Starbucks é processada nos EUA por bebidas anunciadas como 'sem açúcar'

Pessoas passam em frente a uma cafeteria da Starbucks em Pequim, na China.
REUTERS/Tingshu Wang
A Starbucks foi processada por consumidores nos Estados Unidos que acusam a empresa de anunciar falsamente oito bebidas proteicas como “sem açúcar”, embora elas contenham lactose, um tipo de açúcar naturalmente presente no leite.
De acordo com uma ação coletiva apresentada na sexta-feira (02), consumidores não esperariam encontrar de 13 a 21 gramas de açúcar em bebidas anunciadas dessa forma, nas versões de 20 ou 24 onças (“venti”).
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A denúncia afirma que a legislação federal proíbe a Starbucks de usar a expressão “sem açúcar” para descrever bebidas que tenham mais de 0,5 grama de açúcar por porção de 355 ml (12 onças).
Os consumidores acusam a empresa de tentar se beneficiar do interesse de 75% dos norte-americanos em reduzir ou eliminar o consumo de açúcar.
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Eles também afirmam que a Starbucks não apresentou as advertências exigidas pela legislação federal, que informam que as bebidas proteicas não são alimentos de baixa caloria nem têm como finalidade o controle de peso.
A Starbucks, com sede em Seattle, não se pronunciou imediatamente na última segunda-feira. O advogado dos consumidores também não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.
A ação foi apresentada em um tribunal federal de Seattle e pede indenização por danos não especificados, além de alegar propaganda enganosa e violação de leis estaduais de proteção ao consumidor.
Fabricantes de alimentos são frequentemente processados por suposta propaganda enganosa. Entre os casos mais recentes estão dezenas de ações que questionam o uso das expressões “sem açúcar” ou “zero açúcar” em produtos que contêm alulose, um substituto do açúcar.
As oito bebidas da Starbucks são: Vanilla Protein Latte sem açúcar, Caramel Protein Latte sem açúcar, Vanilla Protein Matcha sem açúcar e Caramel Protein Matcha sem açúcar, além das versões geladas de cada uma delas.
No site da Starbucks, as bebidas são descritas como “ricas em proteínas” e “sem adição de açúcar”. As versões Venti têm entre 270 e 340 calorias. A empresa lançou as bebidas em setembro de 2025, como parte da atualização de seu cardápio “Back to Starbucks”.

Trump culpa ataques da Ucrânia à Rússia por alta dos preços do petróleo

Galão de gasolina supera 4 dólares nos EUA, maior preço desde 2022
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou os ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas pelos altos preços da gasolina, nesta segunda-feira (5).
Em um post na rede Truth Social, Trump, que vive um momento tenso faltando menos de um mês para as eleições de meio de mandato dos EUA – quando os americanos irão escolher seus representantes do Congresso -, tentou negar que a guerra do país com o Irã ainda seja a razão para que o combustível siga pesando no bolso dos consumidores.
Os preços estão altos desde o começo do ano, quando os EUA lançaram seu ataque contra o regime iraniano ao lado de Israel e Teerã fechou o Estreito de Ormuz em retaliação.
Trump também acusou governadores democratas de influenciarem no valor fechando refinarias em seus estados.
“O que está impulsionando o preço da gasolina não é mais o Estreito de Ormuz, porque números recordes de barris estão sendo exportados quase diariamente, mas sim a palavra ‘refinarias’. As refinarias russas estão sendo destruídas pela Ucrânia e as nossas estão sendo fechadas em estados democratas, como a Califórnia, pelos democratas”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante lançamento do America.gov
Mark Schiefelbein/AP
Por que a exportações de petróleo subiram, mas o preço não diminui?
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, o mercado acompanha de perto os efeitos do conflito sobre o preço do petróleo.
As interrupções na produção e no transporte aumentaram o temor de falta de oferta, principalmente por causa do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o petróleo produzido no Oriente Médio.
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Oito meses depois, após tentativas frustradas de acordo de paz, o petróleo voltou a subir mesmo com a reabertura da rota. Na quinta-feira (1º), o Brent, referência internacional, superou novamente US$ 100 por barril.
Em meio ao conflito, as exportações do Golfo Pérsico, área marítima do Oriente Médio que concentra grandes produtores de petróleo, começaram a se recuperar e chegaram a 23,3 milhões de barris por dia na última semana de setembro, segundo estimativa do Goldman Sachs. O volume está próximo da média de 2025.
🤔 Mas, se o petróleo voltou a ser transportado, por que o preço continua alto? Entenda:
O que está por trás do impasse entre Irã e EUA
O que aconteceu com o petróleo durante a guerra?
O conflito entre EUA e Irã aumentou a preocupação com o fornecimento da commodity, uma vez que o Oriente Médio concentra alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo.
O principal ponto de atenção foi o Estreito de Ormuz, passagem que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é usada para transportar petróleo produzido por países como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Quando o transporte pela região foi afetado, surgiu o temor de que menos petróleo chegasse ao mercado internacional. Isso fez os preços subirem mesmo antes de uma falta efetiva do produto, já que compradores e investidores passaram a considerar o risco de uma interrupção prolongada.
🔎 A alta do petróleo afeta a economia porque encarece combustíveis como gasolina e diesel e também aumenta o custo do transporte de pessoas e mercadorias. Esse repasse pode pressionar os preços de outros produtos e contribuir para uma inflação maior.
Com a recuperação do transporte pelo estreito, parte dessa preocupação diminuiu, mas não desapareceu completamente.
Por que o petróleo não caiu junto com a retomada das exportações?
Um dos motivos para a alta persistente é que a recuperação do mercado de petróleo não aconteceu de forma igual em toda a cadeia.
O petróleo bruto voltou a circular em volumes próximos dos níveis anteriores, mas os combustíveis já refinados, como diesel, gasolina e querosene de aviação, continuam com exportações abaixo do normal.
🔎 Isso acontece porque o conflito também afetou refinarias e aumentou os riscos para o transporte desses produtos. Assim, pode haver petróleo bruto disponível, mas ainda existir dificuldade para transformá-lo em combustíveis e levá-los até os consumidores.
Para Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing, é importante separar essas diferentes etapas. “Uma coisa é a produção, outra coisa é o refino, outra coisa é a mobilidade, a exportação, seja por oleodutos ou seja mesmo por navios petroleiros”, afirma.
Estoques baixos mantêm pressão sobre o petróleo
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), os estoques globais de petróleo caíram 507 milhões de barris desde fevereiro.
No mesmo período, países-membros liberaram mais de 300 milhões de barris de suas reservas de emergência. Com os estoques baixos, empresas e governos podem aumentar as compras para formar reservas de segurança, mantendo os preços pressionados.
Medo de nova interrupção
Mesmo com a reabertura do Estreito de Ormuz, o mercado ainda considera o risco de novos problemas no abastecimento.
Uma nova escalada da guerra ou ataques a instalações de produção, refinarias e navios poderiam reduzir a oferta e elevar novamente os preços.
“Essas tensões que nós temos e essa incerteza fizeram com que muitos países guardassem petróleo para si e não quisessem mais ‘abrir essa torneira’ para o mundo, o que faz com que os investidores precifiquem os contratos futuros de petróleo para cima”, diz Sant’Anna.
Inverno pode aumentar a demanda
A chegada do inverno no Hemisfério Norte também pode pressionar os preços da matéria-prima, já que aumenta o consumo de energia nos EUA e na Europa.
“Quando o inverno chegar no hemisfério norte, o consumo de energia e principalmente energia de petróleo, né, gás natural, petróleo e derivados, vai aumentar muito”, afirma o analista.
O governo alemão anunciou cortes nos impostos sobre gasolina e diesel para aliviar o impacto da alta dos combustíveis sobre consumidores e empresas.
Reuters
O que precisa acontecer para o petróleo voltar a cair?
De acordo com a analista Maria Carolina Luchesi, da Hike Capital, uma queda mais consistente dos preços dependeria de três fatores:
recuperação duradoura das exportações;
retomada da produção interrompida;
normalização do mercado de combustíveis.
A EIA estima que 5,7 milhões de barris por dia de produção fiquem parados, em média, no quarto trimestre e projeta que a maior parte da produção do Oriente Médio volte a níveis próximos aos anteriores ao conflito no segundo trimestre de 2027.
Ou seja, o mercado precisa ter mais segurança de que o petróleo continuará chegando aos consumidores, que as refinarias voltarão a funcionar normalmente e que os estoques começarão a ser recompostos.
Nesta sexta-feira (2), o petróleo voltou a ficar abaixo de US$ 100 após relatos de que países podem liberar reservas de diesel e petróleo para aumentar a oferta global.
Segundo a Reuters, países da União Europeia discutem a liberação de 50 milhões de barris de diesel, enquanto membros da Agência Internacional de Energia poderiam liberar outros 50 milhões de barris de petróleo.
Enquanto isso, EUA e Irã seguem em impasse após meses de guerra e negociações frustradas. As principais divergências envolvem o programa nuclear iraniano, as sanções americanas e a reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã quer o fim das sanções e garantias para retomar as negociações, enquanto os EUA exigem restrições ao programa nuclear e livre navegação na região.
petróleo
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Bets: 26,5 milhões de pessoas ainda mantêm R$1,3 bilhão em plataformas; prazo para resgate termina hoje

Prazo para resgate voluntário de valores em bets termina hoje
Arquivo/Agência Brasil
Dados do Ministério da Fazenda apontam que, até esta segunda-feira (5), 26,5 milhões de pessoas ainda mantinham R$ 1,33 bilhão em plataformas de apostas de quotas fixas, as chamadas bets.
O prazo para resgatar os valores termina hoje, às 23h59. A data foi definida na medida provisória que proibiu o funcionamento das bets no país. (entenda mais abaixo)
🔎Quem não fizer o saque até o fim do prazo não perderá o dinheiro. Nesse caso, a devolução será realizada posteriormente pelos bancos responsáveis por operar os pagamentos das casas de apostas.
Segundo o governo, a maioria das contas (cerca de 92%) com saldo positivo tem valores baixos. Cerca de 92% delas possuem menos de R$ 10 disponíveis para saque, enquanto mais de 96% concentram menos de R$ 25. Ainda assim, os usuários precisam solicitar o resgate dentro do prazo fixado.
Agora no g1
Os valores estão concentrados em uma parcela pequena das contas: aproximadamente 1% reúne 80% do saldo; 3,4% concentram 90%; e 8,3% representam 96% dos recursos. Esses percentuais se referem a contas nas plataformas, e um mesmo CPF pode ter contas em diferentes empresas.
Veja os prazos:
Até as 23h59 de hoje, 5 de outubro: retirada voluntária do dinheiro nas plataformas;
A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de bets deixam de operar;
7 e 8 de outubro: empresas informam aos bancos os saldos não retirados, por CPF;
De 9 a 14 de outubro: bancos providenciam a devolução dos valores;
A partir de 14 de outubro: recursos cuja restituição tenha encontrado impedimento são transferidos à Caixa, responsável pela devolução.
Relembre o caso
No fim de setembro, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma Medida Provisória (MP) que proibiu as bets em todo o país. A medida também vetou a operação de jogos online e cassinos virtuais, incluindo plataformas populares como o ‘Jogo do Tigrinho”.
Governo anunciou proibição das bets no Brasil 3 anos após ter regulamentado as empresas de apostas
Jornal Nacional/ Reprodução
No mesmo dia, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê punições para quem explorar, operar ou divulgar apostas esportivas e jogos online.
A medida provisória também determinou a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, em meios físicos e digitais, até as 23h59 desta segunda-feira (5).
Segundo o governo, o mesmo prazo se aplica à remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Desde a publicação da MP, novas campanhas publicitárias do setor já estão proibidas.

Empresas de IA são incapazes de controlar seus modelos, alerta ex-pesquisador da OpenAI

As preocupações que levaram a OpenAI, do ChatGPT, a abandonar lançamento de novo sistema de IA
Andrej Ivanov/AFP via Getty Images
As principais empresas de inteligência artificial não sabem como impedir que seus sistemas desenvolvam objetivos próprios.
O alerta foi feito nesta segunda-feira (5) por Jacob Coxon, ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic que critica a forma como a indústria lida com a segurança da tecnologia.
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No início de setembro, o pesquisador britânico explicou, em uma publicação no X, por que decidiu deixar a Anthropic.
Segundo ele, desenvolvedores de inteligência artificial (IA) acreditavam que a tecnologia poderia acabar com a humanidade “antes do fim da década”.
A declaração repercutiu mundialmente. Desde então, vários funcionários e ex-funcionários das principais empresas de IA também expressaram preocupações semelhantes.
“As empresas estão sendo extremamente imprudentes dadas as circunstâncias”, disse Coxon nesta segunda-feira (05) durante uma audiência com vereadores da Câmara Municipal de Nova York
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Embora a IA possa trazer “benefícios enormes” para a sociedade, “na trajetória atual, acredito que seja mais provável que a humanidade perca o controle dessas IAs e que isso possa levar à extinção humana”, reiterou.
“Não sabemos como impedir que desenvolvam objetivos próprios”, fora do controle de seus criadores, “e não contamos com as salvaguardas necessárias para evitar que ajam em função desses objetivos”, advertiu o pesquisador.
Ele também criticou a cultura da indústria tecnológica. Segundo Coxon, as empresas “funcionam com uma mentalidade de startup: avance rápido, quebre coisas e conserte depois”.
“Isso pode funcionar para um aplicativo de compartilhamento de fotos. Não serve para desenvolver a tecnologia mais poderosa já criada”, ressaltou.
Coxon também mencionou um incidente ocorrido em julho, quando dois modelos da OpenAI escaparam de seu ambiente isolado, acessaram a internet e invadiram a plataforma Hugging Face.
“Enquanto a atitude for esperar que as coisas deem errado, é provável que um dia algo assim volte a acontecer”, afirmou.
O pesquisador defendeu “algum tipo de desaceleração na fronteira tecnológica” e pediu às empresas que estão na vanguarda da IA que deem tempo aos cientistas da computação para desenvolver métodos capazes de manter os sistemas sob controle.
Além de Coxon, representantes da OpenAI, da Anthropic, do Google e da Meta também foram ouvidos. Alguns vereadores se mostraram consternados com as respostas dos executivos às perguntas.
Morgan Dwyer, responsável por assuntos públicos da OpenAI, reconheceu que não sabia qual seria o risco representado pela IA em um cenário catastrófico.
“Não acho que importe se o risco de catástrofe é de 1%, 10% ou 20%. Nenhum desses níveis é aceitável”, acrescentou.
“Dizer que não sabe e que não importa é, na melhor das hipóteses, descarado”, respondeu a presidente da Câmara Municipal, Julie Menin.

Fim da escala 6×1: Senado inicia nova etapa de discussão da PEC; veja o que falta para proposta ser aprovada

Sessão de Debates – Fim da escala 6×1 no Brasil.
Edilson Rodrigues/Agência Senado
O Senado Federal inicia nesta terça-feira (6) uma nova etapa da tramitação da proposta que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem direito a apenas um dia de folga.
Serão três sessões seguidas de discussão em plenário, marcadas para hoje, quarta (7) e quinta-feira (8), sempre às 14h.
📎 As sessões fazem parte do rito obrigatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi quem pautou o início das discussões.
As reuniões serão realizadas em formato semipresencial, permitindo que os senadores participem tanto presencialmente quanto à distância.
Em nota divulgada na semana passada, a Presidência do Senado afirmou que o tema será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.
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O que será discutido nesta semana?
As sessões não servem para votar diretamente a proposta.
Pelo regimento interno do Senado, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão em plenário antes de ser submetida à votação em primeiro turno.
As reuniões marcadas para terça, quarta e quinta-feira contam para esse período obrigatório de debates.
Depois da votação em primeiro turno, os senadores ainda deverão realizar outras sessões de discussão antes da votação em segundo turno, que é a etapa final da análise da proposta no Senado.
Existe a possibilidade de acelerar esse cronograma por meio da chamada quebra de interstício, mecanismo que permite reduzir os prazos regimentais. Para isso, no entanto, é necessário o apoio da maioria simples dos senadores presentes à sessão.
O que falta para a PEC ser aprovada?
A proposta já percorreu praticamente todo o caminho legislativo.
Primeiro, foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados. Em seguida, recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro.
Agora, o texto precisa:
cumprir o número mínimo de sessões de discussão em plenário;
ser aprovado em primeiro turno;
passar por novas sessões de discussão;
ser aprovado em segundo turno no Senado.
Por se tratar de uma PEC, são necessários votos favoráveis de três quintos dos senadores em cada turno de votação. Na prática, isso significa o apoio de pelo menos 49 dos 81 parlamentares.
Se os senadores aprovarem exatamente o mesmo texto que veio da Câmara, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional e passar a valer como Emenda à Constituição.
Caso o Senado faça alterações, a matéria precisará retornar à Câmara para uma nova análise dos deputados.
Apresar disso, conforme reportagem publicada pelo g1, a votação pode não ocorrer nesta semana porque a oposição articula esvaziar as sessões para impedir o quórum necessário, enquanto o avanço da direita nas eleições e a disputa política pela presidência do Senado em 2027 dificultam um acordo para acelerar a tramitação da proposta.
O que prevê a proposta?
A PEC 221/2019 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a duração máxima da jornada de trabalho no país. Hoje, a Constituição estabelece uma jornada máxima de 44 horas semanais.
A proposta reduz esse limite para 40 horas semanais e determina que a carga horária seja distribuída em cinco dias de trabalho, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem qualquer redução salarial.
Na prática, a medida acaba com a possibilidade de adoção da escala conhecida como 6×1, modelo em que o trabalhador trabalha durante seis dias consecutivos e folga apenas um.
O texto também mantém o limite de oito horas diárias de trabalho e determina que salários e pisos salariais das categorias não poderão ser reduzidos em razão da mudança.
Além disso, a proposta estabelece que um dos dias de descanso deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.
Para permitir a adaptação de trabalhadores e empresas, a mudança seria implementada gradualmente. Primeiro, a jornada semanal cairia de 44 para 42 horas. Em uma segunda etapa, passaria ao limite definitivo de 40 horas semanais.
Depois da votação em primeiro turno, ainda serão necessárias mais três sessões de discussão antes da análise em segundo turno.
Como funcionará a transição?
A mudança não entrará em vigor imediatamente caso a PEC seja aprovada. Pelo texto atual, a implementação ocorrerá em etapas.
A primeira mudança aconteceria 60 dias após a promulgação da emenda. A partir desse momento:
a jornada máxima semanal cairia de 44 para 42 horas;
os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana.
Depois, ao final de um período de transição de 12 meses, a jornada seria reduzida definitivamente para 40 horas semanais.
Na prática, a redução completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional.
Quem será impactado?
A nova regra alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Há, porém, previsões específicas para alguns grupos.
Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão organizar escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas.
Também haverá tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto do INSS. Atualmente, isso corresponde a remunerações superiores a cerca de R$ 21 mil por mês.
Para esse grupo, a proposta prevê regras específicas relacionadas à jornada e ao controle de horário.
A PEC também prevê regras de transição para contratos terceirizados com a administração pública e determina que uma futura lei complementar estabeleça condições específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Mega-Sena pode pagar R$ 92 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.067 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 92 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (6), em São Paulo.
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No concurso do último sábado (3), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Ibovespa dispara e dólar cai após 1º turno: por que a vantagem de Flávio sobre Lula animou o mercado

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsorano (PL)
Reprodução/Ricardo Stuckert/Vittor Sales
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais levou o mercado financeiro a rever rapidamente suas apostas sobre a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com o candidato do PL à frente do petista, por 47,03% a 45,16% dos votos válidos, investidores passaram a considerar mais provável uma troca de governo. Também aumentaram as apostas em uma possível mudança na forma como o governo administra suas receitas e despesas. A diferença entre os candidatos foi de 1,87 ponto percentual.
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A reação foi imediata: o Ibovespa disparou e superou pela primeira vez os 200 mil pontos. O dólar caiu mais de 4% e voltou ao patamar de R$ 5. As taxas de juros projetadas pelo mercado para os próximos anos também recuaram com força.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o movimento reflete, principalmente, uma mudança nas expectativas para o segundo turno.
Agora no g1
O mercado passou a considerar mais provável a eleição de um governo visto como favorável ao equilíbrio das contas públicas. Essa expectativa reduziu as taxas de juros projetadas para os próximos anos e aumentou a procura por investimentos no Brasil.
A reação, porém, está baseada em expectativas. A continuidade do movimento dependerá do resultado do segundo turno e da apresentação e execução de medidas concretas para equilibrar as contas públicas.
“O ponto central é que o otimismo de curto prazo precisa se converter em entrega concreta”, afirma Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.
Resultado contrariou pesquisas
A vantagem de Flávio contrariou a maioria das pesquisas divulgadas antes da votação. Os levantamentos apontavam uma disputa mais equilibrada ou colocavam Lula numericamente à frente.
🔎 Com 100% das urnas apuradas, o candidato do PL recebeu cerca de 56,1 milhões de votos, ante aproximadamente 53,9 milhões do atual presidente da República. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos.
O resultado levou os investidores a rever as chances atribuídas a cada candidato. A diferença apertada e as três semanas restantes de campanha, porém, ainda deixam o cenário em aberto.
Debates, novas pesquisas e declarações de apoio podem mudar novamente essas expectativas antes da votação do segundo turno.
➡️ O mercado também acompanha a composição do Congresso e dos governos estaduais. Para os analistas, o avanço de partidos de centro e de direita pode abrir espaço para mudanças na economia. A aprovação de qualquer medida, porém, continuará dependendo de negociação e apoio político.
Na avaliação de Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o resultado da eleição presidencial e a nova composição política mudaram as expectativas sobre a condução da economia.
“Este cenário eleitoral altera profundamente as expectativas do mercado”, afirma. Segundo o economista, investidores passaram a antecipar uma trajetória mais controlada para a dívida pública, o que contribuiu para a queda dos juros futuros.
Bolsa sobe e juros projetados pelo mercado despencam
A reação mais intensa ocorreu na bolsa e nas taxas de juros projetadas pelo mercado. O Ibovespa superou pela primeira vez os 200 mil pontos e bateu um novo recorde.
📈 Entre as principais ações negociadas na bolsa, os bancos registravam altas superiores a 10%. Banco do Brasil subia 11%; B3, 22,63%; Bradesco, 13,57%; BTG Pactual, 22,52%; e Itaú, 10,37%.
A alta das ações está diretamente relacionada à queda das taxas de juros projetadas pelo mercado.
Quando as taxas previstas para os próximos anos caem, os investimentos de renda fixa se tornam menos atraentes em comparação com as ações.
Também diminui a taxa usada para calcular quanto valem hoje os lucros que as empresas poderão obter no futuro. Isso tende a aumentar o valor atribuído às ações.
Painel eletrônico mostra as recentes flutuações de ações na B3 em 28 de outubro de 2021
REUTERS/Amanda Perobelli
Um exemplo foi a taxa de juros projetada para janeiro de 2031, que caiu de cerca de 14% para 12,85% ao ano, segundo Perri.
“Esta queda nos juros gera um fator direto de valorização para a própria bolsa”, afirma o economista.
Segundo ele, o movimento ocorre porque os investimentos de renda fixa ficam menos atraentes e porque diminui a taxa usada para calcular, no presente, o valor dos resultados futuros das empresas.
💰 Valuation é a estimativa do valor de uma empresa com base, entre outros fatores, nos resultados que ela poderá obter no futuro.
Os bancos ficaram entre os principais beneficiados. Além de tornar suas ações mais atraentes, a expectativa de juros menores pode aliviar as dívidas de empresas e consumidores e reduzir as preocupações com atrasos nos pagamentos.
“Temos o desempenho positivo dos bancos, beneficiados por juros futuros menores e por uma inadimplência corporativa e de pessoas físicas menos ruidosa”, afirma Perri.
Segundo ele, esse cenário pode favorecer uma redução gradual das dívidas.
Por que o dólar caiu para R$ 5?
O dólar também reagiu ao novo cenário. A moeda americana caiu 4,12%, para R$ 5,0010, e chegou a R$ 4,9530 no menor valor registrado durante o dia.
🔎 A queda pode ser explicada por dois movimentos relacionados:
percepção de risco: ao esperar uma gestão mais previsível das contas públicas, os investidores passam a exigir uma remuneração menor para aplicar recursos no Brasil;
entrada de recursos: a maior procura por ações e outros investimentos brasileiros pode atrair dinheiro estrangeiro para o país. Isso aumenta a oferta de dólares e ajuda a reduzir a cotação da moeda.
Marcelo Bassani, economista e fundador da Boa Brasil Capital, explica que a expectativa de maior equilíbrio das contas públicas aumenta o interesse pelos investimentos brasileiros e pode estimular a entrada de recursos no país.
“Com o cenário e a expectativa de que uma eventual troca de liderança na Presidência do país possa fazer com que se tenha um fiscal mais ajustado, isso acaba incentivando investidores, no geral, a quererem aportar no país”, afirma.
A entrada desses recursos aumenta a oferta de dólares no Brasil e ajuda a reduzir a cotação da moeda.
Otimismo com as contas públicas ainda depende de medidas concretas
A reação desta segunda-feira não significa que o mercado já saiba qual será a política econômica de um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
A equipe do candidato afirma que pretende cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), rever as regras que limitam as despesas públicas e reduzir a estrutura do governo.
Até agora, porém, a equipe não apresentou cálculos detalhados que mostrem como chegaria ao ajuste, estimado pela campanha em cerca de R$ 190 bilhões.
R$ 9 a cada R$ 10 das despesas já têm destino: o que sobra para o próximo presidente?
Parte dessas iniciativas pode gerar receitas excepcionais ou antecipar recursos que seriam recebidos no futuro. Por isso, uma melhora permanente das contas públicas ainda dependerá dos detalhes das medidas, de sua aprovação pelo Congresso e de sua execução.
Para Gustavo Sung, a continuidade da valorização dos investimentos brasileiros dependerá de as propostas econômicas se tornarem prioridade antes mesmo do início de um eventual governo.
“Para que isso se sustente, a pauta econômica precisa ser prioridade já na lua de mel e na transição, com o ajuste das contas públicas e as demais diretrizes econômicas pautados, votados e colocados em prática”, afirma. “Sem isso, a expectativa se frustra e, em seis a doze meses, os ruídos podem voltar.”
O que pode acontecer até o segundo turno?
A forte alta desta segunda-feira não significa que o mercado considere definido o resultado da eleição.
Até 25 de outubro, dia marcado para o segundo turno, debates, ações de campanha, apoios políticos e novas pesquisas podem mudar as chances atribuídas a cada candidato e, consequentemente, os preços dos investimentos.
Uma ampliação da vantagem de Flávio Bolsonaro nas pesquisas pode reforçar o movimento observado após o primeiro turno. Uma recuperação de Lula, por outro lado, pode levar a uma reversão de parte das altas, especialmente após a forte valorização desta segunda-feira.
Bassani recomenda cautela diante da intensidade da reação, pois os preços dos investimentos ainda estão se ajustando ao novo cenário eleitoral.
“Muita volatilidade ainda é esperada, e um superotimismo do mercado como um todo se reflete até o presente momento”, afirma.

Vai trabalhar no feriado de 12 de outubro? Veja se dá para emendar e quais são seus direitos

Nossa Senhora Aparecida
Divulgação/Santuário Nacional
Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão”, que chega na próxima segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também Dia das Crianças. A data é um feriado nacional e garante, em regra, um dia de descanso aos trabalhadores.
O fato de as duas celebrações ocorrerem no mesmo dia é apenas uma coincidência: o feriado é referente somente a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O Dia das Crianças, apesar de ser uma data comemorativa mais antiga, não é feriado. (veja como surgiu a data)
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Como cai no início da semana, a data garante três dias consecutivos de descanso para quem não trabalha aos sábados e domingos. Veja como fica o calendário:
10 de outubro (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana;
11 de outubro (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana;
12 de outubro (segunda-feira): feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida.
Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026 — e três deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. (veja calendário abaixo)
Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nesses dias.
⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis à categoria.
O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras.
Abaixo, você vai descobrir:
🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
⚖️ Quais são os meus direitos?
💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
📆 Quais são os próximos feriados de 2026?
Agora no g1
1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros.
Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos.
2. Quais são os meus direitos?
Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia.
“Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo”, explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores.
3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato.
Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.
“O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório”, afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.
4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico.
“Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada”, afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.
Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento.
Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.
“A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado”, completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.
5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.
No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato.
6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação.
O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras.
Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli.
7. Quais são os próximos feriados de 2026?
Depois de outubro, a próxima oportunidade de folga será em 28 de outubro, Dia do Servidor Público. A data é considerada ponto facultativo no âmbito federal.
➡️ Na prática, estados e municípios podem adotar a data em seus próprios calendários como feriado, conforme regulamentação local, o que pode abrir espaço para uma emenda e prolongar o descanso.
Depois disso, novembro chega com três feriados nacionais. O primeiro deles será em 2 de novembro, Dia de Finados.
O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana.
Quem for escalado para trabalhar no feriado terá direito, em regra, ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.
Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem:
2 de novembro — Finados (segunda-feira)
15 de novembro — Proclamação da República (domingo)
20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira)
25 de dezembro — Natal (sexta-feira)
Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos:
28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira)
24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira)
31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira)
O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira:
Calendário 2026
g1
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