A IA pode ter vontade própria ou se revoltar contra humanos?

‘Parece lixo de IA’: por que plataformas agora estão ‘dedurando’ conteúdos feitos com IA
As dúvidas e discussões sobre os riscos da inteligência artificial dominaram o noticiário nos últimos dias. Líderes de grandes empresas de tecnologia têm se posicionado sobre o tema e demonstrado preocupação com a velocidade do desenvolvimento da tecnologia.
O estopim para a discussão foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa dona do Claude. A posição também foi defendida por Sam Altman, CEO da OpenAI, do ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind.
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Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que controla Instagram, Facebook e WhatsApp, é contrário à ideia, assim como Jensen Huang, CEO da Nvidia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se opõe à proposta e critica quem defende uma pausa no avanço da IA.
A IA pode ser um risco para a humanidade?
Robôs humanoides e quadrúpedes participam de manifestação que pede regulamentação da inteligência artificial, em Varsóvia, em 7 de setembro de 2026.
SERGEI GAPON/AFP
É importante reforçar que a IA não tem vontade própria, explica Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a tecnologia apenas completa padrões estatísticos a partir dos dados usados em seu treinamento.
Pense assim: para funcionar, a IA depende de uma grande quantidade de informações. São textos, fotos e vídeos, por exemplo, que ela usa para identificar padrões e, a partir deles, formular uma resposta.
Robôs ‘protestam’ contra uso descontrolado da IA na Polônia
“Tudo que parece comportamento estranho ou mentira é uma ideia emprestada da própria base de treinamento, ou seja, dos dados e informações usados para treinar a tecnologia”, completa o especialista.
Para Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP, a IA não tem nenhum tipo de consciência e, por isso, não poderia se revoltar contra os humanos. “O que pode acontecer é que esses modelos estão, de fato, ficando cada vez maiores, resolvendo tarefas mais longas e complexas”.
Segundo Cortiz, a tecnologia pode tomar alguma decisão que vá contra nossos valores e princípios e, de certa forma, prejudicar a humanidade em determinados níveis de controle. Mas isso seria resultado do processamento do sistema, e não porque a IA decidiu conscientemente se revoltar contra nós.
Essa ausência de vontade própria, porém, não significa que a IA seja inferior aos humanos em todas as tarefas. Em memória, busca de padrões e geração de textos e imagens em escala, por exemplo, ela já superou o desempenho humano há anos, acredita Edney.
“Em tarefa que não depende de emoção, ela vai continuar ficando superior em cada vez mais domínios, e isso é rápido”, diz.
ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe
Solen Feyissa/Unsplash
“Eu não acredito que, sozinha, a IA iria exterminar toda a humanidade. Mas causar danos em larga escala, sim. Ela foi usada em 2026 para criar novos vírus, por exemplo. A gente pode ter uma ameaça, uma nova bomba que ninguém conhece”, diz Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI.
“Mas, de novo, não é a IA por si só, mas o ser humano por trás dela para criar isso”, completa Anholett.
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O que está por trás do discurso de pausa no desenvolvimento
Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos
Divulgação/Meta
Diogo Cortiz diz que, de fato, os modelos estão ficando cada vez mais capazes de executar tarefas complexas e longas. Por isso, segundo ele, a preocupação com o avanço da tecnologia é legítima.
Ao mesmo tempo, é difícil saber até que ponto o discurso de pausa é motivado por segurança ou por uma estratégia para proteger o próprio mercado e a indústria.
“Me parece ser a combinação dos dois, até porque isso ajuda a fortalecer a mística de que esse tipo de tecnologia é inevitável e deve ser desenvolvida por quem se vende como os bonzinhos da história”, completa.
Segundo Cortiz, outros fatores também ajudam a explicar a preocupação com o ritmo de desenvolvimento da IA:
🍃 Energia: os Estados Unidos enfrentam um desafio energético para sustentar toda a IA que prometem desenvolver, enquanto o ritmo de construção de data centers está mais lento do que gostariam.
💵 Retorno dos investimentos: os resultados estão demorando mais do que o esperado, o que dificulta justificar novos aportes no setor.
🌏 Concorrência chinesa: os modelos de IA da China estão ganhando espaço na adoção global e são mais baratos que os norte-americanos. Em muitos casos, oferecem capacidade semelhante por um custo menor.
🚨 Regulação: propor regras mais duras pode dificultar a entrada de novas empresas no mercado e favorecer as que já estão na liderança, aumentando a concentração do setor.
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Você sente culpa ao avisar no trabalho que está doente? Talvez seja por isso…

Getty Images/BBC
Você acorda se sentindo mal, mas tem um grande dia de trabalho pela frente.
O que você faz? Se a resposta for bater o ponto mesmo assim, você não está sozinho.
Pesquisas sugerem que entre um terço e metade das pessoas no Reino Unido trabalham mesmo quando estão doentes — algo que os especialistas chamam de “presenteísmo”.
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Por outro lado, gerações mais novas têm demonstrado maior preocupação com seu bem-estar, incluindo sua saúde mental.
Isso não quer dizer que a geração mais jovem seja “mimada”, como frequentemente é rotulada, diz o professor Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester e um dos maiores especialistas mundiais em bem-estar no ambiente de trabalho.
‘Presenteísmo’: por que tantos profissionais continuam trabalhando mesmo doentes?
“Talvez as gerações mais antigas tenham sido mais tolerantes [com a entrega incondicional ao trabalho], mas isso não significa necessariamente que essa escolha seja saudável”, afirma Cooper.
“Quando se trata de fazer uma pausa, os trabalhadores mais jovens parecem mais dispostos a encarar o bem-estar mental como parte de sua saúde geral, em vez de algo que deva ser simplesmente ignorado.”
A verdade é que a forma como você lida com problemas de saúde diz muito sobre você como indivíduo e sobre o lugar onde você trabalha.
O que isso diz sobre você
Diversos fatores influenciam a forma como uma pessoa lida com o afastamento por doença.
Para alguns, o trabalho está intimamente ligado à identidade. Psicólogos organizacionais chamam isso de centralidade do trabalho — e pesquisas relacionam esse fato a um maior engajamento, comprometimento e disposição para se esforçar ao máximo.
Se o trabalho é essencial para quem você é, ausentar-se dele pode dar a sensação de perder temporariamente uma parte de si mesmo.
“Essas pessoas sentem um forte desejo de continuar comparecendo”, explica Audrey Tang, psicóloga que escreve sobre bem-estar no local de trabalho.
De acordo com a especialista, aqueles que trabalham em profissões ligadas ao cuidado, como medicina, enfermagem e ensino, têm uma tendência a isso.
“Eles frequentemente relatam que preferem sofrer um acidente físico para ter uma justificativa para não comparecer ao trabalho, em vez de simplesmente tirar o dia de folga.”
Outros temem ser vistos como fracos ou preguiçosos.
Os trabalhadores mais jovens são particularmente suscetíveis a essa pressão, diz Tang.
“É mais provável que estejam no início da carreira e não queiram causar uma impressão negativa.”
O que isso diz sobre o lugar onde você trabalha
A cultura do ambiente de trabalho pode influenciar significativamente a disposição das pessoas em tirar dias licença por motivo de doença
Getty Images/Jacob Wackerhausen
Os padrões no ambiente de trabalho podem ter uma influência significativa na disposição das pessoas em tirar licença médica, afirma a psicóloga Tara Quinn-Cirillo.
Quando as equipes estão sobrecarregadas e há pouca ou nenhuma cobertura disponível, os funcionários sabem que sua ausência aumentará a carga de trabalho dos colegas.
“O papel da culpa e da vergonha é significativo em uma organização tóxica que prioriza a produtividade em detrimento da saúde e do bem-estar”, aponta Quinn-Cirillo.
“Em alguns locais de trabalho, existe uma cultura de ‘seguir em frente’ que incentiva as pessoas a continuarem trabalhando quando deveriam estar descansando.”
Esses ambientes de trabalho valorizam o presenteísmo. Os funcionários se sentem valorizados por comparecerem ao trabalho, independentemente de como estejam se sentindo.
Se os gestores elogiam a performance de algum empregado que está trabalhando doente, a equipe rapidamente assimila a mensagem.
“Em um ambiente de trabalho saudável, as pessoas devem poder ter conversas abertas e honestas sobre bem-estar e dias de licença médica”, diz Quinn-Cirillo.
A confiança também é importante. Se a ausência for rotineiramente questionada ou vista de forma negativa, os trabalhadores podem ficar relutantes em fazer uma pausa por motivos legítimos, devido ao medo de serem julgados.
Segundo Quinn-Cirillo, isso é um “grande sinal de alerta”.
Como saber se você está doente demais para trabalhar
Decidir se você está doente demais para trabalhar nem sempre é simples.
Para doenças físicas, Tang afirma que existem algumas regras bem estabelecidas.
“Se você estiver vomitando e tiver diarreia ou febre, deve ficar em casa por 48 horas e 24 horas, respectivamente, após o desaparecimento dos sintomas. Nessas situações, é improvável que você consiga trabalhar de forma eficaz de qualquer maneira.”
De acordo com a psicóloga, há no entanto situações em que a decisão fica mais difícil, sobretudo quando o trabalho remoto é possível.
“No caso de tosses e resfriados, há uma zona cinzenta. Desde a covid-19, a etiqueta no ambiente de trabalho mudou — geralmente, é considerado mais educado trabalhar em casa.”
Ela afirma ser imprescindível que a saúde mental seja tratada da mesma forma que a saúde física.
Quinn-Cirillo acrescenta: “Em última análise, trata-se da capacidade de realizar um trabalho, seja ela física ou mental.”
Um outro sinal de alerta é quando o trabalho começa a afetar os cuidados básicos de saúde pessoal, diz ela.
“Sua capacidade de cuidar de si mesmo está mudando? Você consegue relaxar do trabalho? Seu sono está bom?”
Se a resposta for não, pode ser um sinal de que o repouso é exatamente o que você precisa.
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação.

Senacon abre processos contra 70 postos acusados de aumento abusivo no preço dos combustíveis

Preços de combustíveis
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão federal de defesa do consumidor, instaurou nesta segunda-feira (21) 70 processos contra postos de combustíveis acusados de aumento abusivo de preços.
Os estabelecimentos investigados podem ser multados em até R$ 14 milhões, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
As fiscalizações ocorreram em postos do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Segundo a Senacon, foram identificadas margens de lucro superiores a 70% em parte dos estabelecimentos fiscalizados.
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A Polícia Federal faz uma operação no Rio contra um grupo suspeito de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado
⛽No caso dos combustíveis, aumento abusivo de preços significa que os valores cobrados foram elevados sem uma justificativa compatível com os custos ou com as condições do mercado.
Segundo o órgão, um aumento abusivo das margens de lucro foi identificado em sete estados. Mas, há registros de denúncias semelhantes em outras 15 unidades da federação.
Uma reunião emergencial com entidades de defesa do consumidor em todo o país será realizada nesta terça-feira (22) para discutir ações de fiscalização conjunta dos postos.
Denúncias
Na última sexta-feira (18), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou à Senacon ter recebido cerca de 330 denúncias relacionadas a possíveis aumentos abusivos de preços e compartilhou informações que serviram para subsidiar fiscalização e a análise do comportamento dos preços no mercado.
🔎A Senacon não informou, no material divulgado, quais são os 70 postos envolvidos nem detalhou os preços praticados por cada estabelecimento ou a diferença em relação aos valores de compra dos combustíveis.
A Secretaria Nacional do Consumidor integra o Ministério da Justiça e é responsável por instaurar processos administrativos e, quando comprovadas infrações às regras de defesa do consumidor, aplicar sanções.

UE multa Google em US$ 462 milhões por violação das regras sobre geolocalização

Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018
CHARLES PLATIAU/Reuters
A Alphabet, dona do Google, recebeu nesta segunda-feira (21) uma multa de 403 milhões de euros (US$ 462 milhões, cerca de R$ 2,37 bilhões) do órgão regulador de proteção de dados da Irlanda, que atua em nome da União Europeia (UE).
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A empresa foi acusada de violar as regras de privacidade do bloco ao processar informações sobre a localização dos usuários.
A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC, na sigla em inglês) afirmou que o Google desrespeitou as normas europeias entre 2018 e 2020 por meio de três funcionalidades: “Atividade na Web e de Apps”, “Histórico de Localização” e “Precisão de Localização”.
Segundo a DPC, os problemas estavam relacionados à forma como o Google informava os usuários sobre o uso de suas informações e à maneira como esses dados eram processados.
A multa é a quarta maior aplicada pela DPC desde que o órgão passou a ser o principal responsável pela fiscalização de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos que têm operações na Irlanda.
Desde 2018, a autoridade já aplicou mais de € 4 bilhões em multas com base nas regras europeias de proteção de dados.
Além da multa, o Google terá de adequar o uso das informações de localização às regras europeias no prazo de seis meses. A empresa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
“Como resultado das falhas do Google, indivíduos podem não saber que sua localização estava sendo usada para, por exemplo, influenciar com anúncios ou inferir seus interesses, e podem perder o controle sobre seus dados pessoais”, disse o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em comunicado.
Segundo ele, a empresa também manteve as informações de localização por mais tempo do que o necessário, o que aumentou a perda de controle dos usuários sobre seus dados.
A investigação foi aberta em 2020 após reclamações de organizações europeias de defesa dos consumidores, entre elas a BEUC, entidade que reúne associações de consumidores de diferentes países da Europa.
Entre os problemas identificados pela DPC estão a forma como o Google tratava as informações de localização na função “Atividade na Web e de Apps”, que registra dados sobre a atividade dos usuários nos serviços da empresa, e no “Histórico de Localização”, que acompanha a localização por meio de dispositivos móveis.
O Google também é alvo de outras três investigações conduzidas pela autoridade irlandesa. Segundo a DPC, todas estão em estágio avançado.
Com informações das agências de notícias Reuters e Agence France-Presse (AFP).
Agora no g1

Mercado eleva estimativa de inflação e passa a prever novo corte de juros neste ano

O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação e projetou um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
Ao mesmo tempo, os economistas das instituições financeiras também passaram a prever um novo corte de juros no decorrer deste ano.
As informações fazem parte do “Boletim Focus”, divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Agora no g1
A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 4,9% para 4,92%;
➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu 4,30%;
➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%;
➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.
Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,89% para 1,88% na semana passada.
Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.
🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,45% de 1,43%.
Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.
A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.
Corte dos juros
O mercado financeiro também passou a projetar um novo corte de juros neste ano.
Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano.
A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano.
Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.
Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano.
Taxa de câmbio
O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.
Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,28 por dólar.

Tesla enfrenta julgamento por suposta discriminação contra trabalhadores negros

Veículos da Tesla em uma estação de recarga.
Mike Stewart/ AP Photo
A Tesla enfrenta um importante julgamento por suposta discriminação contra trabalhadores negros, após anos de processos judiciais.
Uma agência da Califórnia abriu um processo contra a Tesla, acusando a empresa de permitir discriminação racial generalizada em sua principal fábrica de montagem.
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O caso começa a ser julgado nesta segunda-feira (21) e é um dos vários processos semelhantes enfrentados pela fabricante de veículos elétricos.
Os advogados da Tesla e do Departamento de Direitos Civis da Califórnia se enfrentarão em Oakland, perante o juiz Peter Borkon, do Tribunal Superior do estado. O julgamento deve durar até 30 de outubro.
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Na ação movida em 2022, o Departamento de Direitos Civis da Califórnia afirma que trabalhadores negros da fábrica da Tesla em Fremont foram submetidos a assédio frequente por outros funcionários, incluindo insultos racistas e pichações, e que a empresa não tomou medidas para impedir ou interromper essas práticas.
A Tesla também é acusada de pagar salários menores a trabalhadores negros e de limitar as oportunidades de promoção.
A empresa e seus advogados não responderam aos pedidos de comentário da Reuters. A Tesla nega as acusações e afirma que não tolera discriminação. Segundo a empresa, funcionários envolvidos em condutas inadequadas foram demitidos.
O diretor do Departamento de Direitos Civis da Califórnia, Kevin Kish, afirmou em comunicado que a agência espera responsabilizar a Tesla.
A repercussão do caso e o número de trabalhadores envolvidos fazem dele um dos principais processos por discriminação no trabalho contra uma grande empresa americana a chegar à fase de julgamento nos últimos anos.
Sem limites paa indenizações
Borkon determinou que o julgamento será realizado sem júri. Isso significa que caberá ao próprio juiz decidir se a Tesla violou as leis de direitos civis da Califórnia.
Diferentemente da legislação federal, a lei da Califórnia que proíbe a discriminação no ambiente de trabalho não estabelece um limite para as indenizações que podem ser concedidas aos trabalhadores afetados. Se perder o processo, a Tesla poderá ter de pagar milhões de dólares.
Nos últimos dez anos, a Tesla tem sido alvo de acusações de que permitiu um ambiente de trabalho hostil para funcionários negros em sua fábrica de Fremont e em outras unidades.
A empresa também enfrenta um processo movido pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC, na sigla em inglês), que acusa a Tesla de permitir assédio racial, além de dezenas de outras ações apresentadas por trabalhadores com alegações semelhantes.
As acusações apresentadas pelo Departamento de Direitos Civis são mais amplas e incluem a afirmação de que a fábrica de Fremont funcionava de forma racialmente segregada, com trabalhadores negros concentrados em funções de menor remuneração e consideradas menos desejáveis.
Em um processo separado, no ano passado, Borkon decidiu que mais de 6 mil trabalhadores negros não poderiam processar a Tesla em uma ação coletiva. A decisão reverteu uma determinação anterior e representou uma importante vitória para a empresa.
A Tesla também chegou a acordos em alguns processos individuais. Um deles foi movido por um ex-operador de elevador da fábrica de Fremont, que recebeu inicialmente uma indenização de US$ 137 milhões determinada por um júri. O valor, porém, foi posteriormente reduzido por um juiz.

Dólar abre em queda, com foco em recuo do petróleo e reunião entre Trump e Xi Jinping

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (21) em queda, com um recuo de 0,18% perto das 9h, cotado a R$ 5,1349. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
Com uma agenda econômica recheada nesta semana, investidores aguardam novos dados econômicos da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil, com destaque para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, previsto para quinta-feira, também fica no radar.
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▶️ Nesta segunda-feira, a queda nos preços do petróleo fica no centro das atenções. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país.
Com isso, os preços do petróleo operam em queda. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,48%, cotado a US$ 101,29. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 2,40%, a US$ 97,89 o barril.
▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas.
▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a divulgação do IPCA-15, prevista para sexta-feira. Ao longo da semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade nos EUA e na Europa também ficam sob os holofotes.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,37%;
Acumulado do mês: -0,69%;
Acumulado do ano: -6,28%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,06%;
Acumulado do mês: +4,40%;
Acumulado do ano: +14,96%.
Queda nos preços do petróleo
As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve.
No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se “explodiria o Irã inteiro ou não”. A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio.
Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias.
No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio.
A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity.
Encontro Trump-Xi
Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.
Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.
Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.
Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.
Bolsas globais
Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
O SSEC, índice de Xangai, ganhou 1,0%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,2%.
Entre os demais mercados da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de 1 dólar
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