Lojas viraram vitrines da internet? Entenda como os brasileiros estão mudando a forma de comprar

Segundo a primeira edição do Radar Smollan, realizada em agosto deste ano, 76% dos entrevistados afirmaram já ter visto um produto em uma loja física e comprado pela internet posteriormente
Divulgação
Como mostrou o g1 em agosto, o comércio varejista tem enfrentado dificuldades para fechar as contas. Reduzir o número de lojas, cortar custos e investir em operações mais eficientes se tornaram parte das estratégias para reverter os números ruins.
Outro motivo para essa revisão das operações é a mudança no comportamento do consumidor. Ele pesquisa preços na internet, visita lojas para conhecer os produtos e, muitas vezes, finaliza a compra no comércio eletrônico.
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Esse comportamento, conhecido como “showrooming”, ajuda a ilustrar um dos desafios do varejo tradicional:
🤔 Como manter a relevância das lojas físicas em um mercado no qual os consumidores comparam preços com facilidade e têm cada vez mais opções on-line?
Enquanto marketplaces e plataformas digitais ampliam a concorrência e pressionam os preços, o comprador enfrenta um aperto financeiro com os juros elevados e crédito caro, que limitam o espaço das famílias para consumir.
Nesse cenário, a loja física está perdendo espaço para o comércio eletrônico ou ganhando um novo papel na jornada de compra?
Uma pesquisa da Smollan, empresa de soluções para o varejo, mostra como a jornada de compra já combina os ambientes físico e digital.
Segundo pesquisa da empresa, realizada em agosto deste ano, 76% dos entrevistados afirmaram já ter visto um produto em uma loja física e comprado pela internet posteriormente.
O movimento também ocorre no sentido inverso:
81% disseram pesquisar na internet antes de realizar uma compra em uma loja física;
87% afirmaram já ter entrado em uma loja para comprar um produto e saído com outro.
O levantamento reuniu 1.828 conversas com consumidores de 156 cidades, distribuídas por 25 estados.
“O digital mudou a forma como o consumidor chega à loja, mas não reduziu a capacidade do ponto de venda de influenciar a escolha”, afirma Renato Vechiatto, diretor de operações (COO) da Smollan para a América Latina.
“O consumidor chega à loja mais informado e, muitas vezes, já tem uma decisão encaminhada. Ainda assim, fatores como preço, disponibilidade, promoções e experiência de compra podem influenciar sua escolha. Para as marcas, isso reforça a importância de garantir que os produtos estejam disponíveis e bem apresentados nas lojas”, afirma Vechiatto.
Por que o consumidor ainda vai à loja física?
Mesmo com a facilidade de pesquisar preços e comprar pela internet, ver o produto pessoalmente continua sendo um dos motivos para visitar uma loja.
Na pesquisa, 46,1% dos entrevistados apontaram essa experiência como um fator importante para ir ao ponto de venda. Outros 29,2% destacaram a vantagem de sair da loja com o produto em mãos.
🥘 A preferência pelo canal varia conforme a categoria:
Para comprar carne, 93,4% dos consumidores preferem lojas físicas;
No caso de hortifrútis, o percentual chega a 92%.
📱 Já no segmento de eletrônicos, as preferências são mais divididas:
39,6% optam pela loja física;
39% alternam entre os canais;
22% compram pela internet.
A diferença mostra que a experiência presencial continua relevante, mas seu peso depende do produto e das necessidades do consumidor.
Em alguns casos, tocar, experimentar ou avaliar pessoalmente um item ajuda a reduzir a insegurança antes da compra. Em outros, a praticidade e a possibilidade de comparar preços on-line podem ser determinantes.
Para Vechiatto, os canais não precisam competir entre si. O varejista pode usar a loja para oferecer uma experiência que o ambiente digital não proporciona da mesma forma e, quando não consegue igualar o preço on-line, apresentar alternativas para concretizar a venda.
“Nem sempre será possível cobrir o preço do comércio eletrônico, mas é possível oferecer outras alternativas, como crediário, seguro e acessórios, ou até apresentar outro modelo de produto. A capacitação dos vendedores é importante para que a experiência seja única”, afirma Vechiatto.
O executivo também destaca que a comparação de preços é mais simples no comércio eletrônico, enquanto a loja física oferece a possibilidade de conhecer o produto pessoalmente.
Nesse caso, o atendimento e a segurança durante a compra podem ajudar a convencer o consumidor a concluir a transação presencialmente.
Preço e disponibilidade podem mudar a decisão
Compras em sites brasileiros que não informam produtos vindos da China frustram consumidores e-commerce comércio on-line compras internacionais cartão de crédito consumo
Thaisa Figueiredo/g1
A disputa entre os canais também passa pela capacidade de oferecer o produto certo, pelo preço esperado e no momento em que o consumidor deseja comprá-lo.
Na pesquisa, o preço foi apontado como fator importante na decisão de compra por 77,7% dos entrevistados.
As promoções apareceram em seguida, citadas por 61,1%. Marca (41,1%), disponibilidade do produto (23,2%) e atendimento (20,6%) também foram mencionados.
Quando questionados sobre o que mais chama a atenção dentro da loja, 59,6% destacaram as ofertas promocionais.
O levantamento também identificou um problema que pode levar à perda de vendas: 27% dos entrevistados disseram que a disponibilidade dos produtos é o aspecto que mais precisa melhorar nas lojas, à frente dos preços (20,9%) e da integração entre os canais físico e on-line (17,6%).
Além disso, 57% afirmaram já ter desistido de uma compra em uma loja física por não encontrar o produto que procuravam.
“A falta de um produto pode levar o consumidor a desistir não apenas daquele item, mas também de continuar comprando na loja. Por isso, garantir a disponibilidade e a boa exposição dos produtos no ponto de venda é tão importante para os resultados das marcas”, afirma Vechiatto.
A falta de integração entre os canais pode agravar o problema. Se o consumidor encontra um produto na internet, mas não consegue localizá-lo na loja ou não tem acesso a informações claras sobre estoque e entrega, a empresa corre o risco de perder a venda para um concorrente.
Por isso, manter estoques adequados e integrar as informações entre lojas, centros de distribuição e plataformas digitais se torna importante para evitar que o consumidor encontre o produto em um canal, mas não consiga comprá-lo nas condições desejadas.
Como as lojas podem se adaptar?
Black Friday no Amapá
Mariana Ferreira/g1
Como o g1 mostrou, as mudanças no comportamento do consumidor têm pressionado varejistas e redes de lojas físicas a rever suas operações. Manter esses estabelecimentos envolve custos com aluguel, funcionários, estoque e logística, o que leva as empresas a priorizar unidades mais rentáveis e formatos menores.
No varejo alimentar, juros elevados, crédito caro e consumidores mais atentos aos preços reforçam a busca por eficiência e integração com os canais digitais. Isso não significa o fim das lojas físicas, mas uma mudança em seu papel na jornada de compra, segundo Renato Vechiatto.
“A gente prevê um alinhamento, uma linguagem única, mantendo as características de cada canal. O consumidor que busca essencialmente preço pode ir até a loja física, mas ser orientado a comprar no digital. Os canais sempre serão ambientes que se complementam, mas a integração permite que o varejista não perca vendas para a concorrência.”
Segundo o diretor de operações da Smollan, essa integração também passa por mudanças na logística, como parcerias entre varejistas e centros de distribuição que reduzam custos e agilizem entregas.
Há também formatos que exigem estruturas menores, como lojas de automóveis com poucos veículos em exposição e operações de delivery e dark kitchens, voltadas exclusivamente à preparação de pedidos para entrega.
O showrooming, portanto, não representa necessariamente o fim das lojas físicas, mas reforça a necessidade de oferecer preços competitivos, disponibilidade e uma boa experiência, independentemente do canal de compra.

Tesla Roadster 'voa' com propulsores de ar comprimido de foguetes da SpaceX; entenda

Tesla Roadster flutua na rampa
divulgação/Tesla
A Tesla mostrou, nesta quinta-feira (15), a nova geração do esportivo Roadster flutuando e dando piruetas no palco. O recurso, segundo a Tesla, será oferecido ao clientes no veículo de produção.
O modelo é o mais potente já criado pela empresa de Elon Musk e chega a 370 km/h.
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A Tesla usa no Roadster um sistema de propulsão a gás comprimido, uma tecnologia de bocais e válvulas acionadas por componentes derivados do robô Optimus.
O recurso foi desenvolvido para permitir manobras extremas e até a capacidade de pairar no ar.
O mecanismo central da versão Thrust é composto por um tanque de alta pressão, com capacidade para 200 litros e resistência de até 10.000 PSI.
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Para a variante Rocket, o assento do passageiro é removido para dar lugar a um reservatório expansível de 400 litros, totalizando 600 litros de gás comprimido armazenado no veículo.
O acionamento das válvulas de alta precisão é realizado por atuadores baseados na tecnologia do robô Optimus.
Ao serem acionados, esses propulsores liberam o gás pressurizado por meio de bocais localizados na traseira da carroceria.
O Tesla Roadster na versão Rocket tem força do empuxo comparável à de um jato de combate, segundo os engenheiros da marca.
Tesla Roadster flutua na rampa
divulgação/Tesla
A versão extrema Rocket conta com seis propulsores adicionais integrados à estrutura. O conjunto inclui um propulsor em cada canto do automóvel para fornecer empuxo vertical e dois propulsores posicionados na parte dianteira para o controle de guinada.
Esse recurso de engenharia foi projetado para permitir que o veículo execute manobras direcionais auxiliadas pelo ar e consiga pairar.
O sistema opera sem processo de combustão. O uso do recurso é voltado exclusivamente para ambientes fora de estradas públicas, pois a força do jato pode arremessar detritos contra pedestres e outros veículos em circulação.
Durante a apresentação do novo esportivo, a Tesla demonstrou que o Roadster também consegue ficar preso a uma parede sem cair. Para isso, um ventilador na base do veículo cria uma sucção que o mantém “grudado” à superfície.
Tesla Roadster “voa”
divulgação/Tesla
“Ele pode puxar até 2 Gs [equivalentes a duas vezes a pressão atmosférica no nível do mar] para fazer o carro dirigir de ponta-cabeça, e pegamos emprestadas algumas tecnologias da SpaceX para fazer o resto”, revelou Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos na Tesla.
Elon Musk afirmou que o poder de sucção do novo carro não foi pensado para permitir que uma pessoa dirija de ponta-cabeça, mas para manter o veículo mais firme contra o solo e, assim, melhorar sua capacidade de fazer manobras em alta velocidade.
Como é o novo Roadster
Tesla Roadster por fora
Além de voar e dirigir de ponta-cabeça, a segunda geração do Roadster segue o design minimalista já adotado pela Tesla em outros modelos já lançados. Por fora, são raros os detalhes coloridos ou cromados.
Por dentro, há espaço apenas para duas pessoas e o painel traz acabamento com uma única textura visual.
Tesla Roadster por dentro
A Tesla não revelou a ficha técnica completa do novo carro, mas informou que:
Acelera de 0 a 100 km/h em menos de 1 segundo;
Atinge velocidade máxima de 370 km/h;
Tem autonomia de 482,8 km com uma carga;
Os faróis estão escondidos na carroceria, o que melhora a aerodinâmica do veículo;
Para reduzir o peso, o novo Roadster utiliza uma liga de magnésio e titânio, além de fibra de carbono na carroceria.
O novo Roadster será vendido em três versões:
Performance: utiliza o sistema de ventilação para melhorar a dirigibilidade nas curvas;
Thrust, em versão limitada: adiciona saídas de ar comprimido na traseira, que ajudam o carro a acelerar de 0 a 100 km/h em menos de um segundo;
Rocket, ainda mais limitada e vendida apenas por convite: remove um dos dois assentos, acrescenta mais saídas de ar pelo veículo e é a versão capaz de flutuar.
A fabricação do Roadster será iniciada em 2028, porém ainda não existe informação oficial sobre o preço do supercarro.
Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017 e não lembra em quase nada o carro mostrado em 2026.
Divulgação / Tesla
Novo Roadster foi prometido quase 10 anos atrás
O protótipo deste novo Roadster foi revelado em 2017 com preço de US$ 200 mil e previsão inicial de entregas para 2020. O valor de tabela não foi atualizado desde então, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de US$ 50 mil.
Em outubro de 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou que o novo Roadster poderia “voar”. A afirmação ocorreu durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, na qual o executivo confirmou que o desenvolvimento do carro esportivo continuava em andamento.
Durante a conversa, Musk citou a frustração de não existirem carros voadores no mundo atual. O executivo completou dizendo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um.
O novo esportivo é fruto de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX, empresa de foguetes também liderada por Musk.
Roadster de 1ª geração passou perto de Marte
Há pouco mais de oito anos, um foguete lançou um Tesla Roadster da primeira geração ao espaço.
Tesla Roadster de 1ª geração no espaço
divulgação/Tesla
O feito aconteceu em 6 de fevereiro de 2018, quando o foguete acionou os 27 motores em seu primeiro voo, decolou da plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, e levou uma única carga a bordo: o carro.
O segundo estágio foi ativado poucas horas após o lançamento e queimou combustível para colocar o Roadster em uma órbita heliocêntrica ao redor do Sol, cuja maior distância da estrela corresponde à órbita de Marte.
O objetivo do lançamento, segundo o empresário Elon Musk, diretor executivo e principal acionista da Tesla, era deixar o Roadster em órbita de Marte por “centenas de milhões de anos”.
“Eu adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro”, disse o empresário durante o lançamento.
O veículo se aproximou de Marte em novembro de 2018, e segue em um movimento elíptico de ida e volta para a Terra.
Modelo foi o primeiro carro da Tesla
Lançado em 2008 e vendido até 2012, o primeiro Roadster foi o veículo elétrico pioneiro da empresa e utilizava o chassi do Lotus Elise. O projeto ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um carro elétrico poderia ser. Uma unidade até foi lançada ao espaço.
Desde então, a fabricante ficou conhecida pelos utilitários esportivos Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3.
A revelação da nova geração acontece em um momento de mudança de foco da Tesla. A companhia tem transferido a prioridade da fabricação de carros para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma guiadas por inteligência artificial.
Neste ano, a montadora parou de vender os modelos Model S e Model X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus.
A empresa também lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares projetado sem controles manuais, como volante, pedais e retrovisores.
*Com informações da Reuters.

Dólar abre em queda com pesquisas eleitorais e fim da escala 6×1 no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu esta sexta-feira (16) em queda de 0,08%, cotado a R$ 5,0832, por volta das 9h08. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.
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▶️Após ser aprovada pelo Senado, a proposta que prevê mudanças na escala de trabalho 6×1 será promulgada pela Mesa do Congresso Nacional em sessão solene nesta sexta-feira. A medida faz parte de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que altera a Constituição Federal.
▶️ No quadro eleitoral, as duas pesquisas presidenciais mais recentes, divulgadas pelo Datafolha e pela Quaest, mostram um cenário de empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições de 2026. Acompanhe as pesquisas eleitorais no g1.
▶️Também repercute a entrevista do presidente Lula na TV Globo na quinta-feira (15). Nesta sexta-feira (16), será a vez do senador Flávio Bolsonaro (PL) ser entrevistado.
▶️ Na agenda econômica, o destaque é a divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de agosto pelo Banco Central do Brasil (BC), prevista para as 9h. Em julho, o indicador recuou 0,22% ante junho, na série com ajuste sazonal, mas avançou 1,1% em relação ao mesmo mês de 2025.
🔎 O IBC-Br é um indicador do Banco Central que funciona como uma espécie de termômetro da atividade econômica do Brasil. Ele ajuda a avaliar se a economia está crescendo ou perdendo força.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +2,06%;
Acumulado do mês: -1,69%;
Acumulado do ano: -7,32%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: -2,28%
Acumulado do mês: +9,64%;
Acumulado do ano: +26,80%.
Datafolha e Quaest mostram empate técnico entre Lula e Flávio
As pesquisas mais recentes do Datafolha e da Quaest mostram empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições de 2026.
Embora o senador apareça numericamente à frente nos dois levantamentos, a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. As duas pesquisas têm nível de confiança de 95%.
▶️ Datafolha: divulgado na quinta-feira, o levantamento aponta Flávio com 47% das intenções de voto, ante 45% de Lula. Na semana anterior, o senador tinha 49%, enquanto o presidente mantinha 45%, reduzindo a diferença de quatro para dois pontos percentuais.
▶️ Quaest: publicado na quarta-feira (14), o levantamento mostra Flávio com 46% e Lula com 44%. Outros 9% pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas; 1% está indeciso.
Na entrevista à TV Globo na noite de ontem, Lula defendeu reduzir a maioridade penal em casos de crimes hediondos, pediu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) citados em suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro e comentou a relação comercial com os Estados Unidos.
Conduzida por Renata Lo Prete, a entrevista foi transmitida pela TV Globo, GloboNews e g1.
Veja o que o presidente disse e o que é #FATO ou #FAKE.
Nesta sexta-feira, será a vez de Flávio Bolsonaro ser entrevistado por Renata Lo Prete, como parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026. Veja quando e onde assistir.
Fim da escala 6×1
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14).
A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta.
Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial.
Como o g1 mostrou, a expectativa é que as mudanças comecem a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana.
A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas.
Quais são os próximos passos? Veja perguntas e respostas
Quais profissões devem ser afetadas e quem fica de fora
Prévia do PIB tem 1ª alta em três meses
A atividade econômica brasileira cresceu 0,3% em agosto, após registrar queda de 0,3% em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Foi a primeira alta em três meses.
O resultado foi puxado pela indústria, que avançou 0,9%, e pelos serviços, com crescimento de 0,2%. Já a agropecuária recuou 1,8%.
Na comparação com agosto de 2025, a atividade econômica cresceu 1,2%. No acumulado de janeiro a agosto e em 12 meses, a alta foi de 1,6%.
Os dados são do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que funciona como um termômetro da economia e ajuda a antecipar tendências do Produto Interno Bruto (PIB).
🔎 O desempenho da economia também é acompanhado pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros. Quando a atividade está aquecida, a demanda por produtos e serviços pode aumentar e pressionar a inflação, o que dificulta a redução dos juros.
Bolsas globais
Em Wall Street, os contratos futuros das bolsas tinham desempenho misto nesta sexta-feira (16), com investidores preocupados com os altos gastos em infraestrutura de inteligência artificial (IA) e o endividamento de empresas que operam centros de processamento de dados.
No pré-mercado, as ações da Tesla subiam 4,4%, enquanto empresas ligadas à infraestrutura de IA, como CoreWeave e Nebius, registravam perdas.
Os investidores também acompanham as perspectivas para os juros americanos. O mercado espera que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, mantenha as taxas inalteradas neste mês.
🛢️ Já o petróleo recuava quase 1%, mas o barril do Brent continuava acima de US$ 100.
Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, recuperando parte das perdas da sessão anterior, em meio a sinais de apoio do governo chinês e anúncios de resultados financeiros de empresas de IA.
Apesar da recuperação, o índice CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 3,4% na semana, o pior resultado em três meses.
Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,39%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,52%. Em Seul, o Kospi teve alta de 2,05%. Xangai ganhou 0,24%, e o CSI300 avançou 0,11%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Cédulas de dólar
John Guccione/Pexels

Brasil tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes no trabalho infantil, menor número desde 2016

Ceará registra 191 casos de trabalho infantil neste ano
O número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil no Brasil caiu para 1,499 milhão em 2025, uma redução de 9,2% em relação ao ano anterior.
São o menor número e a menor proporção já registrados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde o início da série histórica, em 2016.
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Naquele ano, o país tinha 2,1 milhões de crianças e adolescentes nessa situação, o equivalente a 5,2% da população dessa faixa etária. Em 2025, a proporção recuou para 4%.
Isso representa cerca de 151 mil crianças e adolescentes a menos no trabalho infantil.
PNAD trabalho infantil do IBGE
g1
A queda não significa que o problema esteja resolvido. Mais de um terço dos que realizavam atividades econômicas, cerca de 525 mil pessoas, trabalhava nas chamadas piores formas de trabalho infantil, que envolvem atividades capazes de comprometer a saúde, a segurança e o desenvolvimento.
🔍 O IBGE considera em situação de trabalho infantil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que realizam atividades econômicas ou produzem bens para o próprio consumo, conforme os critérios da pesquisa. A legislação brasileira proíbe qualquer trabalho antes dos 14 anos e permite a aprendizagem a partir dessa idade. Aos 16 e 17 anos, o trabalho é permitido, mas há restrições.
Piores formas de trabalho infantil
Cerca de 525 mil crianças e adolescentes estavam ocupados nas chamadas piores formas de trabalho infantil, o equivalente a 36,2% daqueles que realizavam atividades econômicas. É o menor número da série histórica.
🔍 A classificação segue a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), prevista no Decreto nº 6.481, de 2008. Ela inclui atividades que podem colocar em risco a saúde, a segurança e a moralidade de crianças e adolescentes, como determinados trabalhos com máquinas perigosas, produtos químicos e em condições insalubres.
Na comparação com 2024, quando a estimativa era de 560 mil pessoas, houve queda de 6,3%. Em relação a 2016, quando 919 mil crianças e adolescentes estavam nessas ocupações, a redução acumulada chega a 42,9%.
O perfil desse grupo também revela desigualdades: 72,6% eram meninos e 68,3% eram pretos ou pardos. Além disso, 333 mil tinham entre 16 e 17 anos, o equivalente a mais de 60% dos que estavam nas piores formas de trabalho infantil.
Adolescentes de 16 e 17 anos concentram a maioria dos casos
O trabalho infantil é mais frequente entre os mais velhos. Em 2025, os adolescentes de 16 e 17 anos correspondiam a 58,1% do total de crianças e adolescentes nessa situação: eram 871 mil pessoas, ou 14,5% da população dessa faixa etária.
Entre os jovens de 14 e 15 anos, havia 348 mil pessoas em situação de trabalho infantil, o equivalente a 5,9% da população dessa faixa etária. Já entre crianças de 5 a 13 anos, eram 280 mil casos, ou 1,1% do total nessa idade.
Nesse último grupo, 190 mil crianças, ou 67,7% do total, estavam envolvidas exclusivamente em atividades voltadas ao próprio consumo, como a produção de alimentos para a família.
O levantamento também mostra desigualdades por sexo e raça ou cor. Os meninos representavam 65,4% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, enquanto as meninas correspondiam a 34,6%. Crianças e adolescentes pretos ou pardos somavam 67% do total.
⚠️ Nem todo adolescente que trabalha está necessariamente em situação irregular. A classificação como trabalho infantil depende da idade, da atividade exercida e das condições de trabalho, conforme os critérios da legislação e da pesquisa.
A legislação brasileira estabelece regras diferentes para cada idade:
Até os 13 anos, qualquer trabalho é proibido.
Aos 14 e 15 anos, é permitido apenas o trabalho na condição de aprendiz.
A partir dos 16 anos, o trabalho é autorizado, mas há restrições: menores de 18 anos não podem exercer atividades noturnas, perigosas ou insalubres, nem ocupações incluídas na Lista TIP.
BGE, PNAD Contínua 2025/ Trabalho infantil
g1
Informalidade e distância da escola
Entre os adolescentes de 16 e 17 anos que trabalhavam, 67% estavam na informalidade, o equivalente a aproximadamente 705 mil pessoas. O percentual foi o menor da série histórica. Em 2022, a taxa era de 76,3%.
A relação entre trabalho e educação é outro ponto de atenção. Entre as crianças e os adolescentes em situação de trabalho infantil, a taxa de escolarização era de 86,9%, abaixo dos 97,5% registrados entre todas as crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.
A diferença é ainda maior entre os jovens de 16 e 17 anos. Nessa faixa, 79,6% daqueles em situação de trabalho infantil frequentavam a escola, ante 89,6% do total de adolescentes da mesma idade.
A diferença de 10 pontos percentuais não significa, por si só, que o trabalho tenha provocado o abandono escolar em todos os casos, mas mostra que os adolescentes em situação de trabalho infantil têm menor frequência escolar.
Os dados de rendimento também mostram diferenças entre os grupos. Crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil recebiam, em média, R$ 936 por mês. Entre os que ainda estudavam, o rendimento médio era de R$ 844, enquanto aqueles que haviam deixado a escola recebiam R$ 1.326.
A diferença é compatível com a possibilidade de jornadas mais longas entre os jovens que não frequentam a escola.
Sudeste tem mais casos; Norte, maior proporção
A distribuição regional mostra que o Sudeste concentrava o maior número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, com 481 mil pessoas.
O Nordeste vinha em seguida, com 408 mil, seguido pelo Norte, com 249 mil, pelo Sul, com 233 mil, e pelo Centro-Oeste, com 128 mil.
🙍‍♂️ Quando o cálculo considera a proporção de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil em relação à população de cada região, porém, o cenário muda. O Norte apresentava a maior taxa do país, de 6,3%, enquanto o Sudeste registrava a menor, de 3,3%.
Isso significa que, embora o Sudeste concentre mais casos em números absolutos, o trabalho infantil representa uma parcela maior da população jovem no Norte.
O Nordeste, por sua vez, teve a maior redução acumulada entre 2016 e 2025, de 45,6%. Na comparação entre 2022 e 2025, a queda na região foi de 29,2%.
Bolsa Família concentra mais de 95% da redução em 2025
A redução do trabalho infantil ocorreu principalmente entre crianças e adolescentes que vivem em famílias beneficiárias do Bolsa Família. De 2024 para 2025, o número de jovens em situação de trabalho infantil nessas famílias caiu 20,1%, de acordo com os dados da PNAD Contínua.
Isso representa 144 mil crianças e adolescentes a menos nesse grupo, o equivalente a mais de 95% da redução de 151 mil casos registrada no país no período.
Em 2025, 573 mil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que viviam em famílias atendidas pelo programa estavam em situação de trabalho infantil. O número corresponde a 4,4% das crianças e adolescentes que vivem nessas famílias.
Ao todo, 13,1 milhões de crianças e adolescentes nessa faixa etária moravam em famílias beneficiárias do Bolsa Família, o equivalente a 34,7% da população de 5 a 17 anos no país.
A diferença de renda entre os domicílios também chama a atenção. A renda média mensal por pessoa era de R$ 660 nas famílias beneficiárias, contra R$ 1.990 naquelas que não recebiam o benefício.
Os números mostram que a redução do trabalho infantil esteve fortemente concentrada entre as famílias atendidas pelo programa.
A comparação, porém, não permite atribuir toda a queda exclusivamente ao Bolsa Família: outros fatores econômicos e sociais também podem influenciar a entrada de crianças e adolescentes no mercado de trabalho antes da idade permitida.
Fiscalização bate recorde, mas problema é grande
Enquanto o IBGE estima a dimensão do trabalho infantil no país por meio de uma pesquisa domiciliar, a fiscalização federal atua para identificar casos de trabalho infantil e afastar crianças e adolescentes de atividades ilegais.
Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego realizou 10.234 ações fiscais que resultaram no afastamento de 4.318 crianças e adolescentes do trabalho infantil. Foi o maior número de afastamentos dos últimos 10 anos.
Minas Gerais, com 830 afastamentos, e São Paulo, com 629, registraram os maiores números entre os estados. Esses números são bem menores que o total de 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil estimado pelo IBGE para o mesmo ano.
A comparação ajuda a mostrar a diferença entre o total estimado pela pesquisa e os casos identificados pela fiscalização, mas não representa uma taxa de cobertura oficial: os dois indicadores são produzidos por métodos diferentes, e as fiscalizações podem se concentrar em situações de maior gravidade.
As dificuldades para enfrentar o problema incluem a informalidade, a existência de locais de trabalho espalhados pelo país e a dificuldade de identificar situações que ocorrem em ambientes privados, como o trabalho doméstico. A atuação dos auditores-fiscais também depende da estrutura disponível para realizar fiscalizações em todo o país.
Além das ações de fiscalização, o número de denúncias também aumentou em 2025. O Disque 100 recebeu cerca de 5,1 mil denúncias relacionadas ao trabalho infantil, alta de 19,4% em relação ao ano anterior. Já o Ministério Público do Trabalho recebeu aproximadamente 7,9 mil denúncias, crescimento de 36,6%.
Trabalho infantil
Valter Campanato/Agência Brasil

No 1º aumento em três meses, 'prévia do PIB' do Banco Central registra alta de 0,3% em agosto

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (16), mostrou expansão de 0,3% em agosto, na comparação com o mês anterior.
Esse foi o primeiro aumento do IBC-Br, do Banco Central, em três meses.
🔎O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes.
O resultado representa melhora em relação a julho, quando houve contração de 0,3% no indicador.
Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Na parcial do ano, o indicador avançou 1,6% e, em 12 meses até agosto, teve aumento também de 1,6%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.
Indústria e serviço
Veja abaixo o desempenho setor por setor em agosto:
agropecuária: recuou de 1,8%;
indústria: alta de 0,9%;
serviços: crescimento de 0,2%.
➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).
🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social.
Ano eleitoral
Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.
A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e linhas de crédito mais baratas para a população.
Mais recentemente, a equipe econômica anunciou o aumento do Bolsa Família R$ 600 para R$ 691, além de ter anunciado um pacote de perdão de dívidas para os microempreendedores individuais.
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A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.
▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em setembro, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo.
Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.
O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. A projeção dos analistas é de uma expansão de cerca de 1,85% em 2026, contra um crescimento de 2,3% no ano passado.
Fachada do Banco Central, em Brasília
Jornal Nacional/ Reprodução
PIB X IBC-Br
Os resultados do IBC-Br são considerados a “prévia do PIB”. Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.