Mega da Virada 2026 abre apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão

Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão
Tomaz Silva/ Agência Brasil
As apostas para a Mega da Virada 2026 foram abertas nesta terça-feira (3). O concurso especial tem prêmio estimado em mais de R$ 1 bilhão.
Os interessados podem registrar suas apostas até as 22h do dia 31 de dezembro de 2026. O sorteio está previsto para as 11h do dia 1º de janeiro de 2027.
Em 2025 a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão. A estimativa inicial era de R$ 850 milhões. O sorteio teve seis apostas ganhadoras, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões.
Como funciona a Mega da Virada?
As regras da Mega da Virada são as mesmas dos concursos regulares da Mega-Sena. Para conquistar o prêmio principal, é necessário acertar os seis números sorteados, entre os 60 disponíveis. Também há premiações para quem acertar cinco (quina) ou quatro números (quadra).
A principal diferença é que o prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor destinado à faixa principal é distribuído entre os acertadores da quina. Se também não houver ganhadores nessa faixa, o prêmio passa para os acertadores da quadra.
Os apostadores também podem optar pela Surpresinha, modalidade em que o sistema escolhe os números aleatoriamente.
Quanto custa para apostar?
A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6,00. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.
Como jogar?
Para jogar, os apostadores podem ir a uma das mais de 13 mil lotéricas da caixa espalhadas pelo Brasil. Além disso, as apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura.
Qualquer pessoa maior de 18 anos, com CPF válido, pode se cadastrar no portal Loterias Caixa ou no aplicativo Loterias Caixa, disponível para download em celulares com sistema iOS e Android. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking.
No caso do aplicativo, há uma exigência extra: o apostador precisa estar em território nacional. Isso porque o sistema verifica a geolocalização do usuário, e a autorização para jogos é válida apenas no Brasil.
A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet:
Portal Loterias Caixa
Acesse o site da Loterias Caixa e faça login.
Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais.
Após entrar, escolha a opção Mega da Virada.
Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta.
Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão.
Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos.
Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix.
Aplicativo Loterias Caixa
Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS).
Abra o aplicativo e faça login.
Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais.
Escolha a opção Mega da Virada.
Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você.
Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela.
Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix..
Mega da Virada começa a receber apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão

Honda City 2027 muda pouco e não baixa preços para enfrentar os chineses; veja o teste

Honda City 2027.
Divulgação / Honda
A Honda apresentou a linha 2027 do City sem reduzir os preços para enfrentar a concorrência dos carros chineses. As versões custam entre R$ 117 mil e R$ 156 mil.
A fabricante aposta na fidelidade de seus clientes e no pós-venda para manter as vendas do modelo, que ganhou mudanças no visual, novos equipamentos e uma versão inédita.
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Além da nova versão RS, o City hatch e o sedã receberam alterações nos para-choques, faróis e acabamento. As configurações mais caras também passaram a oferecer uma central multimídia de 10 polegadas.
O motor 1.5 aspirado de 126 cv e o câmbio automático CVT continuam os mesmos. E o g1 testou o novo Honda City para entender se apenas quem é fã da marca japonesa vai ficar feliz com a novidade.
Por que o Honda Civic sumiu das ruas?
Tapa no visual
Toda a família City passou por uma atualização visual, concentrada principalmente na dianteira. A Honda redesenhou os para-choques e passou a oferecer faróis Full LED de série em todas as configurações.
Nas versões Touring e RS, uma barra iluminada em LED conecta visualmente os faróis dianteiros e funciona como luz de posição.
Outra mudança aparece ao redor do logotipo da Honda. A região recebeu uma moldura pintada na cor da carroceria, que cria a impressão de que o capô ficou mais comprido.
A grade superior agora apresenta acabamento em formato de colmeia e uma pequena inclinação. O desenho da parte inferior do para-choque continua diferente entre as duas carrocerias.
Honda City 2027.
Divulgação / Honda
No sedã, a entrada de ar inferior tem formato de trapézio invertido, com barras horizontais. Já o hatch utiliza uma grade em colmeia, acompanhada por uma seção pintada na cor do veículo.
A traseira também foi modificada. O sedã ganhou um para-choque com desenho trapezoidal e refletores verticais nas extremidades.
No hatch, os recortes do para-choque traseiro ficaram mais afilados.
As rodas de liga leve de 16 polegadas receberam novos acabamentos, com tonalidades de cinza ou preto conforme a versão.
Retoques deram certo
As mudanças mais significativas do Honda City 2027, portanto, estão no design. Ao vivo, o conjunto é harmonioso, mesmo com a adoção de elementos visuais inspirados no Prelude.
Adaptar características de um carro para outro mais barato e com proporções diferentes nem sempre funciona, mas, neste caso, a Honda conseguiu um resultado equilibrado.
O curioso é que, ao tentar atualizar o City sem modificar profundamente o projeto, a fabricante acaba revisitando soluções já utilizadas.
Os refletores dos para-choques, por exemplo, começaram com formato vertical, passaram a ser horizontais no facelift e agora voltaram à posição vertical.
É uma demonstração de como a linguagem visual adotada pela Honda oferece poucas possibilidades de mudanças mais profundas sem alterar a identidade do modelo.
Honda City 2027.
Divulgação / Honda
Motor e consumo
A Honda não alterou a mecânica do City 2027. Tanto o hatch quanto o sedã continuam equipados com motor 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, com bloco e cabeçote de alumínio e injeção direta de combustível.
São 126 cv de potência com etanol ou gasolina. O torque máximo chega a 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina.
O câmbio também permanece o automático CVT, que simula trocas de marcha.
A transmissão tem ainda uma função que aumenta automaticamente o freio-motor durante descidas, quando o sistema identifica o acionamento do pedal de freio.
O consumo informado para cada carroceria é o seguinte:
Honda City Sedan
Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,8 km/l
Gasolina: Cidade 12,9 km/l; Estrada 15,3 km/l
Honda City Hatch
Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,7 km/l
Gasolina: Cidade 13,2 km/l; Estrada 15,1 km/l
Honda City 2027.
Divulgação / Honda
Pacato
Na mecânica, o motor 1.5 aspirado continua sendo um dos pontos fortes do City, principalmente pela previsibilidade de manutenção e pelo comportamento conhecido dos proprietários.
Se o objetivo da Honda é preservar as características valorizadas pelos clientes, a decisão faz sentido. Tanto o sedã quanto o hatch continuam sendo produtos bem resolvidos, com um conjunto mecânico que não apresenta surpresas.
O g1 dirigiu o City em rodovias e trechos de estradas sinuosas. Como não houve mudanças mecânicas, o comportamento permaneceu dentro do esperado.
O desempenho não está entre os principais atributos do modelo, mas isso não significa que o motor 1.5 aspirado seja muito inferior aos modelos 1.0 turbo disponíveis no mercado.
O consumo também chamou a atenção. Em determinados momentos da viagem, mantendo velocidade de cruzeiro entre 100 km/h e 110 km/h, o computador de bordo indicou consumo de gasolina de 21 km/l.
Isso mostra que motoristas dispostos a dirigir de maneira mais tranquila conseguem aproveitar a eficiência do conjunto mecânico.

Nova tela
Na cabine, uma das principais novidades é a central multimídia com tela sensível ao toque de 10 polegadas, disponível nas versões Touring e RS.
O equipamento permite controlar o volume e trocar de música por meio de gestos com vários dedos na tela.
A conexão com Android Auto e Apple CarPlay funciona sem a necessidade de cabos.
Essa nova central multimídia ajuda a entender a filosofia da Honda em relação aos seus clientes mais tradicionais. Em vez de apostar em uma interface repleta de cores e efeitos visuais, a fabricante optou por uma apresentação mais discreta, com fundo preto e comandos simplificados.
Embora não tenha botões físicos, a central permite realizar algumas operações deslizando os dedos pela tela. É uma solução interessante do ponto de vista da ergonomia, pois busca facilitar o uso dos comandos sem exigir que o motorista desvie constantemente o olhar da estrada.
A escolha, porém, também representa uma aposta comercial. Ao priorizar a objetividade, a Honda pode agradar aos compradores acostumados com seus produtos, mas deixar de conquistar consumidores que valorizam telas maiores e interfaces mais chamativas.
Para esse público, uma central de apenas 10 polegadas, com fundo preto e poucos efeitos gráficos, pode transmitir a impressão de ser inferior a sistemas mais coloridos, mesmo que isso não seja a verdade.
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Segurança
A segurança também recebeu atualizações. Todas as versões do City 2027 passaram a contar com seis airbags. Já o pacote de assistência à condução Honda Sensing agora é de série nas configurações EX, EXL, Touring e RS.
Entre os recursos estão a frenagem automática para reduzir o risco de colisões e o assistente que ajuda a manter o carro dentro da faixa de circulação.
O controle de cruzeiro adaptativo também foi atualizado. Agora, consegue acompanhar o veículo à frente em velocidades baixas e realizar uma parada completa.
A partir da configuração EXL, o City passa a oferecer o sistema myHonda Connect, que permite utilizar um aplicativo de celular para consultar a localização do carro e comandar funções à distância, como o ar-condicionado.
Outra mudança é a garantia de fábrica, ampliada para seis anos em toda a linha, sem limite de quilometragem.
Honda City 2027 tem parachoques dianteiros exclusivos para cada carroceria
Divulgação / Honda
Sem guerra de preços
O g1 questionou executivos da Honda sobre a decisão de manter os preços do City em um momento de maior concorrência dos fabricantes chineses.
Ariel Mógor, gerente de marketing da Honda, afirmou que a empresa não pretende disputar clientes por meio de descontos agressivos.
“A Honda tem altos índices de satisfação no pós-venda e temos um retorno dos clientes que já são Honda”, explicou.
Segundo o executivo, a fabricante considera que as atualizações da linha 2027, acompanhadas de reajustes relativamente pequenos, são suficientes para atender ao público do City.
A Honda também aposta na rede de concessionárias, que possui uma estratégia de valorização dos carros seminovos da marca nas negociações por veículos zero-quilômetro.
Entre janeiro e agosto de 2026, a fabricante emplacou 18.909 unidades da família City no Brasil. As vendas ganharam ritmo a partir de julho e alcançaram os melhores resultados do ano nos meses seguintes.
A estratégia, porém, ocorre em um momento de mudanças nos preços dos carros novos e usados.
O g1 mostrou que o mercado passou por ajustes importantes em 2026, impulsionados principalmente pela chegada de novos modelos chineses na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil, segmento em que o City também está presente.
Veja alguns exemplos de carros com projetos da China na faixa de R$ 125 mil a R$ 150 mil com boa lista de equipamentos:
BYD Dolphin GS: R$ 150 mil (promoção de R$ 139.990)
CAOA Chery Tiggo 5X Sport: R$ 125 mil
CAOA Chery Tiggo 5X Pro: R$ 140 mil
CAOA Chery Tiggo 7 Sport: R$ 142 mil
CAOA Changan CS55 Prime: R$ 145 mil
CAOA Changan CS55 Infinity: R$ 155 mil
Chevrolet Spark EUV: R$ 152 mil (promoção de R$ 147 mil)
Geely EX2: R$ 124.600 Pro / R$ 137.800 Max
MG4 Urban: R$ 135 mil Comfort / R$ 145 mil Luxury / R$ 155 mil Luxury Long Range
Além da concorrência chinesa, marcas tradicionais como Toyota, Jeep e Volkswagen passaram a oferecer promoções para veículos zero-quilômetro.
Mesmo diante desse cenário, a Honda decidiu manter sua política de preços e apostar nos clientes que já conhecem a marca.
Vendas
A pré-venda foi anunciada para 5 de outubro, com um lote inicial de 3 mil unidades e preços iguais aos da linha 2026. Os valores começam em R$ 117.500, na versão LX, e chegam a R$ 156.400, na RS.
Depois que as 3 mil unidades forem vendidas, a Honda vai aumentar o preço da versão LX em R$ 200. Para as demais configurações, o reajuste previsto é de R$ 1.100.
As vendas regulares da linha 2027 começam no início de novembro. Durante a pré-venda, a Honda também oferece documentação gratuita para quem financiar o veículo pelo banco da própria fabricante.
A montadora informou que não pretende manter os preços promocionais nos lotes seguintes.
Confiança na história
A estratégia de preservar as características do City também aparece na política comercial da Honda.
Ao manter os preços de tabela e não oferecer, pelo menos neste início, promoções com descontos muito expressivos, a fabricante contribui para preservar o posicionamento de seus seminovos.
Essa decisão pode ajudar a reduzir os efeitos da desvalorização que atinge veículos usados, especialmente aqueles na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil. A questão mais complicada para a Honda, porém, vai além do City.
Em momentos de mudanças profundas na tecnologia, no mercado e nos métodos de fabricação, fabricantes tradicionais precisam decidir até que ponto seus produtos devem se transformar para conquistar novos consumidores sem perder aqueles que já são fiéis à marca.
Quando um fabricante enfrenta vendas baixas e tem poucos clientes, uma mudança radical de estratégia pode ser mais simples. Afinal, há relativamente pouco a perder.
A situação é diferente para Honda, Toyota e outras fabricantes tradicionais que construíram uma base de consumidores fiéis. Nesse caso, abandonar características que agradam aos compradores atuais pode representar um risco tão grande quanto deixar de acompanhar as transformações do mercado.
O City 2027 é um exemplo desse dilema. A Honda preferiu atualizar o visual e a tecnologia sem alterar profundamente um produto que já tem um público estabelecido.
Resta acompanhar as vendas em 2027 para descobrir se os consumidores tradicionais aprovaram as novidades e permaneceram fiéis ao City ou se decidiram experimentar modelos concorrentes na mesma faixa de preço.
Honda City 2027 nas carrrocerias sedã e hatch.
Divulgação / Honda
Preços e equipamentos do Honda City 2027
Os valores abaixo incluem os preços regulares anunciados pela Honda e as condições de pré-venda, quando aplicáveis.
City LX: hatch e sedã R$ 117.700 (pré-venda R$ 117.500)
Faróis com tecnologia Full LED;
Seis airbags;
Assistente de estabilidade e tração (VSA);
Assistente de partidas em rampa (HSA);
Sistema de luzes de emergência (ESS);
Alerta de pressão dos pneus (TPMS);
Assistente de frenagem de emergência (EBA).
City EX: hatch R$ 137.400 / sedã R$ 138.400 (pré-venda hatch R$ 136.300 / sedã R$ 137.300)
Pacote de assistência à condução Honda Sensing (controle de cruzeiro adaptativo com parada total, frenagem de mitigação de colisão, sistema de permanência de faixa, assistente de evasão de pista e farol alto automático);
Rodas de liga leve de 16 polegadas de alumínio com face diamantada e pintura interna na cor cinza.
City EXL: hatch R$ 144.800 / sedã R$ 145.800 (pré-venda hatch R$ 143.700 / sedã R$ 144.700)
Sistema myHonda Connect (aplicativo de celular para rastreamento, partida remota do motor, acionamento do ar-condicionado à distância e travamento das portas).
City Touring: hatch R$ 153.300 / sedã R$ 154.300 (pré-venda hatch R$ 152.200 / sedã R$ 153.200)
Barra de iluminação em LED que conecta os faróis dianteiros;
Central multimídia com tela de 10 polegadas sensível a múltiplos toques para comandos de volume e mudança de faixa;
Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura interna na cor preta;
Acabamento interno na cor cinza claro (configuração exclusiva para a carroceria sedã com pintura externa nas cores Branco Topázio, Azul Cósmico ou Cinza Basalto).
City RS: somente hatch R$ 156.400
Teto, capas dos retrovisores, antena e aerofólio superior com pintura preta;
Para-choque traseiro exclusivo com seção central inferior dividida em três partes;
Escapamento com ponteira esportiva;
Emblemas da configuração posicionados na grade e na tampa traseira;
Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura preta e aplicação de verniz escurecido;
Revestimento interno do teto na cor preta;
Bancos e demais revestimentos da cabine com costuras vermelhas;
Pedais com acabamento em alumínio;
Pintura perolizada.

Diante de forte deterioração das expectativas do mercado, Durigan promete melhorar contas públicas sem recorrer a 'narrativa fácil'

Com a piora das expectativas do mercado financeiro, reflexo da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o próximo mandato, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, prometeu continuar melhorando a trajetória das contas públicas brasileiras nos próximos anos, mas sem recorrer ao que ele chamou de “narrativa fácil”.
Mais cedo, nesta terça-feira, o Banco Central divulgou seu boletim semanal com projeções dos economistas dos bancos sobre a economia brasileira. No primeiro relatório após a reeleição de Lula, o mercado financeiro realizou fortes ajustes em suas expectativas para a inflação, taxa de juros e para o crescimento da economia neste ano e nos próximos.
➡️Em linhas gerais, os analistas elevaram consideravelmente suas projeções de inflação, reduziram as expectativas de crescimento da economia e passaram a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante.
➡️O documento foi divulgado após expressivos ajustes registrados na semana passada em ativos brasileiros, como o índice da Bolsa de Valores, os juros futuros e o dólar, que já haviam mostrado piora após a confirmação de que Lula será presidente do país nos próximos quatro anos.
“O projeto que o presidente Lula apresentou, e saiu vitorioso das urnas, é um projeto generoso com o país, que se compromete com as diferentes classes e diferentes categorias e, ao mesmo tempo, com melhora fiscal. Esse é um grande desafio que nós vamos ter que achar: o caminho para fazer essas duas coisas, sem procurar uma narrativa fácil como o candidato perdedor fazia, ou sem apresentar projetos que não levaram a nada”, disse o ministro Durigan.
▶️Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo.
▶️O mercado tem se mostrado reticente sobre a possibilidade de um ajuste de grande proporção e rápido nas contas públicas prometido diante dos compromissos assumidos de manter os programas sociais, de aumentar acima da inflação do salário mínimo, assim como das aposentadorias, e de não promover cortes profundos em áreas como saúde, educação.
Ajuste gradual
O ministro da Fazenda tem afirmado que o objetivo da proposta do Partido dos Trabalhadores é de promover um ajuste mais gradual das contas públicas, da ordem de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB), no quarto mandato do presidente Lula. Ele tem reafirmado que as contas retornarão ao azul em 2027, após permanecerem deficitárias durante todo o atual mandato de Lula.
“O que eu posso assegurar é que nós vamos seguir uma trajetória de melhorar as contas públicas do país, melhorar o resultado primário, como nós fizemos de 2023 para cá. Fazendo com rigor a avaliação das políticas públicas já existentes, de não para tirar direitos, mas para garantir que o dinheiro público seja bem aplicado e olhar para os investimentos estratégicos do país, melhorando a governança do governo”, acrescentou o ministro da Fazenda.
Questionado por jornalistas, ele afirmou que não tem discutido a política de sucessão no Ministério da Fazenda, se haverá troca de ministro. “Esse é o ‘timing’ do presidente que eu obedeço, tá? Tenho apresentado propostas, diagnósticos e propostas com críticas, algumas propostas fáceis que aparecem e reforçando a trajetória do que eu acredito, que é melhorar as condições de vida das pessoas, melhorar a condição fiscal que ajuda a melhorar a condição de vida das pessoas”, concluiu.

Aliados querem que Lula use pronunciamento para afastar rumores sobre nova política econômica e defender equilíbrio

Depois de ruídos no último fim de semana, sobre sugestões de mudanças na política econômica, aliados do presidente Lula defendem que ele use o prometido pronunciamento desta semana sobre a vitória nas urnas para garantir o equilíbrio fiscal em seu quarto mandato e afastar qualquer “mágica” na área econômica.
A avaliação é que a palavra para acalmar investidores deve vir do próprio presidente da República, reeleito para um novo mandato à frente do Palácio do Planalto.
No fim de semana, circulou a informação de que Lula poderia receber para uma conversa André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, para avaliar uma ideia do economista de redução da taxa de juros a até 7,5% ao ano, para depois fixar um teto tanto para a inflação como para a taxa Selic do Banco Central.
A ideia foi refutada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou que o encontro do presidente com o Lara Resende aconteceria e garantiu que não haveria mudanças na política econômica.
Rumos da política econômica são desafio para o governo Lula
Próximo de André Lara Resende, Aloizio Mercadante foi apontado como responsável por fazer a mediação do encontro entre Lula e o economista.
Mercadante, que preside o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também disse, no fim de semana, que não havia nada marcado para um encontro entre os dois para os próximos dias.
Dario Durigan tem afirmado que vai apresentar, em breve, medidas ao presidente Lula para garantir o cumprimento do centro da meta fiscal do próximo ano, que é de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
A ideia é fazer um ajuste fiscal durante os próximos quatro anos para evitar um corte drástico de gastos, que poderia comprometer programas sociais.
O presidente Lula, por sinal, veio a público, pelas redes sociais, para garantir que seu governo não iria cortar nenhum programa social e que irá cumprir todas as promessas feitas durante a eleição.
Durante o período eleitoral, Lula aumentou o Bolsa Família e concedeu benefícios para os microempreendedores individuais.
Economistas que já trabalham com o presidente Lula lembram que seus dois primeiros mandatos foram um sucesso porque ele seguiu a receita de promover um ajuste fiscal, gerar superávits primários, o que garantiu queda da taxa de juros e crescimento elevado do país. Por outro lado, quando o PT decidiu testar uma nova política econômica, deu tudo errado.
A lembrança é da nova matriz de política econômica defendida pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega durante o governo Dilma.
Na época, o Banco Central reduziu a taxa de juros para 7,25% ao ano, mas não fez um ajuste fiscal, pelo contrário, aumentou suas despesas.
O resultado foi muito negativo na economia, gerando recessão e desemprego elevado, o que acabou enfraquecendo Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2016.
Lula e Dario Durigan
Washington Costa/MF

Disney planeja milhares de demissões e cobra redução de 20% nos custos

Disney corta empregos em meio à crise
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
A Disney pediu a gestores que reduzam em 20% os custos sob sua responsabilidade e avalia demitir milhares de funcionários, segundo informações da Bloomberg publicadas nesta segunda-feira (2). O número de demissões ainda não foi definido.
A iniciativa seria parte de um esforço de reestruturação da companhia, que enfrenta desafios como o avanço da inteligência artificial, a queda da receita de bilheteria, a concorrência no mercado de streaming e a desaceleração do público internacional em seus parques temáticos.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Segundo a Bloomberg, algumas áreas da empresa deverão arcar com uma parcela maior dos cortes do que outras.
➡️ Parte da economia obtida com a redução de despesas deverá ser reinvestida em produções de cinema e televisão, tecnologia, parques temáticos e negócios de cruzeiros.
A Disney tinha cerca de 231 mil funcionários no fim do ano fiscal de 2025.
A companhia vem promovendo cortes de pessoal nos últimos anos para melhorar sua rentabilidade.
Em setembro, a Disney demitiu algumas centenas de funcionários das áreas de recursos humanos e tecnologia. Em abril, a companhia já havia eliminado cerca de mil vagas em diferentes setores, incluindo marketing, estúdios, televisão e ESPN.
🔍 Em 2023, a empresa anunciou o corte de 7 mil vagas como parte de um plano para economizar US$ 5,5 bilhões em despesas.
Moradores da região caem em golpe de viagens para Disney