Alemanha investiga suposto caso de assédio sexual cometido por um robô

Robô que teria sido usado para assediar uma adolescente na Alemanha foi apreendido pela polícia. O equipamento tem 1,2 metro de altura e é vermelho e dourado.
Reprodução/Polizei NRW K
A polícia alemã investiga dois jovens, de 16 e 19 anos, suspeitos de usar um robô humanoide para agredir sexualmente uma adolescente e transmitir o ato ao vivo nas redes sociais. O caso foi divulgado pelas autoridades nesta segunda-feira (12).
A adolescente, de 16 anos, estava com duas amigas em Colônia, no oeste da Alemanha, no fim da noite de sábado (10), quando um robô de 1,2 metro de altura se aproximou dela, segundo as forças de segurança.
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De acordo com a polícia, o dispositivo, de cor vermelha e dourada, teria tocado as nádegas da adolescente.
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O jovem de 16 anos seria o proprietário do robô. Segundo um comunicado da polícia de Colônia, ele e o suspeito de 19 anos teriam filmado a suposta agressão, transmitido o ato ao vivo nas redes sociais e feito comentários sobre ele.
Em um vídeo que circula no TikTok, o robô humanoide vermelho e dourado aparece ao lado de dois homens e se esfrega em uma adolescente, que grita e se afasta.
A polícia encontrou o dispositivo no porta-malas de um carro e suspeita que o proprietário o tenha escondido ali. As autoridades apreenderam o robô e dois celulares dos suspeitos, que estão sendo investigados.
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Dólar abre em alta, com foco em preços do petróleo e novas pesquisas eleitorais no Brasil

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (13), volta do feriado de Nossa Senhora Aparecida, em alta. Perto das 9h, a moeda subia 0,18%, cotada R$ 4,9933. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Na última sexta-feira, o índice bateu um novo recorde de fechamento, aos 209.067 pontos (+1,38%).
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▶️ O cenário eleitoral continua na mira dos investidores. Após um novo levantamento do Datafolha indicar que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) tem 45%, o mercado aguarda duas novas pesquisas com projeções para o 2º turno nesta semana. Veja quando saem.
▶️ Na agenda econômica, o FMI hoje cortou projeções para o crescimento da economia brasileira neste ano. O fundo ainda manteve a perspectiva de desaceleração da atividade econômica em 2027, atribuindo o movimento ao efeito dos juros elevados, à redução do estímulo fiscal e às incertezas globais. Dados de inflação e atividade no Brasil, na China e nos Estados Unidos também ficam no radar nesta semana, assim como o início da temporada de balanços no exterior.
▶️ No exterior, a queda nos preços do petróleo fica no radar. Após o presidente Donald Trump descartar novos ataques ao Irã na semana passada, a Ucrânia suspendeu, nesta segunda-feira, os ataques às refinarias de petróleo e energia russas por dois dias.
Com o noticiário, os preços da commodity operavam em queda. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,39%, cotado a US$ 105,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 1,28%, a US$ 92,54 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -4,43%;
Acumulado do mês: -3,67%;
Acumulado do ano: -9,19%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: +8,82%
Acumulado do mês: +12,20%;
Acumulado do ano: +29,75%.
Flávio na vantagem
A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). O Datafolha diz que a distância de quatro pontos entre eles configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com maior probabilidade de Flávio Bolsonaro estar à frente.
Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, e Lula, 48%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.
Veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião
A pesquisa também indicou que 49% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, enquanto 48% aprovam.
A pesquisa anterior, divulgada há uma semana, mostrava cenário idêntico: 49% desaprovavam e 48% aprovavam o governo.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.
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Bolsas globais
Na Ásia, os principais índices acionários continuam vem suscetíveis ao humor dos mercados com ações relacionadas à inteligência artificial.
O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,1%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,3%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,82% e o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 5,46%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86
Reprodução/TV Globo

IA impulsiona crescimento global e leva FMI a elevar projeção para 2026

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3,0% para 3,1% a previsão de crescimento da economia global em 2026, impulsionada pelos fortes investimentos em inteligência artificial (IA). Segundo o Fundo, o avanço da tecnologia ajuda a compensar os efeitos da guerra no Oriente Médio e da alta dos preços da energia, mas não elimina os riscos para a economia mundial.
Apesar do prolongamento da guerra e dos preços do petróleo acima de US$ 100 por barril, o FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026, ligeiramente acima dos 3,0% projetados em julho.
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A projeção faz parte do relatório “Perspectiva Econômica Global”, divulgado durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc. A estimativa está praticamente em linha com a apresentada em abril, mas abaixo dos 3,5% de crescimento registrados pela economia global em 2025.
Para 2027, o FMI prevê crescimento global de 3,4%. A estimativa foi mantida em relação a julho e está 0,2 ponto percentual acima da projeção de abril.
A ligeira melhora se deve, em grande parte, aos fortes investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. O avanço levou o FMI a elevar as projeções de crescimento de grandes economias que desenvolvem plataformas de IA. Também foram beneficiados países que fornecem equipamentos para essa indústria, como Coreia do Sul, Malásia, México e Tailândia.
Esse movimento também aparece no comércio internacional. Segundo Tenreyro, o comércio de produtos ligados à IA cresceu 29% entre 2023 e 2025, mais de três vezes o avanço de 8,3% do comércio global no mesmo período. Sem os produtos ligados à tecnologia, o crescimento do comércio mundial teria sido de apenas 4,6%.
“A economia global tem se mostrado resiliente, mas essa resiliência está chegando ao limite. Por isso, precisamos passar de apenas lidar com a situação para reconstruir”, afirmou a economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, em entrevista coletiva.
“Precisamos recompor o espaço fiscal. Precisamos reconstruir a resiliência do lado da oferta”, acrescentou.
Segundo Tenreyro, os principais riscos são um prolongamento ou agravamento da guerra no Oriente Médio, que poderia aumentar a inflação, além da alta dos juros dos títulos públicos e de eventos climáticos extremos associados ao El Niño.
O FMI também cita a possibilidade de investidores reverem as expectativas de retorno da IA, o que poderia reduzir os investimentos no setor e derrubar os preços dos ativos.
Países e empresas agiram rapidamente para reduzir os efeitos da alta do petróleo. Entre as medidas adotadas estão o uso de reservas, a busca por outros fornecedores e fontes de energia e a redução da demanda pelo combustível, disse Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do FMI, à Reuters.
Segundo ela, sem essas medidas, o crescimento global teria caído para 2,5% neste ano. A capacidade de amenizar os impactos, porém, diminui à medida que a guerra se prolonga.
O FMI também apontou uma diferença crescente entre os países beneficiados pelo avanço da IA e aqueles que ficam de fora desse movimento. Atualmente, apenas 32 países respondem por 95% do crescimento global, ante 54 em abril.
O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar o crescimento
Os cortes nas projeções também atingem um número maior de países. Desde abril, o FMI reduziu as estimativas de crescimento para 47% das economias analisadas. Entre elas estão vários países que dependem da importação de energia e não fazem parte das cadeias produtivas ligadas à IA.
Entre os países que tiveram as maiores revisões para baixo estão os do Golfo, diretamente afetados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Para a Arábia Saudita, o FMI agora prevê uma queda de 3,3% do PIB neste ano. Em julho, a expectativa era de crescimento de 1,7%.
Irã, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos também devem enfrentar fortes recessões em 2026. O FMI prevê quedas do PIB de 7,6%, 16%, 16,7%, 15,6% e 3,9%, respectivamente.
Inteligência artificial.
Inteligência Artificial
FMI mantém projeção para os EUA e melhora previsão para Europa
Para os Estados Unidos, o FMI prevê crescimento de 2,3% tanto em 2026 quanto em 2027. A projeção para este ano foi mantida, enquanto a do próximo subiu 0,1 ponto percentual.
A economia americana deve ser sustentada pelo consumo, pelos cortes de impostos e pelos investimentos em IA. Parte desse impulso, porém, acaba beneficiando produtos importados.
Na zona do euro, a previsão de crescimento para 2026 subiu de 0,9%, em julho, para 1,1%. Segundo o FMI, a melhora reflete o aumento dos investimentos em IA, a participação em cadeias produtivas ligadas à tecnologia, como a indústria química na Alemanha, e maiores gastos com defesa nos países da União Europeia.
No Reino Unido, a estimativa também melhorou: subiu 0,3 ponto percentual, para 1,3%, impulsionada por maiores investimentos em IA.
Para a China, o FMI prevê crescimento de 4,5% em 2026 e de 4,0% em 2027. As duas estimativas ficaram 0,1 ponto percentual abaixo das projeções de julho. Segundo o Fundo, a alta do petróleo pesa sobre uma economia que já enfrenta demanda interna fraca, apesar do bom desempenho das exportações.
A Índia continua sendo a grande economia que mais cresce no mundo. O FMI projeta alta de 7,0% do PIB tanto em 2026 quanto em 2027. Em relação às previsões de julho, as estimativas subiram 0,6 ponto percentual para este ano e 0,3 ponto percentual para o próximo.
O desempenho é sustentado pela forte demanda interna, pelo setor de serviços e pelos investimentos em IA.
A inflação global, por sua vez, deve ficar em 4,7% em 2026 e recuar para 4,1% em 2027, segundo o FMI.
Petróleo e IA aumentam incertezas para a economia global
As projeções do FMI consideram que o Estreito de Ormuz será reaberto em março de 2027 e que as condições do transporte marítimo voltarão aos níveis anteriores à guerra até outubro daquele ano.
Nesse cenário, o Fundo considera um preço médio do petróleo de US$ 96 por barril em 2026 e de US$ 87 em 2027.
O FMI também calculou os possíveis efeitos de um agravamento da guerra. Em um cenário no qual o petróleo chega a US$ 130 por barril no primeiro trimestre de 2027, o crescimento global seria 0,2 ponto percentual menor em 2026 e 0,5 ponto percentual menor em 2027.
A inflação global, por sua vez, subiria 1,1 ponto percentual em 2027, chegando a 5,2%.
A inteligência artificial também traz incertezas para a economia, mas seus efeitos podem ser positivos ou negativos, segundo o FMI.
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, resumiu o risco ao afirmar que a economia global está cada vez mais dependente da tecnologia.
“Agora temos uma economia que se sustenta em uma perna só, a perna da IA”, afirmou Georgieva. “E se ela vacilar? E se houver decepção e isso levar a um ambiente potencialmente mais difícil?”
Se a adoção da tecnologia e os investimentos avançarem mais rapidamente, o PIB global poderia ficar 0,6% maior até 2029. Segundo o Fundo, a maior parte dos benefícios ficaria concentrada nos Estados Unidos e na China.
O efeito pode ser o contrário se os ganhos de produtividade esperados com a IA não se concretizarem. Nesse cenário, os investimentos poderiam cair fortemente e o PIB dos Estados Unidos ficaria 0,8% menor.
O impacto também chegaria aos países asiáticos exportadores de tecnologia, com redução de até 0,4% do PIB até 2028.
Uma queda dos investimentos em IA também poderia provocar perdas nos mercados financeiros e dificultar o acesso ao crédito, reduzindo o consumo, principalmente nos Estados Unidos.
Somada à alta dos juros dos títulos globais, essa piora poderia fazer o PIB mundial ficar 1,1% menor até 2028. Nos Estados Unidos, a redução chegaria a 1,8%.
Apesar do impacto, o FMI avalia que mesmo esse cenário mais pessimista para a IA provavelmente não seria suficiente para levar a economia mundial a uma recessão, disse Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do Fundo, à Reuters.
O FMI também alertou para o alto nível de endividamento dos governos, especialmente nas economias avançadas. A alta dos juros dos títulos públicos, que pode ser agravada pelas pressões inflacionárias provocadas pela guerra, aumenta o custo dessas dívidas e reduz os recursos disponíveis para outras despesas. O cenário também pode prejudicar o crescimento.
Por isso, a instituição defende que os governos adotem medidas para recompor as contas públicas e apresentem planos de médio prazo para manter a dívida em níveis sustentáveis.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

Cientistas pedem órgão internacional para supervisionar sistemas de IA

Sigla em inglês para inteligência artificial.
Aly Song/Reuters
Cerca de 400 cientistas, entre eles os pioneiros da inteligência artificial (IA) Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam nesta terça-feira (13) a criação de um órgão internacional para reforçar a segurança de sistemas avançados da tecnologia.
A proposta surge após casos em que modelos de IA conseguiram ultrapassar barreiras impostas durante testes e comprometer sistemas externos, segundo os pesquisadores.
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O órgão seria responsável por estabelecer padrões de segurança para todo o setor e manter um registro de incidentes relevantes. Segundo os cientistas, essas informações deveriam, futuramente, ser divulgadas ao público.
Em uma carta aberta, os pesquisadores defendem que os modelos mais avançados de IA sejam, inicialmente, mantidos isolados de redes externas e submetidos a uma supervisão independente. Entre as medidas recomendadas está o chamado “air gap”, que consiste em manter o sistema desconectado da internet. Para eles, os compromissos voluntários assumidos pelas empresas do setor não são suficientes.
Agora no g1
O pedido ocorre um mês depois de Anthropic, OpenAI, Google, Meta, xAI e Nvidia assinarem um acordo na Casa Branca para adotar medidas voluntárias de segurança. O compromisso, porém, não prevê um mecanismo formal de fiscalização.
Segundo a AFP, entre os episódios citados está um caso envolvendo dois modelos da OpenAI que, durante testes, conseguiram acessar a internet e entrar no Hugging Face, plataforma que hospeda modelos e outros recursos de inteligência artificial.
Os pesquisadores alertam que, sem mudanças nas práticas de segurança, incidentes futuros poderão causar danos maiores a infraestruturas importantes.
Os signatários, de 34 países, defendem que organizações que desenvolvem ou testam modelos com capacidades cibernéticas adotem imediatamente medidas rigorosas de segurança. Em paralelo, os governos deveriam trabalhar na criação de mecanismos formais de supervisão.
O avanço desses sistemas tem ampliado o debate sobre como a inteligência artificial deve ser fiscalizada. Na sexta-feira (9), Henna Virkkunen, responsável pela área de tecnologia da União Europeia, disse à Reuters que a Lei de IA do bloco é suficiente para lidar com os riscos de sistemas maliciosos.
No domingo (11), o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu uma restrição que impedia laboratórios americanos de dar ao Instituto de Segurança em IA do Reino Unido acesso antecipado aos modelos para testes de segurança.
Hinton e Bengio dividiram o Prêmio Turing de 2018 com Yann LeCun, da Meta, outro importante pesquisador da área. LeCun não assinou a carta e argumenta que os recentes incidentes de segurança refletem principalmente falhas de engenharia, e não riscos existenciais relacionados à IA.
*Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.