Dinheiro esquecido do PIS/Pasep: prazo para entrar no próximo lote termina nesta terça-feira

PIS/Pasep, FGTS – Saque
José Cruz/Agência Brasil
Termina nesta terça-feira (30) o prazo para solicitar o segundo lote de pagamentos do antigo fundo PIS/Pasep. O saque para quem fizer o pedido dentro do prazo está previsto para o dia 27 de julho.
Ao longo do ano, há outras datas para solicitações e pagamentos, seguindo um calendário já estabelecido pela Caixa Econômica Federal.
🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente.
O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS.
Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep
Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação.
A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.
Veja a seguir:
Como consultar se tenho dinheiro esquecido?
Como saber o número do PIS/NIS?
Como pedir o ressarcimento dos valores?
Quando vou receber?
O que é o antigo PIS/Pasep?
1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido?
REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep
Reprodução
Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/;
Clique em “entrar com gov.br”. Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer;
Faça login com seu CPF e senha, e clique em “autorizar”;
Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo);
Clique em “pesquisar”. E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas.
2. Como saber o número do PIS/NIS?
NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal.
Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família.
Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez.
O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir:
Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo.
Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão.
Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h.
CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo.
3. Como pedir o ressarcimento?
O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS.
Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção “mais”, “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos.
Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial.
Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar:
Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou
Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou
Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.
4. Quando vou receber?
Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir.

5. O que é o antigo PIS/Pasep?
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado.
Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio.
Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual.
Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional.
Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores.
▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa.
PIS/Pasep: Caixa libera novo lote do dinheiro esquecido nesta segunda

Imposto de Renda 2026: Receita paga 2º lote de restituição nesta terça; veja o calendário

Imposto de renda
Marcos Serra/g1
A Receita Federal começa a pagar nesta terça-feira (30) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, referente ao mês de junho. O crédito bancário será realizado ao longo do dia.
Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio.
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Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal. (veja aqui como consultar)
Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões.
Quem recebe neste lote
O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:
155.060 restituições para idosos acima de 80 anos;
1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;
106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;
507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério.
Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote.
Agora no g1
Veja o calendário da restituição do IR 2026
Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:
1º lote: 29 de maio
2º lote: 30 de junho
3º lote: 31 de julho
4º lote: 28 de agosto
Como fazer a consulta?
O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”.
A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.
A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.
Em nota oficial, o Fisco afirma que “assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte”. Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.
“Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade”, afirma a nota.
Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:
4004-0001 (capitais)
0800-729-0001 (demais localidades)
0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)
Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.
Malha fina
Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada “malha fina”.
Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.
Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.
Contribuinte deve procurar, no serviço, por “declarações e demonstrativos”.
Em seguida deve buscar o “Meu Imposto de Renda”, e consultar a declaração de 2026.
O Fisco informará:
Se a declaração foi processada (situação regular);
Se há pendências (malha fina).
No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.
Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).
Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.
No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.
No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

Por que ataque hacker a fornecedor preocupa a Apple antes do lançamento do iPhone 18

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Shannon Stapleton
Fotos do futuro iPhone 18 Pro, previsto para ser lançado em setembro, foram parar na dark web depois de um ataque hacker à Tata Electronics, fornecedora indiana da Apple. O material vazado inclui ainda uma lista confidencial de componentes e fornecedores da gigante americana.
As informações foram confirmadas por meio de documentos e de uma fonte da Reuters, uma semana após a Tata Electronics informar ter sido alvo de um incidente de cibersegurança. Mais de 200 mil arquivos foram vazados pelo grupo de ransomware World Leaks, segundo a agência de notícias.
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🔎 Ransomware é um tipo de ataque hacker que bloqueia dados de um sistema e exige um resgate para que eles sejam liberados. Em alguns casos, as informações são vazadas na dark web, área restrita da internet, disponível apenas por meio de programas específicos.
Nos novos documentos, pelo menos seis arquivos detalham vários componentes do iPhone 18 Pro para uma fornecedora da Apple. Eles incluem detalhes de chips na placa de circuito principal, bem como partes da bateria e das câmeras.
Agora no g1
Vários dos arquivos vazados têm marcas d’água com o aviso “confidencial” e nomes de código internos da Apple, consistentes com a geração do iPhone 18 Pro, segundo uma fonte da Reuters.
Na pasta com arquivos do iPhone 18 Pro, há fotografias dos celulares sendo submetidos a testes de queda em uma das fábricas da Tata, datadas do início de 2026.
As fotos mostram um aparelho convencional, cinza e com formato retangular, com um conjunto de três câmeras traseiras e o logotipo da Apple.
A Reuters não conseguiu identificar com certeza o número do modelo do telefone, mas a fonte disse que as fotos são de modelos do iPhone 18 Pro.
A Apple considera esse detalhe sensível e está preocupada com a divulgação dos documentos na dark web, já que se referem a modelos ainda não lançados, segundo uma fonte da Reuters.
O material detalha centenas de componentes presentes no próximo celular e mapeia fabricantes de peças, informação que a empresa não divulga em seu banco de dados público de fornecedores, disse a fonte.
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Ann Wang
Os registros também mostram onde a Apple adquire peças de vários fornecedores e onde depende de apenas alguns, expondo tanto seu poder de negociação quanto suas vulnerabilidades.
O material que já tinha sido analisado por pesquisadores contava com supostos projetos de peças de iPhones e da montadora Tesla, que também é cliente da Tata. Os arquivos reuniam ainda documentos da TSMC e da Qualcomm, que fabricam componentes usados em iPhones.
Vazamento segue em investigação
A Tata restringiu o acesso interno a sistemas sensíveis enquanto investiga o incidente e contratou uma consultoria global para realizar uma auditoria forense. A Apple investiga o assunto e trabalha com a fornecedora em medidas de longo prazo.
O incidente ameaça acordos da Apple com sua rede de fornecedores que fabricam peças do iPhone e a relação da empresa com a Tata Electronics, visto que os contratos costumam ter várias cláusulas de confidencialidade.
O vazamento pode contribuir ainda para que concorrentes, falsificadores e os próprios fornecedores da Apple tenham uma ampla visão de quem fabrica cada componente.
A exposição indevida dos dados acontece em um momento em que a Tata se consolida como uma das fornecedoras mais importantes da Apple fora da China, em uma iniciativa do primeiro-ministro indiano Narendra Modi de tornar o país em uma potência na fabricação de eletrônicos.
A entrada da Apple na Índia depende da Tata, sua mais nova montadora principal. A Índia está perto de produzir 26% dos iPhones do mundo em 2026, um aumento em relação aos 6% de quatro anos atrás, segundo a empresa de pesquisa Counterpoint.
A Apple também lida com o caso dias após aumentar os preços do iPad e do MacBook devido à alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Analistas esperam que a empresa aumente os preços do iPhone nos próximos meses.

Do lixo ao adubo: como restos de comida ajudam a reduzir emissões de gases do efeito estufa

Usina verde transforma alimentos desperdiçados em adubo
Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população.
Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série “PF: Prato do Futuro”, onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil.
Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores.
O desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático.
Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma.
ENTENDA: Por que há tanto desperdício de alimentos, enquanto milhões passam fome no Brasil
Para mitigar a questão, surgem iniciativas que buscam combater cada um desses problemas.
Uma das formas de fazer isso é usar a compostagem para que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente.
O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, em São Paulo, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (Veja no vídeo no início da reportagem).
O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção.
O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro
O g1 também visitou outras duas iniciativas de combate ao desperdício. Confira abaixo.
Combate ao desperdício e à fome
Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome
Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras.
Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério.
Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias.
Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos.
“Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome.
O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (Confira no vídeo acima).
Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras.
Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações.
No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais.
Os alimentos estragados são enviados para a Usina Verde de Campinas, onde passam por compostagem.
Saiba também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos
Como minimizar perdas
Da lavoura ao suco: como diminuir perdas no campo
Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores.
As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima).
Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade.
Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira.
Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade.
Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco.
As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino..
Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores.
Leia também: Como calor e seca afetam alimentos e já deixam o café mais caro
Créditos deste episódio da série ‘PF: prato do futuro’
Coordenação editorial: Raphael Martins
Edição e finalização de vídeos: Cadu Lando
Narração: Vivian Souza
Reportagem: Vivian Souza
Produção: Vivian Souza
Roteiro: Vivian Souza
Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli
Coordenação de arte: Julio Dubiella
Ilustração e infografia: Bruna Azevedo
Fotografia: Cadu Lando e Kaique Mattos
Motion Design: Thalita Ferraz

Após 28 anos e 1,5 milhão de Corollas produzidos, Toyota fecha fábrica de Indaiatuba

Planta da Toyota do Brasil em Indaiatuba
Toyota do Brasil / Arquivo Pessoal
Após 28 anos em atividade e com cerca de 1,5 milhão de Corollas produzidos, a montadora da Toyota em Indaiatuba (SP) encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30). A planta atendia todo o mercado brasileiro.
Com o fechamento da unidade, o modelo passará a ser montado em Sorocaba (SP). A previsão é que a nova fábrica sejá inaugurada em novembro deste ano, de acordo com a Toyota, e fique responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida.
➡ O último Corolla montado em Indaiatuba foi apresentado aos funcionários em uma cerimônia de despedida, no dia 20 de junho, com direito a desfile automotivo em um tapete vermelho – veja no vídeo abaixo.
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Toyota produz último Corolla em fábrica de Indaiatuba após 28 anos
Unidade em Indaiatuba
Em 2024, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região chegou a um acordo com a montadora para a transferência de colaboradores ou adesão ao plano de demissão voluntária. A planta chegou a reunir 1,5 mil funcionários.
A fábrica de Indaiatuba foi a segunda da Toyota no Brasil, instalada em 1998 e responsável por fabricar mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla.
Segundo a montadora, na planta foram produzidos os primeiros modelos híbridos flex do mundo.
Nova fábrica
A inauguração da nova fábrica em Sorocaba faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2 mil empregos.
VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai

Brasil se aproxima do limite da cota chinesa, e frigoríficos diminuem compra de bois
O Brasil deve atingir, em agosto, o limite anual de exportação de carne bovina para a China, segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Por causa disso, pecuaristas afirmam que os frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois para abate.
Esse limite define quanto cada país pode vender de carne bovina para a China anualmente sem que seja preciso pagar uma sobretaxa.
No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima disso salta para 55%.
Com essa política, a China, principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações.
Segundo o pecuarista Luciano Resende, de Rondonópolis (MT), a procura dos frigoríficos por gado diminuiu na última semana.
Como consequência, o preço médio da arroba do boi gordo nas vendas a prazo caiu de R$ 344 para R$ 332, nos últimos 10 dias.
Agora, o setor aguarda para ver como frigoríficos e compradores vão se adaptar ao novo cenário.
Segundo o diretor executivo da Acrimat, Daniel Latorrocara, poucos países conseguem produzir excedentes de carne bovina como o Brasil.
“Caso a China não compre da gente e acelere a compra de Uruguai e Nova Zelândia, esses dois países vão deixar de atender outro do mundo e aí é uma oportunidade de onde os nossos animais podem ser enviados até o fim do ano”, afirma.
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Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome