Quem paga a conta da corrupção? Entenda como os desvios afetam a economia e a população

Quanto custa a corrupção para a economia?
Não há um cálculo preciso de quanto custa a corrupção. O prejuízo vai além do dinheiro desviado e inclui recursos que deixam de chegar a áreas como saúde, educação e infraestrutura.
A corrupção também distorce a concorrência. Quando contratos dependem de relações privilegiadas ou propina, nem sempre vence quem oferece o melhor serviço ou preço, tornando a economia menos eficiente.
Outro impacto é a perda de confiança nas instituições. Quando cresce a percepção de que as regras não valem para todos, diminui a disposição de segui-las. Por isso, o custo da corrupção também aparece nos serviços que não foram feitos, nos investimentos que não vieram e na confiança que se perdeu.
Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Quem inventou o nome 'inteligência artificial' e por que Trump quer mudá-lo

Por que Trump quer mudar o nome da IA?
Você já parou para pensar por que a inteligência artificial (IA) tem esse nome? E quem foi que decidiu chamar essa tecnologia assim?
A expressão surgiu em 1955, nos Estados Unidos, a partir do trabalho de pesquisadores que buscavam entender como criar máquinas capazes de demonstrar alguma forma de raciocínio e inteligência semelhante à dos seres humanos.
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Entre os nomes envolvidos nessa história estão John McCarthy (matemático), Marvin Minsky (matemático e cientista da computação), Claude Shannon (matemático e engenheiro eletrônico) e Nathaniel Rochester (cientista da computação).
Eles trabalhavam em diferentes áreas, como engenharia, matemática e estatística, explicou ao g1 Cleber Zanchettin, professor de Engenharia da Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em IA.
“Eles precisavam de uma nomenclatura para pesquisas que misturavam matemática, engenharia e estatística para criar máquinas capazes de exibir raciocínio, algo que não se enquadrava no software tradicional da época”, disse Zanchettin.
No entanto, sete décadas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer mudar esse nome. A sugestão dele é que a tecnologia passe a ser chamada de “superinteligência” (SI). Segundo Trump, o termo atual faz parecer que a tecnologia “seja falsa”. (Entenda mais abaixo).
De onde veio o nome inteligência artificial?
Da esquerda para a direita, Oliver Selfridge, Nathaniel Rochester, Ray Solomonoff, Marvin Minsky, Peter Milner, John McCarthy, Claude Shannon
Nathanial Rochester/Cortesia da Família Minsky via Computer History Museum
Embora a expressão tenha surgido em 1955, as pesquisas sobre máquinas capazes de pensar começaram antes disso. Entre as décadas de 1940 e 1950, o matemático e cientista da computação Alan Turing já estudava essa possibilidade, explicou o professor e pesquisador de IA Allan Pscheidt.
“Seria possível programar uma máquina para responder perguntas de forma que seja extremamente difícil adivinhar se as respostas estão sendo dadas por um homem ou pela máquina”, disse Turing na época.
Em 1948, o matemático Norbert Wiener criou o termo “cibernética” para estudar sistemas capazes de usar informações sobre suas próprias ações para ajustar seu funcionamento.
Um caderno manuscrito de 56 páginas que pertenceu ao pioneiro da computação Alan Turing é leiloado em Nova York
REUTERS/Bobby Yip
Segundo Pscheidt, foi nesse contexto que John McCarthy criou a expressão “inteligência artificial”, em 1955. A escolha também buscava diferenciar esse campo de pesquisa da cibernética, com foco no raciocínio e na autonomia das máquinas.
“Pesquisadores se reuniram no Dartmouth College, nos EUA, para discutir como criar máquinas capazes de pensar. O objetivo era fazer com que os computadores realizassem tarefas que exigem inteligência humana”, explicou o Museu da História do Computador, localizado na Califórnia (EUA).
“Eles concordaram em chamar essa área de ‘inteligência artificial’, mas não chegaram a um consenso sobre como desenvolver a tecnologia na prática”, completou.
Segundo o Museu da História do Computador, os pesquisadores tinham ideias diferentes sobre como desenvolver a IA. Alguns defendiam sistemas capazes de reagir ao ambiente, como um termostato que ajusta a temperatura automaticamente. Outros apostavam no uso de estatísticas e probabilidades para fazer as máquinas aprenderem.
Por que Trump quer mudar o nome?
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa ao sair da Casa Branca rumo ao Kansas, em Washington, DC, EUA, em 19 de outubro de 2026
REUTERS/Kevin Lamarque
Inteligência artificial é o atual hiperfoco de Donald Trump. O presidente norte-americano tem insistido que quer substituir o nome da tecnologia por “superinteligência”.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro, Trump afirmou que “o nome inteligência artificial faz soar como se ela fosse falsa”. Disse ainda que “de agora em diante, todos os documentos dos EUA e, espero, de todo o mundo, vão utilizar o nome Superinteligência”.
Antes de decidir por esse nome, Trump chegou a abrir uma enquete em sua rede social, a Truth Social, com as opções “Inteligência Superior (IS)”, “Inteligência Extrema (IE)” e “Inteligência Suprema (IS)”, traduzidas para o português.
Dois dias depois, fez uma nova enquete, desta vez com “Superinteligência” e “Inteligência Superior”. Em nenhuma das postagens, explicou como a alteração seria feita ou se o mercado de tecnologia concordava com a mudança.
E tem mais: Trump também causou polêmica ao afirmar que passaria a tratar como “inimigo” quem usasse o termo “inteligência artificial” em vez de “superinteligência”.
Mas um novo nome faz sentido?
Para os especialistas ouvidos pelo g1, mudar o nome da inteligência artificial não é tão simples quanto parece.
Segundo Anderson Soares, considerado o brasileiro mais influente em IA, o próprio conceito de inteligência ainda não tem uma definição precisa, tanto nas ciências biológicas e naturais quanto no campo da tecnologia.
“O que chamamos hoje de inteligência artificial está relacionado à capacidade das máquinas de realizar tarefas que associamos à inteligência humana”, afirma Soares, que também é fundador e professor do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Para ele, a tentativa de Trump parece ter mais relação com interesses políticos do que com o desenvolvimento da tecnologia.
Donald Trump e Mark Zuckerberg sorriem durante um jantar privado para líderes de tecnologia
REUTERS/Brian Snyder
“O objetivo de mudar o nome me parece muito mais um contragolpe na questão de paralisar o desenvolvimento da IA. Parece mais um ato político do que efetivamente algo construtivo e que contribua para o que está acontecendo em termos de desenvolvimento”, disse.
Cleber Zanchettin, da UFPE, também questiona a proposta e chama a atenção para um trecho do discurso de Trump na ONU.
“Primeiro, ele disse ‘bem-vindos ao novo mundo da superinteligência’ e completou com ‘vamos ver se isso vai dar certo’. Isso revela uma jogada de marketing para chamar atenção, sem efeito prático”, afirmou.
Já para Allan Pscheidt, a proposta não parece ser uma mudança na definição científica ou técnica da tecnologia, mas uma demonstração de poder e soberania dos Estados Unidos no cenário internacional de IA.
“A gente está vivendo algo parecido com o que aconteceu na corrida para a Lua e na corrida espacial. Estamos passando agora para a corrida pela AGI (Inteligência Artificial Geral)”, disse.
“Quando Trump vem com a ideia de cunhar o termo ‘superinteligência’, ele está avisando ao mundo que os EUA vão atingir a AGI muito em breve e que, com isso, vão mostrar sua soberania tecnológica”, completou.
🔎 AGI (sigla em inglês para “Inteligência Artificial Geral”) é o termo usado para descrever uma IA capaz de realizar uma ampla variedade de tarefas intelectuais em nível semelhante ou superior ao dos humanos. Allan ressalta que, até o momento, não há comprovação científica de que já exista uma superinteligência.
‘Superinteligência’ pode aumentar o medo da tecnologia
Além das dificuldades para mudar um nome já consolidado, especialistas alertam que a proposta de Trump pode ter outro efeito: aumentar a rejeição das pessoas à inteligência artificial.
Cleber Zanchettin explica que grande parte da população ainda tem pouco conhecimento sobre a tecnologia e que produtos identificados como IA já enfrentam certa resistência no mercado.
“Introduzir um termo como ‘superinteligência’ ou ‘inteligência suprema’ pode soar como uma ameaça aos humanos e aumentar a rejeição do público”, disse. “Poucos países e populações abraçaram a tecnologia de fato, e a maioria das pessoas ainda está tentando entender o que é a IA básica e como ela funciona”, completou.
Uma pesquisa recente do Pew Research Center mostrou que mais da metade dos brasileiros (52%) está mais preocupada do que animada com o avanço da inteligência artificial.
Nos Estados Unidos, a percepção é semelhante: cerca de nove em cada dez americanos dizem estar mais preocupados do que animados com a possibilidade de a IA um dia superar a inteligência humana, segundo uma pesquisa da CNN norte-americana divulgada em setembro.
‘Parece lixo de IA’: por que plataformas agora estão ‘dedurando’ conteúdos feitos com IA

Qual o futuro dos concursos públicos? Veja o que propõem Lula e Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro
Amanda Perobelli/Reuters e Evaristo Sá/AFP
Milhões de brasileiros sonham com uma vaga no serviço público e dedicam anos de estudo para conseguir a aprovação em concursos.
A abertura de novos concursos públicos e a autorização para preencher cargos dependem, entre outros fatores, das necessidades de pessoal dos órgãos, das decisões do governo e da disponibilidade de recursos no orçamento.
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Na disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), as propostas dos candidatos para a administração pública apontam possíveis caminhos diferentes para as contratações no serviço público federal.
O g1 analisou o histórico recente de contratações e os planos de governo dos candidatos, além de pedir esclarecimentos às campanhas.
Nenhum dos dois programas estabelece metas específicas para o número de concursos públicos federais a serem realizados no próximo mandato. Por isso, os documentos não permitem prever, por si só, quantos concursos serão abertos nos próximos anos.
Veja abaixo o que se sabe e os principais pontos.
Agora no g1
Como foi o histórico recente de concursos
Para os concurseiros, o serviço público tem dois grandes atrativos:
Alguns concursos oferecem salários superiores a R$ 30 mil, além de benefícios que variam conforme o órgão e a carreira.
Servidores nomeados para cargos efetivos por meio de concurso público podem adquirir estabilidade após três anos de trabalho, desde que cumpram os requisitos legais.
Os números recentes mostram quantos provimentos de cargos públicos federais foram autorizados nos últimos três governos.
🔎 O que é provimento? É o ato administrativo que formaliza o preenchimento de um cargo público. No caso dos concursos, as autorizações permitem que os órgãos avancem na nomeação dos candidatos aprovados, seguindo as regras previstas em lei. O número de provimentos autorizados não significa necessariamente que todos os candidatos já tenham tomado posse.
Os dados foram fornecidos pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O levantamento considera tanto as vagas previstas nos editais quanto as vagas adicionais ou excepcionais autorizadas posteriormente.
Entre 2016 e 2018, durante o governo de Michel Temer, foram autorizados 4.334 provimentos em 15 órgãos da administração pública federal.
Entre 2019 e 2022, o governo Jair Bolsonaro autorizou 10.012 provimentos em 14 órgãos federais.
Já entre 2023 e setembro de 2026, durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, foram autorizados 25.767 provimentos em 104 órgãos federais.
Histórico anual de provimentos autorizados
Para 2027, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional prevê R$ 1,3 bilhão para despesas com pessoal relacionadas a concursos e novas contratações no Poder Executivo federal, além de R$ 1,2 bilhão destinados a concursos e contratações em instituições federais de ensino.
Segundo o MGI, esses valores representam uma autorização para gastar, não uma garantia de que os recursos serão utilizados. A liberação do dinheiro dependerá de decisões tomadas a partir de janeiro de 2027.
Para entender o que pode acontecer nos próximos anos, veja o que Lula e Flávio Bolsonaro propõem para a administração pública.
Os programas de governo dos dois candidatos não detalham como seriam realizados os concursos, como a organização das provas, a escolha das bancas examinadoras ou a publicação de editais específicos. No entanto, apresentam propostas que podem influenciar a estrutura do serviço público e a realização de concursos nos próximos anos.
O que propõe Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL)
Foto: Vittor Sales
O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) prevê uma reforma administrativa voltada à modernização da estrutura do Estado e das carreiras do funcionalismo público. (entenda as principais propostas do candidato)
O documento afirma que a proposta busca tornar a administração pública mais eficiente e revisar normas e procedimentos considerados excessivamente burocráticos.
Entre as medidas previstas estão o corte de pelo menos 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e de despesas administrativas. O plano também defende o combate aos chamados supersalários e penduricalhos no serviço público.
O candidato propõe ampliar a profissionalização da gestão pública. Segundo o documento, cargos de direção em órgãos públicos, empresas estatais e agências reguladoras devem ser ocupados com base em critérios técnicos, com recrutamento inspirado em práticas do mercado privado e menor influência de indicações políticas.
O plano prevê ainda o fortalecimento da Lei das Estatais e a adoção de processos de seleção focados na qualificação profissional.
O plano, porém, não detalha alterações específicas para a realização de concursos. O documento também defende avaliações periódicas de desempenho e uma administração orientada por metas e resultados. (veja outras propostas do candidato para o funcionalismo público)
Em relação às empresas públicas, o plano prevê a retomada do Programa Nacional de Desestatização (PND). A proposta é avaliar, caso a caso, quais atividades ainda justificam a presença direta do Estado.
Ao mesmo tempo, o documento afirma que empresas que permanecerem sob controle público deverão adotar regras de governança corporativa e processos de recrutamento profissional para cargos de liderança.
Em nota enviada ao g1, a assessoria do candidato disse que “os concursos públicos federais serão mantidos e realizados de acordo com as necessidades e demandas para aperfeiçoar o atendimento à população, sempre priorizando a eficiência dos serviços prestados”.
“Durante o período de transição e, ao longo do governo, serão realizadas análises sobre quantidade de vagas em diferentes setores, com base em estudos técnicos e a modernização da administração pública”, completou.
O que propõe Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, participa da cerimônia de encerramento de uma reunião conjunta das bancadas do PT no Congresso, antes do segundo turno das eleições, em Brasília, Brasil, em 7 de outubro de 2026
REUTERS/Adriano Machado
O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a continuidade da valorização do funcionalismo público e a ampliação das políticas de gestão de pessoas na administração federal. (entenda as principais propostas do candidato)
O texto destaca a retomada do diálogo com os servidores e prevê o aprofundamento das medidas adotadas desde 2023 para a reestruturação de carreiras e a modernização do Estado.
Uma das principais propostas é o fortalecimento da Mesa Nacional de Negociação Permanente, espaço de diálogo entre o governo e representantes dos servidores. Segundo o programa, o objetivo é dar continuidade às discussões sobre carreiras, remuneração e gestão de pessoas no Executivo federal.
O documento também prevê a regulamentação do direito à negociação coletiva no setor público e a atualização do sistema de relações de trabalho. A proposta é ampliar os mecanismos de diálogo entre o governo e as categorias do funcionalismo.
O texto também prevê ações de capacitação de servidores e compartilhamento de infraestrutura digital e tecnologias entre os entes federativos.
O plano prevê ainda a continuidade das políticas de promoção da igualdade racial no serviço público. Segundo o documento, serão mantidas e ampliadas ações voltadas à participação da população negra no funcionalismo, especialmente em cargos de gestão e liderança.
O programa também defende o fortalecimento da política de cotas para pessoas negras, indígenas e quilombolas nos concursos públicos.
Embora o texto não apresente metas específicas para novos concursos, a proposta do PT prevê a valorização das carreiras públicas, a continuidade da recomposição da força de trabalho federal e o fortalecimento dos serviços prestados pelo Estado.
Em nota enviada ao g1, a assessoria do candidato disse que vai manter e ampliar o modelo do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e dar continuidade à realização de concursos públicos para repor servidores e atender áreas como saúde, educação, combate ao desmatamento e agências reguladoras.
A proposta também prevê aprimorar o dimensionamento da força de trabalho nos órgãos públicos, considerando as necessidades de contratação e os impactos de novas tecnologias e da inteligência artificial.
Além disso, a assessoria afirmou que pretende manter seleções centralizadas e investir em carreiras transversais, cujos profissionais podem atuar em diferentes órgãos e ministérios, conforme as prioridades do governo. (veja a nota completa abaixo)
O que dizem os candidatos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
“Vamos manter e ampliar o modelo do Concurso Público Nacional Unificado, inovador e inclusivo, que representa um benefício para todos os envolvidos. O modelo permite aliar um aumento da eficiência no uso dos recursos públicos, ampliar a diversidade nas seleções e trazê-la para dentro do Estado brasileiro, o que ajuda na formulação de políticas públicas em função das diferentes realidades que existem em nosso país. Os candidatos pagam só uma inscrição e fazem só uma prova. Os órgãos não precisam cada um organizar seu concurso, o que reduz tempo e recursos. Além disso, conseguimos aplicar provas no Brasil todo, do Oiapoque ao Chuí, e assegurar a aplicação efetiva da Lei de Cotas. Nossa ideia, inclusive, é estudar o uso desse modelo para selecionar profissionais também para estados e municípios de forma integrada, numa prova só, a ser realizada periodicamente – uma vez por ano ou uma vez a cada dois anos, a depender de como avançarmos no modelo.
A política será de continuidade em relação ao praticado na gestão atual do presidente Lula. Vamos continuar fazendo concursos para garantir a manutenção e ampliação das políticas públicas de saúde, educação, combate ao desmatamento, suporte aos investimentos produtivos, via reforço da atuação das agências reguladoras, entre outras áreas fundamentais para o funcionamento do Estado e atendimento à população. No primeiro mandato foi autorizado o provimento de 25 mil vagas para 104 cargos, e também ingressaram cerca de 30 mil profissionais na área de educação. Ao mesmo tempo, cerca de 30 mil pessoas se aposentaram, sendo 12 mil na área de educação. E todo trabalho de recomposição foi feito com responsabilidade fiscal, pois o gasto de pessoal se manteve estável em 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Para dar continuidade, um dos passos é aprimorar o trabalho (que já é feito) de dimensionamento da força de trabalho (DFT) para ter noção cada vez mais acurada da real necessidade de quais e quantos profissionais os órgãos necessitam. Isso é especialmente importante em função da introdução de novas tecnologias e da Inteligência Artificial (IA), que demandam um novo perfil profissional. O segundo passo é dar continuidade ao modelo de seleção centralizada do Concurso Público Nacional Unificado, que deve ser feito periodicamente, garantindo a reposição da força de trabalho, sem quebras geracionais. O terceiro elemento é seguir investindo em carreiras de caráter transversal, isto é, que podem atuar em mais de um órgão ou ministério, sendo realocadas conforme as prioridades políticas e eventuais contingências demandem”.
Flávio Bolsonaro (PL)
“Os concursos públicos federais serão mantidos e realizados de acordo com as necessidades e demandas para aperfeiçoar o atendimento à população, sempre priorizando a eficiência dos serviços prestados. Durante o período de transição e, ao longo do governo, serão realizadas análises sobre quantidade de vagas em diferentes setores, com base em estudos técnicos e a modernização da administração pública”.

Abóbora de quase 1.500 kg bate recorde mundial e entra para o Guinness; fruto renderia mais de 3 mil tortas

Abóbora de quase 1.500 kg bate recorde mundial e entra para o Guinness
Uma abóbora de 1.432 kg colhida nos Estados Unidos bateu o recorde mundial de peso e foi reconhecida pelo Guinness World Records.
Ela foi cultivada pelo produtor rural Ron Wallace, do estado de Rhode Island, e pesada no dia 10 de outubro durante um concurso de abóboras gigantes realizado no sul da região da Nova Inglaterra, nos EUA.
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O título foi oficializado no dia 14 de outubro. O recorde até então pertencia a uma abóbora de 1.296 kg cultivada por Ian Paton, de Lymington, na Inglaterra. A marca havia sido estabelecida em 3 de outubro — uma semana antes da pesagem da abóbora americana.
Segundo o Guinness, é quase inédito que o recorde nessa categoria troque de mãos tão rápido. A única outra ocasião em que isso aconteceu foi em 2 de outubro de 1999, quando o recorde foi estabelecido duas vezes no mesmo dia.
A abóbora é a primeira da história a ultrapassar a marca de 1.360 kg e poderia render mais de três mil tortas.
Segundo a agência de notícias Associated Press, Wallace recebeu US$ 3.500 pela vitória na competição local, o equivalente a cerca de R$ 17.599.
O produtor contou que organizadores de outros concursos tentaram atraí-lo com prêmios maiores, alguns de até US$ 70 mil, mas que, para ele, era importante estar cercado pelas pessoas de sua comunidade no momento da vitória histórica.
Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial
Reprodução
Wallace atribui parte do resultado à troca de dicas e técnicas entre os produtores de abóboras gigantes. Neste ano, pela primeira vez, ele passou a cultivá-las em uma estufa, o que, segundo o agricultor, fez uma grande diferença.
“Este foi meu primeiro ano cultivando em estufa e o clima esteve quase perfeito durante a maior parte da temporada. [Mas na hora da pesagem], eu estava exausto”, declarou Wallace ao Guinness World Records.
Ele começou a cultivar abóboras por hobby há 35 anos, inspirado por seu pai, a quem reconhece como “um dos primeiros cultivadores de abóboras gigantes na Nova Inglaterra”.
Para Wallace, as competições ajudam a valorizar o trabalho dos produtores, que têm sido cada vez mais procurados pelo setor agrícola para orientar sobre o manejo do solo e outras técnicas de cultivo.
Ron Wallace comemorando o peso da abóbora
Divulgação
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Veterano em recordes
O agricultor já é veterano nos recordes do Guinness com abóboras. A primeira vez aconteceu em 2006, com um fruto de 681,3 kg.
Wallace com sua primeira abóbora recordista mundial em 2006.
Divulgação
Em 2012, ele repetiu o feito. Dessa vez, a abóbora alcançou 911,27 kg.
Wallace com sua segunda abóbora recordista mundial ainda no pé, em 2012.
Divulgação
“Meus dois recordes mundiais anteriores foram conquistas históricas na época, mas este tem um significado ainda mais especial. Tive alguns anos de dificuldade no cultivo, pois estava adotando uma abordagem mais científica. Foi ótimo ver tudo se concretizar!”, disse o produtor ao Guinness World Records.
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Combate às fraudes e à sonegação: veja o que o setor de combustíveis cobra do próximo presidente

Entidades do setor de combustíveis pedem ao próximo governo mais medidas contra fraudes.
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O setor de combustíveis quer que o próximo presidente e o Congresso mantenham e ampliem as ações de fiscalização contra fraudes, adulterações e falsificações, além de combater a sonegação de impostos e a atuação de organizações criminosas.
O g1 entrou em contato com as entidades do setor para entender quais são as principais demandas. Entre elas estão o reforço da estrutura da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a integração entre órgãos públicos, o compartilhamento de informações de inteligência e o aumento da efetividade das punições.
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As associações também defendem a antecipação da cobrança monofásica de impostos sobre o etanol hidratado. Nesse sistema, a tributação ocorre em uma única etapa da cadeia, medida que, segundo as entidades, pode reduzir brechas para a sonegação.
As propostas envolvem tanto o Poder Executivo quanto o Congresso Nacional. As entidades querem que o combate às irregularidades continue sendo uma prioridade após as eleições, com medidas que dificultem a atuação de empresas que descumprem as regras e prejudicam a concorrência.
Agora no g1
Punições mais rigorosas
A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) considera que as operações iniciadas no ano passado, a partir da Operação Carbono Oculto, representaram um avanço no combate à atuação de organizações criminosas no mercado de combustíveis.
Para a entidade, o próximo governo deve dar continuidade às ações e manter a articulação entre os órgãos públicos, com a participação do setor privado.
A Fecombustíveis defende três frentes principais:
Manutenção das operações integradas: dar continuidade ao trabalho conjunto dos órgãos públicos e ampliar a contribuição do setor privado no enfrentamento ao crime organizado e às irregularidades.
Punições mais rigorosas: apoiar, no Congresso Nacional, propostas que aumentem as penalidades para quem descumpre as leis e provoca concorrência desleal.
Antecipação da cobrança monofásica sobre o etanol hidratado: adiantar a implementação da medida prevista na Reforma Tributária para reduzir brechas utilizadas na sonegação de impostos e em outras irregularidades.
A entidade avalia que o enfrentamento ao crime organizado e às práticas ilegais precisa permanecer entre as prioridades do próximo governo.
Carro sendo abastecido com etanol
Divulgação / GM
Rigor na lei
A Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro), entidade que representa os trabalhadores em postos, pede aos próximos ocupantes da Presidência da República e do Congresso Nacional ações estruturadas contra a adulteração de combustíveis.
As demandas envolvem:
O aumento do efetivo de fiscalização;
A celeridade nas punições;
E a criação de leis específicas para o setor.
O presidente da Fenepospetro e do Sinpospetro do estado do Rio de Janeiro, Eusébio Luís Pinto Neto, cobra o fortalecimento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A proposta é ampliar o número de fiscais e direcionar investimentos para tecnologias antifraude.
“É estruturar a ANP para que ela esteja preparada do ponto de vista tecnológico e humano para fazer frente a essas fiscalizações”, afirmou o dirigente.
A federação exige a intensificação da vigilância em toda a cadeia produtiva. A medida inclui o fortalecimento das atuações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da Receita Federal e das Secretarias da Fazenda.
Segundo Pinto Neto, a velocidade nos processos judiciais é fundamental para combater as irregularidades. “O que falta é aplicar a legislação com rigor. A Justiça tem que ser mais ágil para punir essas pessoas”, disse.
Para a próxima legislatura do Congresso Nacional, a entidade aponta a necessidade de aprimoramento das normas atuais. O foco é estabelecer regras para todas as etapas do mercado de combustíveis.
“É criar uma legislação específica voltada para a regulamentação da revenda, em todas as suas fases da cadeia produtiva”, declarou o presidente.
A modernização tecnológica no momento do abastecimento é outra cobrança central. O objetivo é desenvolver mecanismos práticos que permitam ao consumidor verificar a qualidade e a quantidade do produto na bomba.
“A aferição deveria mudar. A tecnologia avançou e a aferição continua a mesma há praticamente 100 anos”, concluiu.
Setor de lubrificantes também pede fiscalizaçã
Adobe Stock
Combate ao mercado irregular
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), entidade que reúne as principais distribuidoras de combustíveis do país, elaborou uma agenda com propostas para o setor, voltada aos candidatos à Presidência da República para o mandato de 2027 a 2030.
As empresas representadas pela associação respondem por 60% do mercado de combustíveis líquidos e 75% do comércio de lubrificantes, em um segmento com faturamento anual de R$ 881 bilhões.
Uma das principais preocupações levadas aos políticos é o avanço do mercado irregular. Cálculos do setor indicam que a concorrência desleal, as fraudes operacionais e a sonegação geram perdas de R$ 61 bilhões anuais.
Desse montante, R$ 14 bilhões correspondem a impostos não arrecadados e R$ 10 bilhões derivam de fraudes nas operações.
Para mitigar as perdas fiscais, a principal defesa do Sindicom é também a inclusão antecipada do etanol hidratado na tributação monofásica do ICMS.
🔎Tributação monofásica: é quando o imposto é cobrado apenas uma vez na origem da cadeia, com valor fixo por litro, modelo que já vigora para a gasolina, o diesel e o GLP. A mudança visa reduzir as vulnerabilidades e assimetrias que favorecem devedores contumazes no regime plurifásico atual.
O presidente-executivo do Sindicom, Augusto Salomon, afirma que a simplificação tributária é indispensável para estancar a evasão e moralizar o mercado.
“O abastecimento do país depende de uma cadeia complexa, que envolve infraestrutura, logística, regulação, tributação e fiscalização”, diz o executivo.
O planejamento do setor estipula ações imediatas para os primeiros 100 dias da nova gestão federal. Em meio à volatilidade dos preços do petróleo, a agenda estratégica proposta pela Sindicom ao próximo governo divide-se em 6 áreas de atuação:
Estruturação da ANP: recomposição orçamentária e técnica para garantir autonomia e capacidade de fiscalização com tecnologia de dados.
Combate à irregularidade: integração permanente entre Polícia Federal, Receita Federal, ANP e Ministérios Públicos para inviabilizar financeiramente o crime organizado e regulamentar o devedor contumaz.
Segurança jurídica e tributária: expansão do regime monofásico de impostos e fim de distorções que afetam a concorrência.
Infraestrutura e logística: incentivo a investimentos privados em ferrovias, dutos e terminais, com o objetivo de diminuir a dependência do transporte rodoviário.
Marco regulatório: criação de regras estáveis que acompanhem mudanças tecnológicas e atraiam investimentos de longo prazo.
Transição energética: avanço na descarbonização por meio de combustíveis renováveis e aprimoramento de políticas como o RenovaBio, mantendo a garantia de abastecimento nacional.
Maior cooperação
O Instituto Combustível Legal (ICL) defende a continuidade e a ampliação das ações contra o crime organizado, as fraudes e a adulteração de combustíveis e lubrificantes.
Para o instituto, o próximo governo deve ampliar a capacidade de fiscalização do Estado e fortalecer a cooperação entre órgãos públicos e empresas privadas.
Uma das principais demandas é o fortalecimento institucional e orçamentário da ANP, para que a agência tenha melhores condições de monitorar o mercado e identificar irregularidades com mais rapidez.
O ICL também defende:
Mais rastreabilidade: ampliar o uso de ferramentas que permitam acompanhar as operações do setor.
Compartilhamento de informações: estimular a troca de dados entre União, estados e municípios para melhorar a identificação de fraudes.
Manutenção das operações integradas: reunir órgãos públicos e setor privado em ações de fiscalização e inteligência.
Fiscalização técnica e inteligência financeira: combinar esses recursos com a cooperação entre os diferentes níveis de governo para tornar a resposta às irregularidades mais eficiente.
Regras tributárias mais simples: avançar na cobrança monofásica do ICMS sobre o etanol hidratado e outros fins, com o objetivo de ampliar a rastreabilidade das operações e reduzir oportunidades para irregularidades fiscais.
Avanço de projetos
Para a próxima legislatura, o ICL considera prioritária a conclusão da tramitação de duas propostas que ampliam os instrumentos de fiscalização e combate às irregularidades no mercado de combustíveis.
São elas:
PLP 109/2025: permite que a ANP acesse informações fiscais dos agentes regulados para fins de fiscalização e regulação, preservado o sigilo legal.
PL 399/2025: prevê novas penalidades para infrações relacionadas à comercialização de combustíveis e biocombustíveis, incluindo falsificação, adulteração e outras práticas irregulares.
O ICL também pede o aprimoramento do RenovaBio, especialmente no cumprimento das metas relacionadas aos CBIOs, e o desenvolvimento de ferramentas para monitorar a molécula do combustível e as informações fiscais.
Entre as medidas citadas estão o aperfeiçoamento do aplicativo ANP com vc, voltado à defesa do consumidor, e a criação do Sistema Nacional de Troca de Informações do Segmento de Combustíveis pelas Secretarias Estaduais de Fazenda (Sinac).
Para o instituto, a aprovação dos projetos, somada às mudanças tributárias, pode ampliar a capacidade do poder público de prevenir fraudes e proteger consumidores e empresas que atuam dentro das regras.
O presidente do ICL, Emerson Kapaz, ressalta que uma eventual mudança de governo não deveria interromper as medidas já adotadas.
“O combate ao crime organizado, às adulterações e fraudes exige continuidade, integração e instrumentos modernos de fiscalização. O mais importante é que o próximo governo e a próxima legislatura mantenham essa pauta como prioridade, com equilíbrio, segurança jurídica e foco permanente na proteção do consumidor”, afirma.
Mais fiscalização
A Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) também defende o fortalecimento da fiscalização e a atuação coordenada de diferentes órgãos para combater a adulteração de combustíveis.
A entidade apresenta quatro demandas principais para o próximo presidente:
Reforçar a ANP: garantir um quadro técnico suficiente e orçamento estável, compatível com a manutenção dos programas de monitoramento da qualidade dos combustíveis.
Ampliar a coordenação entre órgãos públicos: integrar ANP, Receita Federal, Polícia Federal, Ministérios Públicos estaduais e órgãos estaduais de metrologia e fazenda, com compartilhamento de dados e informações de inteligência de mercado.
Antecipar a cobrança monofásica de impostos sobre o etanol hidratado: acelerar a implementação do capítulo de combustíveis da Reforma Tributária para enfrentar a sonegação.
Aplicar sanções proporcionais e efetivas: combinar a dosimetria administrativa, que considera a gravidade das infrações na definição das penalidades, com a atuação da Justiça criminal.
A entidade também tem demandas para a próxima legislatura do Congresso Nacional:
Tipificação penal mais severa: adulteração como crime de perigo comum e dano ao consumidor, com rigor nas apurações e com penas compatíveis.
Controle de insumos químicos: registro e rastreabilidade obrigatórios de solventes, metanol e similares. Sem controlar o insumo, não se controla o produto final.
Proteção ao consumidor e aos distribuidores e revendedores honestos: canais ágeis de denúncia e responsabilidade solidária na cadeia.
A Brasilcom avalia que as punições precisam ser capazes de mudar a relação entre o risco de cometer uma irregularidade e o ganho financeiro obtido com ela.
A entidade resume o objetivo ao defender medidas que façam com que a adulteração deixe de ser uma prática de “baixo risco e alto retorno”.
Usina de etanol e açúcar em Pitangueiras, SP
Jefferson Severiano Neves/EPTV
Combate ao devedor contumaz
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) apoia as ações recentes das autoridades contra a adulteração e outras fraudes no mercado de combustíveis. Para isso, pede maior integração dos órgãos fiscalizadores e compartilhamento de dados e informações de inteligência.
A entidade defende o fortalecimento da fiscalização para proteger os consumidores e garantir condições de concorrência mais equilibradas entre as empresas.
Outra demanda é a aplicação efetiva das regras da Lei Complementar nº 225/2026 relativas ao chamado devedor contumaz, expressão usada para definir a empresa que transforma a inadimplência tributária em uma estratégia de negócio.
Na avaliação da Unica, o combate às irregularidades não deve se limitar à aplicação de penalidades. Também é necessário retirar a vantagem financeira das empresas que operam à margem da lei.
A Unica resume sua posição: “Além de punir as irregularidades, é preciso eliminar a vantagem econômica de quem opera à margem da lei.”
A Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (AbriLivre) disse em nota que “sempre apoiou e apoiará ações dos Governos Federal, Estadual, Municipal ou do Distrito Federal que visem garantir a competitividade, a livre iniciativa, a livre concorrência e a qualidade de produtos e serviços nos diferentes elos da cadeia e sempre defendendo os empresários cumpridores das leis”.
A reportagem do g1 entrou em contato com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Ambas não quiseram se manifestar.
A Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro) também foi procurada pela reportagem, mas não respondeu.

Doença de Newcastle: 6 mil aves são abatidas em granja no Oeste de SC

Cinco países adotam restrições a produtos avícolas após caso de Newcastle em SC
Foram abatidos os 6 mil perus da granja comercial em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, onde foi encontrado o foco da doença de Newcastle. As carcaças dos animais foram enterradas junto com materiais que tiveram contato com essas aves.
Por causa do foco, cinco países anunciaram a suspensão da compra de carne de aves de Santa Catarina (leia mais abaixo). A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou na quarta-feira (21) que ainda não há uma estimativa de impactos aos produtores catarinenses.
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🐔A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo.
As informações sobre os trabalhos na granja foram divulgadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) na quarta. As aves ficavam em dois galpões e o abatimento foi feito na segunda (19) e terça (20).
A vala foi vistoriada e aprovada pelas autoridades ambientais na tarde de terça. Dessa forma, o descarte das carcaças e materiais vão seguir orientações técnicas para que o processo seja feito de forma segura ao meio ambiente e à comunidade, informou a Cidasc.
A granja também passará por processo de desinfecção.
Granja em Nova Itaberaba onde foi confirmado foco da doença de Newcastle
Francieli de Moraes/NSC TV
Outra medida em curso é a vigilância nas propriedades rurais, num raio de até 10 quilômetros do foco. De acordo com a Cidasc, há nove equipes visitando tanto granjas comerciais quanto criações de subsistência.
Foram priorizadas as propriedades mais próximas e com previsão de entrega de aves para abate em breve. No total, 1,6 mil devem ser visitadas. Em 133 delas, está prevista a coleta de amostras das aves
Os trabalhos estão sob coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Cidasc. A granja foi isolada com uma barreira física e somente equipes autorizadas desses dois órgãos podem ter acesso.
A Cidasc destacou que o consumo de carne de aves e ovos de estabelecimentos inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial permanece seguro para a população.
Estes produtos podem ser identificados pela presença na embalagem de um dos selos de inspeção sanitária:
SIM – de um Serviço de Inspeção Municipal
SIE – do Serviço de Inspeção Estadual
SIF – do Serviço de Inspeção Federal
LEIA TAMBÉM:
Operação fará visitas a 1,6 mil propriedades em áreas perto de foco confirmado
Malásia suspende importação de frango de todo o Brasil
Cinco países suspenderam a compra de carne de frango de SC
Depois do México, a Malásia também suspendeu as importações de frango de todo o Brasil após a detecção de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina.
China, Chile e Arábia Saudita limitaram a restrição aos produtos catarinenses.
VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

CLT, aposentado, estudante ou MEI? Veja as propostas de Lula e Flávio para o seu bolso

Lula (à esq) e Flávio Bolsonaro (à dir) participaram de sabatinas na TV Globo
Divulgação
Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República trazem diferentes diretrizes para temas estruturais do país.
Além de visões contrastantes sobre o papel do Estado na economia, os dois candidatos também apresentam caminhos diferentes para lidar com as contas públicas, o mercado de trabalho, a renda e a inflação.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
No mercado de trabalho, por exemplo, os planos partem de estratégias diferentes: enquanto Lula concentra propostas na renda e na jornada de trabalho, Flávio Bolsonaro prioriza a redução do custo de contratação pelas empresas.
Já na economia, Lula dá mais peso à atuação do Estado, ao crédito e a políticas públicas, enquanto Flávio enfatiza equilíbrio fiscal, redução de tributos e de custos para empresas.
Agora no g1
Entenda nesta reportagem quais propostas podem mexer com sua vida financeira, de acordo com o seu perfil.
👔 Sou empregado CLT ou doméstico
🏛️ Sou servidor público
📱 Sou trabalhador por conta própria
💼 Tenho meu próprio negócio
🔎 Estou procurando emprego
🎓 Sou estudante
👴 Sou aposentado ou pensionista
🤝 Recebo benefícios sociais
🛒 Custo de vida e apoio às famílias
🚜 Trabalho no campo
🏠 Quero comprar minha casa
⚠️ A comparação considera exclusivamente as propostas apresentadas nos planos de governo dos dois candidatos.
👔 Sou empregado CLT ou doméstico
Salário mínimo e remuneração:
Lula: Promete manter a política de valorização do salário mínimo, com reajustes acima da inflação.
Flávio: Não apresenta fórmula de reajuste ou meta para o salário mínimo, mas defende que juros mais baixos e inflação controlada aumentariam o poder de compra das famílias.
Relações e regras de trabalho:
Lula: Propõe rever regras trabalhistas que, segundo o plano, favorecem a precarização, combater fraudes em terceirizações e fortalecer a negociação coletiva. Também prevê retomar a participação dos sindicatos nas homologações de rescisões trabalhistas.
Flávio: Defende jornadas e horários flexíveis e a prevalência do negociado sobre o legislado, permitindo que acordos ou convenções coletivas prevaleçam sobre determinadas regras previstas na legislação trabalhista.
⚠️ O plano de Lula previa o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial. Flávio, que inicialmente se posicionava contra a proposta e defendia um modelo mais flexível de jornada, mudou de posição e votou a favor da medida no Senado. A mudança foi aprovada pelo Congresso e promulgada neste mês.
Fim da escala 6×1 é oficializado no Diário Oficial; quando entra em vigor? Veja datas
Imposto de Renda (IR):
Lula: Defende isenção total do IR para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, com compensação por meio da tributação da renda dos mais ricos.
Flávio: Não propõe diretamente mudanças no Imposto de Renda da Pessoa Física, mas defende revisar e redimensionar a reforma tributária para reduzir a tributação sobre o consumo.
Relações sindicais:
Lula: Defende retomar a participação obrigatória dos sindicatos nas rescisões trabalhistas.
Flávio: Defende manter facultativo o imposto sindical e reduzir a participação dos sindicatos nas negociações individuais entre trabalhadores e empresas.
Igualdade salarial e de acesso ao mercado de trabalho:
Lula: Propõe reforçar a aplicação da Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres e combater discriminações no acesso ao trabalho, inclusive por raça, etnia, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero e classe.
Flávio: Propõe programas gratuitos de capacitação e a criação de um banco nacional de vagas conectado às empresas para ampliar o acesso das mulheres ao mercado de trabalho. Também prevê criar a Central da Mulher, com acesso a vagas, orientação para empreender, crédito e renegociação de dívidas.
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🏛️ Sou servidor público
Carreiras e relações de trabalho no serviço público:
Lula: Propõe regulamentar o direito à negociação coletiva no setor público e ampliar o diálogo entre governo e servidores por meio da Mesa Nacional de Negociação Permanente. Também defende a valorização e a qualificação do funcionalismo.
Flávio: Propõe uma reforma administrativa, com mudanças na estrutura do Estado e nas carreiras dos servidores, sem detalhar quais regras pretende alterar.
Piso do Magistério e combate a supersalários:
Lula: Prevê manter o Piso Nacional do Magistério e apoiar a formação de docentes por meio de iniciativas como o Pé-de-Meia Licenciaturas e o Bolsa Mais Professores.
Flávio: Prevê combater supersalários e pagamentos adicionais, além de reduzir ministérios e cargos comissionados. Também propõe capacitação contínua de professores.
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📱 Sou trabalhador por conta própria: autônomo, informal ou trabalhador por aplicativo
Trabalho por aplicativo:
Lula: Defende regulamentar o trabalho em plataformas digitais, com regras sobre remuneração, condições de trabalho e direitos trabalhistas e previdenciários, além de transparência sobre decisões tomadas pelos algoritmos das plataformas, como critérios de bloqueio, taxas de comissão e distribuição de corridas.
Flávio: Defende manter as oportunidades de renda e trabalho geradas pelos aplicativos, mas não detalha como pretende fazer isso. Afirma que os trabalhadores terão proteção social e previdenciária e critica a participação dos sindicatos na definição das regras para o setor.
Previdência e proteção social:
Lula: Propõe ampliar a proteção social de trabalhadores autônomos, com cobertura previdenciária e proteção em casos de acidentes, doenças e períodos sem trabalho. Também prevê formas mais flexíveis de contribuição à Previdência e maior fiscalização contra a pejotização irregular.
Flávio: Afirma que assegurará “efetiva proteção social e previdenciária” aos trabalhadores por aplicativo, mas não detalha um modelo previdenciário para os trabalhadores por conta própria em geral. Também propõe reduzir o custo da contratação com carteira assinada para estimular empregos formais.
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💼 Tenho meu próprio negócio: MEIs, micro e pequenas empresas e empregadores no geral
Crédito e apoio ao negócio:
Lula: Propõe ampliar o acesso de autônomos e pequenos negócios ao crédito, inclusive por meio de fundos garantidores, além de oferecer qualificação e assistência técnica. Também prevê facilitar o acesso a compras públicas e financiar ações de digitalização e aumento da produtividade.
Flávio: Propõe o Minha Primeira Empresa, com capacitação e orientação pelo Sistema S e acesso a crédito e serviços da Caixa. Também prevê crédito e orientação para pequenos negócios.
⚠️ Em 21 de outubro, Lula sancionou uma lei que perdoa a dívida de MEIs, amplia o limite de faturamento da categoria e permite a contratação de mais funcionários. Saiba mais.
Burocracia, impostos e regras para empresas:
Lula: Propõe simplificar o ambiente de negócios e assegurar tratamento tributário específico às pequenas empresas durante a implementação da reforma tributária.
Flávio: Propõe ampliar as medidas da Lei de Liberdade Econômica, simplificando registros, licenças e outros procedimentos para abrir e manter empresas. Também prevê revisar normas consideradas obsoletas e reduzir tributos sobre a produção.
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🔎 Estou procurando um emprego
Geração de vagas:
Lula: Defende associar políticas de crédito público, assistência técnica, incentivos fiscais e compras governamentais à geração de empregos. Também prevê estimular oportunidades de trabalho em áreas de interesse coletivo, como conservação ambiental, cultura, esporte e economia do cuidado.
Flávio: Propõe reduzir gradualmente o custo da contratação formal, sem retirar direitos, para estimular a criação de empregos com carteira assinada.
Primeiro emprego e recolocação profissional:
Lula: Propõe ampliar políticas de qualificação e inserção profissional, inclusive para trabalhadores afetados pelas transformações tecnológicas e pessoas com mais de 60 anos. Também prevê ampliar, na rede Sine, uma plataforma que reúna vagas, cursos, certificações e orientação profissional.
Flávio: Propõe contratos com menor custo de contratação para jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego e para pessoas com 50 anos ou mais desempregadas há pelo menos 12 meses. Também prevê criar um banco nacional de vagas conectado às áreas de RH das empresas para aproximar candidatos e empregadores.
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🎓 Sou estudante
Apoio financeiro e acesso aos estudos:
Lula: Propõe aprimorar o Pé-de-Meia e ampliar a assistência estudantil no ensino superior, incluindo alimentação e moradia. Também prevê manter os investimentos em cursinhos populares e continuar expandindo a rede de institutos federais.
Flávio: Propõe substituir o atual modelo de financiamento estudantil por um empréstimo em que o estudante só começaria a pagar após conseguir emprego e renda. As parcelas seriam proporcionais ao salário, com prazo mais longo para pagamento. Também prevê remunerar estudantes com bom desempenho que ofereçam reforço escolar a colegas com dificuldades.
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👴 Sou aposentado ou pensionista
Reajuste dos benefícios e salário mínimo:
Lula: Promete manter a política de valorização do salário mínimo, com reajustes acima da inflação.
Flávio: Não apresenta fórmula de reajuste ou meta para o salário mínimo, mas defende que juros mais baixos e inflação controlada aumentariam o poder de compra das famílias.
Fila do INSS, fraudes e consignado:
Lula: Propõe concluir a modernização e o aprimoramento dos serviços previdenciários e continuar reduzindo o tempo de espera pela concessão de benefícios do INSS.
Flávio: Propõe digitalizar processos e profissionalizar a gestão do INSS para reduzir a fila. Também prevê um novo pacote antifraude e mudanças no consignado, com dupla checagem para evitar descontos não autorizados.
Saúde, medicamentos e cuidados na velhice:
Lula: Defende manter o Farmácia Popular, com revisão dos produtos oferecidos gratuitamente e ampliação dos locais de retirada, além da inclusão de exames laboratoriais e de acompanhamento de doenças crônicas. Para os idosos, propõe ampliar Centros-Dia, vagas públicas em instituições de longa permanência e atendimento domiciliar.
Flávio: Propõe entregar medicamentos em domicílio a idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos e criar uma Rede Nacional de Cuidado, com centros-dia e atendimento domiciliar. Também prevê subsídios para adaptações de acessibilidade na casa de famílias de baixa renda e a ampliação de instituições de longa permanência para idosos.
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🤝 Recebo benefícios sociais
Benefícios sociais e acesso ao trabalho:
Lula: Propõe fortalecer a proteção social, com mais recursos e expansão e modernização da rede de atendimento. Também prevê ampliar políticas de enfrentamento da pobreza infantil e de acesso a serviços públicos.
Flávio: Propõe manter os programas sociais existentes, aperfeiçoar a gestão, corrigir distorções e combater fraudes. Também prevê dar prioridade aos beneficiários em ações voltadas ao mercado de trabalho e permitir o retorno imediato ao benefício após o seguro-desemprego, mantidos os critérios de elegibilidade.
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🛒 Custo de vida e apoio às famílias
Inflação, juros e contas básicas:
Lula: Propõe manter a inflação sob controle e criar condições para uma redução sustentada dos juros, com responsabilidade fiscal. Também prevê buscar o barateamento da energia elétrica e reduzir os efeitos da volatilidade dos preços internacionais sobre os combustíveis.
Flávio: Propõe buscar equilíbrio fiscal e superávits primários, medidas que, segundo o plano, contribuiriam para reduzir a inflação e os juros. Também prevê reduzir impostos sobre energia elétrica e combustíveis e encargos da conta de luz, mantendo a tarifa social.
Endividamento das famílias:
Lula: Propõe continuar monitorando o endividamento das famílias, manter mecanismos de controle de gastos excessivos com apostas on-line e aprimorar as regras de oferta e concessão de crédito, ampliando a proteção ao consumidor.
Flávio: Propõe reduzir os juros e o custo do crédito por meio do equilíbrio fiscal e da redução da dívida pública. Para as mulheres, prevê programas de orientação financeira sobre orçamento doméstico, endividamento e formação de poupança.
Creches e rede de cuidados:
Lula: Propõe ampliar o apoio a estados e municípios para expandir a educação infantil e fortalecer a Política Nacional de Cuidados. Também prevê apoiar Cuidotecas e estruturas como lavanderias públicas, cozinhas solidárias e restaurantes populares, além de criar um programa de capacitação de cuidadores.
Flávio: Propõe ampliar a oferta de creches em período integral e oferecer vouchers para acesso à rede privada credenciada onde não houver vaga pública. Também prevê criar uma Rede Nacional de Cuidado, com centros-dia e atendimento domiciliar para idosos e pessoas com deficiência.
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🚜 Trabalho no campo
Crédito e financiamento rural:
Lula: Propõe ampliar os recursos do Plano Safra e manter juros compatíveis com a atividade agropecuária, com prioridade para investimentos em máquinas e tecnologias. Para a agricultura familiar, prevê ampliar o crédito, priorizar a produção de alimentos da cesta básica e simplificar o acesso aos recursos.
Flávio: Prevê facilitar o acesso ao crédito pelo pequeno produtor por meio da regularização e titulação das propriedades, mas não detalha uma política específica de ampliação do crédito rural.
Seguro rural e proteção contra perdas:
Lula: Promete fortalecer o seguro rural e, para a agricultura familiar, ampliar o acesso ao seguro e reforçar o Garantia-Safra. Também propõe discutir um instrumento para cobrir perdas decorrentes de quebras severas de safra.
Flávio: Propõe ampliar o seguro rural e criar ferramentas de securitização e reorganização das dívidas do setor, para dar maior previsibilidade financeira ao produtor.
Regularização e titulação da terra:
Lula: Propõe ampliar o acesso ao crédito fundiário e avançar na regularização e titulação de terras. Também prevê acelerar a titulação de territórios quilombolas e a regularização fundiária de povos e comunidades tradicionais.
Flávio: Propõe acelerar a regularização fundiária e a titulação do pequeno proprietário rural para facilitar o acesso ao crédito e aos investimentos, além de reforçar a segurança jurídica do direito de propriedade.
Fertilizantes e custos de produção:
Lula: Propõe acelerar a produção nacional de fertilizantes e fomentar a produção de bioinsumos para reduzir a dependência de produtos importados.
Flávio: Propõe apoiar a produção nacional de fertilizantes, aproveitando reservas brasileiras de minerais como potássio e fosfato e incentivando a produção a partir do gás, para reduzir a dependência externa.
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🏠 Quero comprar minha casa
Programas habitacionais e financiamento:
Lula: Propõe manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida para todas as faixas de renda, com foco nas famílias de menor renda. Também prevê fortalecer o Compra Assistida para a aquisição de imóveis prontos.
Flávio: Propõe retomar o Casa Verde e Amarela, com meta de 2,5 milhões de moradias e financiamento a juros mais baixos.
Regularização e escritura do imóvel:
Lula: Promete assegurar recursos para concluir obras de urbanização e regularização fundiária em favelas e periferias e apoiar novos projetos. Também prevê destinar imóveis e terrenos da União à regularização de moradias de famílias que já vivem nesses locais.
Flávio: Propõe incentivar a regularização fundiária, priorizando áreas urbanas já consolidadas, para que famílias que vivem nesses locais obtenham a escritura do imóvel. O plano prevê dar preferência à escritura em nome da mulher.
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O que é PHP e a falha grave de segurança detectada por IA que tirou sites do ar

O que é PHP e a falha grave de segurança detectada por IA que tirou sites do ar
Getty Images via BBC
Durante mais de uma década, falhas graves passaram despercebidas em uma tecnologia usada por grande parte da internet. Foi preciso que a inteligência artificial as trouxesse à tona, causando um alerta global de segurança cibernética.
As vulnerabilidades estão em uma linguagem de programação chamada PHP, que tem sido usada no mundo todo desde os anos 2000 para construir sites.
Governos e agências de segurança cibernética em todo o mundo estão se mobilizando para conter as consequências da descoberta feita na quarta-feira (21/10) e instaram os operadores de sites a instalarem uma nova correção de emergência ou a considerarem a possibilidade de desativar suas plataformas.
A empresa de cibersegurança Wiz — cujos pesquisadores ajudaram a descobrir as vulnerabilidades — descreveu as falhas como as “mais graves” já detectadas por IA.
Agora no g1
A OpenAI — cuja tecnologia foi usada para encontrar as falhas — classificou a descoberta como “um dos problemas de segurança mais impactantes da história recente”.
O que é PHP?
Muitas pessoas podem nunca ter ouvido falar de PHP, mas provavelmente interagem com ele diariamente.
PHP é uma sigla em inglês para Hypertext Preprocessor. É a base de um grande número de plataformas, incluindo lojas online, a Wikipédia e o WordPress — o sistema de gerenciamento de conteúdo por trás de muitos sites, como blogs.
Quando você visita um site como a Wikipédia, o PHP é o código que coleta as informações necessárias e as apresenta de uma forma que você consiga lê-las na internet, afirma Paul Spain, diretor executivo da Gorilla Cyber Security, à BBC.
Qual é a vulnerabilidade?
Todos os sites que usam PHP ficaram expostos devido a uma falha que permite que hackers assumam o controle dos servidores de internet afetados sem autenticação e roubem dados confidenciais.
A inteligência artificial pode tornar esses ataques ainda mais fáceis e rápidos, afirma Paul Spain. Ele estima que a falha poderia afetar “milhões” de sites.
A pesquisadora de segurança cibernética Jill Slay, da Universidade de Adelaide, afirma que seria “desastroso” se hackers ou países explorassem a falha e roubassem dados privados de sites.
Quais sites foram afetados?
O alerta interrompeu serviços em todo o mundo, desde plataformas de jogos a portais governamentais e fóruns online.
Isso inclui a Wikimedia — a organização por trás da enciclopédia online Wikipédia — que desativou vários de seus sistemas como medida de precaução.
O governo da Finlândia, a prefeitura de Edimburgo, a agência de segurança cibernética da Holanda e a BBC estão entre os que retiraram seus sites do ar por um período.
Sites como o da Universidade de Genebra foram desativados na quarta-feira
EPA via BBC
Diversas organizações públicas da Escócia, incluindo conselhos e autoridades de saúde, também desativaram seus sites.
Alguns especialistas alertam que a vulnerabilidade pode deixar sites com baixo nível de manutenção — particularmente aqueles pertencentes a organizações menores com recursos de segurança limitados — em maior risco.
É provável que ocorram mais tentativas de explorar essas falhas nas próximas semanas, já que os detalhes técnicos estão sendo divulgados agora, afirma o pesquisador de segurança cibernética Salil Kanhere, da UNSW Sydney.
O que aconteceu depois que as falhas foram expostas?
Os desenvolvedores da plataforma PHP lançaram na quarta-feira atualizações para corrigir as vulnerabilidades que estavam presentes no software há anos.
“Recomenda-se fortemente que todos os usuários do PHP façam atualizações imediatamente”, disse a empresa.
Autoridades e organizações de segurança em todo o mundo reiteraram esses alertas aos operadores de sites para que protejam suas plataformas.
A Agência de Segurança Nacional dos EUA alertou todas as organizações que utilizam PHP para que desliguem seus sistemas caso não consigam corrigir a falha imediatamente, acrescentando que ela pode fornecer um “caminho direto” para explorar o banco de dados de um sistema.
“Esses riscos são graves o suficiente para exigir correções imediatas em todos os departamentos e agências do governo dos EUA”, disse a agência.
O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido fez recomendações semelhantes e orientou organizações a verificarem a existência de “portas traseiras instaladas por um invasor”.
Autoridades de segurança na União Europeia, em Singapura e na Austrália também emitiram alertas semelhantes.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pediu às pessoas que verificassem se seus sites públicos utilizavam a linguagem PHP.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, pediu às pessoas que verifiquem se seus sites públicos são executados em PHP
Bloomberg via Getty Images
“Temos um pedido urgente para que todos tomem providências esta noite”, escreveu Takaichi no X.
“Se for difícil aplicar a correção prontamente, a suspensão temporária de sites e medidas semelhantes podem ser consideradas uma forma eficaz de reduzir o risco”, disse ela.
Empresas de tecnologia também estão correndo contra o tempo para proteger seus sistemas.
A gigante do comércio eletrônico Amazon afirmou ter sido alvo de múltiplas tentativas de ataque dias antes da divulgação pública da vulnerabilidade no PHP. Não se sabe como os hackers tomaram conhecimento da vulnerabilidade.
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Como a IA esteve envolvida?
As vulnerabilidades foram descobertas por pesquisadores das empresas de segurança Calif e Wiz.
Os pesquisadores utilizaram ferramentas avançadas de IA capazes de analisar o código e encontrar falhas muito mais rapidamente do que os humanos ou os sistemas mais antigos.
“O software moderno é incrivelmente complexo e algumas vulnerabilidades podem permanecer sem ser detectadas por anos”, disse Kanhere.
“Os problemas subjacentes não eram novos; o que mudou foi nossa capacidade de encontrá-los”, disse Kanhere.
Detalhes da descoberta vazaram online esta semana, forçando os desenvolvedores da plataforma PHP a divulgarem às pressas o anúncio da falha de segurança e sua enorme escala.
O incidente “destaca como a IA pode descobrir falhas de segurança”, mas também como ela pode “ajudar invasores a desenvolver rapidamente ferramentas”, disse a OpenAI em uma postagem no blog.
A empresa, que é dona do ChatGPT, afirmou ter lançado um programa para verificar se a plataforma PHP é segura.
“Muitas dessas falhas decorrem da forma como o software era construído no passado, priorizando a funcionalidade em detrimento da segurança”, afirmou Ryan Ko, do Centro de Pesquisa Cibernética da Universidade de Queensland.
O que as pessoas podem fazer para se proteger?
Os proprietários de sites estão sendo aconselhados a proteger seus sites com a versão mais recente do PHP.
Segundo Spain, a correção do software PHP é uma pequena alteração de rotina para a maioria das equipes de TI.
A Agência de Segurança Nacional dos EUA recomendou “maior atenção” nas próximas semanas e o acompanhamento rigoroso das atualizações dos fornecedores de software.
A responsabilidade recai principalmente sobre os operadores dos sites, mas os usuários devem ficar atentos a quaisquer avisos de segurança emitidos pelos serviços afetados, como solicitações para alterar senhas, disse Kanhere.
Ele alertou as pessoas para que fiquem atentas a quaisquer mensagens de phishing que explorem a publicidade em torno do incidente.