Claude Mythos 5 tentou espalhar vírus e criou perfis falsos para enganar desenvolvedores em teste, diz Anthropic

Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
A Anthropic afirmou nesta sexta-feira (23) que o modelo de inteligência artificial Claude Mythos 5 tentou inserir um código malicioso em um repositório público de desenvolvedores e criou identidades falsas para convencer os responsáveis pelo projeto a aprovar a alteração.
O episódio ocorreu durante um teste de segurança cibernética e foi classificado pela empresa como uma falha grave no alinhamento do modelo, processo que busca garantir que a IA aja de acordo com as regras e evite causar danos.
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Segundo a empresa, o modelo tentou diferentes caminhos para resolver o desafio proposto em um ambiente de teste.
Depois que as tentativas autorizadas não deram resultado, passou a procurar um repositório no GitHub, plataforma que hospeda códigos de programas, que acreditava estar relacionado ao exercício. O projeto, porém, pertencia a desenvolvedores sem relação com o teste.
Ilustração mostra o logotipo da Anthropic e um teclado.
Dado Ruvic/ Reuters
O Claude Mythos 5 enviou uma proposta de alteração com código malicioso e entrou em contato com os responsáveis pelo repositório para tentar convencê-los a aprová-la.
Quando um desenvolvedor externo alertou que o código poderia conter um programa malicioso, o modelo criou uma conta falsa para defender a alteração e publicou comentários favoráveis à sua aprovação. Os responsáveis pelo projeto recusaram a proposta, e a tentativa não foi concluída.
Segundo a Anthropic, o modelo foi além das ações previstas para o exercício e tentou manipular pessoas reais para atingir seu objetivo.
A companhia também destacou que o Mythos 5 não interrompeu espontaneamente a tentativa de ataque mesmo quando surgiram sinais de que poderia estar prejudicando pessoas de fora do teste.
Em experimentos que reproduziram trechos do episódio, o modelo interrompeu a ação por iniciativa própria em apenas 2% das simulações realizadas a partir de etapas intermediárias ou finais do ataque.
Mesmo quando recebeu informações de que estava interagindo com desenvolvedores reais, abandonou a estratégia em apenas 5% dos casos.
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Em testes semelhantes, versões mais recentes apresentaram menor propensão a iniciar ataques desse tipo. A Anthropic informou que os modelos Claude Mythos 5.1 e Claude Opus 5.5 ainda não demonstraram capacidade de interromper de forma consistente uma ação perigosa já iniciada.
Um modelo interno de pesquisa, por outro lado, conseguiu interromper esses comportamentos de maneira consistente nos experimentos descritos pela empresa.
A Anthropic ressaltou, no entanto, que os resultados não garantem que os modelos mais recentes se comportarão da mesma forma em todas as situações. Segundo a companhia, os testes foram realizados a partir de trechos de uma execução anterior, o que limita a comparação direta entre os modelos.
Caso fez Anthropic estudar o ‘raciocínio enviesado’
O episódio também levou a mudanças na forma como a empresa treina e monitora seus sistemas.
A Anthropic afirmou que está desenvolvendo novas avaliações automáticas para os modelos antes de sua disponibilização ao público e estudando o chamado raciocínio enviesado — quando o sistema interpreta informações de maneira seletiva para justificar a continuidade de uma ação, mesmo diante de indícios de que ela pode causar danos.
No caso investigado, a empresa observou que o Mythos 5 passou a interpretar sinais de alerta como se fossem compatíveis com o exercício de segurança, em vez de reconhecer que estava interagindo com pessoas reais.
A Anthropic considera que essa tendência, somada à insistência em continuar uma estratégia já iniciada, foi um dos principais fatores que contribuíram para o comportamento inadequado.
A investigação foi realizada em conjunto com o Instituto de Segurança de Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI, na sigla em inglês), que também publicou um relatório independente sobre o episódio.
O instituto se comprometeu a realizar suas avaliações de segurança cibernética sem acesso à internet até desenvolver controles mais robustos para impedir que os testes provoquem danos a pessoas ou organizações reais.

Mercado de canetas emagrecedoras pode triplicar até 2035 e chegar a US$ 22 bilhões

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O mercado de medicamentos para emagrecer, como as canetas de GLP-1, no Brasil, na China e na Índia pode crescer dos atuais US$ 6,6 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) para US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões) até 2035, segundo estimativa do banco de investimentos J.P. Morgan.
O avanço deve ser impulsionado pela redução dos preços e pela ampliação do acesso aos tratamentos, que ainda são pouco utilizados nesses países.
De acordo com analistas do banco liderados por Yang Huang, o mercado dos três países pode crescer a uma taxa média de 15% ao ano até 2035. A projeção considera o grande número de pessoas com diabetes e obesidade nessas populações.
Medicamentos como Ozempic e Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk, e Zepbound, da Eli Lilly, pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1. Esses remédios imitam a ação de um hormônio que ajuda a controlar o açúcar no sangue e a reduzir o apetite, sendo utilizados no tratamento do diabetes e, em determinados casos, da obesidade.
A China e a Índia estão entre os países com as maiores populações de pessoas com diabetes do mundo. Segundo o J.P. Morgan, os dois países concentram, respectivamente, mais de 25% e 15% dos casos diagnosticados globalmente. No Brasil, cerca de 12% dos adultos têm a doença.
Os três países também enfrentam o avanço da obesidade. Na China, a parcela da população com sobrepeso ou obesidade pode ultrapassar 65% até 2030. Na Índia, a previsão é que a taxa de obesidade entre adultos chegue a 11% até 2035.
“Os medicamentos GLP-1 estão deixando de ser uma tendência de crescimento restrita aos mercados desenvolvidos para se tornarem uma questão de acesso global mais amplo”, afirmaram os analistas.
Segundo o banco, a expiração de patentes, a chegada de versões genéricas — medicamentos com o mesmo princípio ativo de um produto de referência cuja patente expirou — e as reduções de preços promovidas por políticas públicas estão tornando os tratamentos mais acessíveis.
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Mercados ainda pouco explorados
Apesar do potencial de crescimento, o uso desses medicamentos ainda é baixo em muitos países emergentes, principalmente por causa dos preços.
Segundo o relatório do J.P. Morgan, menos de 0,1% da população chinesa e menos de 0,2% da população indiana utilizam tratamentos da classe GLP-1. Nos Estados Unidos, a proporção fica entre 4% e 5%.
O Brasil é atualmente o maior dos três mercados, mas a expectativa é que, até 2035, apenas 7% a 8% da população brasileira com obesidade utilize medicamentos para tratar a doença. Nos Estados Unidos, a projeção é de cerca de 30%.
O J.P. Morgan estima que a China ultrapasse o Brasil até 2027 e se torne o maior mercado entre os três países. Até 2035, o mercado chinês pode movimentar US$ 13,7 bilhões (R$ 68,5 bilhões), ante US$ 8 bilhões (R$ 40 bilhões) no Brasil.
Segundo o banco, o resultado deve ser favorecido pelo grande número de pessoas com diabetes no país e pela ampliação da cobertura dos tratamentos com GLP-1, que pode reduzir os gastos dos pacientes.
Na Índia, que atualmente tem o menor mercado entre os três países, a adoção dos medicamentos enfrenta obstáculos como os preços elevados, a resistência ao uso de medicamentos injetáveis e mudanças culturais mais lentas em relação a esses tratamentos, de acordo com o J.P. Morgan.
O banco também apontou empresas que, em sua avaliação, podem se beneficiar do crescimento desse mercado: a chinesa Innovent; as indianas Divi’s Laboratories e Torrent Pharmaceuticals; e a brasileira RD Saúde, dona das redes de farmácias Raia e Drogasil.
* Com informações da Reuters.
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Divulgação

Após Flávio citar volta do Perse, governo fala em projeto para perdoar dívidas de bares, restaurantes e empresas de eventos do Simples

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo do petista vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para anistiar dívida ativa da União de empresas do Simples Nacional do setor de eventos, bares e restaurantes.
O anúncio foi feito três dias depois do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República, afirmar que, se eleito, quer retomar o Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse).
“O presidente Lula autorizou que a gente fizesse estudo em relação à questão do setor de eventos e artistas do país. Na pandemia tivemos o Perse e que praticamente muitos dos setores, seguimentos, ficaram endividados. Hoje estive com presidente Hugo Motta e a proposta é que pudesse encaminhar ainda este ano um projeto de lei para que fosse debatido no Congresso em primeiro lugar pudesse propor que nem os MEIs encaminhar PL que possa perdoar dívida ativa da União de todos os setores de eventos”, disse o senador Camilo Santana (PT-CE).
Segundo Santana, que é o coordenador político da campanha de Lula, atualmente a dívida desse grupo chega a R$ 15 bilhões para um total de cerca de 400 mil empreendimentos.
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Além disso, o senador também anunciou uma linha de crédito do governo para esses empresários podem pagar suas contas no Fisco, a partir da entrada em vigor da implementação da nova reforma tributária a partir do ano que vem.
O Perse foi lançado por Jair Bolsonaro em 2021, ainda na pandemia da Covid-19. O programa de incentivo ao setor de eventos foi encerrado em 2025 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alegou alto custo fiscal e apontou indícios de irregularidades no uso do benefício por algumas empresas.
O Perse também gerou controvérsia após a divulgação de uma lista de beneficiários que incluía influenciadores digitais e artistas.
Na última terça-feira (20), Flavio Bolsonaro publicou nas redes sociais que, se eleito, quer retomar o programa para todo setor de eventos culturais, incluindo shows e turismo, que hoje estão endividados.
“O maior programa de incentivos aos artistas e eventos foi criado em 2021. Sabem quem fez: o Jair. Vou restabelecer o Perse para todo setor de eventos culturais, shows, turismo, que hoje estão sufocados, endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro”, declarou o candidato do PL.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que o custo da dívida é pequena diante da possibilidade de reabilitar o setor. Segundo ele, depois das medidas voltadas aos MEIs, o governo vai agora “colocar esforços nas empresas do Simples”.
“Esse setor é um setor que precisa de ajuda. A linha de crédito vem nesse sentido. E combinamos com presidente da Câmara um cronograma para pensar no teto do simples”, disse.
Rede de restaurantes abre vagas para nova unidade em shopping de Jundiaí
Abraccio/Divulgação

Japão vai simular ataques hackers com IA após falha no PHP tirar sites do ar em vários países

O que é PHP e a falha grave de segurança detectada por IA que tirou sites do ar
O Japão anunciou nesta sexta-feira (23) que criará uma equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial (IA) e identificar falhas em sistemas tecnológicos.
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A medida ocorre em meio a uma onda de ataques que levou empresas e órgãos públicos de vários países a tirar sites do ar para se proteger de vulnerabilidades na linguagem de programação PHP, usada em grande parte da internet.
Nesta semana, milhões de tentativas de invasão foram registradas após a divulgação de falhas graves no PHP, levando operadores de sites a reforçar a segurança ou suspender temporariamente seus sistemas.
Um dos efeitos da crise foi a suspensão, pela SoftBank, terceira maior operadora de telefonia móvel do Japão, de seu sistema de alertas de emergência para celulares.
Com mais de 30 milhões de clientes de smartphones, a empresa informou nesta sexta-feira que o serviço ficará indisponível durante a manutenção para corrigir uma falha no PHP.
Com isso, os usuários deixarão de receber alertas antecipados de terremotos, avisos de tsunamis e informações sobre desastres e evacuações. A SoftBank afirmou, porém, que os clientes ainda poderão receber alertas de terremotos por outros serviços, como um aplicativo de sua empresa Yahoo.
O Japão é frequentemente atingido por desastres naturais e está entre os países mais sujeitos a terremotos do mundo. O tufão Champi também se aproxima de Okinawa, a província mais ao sul do país.
“Um ataque pode ser bem-sucedido ao encontrar apenas uma brecha. Por isso, é importante mudarmos nossa mentalidade e pensar sob a perspectiva do invasor”, afirmou o ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, nesta sexta-feira, à Reuters.
“Os responsáveis pela defesa também precisam usar a inteligência artificial e agir de forma proativa, mantendo-se um passo à frente”, acrescentou.
Nobuo Miwa, presidente da empresa de segurança cibernética S&J Corp, sediada em Tóquio, avaliou que a resposta do governo foi lenta demais.
“É como tentar enfrentar um homem-bomba com uma lança de bambu”, afirmou.
Falhas no PHP tiram serviços do ar em vários países
As interrupções emergenciais registradas nesta semana, de Tóquio a Helsinque, afetaram serviços bancários, aéreos, ferroviários, tributários e governamentais. O episódio se tornou um dos testes mais expressivos para ferramentas de programação criadas há décadas e que sustentam o funcionamento da internet.
No Japão, empresas como a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA e a operadora ferroviária JR East suspenderam temporariamente alguns serviços on-line como medida de emergência.
O Ministério das Finanças, a Agência Nacional de Impostos e a Agência Meteorológica do Japão também interromperam parte de seus serviços pela internet.
Nesta sexta-feira, a JR East informou que alguns serviços de empresas do grupo haviam voltado a funcionar. Os demais seriam restabelecidos após a confirmação de que estavam seguros.
Já a fabricante de tintas Nippon Paint afirmou ter instalado uma atualização de segurança por precaução e informou que seu site estava novamente no ar.
Para Eva Chen, presidente-executiva da empresa de segurança cibernética Trend Micro, os invasores provavelmente estão mirando empresas japonesas por causa dos registros detalhados que elas mantêm. Segundo ela, a inteligência artificial também reduziu a barreira do idioma, facilitando ataques contra essas organizações.
Chen afirmou ainda que o Japão se tornou excessivamente confiante na segurança de sua infraestrutura tecnológica existente.
Especialistas em segurança cibernética alertam que a inteligência artificial está ajudando criminosos a automatizar tarefas, desde a busca por falhas em programas até a criação de campanhas de phishing — golpes que tentam enganar pessoas para obter informações confidenciais, como senhas.
Com isso, os crimes digitais podem se tornar mais rápidos, baratos e difíceis de detectar.
Os desenvolvedores do PHP divulgaram correções na quarta-feira (21) para vulnerabilidades que estavam presentes no programa havia anos e foram descobertas com o auxílio da inteligência artificial. Eles recomendaram que os usuários atualizassem o software imediatamente.
A linguagem PHP é um conjunto de instruções usado para desenvolver sites e aplicações na internet. Uma vulnerabilidade é uma falha que pode ser explorada por invasores para acessar sistemas, roubar informações ou interromper serviços.
As atualizações de segurança corrigem esses problemas e reduzem o risco de ataques.
* Com informações da Reuters.
As palavras “PHP Code” no texto e código PHP são exibidas em uma tela.
As palavras “PHP Code” no texto e código PHP são exibidas em uma tela.

Trump retira tarifa de 50% sobre alguns produtos do Canadá, incluindo madeira e alimentos

Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (23) uma ordem para retirar a tarifa de 50% sobre alguns produtos agrícolas e florestais importados do Canadá.
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A medida pode beneficiar empresas americanas do setor agrícola que dependem desses produtos.
Entre os produtos que deixarão de pagar a tarifa estão chapas de madeira compensada, alguns tipos de papel, determinadas máquinas, equipamentos de refrigeração e caixas e embalagens para transporte de mercadorias, informou a Casa Branca.
“Esses produtores são uma parte vital da economia do nosso estado e sustentam nossas comunidades rurais e costeiras”, disse a senadora Susan Collins, do Maine.
Segundo ela, muitos agricultores e produtores dependem de equipamentos especializados, materiais para embalagens e outros produtos canadenses que não estão disponíveis com fornecedores americanos ou cuja substituição teria custos elevados.
A decisão foi tomada após a senadora republicana pedir à Casa Branca que revisasse as tarifas sobre produtos que afetam empresas e agricultores de seu estado. Ela enfrenta uma disputa acirrada pela reeleição.
Candidatos republicanos de estados do norte dos Estados Unidos que fazem fronteira com o Canadá, como Maine e Michigan, tentam equilibrar o apoio à base fiel de Trump com a busca por votos de eleitores independentes. Esses estados são particularmente afetados pelas tarifas.
Collins afirmou que a medida vai beneficiar produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas do Maine.
Collins e seu adversário, o democrata Troy Jackson, discutiram as tarifas durante um debate em 6 de outubro.
Entenda a guerra tarifária entre EUA e Canadá
Em agosto, Trump impôs tarifas de 50% sobre US$ 20 bilhões em importações canadenses. As cobranças entraram em vigor depois que as negociações entre os dois países fracassaram naquele mês.
Desde então, os governos mantêm um impasse comercial. Na sexta-feira, Trump afirmou, porém, que o Canadá está trabalhando para fechar um acordo com os Estados Unidos.
A Casa Branca também informou que determinados tipos de válvulas, carpetes, resíduos e outros produtos serão incluídos na lista de itens contemplados pela medida.
As economias do Maine e de Michigan têm relações estreitas com a do Canadá, que fornecem desde peças automotivas até madeira e equipamentos para a colheita de frutas. Por isso, as tarifas têm impacto significativo nesses estados.
A disputa comercial também tem consequências políticas: os republicanos provavelmente precisarão vencer no Maine e em Michigan nas eleições de 3 de novembro para manter o controle do Senado americano.
* Com informações da Reuters.
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante comício na Flórida
Umit Bektas/Reuters

BC passa a exigir autorização prévia para oferecer crédito a clientes com risco de endividamento

Banco Central do Brasil (BC).
Adriano Machado/ Reuters
O Banco Central (BC) aprovou nesta sexta-feira (23) novas regras para proteger consumidores em situação de maior vulnerabilidade financeira contra ofertas de crédito que possam agravar seu endividamento.
A partir de 31 de março de 2027, bancos e outras instituições financeiras precisarão de autorização prévia, específica e inequívoca desses clientes para fazer ofertas ativas de crédito.
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Além de exigir consentimento, a norma limita as propostas a operações que possam melhorar as condições financeiras do consumidor, como renegociação de dívidas, portabilidade de crédito — transferência de um empréstimo de uma instituição para outra — ou migração para produtos mais vantajosos.
As instituições não poderão oferecer novos recursos a esses clientes por meio dessas abordagens.
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➡️ A medida faz parte de um conjunto de três resoluções aprovadas pelo BC para ampliar a proteção nas relações de crédito e reduzir situações que favoreçam o endividamento excessivo.
Segundo o órgão, as regras buscam assegurar aos consumidores “mais proteção e informação sobre as ofertas de crédito que recebem” e reduzir situações que possam favorecer o endividamento excessivo.
Vale dizer que a regulamentação não impede que os próprios clientes pesquisem e contratem produtos financeiros por iniciativa própria.
Segundo o BC, para todos os consumidores, independentemente da situação financeira, as instituições também deverão disponibilizar um mecanismo claro para bloquear propagandas e ofertas ativas de crédito.
Painel vai reunir informações sobre dívidas
Outra medida aprovada pelo BC prevê a criação do Painel de Dívidas Consolidadas, que deverá ser oferecido pelas instituições financeiras a partir de 1º de julho de 2027.
🔎 A ferramenta reunirá informações sobre as operações de crédito dos clientes para facilitar a consulta ao total de dívidas e ao comprometimento da renda com pagamentos.
Antes de uma nova contratação, os bancos também deverão apresentar simulações dos custos do crédito, explicar seu impacto financeiro e emitir alertas em situações de maior risco.
Inicialmente, o painel mostrará apenas as operações contratadas na própria instituição.
Posteriormente, deverá incorporar dados do Sistema de Informações de Crédito (SCR), mantido pelo BC, e do Open Finance, sistema que permite o compartilhamento de informações financeiras entre instituições mediante autorização do cliente.
Com a ampliação das informações disponíveis, a ferramenta deverá permitir uma visão mais abrangente do endividamento dos consumidores.
BC também muda regras para crédito pelo Pix
O BC também estabeleceu novas exigências para a oferta de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix. A partir de 1º de julho de 2027, as instituições precisarão obter o consentimento prévio e específico do usuário para apresentar esse tipo de oferta.
A norma determina ainda um intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação do serviço e a primeira oferta de crédito. Os bancos deverão disponibilizar ferramentas como simuladores e ambientes para consulta das operações contratadas.
A regulamentação também prevê restrições para determinadas modalidades de crédito relacionadas ao Pix e estabelece regras para devoluções associadas a essas operações. O BC ressalta, porém, que o dinheiro continuará sendo recebido de forma instantânea e integral pelo beneficiário da transação.
As três resoluções, publicadas nesta sexta-feira, integram um conjunto de medidas voltadas a ampliar a transparência nas contratações, reforçar a responsabilidade das instituições financeiras e prevenir o superendividamento.

Mega-Sena pode pagar R$ 230 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.074 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 230 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre excepcionalmente às 21h deste sábado (24) devido ao segundo turno das eleições de 2026.
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No concurso do última quinta-feira (22), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
Para alé da Mega, outras seis loterias também foram adiantadas para hoje. São elas:
Lotofácil;
Quina;
Timemania;
Dia da Sorte;
+Milionária; e
Loteria Federal.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.