto objetivos maiores, como a compra de um imóvel, parecem cada vez mais distantes.
Embora não seja um conceito econômico formal, a ideia ajuda a ilustrar a diferença entre o que pode ser comprado agora e o que exige anos de planejamento. Quando o futuro parece incerto ou difícil de alcançar, o consumo imediato tende a ganhar mais valor.
As redes sociais também reforçam essa lógica ao destacar viagens, jantares e bens de consumo, sem mostrar os custos por trás dessas escolhas. É desse encontro entre um futuro visto como distante e a facilidade de consumir no presente que surge a chamada “pobreza de luxo”.
Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, rejeita apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA

Mark Zuckerberg, CEO da Meta
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Na terça-feira (15), Mark Zuckerberg, CEO da Meta, rejeitou os pedidos para pausar ou desacelerar o avanço da inteligência artificial (IA). Para ele, as regras do próprio mercado e o risco de processos na Justiça são as melhores proteções contra os perigos dessa tecnologia. As informações são da agência AFP.
O receio em relação à IA cresceu nas últimas semanas por causa de falhas de segurança e da nova habilidade desses sistemas de se aprimorarem sozinhos, sem qualquer interferência humana.
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“As pessoas não vão querer usar agentes que estejam desalinhados com elas e que não façam o que elas pedem, então os laboratórios têm um forte incentivo natural para tornar seus modelos mais alinhados”, escreveu Zuckerberg no X.
O termo “alinhamento” diz respeito aos esforços para fazer com que a tecnologia aja exatamente da forma como as pessoas querem. “Qualquer laboratório que não focar no alinhamento ficará para trás”, escreveu Zuckerberg.
CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA
A discussão agora também envolve a capacidade de o próprio setor se fiscalizar. Empresas como OpenAI, Anthropic e Google avaliam criar um grupo conjunto para definir regras para o setor.
Zuckerberg alegou, no entanto, que a ameaça de ações judiciais já obriga os laboratórios a atuar de “maneira responsável”.
Ele citou como exemplo a decisão da Meta de adiar por vários meses o lançamento de seu sistema Muse AI, dotado de agentes personalizados, para reforçar seus mecanismos de segurança e proteção.
O empresário também se posicionou a favor de auditorias externas nas ferramentas de IA, destacando que a divisão especializada da empresa, Meta Superintelligence Labs, já contrata peritos de fora. Além disso, ele defendeu a formação de um grupo maior e mais variado de avaliadores no mercado.
A Meta, que planeja aplicar até US$ 145 bilhões em sua estrutura de tecnologia este ano, combate qualquer lei ou norma que possa desacelerar seus negócios.
“Nenhuma norma deveria atrasar o lançamento dos modelos americanos, nem sequer um mês”, defendeu o empresário no início de agosto.

iFood anuncia investimento de R$ 24 bilhões no Brasil; empresa vai acelerar desenvolvimento de IA

Entregador cadastrado no iFood
ifood/Divulgação
O iFood divulgou nesta quarta-feira (16) que vai investir R$ 24 bilhões no Brasil até o fim de março de 2027. O valor é 41% maior do que a quantia aplicada no período anterior. Desse total, os investimentos em tecnologia e inovação, inclusive IA, vão ultrapassar R$ 2 bilhões. As informações são da Reuters.
“Estamos vindo de um ano muito forte e de uma consolidação dos nossos negócios centrais. Essa força nos deu a confiança de acelerar mais ainda os investimentos”, disse o presidente da companhia, Diego Barreto, em entrevista à Reuters.
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O investimento vai se concentrar nas seguintes frentes:
Fortalecimento dos restaurantes;
Impulsionamento de novas categorias, como farmácias, supermercados, lojas e pet shops;
Desenvolvimento de tecnologia própria;
Soluções para além do delivery;
iFood Pago, a fintech da companhia.
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“O grande resultado esperado com o investimento é uma consolidação definitiva do nosso ecossistema. O iFood nasce como uma empresa de delivery de restaurante, e a gente agora deve chegar no final desse ano já com cerca de 40% das receitas e dos resultados vindo desses outros negócios que não são o delivery de restaurante”, disse o presidente da companhia.
Barreto mencionou que, no último ciclo, a empresa viu crescimentos de 60% nos negócios envolvendo mercados, 70% em farmácia e acima de 100% em pet shop.
Os investimentos em tecnologia e inovação vão ultrapassar R$ 2 bilhões, incluindo a evolução de agentes de inteligência artificial e o modelo de IA generativa desenvolvido pelo iFood em conjunto com seu controlador europeu, a Prosus.
O crescimento de outros serviços de entrega como o 99Food e Keetha não preocupam a empresa.
“Mesmo com a concorrência, o que a gente tem aqui é uma capacidade de inovar num patamar e diferença que permite continuar sendo a primeira opção no nosso mercado e continuar olhando para a construção, em vez de ter que olhar para uma disputa”, disse Barreto.
O iFood completou 15 anos de atuação no Brasil. A empresa informa que o seu aplicativo registra mais de 180 milhões de pedidos mensais, além de contar com uma base de 600 mil entregadores cadastrados.