Repetitivo discute chamamento ao processo em execução individual de sentença coletiva com réus solidários
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Feicorte, em Presidente Prudente (SP)
Isabela Gomes/g1
A força da pecuária brasileira esteve em evidência durante a 22ª edição da Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP). Considerada a maior feira da cadeia produtiva da carne da América Latina, o evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, empresários e investidores em uma programação voltada à inovação, à genética animal e às perspectivas de mercado para um dos setores mais importantes do agronegócio nacional.
Em uma região que concentra mais de 2,3 milhões de cabeças de gado — cerca de 20% do rebanho paulista —, a feira apresentou novas tecnologias, promoveu leilões, julgamentos de animais e abriu espaço para debates sobre os desafios que impactam diretamente a pecuária brasileira, como as exigências sanitárias internacionais e as barreiras comerciais impostas por alguns mercados importadores.
“As empresas ali em volta da arena proporcionam esse ambiente de negócios, que é um grande objetivo da Feicorte. Além disso, também muitos negócios sendo gerados na parte dos animais, na exposição deles, nos julgamentos”, explica a sommelier de carnes, Larissa Morales.
“Tivemos seis leilões durante toda a Feicorte, a gente consegue cumprir esse objetivo de fazer com que o evento seja uma ferramenta de fomento dessa cadeia produtiva e de fomento da rentabilidade de todos”, completa Larissa.
Entre os destaques desta edição estiveram raças bovinas conhecidas pelo alto valor agregado da carne. Uma delas foi o Wagyu, cuja principal característica é o elevado nível de marmoreio, responsável pela maciez e pelo sabor diferenciado do produto.
“O Wagyu é um taurino asiático, originário do Japão. O animal puro, um pouco mais delicado, mais sensível ao carrapato, ao calor, mas a gente vem apostando muito no cruzamento como ferramenta para usar essa genética e contribuir na qualidade da carne. Nos sistemas que já estamos habituados a trabalhar aqui no Brasil, o cruzamento vem se dando muito bem e dando resultados muito bons”, conta a representante comercial, Sueli Francelino Almeida.
Outro atrativo foi a presença da raça Texas Longhorn, famosa pelos chifres que podem ultrapassar dois metros de comprimento e pela capacidade de adaptação a condições climáticas extremas. Os animais despertaram a curiosidade dos visitantes e mostraram alternativas para sistemas produtivos em diferentes regiões do país.
Desafios e oportunidades para o setor
Além das oportunidades de negócios, a Feicorte também foi palco para discussões sobre o futuro da pecuária brasileira.
Entre os temas debatidos estiveram o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa pela China e, em contrapartida, as restrições impostas pela União Europeia à importação de carne brasileira. Questões que afetam diretamente um setor que movimentou quase R$ 1,5 bilhão apenas nos quatro primeiros meses do ano.
Com a presença de expositores de diferentes regiões do país e uma programação voltada à inovação, a Feicorte reforçou o papel da pecuária como uma das principais forças do agronegócio nacional e mostrou como tecnologia, genética e conhecimento seguem transformando a atividade no campo.
Veja a reportagem exibida no programa em 28/06/2026:
Feicorte reúne tecnologia, genética e negócios para impulsionar a pecuária brasileira
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Jovens desafiam êxodo rural e assumem negócios da família no interior de SP
TV TEM/Reprodução
O número de jovens entre 15 e 24 anos vivendo na zona rural de Araçoiaba da Serra (SP) despencou 66% em duas décadas. O avanço do êxodo rural acendeu o alerta entre os produtores locais sobre quem vai administrar as propriedades e as lavouras no futuro.
Para tentar reverter essa tendência e fixar as novas gerações no campo, o curso “Jovem Empreendedor do Agro”, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), começou a capacitar filhos de produtores para darem continuidade ao legado das famílias.
O produtor Paulo Mota viveu esse desafio de perto. O filho dele, Raphael, decidiu contrariar as estatísticas e escolheu permanecer no campo. Atualmente, o jovem trabalha no dia a dia da lavoura ao lado do pai, que orienta seus passos na produção.
A iniciativa do Senar foca em jovens como Raphael e o estudante João Paulo, filho dos produtores Jomar e Regina Bello. De acordo com o instrutor Valber Rodrigo de Oliveira Santos, o objetivo das aulas é mostrar que o agro moderno exige gestão e oferece uma carreira promissora para a juventude.
O curso foca em mudar a visão sobre o empreendedorismo rural ao destacar que o trabalho no campo vai muito além do esforço manual. Com a chegada de tecnologias como o uso de drones e sistemas de gestão digital, o setor tem atraído os jovens pelas oportunidades de inovação e tecnologia.
Veja a reportagem exibida no programa em 28/06/2026:
Número de jovens no campo diminui no interior de SP e acende alerta para sucessão no agro
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Onde de calor extremo avança para o leste da Europa
A onda de calor que atinge a Europa já provocou cerca de mil mortes acima do esperado na França desde quarta-feira (24). A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, e houve aumento das mortes em domicílio, principalmente na região de Paris.
Neste domingo (28), mais de 190 milhões de pessoas devem enfrentar temperaturas de pelo menos 35°C em diferentes regiões do continente. E o avanço da onda de calor também levou diversos países a registrar temperaturas recordes.
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A Alemanha alcançou 41,5°C no sábado, a maior temperatura já medida no país, superando a marca registrada apenas um dia antes. O serviço meteorológico alemão ainda alertou que os termômetros poderiam se aproximar dos 42°C.
Na República Tcheca, a temperatura chegou a 40,8°C ao norte de Praga, com previsão de ultrapassar os 41°C neste domingo. Em Basileia, na Suíça, os termômetros marcaram 39°C, estabelecendo pelo terceiro dia seguido um novo recorde para o mês de junho.
Já a Dinamarca registrou 37°C, a maior temperatura desde o início das medições no país.
Hospitais, transporte e energia são afetados
Além da França, a Espanha associou 212 mortes registradas em um intervalo de quatro dias à onda de calor.
Em diferentes países, hospitais, serviços de emergência e autoridades locais adotaram medidas para atender ao aumento da demanda e reduzir os riscos à população.
Em Paris e Viena, por exemplo, os atendimentos de emergência aumentaram.
Ao mesmo tempo, festivais, eventos ao ar livre e manifestações foram cancelados, adiados ou adaptados por causa das altas temperaturas e dos alertas meteorológicos.
Os efeitos também chegaram à infraestrutura e ao setor de energia.
Segundo a Reuters, o aquecimento das águas do rio Danúbio levou a usina nuclear de Paks, na Hungria, a reduzir a geração de eletricidade para manter a água usada no resfriamento dos reatores dentro dos limites de segurança.
Na Alemanha, empresas ferroviárias flexibilizaram as regras para cancelamento de viagens devido ao risco de deformação dos trilhos. O calor também provocou rachaduras em trechos de rodovias.
Uma mulher com um leque perto da Torre Eiffel durante onda de calor em Paris, em 20 de junho de 2026
REUTERS/Sarah Meyssonnier
Mudanças climáticas e os riscos econômicos
Além dos impactos imediatos, especialistas alertam para consequências econômicas de longo prazo.
Cientistas avaliam que uma onda de calor dessa magnitude seria praticamente impossível sem o aquecimento global provocado pela ação humana. Além disso, eventos como esses tendem a se tornar mais frequentes, mais duradouros e mais intensos.
🌡️ O episódio atual foi favorecido por um padrão atmosférico conhecido como “bloqueio ômega”, que mantém uma massa de ar quente sobre uma mesma região por vários dias, dificultando a chegada de frentes frias.
Além dos impactos imediatos, especialistas também alertam para os efeitos econômicos das ondas de calor.
Em entrevista à Deutsche Welle, a economista Katharina Utermöhl, pesquisadora de políticas econômicas da seguradora Allianz, afirma que temperaturas acima de 30°C reduzem a produtividade, aumentam o consumo de energia e elevam o número de afastamentos por problemas de saúde.
“Acima de 30 graus, a produtividade cai 3% por grau adicional, enquanto os custos de energia aumentam 1,2% por grau.”
Para a economista, o calor extremo deixou de ser apenas um evento climático passageiro e passou a representar um desafio permanente para a economia.
Um estudo da Allianz estima que, se episódios de calor intenso se tornarem mais frequentes, as perdas acumuladas para a economia alemã entre 2026 e 2030 poderão chegar a US$ 131 bilhões.
*Com informações das agências de notícias France Presse, Deutsche Welle, Reuters e RFI
O que é o ‘domo de calor’ que está causando temperaturas extremas na Europa
Reteurs
*Com informações das agências de notícias France Presse, Deutsche Welle, Reuters e RFI