Mega-Sena 3082 acumula e prêmio vai a R$ 60 milhões; confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3082: confira os números sorteados
O sorteio do concurso 3.082 da Mega-Sena foi realizado na noite desta sexta-feira (6), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 60 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 60 milhões.
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Veja os números sorteados: 24 – 38 – 04 – 16 – 23 – 44
5 acertos: 81 apostas ganhadoras, R$ 20.116,27
4 acertos: 4.527 apostas ganhadoras, R$ 514,19
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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Resultado do concurso 3082 da Mega-Sena.
Reprodução/Caixa
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Como funciona a Mega-Sena?
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

Alíquotas de até 12% para tributo federal sobre consumo e 'imposto do pecado'; compare propostas das gestões Lula e Bolsonaro

A divulgação da estimativa de alíquota da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) – o futuro imposto sobre consumo do governo federal no âmbito da reforma tributária – gerou uma onda de críticas de representantes do setor produtivo.
O receio é de que o tamanho da alíquota, estimada em 11,3% pelo Tribunal de Contas da União para 2027, represente aumento da carga tributária, principalmente no setor de serviços — menos beneficiado com o aproveitamento de créditos tributários de cadeias anteriores.
▶️Somado ao imposto dos estados e municípios, com cobrança integral prevista para 2033, a previsão de analistas é que o futuro imposto sobre o consumo atinja 30%. Se confirmada, seria maior do que a alíquota de todos os países desenvolvidos.
A proposta do TCU será encaminhada ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar, até 15 de dezembro, o valor final da alíquota a ser cobrada a partir de 2027.
➡️Em 2020, proposta semelhante foi divulgada pela equipe econômica do governo Jair Bolsonaro, chefiada pelo ministro Paulo Guedes, contemplando uma alíquota de 12% para a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) do governo federal.
À época, a proposta não englobou um imposto sobre o consumo de estados e municípios para que não fosse preciso mexer na Constituição Federal.
Bastaria aprovar projeto de lei sobre o assunto, que depende de menor adesão de deputados e senadores. A reforma do ICMS e ISS estadual e municipal ficaria para um segundo momento.
Já a reforma tributária aprovada pelo Congresso no governo Lula teve como principais referências a PEC 45, elaborada a partir dos estudos de Bernard Appy, então no Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), e o substitutivo apresentado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro em 2023.
➡️O governo Lula não encaminhou uma proposta própria de reforma do consumo ao Congresso, mas participou ativamente das negociações por meio da equipe do Ministério da Fazenda e defendeu diversos pontos incorporados ao texto final.
A reforma aprovada no governo Lula baseou-se no modelo de Bernard Appy (CCiF), mas adaptou o projeto original: em vez de um imposto único (IBS) gerido por todos, o Congresso optou por um imposto dual, dividindo-o em CBS (federal) e IBS (estadual/municipal) para preservar a autonomia dos entes federativos. O texto original também previa poucas exceções.
Ambas as propostas (Lula e Guedes) compartilhavam o conceito de IVA, ou seja, tributo sem cumulatividade no lugar o PIS/Cofins, e a instituição de um imposto seletivo, também chamado de ‘imposto do pecado’ sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Na proposta de Bolsonaro, o imposto seletivo seria encaminhado posteriormente, englobando, a princípio, cigarros e bebidas alcoólicas.
O “imposto do pecado” de Lula, envolvendo uma base maior de produtos, foi previsto na reforma tributária e a regulamentação foi encaminhada nesta semana ao Legislativo.
Possível redução da alíquota
Empresas brasileiras têm desafio em 2026: as novas regras da Reforma Tributária
Pressionados pelo setor produtivo da economia, os chefes das equipes econômicas também informaram que buscariam reduzir a alíquota no futuro.
Em agosto de 2020, Paulo Guedes afirmou que, caso se mostrasse “exagerada”, a alíquota de 12% proposta na primeira parte da reforma tributária enviada ao Congresso Nacional poderia ser reduzida.
“Não estabilizamos ainda a alíquota. Fizemos uma primeira proposta. Se isso se revelar exagerado, a gente baixa”, afirmou Guedes naquele momento.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo buscará discutir com o Congresso, no decorrer do ano de 2027, uma revisão dos benefícios fiscais previstos na reforma tributária sobre o consumo.
O objetivo, segundo ele, é reduzir alguns incentivos aprovados a produtos e setores da sociedade para baixar, no futuro, a alíquota da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal.
🔎Entenda: a reforma tributária prevê manter estável a carga tributária sobre o consumo. Assim, como o Congresso aprovou um amplo conjunto de benefícios para produtos e setores com desoneração ou alíquota reduzida, a alíquota necessária para os demais segmentos da economia ficou mais alta.
“É um primeiro número que mantém a carga tributária conforme aprovado pelo Congresso e vai nos dar as condições, de novo, de fazer um debate claro, já mais baixo do que o governo anterior propôs. Para que a gente siga revendo as exceções, os regimes favorecidos, de modo que a gente tenha uma alíquota menor com tempo”, disse o ministro a jornalistas.
Pontos em comum e diferenças
As duas propostas contemplavam a manutenção do patamar vigente da carga tributária sobre o consumo, algo que penaliza a população mais pobre por conta do alto grau de “regressividade”, ou seja, arrecada-se proporcionalmente mais de quem ganha menos.
Números da Receita mostram que impostos sobre bens e serviços, ou seja, os tributos indiretos embutidos nos preços, são muito maiores do que nos países desenvolvidos, enquanto a tributação sobre a renda e o patrimônio (que incidem sobre os mais ricos) tem peso menor no Brasil.
Ambas as propostas também traziam o modelo não cumulativo, de imposto sobre valor agregado, vigente no resto do mundo. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, o imposto é cobrado em cada etapa, mas os contribuintes podem descontar o tributo pago anteriormente.
Os dois projetos também prometiam simplificar o sistema tributário, diminuir custo das empresas, conferir maior transparência, combater a sonegação fiscal, desonerar as exportações e gerar mais investimentos na economia.
A reforma aprovada no governo Lula prevê que o IVA seja cobrado no destino, onde os bens e serviços são consumidos, e não mais na origem. A transição será gradual e levará décadas.
Como a proposta do governo Bolsonaro se restringia aos tributos federais, sem incluir impostos estaduais e municipais, ela não tratava dessa mudança.
Tratamentos diferenciados
As duas reformas também previam tratamento diferenciado para setores da sociedade, ou produtos específicos. Veja abaixo:
✅ Simples Nacional: manutenção do benefício foi proposta no governo Bolsonaro, e também foi previsto na reforma tributária aprovada na gestão do presidente Lula. As empresas poderão optar se permanecem no regime, ou se optam pelo novo modelo (híbrido) que permite abater créditos tributários. O prazo vai até 20 de dezembro.
✅ Zona Franca de Manaus: governo Bolsonaro propôs que os incentivos fiscais fossem mantidos, com a criação mecanismos específicos para preservar as vantagens competitivas. Zona Franca continuou com benefícios na reforma aprovada no atual governo.
✅ Regime monofásico de combustíveis: foi proposto por Paulo Guedes e mantido na atual reforma. A cobrança continua concentrada em etapas específicas da cadeia, justamente por razões operacionais e de controle tributário.
✅ Regime agrícola: a proposta de Guedes previa a manutenção do regime agrícola para assegurar condições equivalentes de concorrência aos pequenos produtores rurais. A reforma aprovada também manteve tratamento diferenciado para o setor agropecuário e para cooperativas.
✅ Instituições financeiras: A proposta de Guedes previa uma CBS própria de 5,8% para bancos, seguradoras e planos de saúde. Na reforma aprovada, o setor financeiro também recebeu tratamento tributário específico, embora diferente do modelo proposto pelo governo Bolsonaro.
✅ Transporte coletivo: proposta de Guedes previa regime favorecido. No texto aprovado da reforma tributária, o transporte público está entre as atividades beneficiadas.
✅ Cesta básica: a proposta de Guedes previa isenção para receitas obtidas com a venda de produtos da cesta básica. A proposta original da PEC 45 não previa desoneração da cesta básica e defendia uma alíquota uniforme, compensando os mais pobres por meio da devolução de tributos. O benefício para a cesta básica foi incorporado posteriormente, durante a tramitação da reforma no Congresso.
✅ Entidades beneficentes, templos religiosos, partidos políticos e entidades sindicais: a proposta de Guedes previa que a CBS não incidisse sobre entidades beneficentes de assistência social, templos religiosos, partidos políticos, sindicatos, federações e confederações. A reforma aprovada preservou as imunidades constitucionais e os tratamentos tributários previstos para essas entidades.
✅ Venda de imóveis residenciais para pessoa física: a proposta de Guedes previa isenção da CBS na venda de imóveis residenciais para pessoas físicas. Já a reforma aprovada conferiu ao setor imobiliário um regime específico, com redutores de ajuste e regras próprias de tributação.
Escopo da reforma tributária
A proposta de Paulo Guedes citava mudanças em outras bases de tributação, como renda, folha de salários e, também, o imposto seletivo.
Defendia redução da tributação sobre empresas e tributação de dividendos para menos pejotização e mais investimento. O texto chegou a ser aprovado pela Câmara dos Deputados, mas não foi adiante.
Além disso, a apresentação divulgada em 2020 pela equipe econômica do governo Bolsonaro também citava a desoneração da folha de salários para redução do custo do trabalho formal. Não falava como isso seria feito, mas Guedes chegou a defender a criação de um imposto sobre transações financeiras.
O governo petista, por sua vez, cumpriu a promessa do presidente Lula de ampliar a faixa de isenção do IR para até R$ 5 mil.
Para compensar a perda de arrecadação, aprovou a taxação para renda mensal superior a R$ 50 mil — o equivalente a R$ 600 mil por ano. A equipe econômica admitiu a necessidade de uma reforma do IR mais ampla, mas argumentou que o momento não era adequado.
A estimativa da alíquota da CBS em 11,3% para 2027 gerou críticas do setor produtivo; valor est abaixo dos 12% projetados pela gestão anterior.
Cacá Trovó/EPTV

Duas cidades dos EUA aprovam proibição da produção e venda de foie gras

Método para produção de foie gras, com tubo enfiado na garganta da ave, é considerado cruel
Bebeto Matthews/Arquivo/AP Photo
Eleitores de Washington, capital dos Estados Unidos, e de Denver, no Colorado, aprovaram medidas que proíbem a produção e a venda de foie gras obtido por meio da alimentação forçada de aves.
Em Washington, a proposta teve 73,24% de aprovação (120.474 votos), enquanto 26,76% dos eleitores (44.007) votaram contra, segundo a apuração da autoridade eleitoral. Em Denver, ela recebeu 67,45% dos votos favoráveis (185.481), ante 32,55% de votos contrários (89.522).
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As novas regras valem apenas nos dois municípios e ampliam as restrições ao foie gras nos EUA, mas não estabelecem uma proibição nacional.
As duas medidas proíbem a alimentação forçada de patos e gansos para aumentar o tamanho do fígado e restringem a comercialização e a circulação de produtos obtidos por esse método.
Agora no g1
As restrições, porém, têm diferenças de alcance:
em Washington, a iniciativa proíbe a venda comercial, a distribuição e a importação de foie gras e de outros produtos feitos com fígados de aves engordadas dessa maneira;
em Denver, a proposta também restringe a venda e a importação, além do transporte e do recebimento desses produtos.
O que é a alimentação forçada?
O foie gras, expressão que significa “fígado gordo” em francês, é produzido a partir do fígado de patos e gansos submetidos a um processo de alimentação e engorda. A técnica usada na produção é conhecida como “gavage”.
🪿 A técnica consiste em introduzir um tubo pela garganta da ave até o esôfago para fornecer uma quantidade de alimento superior à que o animal consumiria naturalmente. O objetivo é aumentar o tamanho do fígado.
O procedimento é criticado por organizações de defesa dos animais, que afirmam que a alimentação forçada causa sofrimento às aves. A Pro-Animal Future, responsável por campanhas favoráveis às medidas nas duas cidades, argumenta que a prática prejudica o bem-estar dos animais.
Pato em fazenda perto de Nova York que produz foie gras
Bebeto Matthews/Arquivo/AP Photo
“Por meio de nossas campanhas de iniciativas populares e de pressão sobre autoridades, estamos trabalhando para acabar com indústrias que tratam os animais como objetos, mantendo-os confinados em espaços minúsculos e apertados e privando-os de acesso ao ar fresco e à luz do sol”, afirma a organização.
As propostas também enfrentaram oposição de representantes do setor gastronômico. Bart Hutchins, chef e proprietário do restaurante Butterworth’s, em Washington, publicou um artigo no jornal “The Washington Post” contra a iniciativa aprovada na cidade.
Segundo Hutchins, a alimentação forçada intensifica um processo biológico natural das aves e não caracteriza uma prática cruel. Ele também argumentou que a proibição pode afastar profissionais da gastronomia do debate sobre a origem dos alimentos e as condições de produção.
Proibições nos EUA e no Brasil
Antes das votações, a Califórnia era o único estado americano que proibia em todo o seu território tanto a alimentação forçada de aves quanto a venda de produtos obtidos por esse método.
Algumas cidades também já adotavam restrições, entre elas Nova York, Pittsburgh, Brookline e Portland.
Com as novas regras, Washington e Denver passam a integrar esse grupo. As medidas ampliam as restrições existentes nos EUA, mas a proibição continua limitada a determinados estados e municípios.
No Brasil, a produção e a comercialização de foie gras e de outros produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais foram proibidas em julho de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que impede a produção e a venda desses alimentos, tanto in natura quanto enlatados.
A norma prevê pena de três meses a um ano de prisão, além de multa, para quem descumprir a proibição. As punições seguem a Lei de Crimes Ambientais, que trata de casos de maus-tratos a animais.
Com a sanção, o Brasil passou a ser o segundo país, depois da Índia, a proibir tanto a produção quanto a comercialização de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Reino Unido, Alemanha, Itália, Austrália e Argentina já adotavam restrições à produção.

Vale-refeição e alimentação: novas regras entram em vigor neste sábado; veja perguntas e respostas

Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro
As novas regras do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) entram em vigor neste sábado (7) e prometem ampliar a rede de aceitação dos cartões em todo o país.
A data marca o início da implementação nacional da chamada interoperabilidade, mecanismo que permite que cartões de diferentes operadoras funcionem em uma rede mais ampla de estabelecimentos.
🔎 O objetivo é aumentar a concorrência entre as empresas que administram os benefícios, reduzir custos para comerciantes e facilitar o uso dos cartões pelos trabalhadores.
Segundo a Coordenação Nacional do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), a mudança foi determinada pelo Decreto nº 12.712, publicado em novembro de 2025.
➡️ Mas o que muda para os trabalhadores? O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? E o vale-alimentação, em restaurantes? Será possível sacar o dinheiro dos cartões? As empresas são obrigadas a oferecer esses benefícios?
Para esclarecer essas e outras dúvidas, o g1 ouviu especialistas e consultou informações da Coordenação Nacional do PAT e da Auditoria-Fiscal do Trabalho. Abaixo, eles respondem:
O que é a interoperabilidade?
O que muda para o trabalhador?
O vale-refeição poderá ser usado em supermercados?
Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados?
E bebidas alcoólicas?
Posso sacar o dinheiro do cartão?
Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios?
As novas regras também valem para aplicativos de delivery?
Os cartões multibenefícios serão proibidos?
Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação?
O que fazer se o cartão for recusado?
O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo?
O valor do benefício vai mudar?
O que muda para os comerciantes?
Quem descumprir as regras pode ser multado?
Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização?
O que é a interoperabilidade?
A interoperabilidade permite que as empresas que administram vale-refeição e vale-alimentação compartilhem suas redes de estabelecimentos credenciados.
🔎 Na prática, a medida busca resolver um problema comum: chegar a um restaurante, supermercado ou lanchonete e descobrir que o local aceita vale-refeição ou vale-alimentação, mas não a bandeira do seu cartão.
Com a interoperabilidade plena, as redes passam a funcionar de forma integrada. Assim, um estabelecimento poderá aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente.
vale-refeição e vale-alimentação
Freepik
O que muda para o trabalhador?
O trabalhador deverá encontrar mais estabelecimentos que aceitam seu vale-refeição ou vale-alimentação, independentemente da bandeira do cartão.
A mudança, porém, não aumenta o saldo dos cartões, não permite transformar o benefício em dinheiro nem amplia os tipos de produtos que podem ser comprados.
🔎 Segundo Elber, o trabalhador terá mais facilidade para usar os cartões, mas continuará sujeito às mesmas regras sobre o que pode comprar com cada benefício.
O vale-refeição poderá ser usado em supermercados?
Não. Embora os cartões passem a ser aceitos em mais estabelecimentos, isso não muda as regras sobre o uso dos benefícios.
🔎 O que está sendo ampliado é a rede de locais que aceitam os cartões, mantendo a finalidade de cada benefício.
O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches, em restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos semelhantes.
Já o vale-alimentação continua destinado à compra de alimentos, como os vendidos em supermercados e mercearias.
Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados?
Não. Segundo Elber, mesmo que supermercados, farmácias, postos de combustível e lojas de conveniência vendam alimentos, os cartões continuam destinados exclusivamente a despesas com alimentação.
Os benefícios não podem ser usados para comprar medicamentos, combustíveis, cosméticos, produtos de higiene, eletrônicos ou outros produtos que não sejam alimentos.
A regra também vale para supermercados. Mesmo que esses estabelecimentos vendam eletrodomésticos, celulares, brinquedos, roupas e utensílios domésticos, esses produtos não podem ser pagos com vale-refeição ou vale-alimentação.
E bebidas alcoólicas?
As regras do PAT determinam que os recursos sejam utilizados para a alimentação do trabalhador.
Por isso, produtos que não atendam a essa finalidade, como bebidas alcoólicas, podem ser considerados incompatíveis com as regras do programa durante fiscalizações dos órgãos responsáveis.
Posso sacar o dinheiro do cartão?
Não. O dinheiro depositado pela empresa continua destinado exclusivamente à alimentação e não pode ser movimentado livremente como o saldo de uma conta bancária.
O trabalhador não pode sacar o saldo, transferir os valores para uma conta bancária nem utilizar outros meios para transformar o benefício em dinheiro.
🔎 Segundo Elber, acordos informais entre trabalhadores e comerciantes para trocar o saldo dos cartões por dinheiro continuam sendo irregulares.
Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios?
Não. Quem recebe os dois benefícios continuará tendo um saldo específico para vale-refeição e outro para vale-alimentação.
Não será permitido transferir dinheiro de um benefício para o outro nem enviar os valores para outras pessoas.
As novas regras também valem para aplicativos de delivery?
Sim. As regras continuam valendo independentemente de a compra ser feita presencialmente ou pela internet.
Os cartões multibenefícios serão proibidos?
Não. As empresas poderão continuar oferecendo cartões que reúnem diferentes benefícios em um único meio de pagamento.
A diferença é que os valores destinados à alimentação deverão ficar separados dos saldos de outros benefícios disponíveis no mesmo cartão.
🔎 Segundo Elber, os valores de vale-refeição e vale-alimentação vinculados ao PAT deverão continuar identificados e sujeitos às regras do programa. Já os demais benefícios poderão seguir normas diferentes.
Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação?
Não. Cada estabelecimento continuará podendo decidir se aceita ou não vale-refeição e vale-alimentação.
Para os estabelecimentos que já aceitam esses benefícios, porém, a tendência é que as restrições relacionadas às diferentes bandeiras diminuam.
O que fazer se o cartão for recusado?
O primeiro passo é confirmar se o estabelecimento aceita vale-refeição ou vale-alimentação.
Se o estabelecimento aceitar o benefício, mas recusar a bandeira do cartão, pode haver uma falha de integração entre as operadoras, um problema técnico ou descumprimento das novas regras.
Segundo Elber, o trabalhador deve registrar a data e o local da tentativa de pagamento e, se possível, guardar a mensagem de erro exibida na maquininha.
Essas informações podem ajudar o trabalhador a registrar uma reclamação na operadora do cartão, no setor de recursos humanos da empresa ou em órgãos de defesa do consumidor.
A expectativa é que as recusas diminuam com a implementação completa da interoperabilidade, embora falhas pontuais ainda possam ocorrer durante a adaptação ao novo sistema.
O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo?
Não. Cobrar uma taxa extra pelo uso do vale-refeição ou do vale-alimentação, ou exigir um valor mínimo para aceitar o pagamento, é considerado prática abusiva.
A regra vale para cartões de todas as operadoras. O consumidor não pode ser prejudicado por escolher pagar uma compra com vale-refeição ou vale-alimentação.
Se isso acontecer, a orientação é guardar provas da cobrança ou da exigência e procurar os órgãos de defesa do consumidor.
O valor do benefício vai mudar?
Não. As mudanças não alteram os valores que as empresas depositam nos cartões de vale-refeição e vale-alimentação.
O valor dos benefícios continuará sendo definido pelas empresas ou pelas convenções e acordos coletivos de cada categoria profissional.
O que muda para os comerciantes?
Representantes de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos reclamam há anos das taxas cobradas pelas operadoras e da demora para receber os valores pagos com vale-refeição e vale-alimentação.
Esses custos faziam com que muitos pequenos estabelecimentos considerassem pouco vantajoso aceitar cartões de determinadas operadoras.
As novas regras limitaram a 3,6% as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos e determinaram que os valores das vendas sejam repassados em até 15 dias corridos.
Além disso, a interoperabilidade diminui a necessidade de contratar diferentes soluções de pagamento e permite que os estabelecimentos atendam trabalhadores que utilizam cartões de várias operadoras.
Segundo especialistas, as mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, facilitando o pagamento das despesas do dia a dia, e tornar a aceitação dos benefícios mais vantajosa para os comerciantes.
Quem descumprir as regras pode ser multado?
Sim. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, quem descumprir as regras previstas na legislação e na regulamentação do programa poderá sofrer penalidades administrativas.
As penalidades podem ser aplicadas a operadoras, estabelecimentos comerciais e outros participantes do sistema, conforme o tipo de irregularidade.
O objetivo é garantir que o dinheiro destinado à alimentação dos trabalhadores seja utilizado corretamente e que as demais regras do programa sejam respeitadas.
A Lei nº 6.321 prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. As multas podem ser dobradas em caso de reincidência ou quando houver tentativa de dificultar a fiscalização.
Além das multas, outras penalidades administrativas podem ser aplicadas, dependendo da gravidade da irregularidade.
Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização?
Sim. Além das novas regras para os cartões, empresas e profissionais inscritos no PAT também precisam ficar atentos a uma obrigação de atualização cadastral.
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, nutricionistas, empresas beneficiárias, fornecedoras e facilitadoras cadastradas no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa.
O recadastramento é obrigatório independentemente das mudanças na aceitação dos cartões e deve ser realizado na plataforma disponibilizada pelo governo.
Quem não fizer o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do PAT e precisará solicitar uma nova inscrição para voltar ao programa.

Seis meses de salário, MacBook e bolsas de R$ 55 mil: como é o pacote de demissão da Canva

Logo do Canva
Divulgação
Ser demitido costuma significar não apenas perder o emprego, mas também reorganizar a vida financeira e buscar uma nova oportunidade profissional.
No caso dos funcionários afetados pela reestruturação da Canva, porém, a saída será acompanhada de um pacote que inclui seis meses de salário, assistência médica por um ano, apoio para encontrar outro emprego, um MacBook e bolsas de US$ 10 mil (R$ 54,8 mil) para quem quiser empreender.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A plataforma australiana de design anunciou na terça-feira (3) uma reorganização que afetará 1.271 funcionários, o equivalente a 22% da equipe. As mudanças incluem demissões, alterações de funções e pedidos de transferência para outras cidades.
“Sabemos que as circunstâncias de cada pessoa são diferentes e, embora nada possa tornar as notícias de hoje mais fáceis, tentamos refletir essas diferentes necessidades no apoio financeiro, profissional e de bem-estar que estamos oferecendo a todos os afetados”, afirmou a Canva em comunicado.
Agora no g1
O pacote prevê o pagamento de pelo menos seis meses de salário a todos os funcionários que deixarem a empresa, independentemente do país em que trabalham. O valor inclui os direitos trabalhistas previstos na legislação de cada localidade.
Outro benefício é a manutenção da assistência médica por 12 meses nos países em que a Canva já oferece o serviço. O Canva Care, programa de assistência aos funcionários que também pode ser utilizado por familiares, será mantido pelo mesmo período.
Apoio para conseguir outro emprego ou abrir um negócio
Além do apoio financeiro e dos benefícios de saúde, a Canva promete ajudar os profissionais a encontrar um novo emprego. O pacote inclui orientação individual de carreira, preparação para entrevistas e uma assinatura de um ano do LinkedIn Premium, versão paga da rede social profissional.
👉 Parte da equipe de recrutamento da própria Canva será destinada a ajudar os funcionários que estão saindo a revisar currículos e se preparar para entrevistas.
A empresa também pretende criar um cadastro voluntário de ex-funcionários e compartilhá-lo com investidores, parceiros e contatos do setor para aproximar esses profissionais de possíveis empregadores.
O pacote também permite que os funcionários fiquem com o MacBook utilizado no trabalho. Segundo a empresa, a medida leva em consideração que nem todos têm um computador pessoal.
Para quem pretende seguir outro caminho, a Canva anunciou a criação do Canva Collective Fund. O fundo concederá bolsas de US$ 10 mil (R$ 54,8 mil) a funcionários desligados que queiram desenvolver um projeto próprio.
O dinheiro poderá ser usado para abrir um negócio ou desenvolver iniciativas voltadas à comunidade local. Quem quiser participar terá até 14 de dezembro para manifestar interesse.
Segundo a empresa, a Canva não exigirá participação nos negócios nem terá direitos sobre os projetos desenvolvidos com o financiamento.
Por que a Canva está demitindo?
A reestruturação foi anunciada pela cofundadora e presidente-executiva da Canva, Melanie Perkins.
A empresa atribuiu as mudanças à desaceleração do crescimento, registrada pela primeira vez em dez anos, e à necessidade de adaptar sua estrutura às mudanças tecnológicas e às novas demandas dos usuários.
“Este foi nosso ano mais difícil até agora e, como compartilhamos no início deste ano, nosso crescimento desacelerou pela primeira vez em uma década”, afirmou Perkins em comunicado aos funcionários.
A empresa pretende reduzir níveis hierárquicos, integrar departamentos e dar mais autonomia a equipes menores. As áreas de Produto, Crescimento e Plataforma, por exemplo, serão reunidas em uma única estrutura para concentrar responsabilidades e facilitar a tomada de decisões.
Outra mudança será a concentração das equipes de produto em Sydney, na Austrália, que se tornará a principal base desses profissionais. A empresa também pretende ampliar o trabalho presencial.
A partir de janeiro, a expectativa é que a maioria dos funcionários em regime híbrido trabalhe no escritório de dois a três dias por semana, dependendo da região.
A Canva afirmou que avaliou diferentes alternativas antes de concluir que mudanças menores não seriam suficientes para preparar a empresa para os próximos anos.
“Nada pode tornar esta notícia mais fácil, mas faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar todas as pessoas afetadas”, afirmou a companhia no comunicado em que detalhou o pacote de benefícios.